4 de junho de 2026

Governo pode garantir só a primeira dose da vacina Covid-19

"É uma estratégia pra reduzir a pandemia. Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução, e aí a pandemia diminui muito", disse Pazuello
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

Jornal GGN – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falou sobre uma nova “estratégia” da pasta para a vacinação de Covid-19 no Brasil: garantir somente a primeira dose das vacinas.

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Durante evento em Manaus, nesta segunda (11), o ministro mencionou que a vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz, por exemplo, garante uma proteção de 71% da primeira dose, e com a segunda dose a imunidade chega a 90%.

E afirmou que “talvez o foco seja não na imunidade completa”, mas “diminuir” a pandemia.

“É uma estratégia que a SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) vai fazer pra reduzir a pandemia. Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução da contaminação, e aí a pandemia diminui muito”, disse.

A “estratégia” anunciada por Pazuello não é admitida por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em comunicado recente, a OMS chegou a acatar um “prazo maior” entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer, mas estabeleceu que o prazo “excepcional” para a segunda parte da imunização deve ocorrer em até 42 dias.

A recomendação foi dada pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da organização: “Embora não saibamos os dados de segurança e eficácia após a primeira dose, recomendamos que, nessas circunstâncias excepcionais, os países atrasem a segunda dose por algumas semanas para maximizar o número de indivíduos que se beneficiam da vacina”.

O laboratório parceiro da Pfizer, o alemão BioNTech, por outro lado, adverte que o simples atraso na segunda dose da vacina poderá reduzir a eficácia da imunidade, em porcentagens ainda não estudadas.

“Ficou difícil”

Ainda, indicou que entre as vacinas negociadas pelo governo Bolsonaro, as opções estrangeiras não supririam a demanda do Brasil. O país foi um dos últimos a começar a negociar a aquisição de vacinas junto a laboratórios e farmacêuticas de outros países.

“Ficou difícil para as importadas”, admitiu. Mencionou como exemplo a vacina do laboratório Janssen, em parceria com a J&J, que segundo ele “é a melhor de todas”, mas tem uma capacidade de entrega de somente 3 milhões de doses em maio.

Reclamou também do preço da vacina da Moderna e das condições exigidas da Pfizer.

E, em novo recado a governos estaduais, voltou a insistir na centralização do plano de vacinação, que começará em todo o país no mesmo dia e horário: “Vai começar no ‘dia D’ e na ‘hora H’ em todos os Estados do Brasil.”

Ele acredita que a aplicação das doses da CoronaVac e da AstraZeneca começarão em janeiro.

Redação

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6 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    11 de janeiro de 2021 5:21 pm

    Só tentando ajudar o nosso governo maravilhoso.
    1 – A astrazeneca já testou a meia dose num dos seus ensaios e parece que se saiu muito bem. Por que não aplicar meia dose de qualquer vacina, não importando a marca?
    2 – Poderia se fazer a aplicação com a mesma agulha e seringa em dois pacientes de vez, olha gente, que economia!
    3 – Dia D na Hora H; Matei parte da Charada. D é dia D. São Nunca, já o H ainda não atinei, o nosso logístico ministro é muito ladino.

    1. carlos elisioc

      11 de janeiro de 2021 7:24 pm

      Tambem estou enrolado com tamanha acuracidade do logistico guru. Mas vou tentar ajudar companheiro.
      Talvez seja H de a “Huma” hora do dia seguinte ao D (Sao Nunca).

  2. Schell

    11 de janeiro de 2021 5:24 pm

    Tudo pelo genocídio!
    Como até agora, com 8 milhões de infectados e mais de 200.000 mortes, nada foi feito para que esses criminosos sejam penalizados, a impunidade corre solta; então, dentro da ótica “guerreiro-lojística” dos estropícios, mais tantos milhões de infectados e, talvez, 1.000.000 de mortos e nada, é tudo a mesma coisa. Afinal, para eles, a vida dos brasileiros nada vale diante dos “negócios”.

  3. Edson J

    11 de janeiro de 2021 5:52 pm

    Depois os bolsomínions e os neoliberais anti-povo e fanáticos do lucro acima de tudo reclamam da interferência do Supremo. Este é um caso em que. acionada, a Suprema Corte obrigará os criminosos do governo a zelarem pela saúde da população. A vacina tem de ser aplicada em DUAS DOSES.

  4. Nêmesis

    11 de janeiro de 2021 6:00 pm

    Ué? Até semana passada, o (des)governo jurava de pés juntos que tinha *assegurado* “354 milhões” de doses de vacina.

    Agora não tem mais? Ah, é porque esqueceram de comprar as seringas. Ô, raça…

  5. Oscar Kohl Filho

    11 de janeiro de 2021 7:39 pm

    Um urubu me falou que só serão vacinados os profissionais da saúde, óbvio, que são potenciais disseminadores dos vírus pelo contanto direto com os doentes e. os idosos, para aliviarem o sistema. O que sobrar será mimoseado, brindado, ofertado para as elites das corporações do judiciário, legislativo, das forças armadas, do executivo, todos afinal. que precisam “trabalhar em paz e com saúde” pelo bem do Brasil. O povão só vai ver a vacina na TV. Nem o resto do restolho do restolhado vai ter.

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