5 de junho de 2026

Na oposição, PT terá novo desafio: dialogar com novos movimentos, diz especialista

No último ano o país assistiu ao aumento da polarização política, e esse quadro só tende a aumentar com a consumação do golpe do impeachment, afirma especialista 
Na oposição PT terá novo desafio: dialogar com novos movimentos, diz especialista
 
Jornal GGN – A vitória do golpe do impeachment pode produzir, num primeiro instante, a sensação de que a esquerda está esgotada. Dias antes da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados, representantes de movimentos sociais e políticos, contrários à destituição do mandato da presidente Dilma, ameaçavam que o processo de consumação da abertura de um julgamento no Congresso contra a executiva, por si só, levaria milhões de brasileiros às ruas.
 
Porém esse quadro não se configurou. De fato está ocorrendo diversas manifestações país afora contra a abertura do processo de impeachment, mas ainda com baixa intensidade.
 
Para entender o porquê desse cenário, o Jornal GGN entrevistou o cientista político da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, especialista em movimentos sociais, transformações coletivas e do pensamento social latino-americano, Breno Bringel
 
O docente avalia que, apesar do aparente período de tensão silenciosa por parte de importante massa da população, o aumento de conflito social tende a aumentar à medida que um novo governo “ilegítimo” for se instalando no lugar da gestão petista. 
 
Na entrevista completa que você poderá acompanhar à seguir, Bringel destaca o novo papel de oposição que o PT passa a cumprir, fortalecendo as manifestações da esquerda, resssaltando em seguida que os movimentos de direita, que conseguiram boa parte do que queriam com o afastamento da presidente Dilma, tendem a ser desmoralizados no acirramento de conflitos sociais nas ruas.
 
Outra de suas avalições aponta que, desde as manifestações Junho de 2013, há um claro aprofundamento da polarização política e que traz, como positivo, a abertura da sociedade para a discussão sobre política. 
O professor pontua, no entanto, que a esquerda terá pela frente um importante desafio geracional, ou seja, aproximar o diálogo dos velhos com os novos movimentos sociais. Enquanto esses últimos prezam por um modelo mais horizontal de negociações, os primeiros ainda mantém controles mais rígidos e hierárquico das pautas. 
 
“Hoje os jovens não estão entrando na militância via partidos e sindicatos. Entram de outra maneira. Tem outra socialização política, as vezes ela é muito mais difícil de identificar”. Acompanhe abaixo a entrevista. 
 
Jornal GGN – Algumas lideranças de movimentos sociais avaliaram que os coletivos contra o impeachment iriam tomar as ruas em peso, depois que saísse a aprovação da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados. Porém isso não aconteceu, as manifestações que aconteceram não foram tão fortes, e de ontem para hoje a gente teve esse resultado do Senado e nada muito significativo aconteceu nesse sentido. Qual é a avaliação do professor, os movimentos sociais tendem a cumprir a promessa de pressão ou eles se mostram desgastados?
 
Breno Bringel – Acho que a tendência é que aumente o conflito social e que os movimentos sociais sejam mais ativos. Nós vivemos um cenário de polarização muito grande no último ano. Mas era uma polarização que, embora real, ela de alguma maneira era simplista no sentido de que não abarcava todo o espectro da sociedade brasileira. Então tinha muita gente, muitos coletivos sociais de esquerda, que não se reconheciam nessa polarização entre, de um lado, um setor bem conservador, reacionário, e de outro, um polo que queria defender a democracia, as instituições e o próprio governo. E não se reconhecia porque não queria se colar muito nesse campo do governo, no PT, em particular. 
 
E o cenário que se abre a partir de hoje é diferente. É um cenário em que temos um governo ilegítimo e esse é um discurso, além de mais, por parte desses movimentos sociais que, embora não tenham saído massivamente nas ruas ontem ou hoje, certamente vão fazer muitas mobilizações ao longo das próximas semanas. 
 
Agora a questão é como isso se articula. Não só a quantidade, o volume das manifestações, mas como elas se produzem. Porque o que nós vamos ter agora também é uma disputa dentro da esquerda brasileira por ocupar esses novos espaços, mesmo dentro da oposição. O PT saindo do governo passa para às ruas, parte do campo, a partir do qual o PT opera, que também tem a ver com sindicatos, com alguns movimentos como MST, a CUT, etc, vão ser certamente mais ativos na disputa das ruas.
 
