Uma das características centrais desses tempos de mudança é a diluição dos superpoderes – fenômeno que começa a ser estudado por especialistas internacionais. É o que está por trás de mudanças empresariais, de crises políticas, e das pedras atiradas diuturnamente sobre a velha ordem moribunda.
O século 20 foi a era da grande burocracia, dos formatos de gestão que igualaram corporações ocidentais oligopolizadas com estatais dos países comunistas, as burocracias de Estado e até as organizações sociais.
De longe, tratava-se da forma mais eficiente de gestão que alavancou o crescimento das empresas e levou-as a processos de verticalização visando ganhos de escala mas, acima de tudo, afastar as concorrentes.
Modelos como o da General Motors – de constituir uma constelação de subsidiárias semiautônomas fornecendo para a empresa mãe, tornaram-se hegemônicos.
***
No campo empresarial, o avanço da telemática permitiu o surgimento de outros modelos, como o da Toyota, terceirizando sua produção para fornecedores independentes, trabalhando em conjunto no desenvolvimento de soluções.
Com o tempo, o avanço da tecnologia e o crescimento dos próprios fornecedores permitiram novos arranjos para o desenvolvimento de novos produtos.
Finalmente, com a entrada da era da Internet, o modelo exclusivista e verticalizado das grandes corporações entrou definitivamente em xeque.
A Microsoft tornou-se um gigante emperrado, da mesma forma que a IBM. E a própria Apple, mesmo com o furor inovador de Steve Jobs, acabou perdendo espaço para o modelo colaborativo do Google.
Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.
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Em todos os campos ocorreu essa diluição de poder. No campo político, sucessivas primaveras tiraram definitivamente dos governos e das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública.
Não apenas a Internet e as redes sociais contribuíram para essas mudanças, mas também o crescimento inédito das classes médias nos países emergentes, a extraordinária mobilidade presente nos movimentos migratórios. Mundialmente, estão se consolidando novos valores para soterrar a velha ordem, o principal dos quais é o primado da inclusão em todos os níveis, dos direitos das mulheres, de gays, de negros aos direitos de minoritários no mercado de capitais. É, um aprofundamento inédito do conceito de democracia em todos os países – e não apenas nos emergentes., mesmo com a velha mídia insistindo no velho, a exacerbação da intolerância.
Em 2012, nos Estados Unidos, pela primeira vez na história, nasceram menos bebês brancos que de outras raças.
Essa mobilidade modifica as duas pontas: os países que fornecem os imigrantes, pelo contato com novas culturas; e os países que recebem, pelo contato com a diversidade.
***
A velha ordem não mais dá conta do recado. Advém daí o seu descrédito. Segundo estudos de Moisés Naim, o apoio público até mesmo à Suprema Corte dos EUA caiu de 70% de aprovação em 1986 para 40% em 2012.
***
A beleza da história é que não há lugar para acomodamento. Governantes que não se guiarem por ideais grandiosos serão inevitavelmente soterrados. A parte preocupante da história é o vácuo institucional que se dá em um momento em que o velho morreu e o novo ainda não se apresentou.
Marly
30 de janeiro de 2014 9:18 amMelhor comentário sobre os acontecimentos mundiais!
Parabéns Nassif! Penso que o mundo já vive esse vácuo institucional há algum tempo e, já alcançou nosso Brasil ! Resta esperarmos que apareçam mentes brilhantes para que, com sabedoria e lucidez, possam fazer essa importante e necessária transição entre o velho morto e o novo que, engatinhando, ainda não consolidou suas ideias! Que deus nos ajude!
alexis
30 de janeiro de 2014 11:16 amPelo contrário, super poder cada vez maior
Dentro do conceito de super poder foram introduzidas multinacionais, a mídia global, junto com reivindicações sociais, demografia, imigração, e etc., sugerindo que estaria acabando “o velho”, pela sua falta de sustentação, e surgindo alguma coisa nova no mundo, embora ainda indefinida.
Pelo contrário, eu acho que o super poder continua desenvolvendo-se, em nível global.
Empresarial – A Toyota, assim como outras marcas famosas, valoriza mais o seu ativo venial (a marca) e terceiriza o trabalho pesado para o restante do mundo. O grande lucro é evidente que fica com eles, assim como uma franchising. A Coca-cola, a McDonald, o Futebol e outras já sabiam disso.
Mídia – Os grandes grupos investem também em outras mídias, como a internet. Anos atrás os super poderes fizeram isso em relação à música, por exemplo, sem perder nunca o seu poder.
