4 de julho de 2026

Filme sobre Bolsonaro custou R$ 75 milhões, diz produtora investigada

Documentos apresentados pela Go Up Entertainment indicam investimento de US$ 13,3 milhões na produção de Dark Horse
Divulgação - Dark Horse

Go Up Entertainment investiu US$ 13,3 mi (R$ 75 mi) na produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Gastos divididos entre EUA (R$ 54,2 mi) e Brasil (R$ 20,9 mi), com gravações em São Paulo e atores norte-americanos.
Recursos captados via fundo privado e movimentados por Pix; Flávio Bolsonaro confirmou aporte legal de US$ 10,6 mi.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A produtora Go Up Entertainment declarou ter investido US$ 13,3 milhões — cerca de R$ 75 milhões — na produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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A informação consta de uma perícia privada anexada ao processo que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento da obra, segundo reportagem do portal Metrópoles.

De acordo com o relatório, os gastos do filme estão divididos entre despesas realizadas nos Estados Unidos, que somam R$ 54,2 milhões, e investimentos feitos no Brasil, avaliados em R$ 20,9 milhões. Embora conte com atores norte-americanos, como Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, parte significativa das gravações ocorreu em cidades brasileiras, incluindo São Paulo.

A perícia informa ainda que o orçamento originalmente aprovado para a produção era de US$ 16 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 89,7 milhões – abaixo das cifras discutidas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, segundo diálogos revelados anteriormente pelo site The Intercept Brasil.

As mensagens mencionam um possível plano de financiamento de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para a realização do filme. O modelo discutido previa o pagamento parcelado dos recursos ao longo da produção.

O documento foi produzido a pedido da própria produtora e integra os autos da investigação envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), alvo de apuração por suposto desvio de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.

A representante do instituto, Karina Ferreira da Gama, também é proprietária da Go Up Entertainment e foi alvo de operação da Polícia Civil realizada no início de junho.

Como os recursos foram utilizados

O relatório financeiro apresentado pela Go Up discrimina os investimentos em diferentes etapas da produção. Entre os principais gastos estão o desenvolvimento do projeto, pré-produção, filmagens nos Estados Unidos e no Brasil, além da fase de pós-produção.

Segundo a perícia, os recursos foram captados por meio do fundo Heavengate Development Fund LP, que havia transferido US$ 13,3 milhões para o projeto até 10 de junho. No Brasil, os valores foram movimentados por uma conta no Banco do Brasil, sendo a maior parte transferida por meio de operações Pix.

O documento sustenta que os recursos empregados no filme têm origem privada e que a conclusão foi baseada na análise de contratos de investimento, extratos bancários, comprovantes de remessas internacionais e demais registros financeiros apresentados à perícia.

A reportagem do Metrópoles também cita um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro em novembro de 2025. Na gravação, cuja autenticidade foi reconhecida pelo senador, ele manifesta preocupação com atrasos nos repasses destinados ao projeto cinematográfico.

Segundo o parlamentar, a interrupção dos pagamentos poderia comprometer a relação com integrantes da produção internacional, incluindo atores e profissionais envolvidos no longa-metragem.

Flávio Bolsonaro afirmou que os aportes realizados por Vorcaro ocorreram de forma legal e sem qualquer contrapartida. Conforme as informações divulgadas, o empresário teria destinado US$ 10,6 milhões — aproximadamente R$ 61 milhões — ao projeto por meio da empresa Entrepay.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Carlos

    13 de junho de 2026 3:24 am

    Me parece o porno mais caro da história. E deverá ser em capítulos, alternando ficção, terror, porno de fato e comédia.
    Talvez assim:
    Capítulos 1: A fakeada (ficção)
    Capítulo 2: É só uma gripezinha (terror).
    Capítulo 3: Pintou um clima (porno de fato)
    Capítulo 4: Acredito num Deus
    (comedia)
    Epílogo: Mentiras médicas do cárcere.

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    17 de junho de 2026 8:21 am

    SE FIZEREM UMA AUDITORIA RIGOROSA, O CUSTO DEVE CAIR PARA UNS 10 MILHÕES, EXAGERANDO!

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