5 de junho de 2026

Nota de um observatório

Há mais ou menos 10 meses atrás ainda se encontravam comentaristas bem dispostos a tentar defender o processo que levou Feliciano à presidencia da CDHM.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Teve um governador que revogou a regulamentação da lei antihomofobia de sua unidade federativa. Não vai se reeleger, né?

E nas redes sociais pululavam os discursos sobre ‘a importância da governabilidade’, ‘você precisa entender o que é realpolitik’, e outras coisas do gênero.

Passa o tempo…

Entrevistas de Papa Francisco. Os pedidos de desculpas de Guido Barilla. A repercussão internacional da lei anti-gays de Putin. 

2º engavetamento do PLC 122/06

E, até o momento, e até onde sei, apenas seis celebridades criticaram o último capítulo de ‘Amor à Vida’: Malafaia, Bolsonaro, Eduardo Cunha, Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Mariza Lobo. Ótimas companhias de ‘opinião’, para quem quiser.

Só lembrando: no fim deste mês é a nova escolha de comissões para a Câmara dos Deputados.

Pensem nisso.

(‘Proud’, com Heather Small, foi o tema da candidatura de Londres para as Olimpíadas 2012. E também de Félix & Niko)

http://letras.mus.br/heather-small/193699/traducao.html

http://www.youtube.com/watch?v=LEoxGJ79PMs

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ed Döer

    4 de fevereiro de 2014 2:59 pm

    Teve um governador que

    Teve um governador que revogou a regulamentação da lei antihomofobia de sua unidade federativa. Não vai se reeleger, né?

    Como se uma coisa tivesse relação com a outra. E como se elegerem o Arruda, o que é provável, fosse um grande avanço para o DF. Deixa de misturar laranjas com maçãs.

    1. Gunter Zibell - SP

      4 de fevereiro de 2014 7:58 pm

      E pode ter a ver, Ed

      O governo dele pelo visto é um conjunto de problemas, pois está com 71% de rejeição. E é o 3º ou 4º em intenções de voto.

      Ele já estava com a popularidade em baixa e revogou um projeto da Câmara Distrital, a pedido de um deputado, provavelmente (não foi assumido, claro) para ter maior popularidade junto à comunidade evangélica.

      Na ocasião ele prometeu que refaria a lei e a sancionaria em 2 ou 3 meses. Mas nem a oportunidade de voltar atrás e corrigir um erro fez.

      As consequências foram que não recuperou popularidade junto a uns e perdeu junto a outros. Uma deputada muito querida pela comunidade LGBT (e isso apesar de ser do partido dele) conseguiu manter sua imagem, mas não tem como pedir votos para ele em outubro.

      Citar Arruda é que foi uma mistura de frutas… E é claro que ninguém acha que Arruda é uma boa maçã. Rollemberg (coautor da lei revogada = marketing pronto) pode ser laranja melhor.  E ainda tem C Buarque.

      Mesmo que o governador ainda tenha chances de ir para o 2º turno, uns 5% de votos (sem contar, vale lembrar, que pode haver parentes) podem fazer falta para ele passar de 3º a 2º. Mas pelo visto ele não quer.

      Ainda não vê nenhuma relação? Se você fosse LGBT na UF em questão, votaria nele?

      Lembra do post sobre a Espanha? O PSOE naquela ocasião estava apenas 1,5% acima do PP, e isso já daria o direito a formar coalização e escolher Primeiro-Ministro (os problemas em regimes parlamentares são diferentes da eleição de um executivo, mas também são presentes.)

      O que eu acho que deve ser pensado: pode não ser uma boa ideia desprezar 4 ou 5% dos votos por serem minoria muito menor que outras (como 20% de evangélicos ou 30% de ‘politizados’) pois numa eleição apertada podem fazer diferença.

      E ainda existe o sentimento de indignação. É tão desrespeitoso revogar a regulamentação de uma lei (o que não precisava), e ainda por cima tentar fazer jogo duplo (acenar para o retorno dela) e mais ainda não cumprir isso que, sim, a indignação pode fazer alguns no 2º turno preferirem alguém da família Arruda, já que pior que está não fica.

      Pessoas de ‘centro-esquerda’ sempre caem por ‘gravidade’ para candidaturas do PT. Como em 2006, os votos de HH voltaram todos para Lula. Não se pode pensar o mesmo de voto LGBT, que pode ser pendular e independente de ideologias em situações-limite.

       

       

       

  2. Mario Siqueira

    4 de fevereiro de 2014 3:53 pm

    Dá para explicar, Gunter ?

    Prezado Gunter:

    Deixe-me fazer algumas observações.

    Nós, frequentadores assíduos do blog do Nassif, somos, na média, pessoas razoavelmente bem informadas e, sobretudo,  bem intencionadas.

    Então peço por favor, que voce seja mais claro.

    Me explico (ou tento).  Por exemplo, o que voce quer dizer com :

     “Teve um governador que revogou a regulamentação da lei antihomofobia de sua unidade federativa. Não vai se reeleger, né?”

