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54 Comentários
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  1. implacavel

    5 de novembro de 2013 2:19 am

    “Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”

    Quantas cenas de “humor inteligente” relacionadas ao holocausto; ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; ou às do Word Trade Center ou às do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?

    by mariafro

    A análise de Douglas é precisa. Bruno Mazzeo e a Globo dirão que é viagem, mania de perseguição dos negros ou como fez a ciclista em fevereiro na frente dos policiais na Faria Lima  para o motorista negro que a acusou de tê-lo chamado de ‘favelado e macaco’: ‘você é preconceituoso’

    O racismo, crime inafiançável é tratado como piada nas tevês brasileiras, concessões públicas que desrespeitam a Constituição Brasileira e não sofrem  nenhuma punição e também nas ruas pelos racistas que com raríssimas vezes são obrigados a pagar uma merreca às vítimas do racismo.

    “Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”

    Por Douglas BelchiorCarta Capital

    04/11/2013
    Mazzeo

    “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil“, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.

    Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.

    Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”,  exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.

    Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”

     

    ASSISTA AQUI O VIDEO SOBRE A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO, EXIBIDA PELO FANTÁSTICO

    O quadro, assinado por Bruno Mazzeo, Elisa Palatnik e Rosana Ferrão, faz uma sátira do momento histórico da abolição da escravidão no Brasil. Na “brincadeira” o repórter entrevista Joaquim Nabuco, importante abolicionista, apresentado como líder do movimento “NMS – Negros, mulatos e simpatizantes”!

    Princesa Isabel também entrevistada, diz que os ex-escravos serão amparados pelo governo com programas como o “Bolsa Família Afrodescendente”, o “Bolsa Escola – o Senzalão da Educação” e com Palhoças Populares do programa “Minha Palhoça, minha vida”!

    “Mas por enquanto a hora é de comemorar! Por isso eles (os ex-escravos) fazem festa e prometem dançar e cantar a noite inteira…” registra o repórter, quando o microfone é tomado por um homem negro que, festejando, passa a gritar: “É carnaval! É carnaval!”

     

    O contexto

    Não acredito que qualquer conteúdo seja veiculado por um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo apenas por um acaso ou sem alguma intencionalidade para além da nobre missão de “informar” os milhões de telespectadores, ora com seus corpos e cérebros entregues aos prazeres educativos da TV brasileira em suas últimas horas de descanso antes da segunda feira – “dia de branco”.

    E me perguntei: Por que – cargas d’água, a Rede Globo exibiria um conteúdo tão politicamente questionável? O que teria a ganhar com isso? Sequer estamos em maio! Que “gancho” ou motivação conjuntural haveria para justificar esse conteúdo?

    Bom, estamos em novembro. Este é o mês reconhecido oficialmente como de celebração da Consciência Negra. É o mês em que a população  a f r o d e s c e n d e n t e  rememora, no dia 20, Zumbi dos Palmares, líder do mais famoso quilombo e personagem que figura no Livro de Aço como um dos Heróis Nacionais, no Panteão da Pátria. Relevante não?

    Estamos também na véspera da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que começa nesta terça, dia 5 e segue até dia 7 de Novembro, em Brasília, momento ímpar de reflexão e debates sobre os rumos das ações governamentais relacionadas a busca de uma igualdade entre brancos e negros que jamais existiu no Brasil. Isso somado à conjuntura de denúncia de violência e assassinatos que tem como principais vítimas os jovens negros, essa Conferência se torna ainda mais importante.

    Voltando ao Fantástico, evidente que há quem leia as cenas apenas como um mero quadro humorístico e como exagero de “nossa” parte. Mas daí surge novas perguntas:

    Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve/pode ser motivo de piadas?

    Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?

    Ah, mas ex-escravizados festejando em carnaval a “liberdade” concebida pela áurea princesa boazinha, isso pode! E ainda com status de humor crítico e inteligente.

    Minha professora Conceição Oliveira diria: “Racismo meu filho. Racismo!”.

    A democratização dos meios de comunicação como forma de combate ao racismo

    Uma das tarefas fundamentais dos meios de comunicação dirigidos pelas oligarquias e elites brasileiras tem sido a propagação direta e indireta – muitas vezes subliminar, do racismo. É preciso perceber o que está por trás da permanente degradação da imagem da população negra nesses espaços. Há um pensamento racista que é, ao mesmo tempo, reformulado, naturalizado e divulgado para a coletividade.

    A arte em forma de publicidade, teledramaturgia, cinema e programas humorísticos são poderosos instrumentos de formação da mentalidade. O que vemos no Brasil, infelizmente, é esse poder a serviço do fomento a valores racistas e preconceituosos que, por sua vez, gera muita violência. A democratização dos meios de comunicação é fundamental para combater essa realidade. No mais, deixo duas perguntas ao governo federal e ao congresso nacional, dos quais devemos cobrar:

    O uso de concessão pública para fins de depreciação, desvalorização da população negra e da prática do racismo, machismo, sexismo, homofobia e todos os tipos de discriminação e violência não são suficientes para colocar em risco a concessão destes veículos?

    Por que Venezuela, Bolívia e Argentina, vizinhos latino-americanos, avançam no sentido de diminuir a concentração de poder de certos grupos de comunicação e no Brasil os privilégios para este setor só aumentam?

    Tantas perguntas…

     

  2. Miguel A. E. Corgosinho

    5 de novembro de 2013 2:31 am

    Milagre Econômico ou Abismo Fiscal?

    Monday, November 4th, 2013

     

     

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  3. implacavel

    5 de novembro de 2013 2:32 am

    Os dilemas do movimento negro com a Seppir

    denis-de-oliveira

    Os dilemas do movimento negro com a Seppir – I – Por: Dennis de Oliveira

    Esta semana acontece a III Conapir (Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) em Brasília. A conferência foi convocada pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e constituiu-se de um longo processo com conferências em âmbito municipal e estadual, com a participação de representantes do Estado e da sociedade civil.

    Já dissemos em outro momento que este modelo de conferências temáticas, intensificado nos governos de petistas e aliados, faz parte de uma concepção de políticas públicas em que os sistemas de controle social são um marco importante. As conferências temáticas, inclusive, se transformaram em um novo espaço político em que nascem propostas de novas leis e normas.

    Entretanto, o sistema ainda enfrenta problemas.

    O primeiro deles é de caráter institucional. Segundo estudos apresentados pelo professor Marco Antonio, da UFMG, no XII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso) realizada em outubro em Florianópolis, apenas 6,1% dos projetos aprovados no Congresso foram oriundos de conferências. Ainda há uma resistência em se reconhecer a legitimidade de tais espaços no cenário político-institucional brasileiro.

    O segundo deles refere-se a relação entre os movimentos sociais e o Estado. Este problema agravou-se, principalmente, após os governos petistas, pois os movimentos sociais, muitos deles com lideranças que apoiam o atual governo, ainda não conseguiram resolver o dilema entre o apoio político ao governo e a necessidade de preservar a autonomia do movimento social.

    Terceiro problema: fortaleceram-se algumas práticas complicadas como uma relação promíscua por meio de convênios entre o poder público e entidades, transformando os espaços de diálogo entre Estado e sociedade civil, como as conferências, fóruns e conselhos participativos em balcões de negociação de financiamento de projetos.

    No caso do movimento negro que apresenta uma fragilidade institucional e organizativa grande por representar um segmento social excluído socialmente, estes problemas são ainda mais graves. A alternância entre a radicalidade e a cooptação é comum neste movimento.

    A gestão atual da Seppir

    Luiza Bairros, doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan, é uma antiga militante do movimento negro. Suas credenciais acadêmicas e políticas a fez participar como consultora do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) na temática racial, bem como ser Secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, no governo de Jacques Wagner. Desde o início do governo de Dilma Roussef é a ministra chefe da Seppir.

    A Seppir, criada no governo Lula, enfrenta uma série de problemas. Tem uma estrutura pequena, não possui funcionários próprios (vive, portanto, de funcionários emprestados de outras pastas) e seu orçamento é limitado. Além disto, como o enfrentamento do racismo exige ações transversais, o papel de um órgão como este necessariamente passa por articulação com outras pastas. Um exemplo, é a implementação da Lei 10639/03 nas escolas, cuja gestão passa, necessariamente, pelo Ministério da Educação. Por esta razão, a força da Seppir está justamente nesta capacidade de articulação política, na qual a mobilização do movimento anti-racista é fundamental.

    Para tanto, a Seppir deve ter um quadro de técnicos altamente capacitados política e tecnicamente para o exercício destas tarefas, o que não é possível sem ter um quadro próprio. Este problema começou a ser superado recentemente com a entrada dos primeiros técnicos concursados para tanto. Até pouco tempo, esta lacuna era preenchida com consultores contratados via Unesco e/ou PNUD, o que gerava problemas de ordem política e institucional uma vez que a seleção de tais consultores era definida pelos próprios gestores do ministério a partir de acordos políticos.

    Outro problema da Seppir refere-se a relação com o movimento negro. As organizações do movimento, fragilizadas por conta do que foi dito acima, relacionam-se com o órgão na busca de financiamento de projetos. Isto traz dois problemas, o primeiro é a terceirização das ações do Poder Público para entidades e o segundo é a transformação do espaço político em um balcão de negócios. A atual gestão procurou enfrentar este problema instituindo, de forma mais sistemática, as “chamadas públicas” ou “editais” que propicia, em tese, que as propostas apresentadas por organizações sejam submetidas a uma concorrência pública. Uma experiência que foi instituída, com relativo sucesso, no Ministério da Cultura na gestão Gil/Juca. Evidente que tal proposta desagradou organizações que estavam já acostumadas a negociar diretamente no órgão convênios diretos com o ministério.

    Por esta razão, parte significativa dos ataques de setores do movimento negro à atual gestão da Seppir decorre muito mais de interesses privados contrariados por conta destas mudanças da forma de gestão que de divergências de cunho político-ideológico. Daí observa-se uma certa despolitização do debate que precedeu esta Conappir, agravado também pela ausência de uma avaliação das conferências anteriores e mesmo da demora da publicização do documento base por parte do ministério.

    Na próxima coluna, abordaremos a questão do orçamento.

     

    Fonte: Quilombo

  4. implacavel

    5 de novembro de 2013 2:39 am

    Área do Pre-sal deve ser maior do que o esperado

    Diretora da ANP diz que área do pré-sal deve ser maior

    Reservas do Alto de Cabo Frio, onde fica Libra, seriam superiores a 42 bi de barris

     

    Bruno Rosa – O globo.com

     

    RIO – O reprocessamento dos dados sísmicos feitos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre abril e maio deste ano – que apontou que Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, teria o dobro de barris de petróleo previsto inicialmente – deve revelar agora surpresas nas outras áreas do pré-sal mapeadas pelo órgão regulador. Conforme Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, afirmou ao GLOBO, é possível que essas áreas tenham reservas maiores que os 42 bilhões de barris de petróleo estimados no início do ano. Os novos estudos sobre o volume serão feitos no próximo ano, revelou.

    – Pode sim (a área total ter mais de 42 bilhões de barris). Na vida real, a gente estuda uma área com os dados que temos até aquele momento. E quando vamos acrescentando dados, podemos ter uma interpretação que varia para mais ou menos. Mas ainda não sei qual será esse aumento. Novos processamentos em profundidade serão feitos ao longo do ano que vem. A gente tem na área do pré-sal e no mar um auxílio, que é o dos levantamentos, que chamamos de especulativos ou em caráter não exclusivo – disse Magda, que participou da abertura da oitava edição da Spetro, evento organizado pela Escola Politécnica da UFRJ.Segundo Magda, essas áreas, entre as quais a de Pau Brasil, estão no chamado Alto de Cabo Frio. Na primeira estimativa, em janeiro, Libra teria reservas totais entre 18 bilhões e 20 bilhões de barris, dos 42 bilhões totais da área estudada. Em abril, com novos dados, as reservas seriam de 26 bilhões a 42 bilhões de barris (de 8 bilhões a 12 bilhões recuperáveis).

    Mais de 5 bi na cessão onerosa

    Além dos estudos do pré-sal, ANP, governo e Petrobras vão “recalibrar” as reservas das áreas na cessão onerosa – na qual a Petrobras ganhou o direito de produzir até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em troca de um aumento de capital, em 2010. Um passo importante, destacou Magda, foi a contratação, por parte da ANP, da empresa certificadora Gaffney, Cline and Associates para reavaliar a área cedida à Petrobras em 2010. O contrato, diz, deve ser assinado nos próximos dias.

    – A primeira pergunta que devemos fazer é se tem 5 bilhões de barris mesmo? Antes, a gente achava. Hoje, a gente tem certeza que tem mais. A Petrobras pode produzir até 5 bilhões de barris. Vamos ver o que vamos fazer (para produzir mais que isso) – afirmou Magda.

    Segundo o contrato da Petrobras com a União, caso o potencial de produção seja superior aos 5 bilhões de barris, a estatal pode pagar a diferença à União em dinheiro ou em títulos da dívida pública federal.

    – Em 2010, Franco tinha um poço. Este ano, oito poços estão sendo perfurados. O entendimento que temos da área hoje é substancialmente maior do que tínhamos (de 3 bilhões de barris em 2010).

    No fim deste mês ocorre a 12ª rodada de Licitações, com foco em gás em terra, que tem 19 empresas habilitadas. A ANP prorrogou o prazo de audiência pública (até dia 18) para receber mais sugestões.

    – Estamos oficiando autoridades de Ministério Público, Meio Ambiente e governadores do Brasil para participar, pois temos uma questão não convencional, intensiva em perfuração de poços e exige cuidado com aquíferos.

     

  5. latrell

    5 de novembro de 2013 2:45 am

    A imprensa brasileira
    A imprensa brasileira vivenciou ontem a maior “barriga” de sua história.

    O “rei do camarote” foi um imenso Troll protagonizado por um antigo integrante do cocadaboa.

    Enganou todo mundo. Isso explica a presença de Eduardo Sterblitch no camarote.

    Provavelmente essa história vai ocupar uma boa parte do próximo programa do pânico.

  6. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 3:14 am

    Imperfeição da Terra segura satélites em órbita

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=satelites-artificiais-nao-caem-devido-imperfeicoes-terra&id=010130131017

    Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra

    Com informações da New Scientist 

    Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra
    Desde o Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra, dezenas de milhares de outros seguiram seu caminho – e muito poucos deles caem.[Imagem: NSSDC/NASA] 

    Nosso planeta está cercado por mais de 1.000 satélites artificiais em pleno funcionamento e por umaEstação Espacial enorme, além de milhares de toneladas de lixo espacial.

    Felizmente, em geral a maior parte deles fica lá em cima bem tranquila.

     

    Mas, surpreendentemente, parece que só agora estamos realmente entendendo por que os satélites giram estavelmente ao redor da Terra.

    Por que os satélites não caem?

    Em condições ideais, um pequeno satélite em órbita de um planeta que fosse perfeitamente esférico permaneceria lá para sempre, assumindo que nada o perturbasse diretamente.

    Mas a Terra não é uma esfera perfeita, e há um monte de outros objetos que podem perturbar os satélites artificiais na órbita baixa.

    Entre esses objetos está, em primeiro lugar, e de forma mais significativa, a Lua.

    De acordo com as leis do movimento, a influência da Lua por si só deveria fazer os satélites caírem de volta na atmosfera da Terra, onde iriam se queimar – basta se lembrar sobre a influência da Lua sobre as marés.

    Acontece que as imperfeições da Terra são a graça salvadora de um satélite.

    Por causa de sua rotação, a Terra é ligeiramente achatada nos pólos, com gordurinhas na cintura, ao redor do Equador.

    E é a atração gravitacional da protuberância equatorial que desloca as órbitas dos satélites ao longo do tempo.

    Esta é a conclusão de simulações de computador e análises feitas por Scott Tremaine (Instituto de Estudos Avançados de Princeton) e Tomer Yavetz (Universidade de Princeton), ambos nos Estados Unidos.

    Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra
    Gravitacionalmente falando, o mapa da Terra está longe de se parecer com uma esfera. [Imagem: ESA/HPF/DLR]

    Detalhes desconcertantes

    De acordo com as novas conclusões, as imperfeições no campo gravitacional da Terra evitam que puxões da Lua e de outras fontes arrastem os satélites artificiais longe demais em uma direção ou outra – para o espaço ou para sua queima fatal na atmosfera.

    Se a Terra fosse um pouco mais parecida com uma esfera perfeita, muitos satélites cairiam na atmosfera em uma questão de meses ou anos, garantem os dois pesquisadores.

    “É interessante que haja muitas coisas que poderiam desestabilizar as órbitas baixas da Terra, mas que as coisas parecem se combinar de tal maneira que temos um ambiente adequado para os satélites.

    “Isso faz você parar para pensar um pouco – quando você olha em detalhe como as coisas funcionam, você pode encontrar surpresas,” comentou Gregory Laughlin, físico da Universidade da Califórnia, que não estava envolvido com a pesquisa, mas que gostou dos resultados.

    Bibliografia:

    Why do Earth satellites stay up?
    Scott Tremaine, Tomer Yavetz
    http://arxiv.org/abs/1309.5244v1

  7. Almeida

    5 de novembro de 2013 3:16 am

    Reflexos da bolha.

    Entre os prejuízos imponderáveis da falência do grupo X, não resta a menor dúvida, de que a confiança internacional na economia brasileira sai muito abalada, pela aventura patrocinada por financiamentos públicos e o aval político, das principais autoridades responsáveis pela nossa economia. Como se sabe, Eike Batista, em elogiosas palavras de simpatia quase amor dispendidas pela nossa Presidenta, foi apresentado como um “empresário padrão”, expressão que, diante dos costumes nacionais dos empresários com muita intimidade com o poder, tem alta probabilidade de conter um erro de revisão.

    Nessa matéria a seguir do Jornal do Brasil ( http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/11/04/el-pais-falencia-do-grupo-ogx-lanca-sombra-na-economia-do-brasil/ ), uma primeira análise da repercussão internacional da crise:

    El País: falência do Grupo OGX lança sombra na economia do Brasil

    A ascensão e queda do Império X, do ex-bilionário Eike Batista, é destaque do jornal espanhol El País, nesta segunda-feira (4/11). A reportagem intitulada “Falência do milionário da OGX lança sombras na economia brasileira”, coloca Eike no ranking dos homens mais ricos do mundo e afirma que o seu sonho era chegar ao topo da lista. O El País destaca que o empresário brasileiro estava presente em diversos setores sociais, como petróleo, construção naval, minerais, incluindo ouro e diamantes, mas “seu castelo desmoronou.

    A falência do grupo OGX, a maior empresa da América Latina, chegou “cruelmente” neste fim de semana, informa o jornal espanhol. A despedida de Eike teve início há alguns meses, quando ele deu sinais da sua “despedida” das redes sociais, assim como a sua saída da Bolsa de Valores de São Paulo, onde as ações de seus negócios despencou.

    O El País classifica a trajetória de Eike como “a maior catástrofe financeira do Brasil e sua derrota pegou a todos os cidadãos de surpresa. O presidente mais popular do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, lamentou o declínio do empresário que era o cartão postal do país, que queria conquistar o mundo com a sua criatividade empreendedora e otimismo quanto a nação. “Ninguém queria ficar de fora. A seus pés caiu a Petrobras”, cita o El Paìs. Após o episódio do campo de petróleo de Tubarão Azul, que não tinha um terço do petróleo anunciado por Eike, o jornal espanhol lança um questionamento quanto o pré-sal brasileiro, que pode levar o Brasil à colocação de um dos países mais ricos do mundo.

    “E para ficar claro que os grandes bancos eram públicos, apoiados por políticos de peso, que abriram as portas para o milionário brasileiro e dando o dinheiro que era dos cidadãos. Isso pode criar um problema agora quando se trata de financiar outras empresas”, destaca o El Pais. O veículo cita que, no Rio de Janeiro, ficaram órfãos uma série de projetos em andamento que deveriam ser financiados pelo magnata Batista, a partir da reestruturação de áreas inteiras da cidade, tendo em vista os Jogos Olímpicos 2016, projetos sociais de grande escala nas favelas ‘pacificadas'”, diz o texto. Segundo o jornal, tudo foi desfeito como uma “bolha de sabão”, inclusive o monumental estaleiro situado em São João da Barra, no Norte Fluminense.

    “Hoje, os brasileiros se perguntam se Batista deve ser o modelo para esta galáxia de jovens empreendedores, que se tornam mais numerosos e ansiosos para ter sucesso.(…) O Brasil deve agora olhar para o outro lado, para outros modelos de negócios, talvez mais longe dos rankings planetários e revistas de fofocas, mas com menos risco de falhas desanimadoras”, diz o texto do El País.

     

    A matéria original completa:

    La quiebra millonaria de OGX proyecta sombras en la economía de Brasil

    http://economia.elpais.com/economia/2013/11/02/actualidad/1383418498_976323.html

    1. Marco Terra

      5 de novembro de 2013 7:28 am

      Depois dessa vou mudar pra

      Depois dessa vou mudar pra Espanha ! kkk

  8. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 3:57 am

    NY elege novo prefeito na terça; democrata é favorito

    http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/ny-elege-novo-prefeito-na-terca-democrata-e-favorito,19f119bf69b12410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

    Bill de Blasio participa de comício em parada de metrô em Nova York nesta segunda-feira Foto: AP

    Bill de Blasio participa de comício em parada de metrô em Nova York nesta segunda-feira

    Foto: AP

    Os nova-iorquinos vão às urnas nesta terça-feira para escolher um novo prefeito, em uma eleição que tem o democrata Bill de Blasio como grande favorito para pôr um ponto final aos 12 anos de “reinado” do multimilionário Michael Bloomberg.

     

    De Blasio, 52 anos e atual Defensor de Nova York, tem mais de 40 pontos de vantagem sobre o republicano Joe Lhota nas pesquisas de opinião. O retorno dos democratas ao poder na Big Apple parece garantido.

     

    Cidade mais populosa dos Estados Unidos, com 8,3 milhões de habitantes, Nova York é democrata em sua esmagadora maioria e tem uma população multiétnica com 33,3% de brancos, 25,5% de negros, 28,6% de hispânicos e 12,7% de asiáticos.

     

    Nos últimos 20 anos, foi governada, porém, pelo republicano Rudolph Giuliani (1994-2001) e por Michael Bloomberg (2002-2013), um independente de passado republicano. Bloomberg entrega o cargo no final de dezembro após três mandatos e 12 anos no poder.

     

    Casado com uma afroamericana ex-lésbica seis anos mais velha do que ele e pai de dois adolescentes, De Blasio se apresenta como um “progressista” e como a antítese do atual prefeito. Entre suas propostas, está aumentar os impostos para os nova-iorquinos ricos para financiar um jardim-de-infância para crianças a partir dos 4 anos, a construção de 200 mil casas populares e a manutenção dos hospitais comunitários.

     

    De Blasio fez das desigualdades sua grande bandeira eleitoral. Embora Nova York seja uma das cidades com mais multimilionários no mundo, 21% da população vive abaixo da linha da pobreza. Isso equivale, segundo índice da prefeitura, a uma renda de US$ 30.944 anuais para uma família de quatro membros.

     

    Para os 2,3 milhões de hispânicos que vivem em Nova York, a chegada de De Blasio à prefeitura deve ser benéfica, já que se trata de um político com sensibilidade para a América Latina, que fala espanhol e conhece a região.

     

    Na juventude, De Blasio foi um admirador da revolução lançada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) nicaraguense, que derrubou o regime ditatorial de Anastasio Somoza, em 1979. Embora seu passado “sandinista” tenha causado certo sobressalto quando foi revelado pela imprensa no final de setembro, longe de negá-lo, De Blasio fez questão de defendê-lo.

     

    Depois de 12 anos de administração Bloomberg, dois terços dos eleitores nova-iorquinos anseiam por uma mudança. A população reconhece, contudo, as transformações na cidade, muitas delas positivas, promovidas pelo hiperativo multimilionário de 71 anos.

     

    Segundo Bloomberg, fã das estatísticas, Nova York se tornou “a mais segura das grandes cidades” americanas, com a taxa de assassinatos mais baixa em 50 anos. Foram 649 homicídios em 2001, contra 266 até o momento este ano.

     

    Além disso, nunca houve tantos turistas (52 milhões em 2012), a expectativa de vida aumentou em dois anos e meio desde 2002, e centenas de hectares de área verde foram recuperados.

     

    Muitos acusam Bloomberg de ter planejado uma cidade para os ricos e, por isso, De Blasio, que vive no popular bairro do Brooklyn e tem uma família moderna e multiétnica, é visto como um supro de ar fresco.

     

    O candidato democrata foi vereador pelo Brooklyn (2002-2009) e ex-diretor de campanha de Hillary Clinton para o Senado em 2000. De origem italiana por parte de mãe, seu pai, de ascendência alemã, suicidou-se.

     

    Os críticos de De Blasio acusam-no de “populismo” e de ter feito uma campanha “racista”. Ele também é atacado por sua experiência limitada em cargos do Executivo.

     

    Apesar da grande vantagem que tem nas pesquisas, De Blasio continuou sua campanha até esta segunda-feira, com visitas ao Bronx e ao Queens, dois dos bairros mais pobres de Nova York. Ele insiste na necessidade de “convencer as pessoas a irem votar”.

     

    De fato, Nova York não se caracteriza por uma grande mobilização do eleitorado para as eleições municipais. Em 2009, o comparecimento às urnas chegou a apenas 29%, o que corresponde a 1,2 milhão do total de 4,3 milhões de eleitores.

     

  9. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:00 am

    “Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”

    http://mariadapenhaneles.blogspot.com.br/2013/11/rede-globo-fantastico-e-o-seu-racismo.html

    Mazzeo
    “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil“, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.
     

    Por Douglas BelchiorNas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”,  exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”ASSISTA AQUI O VIDEO SOBRE A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO, EXIBIDA PELO FANTÁSTICOO quadro, assinado por Bruno Mazzeo, Elisa Palatnik e Rosana Ferrão, faz uma sátira do momento histórico da abolição da escravidão no Brasil. Na “brincadeira” o repórter entrevista Joaquim Nabuco, importante abolicionista, apresentado como líder do movimento “NMS – Negros, mulatos e simpatizantes”!Princesa Isabel também entrevistada, diz que os ex-escravos serão amparados pelo governo com programas como o “Bolsa Família Afrodescendente”, o “Bolsa Escola – o Senzalão da Educação” e com Palhoças Populares do programa “Minha Palhoça, minha vida”!“Mas por enquanto a hora é de comemorar! Por isso eles (os ex-escravos) fazem festa e prometem dançar e cantar a noite inteira…” registra o repórter, quando o microfone é tomado por um homem negro que, festejando, passa a gritar: “É carnaval! É carnaval!”O contextoNão acredito que qualquer conteúdo seja veiculado por um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo apenas por um acaso ou sem alguma intencionalidade para além da nobre missão de “informar” os milhões de telespectadores, ora com seus corpos e cérebros entregues aos prazeres educativos da TV brasileira em suas últimas horas de descanso antes da segunda feira – “dia de branco”.E me perguntei: Por que – cargas d’água, a Rede Globo exibiria um conteúdo tão politicamente questionável? O que teria a ganhar com isso? Sequer estamos em maio! Que “gancho” ou motivação conjuntural haveria para justificar esse conteúdo?Bom, estamos em novembro. Este é o mês reconhecido oficialmente como de celebração da Consciência Negra. É o mês em que a população  a f r o d e s c e n d e n t e  rememora, no dia 20, Zumbi dos Palmares, líder do mais famoso quilombo e personagem que figura no Livro de Aço como um dos Heróis Nacionais, no Panteão da Pátria. Relevante não?Estamos também na véspera da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que começa nesta terça, dia 5 e segue até dia 7 de Novembro, em Brasília, momento ímpar de reflexão e debates sobre os rumos das ações governamentais relacionadas a busca de uma igualdade entre brancos e negros que jamais existiu no Brasil. Isso somado à conjuntura de denúncia de violência e assassinatos que tem como principais vítimas os jovens negros , essa Conferência se torna ainda mais importante.Voltando ao Fantástico, evidente que há quem leia as cenas apenas como um mero quadro humorístico e como exagero de “nossa” parte. Mas daí surge novas perguntas:Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve/pode ser motivo de piadas?Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?Ah, mas ex-escravizados festejando em carnaval a “liberdade” concebida pela áurea princesa boazinha, isso pode! E ainda com status de humor crítico e inteligente.Minha professora Conceição Oliveira diria: “Racismo meu filho. Racismo!”.A democratização dos meios de comunicação como forma de combate ao racismoUma das tarefas fundamentais dos meios de comunicação dirigidos pelas oligarquias e elites brasileiras tem sido a propagação direta e indireta – muitas vezes subliminar, do racismo. É preciso perceber o que está por trás da permanente degradação da imagem da população negra nesses espaços. Há um pensamento racista que é, ao mesmo tempo, reformulado, naturalizado e divulgado para a coletividade.A arte em forma de publicidade, teledramaturgia, cinema e programas humorísticos são poderosos instrumentos de formação da mentalidade. O que vemos no Brasil, infelizmente, é esse poder a serviço do fomento a valores racistas e preconceituosos que, por sua vez, gera muita violência. A democratização dos meios de comunicação é fundamental para combater essa realidade. No mais, deixo duas perguntas ao governo federal e ao congresso nacional, dos quais devemos cobrar:O uso de concessão pública para fins de depreciação, desvalorização da população negra e da prática do racismo, machismo, sexismo, homofobia e todos os tipos de discriminação e violência não são suficientes para colocar em risco a concessão destes veículos?Por que Venezuela, Bolívia e Argentina, vizinhos latino-americanos, avançam no sentido de diminuir a concentração de poder de certos grupos de comunicação e no Brasil os privilégios para este setor só aumentam?Tantas perguntas…Negro Belchior

     

    1. BRAGA-BH

      5 de novembro de 2013 1:08 pm

      Fantastico

      Quase não assisto a Rede Goebels. Motivos tenho de sobra, não consigo me adequar ao padrão de raciocínio dos Marinhos que tratam o povo brasileiro como gado. Por sorte, meus filhos também estão seguindo minha conduta e assistem muito pouco a este canal. No Domingo estava aguardando a reestreia do quadro humorístico “sai-de-baixo” quando fui ‘premiado’ com este quadro no Fantástico. Minha filha de 19 anos ficou boquiaberta!  A mensagem subliminar passada pelo humorístico era de que a escravidão não acabou e que o governo apenas remedia os escravos “recem libertos” com qualquer tipo de bolsa esmola. E olha que minha filha não comunga de minhas idéias de esquerda!! Ela tá mais pra uma centrista roxa! Mas mesmo assim a indignação sentida por ela foi o meu auge. Não achei que teria como comentar este assunto mas foi uma ótima postagem. Me questiono porque não haver, não uma censura, mas uma autarquia que possa julgar os comentários nocivos, os programas de efeito, as mensagens no-sense de alguns pseudo-pensadores e teses economicas absurdas de peseudos-economistas. Afinal, nosso povo ainda tem a TV como fonte de informação e diversão. Seria uma ótima idéia criar estes filtros para que este tipo de lixo não seja despejado em nossos lares pela telinha!

  10. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:03 am

    Crescem casos de mutilação genital de mulheres no Reino Unido

    http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/cresce-n-de-casos-de-mutilacao-genital-de-mulheres-no-reino-unido,3d2256c7d4b12410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

    Cresce nº de casos de mutilação genital de mulheres no Reino Unido

    Em 25 anos de proibição da ablação, nunca foi aberto um processo judicial contra a prática

     

    Profissionais da saúde e de serviços sociais alertam as autoridades do Reino Unido sobre a necessidade de intensificar as políticas de prevenção e erradicação da ablação, a mutilação genital feminina, em um relatório apresentado nesta segunda-feira na Câmara dos Comuns do Parlamento.

     

    O documento, elaborado por especialistas das faculdades de Enfermagem, Obstetrícia e Ginecologia, pelo sindicato Unite e pela ONG de direitos humanos Equality Now, faz uma série de recomendações sobre a ablação, uma prática que classificou como “crescente” no país. De acordo com o relatório, este problema afetou 66 mil mulheres na Grã-Bretanha e Irlanda e, aproximadamente, 23 mil jovens de 15 anos estariam em risco.

     

    Intitulado “A luta contra a Mutilação Genital Feminina no Reino Unido”, o texto destaca que os sistemas de saúde e serviços sociais falham na proteção das meninas e mulheres frente a esta prática, considerada um “abuso infantil” e qualificada como “tortura” pelas Nações Unidas. Os profissionais afirmam que há falta de responsabilidade pública, e que o sistema de saúde não tem capacidade de resposta diante deste problema.

     

    A ministra da Saúde Pública do Reino Unido, Jane Ellison, explicou que “uma de suas prioridades é erradicar a ablação feminina” e que está sendo estudada uma forma de facilitar e compartilhar dados no Sistema Nacional de Saúde para proteger as meninas desta prática “brutal”.

     

    A mutilação genital feminina foi proibida no Reino Unido em 1985, mas imigrantes de países de países como Somália, Egito, Mali e Sudão, em que ela é permitida, continuam a fazê-la de forma ilegal.

     

    Em 25 anos de proibição, nunca foi aberto qualquer processo judicial contra a prática, embora o diretor da Procuradoria, Keir Starmer, tenha dito no relatório que “é só uma questão de tempo”, já que se trata de “um crime que não será tolerado em uma sociedade moderna multicultural”.

     

    O documento pede que médicos acionem a polícia ou os serviços sociais ao notarem que alguma paciente possa fazer a ablação e que questionem se seus filhos ou algum membro de sua família já sofreu ou poderia estar em risco.

     

    O texto recomenda ainda que se inicie uma campanha nacional de conscientização sobre este tema, assim como as promovidas sobre o HIV e a violência doméstica.

     

  11. Ronaldo Souza

    5 de novembro de 2013 4:05 am

    Um poeta de alma encarcerada

    Busco razões, devem existir, que expliquem o ódio e consequente sentimento de vingança que alguns homens nutrem por Lula.

    Ferreira Gullar é um desses homens. Vi, com muita tristeza, uma matéria no Brasil 247, intitulada Lula é a obsessão de Ferreira Gullar, em que mais uma vez Gullar põe sobre os ombros de Lula toda a culpa das mazelas do mundo.

    A razão desse ódio seria a corrupção que se atribui ao PT? Não, não pode ser. Um homem com a inteligência de Ferreira Gullar e com o acesso privilegiado às informações que ele tem sabe que isso é uma farsa e não poderia usar argumento tão pobre.

    Se não podia usar esse argumento, porque sabe que desde sempre a corrupção é prática muito mais intensa e frequente no PSDB, partido em torno do qual agora gravita, agora é que não pode mais.

    Pelo menos alguns dos tantos episódios de corrupção dos seus outrora inimigos, sempre escondidos e blindados por uma mídia que ele agora parece precisar agradar, estão vindo à tona. Se, por razões que desconhecemos, ele não quis ver isso antes, agora não há mais como não ver.

    Tenho certeza de que um intelectual como Ferreira Gullar já leu Eça de Queiroz e conhece a sua famosa frase; “ou é má fé cínica ou obtusidade córnea”. Essa mesma certeza tenho da sua inteligência e é ela que me diz que, tratando-se de Ferreira Gullar, não é obtusidade córnea.

    O que é um comunista?

    Se não levarmos em consideração que é alguém tão mal e pervertido que come criancinhas, grosso modo poderíamos dizer que é alguém que luta pela igualdade dos direitos das pessoas. O comunista acha que todas as pessoas são iguais e têm os mesmos direitos.

    Há uma frase muito interessante atribuída a Winston Churchill: “O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesse; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias”.

    Com todos os erros, pecados e a utopia do comunista e ainda o sarcasmo da segunda parte da frase, é nela que o comunista está inserido. Um ex-comunista está na primeira parte. É onde está o ex-comunista Ferreira Gullar.

    Uma mudança tão forte de visão do mundo envolve a alma, tira dela o que lhe é mais sagrado; a liberdade.

    Uma das coisas que fazem o poeta livre é a liberdade da alma. Mesmo privado da liberdade física, a alma livre do poeta o mantém vivo.

    Há algum tempo Ferreira Gullar é um homem comum, o poeta já morreu. A alma do poeta não se deixa encarcerar pelo rancor.

    1. Marly

      5 de novembro de 2013 11:12 am

      5 estrelinhas para você, Ronaldo

      Cliquei nas 5 estrelinhas, mas nada aconteceu.  Também não consigo entender essa postura doentia de Ferreira Gullar. Há algumas patologias que explicam isso. A pessoa se volta contra as que gosta e admira.

      Esse seu post merece um up grade para os devidos comentários.

    2. João R. Brandão

      5 de novembro de 2013 11:22 am

      um poeta de alma encarcerada
      Ferreira Gullar pode ser um grande poeta, preso pela ditadura mas, politicamente, atualmente, é um pusilânime.
      Não perde uma oportunidade para criticar, condenar, seus companheiros de partido [Partidão] que pegaram em armas contra os militares.

      Suas reiteradas críticas a Lula é o tributo que paga aos Frias para ter uma coluna domingueira na Folha de São Paulo.

  12. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:06 am

    ONG cria menina em computador e atrai mais de mil pedófilos

    http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/ong-cria-menina-em-computador-e-atrai-mais-de-mil-pedofilos,dcbebb710e322410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    A organização holandesa Terre de Hommes acessou salas de bate-papo como Sweetie, uma animação representando uma menina filipina de 10 anos, e atraiu mais de mil pedófilos ao longo de 10 semanas de investigação

    Uma organização holandesa que defende os direitos das crianças alertou na segunda-feira para uma epidemia de menores sendo pagas para realizar atos sexuais via webcam e tenta trabalhar com polícias ao redor do mundo para combater a prática.

     

    Terre des Hommes, organização holandesa que trabalha contra a exploração infantil ao redor do mundo, diz que para medir a escala do problema criou uma animação de computador de uma criança de 10 anos chamada Swettie. Ao acessar uma sala de bate papo na internet com a personagem para uma demonstração, Sweetie foi bombardeada com ofertas para realizar apresentações sexuais via webcam.

     

    Se nós não intervirmos em breve, esse problema sinistro vai sair totalmente do controle

    Hans GuytDiretor da Terre des Hommes

    “Se nós não intervirmos em breve, esse problema sinistro vai sair totalmente do controle”, disse Hans Guyt, diretor da organização, à agência AP.

     

    A organização disse que identificou 1 mil predadores online durante uma investigação que durou 10 semanas e que vai oferecer os resultados do trabalho à Interpol. Guyt diz que em países do sudeste asiático, marcados pela prostituição infantil e pelo turismo sexual, verifica-se agora o crescimento de casos em que crianças pobres se oferecem a realizar atos sexuais em frente a webcams em troca de dinheiro.

     

    O problema da exploração infantil online não é novidade. De acordo com uma investigação das Nações Unidas, em 2009 mais de 750 mil acessavam sites de pornografia infantil a qualquer momento. Esse número só tende a crescer ao passo que o mundo se torna cada vez mais interconectado e o acesso à internet se torna mais fácil e rápido em países subdesenvolvidos.  

     

    Em setembro passado, o diretor-executivo da ONU para Drogas e Crime, Yury Fedotov, disse em um encontro em Viena que “a era digital exacerbou o problema e tornou as crianças mais vulneráveis”.

     

    Pessoa em sala de bate-papo oferece US$ 20 para que Sweetie faça uma apresentação sexual Foto: APPessoa em sala de bate-papo oferece US$ 20 para que Sweetie faça uma apresentação sexualFoto: AP

    Para testar essa teoria, a Terre des Hommes disse que equipou uma sala em um galpão de um bairro industrial de Amsterdã com computadores e criou Sweetie, uma animação 3D altamente realista com o objetivo de que parecesse com uma menina filipina de 10 anos.

     

    Usando Sweetie como disfarce online, pesquisadores da organização conversaram com potenciais clientes online. Os resultados da investigação foram chocantes, disse Guyt. “Nós fomos inundados por homens procurando por contato e atividades sexuais”, afirmou.

     

    A organização está tentando atrair a atenção de legisladores ao redor do mundo para que uma ação seja tomada. “Nós temos que ter certeza que a comunidade internacional entenda a escala e a natureza desse fenômeno”, disse Guyt.

     

    Nesta segunda-feira, um dos pesquisadores acessou uma sala de bate-papo público como Sweetie diante de um repórter da agência AP. Rapidamente, vários caixas de diálogo apareceram.

     

    “O que você quer ver?”, perguntou o pesquisador fazendo-se passar por Sweetie a um dos usuários que buscou contato.

     

    “Você”, disse o usuário.

     

    “Para o que você vai pagar?”, questionou Sweetie.

     

    “Pelada”, disse o usuário.

     

    A conversa progrediu e as duas partes concordaram que um valor de US$ 20 deveria ser transferido online e Sweetie pediu o endereço do Skype do usuário. O pesquisador então encerrou a demonstração. 

     

     

     

  13. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:08 am

    Corte europeia julga se gays têm direito a formar família

    http://www.umoutroolhar.com.br/2013/11/corte-europeia-vai-anunciar-ate-quinta.html#more

    Por Aline Pinheiro
     A Corte Europeia de Direitos Humanos pode anunciar na próxima semana se constituir família é um direito fundamental. O tribunal deve decidir se impedir que duas pessoas do mesmo sexo se casem ou constituam união estável viola a Convenção Europeia de Direitos Humanos. A decisão final da corte vai ser anunciada na quinta-feira (7/11). Os juízes europeus vão analisar legislação da Grécia que entrou em vigor em novembro de 2008. A nova lei criou uma alternativa ao casamento, as chamadas uniões civis. De acordo com a norma, união civil, assim como o casamento, só pode ser constituída por um homem e uma mulher. Ou seja, na Grécia, os homossexuais não podem nem casar e nem viver em união estável. O relacionamento gay não tem amparo legal. Alguns meses depois de a lei entrar em vigor, um grupo de seis homossexuais bateu às portas da corte europeia com a reclamação. O grupo argumentou que a legislação grega não permite que eles questionem a nova norma nos tribunais nacionais e, por isso, só lhes restou apelar ao tribunal europeu. Em setembro do ano passado, uma das câmaras da corte decidiu que, diante da importância do assunto, a reclamação deveria ser julgada diretamente pela câmara principal de julgamentos, que é quem dá a última palavra no tribunal. O Conselho da Europa não tem uma posição definida sobre o direito de pessoas do mesmo sexo se casarem. A Corte Europeia já julgou que a Convenção Europeia de Direitos Humanos não obriga os países a garantir o casamento para homossexuais. Fica a cargo de cada Estado regulamentar o assunto. Dessa vez, no entanto, a discussão deve ser mais abrangente, já que a lei grega impede os gays de formar união civil também. Embora a maioria dos países europeus ainda restrinja o casamento aos heterossexuais, aos poucos, o direito vem sendo estendido aos gays. Em Portugal, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi liberado em 2010. Em julho deste ano, foi aprovada lei na Inglaterra que autoriza homossexuais a se casar. A Escócia também promete para este ano apresentar ao Parlamento escocês proposta para liberar que gays se casem. Na França, o casamento gay passou a valer em maio. Fonte: Conjur, 03/11/2013

     

  14. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:09 am

    Artista das Pussy Riot está desaparecida

    http://revistaforum.com.br/blog/2013/11/artista-das-pussy-riot-esta-desaparecida/

    Depois de ter sido transferida de prisão, Nadejda Tolokonnikova nunca mais foi vista pela família. “Ninguém sabe nada. Não há provas de que esteja viva, não sabemos qual o seu estado de saúde”, questiona o pai

    Por Esquerda.net

    Há dez dias que a família de Nadejda Tolokonnikova deixou de ter notícias dela. A integrante do grupo Pussy Riot cumpre uma pena de dois anos devido a uma performance da sua banda numa igreja de Moscou em fevereiro de 2012, cantando uma música contra Putin.

