4 de junho de 2026

Processos e picuinhas em Pindorama, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Advogados que escolheram combater a opressão não podem se dar ao luxo de imaginar que derrotarão adversário sozinhos
Reprodução

por Fábio de Oliveira Ribeiro*

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No ápice da Lava Jato, Deltan Dellagnol e Sergio Moro acreditaram ser maiores do que a Constituição Cidadã e mais poderosos do que o STF. Os erros que ambos cometeram em razão dessa crença comprometeram o resultado do processo movido contra Lula.

Agora, Cristiano Zanin e Valeska Zanin cometem o equívoco de hostilizar colegas do Grupo Prerrogativas que participaram da luta para restaurar a legalidade, destruir a politização do Sistema de Justiça e enterrar o método utilizado pelos heróis/vilões lavajateiros.

Minha participação nessa luta foi pequena. Mesmo assim, não posso deixar de lamentar o episódio protagonizado pelos advogados de Lula. O sucesso que eles obtiveram ontem pode se tornar uma derrota catastrófica amanhã. Se ficarem isolados num castelo de marfim, o casal Zanin ficará vulnerável.

Nós advogados somos naturalmente competitivos. Irritantes, algumas vezes. Porém, aqueles que escolheram combater a opressão política e econômica não podem se dar ao luxo de imaginar que derrotarão sozinhos um adversário abissal. Nenhum advogado é maior do que a causa comum.

Além disso, sempre que um megaprocesso termina outro está prestes a começar. Soldados devem afiar as espadas e afivelar os capacetes após uma vitória (Sun Tzu). Advogados de esquerda tem que aprender que as picuinhas entre eles não são uma continuação da luta por outros meios.

* Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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