Repassar a experiência que tive como gestora, educadora e coordenadora em escolas públicas da periferia do DF pode significar uma forma de aglutinar várias experiências de outras localidades no país que, utilizando material retirado da realidade concreta, revelam a capacidade de atuação dos educadores e alunos rumo à transformação da escola. Essa tarefa não pode ser uma tarefa solitária.
O Projeto educativo é uma organização das ações em torno da educação dos estudantes com o objetivo de articular as prioridades, intenções, metas e caminhos para que a escola realize sua função social e promova o crescimento de todos em relação ao mundo e a relação de ensino aprendizagem.
Todos nós fazemos projetos na vida pessoal e levá-lo para a atuação profissional não é um “bicho de sete cabeças”. Ele é gradativo, é concebido e elaborado por toda a escola, no coletivo, sob coordenação do gestor (a), em colaboração com funcionários, pais e representantes dos órgãos de ensino. Deve estar centrado nos alunos considerando-os em seu contexto real de vida para que sejam elaboradas as atividades prazerosas, coerentes e integradas .
O projeto é político (não confundir com partidário) por força das ações, do esforço coletivo, do trabalho do envolvimento e da participação. Ele é pedagógico por se dar no espaço escolar. Participei da implantação do Projeto “Escola Candanga, Uma Lição de Cidadania.” Aplicamos na escola em que fui gestora eleita pela comunidade escolar. Quando começamos, os índices de reprovação eram de 63%, ou seja, uma unidade que não cumpria o seu papel de educar o que deixava pais, alunos e educadores com a auto-estima baixa.
Embora fizéssemos parte de uma rede, de um sistema, escolhemos um caminho próprio sem ferir o currículo. Precisávamos do envolvimento de todos, não há receita para que um projeto dê certo, mas o ponto de partida é a ação conjunta. Para isso organizamos um plano de trabalho, com um cronograma de leituras e discussões coletivas trazendo para as discussões a realidade da escola. Nossa avaliação de como essa ação se refletia no universo escolar era feita com os relatos e empenho de cada um. Nossa busca era unir teoria e prática.
O envolvimento da equipe nos levou a direcionar o currículo para ajudar na diminuição dos índices de reprovação e realizar uma gestão democrática. Todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender às expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola.
Elize Lima é Educadora nas áreas de Geografia, Sociologia e Filosofia. Especialista em Filosofia para crianças e Adolescentes e Produtora Cultural.
Hélio Chaves
28 de fevereiro de 2014 2:16 pmProjeto Educativo: educadores e alunos pela transformação
Professora, Elizene. Sou sabedor do belo trabalho que fez e tem feito em sua trajetória profissional. Torço para que continue na busca da união entre todos os seguimentos, para que possamos juntos encontrar os melhores caminhos para professores, servidores, alunos, país e sociedade em geral. Parabéns!
Rosalina Tavares Izento
28 de fevereiro de 2014 3:59 pmTransformação educacional
Elize, você foi muito feliz ao afirmar nesse texto a seguinte frase: ” Precisamos do envolvimento de todos”, sic. Infelizmente os brasileiros ainda não têm cultura de participação coletiva. O nosso sistema educacional é positivista e funcionalista, visto que, não valoriza o envolvimento de todos porque o método educacional não é o problematizador, como sugeria o saudoso Paulo Freire. Mas, acredito que com essa sua coragem e inteligência, e com a contribuição de vários profissionais com a mesma visão de dialética de mundo, com certeza haverá fomentação junto a vários segmentos sociais, com vistas a contribuir no processo de aglutinação de forças humanas para concretizar os ojbetivos do Projeto “Escola Candanga”, E então, chegará esse Projeto chegará em vários cantões desse Brasil,e daqui a algns anos não seremos só a 5ª economia do Mundo, mas também a 5ª no ranking do sistema educacional. Parabéns e Sucesso!
Elize Lima
28 de fevereiro de 2014 6:34 pmGrata pela contribuição,
Grata pela contribuição, Rosalina!
Elize Lima
28 de fevereiro de 2014 6:37 pmGrata, Hélio! E obrigada pela
Grata, Hélio! E obrigada pela contribuição do grupo Doidos Varridos que sempre lutaram por um espaço social melhor.
William Nunes da Mota
28 de fevereiro de 2014 7:25 pmOlá Elisa,
Parabéns pela
Olá Elisa,
Parabéns pela iniciativa! Tenho certeza da grande contribuição que este projeto trará para a sociedade por apontar no caminho da integração entre gestores, colaboradores, alunos e pais/ responsáveis. Sucesso nesta caminhada.
Elize Lima
28 de fevereiro de 2014 9:25 pmObrigada, William!
Obrigada, William!
Cláudia Fonseca
1 de março de 2014 4:06 amElogio
Excelente artigo!
Espero que venham mais, com mais detalhes dessa rica e bonita história de gestão participativa.