Imigração – Não tem jeito. Ela irá aumentar por causa da diminuição do índice de natalidade nos países desenvolvidos. Eles sempre irão precisar de babás e motoristas.
Inclusão – Promovida pelos mesmos super poderes globais, assim como tem sido evidenciado no Movimento Gay, turbinado pela Coca-Cola, Hollywood, Rede Globo, Grammy e, recentemente, até Disney. Os super poderes estimulam esta chamada minoria, que surge como campeã de consumo de futilidades, justamente de produtos globais. Foi assim com a onda do “feminismo”. Ainda, tentam detonar com a Rússia, que resiste a estes mesmos super poderes.
Em resumo, e em minha opinião, a velha ordem não apenas dá conta do recado, mas consegue fantasiar com roupagem modernosa todos os seus velhos tentáculos globais, e aparentemente com sucesso.
Orlando Fogaça Filho
30 de janeiro de 2014 12:17 pmTambém acho, Alexis. É cada
Também acho, Alexis. É cada vez mais do mesmo. Os superpoderes controlam inclusive as manifestações do #nãovaitercopa, que na verdade quer dizer #oPTnãovaiganharaeleição. Essa história do ‘novo’ que os desatentos não vêm, é pura balela. Cada vez mais as pessoas estão sendo controladas pela #midiacorrupta, que transforma tudo que ela toca em merda. Cada vez mais, conhecidos meus, leitores e crentes do PIG, estão mais e mais pessimistas, desiludidos com o Brasil e essa corrupção sem fim…
Assim, parece que de todas as partes, inclusive dos blogs progressistas, só um objetivo prevalece: detonar o Brasil, retornar aos tempos em que a Casa Grande não distribuía nem migalhas para este povo parvo, escravo da Globo e dos interesses dos superpoderes globais.
NSA é só uma pontinha do iceberg de manipulação que os donos do mundo, os superpoderes , exercem sobre todos.
E, sim, somos todos ingênuos.
João Bosco Rocha
30 de janeiro de 2014 11:54 amSurfando na Onda
Quem souber surfar nessa colossal onda que está atravessando o planeta, cuja espoleta é a informática, vai tirar grande proveito.
CELSO ORRICO
30 de janeiro de 2014 12:15 pma saber:
a saber: pelo quilates de nossos políticos de todas as esferas de poder, com honrosas exceções, e o exército de “reserva doidnh”o para entrar no jogo imagino que o novo ainda vai ter de brigar muito para se estabelecer de forma efetiva e profunda..a grande fonte da qualidade dos péssimos políticos que temos são as Câmaras de Vereadores e Executivos Municipais, apartir daí eles galgam os postos mais elevados levando consigo os vícios e “maneirismos” dos nosso sistema político, esse sim já deu o que tinha de dar e resiste a deixar a moita..
CONSTINTUINTE EXLCUSIVA JÁ, COM REFORMA POLÍTICA!!!
Paulo Barcala
30 de janeiro de 2014 12:23 pmsuperpoderes
Nassif,
O que você acha do texto abaixo, que me parece na contramão da sua avaliação de que os poder está se desconcentrando no mundo?
http://gambhiraom.wordpress.com/2014/01/13/como-la-elite-domina-al-mundo/
alexis
30 de janeiro de 2014 12:31 pmFrase que diz tudo
“La mayoría de gente no sabe lo que sucede porque la élite mundial controla lo que vemos, escuchamos y pensamos. Hoy tenemos a 6 gigantes compañías de información global que controlan el 90% de las noticias y entretenimiento que observamos.”
Não falo mais nada pois já falei abaixo
Ed Döer
30 de janeiro de 2014 12:43 pmA Microsoft tornou-se um
A Microsoft tornou-se um gigante emperrado, da mesma forma que a IBM. E a própria Apple, mesmo com o furor inovador de Steve Jobs, acabou perdendo espaço para o modelo colaborativo do Google.
Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.
Mas ontem mesmo a equipe do site/blog postou a matéria que segue no link abaixo…
E ainda vale lembrar que o funcionamento da ferramenta de busca do Google é, em essência, uma caixa preta. Detalhes do que ocorre são desconhecidos por quem está fora da empresa. E as mudanças, quando ocorrem, não são claras, nem explicadas com profundidade. Está longe de ser um processo colaborativo e aberto.