    Nadejda Tolokonnikova: “Temo pela minha vida, porque não sei o que (…) os carrascos do sistema prisional da Mordóvia vão fazer comigo”, disse na carta enviada a sua advogada (Esquerda.net)

    Em 21 de outubro, Nadejda, que tinha feito greve de fome em protesto contra as condições prisionais, foi transferida da colônia penal na república russa de Mordóvia para um destino desconhecido, informa o jornal britânico The Independent.

    “Ninguém sabe nada. Não há provas de que esteja viva, não sabemos o seu estado de saúde. Está doente? Foi agredida?”, questiona o pai, Andrei Tolokonnikov.

    O marido, Petya Verzilov, tem protestado regularmente na porta da colônia penal. “Pensamos que a transferiram para uma cidade grande para escondê-la. Parece que se cansaram destes protestos.” E acrescentou: “Querem cortar as suas ligações com o mundo exterior.”

    Perigo de vida

    No dia 19 de outubro, Nadejda Tolokonnikova disse acreditar que a sua vida estava em perigo, numa carta publicada na internet.

    “Temo pela minha vida, porque não sei o que (…) os carrascos do sistema prisional da Mordóvia vão fazer comigo”, disse na carta enviada a sua advogada.

    “Se encontrassem a Nadejda hoje na rua, não a reconheceriam”, escreveu no seu blogue a advogada Violetta Volkova, que visitou a cantora na prisão e divulgou a carta.

    Nadejda Tolokonnikova entrou em greve de fome a 23 de setembro, para protestar contra as condições em que está detida, que descreveu como estando perto da “escravatura”, acusando o diretor adjunto da prisão, Iuri Kuprianov, de a ter ameaçado de morte após a publicação de outra carta sobre as condições de detenção, que fazem lembrar testemunhos sobre o Gulag soviético.

    Essa greve de fome terminou a 1 de outubro, por motivos de saúde, tendo Nádia sido hospitalizada.

    Transformam-nos em bestas enraivecidas

    “Exijo que a minha segurança seja garantida e que eu seja transferida para outra região. Na Mordóvia fazem coisas terríveis aos prisioneiros. Esmagam-nos, destroem-nos e destroem tudo o que há de humano dentro [de nós]. Transformam-nos em bestas enraivecidas”, escreveu.

    Acrescentou estar também preocupada com a vida dos outros prisioneiros, que lhe contaram “coisas terríveis”, dando como exemplo o caso de uma mulher que enviou uma carta para o Ministério Público e para a Comissão de Direitos Humanos e que, por causa disso, foi espancada e posta numa cela de isolamento.

     

    1. Zanchetta

      5 de novembro de 2013 4:37 pm

      Putin nada mais é que um ser

      Putin nada mais é que um ser que cresceu e foi educado naquele maravilhoso sistema que era um paraíso na Terra.

  15. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:12 am

    Festival Mix Brasil comemora 20 anos com maior programação

    http://www.sul21.com.br/jornal/todas-as-noticias/cultura/festival-mix-brasil-comemora-20-anos-com-maior-programacao-de-sua-historia/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

    Festival Mix Brasil comemora 20 anos com maior programação de sua história

     Longa gaúcho Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes baseado na obra de Caio Fernando de Abreu, integra a mostra Panorama Nacional do Mix Brasil | Foto: Divulgação

    Road-movie gaúcho Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes, sobre Caio Fernando de Abreu, integra a mostra Panorama Nacional do Mix Brasil | Foto: Divulgação

    Da Redação

    Para comemorar 20 anos de existência, o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade promoverá a maior programação de eventos de sua história, a partir da quinta-feira (7), em São Paulo. Mais de 140 filmes de diversos países e 40 atrações envolvendo teatro, música, leitura dramática, performances, karaokê, dança e intervenções culturais serão apresentados nesta edição do festival, que tem encerramento marcado para o dia 17. No Rio de Janeiro, o festival será entre os dias 14 e 21.

    Maior festival LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) da América Latina, o Mix Brasil, como é popularmente conhecido, nasceu como um festival de cinema. “O projeto foi crescendo e criamos novas áreas, como o teatro, que este ano vem mais robusto. O Mix Brasil é o maior evento da América Latina de cultura dirigida ao público LGBT”, disse João Federici, um dos diretores do festival.

    Quando surgiu, os organizadores criaram o termo GLS [gays, lésbicas e simpatizantes]. “A sigla foi criada no festival de 1993. Não existia secretaria ou coordenadoria de direitos humanos ou de cidadania naquela época”, contou Federici. Segundo ele, apesar de os simpatizantes não fazerem mais parte da nova sigla, eles continuam presentes no festival.

    “O festival caminhou com o pensamento da sociedade. Ele foi uma vitrine do pensamento e da cultura LGBT. Desde o princípio, mostramos a realidade. É um festival vanguardista. Acredito que o festival contribuiu para a cultura, apresentando muitos diretores, autores, produtores, que queriam contribuir ou falar sobre a questão LGBT e que não tinham um veículo para isso”, falou Federici.

    Entre as atrações do festival está o polêmico filme Interior. Leather Bar, dirigido por James Franco em parceria com Travis Mathews, que virá ao Brasil para ser homenageado. Será apresentado também Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie, premiado no Festival de Cannes. Entre as produções nacionais estarão Tatuagem, de Hilton Lacerda, vencedor do Festival do Rio, Dizer e Não Pedir Segredo, de Evaldo Mocarzel. Dentre as produções gaúchas, 24h com Carolina, de Eduardo Wannmacher, concorre na Mostra Competitiva I; Linda, uma história horrível, curta de de Bruno Gularte Barreto concorre na Mostra Competitiva de Curtas e o longa Sobre sete ondas verdes espumantes, dirigido por Bruno Polidoro e Cacá Nazario, sobre a vivência de Caio Fernando de Abreu, participa da mostra Panorama Nacional, em exibição nos dias 12 e 17 em São Paulo e no dia 20, no Rio. As produções alemãs também ganharam espaço, em comemoração ao ano Alemanha + Brasil 2013.

    No teatro, um dos destaques é a peça Um Porto para Elisabeth Bishop, com Regina Braga. O festival promoverá shows com Wanessa, Stop Play Moon e Cida Moreira, entre outros. A programação completa do festival está disponível no site http://www.mixbrasil.org.br . As atrações marcadas para o Centro Cultural São Paulo custarão R$ 1, com exceção do Show do Gongo, que será apresentado por Marisa Orth, no dia 12 de novembro. Em cinemas como o CineSesc, a Galeria Olido e o Espaço Itaú, gays, lésbicas e simpatizantes pagam meia-entrada. Com informações da Agência Brasil.

     

  16. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:13 am

    Estupros crescem 18% e superam homicídios dolosos no Brasil

    http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-11-04/estupros-crescem-18-e-superam-homicidios-dolosos-no-brasil.html

    Ao todo foram 5.617 estupros em 2012, contra 47.136 assassinatos intencionais

    Com crescimento de 18,17%, o número total de estupros no Brasil em 2012 superou o de homicídios intencionais (doloso), revela a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Agência O DiaJovem de 18 anos foi estuprada após baile em comunidade pacificada, no Rio de Janeiro

    O estudo, baseado em informações do IBGE e do Sistema Nacional de Estatísticas em Segurança Pública (Sinesp), crava em 26,1 a taxa de estupros para grupos de 100 mil habitantes: foram 50.617 os casos no ano passado, contra 47.136 homicídios dolosos.

    Leia também: Aluna sofre tentativa de estupro na USP

    Com taxa de 52,2, Roraima é o Estado com mais estupros proporcionais, seguido por Rondônia (49) e Santa Catarina (45,8). Mas esses índices podem ser ainda maiores já que os três Estados fazem parte do “grupo 2”, cujas informações são consideradas de baixa credibilidade pelo Fórum.

    Mais: Conheça a camisinha anti-estupro

    Dividido em quatro grupos, o de número 1 tem informações mais confiáveis. Nesse caso, quem lidera é o Rio Grande do Sul, com taxa de 43,5 estupros por 100 mil habitantes. Mato Grosso do Sul (40,6) e Mato Grosso (38,6) aparecem na sequencia.

    As menores taxas foram registradas na Paraíba (8,8), Rio Grande do Norte (9,9) e Minas Gerais (10,1).

    Assassinatos intencionais

    O índice de homicídios intencionais também cresceu no ano passado: aumento de 7,8% em relação a 2011. Alagoas lidera o ranking, com taxa de 58,2 assassinatos intencionais por 100 mil habitantes, índice 21,9% menor do que em 2011.

    Amapá (9,9), Santa Catarina (11,3), São Paulo (11,5), Roraima (13,2), Mato Grosso do Sul (14,9), Piauí (15,2) e Rio Grande do Sul (18,4) foram os Estados com as menores taxas.

    Santa Catarina, Roraima e Piauí, no entanto, fazem parte do grupo 2, de baixa qualidade de informação.

     

  17. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:17 am

    Sobre um texto recente de Constantino

    http://www.superpride.com.br/2013/11/pedofilia-histeria-e-mais-mentiras-de-religiosos-e-homofobicos-para-agredir-os-gays.html

     

    PEDOFILIA, HISTERIA E MAIS MENTIRAS DE RELIGIOSOS E HOMOFÓBICOS PARA AGREDIR OS GAYS

    vejaComo sempre, a revista Veja sendo leniente com a utilização de baixarias para ganhar ibope entre puritanos. Fico feliz de já ter cancelado minha assinatura desta publicação desde o episódio do editorial que misturava gays com cabras e espinafre no ano passado.

    Dessa vez, li no site de Veja um texto agressivo comentando o “fato” de pedofilia ser uma orientação sexual, no qual o colunista Rodrigo Constantino usa como fonte um site religioso (que inclusive ontem mesmo já DESMENTIU a veracidade da informação) para vociferar todo o seu preconceito e ignorância. Rodrigo até agora não se retratou.

    A confusão toda começou por causa de um ERRO ao caracterizar a pedofilia nas versões impressa e online do DMS-5, que é o manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (ou simplesmente “manual de transtornos mentais”), usado como referência mundial na psiquiatria para diagnosticar transtornos através de sintomas.

    A edição foi lançada em maio deste ano pela Associação Psiquiátrica Americana (American Psychiatric Association, APA), mas a polêmica começou nos Estados Unidos apenas há cerca de uma semana, quando um blog chamado NeonTommy da Universidade da Califórnia do Sul descobriu a palavra “orientação” no texto  e não imaginou que se tratava de um erro (e obviamente também não pensou em checar com a própria APA antes de começar a gritaria).

    É importante mencionar que, no dia 31 de outubro de 2013, quando a repercussão ganhoucorpo no Brasil, tive acesso apenas à versão online do manual. Esta já tinha sido corrigida ontem mesmo pela APA para retirar o termo errôneo; razão pela qual não achei tal palavra (“orientação”) no documento.

    Segundo nota oficial divulgada pela APA também ontem, o critério para diagnóstico da doença continua o MESMO usado na versão anterior da publicação, DSM-4. A única mudança REAL que aconteceu continua sendo, portanto, a de nomenclatura. O livro passou a usar o termo “transtorno pedofílico” ao invés de “pedofilia”, o que foi na realidade um avanço, já que considera agora que o indivíduo pode “estar pedófilo”, mas que com o devido tratamento pode aprender a controlar seus impulsos.

    É simplesmente a psiquiatria “descobrindo a pólvora”.  A psicanálise já entende há mais de cem anos que existe a “estrutura perversa” e o “neurótico” (todos nós) que pode (ou não) cometer essas perversões. A psiquiatria entender que existe uma diferença, e que alguns podem e devem passar por tratamento, é algo que deve ser comemorado e não temido.

    Ainda segundo a nota da APA, “orientação sexual” não é um termo usado no diagnóstico do transtorno pedofílico e o texto deveria ter saído como “interesse sexual”, já que a associação considera a doença como uma “parafilia” e não uma “orientação sexual”.

    A associação complementa dizendo que permanece firme junto aos esforços para penalizar criminalmente aqueles que abusam e exploram crianças e adolescentes; e que também dá apoio ao contínuo estudo para o desenvolvimento de tratamentos para quem sofre do transtorno, na esperança de impedir futuros atos de abuso.

    A verdadeira histeria coletiva que se instaurou a partir da republicação indiscriminada da confusão por sites religiosos pode ser resumida no comentário de um leitor na página do próprio site que foi usado como referência pelo colunista de Veja, quando (o site) fez seu ‘mea-culpa’ e admitiu que estava errado em suas afirmações iniciais: “Vocês estão pegando a linguagem científica e a distorcendo para associar pedofilia com os gays e isso é uma mentira ofensivamente barulhenta”.

    Para acalmar ainda mais os ânimos, prestem atenção no seguinte: o tal site religioso “Charisma News” (esse mesmo que já se retratou), citado por Rodrigo Constantino em seu blog, usou por sua vez como base para suas alegações informações vindas (logo de quem) da Associação Familiar Americana (American Family Association ou AFA), uma associação ultra-homofóbica dos Estados Unidos.

    Para resumir: sexo com crianças continua sendo crime, como sempre foi; e um transtorno sexual é algo que deve ser combatido legal e psicologicamente.

    Mas não tem ABSOLUTAMENTE NADA A VER com orientação sexual.

    Eliseu NetoPsicólogo, psicanalista, gestor de carreiras, professor de Pós gradução, membro do Comite LGBT carioca e membro do núcleo LGBT do PPS

     

  18. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 4:17 am

    Jornais do mundo

    Por continente

    http://www.guiademidia.com.br/jornaisinternacionais.htm

  19. Gunter Zibell - SP

    5 de novembro de 2013 4:18 am

    Obama: Congress needs to ban LGBT discrimination in workplaces

    http://www.pinknews.co.uk/2013/11/04/obama-congress-needs-to-ban-lgbt-discrimination-in-the-workplace/

    Ahead of a key vote, President Barack Obama has called on the US Congress to pass a law protecting workers against discrimination based on sexual orientation and gender identity.

    The Senate is expected to take a vote today on whether to enshrine the Employment Non-Discrimination Act (ENDA) into law.

    Writing in the Huffington Post, President Obama said: “Here in the United States, we’re united by a fundamental principle: we’re all created equal and every single American deserves to be treated equally in the eyes of the law. We believe that no matter who you are, if you work hard and play by the rules, you deserve the chance to follow your dreams and pursue your happiness. That’s America’s promise.”

    But he warned: “And yet, right now, in 2013, in many states a person can be fired simply for being lesbian, gay, bisexual, or transgender.

    As a result, millions of LGBT Americans go to work every day fearing that, without any warning, they could lose their jobs — not because of anything they’ve done, but simply because of who they are.

    It’s offensive. It’s wrong. And it needs to stop, because in the United States of America, who you are and who you love should never be a fireable offense.”

    He added: “That’s why Congress needs to pass the Employment Non-Discrimination Act, also known as ENDA, which would provide strong federal protections against discrimination, making it explicitly illegal to fire someone because of their sexual orientation or gender identity. This bill has strong bipartisan support and the support of a vast majority of Americans. It ought to be the law of the land.”

    Last week, West Virginia Senator Joe Manchin became the 54th Democratic senator to back ENDA, meaning all 55 are now in favour of the reform.

    President Obama called on Republicans to do the same. “Several Republican Senators have already voiced their support, as have a number of Republicans in the House. If more members of Congress step up, we can put an end to this form of discrimination once and for all.”

    Invoking the spirit of Martin Luther King Jr, the President concluded: “In America of all places, people should be judged on the merits: on the contributions they make in their workplaces and communities, and on what Martin Luther King Jr. called “the content of their character.” That’s what ENDA helps us do. When Congress passes it, I will sign it into law, and our nation will be fairer and stronger for generations to come.

    Writing in the Wall Street Journal on Monday, Apple Chief Executive Tim Cook also called on Congress to pass ENDA. “Those who have suffered discrimination have paid the greatest price for this lack of legal protection,” he said.

  20. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 5:02 am

    Passeio virtual por um submarino

     

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/ciencia/tecnologia/entre-num-submarino-sem-sair-de-casa

  21. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 5:07 am

    Milk-shake

    Aprenda a fazer: Milk-shake de ovomaltine

    shake

    Ingredientes

    2 bolas grandes de sorvete de creme4 colheres (sopa) calda de chocolate ou cobertura de sorvete1 copo e 1/2 de leite8 colheres (sopa) de ovomaltine

    Modo de preparo

    Misture o sorvete e o leite no liquidificador;Acrescente os outros ingredientes e sirva;A consistência dependerá do seu gosto, use menos ou mais leite para alcançar o ideal;Acrescente pó de chocolate, cobertura, chantilly, marshmallow, biscoitos ou qualquer outro acompanhamento a gosto. 

  22. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 5:08 am

    Yakisoba

    Aprenda a fazer: Molho para yakisoba

    O yakisoba é um prato de origem chinesa que em japonês significa, literalmente, “macarrão de sobá frito”. O prato, conhecido internacionalmente, é composto por legumes e verduras que podem ou não ser fritos juntamente com o macarrão e aos quais se agrega algum tipo de carne.

    yakisoba

    Comumente, o yakisoba chinês é feito com macarrão do tipo lámen e é assim que é consumido em diversos lugares, desde restaurantes, passando por fast-foods e feiras populares, no Japão ou fora dele. É prato indispensável nas festas tradicionais japonesas e se tornou muito popular no Brasil.

    Ingredientes (Para 500g de macarrão)

    1 cebola grande ralada;
    500ml de água fria;
    1 colher de sopa cheia de amido de milho;
    1 pedaço de gengibre ralado;
    1 vidro de molho de soja (shoyu);
    1 colher de sopa de manteiga de amendoim.

    Modo de Preparo

    1. Esquente uma colher de manteiga de amendoim numa panela pequena;
    2. Junte a cebola e o gengibre ralado para reforgar;
    3. Depois de refogado, adicione o shoyu e deixe por alguns segundos;
    4. Junte a água com o amido de milho já diluído e esperer ferver até engrossar.

     

  23. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 5:10 am

    Ditadura egípcia julga Mursi e seus seguidores

    Julgamento de Mursi é suspenso porque líder se nega a usar uniforme

    Mursi chega ao tribunal sem o tradicional traje branco Foto: APMursi chega ao tribunal sem o tradicional traje brancoFoto: AP
     

    O tribunal levantou nesta segunda-feira a sessão do julgamento do deposto presidente egípcio Mohammed Mursi depois que o processado se negou a vestir o uniforme de acusado como lhe pedia o juiz e se declarou o presidente legítimo.

     

    Segundo informou a TV estatal egípcia, a corte decidiu que a sessão será retomada quando Mursi aceitar usar o uniforme, um traje branco.

     

    Outros 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana estão sendo processados com Mursi por seu suposto envolvimento na morte de manifestantes e nos incidentes suscitados nos arredores do palácio presidencial de Itihadiya no último 5 de dezembro.

     

    A confraria explicou em seu site que Mursi ficou sorridente durante a audiência, se negou a mudar sua vestimenta e insistiu que é o presidente legítimo do Egito.

     

    Durante os julgamentos, os acusados usam um traje branco, enquanto os que já foram condenados vão de azul.

    Um dos processados, o membro da Executiva da Irmandade, Mohammed Beltagui, gritou na sala: “abaixo o regime militar”.

     

    A esse grito se somaram o do restante dos acusados, que também fizeram com a mão erguida o símbolo dos protestos islamitas, segundo a Al Jazeera.

     

    O tribunal encarregado do caso é a Corte Penal do Cairo, presidida pelo juiz Ahmed Sabri, e o processo se desenrola na Academia da Polícia, nos arredores do Cairo, por motivos de segurança.

     

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  24. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 5:30 am

    As últimas palavras de 13 grandes escritores
     
    Euler de França Belém, no Opção  

    Prestes a morrer, as pessoas quase sempre dizem algumas palavras, às vezes com clareza, outras vezes de maneira desconexa. O jornal “ABC” (segunda-feira, 28), de Madri, publicou as últimas palavras de 13 grandes escritores. O Jornal Opção traduz e publica os microtextos, quase microcontos.

    Autor de “Walden” (muito bem traduzido para o português por Denise Bottmann), Henry Thoreau, o “pai” da desobediência civil, disse “alce” e “índio”, mas sem apresentar um mínimo de contexto. Consi­derando que era apaixonado pela natureza, suas palavras certamente têm a ver com aquilo que apreciava e/ou admirava.

    James Joyce

    “Ninguém me entende?”
    Escritor de uma lucidez e de uma lógica espantosas, consta que, nas proximidades da morte (ocorrida em decorrência de uma cirurgia malfeita), Joyce estava meio maluco. Parece que achava que Hitler havia começado a guerra para atrapalhar a repercussão de “Finnegans Wake”. Seu livro mais famoso é “Ulysses”.

     

    Jane Austen “Só quero morrer.”Esta foi a resposta da autora de “Razão e Sensibilidade” quando, pouco antes de morrer, suas irmãs perguntaram-lhe o que queria.       Franz Kafka “Mata-me! Ou serás um assassino!”As últimas palavras do autor de “A Metamorfose” e “O Processo” foram para um médico que não queria dar-lhe uma dose letal de morfina. Ele estava morrendo de tuberculose (aos 41 anos) e mal conseguia falar.   Charlotte Brontë “Não vou morrer. É verdade?” Ele não nos separará. Nós somos muito felizes.”Charlote Brontë estava casada havia nove meses quando faleceu, aos 38 anos, de câncer. É autora do romance “Jane Eyre”.    Truman Capote  “Sou eu, sou Buddy… Tenho frio.” Buddy era como o chamavam o autor de “A Sangue Frio” quando ele era menino.         Emily Dickinson “Devo entrar; a rã está ascendendo.” A poeta norte-americana sofreu severos desmaios e esteve prostrada, em sua cama, nos últimos sete meses de vida.      Liev Tolstói “Amo tantas coisas, tanta gente…”. Em seus últimas dias, o autor de “Guerra e Paz” deixou sua casa e viveu entre gente do povo.      Anton Tchekhov “Faz muito tempo que não bebo champanhe…”. Pouco antes de morrer, em seu leito, o autor de “Tio Vânia” pediu morfina e champanhe ao seu médico.     Eugene O’Neill “Eu sabia, eu sabia… Nasci num quarto de hotel e morrerei num quarto de hotel.” O autor de “Longa Viagem Noite Adentro” morreu de pneumonia, depois de padecer uma enfermidade semelhante ao Mal de Parkinson, doença que o impediu de escrever durantes anos.     Henry David Thoreau “Alce americano… Índio.” Não se sabe o que o autor de “Walden” quis realmente dizer com suas últimas palavras. Talvez seja mais uma referência à natureza, que amava.      Lewis Carroll “Afasta essas pastilhas. Não preciso mais delas.” O autor de “Alice no País das Maravilhas” foi poeta, matemático e fotógrafo.     J. M. Barrie “Não posso dormir.”Pouco antes de morrer, Barrie cedeu os direitos de “Peter Pan” ao Hospital Great Ormond Street, de Londres, que continua beneficiando-se dos direitos autorais.     Lord Byron “Agora eu irei dormir.” O autor de “As Peregrinações de Childe Harold” morreu na Grécia — vítima de uma febre —, enquanto lutava contra os otomanos.   http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/as-ultimas-palavras-de-13-grandes-escritores

     

  25. IV AVATAR

    5 de novembro de 2013 6:03 am

    Prisioneiros alemães construíram bairro nobre de Goiânia
    Prisioneiros alemães da Segunda Guerra Mundial construíram bairro nobre de Goiânia, no OpçãoProtocolo assinado entre governos goiano e inglês resultou na vinda de 50 oficiais das Forças Armadas alemãs aprisionados no Reino Unido para Goiás. Supostos nazistas teriam desenhado planta urbanística ao estilo alemãoFernando Leite/Jornal OpçãoAvenida do Setor Jaó: planta de bairro nobre de Goiânia foi desenhada por alemães

    Frederico Vitor 

    Não é segredo que de­pois da derrocada da Alemanha nazista do ditador Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), dezenas de partidários do nacional-socialismo — Partido Nazista —, a maioria criminosos de guerra e genocidas, se refugiaram na América Latina. Muito deles se esconderam na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Brasil. Porém é pouco conhecida a história de uma leva de oficiais da Wehrmacht — forças armadas da Alemanha hitlerista — que desembarcou em Goiânia como prisioneiros de guerra. Mais desconhecido ainda — e surpreendente — é que eles teriam desenhado a planta e construíram as avenidas e ruas do que é hoje o Setor Jaó, bairro nobre da capital goiana.

    Tal história, que é rodeada de enigmas e muito segredo, não é muito explorada pelos historiadores locais. Contudo é fato que 50 prisioneiros alemães vieram do Reino Unido para Goiás em 1947, durante a administração do governador Jerô­ni­mo Coimbra Bueno. O início desta fas­cinante saga germânica por terras goia­nas se deu em uma visita do che­fe do Executivo estadual ao em­bai­xador britânico, na sede da embaixada, no imponente palácio localizado na Rua São Clemente, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, que nos anos 40 ainda era capital federal.

    Durante a conversa, regada por muito “scotch” — legítimo uísque escocês —, o embaixador pediu ao governador de Goiás um favor um tanto quanto inusitado: acolher no Estado 50 prisioneiros de guerra alemães. Coimbra Bueno, surpreendido e desconcertado com o pedido, elegantemente, teria acatado o desejo do representante inglês no Brasil. Assinado o protocolo junto à embaixada britânica, numa data desconhecida de 1947, um avião que provavelmente pertencia à Royal Air Force (RAF) — Força Aérea Real — aterrissou em Goiânia com os 50 militares alemães a bordo.

    Ao desembarcarem da aeronave, um capitão do Exército britânico teria estendido o braço a uma autoridade estadual, passando-lhe um recibo que deveria ser assinado. O documento atestaria ao governo de Vossa Majestade a posse dos prisioneiros alemães por parte do Estado de Goiás. Ao pisarem em solo goiano, os alemães, todos oficiais e de elevado nível intelectual, não vieram apenas com a roupa do corpo. Eles trouxeram malas e demais pertences pessoais que, juntamente com eles, foram transportados para a penitenciária de Goiânia — à época localizada na Avenida Independência, atual área de treinamento da Delegacia de Operações Especiais, Grupo Tático 3 (GT3) da Polícia Civil e antiga Casa de Prisão Provisória (CPP) —, no Centro da capital.

    Toda a operação de traslado dos europeus até a prisão foi realizada de forma secreta, sem mídia e sem alardes. O vazamento da no­tícia de que o governo de Goiás teria recebido um grupo de prisioneiros “nazistas” poderia se transformar em um grande escândalo, provocaria um alvoroço sem precedentes. Por isso, para não chamar muita atenção e para primar pelo sigilo que o caso exigia, os alemães foram transferidos da penitenciária para a Fazenda Retiro da Interestadual Mercantil S/A, pertencente a José Maga­lhães Pinto, banqueiro e político mi­neiro da antiga UDN, que depois seria go­vernador de Minas Gerais (1961-1966), e principal acionista do então Banco Nacional, uma das maiores instituições bancárias do País.

    Surge o Jaó

    Coimbra Bueno, formado na Escola Politécnica de Engenharia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1933, especialista em urbanismo, teve a ideia de urbanizar a Fazenda Retiro, às margens do Rio Meia Ponte, que servia de acampamento aos alemães. Magalhães Pinto aprovou a ideia e o governo goiano teria total autonomia nas decisões do projeto. O único pedido do banqueiro foi a denominação das avenidas Pampulha e Belo Horizonte, para homenagear a capital mineira, no que viria ser o Setor Jaó.

    O advogado e morador do bairro Arthur Rios é um pesquisador do assunto e detém uma cópia da planta original do setor que, provavelmente, teria sido desenhada pelos alemães e assinada pelo engenheiro Tristão Pereira da Fonseca, já que os europeus não tinham registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) para tal. Ele conta que os prisioneiros ficavam acampados em barracas às margens do que é hoje a represa Jaó, e eram vigiados pelo Estado. Mais tarde, todos eles empregados pelo loteador, ganhariam a liberdade. “Apresentem o mapa do loteamento a um urbanista brasileiro, vão notar ideias alienígenas para o Brasil em 1947 e 1950”, diz Arthur Rios.

    Livres para decidirem como seria o novo bairro, os alemães adotaram o nome Setor Jaó, em alusão a um pássaro comum à região. Eles impuseram os padrões germânicos aos logradouros, com ruas e avenidas largas e encurvadas, com os espaços verdes extremamente valorizados. Com exceção das Avenidas Belo Hori­zon­te e Pam­pulha, os nomes das demais vias começavam o “J” de Jaó, uma característica alemã de não atribuir nomes aos endereços. Esse sistema de nomenclatura também era usado em outras áreas, como por exemplo, nos submarinos na Segunda Guerra Mun­dial. A temida força U-boat sempre denominava os submergíveis de “U” sucedido de frios três dígitos. O mesmo sistema seria adotado para batizar as ruas do recém-criado loteamento de Goiânia, como Rua J-33, por exemplo, e assim em diante. 

    Soldados ou criminosos?

    Mesmo hoje, o traçado do Setor Jaó impressiona. O conceituado arquiteto e urbanista Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, responsável pelo projeto urbano da cidade de Pal­mas, capital do Estado do To­cantins, ao analisar a planta original do Jaó desenhada pelos alemães, afirma que o projeto valoriza o orgânico, ou seja, houve um alto aproveitamento da natureza do local.

    “Isso mostra certa diferença do que se fazia antes aqui, embora o Setor Sul seja um dos projetos mais interessantes que eu vejo em Goiânia”, diz. “Essa característica de organicidade do desenho prova que tirou-se partido da natureza. Até hoje os alemães são muito mais ligados à natureza do que nós latinos. Florestas já foram replantadas na Alemanha e o próprio Partido Verde começou por lá.”   

    Ao término dos trabalhos de loteamento do Setor Jaó, em 1952, os alemães receberam uma recompensa pela colaboração. A maioria foi convidada pelo presidente Juan Domingos Perón a mudar-se para Argen­tina. Outros, por conta própria, foram para São Paulo. Em Goiânia permaneceram apenas três: Werner Sonnenberg, Otto Hoffmann e Paul Boetcher. Pouco se sabe do paradeiro do restante. Possivelmente, os arquivos do Estado de Goiás devem ter a lista com os nomes dos 50. Há a possibilidade real de que alguns deles possam ser de fato nazistas ou criminosos de guerra, da mesma forma que possam ser apenas militares aprisionados pelo inimigo.

    A dedução se baseia no fato de que vários genocidas partidários do nacional-socialismo se refugiaram na América do Sul após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Muitos deles foram presos pelo Mossad — serviço secreto israelense — em Buenos Aires e na Patagônia argentina. Uma parte destes fugitivos esteve no Paraguai durante regime do ditador Alfredo Stroessner, e até mesmo no Brasil. O caso mais emblemático foi o de Josef Mengele, morto por afogamento em 1979, em Bertioga, no litoral paulista. O médico alemão, conhecido como “anjo da morte”, foi acusado de ter cometido atrocidades vis contra prisioneiros judeus e ciganos no complexo de Aus­chwitz-Birkenau, campo de concentração operado pelos nazistas no sul da Polônia.

    Mas, nem todos os alemães que lutaram na Segunda Guerra eram partidários do nazifascismo. O advogado Arthur Rios alerta para este detalhe no caso dos 50 prisioneiros germânicos que construíram o Jaó. Ele afirma que o engenheiro Tristão Pereira lhe confidenciou que, naquela época, era vítima de desconfiança de terceiros por não esconder sua admiração e simpatia pela técnica aprimorada dos alemães do Jaó. “A verdade é que a história é contada pelos vencedores e não pelos vencidos. Fica a dúvida se a maioria deste grupo era de nazista ou eram apenas soldados alemães, conhecidos por serem bons cumpridores de ordens.” 

    O professor de História da Universidade Federal de Goiás (UFG) Luis Sérgio Duarte da Silva ressalta que não há importância se os alemães do Jaó eram ou não nazistas. Para ele, o fundamental é que o fato reforça a história de uma nova cidade que acolhia a todos e que abria novas fronteiras, neste caso, o da imensidão do Brasil Central. “Goiânia foi uma cidade que abrigou comunistas nos anos 30 e 40, Pedro Ludovico os protegia. Agora mais essa notícia de que outro governador trouxe supostos nazistas. Uma característica importante é que o governo, naquela época, trazia qualquer um que pudesse ajudar na construção da cidade.” 

     

    Goiânia recebeu forte influência europeia em sua construção. A primeira vez em que se falou na mudança da capital de Goiás foi em 1830, pelo marechal de campo Miguel Lino de Morais, segundo presidente da Província de Goyaz. Depois, em 1863, em seu livro “Primeira Viagem ao Araguaia”, o então presidente da Província, José Vieira Couto Magalhães, retoma a ideia de mudar a capital, propondo que esta fosse para as margens do Rio Araguaia.

    Em 22 de novembro de 1930, quando o médico Pedro Ludovico Teixeira assumiu como interventor do Estado, se estabeleceu em Goiás uma nova forma de pensar a política e o desenvolvimento da região Centro-Oeste, ainda uma região continental, inóspita e desabitada. Os novos ocupantes do poder entendiam que o desenvolvimento que almejavam não cabia na velha cidade de Vila Boa. No dia 4 de julho, em Bonfim — atual município de Silvânia —, Pedro Ludovico fez a primeira declaração sobre a mudança da capital.

    No dia 23 de janeiro de 1933, o Decreto 2.851 autoriza o governo do Estado a contrair um empréstimo para custear as despesas com a construção da nova capital do Estado. O local que melhor atendia aos requisitos exigidos ficava no município de Campinas, próximo à Serrinha. Em 6 de julho de 1933, o arquiteto e urbanista Atílio Corrêa Lima, da empresa P. Antunes Ribeiro e Cia, do Rio de Janeiro, é contratado para de­sen­volver o projeto da futura capital.

    Cidade Jardim

    Atílio Correa Lima aceita o convite de Pedro Ludovico Teixeira para projetar a nova capital de Goiás. Nesse período a escola francesa de urbanismo era uma das mais prestigiadas no mundo. Em todos os continentes estava presente esse modelo de cidade. Atílio segue os estudos em Paris com os grandes urbanistas franceses dessa teoria, como Alfred Agache. O traçado de Goiânia se estruturou em três pilares: sistema viário, zoneamento e a configuração do terreno. Conforme o plano das cidades francesas, o traçado deveria conter a qualidade mais importante, a funcionalidade. As vias foram calculadas segundo a intensidade e direção do tráfego.

    Armando de Godoy reformularia o projeto original de Goiânia. Ele, que foi um dos responsáveis pela vinda de Agache, urbanista francês, ao Rio de Janeiro para elaborar um plano de extensão para a cidade, dá continuidade ao projeto iniciado por Atílio. O plano original do primeiro urbanista se baseou no modelo francês. Godói, fascinado pelas cidades-jardim resolve adaptar o projeto de Goiânia ao sistema inglês de cidade.

    O traçado do modelo britânico se caracteriza pela forma como o sistema viário é concebido agregando a topografia do terreno. Outro item característico é o zoneamento, comum ao estilo francês, com a divisão social do espaço. A dimensão das vias deveria obedecer a uma hierarquia segundo a intensidade e a direção do tráfego. Diferente ao modelo seguido pela escola francesa, o traçado da cidade não deveria se sobrepor à natureza, mas, sim, integrar-se a ela. Para Godoy, as vias retas do traçado francês são monótonas, feias e criam praças de forma triangular, e não deveria ser implantadas em Goiânia.

    A rotatória (hoje há dezenas delas espalhadas pela cidade), bastante criticada por conta do excesso de carros e do tráfego intenso, é um elemento característico deste modelo. Para os autores da cidade-jardim, sua implantação deveria respeitar os acidentes geográficos e não seguir o modelo francês, que os modificavam, adaptando-os ao projeto, em benefício da funcionalidade. A cidade do modelo de Goiânia envolveria córregos, rios, lagos e florestas, e os edifícios quando inseridos nesse tipo de terreno deveriam ser vistos em vários ângulos, à medida que se percorre a via.

    Técnicos estrangeiros

    Em novembro de 1934, os irmãos Abelardo e Coimbra Bueno, originário de Rio Verde, aceitam a proposta de Pedro Ludovico para tocar o projeto de urbanização de Goiânia por meio da empresa Coimbra Bueno & Pena Chaves Ltda.. Na década de 40, a empresa trouxe técnicos do exterior para dar continuidade ao projeto, entre eles o engenheiro civil belga Gustav von Aderup, responsável pelos cálculos das estruturas de vários edifícios, como por exemplo, o Cine Teatro Goiânia.

    A empresa dos irmãos Coimbra Bueno também trouxe para seu corpo técnico Salvador Trotta, arquiteto italiano que trabalhou como desenhista na seção de arquitetura. Jan Wladyslaw Kaufer Wisniewski, engenheiro cartógrafo polonês, demarcou o Setor Aeroporto. O engenheiro e sanitarista alemão Werner Sonnemberg, um dos integrantes da leva dos 50 prisioneiros que desenharam o Jaó, foi o responsável pelo projeto de água e esgoto da cidade. O arquiteto e agrimensor alemão Josef Neddermeyer dirigiu a seção técnica de arquitetura e topografia das obras. Stefan Szucs, pintor húngaro, trabalhou no acabamento do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano.

    Em relação ao Setor Jaó, antes de abandonar o projeto de Goiânia, Atílio teria sugerido a utilização da represa para uma base de hidroaviões, comum naquela época, já que o transporte por terra era muito deficiente. Mas, de fato, naquele leito, mais especificamente na cachoeira Jaó, foi construída a primeira usina que produziria eletricidade para a nova capital. A usina começou a ser construída no dia 4 de janeiro de 1935, mas a obra esteve paralisada por longo período por falta de verba até ser inaugurada em 1938.

    No dia 3 de abril de 1945, o excesso de chuvas danificou seriamente a estrutura e os equipamentos da usina. Goiânia enfrentou grande período de falta de energia elétrica e a alternativa encontrada foram os geradores particulares. Para suprir a iluminação pública, se usou motor de um submarino alemão. Por breve período, a máquina foi o responsável pela geração de energia que iluminaria as noites da capital. Para que pudesse ser refrigerado, o propulsor foi instalado às margens do córrego Botafogo. Já a usina do Jaó só foi completamente reconstruída em 1947, justamente o ano da chegada dos 50 prisioneiros alemães. Hoje, a construção em que se encontrava o antigo maquinário está completamente abandonada.

    De redentorista a “nazistas”: a saga dos alemães em Goiás

    A história da colonização germânica em Goiás remonta ao final do século 19, quando da chegada de religiosos alemães ao Estado. Em 1894, Dom Eduardo Duarte da Silva, bispo de Goiás, viajou à Europa em busca de padres para atender a romaria do Divino Pai Eterno do Barro Preto — atual município de Trindade —, além da administração da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campininhas de Goiás, hoje bairro goianiense de Campinas. Dom Eduardo foi à Alemanha e acertou os detalhes da viagem ao Brasil do grupo de padre redentoristas.

    O grupo de missionários começou sua viagem ao nosso país em 24 de setembro de 1894, chegando ao destino em dezembro. Os padres alemães continuaram a ser enviados ao Brasil até o final da década de 1930, mas depois a Província de Munique encontrou dificuldades por conta da Segunda Guerra Mundial. A importância da vinda missionária destes religiosos é traduzida pela figura do padre Pelágio Sauter, morto em 1961. O redentorista teve papel fundamental na condução da igreja em Trindade, e hoje é conhecido pelos fiéis como o “Apóstolo de Goiás”. 

    A única colônia oficial germânica nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil foi estabelecida na cidade de Goiás em 1924. A Colônia de Uvá foi um assentamento rural que decorreu na doação por parte do governo goiano a 120 famílias que vieram do sudeste da Alemanha. Porém, a emissão definitiva dos títulos de posse das terras somente foi oficializada na década de 50, período no qual o distrito entrou em decadência. Ao contrário das colônias das regiões Sul e Sudeste do País, os alemães não suportaram a difícil lida no campo, em um terreno arenoso e pouco fértil para a agricultura como o da região da antiga capital goiana.

    O motivo de se instalar uma colônia alemã em meio ao Cerrado goiano se deu pela necessidade de diversificação da agricultura que se encontrava incipiente na região da cidade de Goiás. Além disso, existe outra tese que sustenta a intenção do governo em “arianizar” a população local. Pelo menos este seria o anseio do senador Antônio Ramos Caiado, o “Totó Caiado”, o político mais influente de Goiás até a revolução de 1930.  O fato é que a Colônia de Uvá pouco durou. Parte das famílias retornou para Ale­manha ou rumou para o Sul do Brasil, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    ——————————————————————————————————————————————————————–

    Ás alemão trabalhou para o governo goiano e ajudou na construção de Brasília

    O alemão Martin Drewes, que combateu na Segunda Guer­ra Mundial como piloto de caça noturno, teve Goiás como primeiro destino em terras brasileiras. No país desde 1949, esteve a serviço do governo estadual em 1951, e trabalhou na aerofotogrametria do Estado, inclusive fez fotos aéreas para a construção de Brasília. Sua carreira começou no Exército alemão, teve breve passagem pela divisão Panzer — regimento de tanques de guerra —, mas sua vo­cação o levou para a força aérea,  alcançando o posto de major.

    Durante o conflito, o aviador abateu 52 aeronaves aliadas em 235 missões de combate.  Um de seus artilheiros de bordo, Walter Scheer, se tornou presidente da Alemanha

     

    Ocidental em 1974. Ele chegou ser prisioneiro dos ingleses na Alemanha ocupada e mudou-se para o Brasil depois da guerra, onde trabalhou como piloto civil. Em sua casa, na cidade catarinense de Blumenau, guardava na parede um telegrama recebido do próprio Hitler, em abril de 1945, que lhe concedia uma das maiores condecorações militares alemãs. Em entrevista à televisão brasileira, Drewes negou-se a comentar sobre a política da época: o nazismo e o holocausto.

    O piloto alemão morreu no dia 16 de outubro deste ano, aos 94 anos, por falência múltipla dos órgãos. Viúvo, ele teve uma filha na Alemanha e um filho no Brasil.

     

    http://jornalopcao.com.br/posts/reportagens/prisioneiros-alemaes-da-segunda-guerra-mundial-construiram-bairro-nobre-de-goiania#.UnXEDYYjqxI.facebook

     

  26. Claudio Costa

    5 de novembro de 2013 7:36 am

    Confissão
    Meus amigos, é com muita dificuldade que escrevo-lhes isso que vem a seguir.De fato, alguns, por aqui mesmo, já disseram: não conte sua vida ao Face, conte a um psicólogo, coisa que concordei e incentivei.Porém, às vezes, não sei se para purgarmo-nos ou apenas para desabafar, precisamos falar. Escrever! Que seja!!! Resolvo contar aqui, antes mesmo de contar à minha mulher ou a minha filha, ou à minha mãe ou aos meus irmãos. Pessoas que são sempre as primeiras a saber de minhas coisas. Talvez fosse melhor contar a um psicólogo, já que conheço tantos!Hoje, aconteceu algo que me deixou muito constrangido. Ainda fico ruborizado só de lembrar. Foi no Ônibus. Voltando da faculdade (é, voltei a estudar depois de mais de 20 anos da primeira formatura).Pensando bem acho que eu não podia controlar a situação, acho até que alguns não perceberam, mas o vexame foi enorme.Hoje, ao voltar da faculdade, no ônibus, aconteceu algo que não podia ter acontecido!!! Me senti envergonhado, me senti quase nu. Percebi que muitos olhavam para mim e sabiam do que tinha acontecido, intuíam minha vergonha, meu sentimento misto de fracasso e desespero, quase um descontrole. Minha vontade era de dizer-lhes: O que estão olhando?!! Nunca viram isso?!! Vai olhar pra p…?!!! Mas só baixei a cabeça e nada disse.Eu sei que poderia ter acontecido com qualquer um, mas qualquer um não sou eu! Não podia ter acontecido comigo!Não me culpem, nem sequer me julguem eu mesmo já o fiz. Só peço aceitação, só peço empatia.Hoje, ao voltar da faculdade, no ônibus, aconteceu algo que não podia ter acontecido!!! Que me deixou sem chão, que me deixou sem norte, que me deixou perdido, que me deixou atordoado, que me deixou sem referências, que me deixou sem direção, que me deixou desamparado, que me deixou com raiva, que me deixou triste, que me deixou deprimido, que me deixou fragilizado, que me deixou fora do ar, que me deixou isolado, que me deixou desolado, que me deixou angustiado, que me deixou impotente que me deixou ausente, que me deixou atônito, que me deixou incomodado, que me deixou exposto a mim mesmo e aos outros. Hoje, ao voltar da faculdade, no ônibus, aconteceu algo que não podia ter acontecido!!! Hoje, ao voltar da faculdade, no ônibus, acabou a bateria do meu celular!!! 

  27. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 7:48 am

    A importância das oposições

    Dilma tenta reforçar discurso ambiental com fundo de compensação para índios

    Engavetada há anos, medida passou a integrar a agenda do Planalto com o objetivo de fazer frente às críticas da ex-ministra Marina Silva; plano de atenção às comunidades atingidas por hidrelétricas deve valer apenas para pacote de novas usinas

    A presidente Dilma Rousseff estuda criar um fundo de compensação para índios que vivem em áreas próximas às hidrelétricas previstas no plano de energia do governo para 2021. Também prepara a regulamentação de um artigo da Constituição que obriga o poder público a consultar as comunidades indígenas antes de operar essas usinas.
     

    Trata-se de uma estratégia para reforçar o discurso do governo no embate com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, uma crítica da política de desenvolvimento do País, que segundo ela não é sustentável.

    Ex-petista, Marina se aliou ao projeto presidencial do governador Eduardo Campos (PSB) e poderá até disputar a sucessão do ano que vem na condição de vice do pernambucano.

    As duas medidas que o governo tenta agora reativar por causa do “efeito Marina Silva” ficaram paradas por quase 11 anos de gestão do PT no Planalto.

    A primeira delas, o fundo, é uma antiga reivindicação dos índios. Ele seria criado com dinheiro da Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos (CFURH), paga pelas empresas que exploram as hidrelétricas. A verba equivale a 6,75% do valor total de energia mensal produzida pelas usinas. Só entre janeiro e setembro deste ano, foram repassados R$ 1,3 bilhão da seguinte forma: 45% para os municípios atingidos pelos reservatórios, 45% distribuídos aos Estados onde estão as usinas e 10% para a União.

    Uma das propostas que circula no governo, elaborada pelo Instituto Acende Brasil, voltado ao setor elétrico, prevê que a União abra mão de metade do que recebe, e os Estados abram mão de 22% da sua cota.

    O Plano Decenal de Energia 2021 do governo federal prevê a construção de 34 hidrelétricas na Região Norte do País. Atualmente elas estão em fase inicial ou ainda só no papel. Nesse plano, para o qual valeriam as novas regras de compensação dos índios, não estão incluídas as polêmicas usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, alvos de constantes embates entre as comunidades atingidas e o governo federal.

    Consultas. A segunda medida prevista no pacote pró-indígenas de Dilma se refere ao artigo 231 da Constituição, que prevê que os potenciais energéticos oriundos de recursos hídricos só podem ser aproveitados após consulta às comunidades que vivem no local de instalação do empreendimento. Segundo integrantes do governo, essa medida já é considerada urgente no Palácio do Planalto.

    Adicionalmente, o governo também vai regulamentar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário desde 2003. Essa convenção também estabelece critérios para consulta aos índios.

    Em Belo Monte, por exemplo, as comunidades atingidas dizem não ter sido consultadas. Já o governo diz que fez a consulta. Ao estabelecer um critério, a ideia é acabar com polêmicas assim. “Os povos indígenas têm suas próprias formas de debater temas sobre seu futuro, e nossa regulamentação precisa dar conta disso, quer dizer, vamos criar um mecanismo que absorva o protocolo de cada povo, de cada etnia”, diz o secretario nacional de articulação social da Secretaria Geral da Presidência, Paulo Maldos.

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-tenta-reforcar-discurso-ambiental-com-fundo-de-compensacao-para-indios,1093039,0.htm

  28. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 7:53 am

    Capitalização da Petrobras

    “Franco é apenas uma das seis áreas entregues por contrato diretamente à Petrobras, durante o processo de capitalização da empresa.  Foi com essa operação que o Brasil conseguiu recuperar uma parte do capital da Petrobras que Fernando Henrique espalhou na Bolsa de Nova York.”
     

    Para quem acha que Libra é tudo, vem aí Franco…

    Preste atenção neste trecho da entrevista da presidenta da Petrobras, Graça Foster, ao Estadão, no final de semana:

    A área de Franco, pelo que se comenta, está muito próxima do tamanho de Libra (8-12 bilhões, segundo a ANP). E Franco é só uma das áreas da cessão onerosa. Se tiver 8 bilhões de barris, por exemplo, a Petrobrás explora até 5 bilhões? Como funciona?

    O contrato é esse (5 bilhões de barris de óleo equivalente). Tudo além de cinco, se é cinco num campo, se a gente vai desenvolver aqui também, ali… Essa é uma das etapas mais importantes dessa discussão.

    Seria mais viável focar em um campo apenas?

    O que é mais razoável, mais adequado, para uma empresa de petróleo não necessariamente é para a União. Há que se olhar os dois lados e a palavra final é da União. O petróleo é dela, pertence a ela. Aquilo que é mais razoável para uma empresa de petróleo nem sempre é o mais adequado para a União. Por isso, é uma discussão importante e rica.

    A Petrobrás pode devolver algumas áreas para a União?

    Essa é a discussão que vamos fazer. Já estamos prontos. Em 2010, assinamos contrato, já estamos perto de 2014, está na hora de sentar para organizar, montar um cronograma de atividades, (avaliar) todos os itens que precisam ser discutidos, passo a passo, o timing para cada um e fazer um trabalho técnico e econômico.

    Deu para entender o que a gente vinha dizendo aqui?

    francofhcFranco é apenas uma das seis áreas entregues por contrato diretamente à Petrobras, durante o processo de capitalização da empresa.  Foi com essa operação que o Brasil conseguiu recuperar uma parte do capital da Petrobras que Fernando Henrique espalhou na Bolsa de Nova York.

    Aliás, outro Franco, não o campo de petróleo, mas diretor e depois

    acoespetrobraspresidente do Banco Central do governo tucano, queria vender a Petrobras, o que em parte foi feito com a entrega das ações aos

    americanos.

    Veja aí ao lado como o Estado brasileiro recuperou quase 10% da empresa naquela operação.

    Pelo menos em relação a Franco, estão praticamente prontos os estudos de avaliação e eles indicaram reservas muito superiores aos 3,5 bilhões de óleo recuperável – a previsão inicial, de 2009 –  e aos próprios 5 bilhões de barris contratados com a União.

    Também estão neste ponto os trabalhos em Florim, cuja estimativa original, de meio bilhão de barris, com poços que revelaram reservatórios de grande dimensão vertical, embora a área seja bem menor que Franco.

    Ainda há quatro áreas “bloqueadas” para a Petrobras, no contrato de cessão onerosa: entorno de Iara, Tupi Sul e Tupi Nordeste , além de Peroba, esta incluída na condição de “reserva” para o caso de não se alcançarem os 5 bilhões de barris, o que não vai acontecer, é evidente agora.

    Uma avaliação superior ao volume contratado vai ser, provavelmente, objeto de adjudicação direta – como permite a lei de partilha – a Petrobras, que renegociará os valores a serem pagos à União por este excedente.

    Será que os que achavam que Libra deveria ter ficado exclusivamente a cargo da Petrobras, sem captação de recursos de parceiros para a exploração se dão conta de que isso implicaria – já de início – em abandonar os investimentos nestas áreas da cessão onerosa, as quais, além de estar contratualmente obrigada a perfurar e produzir, o petróleo é tão garantido e de boa qualidade quanto em Libra?

    E mais: tudo indica que, somadas, as áreas já parcialmente adjudicadas à Petrobras, provavelmente, vão superar as reservas de Libra.

    Se esgotarmos a Petrobras em imprudências, mesmo que com generosas razões, eu garanto a você que a tal “falta de interesse dos investidores estrangeiros” vira num instante apetite de formigas por mel.

    http://tijolaco.com.br/index.php/para-quem-acha-que-libra-e-tudo-vem-ai-franco/

  29. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 7:55 am

    A confusão do público e do privado nas concessões.

    Ao Exmo. Juiz que analisa recuperação judicial de Eike Batista

    Jornal do Brasil
     

    Eike Batista pede recuperação judicial, mas, como garantia, oferece ativos que são do Estado, não dele.  A concessão, mesmo com garantia bancária, não é propriedade de um inadimplente que oferece garantias que não lhe pertencem, vale ressaltar ao Exm. Juiz que fará a análise do pedido de recuperação judicial. Além da dúvida relacionada aos ativos, ainda surge suspeita de roubo do cofre da empresa que pede ajuda. Essas questões forçam uma deliberação bem amparada em lei.

    O processo de recuperação da empresa de Eike Batista deverá examinar os saques feitos no caixa da empresa, conforme divulgado neste domingo (03/11) pelo jornalista Elio Gaspari, que dedicou toda sua coluna dominical ao empresário. Gaspari afirma que vários diretores do grupo foram coniventes com resultados e expectativas inflados, com foco no bônus que receberiam.

    Segundo o jornalista, pelo menos dez executivos saíram das empresas de Eike com mais de R$ 100 milhões nos bolsos e alguns com mais de R$ 200 milhões. Gaspari lembra também de empresários e banqueiros que quebraram como Angelo Calmon de Sá, do Banco Econômico, que tenta recuperar sua fortuna com ações na Justiça contra o Banco Central.

    Em nota publicada anteriormente, Gaspari ressaltava a viagem do filho de Eike, Thor, a Miami, com sua mãe, a ex-modelo Luma de Oliveira. Thor, em outra ocasião, chegou a declarar que não ficaria pobre. “Eike Batista não pagou os US$ 45 milhões que devia aos seus credores, mas ninguém deve temer que seus dependentes entrem para o cadastro do Bolsa Família. Seu filho Thor, que estava em Miami com a mãe, a atriz Luma de Oliveira, veio para o Rio. Mesmo tendo prestado serviços despiciendos ao grupo OGX, recolheu aquilo a que julgava ter direito”, diz a nota do jornalista. 

    Nesse cenário, de roubo ao cofre seguido de pedido de recuperação judicial, Eike Batista ainda oferece como garantia o que não lhe pertence, mas, sim, pertence ao Estado. Os ativos são uma concessão do Estado.

    http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2013/11/03/ao-exmo-juiz-que-analisa-recuperacao-judicial-de-eike-batista/

    1. Ivan de Union

      5 de novembro de 2013 10:46 am

      Mas o que mais fofoca de

      Mas o que mais fofoca de garcon sobre filho de Batista esta fazendo no meio desse item?

      JB diz pra juiz que Gaspari disse que Thor disse, e antes ja tinha dito, e como ja dizia Gaspari, aspas…

      O item ta muito mal escrito.

  30. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 8:09 am

     Paulo Nogueira: por que os black blocs incomodam tanta gente

     Paulo Nogueira: por que os black blocs incomodam tanta gente

    Alguma coisa os jovens mascarados brasileiros devem estar fazendo de certo para desagradar tanto os dois lados do chamado sistema.

    Na história da humanidade, sempre que correntes ideologicamente antagônicas se unem num ódio a um grupo, é porque este grupo tem muito mais virtudes do que seus adversários gostariam de admitir.

    É o caso, no Brasil de 2013,  dos black blocs.

    A mídia corporativa – a voz rouca e obsoleta do conservadorismo nacional, ou do 1% – os chama de vândalos, baderneiros, bandidos, criminosos, arruaceiros, terroristas e por aí vai.

    Pela ótica da direita, o crime dos black blocs é denunciar espetacularmente a desigualdade social brasileira. O sonho da direita brasileira é um povo que aceite docilmente a divisão da sociedade entre 99% e 1%, para lembrar as porcentagens eternizadas pela campanha do movimento Ocupe Wall Street.

    Pela ótica da esquerda, mais especificamente a esquerda petista, os black blocs cometem um pecado mortal. Eles não dobram os joelhos para reverenciar os avanços sociais realizados pelo PT nos últimos dez anos. Na verdade, eles acham que os avanços foram muito menores do que poderiam e deveriam ser.

    Eles querem mais, muito mais inclusão – e não enxergam nem no PT e nem em outros partidos de esquerda a resposta a seus anseios.

    Não é tão difícil assim enxergar os motivos da revolta dos jovens black blocs. Veja o que está acontecendo com os índios sob Dilma. Ou o que ocorreu a tantos pobres que tiveram o azar de construir seu casebre num local marcado para receber obras da Copa do Mundo.

    Agora preste atenção no garoto de 17 anos da Zona Norte de São Paulo que antes de morrer ainda teve tempo de perguntar ao PM que o assassinou por que atirou. A seu lado, vendo tudo, estava o irmão do jovem mártir, de 13 anos.

    Quem está cuidando dessa gente toda? Um governo popular tinha que fazer mais. Indigenistas já notaram que na ditadura militar foram feitos mais assentamentos do que nos governos do PT. (Neste caso, a atenção de Dilma está muito mais com os ruralistas, de cujo apoio depende para governar, do que com os índios.)

    A esquerda petista, ou parte dela, gostaria que tudo isso ocorresse e ninguém reclamasse para não atrapalhar a marcha de Dilma rumo ao segundo mandato. E então os black blocs, para essa esquerda, viram a mesma coisa que representam para a direita. São vândalos, bandidos e tudo aquilo que você lê e ouve em reacionários como Jabor e derivados.

    Alguma coisa os jovens mascarados devem estar fazendo de certo para desagradar tanto os dois lados do chamado sistema.

    Tenho para mim que pelo ângulo da esquerda, que é a que me interessa, eles estão dizendo: chega de tanta iniquidade.

    Caso seja entendida essa mensagem fundamental, Dilma poderá fazer um segundo governo bem melhor que o primeiro – caso, como sugerem fortemente as pesquisas, ela ganhe em 2014.

    Ela talvez se anime, por exemplo, a enfrentar os grupos de mídia para uma reforma antimonopolística que é vital para a sociedade. A ‘opinião pública’ não pode ser manipulada por quatro ou cinco famílias cuja prioridade um, dois e três são seus próprios interesses econômicos.

    Por que Cristina Kirchner desafiou o Clarín e nem Lula nem Dilma desafiaram a Globo? Porque as circunstâncias são diferentes – sempre são, aliás – ou porque Cristina teve mais cojones?

    Qualquer que seja a alternativa que você escolha, o fato é que a sociedade argentina se beneficiará extraordinariamente da Lei de Mídia pela qual Cristina se bateu epicamente.

    Enquanto isso, sob o PT, a Globo – mesmo com Ibopes com quedas recordes – levantou 6 bilhões de reais em anúncios oficiais que financiam um exército multimídia de colunistas dedicados a defender privilégios e iniquidades.

    No fundo, os black blocs estão cansados de tanta acomodação. E quem pode dizer que eles estão errados?

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Paulo-Nogueira-por-que-os-black-blocs-incomodam-tanta-gente/4/29408

    1. JB Costa

      5 de novembro de 2013 9:18 am

      Análise tacanha. 

      Análise tacanha. 

  31. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 8:18 am

    Geração de empresas na Bahia supera média nacional

    MERCADO – Número de novos empreendimentos de todos os portes no Brasil cresceu 10% desde 2011, enquanto no Estado o percentual atingiu 12%

     

    A geração de empresas na Bahia, nos últimos três anos, está acima da média nacional, aponta levantamento que será divulgado nesta segunda (04) pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Enquanto o número de empresas no Brasil cresceu 10% desde 2011, na Bahia esse percentual chega a 12%. Foram aproximadamente 173 mil novas empresas no Estado desde 2011.

    A pesquisa do IBPT compreende o número total de empresas ativas na Bahia até o momento e não distingue o porte delas. O levantamento considera desde Micro Empreendedores Individuais, que faturam até R$ 60 mil anuais, até grandes empresas, que faturam mais de R$ 50 milhões por ano.

    Segundo o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a maior geração de empresas na Bahia é decorrente do aumento de investimentos industriais, crescimento da arrecadação tributária e também aumento da receita com o turismo e o agronegócio no Estado. “A criação de empresas é um termômetro da economia. Se você tem mais geração de empresas, quer dizer que a economia está em expansão”, afirma Amaral.

    Por setor – Outro sinal que aponta o aquecimento da economia baiana, segundo Amaral, é o crescimento nos setores de supermercados e alimentação, além de atividades ligadas à beleza, como salões de beleza, e demais cuidados pessoais. “O crescimento dessas atividades é típico de economias em desenvolvimento. Significa que as pessoas têm dinheiro para gastar com supérfluos”, afirma o especialista.

    Do total das empresas ativas no Estado, 82% estão inseridas nas categorias de micro, pequenas empresas e Micro Empreendedor Individual – pessoas que trabalham por conta própria e que se legalizam como pequeno empresário.

    O alto número de Micro Empreendedores Individuais também chama atenção na pesquisa. Dos 82% citados anteriormente, 50% são empreendedores individuais. A categoria foi criada em 2008 para facilitar o registro deste tipo de negócio.

    Já entre as médias empresas, o percentual fica em 11%. Somente 7% das empresas baianas podem ser consideradas de grande porte. “A Bahia tem proporcionalmente mais MEI, micro e pequenas empresas do que os estados do Sul e Sudeste”, diz Amaral.

    De acordo com o especialista do IBPT, o baixo número de grandes empresas reflete a falta de investimento expressivos em décadas anteriores, em toda a região.

    Impasse – “O Nordeste, durante muito tempo, foi discriminado pelo setor financeiro e grandes indústrias”, conta Amaral. Ele aponta a logística como o principal impasse da Bahia no passado.

    O levantamento também listou a quantidade de empresas presentes nos 200 municípios mais empreendedores da Bahia. Os cinco municípios baianos com mais empresas – Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Itabuna – concentram 42,31% de todas as empresas do Estado.

    De acordo com a economista e coordenadora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Isabel Ribeiro, a atração de indústria para o interior do Estado pode impulsionar a economia local e aumentar também o número de micro e pequenas empresas. “Geralmente esses empreendimentos precisam de uma cadeia de fornecedores ao seu redor, eles não são autônomos”, afirma Isabel Ribeiro. “Quando uma fábrica se instala, surge uma série de conjuntos habitacionais. Com a habitação, chegam o comércio e os serviços. As pessoas recebem renda e precisam habitar, comer, etc.”, completa.

    Há também destaque para Barreiras, que está entre os dez municípios mais empreendedores e gerou 11,5% mais empresas em 2012, quando comparado a 2011. Foram mais de 2,3 mil empresas novas desde então.

    Mais de 30% dos empreendimentos têm menos de 3 anos de existência

    Mais de 30% das empresas baianas têm menos de três anos de idade. E apenas 16% têm de cinco a nove anos. Segundo o coordenador de s estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, o baixo número de empresas com menos de 10 anos ou mais (25%) aponta a grande mortalidade de empresas no Estado. A idade média das empresas é de oito anos.

    “A primeira causa de morte das empresas é a falta de planejamento e profissionalização do empreendedor. A segunda causa é a questão da burocracia e alta carga tributária”, afirma Amaral.

    O terceiro complicador para a baixa longevidade das empresas é a dificuldade de acesso ao crédito, aponta o pesquisador. “Apesar do aumento nas linhas de crédito, a burocracia para o acesso ainda é relevante, principalmente para as pequenas empresas. Nós temos poucos agentes de crédito especializados nas micro e pequenas empresas”, diz o coordenador do IBPT.

    Informatização – A quarta razão de mortalidade das empresas é a dificuldade de implementar sistemas informatizados de gestão para os negócios. “Os software são muitos caros e complexos para as micro e pequenas empresas. Hoje você tem um volume de transações relevantes, se você não tiver um sistema de gestão que controle isso, o empreendedor perde tempo”, afirma Gilberto Luiz do Amaral.

    Comércio é o setor que concentra o maior número de negócios

    O setor que concentra o maior número de empresas na Bahia é o comércio. São mais de 435 mil empresas ativas, o que representa 47% do total. A realidade da Bahia difere do Brasil, que tem o setor de serviços como o principal gerador de empresas.

    Para a economista e coordenadora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Isabel Ribeiro, o alto número de empresas no setor se deve ao baixo capital necessário para iniciar um negócio. “As pessoas gostam de investir no comércio do vestuário. É um tipo de atividade que tem mais facilidade de desovar, e possibilidade de não acumular estoque”, afirma Isabel Ribeiro.

    Apesar do crescimento dos últimos anos, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio), Carlos Amaral, afirma que o setor desaqueceu em 2013. “Há muita expectativa e muita gente ainda tem medo de fazer novos investimentos. No principio deste ano, a movimentação foi muito baixa. Atualmente ainda há um temor de que o crescimento não continue e tenha quebradeira das empresas”, afirma o presidente do Fecomércio.

    Crescimento – Em termos de crescimento porcentual, o setor da indústria é o mais expressivo em criação de novas empresas. Entre 2011 e 2012, o número de empresas ativas cresceu 15%. Já nos últimos três anos, foram mais de 11 mil novos estabelecimentos no setor.

    Fonte: Jornal A Tarde

    http://www.sudic.ba.gov.br/Noticia.aspx?n=484

  32. Assis Ribeiro

    5 de novembro de 2013 8:47 am

    Extrato do estudo:
    POLÍTICA

    Extrato do estudo:

    POLÍTICA MACROECONÔMICA E ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO: UMA VISÃO CRÍTICA

    Franklin Serrano

    No Brasil, a muito custo, se retiraram parte dos investimentos da Petrobrás e, mais recentemente, com o PAC, foi permitido que até 0,5% do PIB de investi­mento público seja descontado da meta de superávit (que, aliás, já foi aumentada de novo). Porém, ninguém questiona a falta de sentido do nosso conceito de “dívida líquida do setor público”, em si. Como pode uma dívida que não desconta a contrapartida de ativos reais ser “líquida”?

    Além disso, a decisão de excluir os bancos públicos do setor público gera toda sorte de distorções. Por que se o BNDES empresta dinheiro para uma pre­feitura fazer obras de saneamento (ou para a Eletrobrás comprar uma turbina) a dívida líquida do setor público aumenta? Neste caso, por exemplo, não há transferência de recursos para o setor privado nem aumento algum na dívida mobiliária. Até hoje, apesar da crescente constatação de que será impossível uma retomada do desenvolvimento, sem uma expansão vigorosa do investimento pú­blico em infra-estrutura econômica e social, infelizmente ninguém parece querer questionar este peculiar conceito de dívida líquida do setor público.

    O terceiro ponto onde há quase um consenso total é o de que a carga tri­butária no Brasil é alta demais e que os gastos correntes do governo estão cres­cendo, a taxas insustentáveis. O problema aqui é que a carga tributária, que é relativamente alta (e terrivelmente regressiva), é a carga tributária bruta, sem des­contarmos as transferências do governo ao setor privado. Mas como o governo brasileiro transfere muitos recursos, tanto aos mais pobres, através da Previdência Social e do programa Bolsa Família, quanto também para os mais ricos, através do pagamento de juros da dívida pública, a carga tributária líquida no Brasil é razoavelmente baixa em termos internacionais (de acordo com Carlos Pinkusfeld Bastos, em 2004, os dados eram: 12,7% para o Brasil; 15,1%, no México; 21,3%, na Espanha; 20,7%, na Irlanda; e 14,25, na Polônia, por exemplo).

    O mesmo tipo de confusão (com freqüência proposital) aparece na discus­são dos gastos correntes. É pratica comum, no Brasil, inclusive entre os desen­volvimentistas, somar-se os gastos do governo propriamente dito com as transfe­rências não-financeiras do governo e chamar isso de “gastos correntes”. A seguir, aponta-se que estes gastos assim calculados têm crescido mais que o PIB e, a partir daí, se define que são insustentáveis. Mas os gastos do governo propriamente dito em consumo e investimento não têm, em geral, crescido a taxas maiores que o PIB, no conjunto dos últimos anos. O que tem ocorrido é que, de fato, as trans­ferências do governo têm crescido mais que o produto, em boa parte por conta da bem sucedida política de valorização do salário mínimo. Mas a arrecadação total também tem crescido tanto, que o superávit primário tem sido mantido e recentemente se expandiu. As transferências do governo configuram uma redistri­buição de renda para os muito pobres e muito ricos (juros). Mas não se configura uma crescente pressão do gasto público, propriamente dito.

    Pág 127 e segs.

    Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e … – Ipea

     

  33. Cláudio José

    5 de novembro de 2013 11:26 am

    O NATAL DAS CRIANÇAS CARENTES
    Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2013  CAMPANHA: A SACOLINHA (FESTA)  DO PAPAI NOEL  Caros amigos (as), sou fã do saudoso Betinho, um ser de luz, que pregou a solidariedade e a cidadania como instrumentos, para o Brasil ser um país mais justo e melhor para todos. Sempre que chega o natal, lembro da campanha contra a fome, bandeira que levantou com muita dignidade e fibra em prol do sofrido povo brasileiro. Agora o foco são as criancinhas pobres, que não recebem um presentinho no natal, por isso gostaria de sugerir um projeto: A SACOLINHA (FESTA) DO PAPAI NOEL Todo final de ano, muitas empresas, fazem festas e não custa nada ser solidário, um funcionário poderia com uma ideia simples, colocar uma sacola na entrada da festa e pedir para que os amigos, tragam um presentinho, para ser doado, para uma instituição de caridade. Com isso o brasileiro, traria um pouco de alegria, para muitas crianças pobres, que vivem em abrigos e que na noite de natal ficam tristes, pois não possuem uma família, para comemorar o nascimento do menino Jesus. Quem não trabalha, mas quer ajudar, poderia organizar uma festa pelas redes sociais e igrejas com o mesmo objetivo. Se todo muto fizer um pouquinho o natal de muitas crianças pobres será um natal um pouco mais feliz. Atenciosamente: Cláudio José, um amigo do povo e da paz. 

  34. marcelo

    5 de novembro de 2013 12:25 pm

    “Menor” preso a 10 anos
    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/05/nada-foi-feito-para-preservar-a-sociedade-diz-pai-de-liana-friedenbach-dez-anos-apos-tragedia.htm  trecho: “E o caso volta a ganhar repercussão nacional não apenas por completar dez anos, mas também por causa de uma nova perícia judicial, marcada para o dia 28 de novembro, que vai decidir se Champinha, atualmente com 26 anos, tem ou não condições de voltar a conviver em sociedade.”  Sim, menores que cometem crimes podem ficar mais de 3 anos preso. Neste caso já foram 10 e se depender da promotoria será perpétua. O que é o papel dela. 

  35. Neves.

    5 de novembro de 2013 12:48 pm

    Data Favela

    Quase 30% dos moradores de favelas já se sentiram discriminados

     

    Para 20%, o preconceito decorreu da falta de dinheiro e, para 8%, das roupas que vestiam

    04/11/2013

    Vinícius Lisboa
    Da Agência Brasil

    Cerca de 30% dos moradores de favelas brasileiras já sofreram preconceito, afirma a pesquisa Radiografia das Favelas Brasileiras, a primeira do Instituto Data Favela, lançada hoje (4) no 1º Fórum Nova Favela Brasileira. De acordo com o estudo, 59% dos moradores das comunidades concordam que quem mora em comunidades da periferia é discriminado.

    Para 32% dos que se disseram vítimas de preconceito, a cor da pele foi a motivação e para 30%, morar em uma favela foi o motivo. Para 20%, o preconceito decorreu da falta de dinheiro e, para 8%, das roupas que vestiam.

    A pesquisa mostra também que 37% dos moradores de favela já foram revistados por policiais, proporção que chega a 65% quando se trata de jovens de 18 a 29 anos. Entre os que já foram revistados, a média chega a 5,8 abordagens na vida. “Temos um lado da presença do Estado que ajuda e outro que mostra preconceito”, disse Renato Meirelles, um dos fundadores do Data Favela.

    Por outro lado, a pesquisa constatou que 75% dos moradores de favela são totalmente ou parcialmente favoráveis à pacificação. Ao todo, 73% dos moradores acham as favelas violentas, sendo que 18% as consideram muito violentas.

    Para mais de 60%, no entanto, a comunidade melhorou nos últimos anos, e 76% acreditam que vai melhorar nos próximos anos. Sair da favela não é o desejo de 66% dos entrevistados, e 94% se consideram felizes, um ponto percentual a menos do que a média nacional, segundo o Data Favela.

    A pesquisa entrevistou 2 mil moradores de 63 favelas do país entre julho e setembro, depois de treinar moradores de comunidades para participar da formulação e da aplicação do questionário. “Não basta produzir números sobre a favela, é necessário que ela produza e interprete esses números”, ressaltou Meirelles.

     

    http://www.brasildefato.com.br/node/26468

  36. MiriamL

    5 de novembro de 2013 12:59 pm

    Prémio José Saramago

    Prémio José Saramago 2013

     

    Ondjaki
    Os Transparentes

       A Fundação José Saramago dá os parabéns a Ondjaki pela atribuição do Prémio José Saramago   

    Natural de Luanda, onde nasceu no ano de 1977. Ondjaki é o seu nome de escrita, guerreiro em Umbundu. Poeta, prosador, visita também a escrita para crianças, o teatro, a pintura, o documentário. Formado em Sociologia, completou o doutoramento em Estudos Africanos em Itália. Distinguido em 2000 com a Menção Honrosa do Prémio António Jacinto pelo seu primeiro livro de poesia (actu sanguíneu), em 2005 obtém o Prémio António Paulouro pelo livro de contos E se amanhã o medo, e o Grande Prémio APE em 2007 por Os da minha rua. Em 2010 recebe o Prémio Jabuti (categoria juvenil) com AvóDezanove e o segredo do soviético. Ainda no âmbito juvenil, publica A bicicleta que tinha bigodes distinguido com o Prémio Bissaya Barreto 2012 e com o Prémio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (IBBY do Brasil) 2013. O romance Os transparentes é agora distinguido com o Prémio Literário José Saramago 2013. 

      http://www.josesaramago.org/482132.htmlhttp://www.josesaramago.org/482132.htmlhttp://www.josesaramago.org/482132.htmlhttp://www.josesaramago.org/482132.htmlhttp://www.josesaramago.org/482132.html

     

  37. Alda Maris

    5 de novembro de 2013 1:06 pm

    No Roda Viva de ontem

    Oficializar maconha é abrir fábrica de esquizofrênicos, diz psiquiatra 

     

     http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/05/legalizar-maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra.htm 

  38. BRAGA-BH

    5 de novembro de 2013 1:11 pm

    Requião quer explicações sobre dívida, multas e pedido de emprés
    Requião quer explicações sobre dívida, multas e pedido de empréstimos da Globo

    O senador Roberto Requião encaminhou nesta sexta-feira (1°) dois pedidos de informações a ministros da presidente Dilma. Do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador quer saber a quanto montam as dívidas tributárias das Organizações Globo e o valor das multas aplicadas pelo fisco ao grupo. Já do ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Requião quer informações sobre pedido de empréstimos da Globo ao BNDES.

    Em relação ao primeiro assunto, Requião cita reportagem do Portal R7 dando conta que as Organizações Globo foram multadas em um bilhão de reais, a valores de hoje por causa de uma manobra fiscal proibida. Já quanto aos empréstimos, o senador quer saber se, apesar da elevada dívida para com União, as empresas dos Marinho seriam contempladas com novos créditos públicos.

    Veja na sequência os dois pedidos de informações feitos pelo senador Roberto Requião aos ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel.

    Requerimento ao Ministro da Fazenda

    REQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº , DE 2013

    Requeiro, nos termos do § 2º do art. 50 da Constituição Federal, combinado com o art. 216 do Regimento Interno do Senado, informações ao Senhor Ministro de Estado da Fazenda sobre a composição das dívidas tributárias e de multas das Organizações Globo (envolvendo todas as empresas do grupo), e, nos termos do art. 217 do Regimento, a requeiro a remessa de cópia de todos os documentos e processos que envolvem a referida dívida.

    O presente requerimento abrange, inclusive, a indicação justificada e documentada da situação fiscal do Grupo – se regular ou irregular, perante o fisco federal.

    Saliento que somente estão excluídos do pedido acima as informações e os documentos que, em conformidade com os estritos preceitos legais, estão acobertados pelo sigilo fiscal, casos em que devem ser encaminhados os dados cadastrais dos respectivos processos com as razões legais para a manutenção de seu sigilo.

    Requeiro, por fim, que sejam informados e documentados todos os benefícios fiscais e creditícios que têm sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo, indicando, inclusive, se há amparo legal à concessão de benefícios a quem esteja na situação fiscal em que elas se encontram.

    JUSTIFICAÇÃO

    Consoante divulgado amplamente por diversos meios de comunicação, em especial, o portal R7 (ver site http://noticias.r7.com/brasil/organizacoes-globo-recebem-multa-por-manobra-contabil-usada-para-escapar-de-divida-bilionarianbsp-18092013 abaixo transcrito) as Organizações Globo, foram multadas pela Receita Federal, por realizarem “uma manobra contábil proibida.”

    A multa, “Em valores de hoje, … passa de R$ 1 bilhão”.

    Segundo a mesma reportagem “A tentativa das Organizações Globo de se livrar da multa milionária fracassou. Depois de quatro anos de processo, a Receita Federal decidiu que as empresas da família Marinho são obrigadas a pagar uma multa bilionária.”

    De acordo com aquela reportagem, “A empresa conseguiu transformar uma dívida de mais de R$ 2 bilhões em um crédito de mais de R$ 300 milhões, em apenas 30 dias. Segundo a Receita, foi uma manobra contábil, uma jogada que um dos envolvidos em julgar o caso descreveu como ‘cheia de artificialismos’. A operação que deu origem à cobrança envolveu várias empresas: Globopar, TV Globo e a Globo Rio.”

    A nação precisa saber o que estão tentando fazer com os tributos que são devidos à sociedade brasileira.

    Sala das Sessões, em 1º de fevereiro de 2013.

    Senador ROBERTO REQUIÃO

    PMDB/PR

     

  39. Almeida

    5 de novembro de 2013 2:04 pm

    Esqueletão à vista, no rastro do grupo X

    31/10/2013 07p3 – Atualizado em 31/10/2013 08p3

     

    Crise de Eike freia obra de superporto e traz prejuízos para município do RJ

    São João da Barra perdeu R$ 36 milhões em arrecadação no 1º semestre.
    O G1 passou 3 dias na cidade para ver consequências sociais e ambientais.

      

    Isabela Marinho Do G1 Rio

     

    Em 2006, o Grupo EBX anunciou a construção do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, com investimento previsto de R$ 3,8 bilhões. Nos anos seguintes, o município melhorou os índices de desenvolvimento humano, aumentou a arrecadação e viu novas vagas de emprego serem abertas.

     

    Com a queda das ações e os apuros do grupo de Eike Batista, no entanto, as obras desaceleraram, e os reflexos da crise começaram a aparecer. No primeiro semestre de 2013, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, São João da Barra perdeu R$ 36 milhões em arrecadação e viu 1.332 postos formais de emprego – um sexto das vagas do município – desaparecerem.

     

    MAPA São João da Barra 30/10 (Foto: Editoria de Arte / G1)

    Em 2011, com o trabalho no porto ainda intenso, o município chegou a ocupar a 18ª posição no ranking de emprego e renda da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Hoje, ocupa o 34º lugar. O recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS), que em 2006 era de R$ 1,18 milhão e que em 2011 subiu para R$ 12,7 milhões, dá sinal de que vai recuar em 2013.

    O secretário municipal de Fazenda, Ranulfo Vidigal, segue otimista. “Temos uma projeção de que a gente tenha não menos que 30 mil empregos no horizonte de 10 anos. Nós perdemos mil em um universo de 10 mil que foram criados”, disse. “Na minha previsão, esta perda é temporária”.

    Os habitantes de São João da Barra, no entanto, estão preocupados. O G1 passou três dias no município e constatou alguns dos impactos causado pelo declínio das obras do porto na vida dos moradores (assista ao vídeo acima). Andando pelas imediações do canteiro de obras, é possível ver restaurantes e pousadas vazios ou fechados. Comerciantes contabilizam prejuízos, moradores contestam a desapropriação de terrenos e agricultores sofrem os efeitos dos impactos ambientais da construção.

    Lançado por Eike Batista, o superporto do Açu, no entanto, não está mais sob controle do empresário. Em setembro, a LLX, responsável pelo porto, assinou acordo com o grupo EIG para um investimento de até R$ 1,3 bilhão na companhia que, ao final, torna o grupo controlador da empresa.

    Prejuízos
    Entusiasmado com a promessa do crescimento da cidade, Manoel Paulo Ribeiro vendeu um sítio para investir em um restaurante, há seis anos, quando o empreendimento foi anunciado. Ele chegou a ter 11 funcionários, mas, atualmente, mantém apenas quatro. Fornecedor de quentinhas na região, Manoel contou ao G1 que levou um calote de R$ 50 mil da empresa ETE, prestadora de serviços do Grupo EBX.

    “Tivemos que pegar empréstimo e estou equilibrando, me arrastando com quatro funcionários para não ter que despedir. Eu já tinha iniciado uma obra de ampliação do restaurante e também não quis parar com a esperança de que no futuro seja mais lucrativo e sem prejuízo. Todo mundo investiu tudo com a chegada deste empreendimento”, disse Manoel.

    Edmilson Oliveira, responsável pelo departamento jurídico da ETE, confirmou que a empresa está em débito com Manoel Paulo. “Nós confirmamos, mas não reconhecemos este valor. É algo em torno de R$ 38 mil. Estamos em negociação, devemos bater este valor com ele [Manoel] e esse pagamento será  feito no prazo máximo de um mês”, disse. A LLX e a OSX, do grupo de Eike, afirmaram que não têm nenhum contrato em débito com a empresa ETE.

    Fabrício Salles foi afetado de duas formas. Ele é dono de uma loja de acessórios automotivos em São João da Barra e possui um caminhão que foi agregado por uma empresa na construção do porto. Salles disse que ficou de junho a outubro sem receber pelo aluguel do veículo. Ele só foi receber pelos três primeiros meses de serviço, quantia em torno de R$ 35 mil, no dia 24 de outubro.

    “Eu banquei tudo, paguei o motorista do caminhão, cheguei até o meu limite bancando manutenção e funcionário. A empresa pagava tudo no prazo correto. Depois que teve esse problema com o Eike Batista, houve esse atraso. Agora eles estão acertando. Eu entendi a situação da empresa e continuei prestando serviço”, contou.

    Salles contou que também sentiu os impactos na região através da queda do número de clientes. “Com essa queda nas obras do porto, todos os comerciantes sentiram algum tipo de impacto. Muita gente foi embora e com isso diminuiu a circulação de dinheiro na cidade”, lamentou.

     

    Impasse nas desapropriações
    A desapropriação de terras na região do Superpoto do Açu é motivo de disputas judiciais. Proprietários afirmam que o valor pago pelas terras é injusto e que o processo de desapropriação foi feito de maneira irregular.

    Os terrenos para construção do Distrito Industrial de São João da Barra são requeridos à Justiça pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin). Segundo o órgão, depois que a Justiça aceita o pedido, as ações de desapropriação são feitas “após o depósito do valor apurado”. Em seguida, a imissão (ato judicial que muda a posse da terra) é realizada, concedendo à Codin a posse das áreas, que por sua vez repassa aos empreendedores. Segundo a Codin, os interessados se habilitam no processo para levantar ou discordar do valor depositado, cabendo ao judiciário a decisão.

    Ao redor da construção do porto, é comum ver propriedades com casas demolidas, onde placas sinalizaram que a área agora pertence à Codin ou à LLX. De acordo com a Associação dos Proprietários de Imóveis (Asprim), 1.500 famílias foram desapropriadas. Segundo a Codin, 466 desapropriações foram aceitas pela Justiça e 290 cumpridas com a imissão de posse. Em alguns casos, a retirada das famílias teve apoio da Polícia Militar (veja no vídeo ao lado).

    Adeilço Viana Toledo é filho de José Irineu Toledo, herdeiro do Sítio Camará, no 5º Distrito do município. Ele contou ao G1 que no dia em que seu pai morreu, em 1º de agosto de 2013, a Codin desapropriou as terras da família.

    “Há 45 anos nós vivemos nesta propriedade. Eles (Codin) invadiram a área nossa aqui, tirando todo o gado que tinha aqui, dizendo que a área agora é deles. Só que até hoje não recebemos nada. E o gado ficou preso na Fazenda Papagaio [propriedade que foi arrendada pela GSA – controlada pela LLX] 75 dias sem comer nada. O juiz agora pediu para a gente tirar o gado. Estramos com um pedido na Justiça para termos a terra de volta. Há dois anos eles fizeram uma vistoria e uma valoração do terreno. Só que é um preço muito baixo e a gente não concorda. Aqui tinha lavoura de quiabo, abacaxi e maxixe. Eram 200 mil frutas colhidas por ano. Tenho 7 filhos que viviam do sustento daqui”, disse Adeilço.

    De acordo com a LLX, a área foi desapropriada pelo estado, através da Codin, para a implantação do distrito industrial. Segundo a empresa, o valor da indenização foi depositado em juízo e está à disposição dos réus desde 17 de maio, no valor de R$ 742 mil. A empresa desconhece se os réus já se manifestaram no processo para requerer o levantamento ou impugnar o valor ofertado. O documento de imissão de posse fornecido pela LLX ao G1 aponta o réu como ignorado.

    O G1 ouviu o desembargador Sylvio Capanema sobre a questão. Ele disse que o fato de o réu ser ignorado pode apontar para uma manobra do autor da imissão. “Sendo ignorado o autor evita que tenha uma constatação de que esse valor depositado em juízo seja ínfimo”, explicou.

    Através de nota, a Codin esclareceu que “a questão de constar como réu ignorado se deve ao fato de que quando foi realizado levantamento no cartório de Registro de Imóveis, relativo à área em questão, não havia qualquer certidão que indicasse quem seriam os reais proprietáros da área”. Segundo a Codin, isto justifica o ajuizamento da ação com a informação de réu ignorado.

    A Codin disse ainda que a pessoa deve comprovar a titularidade da terra para receber os valores depositados. A família Toledo apresentou ao G1 o documento (veja na foto acima) que comprova que José Irineu Toledo é herdeiro das terras do Sítio Camará.

     

    Impacto ambiental: salinização
    Durante o processo de dragagem para usar areia para aterrar a área do porto, um erro de planejamento teria feito com que propriedades próximas recebecem água do mar e ficassem salinizadas.

    Segundo Carlos Rezende, professor titular de Biogeoquímica do Laboratório de Ciências Ambientais Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o aterramento da área do estaleiro da OSX teve um “escoamento superficial que atingiu algumas áreas fora do empreendimento.”

    “Quando você faz uma dragagem, tem aproximadamente de 40% a 60% de água e o resto é sedimento. […] Houve falha no sitema de bombeamento que era responsável por reconduzir a água para a pilha de sedimento. A empresa fez um cinturão de contenção, que deve ter sido subdimensionado. Ou então pode ter ocorrido alguma falha humana que acabou gerando esse sobrefluxo [de água salgada] que escorreu pela pilha [de areia]”, explicou Rezende.

    Segundo o professor, a Uenf foi alertada por um agricultor que levou uma amostra de água até a universidade, alegando que as plantas de sua propriedade estavam morrendo. “Fomos averiguar o que era e descobrimos que água estava vindo do empreendimento. Medimos vários solos naquela região. Agora estamos medindo o índice de salinidade das propriedades e comparando com áreas próximas para saber a quantidade de terras afetadas”, completou.

    Segundo Marcos Pedlowski, também professor da Uenf, ainda “não existe tecnologia para dessalinizar solos”. Ele afirma que as dunas artificais de areia retirada para aterrar o porto estão espalhando sal na região. “Ela vai ficar sendo espalhada até que alguma vegetação tenha a capacidade de se instalar nela. O que faltou foi uma obra de engenharia de contenção. A área imediata que está no entorno está sendo afetada. Isso acarreta um efeito dramático para quem vive de agricultura. Os compradores do porto têm que saber que eles têm uma herança maldita ali também”, completou.

    Durval Ribeiro de Alvarenga, de 58 anos, mora em uma propriedade na localidade de Água Preta, no 5º Distrito de São João da Barra desde 1982, onde cultivava abacaxi, cana-de-açúcar, quiabo e maxixe. Com o gado que criava em suas terras, Durval produzia queijo e tirava de 90 a 100 litros de leite por dia.

     

    “Hoje eu não tiro mais, acabou, desde que entrou esse sal. Em novembro apareceu uma água aqui [na propriedade], mãs não houve chuva. Eu fui reparar que a água era salgada quando vi o gado em volta do tanque sem querer beber água e adoecendo. Depois, a lavoura de abacaxi foi murchando, perdi 150 mil pés da fruta, o capim morreu. Eles [empresas do Grupo X] colocaram a água do rio para ver se tirava a água do sal e parece que piorou. Não tem melhora nenhuma. Nunca ninguém me procurou para saber de prejuízo, que eu calculo que seja mais de R$ 1 milhão. A renda de leite era certinha, todo dia, de domingo a domingo. E eu parei com tudo. O gado quer beber água e não tem como. Hoje a propriedade está sem valor. Acabou a renda. E eu quero receber, não posso ficar no prejuízo”, reclamou.

    O agricultor entrou na Justiça para processar o Grupo EBX, demandando o pagamento de R$ R$ 1 milhão para cobrir o prejuízo estimado.

    Em fevereiro de 2013 o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) multou em R$ 1,3 milhão a OSX após identificar a salinização da água no Canal do Quintigute no Porto do Açu.

    Além da multa, a OSX terá de fazer a dragagem em três pontos do canal, cujo custo deve chegar a R$ 1 milhão. O órgão também determinou que a companhia deverá ressarcir os agricultores afetados pelo problema. O G1 entrou com contato com o Inea para saber se a multa já foi paga, mas não obteve resposta do instituto até esta publicação.

    Em nota, a LLX alegou que a alteração do índice de salinidade do Canal do Quitingute foi pontual, prevista nos estudos de impacto ambiental, e agravada pela restrição de vazão do canal decorrente de recentes obras civis realizadas por terceiros, além de outros pontos de assoreamento, seca e estiagem na região.

    A empresa disse ainda que realiza monitoramento constante dos índices de condutividade e salinidade do Canal do Quitingute, cujos resultados são encaminhados regularmente ao INEA (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro). Segundo a LLX, este monitoramento comprova que já foram alcançados os índices estabelecidos como padrão para água doce em corpos hídricos, e que estão abaixo de 0,5 ‰ de salinidade, conforme estabelece o Artigo 2° da Resolução CONAMA n° 357/2005. Até o momento não foi identificado nenhum agricultor prejudicado em São João da Barra pela LLX.

    Investigação
    O Ministério Público Federal determinou a apuração de eventual uso de verbas públicas na implantação de pátios logísticos no Porto do Açu. Com o cancelamento da encomenda de plataformas e a crise do Grupo EBX, o MPF quer cobrar maior transparência na prestação de contas das empresas que podem ter recebido recursos públicos federais para o projeto.

     

    Matéria completa ilustrada com vídeos:

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/10/crise-de-eike-freia-obra-de-superporto-e-traz-prejuizos-para-municipio-do-rj.html

     

     

  40. Emanuel Cancella

    5 de novembro de 2013 2:59 pm

    Brasil de Libra à

    Brasil de Libra à Perimetral

                     

    O sonho do governante no Brasil é fazer obras e licitações. Isso vale para o governo federal, estadual e municipal.  Todos, de alguma forma, se locupletam, seja através de propina ou, no melhor dos casos, para garantir financiamento de campanha. A presidente Dilma chegou a dizer, na campanha eleitoral de 2010, que privatizar o pré-sal seria um crime e que ele era nosso passaporte para o futuro. Em 2013, a própria Dilma manda leiloar o campo de Libra, o maior do pré-sal, a maior descoberta da Petrobrás em 60 anos e um dos maiores campos de petróleo do mundo. Dilma entregou 60% de Libra para a Shell, Total e duas estatais Chinesas, e a Petrobrás ficou com 40%. Para fazer o que contraria seu discurso de campanha, Dilma usou até as Forças Armadas para impedir manifestações no local do leilão. O que convenceu Dilma a mudar de idéia?

     

    Em São Paulo, com os tucanos não é diferente. Os sucessivos governos do PSDB na capital financeira do país se envolveram de corpo e alma em negócios ilícitos no metrô. Na época, mesmo a obra com uma série de irregularidades, peitaram a sociedade e até o Ministério Público para prosseguir com a empreitada. Agora vem a baila a forte motivação dos tucanos: propina. E quem acusa é a empresa multinacional francesa Alstom que confessou ter distribuído U$ 6,8 milhões, entre 1998 e 2001, a governos do PSDB. 

     

    Já o ex- prefeito do Rio, Cesar Maia, deu aulas sobre o tema, já que as obras como Linha Amarela e Cidade da Música tiveram seus valores até duplicados através de aditivos. As empresas ganharam a licitação com o menor preço e depois, através de aditivos, recebem vultosas compensações financeiras. O governador Sérgio Cabral, com as obras do Maracanã,  se comprometeu em derrubar o antigo Museu do Índio,  o estádio de Atletismo Célio de Barros  o Parque  Aquático Júlio Delamare,  e até em derrubar a terceira melhor escola municipal do Rio, a Friedenreich, e o prefeito do Rio Eduardo Paes achou bom. Cabral e Paes esbarraram na vontade popular e recuaram. Você acha que nessa empreitada a dupla priorizava o interesse da sociedade ou do consórcio  contratado?

     

    Agora o prefeito do Rio derruba a Perimetral e constrói a Via Binário. Paes alegou que a Perimetral tira a beleza do Porto Maravilha. A perimetral não é bonita mas desafogou o trânsito no centro do Rio durante décadas e nada garante que essa Via Binário, enfiada goela abaixo do Carioca, vai resolver o problema. O certo é que a Perimetral já não dava mais conta do trânsito principalmente na hora do rush e era preciso ampliar o acesso ao centro do Rio. Mas por que derrubar de imediato a Perimetral? O prefeito não poderia aguardar um pouco os resultados da nova Binário? O problema é que a derrubada da perimetral já está contratada por alguns milhões de reais. Tem que derrubar ou derrubar. Se isso vai dar certo para Eduardo Paes é um detalhe, mas o contrato tem que ser respeitado!

     

    Quem sabe tenhamos, no futuro, governantes que se preocupem mais com a sociedade e menos com os “negócios”?   

     

     

  41. jns

    5 de novembro de 2013 3:24 pm

    A droga mais barra pesada do mundo

    O Krokodil foi descoberto pela primeira vez na Rússia há uma década.

    Também conhecido como desomorfina, é semelhante à heroína e mais potente que a morfina.

    Foi batizado pela aparência escamosa e a cor preto-esverdeada da pele dos usuários, assemelhada ao couro do crocodilo.

    Image: Seringa Drogas

    Os tipos de produtos químicos utilizados pelos fabricantes variam.

    “Alguns dos produtos químicos que eles usam são muito perigosos”, disse Dr. Frank Lovecchio, co-diretor médico do Banner Poison, Drug and Information Center.

    “Eles usam coisas como ácido clorídrico. Alguns usaram tíner, gasolina e outras coisas que, entre outras, incluem o fósforo.” 

    A droga, com algumas propriedades da metanfetamina, é, quimicamente, similar à morfina e é mais potente que a heroína, porém mais barata e mais fácil de conseguir do que a metanfetamina.

    É, também, mais fácil de fabricar, utilizando os comprimidos triturados de codeína, iodo e fluidos mais leves.

    A acidez dos produtos químicos faz com que as gorduras do corpo e da pele sejam “queimadas e mortas”, disse Lovecchio. 

    Comer carne: Havia temores de que comer carne Krokodil droga estava sendo usado em Ohio.  Angie Neitzel, 29 de um viciado em drogas, em Joliet, Illinois mostra a ferida da droga

    A presença de produtos químicos também torna o organismo mais propenso à infecção. 

    Ao contrário da heroína, que algumas pessoas usam por vários anos, o krokodil é conhecido por matar a maioria dos viciados em apenas um par de anos.

    Os efeitos imediatos incluem cicatrizes visíveis na pele e a longo prazo são muito piores.

    “Uma vez que esta droga seja usada em uma base diária, o viciado pode morrer dentro de dois anos”, afirma Lovecchio. 

    “Outros relatam que a morte ocorre, provavelmente, devido à infecção generalizada que o corpo não pode combater.” 

    “Os efeitos são o pior que eu já vi de qualquer droga em todos os meus anos de prática… Eu realmente não sei como ele pode ser parado, mas tem que começar com a aplicação da lei.”, testemunha o diretor médico para o Central Ohio Poison Center.

    Feridas: Krokidil provoca terríveis feridas chorando e seu uso vem se espalhando por toda a América

    Os danos permanentes da droga, que literalmente come a carne de usuários de dentro para fora, tornou-se uma epidemia na Rússia e as imagens horríveis de corpos devastados de viciados estão se tornando comuns.

    Um hit krokodil custa cerca de $ 8 nas ruas, enquanto os usuários pagariam US $ 25 ou US $ 30 pela heroína.

    Há suspeitas que a droga está sendo introduzida nos Estados do Arizona, Utah, Illinois e Oklahoma.

    Na Rússia: http://content.time.com/time/world/article/0,8599,2078355,00.html#ixzz1Puyb832o

    Informações e imagens: Time, NEWS Channel e Mail Online.

    1. Zanchetta

      5 de novembro de 2013 4:27 pm

      Mas, seguindo o pensamento

      Mas, seguindo o pensamento dos progressistas, é só liberar o uso que o problema desaparece…

  42. Ivan de Union

    5 de novembro de 2013 4:26 pm

    Meu nome eh Ivan Moraes e eu

    Meu nome eh Ivan Moraes e eu moro nos Estados Unidos ha 33 anos.  Estou sendo stalked na internet pelo governo norte americano dia e noite, ao vivo, em real time, sem parar um puto segundo.

    Porque?

    1. Marco Santo

      5 de novembro de 2013 7:54 pm

      Ivan, pelo sobrenome, eles

      Ivan, pelo sobrenome, eles pensam que vc é “cubano”…pelo fisico, eles pensam que vc é arabe islamico, pela sua vida pacata, honesta e transparente eles pensam que vc é um “brazuca”. Então, depois de 33 anos aposente-se no Brasil. Já que eles deixaram vc perceber isso, nada mais de um convite pouco amistoso para ir embora. 

  43. Marco St.

    5 de novembro de 2013 9:05 pm

    E se as revistas fossem sinceras?

    alfa_sincera

    veja_sincera

    cartacapital_sinceramalu_sincera

    Mais aqui: http://www.bluebus.com.br/se-revistas-fossem-sinceras-como-seriam-suas-capas-veja-aqui/

     

     

  44. jc.pompeu

    6 de novembro de 2013 1:21 am

    O que é o Instituto Royal?

    CORREIO DA CIDADANIA

    O que é o Instituto Royal? Todo aquele que vive da ciência é mesmo cientista?

    ESCRITO POR CARLOS A. LUNGARZO   

    SEGUNDA, 04 DE NOVEMBRO DE 2013

    Há alguns dias, ativistas dos direitos animais, desarmados, entraram num bunker de tortura de bichos protegido por guardas, para liberar 178 beagles, o que deve ser considerado um gesto até agora ímpar no Brasil, análogo aos feitos dos ecologistas e os pacifistas no mundo desenvolvido.

    Não é por acaso que a mídia, alguns blogueiros, os profissionais da ciência e diversos membros do establishment se unificaram numa ampla perseguição contra os ativistas.

    Esta é a primeira vez que uma petição no Brasil tem 660.014 assinaturas (às 11:00, 30/10) em apenas um de vários sites que acolhem o protesto. Os especialistas em assuntos gerais dizem que o instituto era uma referência nacional. Mas, afinal, ninguém responde: o que é o Instituto Royal?

    Busca Inglória

    Durante décadas no Brasil, eu nunca havia ouvido falar do Instituto Royal de São Roque, SP. Envergonhado, comecei uma busca com pouco retorno, através da internet.

    Encontrei o verbete “Instituto Royal” no Google, mas associado apenas a protestos contra o trato cruel de animais (desde 2012), ou, a partir do dia 18/10/13, associado com a liberação dos beagles. Não encontrei nenhum site nem página que indicasse a estrutura, função, staff, propósitos e história do Instituto. Quase toda ONG tem pelo menos um pequeno site com todos esses dados, salvo que…

    (Procure no Google a palavra “instituto”, e acrescente diversos nomes. Verá que todos os institutos têm um site com uma aparência como a deste aqui.)

    O único que encontrei foi uma página de 23 linhas, criada nas coxas e claramente às pressas pouco após a libertação dos cachorrinhos, explicando, superficialmente e sem dados, que o Royal era muito bom e tudo estava nos conformes.

    Obviamente, essa “informação” só serviu para aumentar as suspeitas. A maior dúvida era: que tipo de coisa seria o Royal?

    Um instituto dentro de uma estrutura pública, por exemplo, da USP? Ou um instituto dentro de uma estrutura privada, por exemplo, da PUC? Um instituto federal, como o IMPA? Ou estadual, como o BUTANTAN? Ou ainda privado, como o ETHOS? Uma empresa com fins lucrativos? Uma ONG?

    Alguém me disse que era uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e procurei nos registros de domínios da Internet. As OSCIPS são um tipo de organização semelhante às ONGs, mas que podem ter parceria com o poder público, gozam de muitos direitos e outros tantos deveres, alguns dos quais nem sempre são bem usados. Vide.

    Eis o que achei no Registro.br

    Domínio: institutoroyal.org.br

    Servidor DNS: ns11.srv22.netme.com.br

    Servidor DNS: ns12.srv22.netme.com.br

    Expiração: 2014-07-02

    Status: Publicado

    domínio: institutoroyal.org.br

    titular:       Inst. de Ed. p/ Pesq. e Desenv. Inov. tec. Royal

    documento:     007.196.513/0001-69

    responsável:   Silvia Ortiz

    país:          BR

    c-titular:     INROY

    c-admin:       INROY

    c-técnico:     INROY

    c-cobrança:    INROY

    servidor DNS: ns11.srv22.netme.com.br

    status DNS:    29/10/2013 AA

    último AA:     29/10/2013

    servidor DNS: ns12.srv22.netme.com.br

    status DNS:    29/10/2013 AA

    último AA:     29/10/2013

    criado:        02/07/2009 #5725335

    expiração:     02/07/2014

    alterado:      25/10/2013

    status:        publicado

    Contato (ID):  INROY

    nome:          Instituto Royal

    e-mail: royalinstituto(0)gmail.com

    criado:        25/10/2013

    alterado:      25/10/2013

    Agora, com o CPNJ, procurei no módulo de Oscips do Ministério da Justiça e encontrei apenas isto, posto acima. Veja a exagerada pompa do nome oficial do Royal.

    O link da direita conduz a uma rendição de contas que não acrescenta nenhuma informação interessante para nosso fim. Então, o problema continua. Onde a gente encontra tudo isto: o histórico “científico” do Royal, seus protocolos experimentais, a lista de seus colaboradores e clientes, os produtos realmente aplicáveis que foram viáveis graças a seus testes, os registros de suas experiências longitudinais etc.?

    Aliás, é o Royal conhecido no exterior? Qualquer instituição brasileira respeitável é conhecida em todo o ocidente, ao menos pelos especialistas. Esta pergunta é relevante, porque nem organizações radicais de defesa dos animais, como PETA (vide), incluem o Royal na sua lista de desafetos. Ou seja, para os ecologistas, Royal nem merece aparecer na lista dos vilãos.

    Formulo em minha própria linguagem uma pergunta que já fez a atriz Luisa Mell: por que ninguém, salvo as elites e as forças repressivas, consegue entrar nesse maravilhoso instituto? (Veja o blog de Luisa aqui)

    Aliás, o Royal obteve seu credenciamento pelo CONCEA (Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal) somente em 2013, mais precisamente há poucas semanas. O deputado estadual por São Paulo, Fernando Capez, fez notar, num incisivo e emocionante discurso na ALESP, que, sendo assim, nos anos anteriores de funcionamento, as experiências não eram supervisionadas. Mas as coisas estranhas continuam: em 2012, apesar disso, o Royal recebeu oficialmente R$ 5.249.498,52. Para quê? O lugar onde está instalado o Royal foi declarado para funcionar como canil. (Vide). Estranho, se até poucas semanas atrás a finalidade era outra e não havia fiscalização do CONCEA, então os testes e as torturas de animais poderiam ser aplicados sem qualquer protocolo a verificar.

    De acordo com as generosas regras, uma Oscip tem cinco anos para se credenciar. Então, o Royal não estava em infração de acordo com a lei. Mas, seus trabalhos começaram, dizem, em 2005. Assim, como é possível que as autoridades do Royal digam ao jornal O Estado de São Pauloque os ativistas defensores dos animais “fizeram perder 10 anos de pesquisa”? (vide, 2º par.)

    Isto significa que, nos primeiros cinco desses 10 anos, o patrimônio genético coletado estava em outros institutos e foi transferido ao criar o Royal, ou que foi acumulado por pesquisadores individuais ou pequenos grupos que se uniram para formar o Royal, ou alguma outra coisa igualmente espúria.