Jornal GGN – Lembrando um pouco do que aconteceu em 2013, você acha que a característica de articulação será mais horizontalizada do que vertical? Porque, querendo ou não, o PT volta a ser oposição, mas talvez ele ainda esteja muito ligado àquele modelo sindicalista de atuar… Você acha que todos vão aderir às formas diferentes de mobilização? Assistiremos a manifestações diferentes do que a gente viu, anos atrás, na história do país e até da América Latina? 
 
Breno Bringel – Essa pergunta é muito importante, porque acho que nós estamos vivendo uma mudança geracional também dentro do campo da militância, dos movimentos sociais no Brasil. 
 
Junho de 2013 foi uma amostra disso. Inclusive os movimentos mais tradicionais tiveram que se adaptar diante desse discurso mais horizontalista, dessa tendência ao questionamento às lideranças muito formais, à uma forma que acompanhou os movimentos e a esquerda brasileira durante várias décadas e que foi hegemonizada desde a redemocratização pelo que normalmente se chama campo democrático-popular
 
O curioso é que esse campo popular democrático do qual o PT fazia parte, o MST, a CUT, vários dos movimentos sindicais, partidos que foram importantes na redemocratização e que eram vistos naquele momento como os novos movimentos sociais -porque eles estavam se diferenciando do que era o velho sindicalismo, por exemplo -, hoje são vistos como sinônimo do velho pros novos movimentos que estão emergindo, que são pequenos coletivos que já não querem se organizar no formato de sindicato, um movimento vertical. Então tem um espírito mais autonomista, mais libertário, mais crítico, uma nova geração de militantes também que não se reconhece, nem tem uma dívida moral com o PT, não participaram dessa trajetória da redemocratização.
 
Uma questão importante me parece é até que ponto vamos ser capazes de gerar um diálogo geracional, por exemplo, entre esses novos militantes e esses movimentos sociais mais tradicionais que mesmo que continuem combativos, continue nas ruas, vão ter que de alguma maneira se abrir, se adaptar também à essa nova gramática, a essa nova forma de pensar o ativismo.  Hoje os jovens não estão entrando na militância via partidos e via sindicatos. Entram de outra maneira. Tem outra socialização política, as vezes ela é muito mais difícil de identificar, são muitas frentes também. 
 
Esses jovens não militam só em um movimento, em um coletivo, tem uma espécie de multimilitância que é muito marcada, muito forte, e a amostra disso são todas essas explosões de protestos e de iniciativas que a gente está vivendo no próprio Rio de Janeiro hoje, as ocupações nas escolas, uma série de coletivo, fazendo um trabalho as vezes muito invisível, mas estão fazendo um trabalho de tentativa ao menos de recuperação da disputa na base, nas periferias, nas comunidades, e tudo isso tende a se aprofundar nos próximos meses.
 
Jornal GGN – Daí a gente pode falar do fenômeno das redes? Hoje elas estão com as tramas mais seguras? A internet, os novos meios de comunicação permitem isso? Se as lutas ficarem separadas a gente não consegue ter uma mudança de fato…
 
Breno Bringel – Certamente a questão das redes hoje é fundamental, mas me parece que não há uma incompatibilidade entre o virtual e o territorial. As redes não podem ser vistas simplesmente como sinônimo de um ativismo de sofá, embora isso aconteça também. Elas são mecanismos muito importantes, por exemplo, de controle da mídia, de geração de mídia alternativa, de uma comunicação mais rápida e mais fluída também entre os próprios movimentos, capacidade de gerar convocatórias rápidas. Inclusive no caso dos movimentos que, basicamente, operam nas ruas e de forma mais tradicional isso hoje é muito presente.
 
Jornal GG – Acabamos pensando muito em movimentos sociais de esquerda. Mas a gente viu nos anos recentes bastante articulação de movimentos da direita pelo impeachment. Podemos dizer que há uma ascensão de grupos e movimentos sociais da direita, e mais organizados? 
 