E fenômenos como as “bombas do Google” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_do_Google) aindem permitem algum grau de manipulação dos resultados.
https://jornalggn.com.br/noticia/no-brasil-google-permanece-como-buscador-mais-usado
O Google Brasil, plataforma em língua portuguesa da gigante de buscas, se mantém como o buscador mais usado no país, com 93,74% das buscas em levantamento feito ao longo de quatro semanas entre novembro e 28 de dezembro do ano passado. Em segundo lugar, no mesmo período, aparece o Google internacional – terminação “.com” –, com 2,42%.
Mário Mendonça
30 de janeiro de 2014 12:59 pmNassif
O pai da internet
Nassif
O pai da internet previu isso…???…!!!…
Alexandre Weber - Santos -SP
30 de janeiro de 2014 1:24 pm85
São 85 controlando tudo e construindo as Pirâmides do Sec. XXI.
Rui Daher
30 de janeiro de 2014 1:34 pmNovos tempos
Se isso acontecer, no que não acredito, pois mesmo os “novos tempos” são deles, a força dos arsenais de guerra colocará tudo no lugar de origem, com a concentração dos sempre hegemônicos superpoderes.
Motta Araujo
30 de janeiro de 2014 1:40 pmTeorias conspiratorias e suas
Teorias conspiratorias e suas variantes,” tais e tais grupos controlam o mundo “são eternamente falsas, o mundo é muito complexo e diversificado para permitir tais simplificaçõs da realidade. Há 50 anos ninguem falava que a China poderia ser um peça importante no tabluleiro, muito menos a India, essas estorias de que um grupo de iniciados controla o mundo é velha como a humanidade, no seculo XVIII eram os maçons, depois vieram os sabios judeus do cemitério de Praga , os Rothschild, os Morgan, os Rockefeller, a Casa de Windsor, as ongs inglesas, os trustes do trigo, o homem simples procura teses reducionistas que tornem tudo compreensivel.
Se apenas 6 grupos controlam a informação global, fica tudo muito facil de entender.
Tudo isso é completamente falso, ninguem governa o mundo porque as peças se movem a toda hora, o que era forte ontem pode ficar fraco hoje, o grande poder dos anos 90 não existe mais hoje, novos poderes nascem todo dia, o mundo é um caos, ninguem governa o caos, alguns mais fortes tentam dar alguma ordem mas o caos é mais forte do que eles,
o mundo é mesmo muio complicado mas mentes mecanicas continuam tentando colocar numa caixa a realidade cambiante , tampa-la e dizer que tudo está ali, dentro da caixa. Pobres tolos, podem entender um pouquinho se tentarem estudar a complexidade do mundo, o mundo simples só existe para os simples.
alexis
30 de janeiro de 2014 2:23 pmVertentes de Opinião sobre o Mundo?
Mundo controlado = Mentes mecânicas. Os comentários citados por Paulo Barcala correspondem a uma ex-executiva do Banco Mundial, e fazem muito sentido, pois os fatos assim o demonstram, a cada dia. Eu sou mais desta vertente de opinião.
Mundo simples = Pessoas simples. O mundo não é simples e aqui no blog – em geral – tem poucas pessoas simplistas, embora consigam se expressar com simplicidade, o que é bom.
Mundo “um caos” = Mentalidade AA. As coisas acontecem por acaso? Acho que não é verdade, pois, no mundo global todos correm pelo lucro e, como qualquer pirâmide, ela tem ponta. Relatórios indicam que 1% da população mundial possui quase a metade da riqueza global. Se isso foi por acaso, então é melhor ficar sem trabalhar e jogar na loteria.
autonomo
30 de janeiro de 2014 2:38 pmSegundo o Motta Araujo ou
Segundo o Motta Araujo ou melhor, Andre Araujo, devo ser um desses “pobres tolos”, ” tentando colocar numa caixa a realidade cambiante”.
Diferentemente dele, acredito nos documentos oficiais americanos revelados, demonstrando que os ianques “conspiraram” com a direita nacional para, em 64, derrubar o governo brasileiro constituido.
Tenho certeza tambem que o mesmo pessoal, especialista em golpes e conspirações, derrubou inumeros outros governos inconvenientes mundo afora.
Quando não conseguia atraves de golpes optava pela força bruta mesmo, invadindo, bombardeando, assassinando.
O seo Andre diz que “há 50 anos ninguem falava que a China poderia ser um peça importante no tabluleiro”.
Ele esqueceu que foram os chineses que inventaram a polvora.
Não percebeu que a China durante seculos foi um gigante. Estava apenas adormecido.
Não sei se são 6 ou 8 “os grupos controlam a informação global”.
Tenho certeza que são poucos e interligados.
Desconfio ate que, com a internet, esse numero sera ainda menor.
O seo Motta, penso, deve achar que os seus amigos do norte espionam as comunicações do mundo inteiro, por, como se diz, falta do que fazer.
A.Araujo
30 de janeiro de 2014 6:27 pmMeu caro, estou falando da
Meu caro, estou falando da China como player geopolitico no mundo contemporaneo, não estou dizendo que a historia da China é desimportante mas a China no Seculo XX não era um pais ativo nas relações internacionais como é hoje.
Luiz Eduardo Brandão
30 de janeiro de 2014 5:50 pmEm vez de implicar, tentemos entender
Não sei se o Araújo estava pensando na teoria do caos, que é faz tempo estudada e aplicada nas ciências exatas. Pelo menos entendi assim, e concordo com ele. O mundo (político, no caso e no sentido amplo da palavra, que inclui o econômico) me parece muito bem poder ser enquadrado na definição científica do caos. Como não sou do ramo, cacei na internet uma explicação bem mastigada e encontrei na Wikipédia esta, que me parece bastante razoável:
“A Teoria do caos trata de sistemas complexos e dinâmicos rigorosamente deterministas, mas que apresentam um fenômeno fundamental de instabilidade chamado sensibilidade às condições iniciais que, modulando uma propriedade suplementar de recorrência, torna-os não previsíveis na prática a longo prazo.
Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser “instáveis” no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis.
Isso significa que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma praticamente aleatória. Para entender o que isso significa, basta pegar um exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros.”
A mesmíssima coisa se dá em política: apliquem à sociedade o primeiro parágrafo e, deixando as implicâncias de lado, não há como negar que isso também ocorre nela. O segundo parágrafo, idem: a instabilidade temporal de um determinado quadro político (relembro: incluam aí o econômico, o social…) é comprovada até por um estudo superficial da história e é o que vemos nas últimas décadas e foi recentemente acentuado pela crise de 2008.
Sempre tentando entender o que o Araújo disse a partir desse link que sua alusão ao caos me levou a clicar na minha mente, o determinismo mecânico, perfeitamente aplicável em campos de pequena complexidade (ex.: o percurso de um automóvel, de um projétil, enfim o campo da mecânica clássica), é impotente para dar conta dos domínios marcados por enorme complexidade, como a sociedade. A relação dinheiro = poder está longe de ser imediata. Só para ficarmos na nossa América, taí a revolução cubana a comprovar (ou será que ela foi feita e se mantém graças ao tal 1%?) O mundo humano parece muito mais se reger, de fato, por uma dinâmica do caos.
Por isso também a história do tal 1º que mandaria no mundo não se sustenta. Existem vários outros elementos agindo e interagindo, além do poder econômico: poderes políticos, militares, religiosos, sociais e até de ordem natural (p.ex.: o famoso General Inverno russo, que derrotou Napoleão e deu uma senhora mãozinha contra o Hitler na batalha de Stalingrado).
P.S. Em economia, encontrei no Google este estudo, que sou 100% incapaz de entender, mas que talvez possa interessar a algum colega letrado em matemática:
Introdução à dinâmica não-linear e caos em economia
http://fisica.ufpr.br/viana/caos/livro.pdf
A.Araujo
30 de janeiro de 2014 6:37 pmParabens pelo seu otimo
Parabens pelo seu otimo comentario, não trouxe ao debate a Teoria do Caos para não complicar demais o comentario mas o que me impressiona é a continua tentativa reducionista dos grandes temas contemporaneos que qui alguns apresentam, temas que tem 500 variaveis são enquadros em duas ou tres variaveis, como se isso fosse possivel.,
São duas tendencias que muitos trazem aqui:
1.Criar teorias conspiratorias de modo que as respostas sejam muito faceis,, o unico problema é que a tese é completamente falsa, não tem esse mago mandando em tudo, aliás nunca teve.
2.Trazer ao debate percepções completamente ultrapassadas e que não fazem mais nenhum sentido porque a moldura dessas percepções não existe mais, por exemplo, “”imperialismo americano”, “desenvolvimentismo””, concepções dos anos 50 ou 60, hoje não operam os referenciais para essas narrativas, os EUA não tem nem remotamente as condições imperialistas do fim da Segunda Guerra e o desenvolvimentismo não se sustenta no mundo globalizado, nenhum Pais fecha fronteiras para produzir só internamente, como nos anos 50, a teclogia e a abertura financeira internacional acabaram com as raizes nacionistas em economia do desenvolvimento.
Sta. Catarina
30 de janeiro de 2014 2:05 pmSuperpoderes
Ainda acredito na tese de que “capital = poder”. As nações são reféns do capital que está concentrado em uma meia dúzia de países desenvolvidos que corrompem qualquer iniciativa que atente ao establishment estabelecido.
O não atendimento aos preceitos destes países, levará fatalmente à penúria econômica/financeira e consequentemente ao dilaceramento da sociedade.
Paulo Monteiro
30 de janeiro de 2014 3:14 pmAcho que: Capital = +/-
Acho que: Capital = +/- Poder. Porque o maior medo de quem detem o capital é este vir a perder seu valor, vide o Dolar, que não tem valor nenhum, não esta atrelado a nenhum lastro desde do calote dos anos 70, quando tiraram o valor equivalente em OURO. O dolar hoje vale porque é emitido por nada menos que amaior potencia militar do mundo, e quem ousa ennfrenta-los?
Mogisenio
30 de janeiro de 2014 2:30 pmApenas mais um comentário
Olá caro Nassif,
ontem andei vendo alguns de seus videos pela internet. Você é bom mesmo no mi, lá, ré, sol hem meu caro! Bravo! Um Jacob do Bandolim da atualidade!
Nesse sentido, você também se envolve com muita baixaria; das sete cordas é claro! rsrs. Portanto, bem superior, ou melhor, nem se compara a rudimentar baixaria “neoconiana”! rsrs
Aprendi ontem com vc o que vem a ser a tal da midia neocom etc. Em seguida, acessei alguns blogs por ai – de uma certa revista – e não é que fica muito fácil de perceber a aplicação de tais métodos neoconianos da vida!? Vivendo e aprendendo.
Volto-me agora para o presente texto. Separei um passagem para comentar. Vamos lá.
“Mundialmente, estão se consolidando novos valores para soterrar a velha ordem, o principal dos quais é o primado da inclusão em todos os níveis, dos direitos das mulheres, de gays, de negros aos direitos de minoritários no mercado de capitais. É, um aprofundamento inédito do conceito de democracia em todos os países – e não apenas nos emergentes., mesmo com a velha mídia insistindo no velho, a exacerbação da intolerância.”
MEU COMENTÁRIO: nem vale a pena tratar mais de “velha mídia” , agora “sem limites”…
Partindo-se, portanto, para o que interessa, digo-lhe que essa tal de nova ordem, no fundo, no fundo, já é uma velha que não vinha sendo respeitada. No Brasil , teoricamente, em tese, na lei, no papel, só a partir de 1988 e especificamente, 1991/92, com a ratificação de tratados. ( atos praticados na década de 1960 nos tais “paises desenvolvidos”.)
É bom relembrar que depois de mais uma GUERRA, das bravas, monstruosas, para tentar acabar com um certo pensamento de LINHA DE PRODUÇAO aplicáveis à GESTÃO do SER HUMANO na raça pura e ariana, um documento, lá em 1948, já buscava a desejável “NOVA ORDEM MUNDIAL.”
Todos sabemos que de “quentinha” só a carta ( não tratado). Na prática, a coisa era bem FRIA mesmo.
Então separei alguns artigos para que possamos relembrar que o NOVO é uma VELHA que , talvez, tenha se submetido a algum tipo de cirurgia plástica para ter uma cara de jovem, nos dias atuais. Vejamos:
Declaração Universal dos direitos humanos. resolução 217 de 10/12/1948.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Artigo XXI
1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo XXIV
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.
Artigo XXX
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.
Minha aposta vai para a VELHA – com cara de nova – que nos permita ouvir jazz, rock ( progressivo ou não), tons e semitons, mas também comas, samba , tango, flamenco, e chorinhos. Lócrio, jónio, eólio, exótico, melódico, mas , sobretudo, harmônico.
Saudações
Andre SP
30 de janeiro de 2014 3:16 pmkkkkkkkkk
Mogisenio, Magnifico!!!
Paulo Monteiro
30 de janeiro de 2014 2:37 pmO mundo na verdade, na
O mundo na verdade, na verdade, já esta do meio para o fim!!
Andre SP
30 de janeiro de 2014 3:04 pmkkkkkkkk
Nassif não acredito em nada disso… Como um mero mortal que sempre transitou pelas ruas e via o descontentamento da população, isto em meados de 90, já sabia que as coisa precisavam mudar, do contrário, o pau iria quebrar.
Já em 2000, mais maduro, e com muito mais informação, vendo como o mundo caminhava, previa, que haveria revolta civis em todos os países que não mudassem de atitude e que o mundo correria sério risco de várias guerras civis em futuro próximo. Estimava que isto aconteceria nesta década!
Aqui no Brasil só não houve uma guerra civil por que o PT assumiu o governo e mudou sua trajetória e vem mudando a cara do Brasil, mas, ainda convivemos com a guerrilha urbana. Ainda falta um longo caminho a se percorrer. As mudanças precisam acelerar!
Ainda vejo a situação global com muita preocupação! Não consigo ver como o mundo poderá sobreviver num sistema de capitalismo de consumo. Desde que a industria começou a automatizar mais e mais funções para aumentarem seus lucros e diminuir em alguns casos o custo do produto, via na outra ponta mais e mais desemprego.
Minha preocupação que nesta década a casa cairia. Se deu! Povos de vários países, buscam alternativas para romper o sistema e com isto muitos conflitos se instalaram. Agora é ver como estes grupos que puxam as cordinhas mundo a fora irão se comportar. Permitirão que as mudanças aconteça, ou, partiremos para uma guerra civil global!
A população mundial já não aceita mais a criação de falsos inimigos, colocar culpa um no outro não engana mais ninguém. Acredito que hoje este sentimento está inclusive em várias camadas da população norte americana.
A abertura de capitais atingiu muito forte o padrão de vida dos americanos da mesma forma que a automação industrial.
A queda de renda dos trabalhadores mundo a fora está gerando muita revolta e o dinheiro continua a cada dia mais concentrado na mão de poucos. Jogar pobres contra a classe média já não está convencendo mais ninguém como também vise e versa. O povo já se conscientizou que está no mesmo barco.
Neste caminho eles correm atrás do donos do dinheiro e da especulação financeira, como também da proteção. Garantias de emprego, contra a perda de renda, melhora no sistema de saúde, transporte e lazer.
Hoje está muito em moda colocar toda a culpa na educação. Esta falácia não irá vingar por muito tempo. Em breve! O povo com diplomas na mão, perceberão que nada adiantou. O emprego tão sonhado não existe! O diploma não lhe deu um lugar ao sol! E não adianta culpar China, Índia a situação deles é igual, para não dizer pior!
Mogiosenio
30 de janeiro de 2014 4:36 pmAndré, o bravo!
Bravo André. Brava gente brasileira! ( sem ufanismos ok!?) Belo comentário.
Mas, discordo de você, concordando, logo em seguida.
(…) aqui no Brasil só não houve guerra civil.
( ora, ora, ora, já tivemos várias “guerras civis” ou convulsões sociais antes, durante e depois do precitado) mas, talvez, com alguma ajuda do referido partido, não tivemos uma “nova onda de revoltas razoavelmente organizadas.( estrategicamente organizadas, compreenda)
Revoltas desorganizadas temos todos os dias. Basta acordar cedo e pegar um ônibus/balaio/sopa, pra trabalhar , ou melhor, enjaular-se, e enfrentar a “paz” do trânsito, apreciando vários “Estados-montanhas-ditatoriais, com pena de morte”, habitados pelas “comunidades”, ao longo da via “crucis”.
Você disse:
” A queda da renda dos trabalhadores”(…). Ora, trabalhador tem renda? Que eu saiba este fator de produção tem é salário e olhe lá. Aliás, uma despesa que por isso mesmo, deve ser combatida, a todo custo! Afinal, é da margem de contribuição que vem o lucro, não? Faz parte do “custo brasil”, diriam os “grandes consultores internacionais”…
De um lado temos “as famílias” proprietárias desde sempre, hereditárias e sem qualquer mérito, exceto, o de furto( desde as invasões) que se organizam em “empresas” para comprar insumos, ai incluido força de trabalho. De outro temos os vulneráveis consumidores , loucos para consumir tudo, todos e todas – agora com obsolescência muito bem programada e/ou destruição extremamente criativa. Tudo isso com garantia LEGAL de longos e apaixonantes 3 meses.
No meio, é claro, temos o senhor mercado, dono da verdade que “destesta” o estado, exceto, se este pretender conservar ” o mérito hereditário”.
Do outro lado, aqueles que possuem o corpo – sua propriedade privada devidamente registrada em cartório – o vendem, com muita força, pra poder consumir. In casu, não bebendo, mas, pagando boas e boas devassas.
Historicamente e em suma: servidão=escravidão=salário.
Tem gente – “conservante da liberdade” – que acha que nossa CLT teve inspirações “facistas” da carta “del lavoro de mussolini e sua “família”. kkkk
Ledo engano. Foi a lei áurea mesmo, da ditadura pós santa isabel.
Pra finalizar:
“Agora é ver como estes grupos que puxam as cordinhas mundo” (…) vamos zombar deles.
(…)Os grilhões que nos forjava, Da perfídia astuto ardil .Houve mão mais poderosa. Zombou deles o Brasil
Saudações
LU CAVALCANTI
30 de janeiro de 2014 5:38 pmPoxa, o conhecimento é um dos
Poxa, o conhecimento é um dos poderes…eu estava tão confortável e convencida com o texto do Nassif, mas ai li esse e minha visão virou uma confusão…rs de qualquer forma mto obrigada aos dois pela dedicação ao esclarecimento!
autonomo
30 de janeiro de 2014 3:15 pm” Governantes que não se
” Governantes que não se guiarem por ideais grandiosos serão inevitavelmente soterrados.”
Vou correndo avisar para o aecinho, o maluf, o alvaro dias, o calheiros, o sarney ou melhor, os sarneys, o caiado, a musa do agronegocio, o feliciano e similares não perderem mais seus tempos e dinheiro porque estão fora da politica, “serão soterrados”.
Haja coveiro para tanta cova.
O Nassif, que gosta tanto da internet, não deve saber que 3 milhões de internautas “baixaram” o ultimo hit da Popozuda.
Válber Almeida
30 de janeiro de 2014 3:17 pmDiscordo do Nassif. João
Discordo do Nassif. João Bernardo, no livro Democracia Totalitária: teoria e prática da empresa soberana, demonstra como o poder ideológico, político e repressivo do mercado, da grande empresa, dos grandes conglomerados industriais e financeiros se exacerbou após a Segunda GUerra Mundial. A exacerbação do poder ideológico é incontestável num contexto de super-capitalismo hegemônico, sem ideologias contestadoras que tenham grande exposição midiática, penetração em parcelas significativas das populações ou capazes de oferecer alternativas realmente convincentes ao domínio do mercado na atualidade. Aliás, a mídia de modo geral, tanto a tradicional quanto a alternativa, são eficazes em acentuar as ideologias do capital, assim como as escolas e as próprias empresas com seus setores de gerenciamento e recursos humanos. Por sua vez, a exacerbação do poder político da grande empresa também é uma realidade histórica sem precedentes. A começar pela gigantesca capacidade de influenciar as decisões políticas através do poderoso lobby que realizam sobre assembleias e tribunais por todas as partes do mundo, algo que se arrasta desde o início do século XX, mas que se aprofunda com a internacionalização do capital produtivo dos países desenvolvidos após a Segunda Guerra Mundial, este poder se exponencia com a onda neoliberal dos anos de 1980. O neoliberalismo teve como um dos principais resultados políticos o esvaziamento do poder dos sindicatos e dos partidos trabalhistas e socialistas mundo à fora. Uma passeada pela literatura que versa sobre neoliberalismo e sindicalismo na atualidade demonstra claramente esta realidade: a exacerbação do poder empresarial e o esvaziamento do poder trabalhista nas esferas do Estado. Uma consequência deste esvaziamento, aliás, é algo que vem sendo denunciado há muito tempo aqui neste blog: o aumento das desigualdades sociais nas sociedades desenvolvidas e da concentração de renda em nível global. Esta realidade, aliás, aponta para uma questão muito interessante: demonstra, primeiramente, que a distribuição de poder é tão importante quanto a distribuição de renda para a consolidação e para a saúde dos regimes democráticos, mas, também, em segundo lugar demonstra que é fundamental a distribuição de poder para haver distribuição de renda em qualquer sociedade capitalista. Por fim, a exacerbação do poder repressivo das empresas coroa todo este processo de exacerbação do poder dos grandes conglomerados empresariais, industriais, midiáticos etc. Processo iniciado no século XX pelo lendário Allan Pinkerton, que criou o primeiro grande conglomerado de segurança privada do mundo, a Pinkerton Agency, incorporada em 1999 pela Securitas, o poder repressivo dos conglomerados está relacionado à expansão da segurança privada. As empresas de segurança, pelo mundo, demonstram pesquisas na área, não prestam apenas serviços de segurança particular. Recentemente, uma denúncia de um ex-funcionário do setor de segurança da empresa Vale (uma matéria sobre o assunto pode ser vista aqui: http://oglobo.globo.com/economia/vale-acusada-de-espionar-funcionarios-jornalistas-sindicalistas-10528721) revoltado com a sua demissão deixou bem escancarada esta realidade: estas empresas são especializadas em prestar serviços de espionagem, chantageiam e ameaçam lideranças sindicais, não raramente estão envolvidas em mortes de opositores políticos dos grandes conglomerados e, ainda, oferecem informações por elas coletadas para os órgãos de repressão oficiais, os quais são usados por estas empresas, através de associação com seus comandos, para fazer trabalhos sujos, mas legalmente amparados, para as mesmas. Não podemos nos enganar com as manifestações nas redes sociais, com mobilizações politicamente amorfas, com os movimentos raciais, feminista e LGBTs, eles estão aí há várias décadas sem comprometer as estruturas do poder e do sistema. A questão dos superpoderes passa por outras questões, das quais enumerei as mais relevantes aqui. Por isso, a minha discordância em relação às impressões do Nassif.
