17 de junho de 2026

Na tragédia da Bahia, a responsabilidade do Almirante Bento, por Luis Nassif

O trabalho natural do MME seria verificar barragens e açudes. Dependendo da segurança do açude, haveria a verificação sobre o sangradouro (onde vaza o excesso de água) para saber se estava funcionando ou não, e providenciar ajustes para evitar o rompimento.

A tragédia da Bahia tem um responsável: o Ministro de Estado de Minas e Energia , Almirante de Esquadra Bento Albuquerque e a equipe de generais responsável pelas ações da Presidência da República. É mais um capítulo da tragédia administrativa imposto ao país, pela militarização da gestão civil.

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Na fase de falta de águas, a maior providência do Almirante foi convocar o médium Cacique Cobra Coral, para fazer chover.

É de sua responsabilidade o monitoramento das barragens no país. Desde o início do mês, climatologistas já alertavam para a tragédia que se avizinhava na Bahia.

O comentário abaixo foi divulgado por volta do dia 13 de dezembro. Alertava que haveria uma janela de uma semana antes que a tragédia se abatesse sobre a Bahia.

Nenhuma medida preventiva foi tomada. Era de responsabilidade do MME e dos generais que conduzem o governo.

A bússola principal é o MLT (Média de Longo Termo), uma média de energia natural afluente, calculada a partir de uma série histórica. O Nordeste estava sempre com previsão de 65% do MLT. Nas últimas semanas, saltou para 119.

O trabalho natural do MME seria verificar barragens e açudes. Dependendo da segurança do açude, haveria a verificação sobre o sangradouro (onde vaza o excesso de água) para saber se estava funcionando ou não, e providenciar ajustes para evitar o rompimento.

Todas as informações estavam disponíveis nas páginas da ONS (Operador Nacional do Sistema). Logo, o Almirante e os generais não poderiam alegar desconhecimento.

Desde outubro, as águas vinham caindo em proporção cada vez maior, praticando triplicando do final de outubro até meados de dezembro.

Deixaram chover e explodir tudo para liberar as verbas.

Nos próximos dias, poderão começar a romper barragens no norte de Minas Gerais. As águas estão batendo no topo.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. EDIVALDO DIAS DE OLIVEIRA

    30 de dezembro de 2021 3:44 pm

    Ôxi! Trabalhar e perder o churrasco de picanha? Tá louco?

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