Breno Bringel – Sim, com certeza. Os movimentos sociais podem ser conservadores da ordem, ou transformadores da ordem. Os que querem conservar a ordem, normalmente, são movimentos de direita que tendem a demandar, por exemplo, manutenção de privilégios de uma sociedade hierarquizada, de uma visão de mundo que é, de fato, bastante conservadora do status quo. Os movimentos de esquerda, pelo contrário, eles tendem a transformar a ordem, a contestar os valores, as normas hegemônicas. Nesse sentido se caracterizam por demandas de aprofundamento da democracia, dos direitos, etc.
 
O que nós vemos no Brasil nos últimos dois anos – e desde 2013 também de maneira forte – é uma radicalização da sociedade tanto à esquerda e à direita. Tinha um antipetismo muito forte nas mobilizações de junho de 2013 que foi levando a sociedade pra esses dois lados. Ou seja, uma crítica à esquerda e à direita do governo. A direita, de fato, foi se organizando mais, e isso gerou movimentos como o MBL [Movimento Brasil Livre], Vem Pra Rua, muito organizados.
 
Embora esses movimentos da direita tenham uma forma de organização muito diferente aos movimentos de esquerda, eles recebem financiamento de grandes empresas, de think tanks, do grande capital, digamos, não se importam tanto com essa questão da horizontalidade, embora haja um protagonismo do indivíduo também nesses protestos. 
 
Jornal GGN – Podemos dizer que, ao mesmo tempo, estão mais ligados aos partidos, enquanto os movimentos de esquerda, os mais novos, tendem a se afastar do modelo partidário… 
 
Breno Bringel – Isso. Buscaram certa isomorfia na própria forma de organização da esquerda no sentido de ocupar as ruas, isso é verdade, mas os recursos, as demandas, o leitmotiv, é totalmente diferente. E isso não tem acontecido só no Brasil, é um fenômeno mais geral na América Latina e em outros países do mundo também. E me parece que há um sinal muito interessante nesse sentido, porque o que acontece a partir de Junho de 2013 não é só uma radicalização à direita e à esquerda, mas, ao mesmo tempo, um cenário de abertura mesmo da sociedade à discussão sobre política.
 
O que me parece interessante pensar é que Junho não foi só da esquerda e depois da direita. Em Junho de 2013 já estavam presentes a direita e a esquerda. Eles coexistiam no mesmo espaço físico, nas mesmas praças, nas mesmas manifestações. Às vezes o que unia era o anti-petismo, mas por motivos e por causas muito diferentes.
 
O que aconteceu depois de Junho foi uma certa decantação. A direita foi organizando seus protestos pelo seu lado, a esquerda por outro. Em alguns momentos a direita teve maior visibilidade e, em outros, a esquerda menos, porque boa parte do novo de Junho vinculado à esquerda eram pequenos coletivos, que contestavam inclusive boa parte da organização da esquerda tradicional. 
 
Então eles começaram a fazer um trabalho mais de formiguinha de pequenas atuações dentro de comunidades, projetos culturais, mas não desapareceram, por isso que me parece que hoje esse novo cenário que se abre pode levar a um aprofundamento dessas forças sociais mais de esquerda também que ficaram, de alguma maneira, caladas nas últimas semanas e meses, que não se reconheciam nessa polarização, mas certamente vão sair às ruas. 
 
E tendem ao mesmo tempo a levar uma desmobilização dos setores da direita, e seus movimentos sociais, que no fundo conseguiram boa parte do que queriam, que era a desestabilização do governo, o impeachment e que algumas leis, demandas deles já estejam reconhecidas pelo programa do próprio Michel Temer.
 

 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

33 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Eba'ba

    12 de maio de 2016 8:19 pm

    Movimentos sociais de direita?

    “Movimentos sociais de direita” é quase uma contradição. O que vemos são braços artificiais de organizações de direita, como fundações liberais, maçonarias, igrejas, etc.

    Vieram para ficar. E avançaram porque souberam dominar bem as novas tecnologias.

    Mais do que nunca, é hora de combater as ideologias de direita. Com conhecimento. Que desafio!

    A esperança para 2018 está no movimento pendular. A reação dos trabalhadores, acompanhada do crescimento da esquerda, virá à medida que vierem os ataques do governo interino. Mas se este for moderado e não puser muito as garras de fora contra o povo (duvido!), daí, sim, corremos o grande risco de ceder de vez, via eleição, todo o poder à direita.

     

     

  2. maria rodrigues

    12 de maio de 2016 8:27 pm

    Não sei se éverdade que, por

    Não sei se éverdade que, por mais denúncias contra Dirceu, desta feita ele escapou de aumento de tempo na prisão pelo fato de ter mais de 70 anos. Ele e Bunlai.

    Aos poucos Moro vai tecendo sua teia, até encher mais o saco de Lula, ainda mais agora que está falando em resistência nas ruas. 

  3. Marcuses

    12 de maio de 2016 8:29 pm

    Sinuca de bico do PSDB

    Pior que a situação do PT é a do PSDB, que está numa sinuca de bico.

    Se o governo Temer fracassar, eles serão cúmplices desse fracasso e ficarão totalmente desacreditados (mais ainda).

    Se o governo Temer der certo, ele vai indicar o sucessor que, com certeza, não será do PSDB, pois ele mostrou muito bem que quem está no poder agora é o PMDB. E como presidente do partido, ele vai continuar prestigiando os seus correligionários.

    Na melhor das hipóteses, nesse último caso, o PSDB sai como vice.

    Como diria o Paulo Henrique Amorim: “jênios”.

     

  4. Sidnei

    12 de maio de 2016 8:32 pm

    Sai de baxo!!!

    Sai de baxo!!!

  5. marciaeloy

    12 de maio de 2016 8:36 pm

    PT na oposição

    O PT na situação, não respondeu as  manifestações de junho de 2013. Acharam que eram manifestações ingenuas de estudantes. não havia pobre, sindicalistas, nem partidos nessas manifestações. Foram manifestações de classe média.Dilma deveria dar uma resposta em cadeia nacional.Querem mais educação? Mas olhem o dinheiro que já foi aplicado na educação?Querem mais saúde? Mas olhem o que já foi feito pela saúde.E os mais médicos vocês não aprovam? E as moradias para os mais pobres vocês não aprova? E a transposição do Rio São Francisco, vocês não acham importante? Tudo tinha que ser respondido. É muito fácil sair a rua e ser contra tudo. Me lembro que houve uma revolta da UNE no governo Juscelino. Ele chamou os estudantes, mandou o presidente da UNE sentar na sua cadeira e pediu  os projetos para o que eles estavam revindicando. Acabou a revolta.

    1. Ricardo Cavalcanti-Schiel

      12 de maio de 2016 9:25 pm

      Márcia, minha cara

      A Dilma só chamou alguém pra conversar quando estava desesperada, nas vésperas das eleições.

      Imagine se ela seria capaz de fazer alguém sentar na cadeira dela!!!???…

      No fundo, as manifestações de junho de 2013 não aconteceram para reivindicar algo preciso, mas exatamente o contrário: para reivindicar algo difuso: a restauração da cidadania, para além de uma meia dúzia de cala-bocas que a pretenderam torná-la ociosa. Era isso que estava além dos 20 centavos.

      É essa cidadania que ainda cobra ser restaurada.

      Esse esforço voltou a emergir agora, em um plano discursivo mais universal (a defesa da democracia) que o particularismo governista (a defesa do governo Dilma).

      Se o PT e os petistas continuarem insistindo em não entender isso, estarão politicamente mortos.

    2. Edna Baker

      12 de maio de 2016 11:15 pm

      Na verdade esses estudantes

      Na verdade esses estudantes não queriam nada. Não estavam interessados em  nenhuma reinvindicação a não ser o começo tendo como objetivo o governo e o  impeachment. Aí foi o começo de tudo. Tiveram êxito apesar das cabeças ocas.

       

  6. alexis

    12 de maio de 2016 8:43 pm

    Primeiro a Convergência

    Há que sentar e conversar entre os diversos partidos democráticos de esquerda para criar um QG pela democracia. PT, PCdB, PSol, PCO, PDT (desde que parem de trair….) e etc.

    Depois disso montar um plano de governo popular para: a) 180 dias e provável retorno; b) eleições municipais; e c) 2018.

    Este QG deverá abrir diálogo com movimentos sociais e integrar as maiores aspirações da sociedade dentro das metas politicas traçadas.

    Cuidado com oportunistas:

    PSB – Os tucanos do Nordeste. Elites nordestinas sob a fantasia “socialista”, com carcará fantasiado de pombo.

    PDT – com Ciro falando uma coisa e os parlamentares do PDT traindo Dilma pelo outro lado.

    1. Ricardo Cavalcanti-Schiel

      12 de maio de 2016 9:21 pm

      Não há convergência possível com o PT arrotando prepotência

      O PT, o petismo, o lulismo e o governismo –como projeto político– perderam.

      Que eles se coloquem agora na condição de perdedores.

      Senão, nenhum diálogo razoável será possível.

      1. MarFig

        12 de maio de 2016 9:39 pm

        Uai, teve eleição e eu não

        Uai, teve eleição e eu não fiquei sabendo?

      2. alexis

        12 de maio de 2016 9:48 pm

        Perda no momento

        Mas, houveram e haverão mais ganhos ainda.

        Este é um momento de recuo tático e de abrir ouvidos e espaço para outros movimentos de esquerda.

        Em compensação, o PT é quem possui a maior base e experiencia, em todos os sentidos.

        Perder ou ser derrotado – embora parcialmente – cabe apenas a quem se arrisca e participa da luta

        Por outro lado, há grupos menores angelicais que acham que nada devem, mas isso é porque nada fizeram.

        Há prepotência também da parte de quem se acha puro e casto.

        1. junior50

          12 de maio de 2016 11:14 pm

          Derrota ?

                Não sou petista, nunca fui, nem de “esquerda ” ,  considero ideologias uma tremenda perda de tempo, papinho de intelectual, sou burro, ignorante, mas pratico, conectado e vivendo na realidade, e na realidade da politica, derrotas claras não existem, uma vez que a politica é um processo dinamico, apartado do “tempo”, e no caso Brasil, muito centrado em pessoas e oligarquias, avaliações de momento sempre se revelam, como erradas de origem, pois em principio – errado – a analise concentra-se nas movimentações e resultados táticos, os “combates” as “batalhas”, nas ações momentaneas, só que o principal – ” a Guerra ” – o entendimento, a compreensão do todo envolvido, demanda ações estratégicas, é um “xadrez” , um gambito de Dama, ocorreu, é fato, combateu-se mal, a batalha foi perdida, mas a “guerra politica” é continua.

                 Ter entregue a “Dama”, não significa uma derrota, pois após aos movimentos de arroubos, manifestações de consciência, histericismos primários, atos inconsequentes, a de se considerar, friamente, não pelo figado mas com o cerebro, ações estratégicas em niveis, primeiro estabilizando e reconhecendo quem são suas “reais armas”, em segundo plano, qual é seu objetivo final, fustigar o “inimigo” deve ser constante, alianças pontuais tambem fazem parte, jogar partes da população – assimetria relacional coletiva – é tambem parte destas ações, e sinto muito pelos ideologos de plantão, ACORDOS são plausiveis, tanto os de momento (taticos), como os de futuro (estratégicos).

                 Em Politica, as vezes vc. “perde”, na maioria das ocasiões “empata” , ” derrotas”, como a de Dilma, apesar do que significam, são pontuais, pois para nós, os “práticos/realistas” ( somos maioria ), a POlitica é uma guerra continua.

        2. Ricardo Cavalcanti-Schiel

          13 de maio de 2016 12:27 am

          Exatamente!

          É exatamente essa teimosia em não reconhecer uma derrota que se chama prepotência.

          É exatamente a saída fácil por meio da caricaturização alheia (como pretensos “puros”) que se chama propotência.

      3. mello

        13 de maio de 2016 12:07 am

        Perderam ? Mas a Dilma foi

        Perderam ? Mas a Dilma foi eleita em 2018. ! O PT. e  a Democracia sofreram um Golpe.

      4. jcordeiro

        13 de maio de 2016 2:55 am

        Vamos Pro Pau…

        Caro Ricardo (coração de leão?): se voce pertence as hostes do “mordomo de filme de terror” (quem disse foi Toninho Malvadeza), atual e INTERINAMENTE presidentO do brasilL, respeito sua posição. 

        E assim como diz (abixo) o Junior50, também não sou nem petista nem filiado a qualquer corrente política ideológica. Sou do Povo, somente.

        Aogra, essa de “diálogo”, você deve estar com piada de mau gosto.