wendel
30 de janeiro de 2014 3:34 pmE então……
Interessante o texto do Nassif, nos leva porém, a algumas perguntas.
Se como diz, o velho já morreu e o novo ainda não se consolidou, é que em toda mudança, leva-se algum tempo, senão décadas, mas o novo, quase sempre vem com a roupagem do velho.
É como o personagem do “Il Gattopardo” – “Há que se mudar, para continuar tudo como está”.
Isto porque, os 1% mais ricos, segundo especialistas, e que possuem 99% da riquezas do planeta, ganharam mais no último ano do que todos os outros 99%, e sabemos muito bem que, quem tem o dinheiro, controla o poder!
Sem entrar no mérito das teorias de conspirações, sabemos também que, os “Donos do Mundo”, em suas reuniões anuais, ditam a Agenda dos governantes em todo mundo, e eles jamais deixarão que seus gerentes tenham autonomia. Os que se rebelam, sabemos o que lhes acontecem!
Outro fator a considerar é que, o exército de desempregados, chamados por eles, de reserva, sempre tende a aumentar em todo o mundo, pelas razões já conhecidas, e isto é sempre a favor deles!
Assim, meu amigo Nassif, embora seja o ideal, de que as mudanças beneficiem a grande massa de populações no mundo, o real é que eles estão pouco se lixando, e os que sucumbirem, não farão, para eles, a mínima diferença!
Leonardo SoPa
30 de janeiro de 2014 4:17 pmEnquanto isso em Brasilia
Enquanto isso em Brasilia moradores querem impedir a construção de uma creche…..
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/01/30/interna_cidadesdf,410346/moradores-se-mobilizam-contra-a-construcao-de-creche-na-204-5-da-asa-sul.shtml
Depois da polêmica envolvendo uma comunidade do Sudoeste contrária à revitalização de uma quadra esportiva na Quadra 104, a construção de uma creche na Asa Sul virou tema de divergência entre moradores vizinhos. Uma denúncia foi entregue ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra a obra na 204/205 Sul, e recebeu o apoio dos prefeitos das duas quadras. Mas outras pessoas ouvidas pelo Correio defendem a iniciativa da Secretaria de Educação. Na última quinta-feira, a área verde na entrequadra, em frente à Delegacia da Mulher, começou a ser cercada para o início da construção.
A pasta defende a creche como parte da ação para suprir a demanda não atendida de vagas na educação infantil. A Secretaria informou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que, além da unidade da 204/205 Sul, o Plano Piloto vai ganhar outras duas creches: uma na 714 Norte e outra na EQN 202/203 Norte. A previsão de entrega é no fim de setembro.
O prefeito da 205 Sul, Artur Gomes, não aprova a unidade na entrequadra. “Sou contra a construção. Brasília não precisa de mais prédios”, defende. Para ele, a falta de conversa com a comunidade é um ponto crucial da polêmica. “O correto seria nos consultar para saber se aceitávamos ou não, afinal de contas, nós é que estamos do lado”, completa.
A prefeita da 204 Sul, Cleusa Joanna Bugni, já deu início a uma mobilização para tentar impedir a obra. “Todos os blocos da minha quadra estão por dentro do assunto. A minha comunidade está revoltada”, afirma. Na opinião dela, a creche fere a ideia original da cidade. “Deveríamos ter um clube de vizinhança, um espaço de convivência para os moradores que atenderia a 204/205 e a 404/405. Como nada foi feito nesse sentido, as pessoas marcam partidas de futebol, descem com cachorros e aproveitam para bater papo, tem um grupo de tai chi chuan”, exemplifica.
Davi Sensu
30 de janeiro de 2014 4:43 pmA NSA aberta e colaborativa?
Google: modelo aberto e colaborativo? