Cansaço, por Rui Daher

Assim ganhamos um fake presidente, e mais uma vez estamos servindo ao Acordo Secular de Elites, sempre ancorado em juízes e juízas pilantras (nove dedos, é loira calhorda?), Tribunais e Supremo submissos e acovardados, Congresso fisiologista.

Lucian Freud

Cansaço, por Rui Daher

“Cansaço da vida, cansaço de mim
Velhice chegando e eu chegando ao fim”.

Compuseram Fernando Lobo e Antônio Maria para nós da pior idade, que em ser a melhor não entro, haja visto irritações, ranzinzices, teimosias, e dores generalizadas, eu perto dos 76.

Penso. Será que o ser político que me processa, quer dinheiro que não tenho, sugere minha prisão, ainda que apenas interessado em seu futuro político, tão ogro é seu rival, me salvará da infecção? Parece. Por isso, agradeço. Também admiro seu bom-gosto em vestir-se. Pelo mais, não.

Repararam que não perco mais caracteres colocando nascimento e morte de todos os gajos que cito? Somente o farei quando for importante datar o tempo e a proeminência de ações históricas.

Mal-educado, contaminado pelo negacionismo bolsonarista, sugiro que consultem a internet e facilitem o meu trabalho.

As experiências são longevas. Nada, porém, mais infaustas de quando percebi, antes de 2018, o que seria o Brasil com a possibilidade de um capiroto na Presidência.

Não só pela sua inépcia. Também temia sua explícita má-sorte, aquela de más almas que agravam incompetências. Passei alguns anos alertando. A resposta me acusava de petismo histórico, ainda que nunca filiado ao partido. Estranho país, este!

Vejam, Lula. Medido em anos-luz muito mais inteligente e preparado do que o Regente Insano Primeiro (RIP), teve que contar com a sorte da conjuntura mundial da época, apesar da crise 2007/2008, e que, como estadista reconhecido no planeta, soube debelar.

Havia colocado o Brasil como sexta economia do planeta, fizera inserção social através de essenciais programas de ajuda e recuperação de compra do salário-mínimo, reduzira o desemprego a 4%, bancos e empresas tiveram altos lucros.

E todos vocês o traíram, encantados por um insano que hoje distribui miséria e mortes. Parabéns, se contentes estiverem.

Hoje em dia, o que naquele período foi realizado, confere com ações, as mais espalhadas e requeridas no planeta pelos mais lúcidos pensadores. Unem estabilidade democrática e menor desigualdade social. Assim, elites, continuarão preservando dedos e anéis. Como aqui ocorreu nos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

A má-sorte do ex-presidente Lula precisou ser instrumentada, fabricada, criminosamente efetivada, pelo Acordo Secular de Elites, linha de montagem da fábrica “Lava-Jato”, sócios Moro, Deltan e Hardt.

Golpe em Dilma, prisão urdida em Curitiba, seu conceito de honestidade ferido pelos ataques da mídia, dos Congresso e Judiciário.

Seu impedimento de concorrer nas eleições de 2018 foi um golpe igual aos que a direita usa para denunciar a Venezuela. Creio que, para os não ignorantes que acompanham as gravações, tardiamente divulgadas, a tramoia deveria estar suficientemente clara. Se não, fuck off!

Táoquei? Vixe merda pega! Desculpem, leitores. 

Assim ganhamos um fake presidente, e mais uma vez estamos servindo ao Acordo Secular de Elites, sempre ancorado em juízes e juízas pilantras (nove dedos, é loira calhorda?), Tribunais e Supremo submissos e acovardados, Congresso fisiologista.

Da situação atual, sanitária, econômica e social do Brasil, creio, não precisar acusar ninguém do governo federal, está na cara (Mansueto), se até a Rede Globo e a Folha de São Paulo o fazem?

Qual repercussão devo esperar de minhas colunas em CartaCapital e Blog no GGN? Nenhuma.

Acima de mim, mas ainda limitados na repercussão lamacenta, pouco ouvidos e apoiados, temos Jânio de Freitas, Luís Nassif, Kiko Nogueira, Gregório Duvivier, alguns outros.

Se continuo escrevendo é porque essa forma de expressão é entregar-se, em caráter e opiniões abertos, aos Poderes, por piores que eles possam ser, e a eles responder: “Venham! Não os temo. Se, como Corisco, eu e Dadá, amada mulher, tivermos que morrer baleados por Antônio das Mortes, o será gritando, como filmou Glauber Rocha, sobre trilha musical de Sérgio Ricardo: “Mais fortes são os poderes do povo”.

Jair Bolsonaro só aprendeu simular com as mãos uma arminha. Não passa de um doente mental a quem VOCÊS deram o Poder Executivo.

Inté!

Nota: na parte musical do Blog, além do tema condutor do texto, como fosse um Morricone ou John Williams, tão carente que ando de um passado de novos talentos no cancioneiro nacional, apresento-os João (violão) e Maria Souto (flauta), que concorrem ao Festival do Choro do Rio de Janeiro. Basta acessar o YouTube, clicar reconhecimento da beleza, fazê-los vencedores, e a mim mostrarem real amizade.

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