4 de junho de 2026

A história da Companhia do Canal de Suez

Por Motta Araujo

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EMPRESAS HISTÓRICAS – A COMPANHIA DO CANAL DE SUEZ – Fundada em 1858 por Ferdinand de Lesseps, engenheiro francês, a Companhia levou dez anos para completar o Canal de Suez, uma magnífica obra de engenharia realizada em um tempo sem maiores máquinas, levou menos tempo que o canal de transposição do Rio São Francisco, ainda não inaugurado após mais de dez anos do ínicio dos trabalhos. A bem da verdade Lesseps não tinha o Tribunal de Contas e o Ministério Público nas suas costas, o empreendimento era privado e o capital fornecido por acionistas franceses, a maioria pequenos poupadores.

O Canal mudou a geopolítica da Ásia e do Oriente Médio, passou ser vital para o Império Britânico pela ligação com a Índia. A inauguração foi comemorada com a estreia da Ópera AIDA de Giuseppe Verdi no Teatro do Cairo, ópera encomendada pelo Khediva do Egito para as festividades de inauguração do Canal, que passou a ser desde então uma das principais fontes de receita do Egito, até hoje.

O Khediva recebeu ações no valor de 3,8 milhões de libras esterlinas como preço da concessão mas em 1875, o Khediva Ismail, que gastava muito, viu-se sem dinheiro e vendeu suas ações para o Tesouro britanico, que arrumou o dinheiro com o banco N.M.Rothschild. Desde essa época, com mais ações compradas no mercado, a Companhia passou a ser controlada pelo Governo britânico mas nunca perdeu seu carater francês, a sede era em Paris e o nome continuou o mesmo até muito depois da nacionalização em 1956 – COMPAGNIE UNIVERSELLE DU CANAL MARITIME DE SUEZ. Nacionalizada pelo Presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o ato provocou a chamada “Guerra do Suez” com invasão do Egito pela Inglaterra, França e Israel, operação sustada por determinação conjunta do EUA e URSS, provocando a queda do Primeiro Ministro britânico Anthony Eden.

Nasser anos depois indenizou a Companhia, que na sua sede em Paris tinha enormes reservas de capital. A Companhia usou o dinheiro para entrar em outros negócios, em 1997 comprou a também centenaria Compagnie Lyonnaise des Eaux e em 2008 fundiu-se com a Gaz de France, hoje é conhecida como GDF Suez, grande investidora no Brasil com usinas geradoras que eram da Eletrobrás no Sul, tem plataformas de petróleo e navios de regaseificação de gás liquido, hoje o Brasil é grande importador de GNL da Rússia, Trinindad e Algéria.

A companhia é até hoje conhecida como SUEZ, uma senhora história do capitalismo europeu.

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7 Comentários
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  1. alexandre a.moreira

    9 de dezembro de 2013 10:57 am

    Além do MPF e o tribunal de

    Além do MPF e o tribunal de contas a contabilidade da morte de operários era o:  (C.W.) “casualidades da obra”…é o mundo civilizado ainda não chegou…mas é uma grande história do capitalismo europeu.

  2. evandro condé de lima

    9 de dezembro de 2013 12:57 pm

    Alternativas para o São Chico

    Mas infelizmente perdemos mais uma boa oportunidade: A Índia está desenvolvendo projeto onde aproveita o leito de canais de irrigação e colocando painéis solares. É fácil encontrar no google(solar canals) – – não coloco agora porque estou com problemas para copiar e colar.

     

    1. evandro condé de lima

      9 de dezembro de 2013 8:51 pm

      canal solar

      consegui

      https://jornalggn.com.br/comment/reply/1316619/169089

      solar canals

  3. André Paulistano

    9 de dezembro de 2013 3:48 pm

    Xará, como gosto das suas

    Xará, como gosto das suas histórias!

    Pergunta: quais são as suas fontes? Como você sabe de tantos detalhes?

    Abs!

  4. Maria Luisa

    9 de dezembro de 2013 6:19 pm

    Não entendi bem uma coisa,

    Não entendi bem uma coisa, André: quer dizer que a GDF Suez tem capital do governo egipiciano ? Eu sempre vi esse Suez no nome da companhia, mas pensava que era capital privado… Em todo caso, vou ver o documentario recomendado. 

    1. A.Araujo

      9 de dezembro de 2013 7:25 pm

      Não tem nada mais com o

      Não tem nada mais com o governo egipcio, as ações que o Khediva recebeu em 1869 foram vendidas ao Governo britanico em 1875, desde o então o Egito não tem ações da Companhia do Canal, que de qualquer modo foi expulsa do Egito em 1956, de egipcio hoje só o nome SUEZ.

      1. Maria Luisa

        9 de dezembro de 2013 8:25 pm

        Obrigada André pela

        Obrigada André pela explicação. Reli o texto e tudo estava la. Tem um filme sobre toda a historia do canal. Vou procurar vê-lo.

        Saudações.

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