        Depois do golpe, tenha certeza, vamos pró pau, petistas e não petistas, em defesa do nosso voto. À luta, que a desgragaça dos direitos sociais e trabalhista já está desenhada por Serra, Aloisio, FHC, Meireles e Aecim. Só para falar dos cabeças. 

        1. Ricardo Cavalcanti-Schiel

          13 de maio de 2016 3:28 am

          Filhinho

          Vai tomar uma maracujina, vai! pra ver se fica menos ridículo.

          Antes de você nascer eu já era petista. Só que, depois, meu partido foi assaltado por uma malta de ratazanas corruptas, oportunistas e sem culhões: putinhas das castas senhoriais, que se diziam “progressistas”.

          Seu “pau” não é outra coisa senão pau-de-amarrar-égua.

          1. jcordeiro

            13 de maio de 2016 4:58 am

            Painho…

            Ricardo: antes de existir seu partido eu já conhecia, há muita décadas, política brasileira. Agora, se você é dos maricas que vê uma Presidenta legalmente eleita ser destituida por um golpe baixo de um “mordomo de filme de terror” e fica se mijando, querendo diálogo a qualquer custo, seu partideco realmente merece o que está passando.

            E “pau de amarrar-égua” é para os muares castados, como você.

          2. Ricardo Cavalcanti-Schiel

            13 de maio de 2016 12:50 pm

            Filhinho

            Pelas suas conclusões tortas, ou você não é muito mais que um aleijado cerebral ou tem a idade mental de cinco anos.

            Valentia de bosta nunca me impressionou.

            Vá destilar sua imbecilidade no curral de esterco em que os petistas vão passar a viver politicamente a partir de agora.

    2. junior50

      12 de maio de 2016 9:27 pm

      Item b

           Organizar-se o maximo possivel, para manter as prefeituras existentes, pois o resultado que será auferido pós – eleições municipais, será a base do que restou do PT, a real.

            Já esperar alguma convergência entre as “esquerdas”, mesmo em relação a 2018, sem antes o PT ( todo o PT ) não realizar uma profunda revisão, será muito complicado.

      1. alexis

        12 de maio de 2016 9:42 pm

        Tens razão

        Há erros a serem reconhecidos e desculpas a serem dadas.

    3. Edna Baker

      12 de maio de 2016 10:58 pm

      Jamais colocar o PDT como

      Jamais colocar o PDT como partido de esquerda, historicamente são um partido de interesseiros e traíras. Nunca acreditei  no Brizzola que só foi válido por enfrentar a rede globo.

       

  7. Adilsonbb

    12 de maio de 2016 8:44 pm

    Sei de um fato certo e que

    Sei de um fato certo e que será consumado, futuramente, os golpistas não terão sossego. Se pensam que irão governar em ceu de brigadeiro, estão percunciosamente errados.

  8. Fred.KG

    12 de maio de 2016 10:13 pm

    O que esperar de Temer

    Em tempos de novo governo neoliberal, promovido nas sombras pela banca imperial e subalternos locais, vale ver um trecho muito interessante de um anime japonês, uma aula ilustrada…

    O Irônico é que neste desenho animado, um vice-rei preocupado com seu povo, conspira para derrubar o entreguista “rei neoliberal”… Já no caso brasileiro, o vice neoliberal/entreguista conspirou para derrubar um governo preocupado com seu povo.

    Assistir a partir dos 17 minutos: O que os mestres de Temer estão preparando para os brasileiros…

    [video:http://video24.mais.uol.com.br/14770716.mp4?ver=0&r=http://mais.uol.com.br align:center]

     

    1. Fred.KG

      12 de maio de 2016 11:22 pm

      Anime: O que esperar de Temer

      O vídeo anime japonês a que me referi não foi incorporado no comentário…Segue um link direto:

      http://video23.mais.uol.com.br/14770716.mp4?ver=0&r=http://mais.uol.com.br

      OU pesquisar por:

      “Magi: The Labyrinth Of Magic – Episódio 11”

      Assistir a partir dos 17 minutos: O que os mestres de Temer estão preparando para os brasileiros…  