    Não entendí. Não sei quem é.

    Depois: “Os pedidos de desculpas de Guido Barilla. A repercussão internacional da lei anti-gays de Putin.”

    Pô! Eu me considero um cara relativamente bem informado, mas não sei quem é esse Guido Barilla. !!

    Isso é só um exemplo. Em outros comentários seus “passei batido” por”  falta de referência” (o famoso “qui qui é isso, meu ?).

    Pô, dá para voce se comunicar melhor com os mortais comuns como este velho  ??

    Abraços afetuosos (e sinceros)

    Mario

    1. Renato Kern

      4 de fevereiro de 2014 5:14 pm

      Tá tudo no Google

      É só acessar!!!

    2. Gunter Zibell - SP

      4 de fevereiro de 2014 8:25 pm

      Claro que dá, Mario

      Os casos já apareceram no blog:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/revogada-lei-contra-discriminacao-a-homossexuais-no-df

      https://jornalggn.com.br/noticia/guido-barilla-pede-desculpas-por-declaracao-polemica

      Eu às vezes gosto de fazer comentários mais curtos como esse, apenas apresentando elementos que penso ser os mais relevantes.

      Mas é tudo interligado.

      Como você sabe, há uma crescente indisposição de militantes LGBT (certamente não a massa de pessoas LGBT) com as concessões que o PT faz a partidos religiosos. Concessões estas com um alvo muito claro: população LGBT.

      As coisas pioram ano a ano e 2013 conseguiu ser o pior. 

      Se o Brasil fosse como a Rússia, seria uma coisa. Ocorre que não é. Enquanto que na Rússia há uma população disposta a ser manobrada para rejeitar aquilo que parecer “estrangeiro” (e a propaganda de Putin é assim: A Europa e os EUA nos querem empurrar o fim de nossas famílias), no Brasil (*) há uma grande aceitação do que é propagado pela mídia.

      (*) não tanto pelas pessoas que se dizem de esquerda, mas estas são minoria.

      O caso Barilla, de um executivo que teve que se desculpar após declarações homofóbicas, foi um dos mais compartilhados (se não foi o mais) por simpatizantes LGBT do mundo todo em redes sociais. Há outros casos menores (Rafinha Bastos vs Hotel Mercure, Cantora Joelma, p.ex.) mas a realidade é uma só: toda vez que alguém se mete a fazer alguma declaração homofóbica, ainda que seja ‘gracinha’, há uma corrente condenando e simplesmente nenhuma voz apoiando.

      E o contrário para o lado positivo. Apesar das duas falas sobre LGBTs de papa Francisco terem sido muito tímidas, quase cosméticas, como foram numa direção chamada ‘Lado Certo da História’ (expressão de Hillary Clinton, provável futura presidenta dos EUA) ganharam grande reverberação.

      Por alguns meses o PT colocou militantes em redes sociais tentando defendê-lo nas questões LGBT falando que quem obstruia as coisas era a bancada fundamentalista. Jogou-se a culpa no bode expiatório do Feliciano (colocado pelo PT lá…) O que não convence mais a partir do momento que são os próprios líderes do PT em comissões que barram os projetos…

      Não se pode mais dizer que o Congresso é conservador, posto que nunca é ‘testado’. Os projetos são barrados antes de votação.

      Não se pode dizer também que a sociedade é conservadora em relação a LGBTs (em relação a aborto e maioridade penal, é sim): quer seja pela pesquisa recente do Ibope quer seja pelo silêncio respeitoso da ICAR (ao menos cardeais e bispos mais importantes) em relação ao beijo gay, é óbvio que é outro o panorama.

      A sociedade ainda é homofóbica, assim como é racista e machista, mas isso não quer dizer que a maioria seja. Passar a combater a homofobia pode vir a ser uma das ‘mudanças’ exigidas pela sociedade. Se isso puder atrapalhar politicamente o governo, mídia e oposição podem usar (como, p.ex., com a propaganda contra a PEC 37)

      Se algum dia houve uma preferência do público LGBT por políticos do PT (em função de ‘n’ projetos até 2010 que foram todos abandonados nestes 3 anos), evidentemente não há mais. A dúvida é se LGBTs mais pobres se reunirão aos de classe média no sentimento de indignação.

      Não adianta muito, para um público que se sente discriminado e continuamente atormentado, o discurso da economia. Pense na Rússia: os indicadores sócio-econômicos de lá são melhores que os do Brasil para os últimos 10 anos. A popularidade de Putin é imensa. Isso faria o LGBT ‘médio’ votar nele em 2018?

      O Brasil vive um momento em que fazer propaganda política do lado homofóbico não dá resultado. Você acha que Lindbergh faz bem em associar-se tanto a Malafaia? 

      E, finalmente, há uma oportunidade para o PT recuperar parte de sua imagem de ‘inclusivo’, que é tentar retomar a CDHM, na escolha deste mês. Você acha que o fará?