    Intermezzo: ciência e ética

    A ofensiva dos mercadores de animais para tortura tem atraído o mais sujo e infame da mídia, como a famosa revista subvencionada por racistas sul-africanos. Esta, em maior medida, mas também outras, aparentemente menos rasteiras, fazem gozação dos argumentos dos defensores de animais (DA, doravante) como: “você nunca deu um remédio a seu filho doente? Ele foi testado em animais”. Estas insanidades confundem os leigos, que passam a ter um ódio irracional pelos ativistas, mas a motivação é apenas a sede de lucro.

    Cuidado! Muitos defensores de animais, especialmente líderes, aconselham calma e mesura aos seus colegas em suas ações, porque a comunidade científica está quase totalmente contra os ativistas. E como se pode pensar que a ciência, que foi a arma maior da racionalidade contra a superstição e o preconceito, possa incorrer nas mesmas provocações? Por exemplo, o ministro de Ciência, Marco A. Raupp, doutorado na University of Chicago sob a orientação de Jim Douglas Jr. com uma tese sobre métodos de Galerkin, uma tese séria, diz coisas como “isto se faz em todo o mundo, não apenas no Brasil”. Isso é um argumento próprio, ou melhor, suficiente para um matemático?

    Bom, os DA’s, mas especialmente os de esquerda, como em meu caso (há DA’s de diversos estilos: religiosos, apolíticos e até de direita, como Brigitte Bardot), devemos nos confrontar com uma nova massa poderosa: além dos que têm as armas, o poder institucional e o dinheiro, agora aparecem os cientistas. Nossa! Um caso para que Clark Kent se transforme em Super Homem.

    No entanto, as coisas não são assim tão lineares. A relação entre ciência e sociedade é um problema complexo com séculos de história, começando com o confronto de Marx e Engels com os positivistas e malthusianos. Podemos, pelo menos, fazer uma observação geral até retomar a questão em outro texto.

    O que hoje se chama “ciência” (chamada até 1844 Filosofia Natural, quando Wheeler aplicou a ela o termo science) foi filha da velha filosofia especulativa, cujos mitos e divagações combateram desde a época antiga (Epicúreos contra os dogmas Aristotélicos) e a época medieval (Escola de Oxford contra as invencionices de Santo Tomás), até crescer e poder prescindir totalmente da filosofia especulativa, com Galileu, Newton e a brilhante era da razão dos séculos 17 e 18. Quando Newton inicia seus Princípios Matemáticos da Philosophia Natural, deixa claro: a física (filosofia natural) se ocupa da matéria.

    Ora, se a ciência está fundada sobre o empirismo e o racionalismo em ação conjunta, como é possível que a grande massa dos cientistas esteja equivocada? Esse é o ponto.

    Os cientistas não estão equivocados. Mas nós devemos diferenciar entre racionalidade científica e racionalidade ética. Quando estas estiverem integradas o mundo será uma maravilha; agora podemos reconhecer essa integração nas obras de algumas poucas figuras brilhantes da história da ciência do século XX, como Bertrand Russell, Linus Pauling, Noam Chomsky… E muitos seguidores desconhecidos.

    Muitas pessoas bem intencionadas, mas que desconhecem o ventre do mundo científico, confundem um fato absolutamente verdadeiro – a ciência é a única forma de conhecimento objetiva, justificável, sistemática, aproximadamente explicativa e produtora de enunciados crescentemente confirmáveis – com um falso: os cientistas são atores sociais que usam esse conhecimento para o bem do mundo, de maneira ética e generosa.

    Esta fábula pintada minha geração leu quando criança, nos livros da moral oficial, mas bastou chegar à adolescência para saber que não é assim a coisa real. As provas são esmagadoras: alguém duvida que o 3º Reich teve de seu lado não apenas engenheiros, médicos e tecnocratas, mas também grandes cientistas, físicos, químicos e biólogos? Quantos prêmios Nobel em física trabalham na produção de bombas atômicas? Seria possível a guerra química sem especialistas na área? Quantos prêmios Nobel norte-americanos trabalham para o Pentágono, para a NSA, para a CIA? Quantos químicos e biólogos se especializam em drogas usadas em tortura?

    A ciência é, grosseiramente falando, um conhecimento verdadeiro. Saber a verdade permite a você gerar ações com alta probabilidade de sucesso. Essas ações, porém, não têm moral própria. É o ator social quem as dota de moral. Uma mesma teoria pode servir para construir um mundo melhor, ou para enriquecer donos de laboratórios, fabricantes de armas, exércitos, vigaristas e genocidas.

    Portanto, os cientistas com ética pragmática não são inimigos novos. Eles são apenas executores, numa área da sociedade, dos interesses dos antigos inimigos: os grandes grupos econômicos.

    Este foi um intermezzo. Volto ao Instituto Royal.

    Dramatis Personae

    No rodapé da página que o Royal colocou na Internet (institutoroyal.org.br), há um link que promete mais informação. Clicando, aparece um vídeo onde uma senhora fala das virtudes do Royal e da malignidade dos invasores.

    Essa senhora é mencionada pela mídia como Silvia Ortiz, mas também aparece em alguns outros lados como Sílvia Barreto Ortiz.

    O único lugar onde existem dados que podem dar um perfil de Ortiz é na biblioteca da UNICAMP, onde aparece sua dissertação de mestrado. Aí, ela está inscrita como Silvia Colletta Barreto da Costa Ortiz.

    Entretanto, seu nome não aparece na plataforma de currículos Lattes. Nesta plataforma, mais de um milhão de pessoas vinculadas com o mundo da ciência inscrevem seus currículos. Qualquer pessoa interessada em atuar na área científica pode fazer isso: doutores, mestres, graduados, estudantes, técnicos, até autodidatas.

    Na busca que fiz com os indicadores “silvia ortiz” e os expandidos “silvia barreto”, com ou sem acento, seu currículo não é encontrado. Se quiser experimentar por sua conta, procure “cnpq”. Todo cientista tem interesse em figurar no Lattes, inclusive aqueles que abandonam definitivamente a ciência. Meu currículo, desatualizado, é claro, ainda se conserva, após sete anos de aposentado da vida científica.

    Procurando no buscador do Google, encontrei 34 referências a Silva Barreto Ortiz, a maioria vinculada com o incidente dos Beagles. Veja aqui. Nunca vi um cientista, mesmo jovem, ter menos de um milhar de referências. Poder-se- ia supor que Ortiz tem algum interesse em passar despercebida.

    Mas ela aparece sim no depósito virtual de dissertações e teses da UNICAMP. Este é um procedimento padrão da Universidade, e não depende da vontade do autor. Em 02-12-1996, defendeu uma dissertação de mestrado no Programa de Genética e Biologia Molecular.

    Nesse acervo (vide) a busca devolve apenas um resultado, que é uma dissertação de mestradoorientada por Julia K. Sakurada. A dissertação pode ser baixada por qualquer pessoa que preencha um breve cadastro no mesmo site. O trabalho estuda os aspectos genéticos da resistência de camundongos a certo agente patógeno. A dissertação confirma afirmações feitas por Ortiz nos últimos dias sobre a necessidade de usar animais saudáveis em experimentação, para evitar contaminação. Seu mestrado parece atentar à criação de um biotério de animais sãos, como sua atual atividade na USP confirma. Nesta universidade, Ortiz aparece como diretora dos biotérios, mas não temos encontrado nenhum dado relativo a seu doutorado.

    No site do Institut Pasteur, de Paris (vide), encontramos 81 referências a “Ortiz”, mas todas elas se referem a pessoas com nomes diferentes de “Silvia” ou qualquer outro da gerente do Royal. Doutorado não significa sabedoria, muito menos ética, mas fico intrigado por saber onde Ortiz fez o seu. Fez?

    Silvia Barreto Ortiz é também presidente do COBEA (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal). O colégio aparece em seu estatuto (vide) como uma “sociedade civil, de caráter científico cultural, sem fins lucrativos”. Segundo isso, se sustenta com as mensalidades dos sócios.

    Não Apenas Animal Testing

    O fato de que Ortiz estivesse vinculada à UNICAMP e à USP foi usado como uma credencial de virtude por parte de cientistas e comunicadores. Não se pode criticar esta adoração quase religiosa pelas pessoas instruídas (que raramente se vê em outros países) numa sociedade onde até ter uma escola primária de mínima qualidade é um grande privilégio, e onde as grandes universidades, especialmente as paulistas, se gabam de seu ranço elitista.

    Contudo, apesar de estar num dos setores com menos demanda por parte do capitalismo (lógica matemática e história da ciência), nos 19 anos na Unicamp pude perceber que era difícil encontrar algum colega do campus que não fizesse parte de um convênio, ou tivesse uma consultoria paga através de fundações da mesma universidade, ou superpusesse mais de uma dedicação “exclusiva”, ou que não desse prioridade ao seu consultório, escritório, empresa de planejamento ou assessoria, e assim em diante, sem faltar o caso de acúmulo de salários de dois países, embora esses casos fossem raros.

    Porém, também a UNICAMP tem um histórico sobre experimentação animal muito especial. Pelo menos no único caso que foi divulgado, usaram-se membros da espécie homo sapiens para experimentos com anticoncepcionais NORPLANT, que produziram danos catastróficos pelos quais ninguém foi responsabilizado. Não é possível dar referências online, porque os sites que denunciaram o caso foram desativados pouco depois, por causa de ordens de ninguém-sabe-quem. Era o período entre 1985 e 1993, e a Unicamp coordenou uma ação da qual umas vinte universidades brasileiras se tornaram cúmplices.

    A médica Giselle Israel e a socióloga Solange Dacach se arriscaram a fazer uma detalhada pesquisa num universo de 3.544 mulheres das favelas do Rio de Janeiro, até onde os experimentadores chegaram com suas amostras de Norplant. O trabalho das denunciantes foi publicado no Brasil, mas anos depois saiu de circulação. Finalmente, o livro foi publicado no Texas. O leitor encontra uma versão no setor Google books, aqui:

    The Norplant Routes-Detours of Contraconception

    Os experimentos em mulheres, pobres e afrodescendentes, em sua maioria, foram feitos no Brasil, pois na Finlândia, pátria da matriz, bem como em outros países, as leis proibiam a experimentação em humanos, salvo no caso de voluntários. No caso em apreço, as mulheres nem sabiam exatamente o que estavam recebendo. A droga não apenas barrou a concepção, como também deixou muitas mulheres estéreis. Além disso, as vítimas sofreram cefaleias (26%), agitação, ansiedade, confusão e agressividade (20%), obesidade (18%) e uns 10% de cistos, queda do cabelo, lesões ao útero e infecções.

    Mesmo assim, o coordenador do experimento da UNICAMP, o ginecologista LB, afirmava que o Norplant era totalmente confiável.

    Nosso atual ministro de Ciência talvez teria dito: “por que tanto alvoroço? Não somos os únicos em fazer experimentos”. Com efeito, o Norplant foi experimentado em 24 países, míseros quintais do terceiro mundo habitados por pessoas esfomeadas e marginalizadas, e alguns deles governados por ditaduras.

    Não é raro, então, que os cientistas apoiem sem qualquer restrição experiências em animais não humanos, sendo que os experimentos com humanos só podem ser feitos em lugares muito afastados e discretos, o que custa dinheiro.

    Quem tem possibilidade de fazer pesquisa de arquivos de jornais pode ler a reportagem doJornal do Brasil, caso a página não tenha sido censurada.

    LEAL, L. N. Entrevista com Marinete Souza de Farias. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 18 de maio 1997.

    Algumas pessoas talvez ainda guardem o livro original: ISRAEL, G; DACACH, S. As rotas do Norplant: desvios da contracepção. Rio de Janeiro: Redeh, 1993.

    O Mistério do Royal

    É óbvio que o Royal e seu staff estão tentando se esconder, e isso parece ter sido sua atitude desde o começo. As hipóteses sobre as causas deste mistério podem ser várias, mas todas são da mesma índole.

    A “fabricação” de animais sãos, para serem alvo de experimentos e depois descartados, deve ter parecido um negócio original e graúdo aos misteriosos e anônimos fundadores do Royal. Com efeito, tendo como padrão de comparação o trato dos doentes pobres nos hospitais, é evidente que os animais usados em experimentação deviam estar eivados de diversas pestes, e os efeitos neles não poderiam ser apreciados. Então, uma ideia brilhante: laboratórios estrangeiros pagariam muito bem por experimentos feitos em animais saudáveis.

    Ora, sendo que o Brasil não assina quase nenhum acordo internacional sobre proteção aos animais, e os poucos porventura assinados não respeita, esse mistério não seria necessário. Mas há outras razões; algumas são mais sociais, outras mais econômicas.

    Uma razão é que o povo brasileiro, com seu singular naturalismo e sua sensibilidade com os animais, promoveria, como aconteceu neste caso, uma reação muito grande se todas as atrocidades ficassem óbvias como estas. Mas a quem beneficiam estes atos de sadismo na experimentação com animais? Se descartarmos as disfunções psiquiátricas de alguns pesquisadores (Vide), fica o grande negócio da produção de animais para experimentos tortuosos.

    Com efeito, a realização de numerosos experimentos cruéis, onde se mutilam, esquartejam, cegam, queimam e matam milhares de animais, diminui as despesas dos laboratórios, pois é menos caro que experimentos In silico (simulação com computador) ou in vitro (ensaio com culturas).

    Estas duas são formas que, combinadas com experimentações reversíveis e indolores em animais não humanos e em voluntários humanos, substituiriam totalmente a prática atual de tortura e extermínio massivo de bichos. Por sinal, os argumentos que pretendem que as culturas também exigem experimentação animal são falaciosos. O soro fetal bovino usado em muitas culturas pode ser extraído mediante uma cirurgia com anestesia. Isto se faz com cavalos de raça e touros reprodutores, cuja saúde é cuidada pelos veterinários dos magnatas muito mais que a de qualquer humano. Quanto à extração do feto sob anestesia, é, simplesmente, um aborto. Sendo o aborto aceitável em humanos, por que não seria em animais?

    É de se imaginar que os principais clientes sejam laboratórios estrangeiros, sendo que, qualquer que seja o grau de civilização de um país, os capitalistas preferem dinheiro e não direitos, sejam animais ou humanos.

    Neste sentido, em muitos países da Europa, e inclusive nos EUA, há restrições para o uso de animais em experimentos. O Animal Welfare Act (Laboratory Animal Welfare Act of 1966, P.L. 89-544) restringe o uso de animais de sangue quente, salvo algumas espécies de ratos. Obviamente, proíbe totalmente a tortura de bichos domésticos, especialmente gatos e cães, que não podem ser utilizados mesmo mortos, por causa da dificuldade para saber de que maneira morreram.

    A União Europeia possui diversas restrições de acordo com o país, mas o Testing ban de cosméticos é válido em todos eles (vide). É muito provável que o Royal tenha nesses laboratórios de cosméticos, bem como nos dos produtos de limpeza, seus principais fãs. Um especialista não identificado que colaborou no exame dos beagles teria dito que as raspagens de pele em frio eram típicas de experimentos com cosméticos.

    Se os ativistas se informam o suficiente com cientistas sensíveis (que existem) e pressionam seus parlamentares, poderão conseguir que o Instituto seja desativado, e seus responsáveis indiciados por crimes ambientais. É possível que haja pessoas que sabem exatamente o que acontece no Royal, e que, se lhes fosse dada proteção, talvez falassem. Essa é a esperança. E permitirá um grande avanço ético na ciência.

    Carlos Lungarzo é professor aposentado da Unicamp, ativista dos direitos humanos e membro da Anistia Internacional.

  45. Leo V

    6 de novembro de 2013 3:27 pm

    Novamente Battisti: Direita para quê? O PT que chegou primeiro

    Novamente Battisti: Direita para quê? O PT que chegou primeiro

    6 de novembro de 2013  

    Mais uma vez os integralistas foram ultrapassados pela história, mas agora pela outra ponta, e do alto. Por Passa Palavra

    Há cerca de quinze dias recebemos, de um amigo nosso, a notícia de que Cesare Battisti estaria em Florianópolis, Santa Catarina, para participar de um evento na UFSC, a universidade federal daquele estado. Cesare Battisti os leitores deste site bem o conhecem, assim como a epopeia que foi a luta pela sua libertação nestas terras do Brasil. Os grupos de solidariedade que se formaram em torno do caso debateram-se não só com magistrados e políticos conservadores mas também com movimentos e partidos de esquerda.

    Pois bem. Ontem chegava-nos a informação de que da parte de um grupelho de orientação Integralista estava sendo organizada uma manifestação de protesto pela presença do escritor italiano em solo florianopolitano (vejam aqui, é patético!), marcada para acontecer hoje, 6 de novembro, na mesma data da mesa “Quem Tem o Direito ao Dizer”, organizada pelo Departamento de Letras da UFSC, mais precisamente pelos alunos da Programa Especial de Treinamento (PET) do curso. Importante dizer: Cesare Battisti trataria daquilo a que tem se dedicado desde junho de 2011, quando fora finalmente solto e recebera visto de permanência definitiva no Brasil — literatura.

    Minutos depois, ao saber que Cesare havia cancelado a sua participação, logo imaginamos que se tratasse de uma medida cautelosa de sua parte, para evitar qualquer tipo de alvoroço com um grupo de lunáticos verde-oliva. Só que não! Alguém chegara primeiro.

    Mais uma vez, só que agora na já famosa versão coxinha, os “galinhas verdes” foram ultrapassados pela história. Antes que cacarejassem à direita, uma ordem adveio da outra ponta, e do alto – se é que vocês nos entendem. A recomendação era a de que Cesare não participasse da atividade marcada, pois o implícito caráter político do evento poderia prejudicar, digamos assim, a entrega do seu registro de estrangeiro – se é que vocês nos entendem.

    Cesare entendeu. E os fascistas vão dormir tranquilos.

    http://passapalavra.info/2013/11/88014

    Declaração à opinião pública e à mídia, do biógrafo de Battisti
    06/11/2013

    Por Carlos Alberto Lungarzo.

    707697_3_46ba_cesare-battisti-a-paris-le-13-mars-2004Em minha qualidade de coordenador do grupo de apoio ao escritor italiano Cesare Battisti, venho por meio desta, explicar as circunstâncias em que foi cancelada a participação deste escritor no evento “Quem tem o Direito ao Dizer”, que devia acontecer no dia 6 no Departamento de Letras da UFSC.

    Há quase 15 meses, os membros do PET desse departamento, bem como outras pessoas da universidade, convidaram a Battisti e a mim a participar deste evento, um convite que muito nos honra, e pelo qual estamos profundamente gratos, não apenas a eles, mas a todo o pessoal e público da universidade que fez possível o convite.

    Hoje, dia 5, fui informado por Battisti de que tinha recebido uma “recomendação” de um alto escalão do governo, veiculada através de um alto representante do Parlamento, para não comparecer ao evento. O parlamentar também falou comigo, fazendo uma referência, que não entendi muito bem, à relação entre este evento e o processamento do RG para estrangeiros (RNE) de Battisti que ainda não lhe foi entregue. Outrossim, o Exmo. Parlamentar me informou de que a divulgação feita pelos organizadores do evento revelavam uma implicação política que tornava altamente inadequada a participação de Battisti.

    Desejo salientar, a título pessoal:

    1. Não acredito que, no atual momento da história, possa ainda confudir-se ação políticacom defesa dos direitos humanos, que é o objetivo deste evento, e ao qual manifesto minha admiração pela coragem, inteligência e profundidade com que foi programado.

    2. Contrariamente ao habitualmente divulgado, Battisti não é refugiado político. Seu refúgio, concedido pelo então ministro Tarso Genro em 2009, foi cassado pelo STF em 09/09/2009.. Após sua soltura em 09/06/2011, Battisti recebeu do Conselho de Imigração um visto de permanência definitiva no país, que é uma condição de estrangeiro idêntica a de milhares de imigrantes, incluído eu.

    3. De acordo com a CF, os Direitos Humanos fazem parte dos princípios em que se baseia a República Brasileira, assim sendo, não podem ser negados a ninguém em função de sua nacionalidade. Se é impedido a um escritor falar de seus livros, e se considera que literatura e direitos humanas significam ação política (e até, segundo parece, ação política ilegal), quero manifestar minha perplexidade sobre o que devemos entender por democracia e estado de direito.

    4. Não só agradeço como me solidarizo totalmente com a Magnífica Reitora e toda a comunidade da UFSC pelo que, segundo entendo, deve entender-se como um ato de desrespeito à autonomia de uma universidade. Mesmo que seja  Federal, a UFSC é um ente autônomo e não uma dependência do núcleo  estratégico do estado. É perigoso para o direito de expressão interferir no convite a uma pessoa que está legalmente no país, cuja vida é totalmente pública e cujo único objetivo era falar sobre os quase 30 livros que escreveu, muitos dos quais tiveram grande sucesso de crítica e leitores no exterior, especialmente na França.

    Finalmente, quero fazer notar um paradoxo. A gente queria falar sobre “Quem tem direito ao dizer”, mas nós mesmos ficamos sem esse direito.

    Somos condenados ao silêncio. É verdade que o silêncio pode ser uma maneira de expressar-se, mas a expressão através do silêncio pode ser ambígua. Aliás, nem sempre o silêncio fica registrado na história.

    Carlos Alberto Lungarzo
    Professor titular (ap.) UNICAMP; Ex-pesquisador 1 do CNPQ

    http://desacato.info/2013/11/declaracao-a-opiniao-publica-e-a-midia-do-biografo-de-battisti/

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