5 de junho de 2026

Ministério Público, velhinhas de Taubaté e maniqueismos

Por André LB

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Nassif,

Faço coro a alguns colegas: você é talvez uma da pessoas mais informadas deste – e a respeito deste – país. Gostaria MUITO de saber por qual motivo de tempos em tempos você entra em modo de funcionamento “velhinha de Taubaté”. Não serve nem como fonte de informações, nem como fonte de apaziguamento. Não se apaziguam estamentos, e você sabe disso melhor que eu.

Obviamente, ninguém (e nada) que já passou ou passará sobre a face da Terra é só defeito ou só qualidade, mas daí a dizer que os membros do MPF, em seu todo, são esse mar de virtudes… francamente. Como disseram, o Gurgel não chegou lá unicamente pela vastidão das bochechas dele, logo não faz qualquer sentido tratar como fato isolado ou “culpado exclusivo” essa pessoa, que se tornou uma das  das figuras mais nefastas do cenário político – sim, político – nacional nos últimos anos. É como atribuir o advento da ditadura unicamente ao General Olimpio Mourão Filho.

Por LN

Prezado André

não costumo simplificar análise de organizações, colocando todos no mesmo baú. Acabo de vir de um evento sobre a Lei da Anistia, no qual o Ministério Público Federal foi peça central para rebater a interpretação do Supremo. É a cara do MPF? Não: é de alguns procuradores.

Daqui a pouco, um procurador da República exibicionista e irresponsável, do Ceará, abrirá outra ação contra o ENEM, prejudicando milhares de pessoas. É a cara do MPF? Não, é a cara dele.

Existem procuradores irresponsáveis e arrogantes, assim como procuradores valentes e responsáveis. Se você souber de outra maneira de explicar o MPF, sem simplificações, escreva que publicarei.

No todo, é a organização que retrato na coluna: burocrática e desinformada (enquanto organização) e sem sistemas eficientes de auto-regulação. Tão ineficiente que permitiu, nesses anos todos, abusos de Roberto Gurgel sem reagir, como organização.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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