      A questão, que não tem nada de ideológica (não ser discriminado no dia a dia, sem contar os riscos de integridade física, pesa mais se o futuro governante é de direita ou esquerda) é que há 7 ou 8 milhões de votos ansiando por uma mensagem de alento. Se ela vier, do lado que for, pode levar a um movimento de tentar influenciar parentes e amigos.

      Isso poderá ser de pequena envergadura e restrito a redes sociais, mas acontecerá. 

      E, como o ambiente em geral é crescentemente simpatizante, políticos de oposição podem fazer em 2014 o contrário do que Serra tentou fazer em 2010.

      Quanto a isso temos que aguardar.

      Um grande abraço.

  3. Calvin

    4 de fevereiro de 2014 4:53 pm

    Não entendi. Simpatizantes da

    Não entendi. Simpatizantes da causa gay são obrigados a concordar com o final da novela (nunca a vi)?

    Gostaria de uma contestação aos argumentos contrários citados.

    Quanto ao PLC, do jeito que está, é uma ditadura gay.

  4. Gunter Zibell - SP

    4 de fevereiro de 2014 7:10 pm

    Colegas petistas, por favor confirmem se é fato

    esta nota no facebook:

    https://www.facebook.com/groups/tchlt/permalink/577465935677842/

    Começou a escolha do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara! Hoje devemos descobrir qual partido ficará com ela, abaixo três cenários: O PT ficando com ela, ou conseguindo através de manobra entrega-la a um aliado ou ainda deixando o colegiado a própria sorte: ============== Em 2013, a Comissão de Direitos Humanos foi palco de disputas e manifestações. De um lado, grupos ultraconservadores, que assumiram o comando do colegiado com o objetivo de barrar avanços na pasta e criar retrocessos. Do outro lado, militantes e deputados de movimentos progressistas, que criticaram o fato de a Comissão ser comandada por parlamentares ligados a grupos religiosos de extrema direita. O resultado foi um ano de muita briga e pouca votação. Diante disto fizemos um “Quem é Quem” na disputa pela presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Bora lá: ============== FAVORITOS: O Partido dos Trabalhadores desta vez decidiu não rifar a comissão e deu sinais de que pretende comandá-la, ainda que tenha um interesse maior por outras comissões, como a de Contituição e Justiça, Agricultura e Educação. Como sua bancada é grande, tem condições pra isso. Seus três nomes mais cotados são; Nilmário Miranda (PT-MG) Foi autor do projeto que criou a Comissão de Direitos Humanos e seu primeiro presidente. Tem longa história na luta pelos direitos humanos tendo sido secretário da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento Latino-Americano e assumiu a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do governo Lula. Destaque pela atuação favorável aos povos tradicionais e na resolução de conflitos armados; Deputado Federal Padre Ton (PT-RO) Sua formação e trajetória está ligada às comunidades eclesiais de base, a agricultura familiar e à defesa dos direitos humanos. Denuncia o cada vez mais conservador Congresso Nacional, mesmo sendo ele próprio ligado a Igreja Católica. Destaque pela atuação na defesa dos povos tradicionais; Erika Kokay (PT-DF) Presidente da Frente Parlamentar dos Direitos Humanos, grupo dissidente que abandonou a CDHM em protesto contra a nomeação do deputado Marco Feliciano, provocou vários debates na Casa e colaborou com os relatórios de projetos nas comissões. Destaca-se na defesa de LGBTs, crianças e adolescentes e pautas feministas. Erika é do DF, o que facilitaria os trabalhos por ser um ano eleitoral e como sabemos, muitos deles estarão viajando bastante; ============== CORRENDO POR FORA: Domingos Dutra (SDD-MA) Já foi presidente da CDHM e já participou de uma Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias (CXDHM). Preferiu renunciar a transmitir a posse ao nosso muso, o que foi bastante simbólico. É notória a sua posição política de oposição à família Sarney, a quem acusa de massacrar o povo do estado do Maranhão. Caso o PT não queira vincular sua imagem a temas que considera “polêmico”, este deputado passa a ser o favorito. Suas principais pautas de direitos humanos vem de encontro a defesa dos povos tradicionais, os negros, além de ter um olhar diferenciado quanto o sistema carcerário; Deputado Marcos Rogério (PDT-RO) Figura obscura da bancada evangélica e do baixo clero, pretende repetir o sucesso do antecessor e amigo Feliciano, com pautas ultraconservadoras. Não tem nenhum histórico na defesa dos direitos humanos. Ao contrário. Vota com a bancada ruralista contra os direitos dos povos tradicionais e com a evangélica para impedir qualquer avanço nos direitos de mulheres e LGBTS. Também é contrário as cotas para negros no serviço público. ============== Por fim, um dado preocupante. Os movimentos sociais que fizeram o enfrentamento contra a escolha de Feliciano, enquanto partidos e o governo federal se omitiram vergonhosamente, NÃO foram consultados… é esperar para ver. Cruzem os dedos! O preconceito é uma prova de inferioridade. O combate ao preconceito é obrigação de todos! 

Recomendados para você

Recomendados