  9. HenriqueBeaga

    12 de maio de 2016 10:33 pm

    A saída para o PT é expulsar os traíras e se livrar do Lulismo
    A única saída para o PT é expulsar os traíras (Pimentel, Haddad etc) e se livrar de vez com o Lulismo. Esse Golpe mostrou que a conciliação de classes sociais só durou durante o ciclo de desenvolvimento do País.
    Já as demais esquerdas deveriam parar de se aproveitar no discurso do movimento negro sobre a violência policial (essa “esquerda inteligente” é formada pela classe média, é branca, e que sequer sobe em favelas) essa mesma esquerda não reconhece os avanços dos governos do PT por pura ignorância e má fé.
    Ps: Pessoas que usam o termo “governismo” para desqualificar militantes do PT são tão fascistas quanto os fãs do Bolsonaro

    1. mello

      13 de maio de 2016 12:09 am

      Isso serIva apenas linchar o

      Isso serIva apenas linchar o PT e, afastar Lula é colaborar com os golpistas.

       

      1. HenriqueBeaga

        13 de maio de 2016 8:59 am

        Não é afastar Lula
        Não é afastar o Lula é acabar com o Lulismo ( conciliação de classes )

        1. mello

          13 de maio de 2016 5:22 pm

          A conciliação foi necessária

          A conciliação foi necessária para atingir o poder, trouxe a possibilidade de realizar algo ( muito ). Esgotou-se apenas no fim do terceiro governo do PT. Mas , qual alternativa ? Repetir o prn, de Collor , e tentar governar com minoria de 70 deputados ou mesmo de uns noventa, se coligados com os outros partidos devesquerda ?

          1. HenriqueBeaga

            13 de maio de 2016 10:15 pm

            Concordo com você, também acho que foi necessária
            Com o fim do financiamento privado de campanha e todo esse show de horrores do Golpe a tendência é que o povo se interesse mais por política, e é aí que entra a questão dos mais jovens, desde 2013 eles estão querendo assumir protagonismo na política brasileira sem que nenhum partido abre espaços pra eles. Se o PT consegui enxergar isso e se abrir pra essa meninada que estão ocupando as escolas pode fazer uma revolução no país.
            A crise não é da política é do sistema partidário, o fato do Lula ser maior que o PT e do Jean Wyllys ser maior que o Psol mostra isso

  10. Milton Pereira Neves

    12 de maio de 2016 11:16 pm

    Os erros e acertos da

    Os erros e acertos da esquerda (ou centro esquerda, como queiram), que esta vialvelmete representada pelo PT, nós ja conhecemos. Agora o erro grave do eleitor de esquerda esta em ao eleger um presidente, governador ou prefeito não lhe darem um senador, deputado federal, deputado estadual e vereador. 54 milhões de votos, quantos trairas conservadores foram eleitos nesse universo? Governabilidade custa caro. Terminar mandatos em tempos de crise custa mais ainda.

  11. Paulo Gilberto

    12 de maio de 2016 11:25 pm

    PT na oposição coxinhas na situação

    Estes grupelhos fascistas tipo MBL sobreviveram graças a dois fatores bem marcados na sociedade brasileira:

    1) O estrondoso preconceito da classe média brasileira (usuária das redes sociais) contra os segmentos mais pobres da população e a esquerda política. Preconceito este que se revelou no discurso contra o PT sobretudo a partir do ascenso econômico e social das classes populares e que alcança toda a esquerda, mesmo que não esteja envolvida em corrupção.

    2) O forte aparelhamento promovido pelo empresariado e o empoderamento proporcionado pela “mídia tradicional”. Isto porque facebook não subsiste sem TV, jornal,revista,etc.

    O que resta pra este pessoal, que a meu ver é mais inocente/otário útil do que militante, é o porão da História. A FSP já começou queimando o MBL dias atrás mostrando que um dos “líderes” responde a mais de 60 processos, entre cíveis e trabalhistas. A matéria não desvincula o perfil estelionatário do autodenominado “empreendedor” ex-filiado ao PSDB, do MBL. Ao contrário, aprofunda a bagunça, lembrando que a sede do movimento está sob judice, com aluguel atrasado, deixando a entender que o pessoal ali não é muito chegado a honrar seus compromissos.

    É o início da derrocada dos coxinhas de plantão. Através do “fogo amigo”, vão pavimentando o caminho para um governo “limpinho e cheiroso”. Sai Cunha, saem os paneleiros, “pacifica-se” o país. Política feita por profissionais. Aos amadores, paneleiros/inocentes úteis de um triste momento da nossa história sobrarão os desaforos em redes sociais, as bravatas anti-comunistas e a espera por um outro momento qualquer onde sejam chamados a serem novamente coadjuvantes na História do Brasil.

  12. silverio

    12 de maio de 2016 11:26 pm

    Novas lideranças e experientes

    Muito boa a entrevista. São novos tempos e fico esperançoso com participação da sociedade na politica nacional. Os partidos políticos tem que abrir espaço para essa nova geração e unir as ideias os juízos da juventude e de experientes políticos para canalizar os esforços para um objetivo comum. Eu não faço militancia partidaria, mas sempre participei ao longo da minha vida dos movimentos sociais de esquerda. Nunca esqueço dos movimentos pelas diretas já e agora estou de novo nas ruas em defesa da democracia. Outra coisa é na escolha dos candidatos. Para presidente votei em Dilma, mas para deputado votei em candidatos novos e de movimentos academicos ligados a esquerda (não foram eleitos, mas um dia serão). Nós envelhecemos, mas as ideias teem que renovar e precisamos dialogar com os jovens e haver um entendimento. Meu filho é  jovem também de esquerda e tem seu grupo (Levante Popular da Juventude), mas esse grupo aqui em Salvador estava junto nos recentes movimentos com a frente popular (CUT, MST etc.) Jamais poderemos desistir dos nossos objetivos, mais agora depois dessa  grande inclusão social realizada pelo PT, não  vamos deixar barato para os golpistas. Estou perplexo diante do golpe da (injustiça), mas vamos fortalecer o movimento e voltarmos ao poder ainda em 2016.

  13. Maluco Beleza

    13 de maio de 2016 4:58 am

    Um dos problemas que vejo é
    Um dos problemas que vejo é que devido a política de aumento da renda proporcionada pelo governo do PT trazendo milhões de “sub desenvolvidos” para a superfície social…esses mesmos encontraram nessa “superfície social brasileira” um fundamentalismo capitalista Doutrinal que as Elites proclamam como VERDADE ABSOLUTA… Esses agora “neo subdesenvolvidos” não souberam ou não tinham/têm sabem, pois nao aprenderam a buscar informações fora dessa bolha Fascista que envolve toda a elite brasileira…talvez invejaram a pseudo intelectualidade dessa Elite Nazifacista que é propagada pelos programas do tipo BBB/etc…também foram Doutrinadas a ter uma Falta de esperança sistêmica e ainda um ódio contra a “Falta de Justiça” e a vontade de fazer “JUSTIÇA com as próprias mãos que esses programas do tipo Cidade Alerta/Brasil Urgente dia apresentadores DáPena e Marcelo Sendente bombardeiam todos os dias… Incessantemente… No momento ainda não “caiu a ficha” para essa população que é bastante despolitizada e que foi Doutrinada por essa Mídia Nazifacista /Presstituta a qual procura Doutrinar e transformar todos em Midiotas Revoltados, porém sem mostrar uma direção que não seja Fascista… Ela a Mídia Presstituta ou Mídia Plutocrata doutrina que apenas os políticos que ela qualifica como Mal é Mal.. E aqueles que ela qualifica como bons ou neutros são dignos de estar no Governo…
    Nesse sentido contou com o Trabalho Árduo de um Judas Iscariotes Joaquim Barbosa que ajudou vigorosamente nessa ânsia de Qualificar o “Bandido Bom” e “Bandido Mau” … E que agora está na incumbência do plenário do supremo fazer esse papel…
    Infelizmente, talvez esses que saíram da miséria e foram incorporados ao capitalismo, estejam em Transe pró Elite promovido por essa Mídia Nazifacista…
    A esperança é que possam acordar desse transe imediatamente, sem a necessidade de serem acordadas apenas quando novamente estiverem na mesma condição social econômica que se encontravam antes do “Milagre Lula”
    Se o despertar demorar… Talvez já tenha sido ligado o “Reverso” do motor dessa Aeronave que foram as conquistas desse últimos 12 anos…aí restará apenas a parada brusca e produzir uma nova oportunidade para uma Decolagem… O problema disso é que leva Tempo… Muito tempo… E tempo é o que não temos nesse instante…

Recomendados para você

Recomendados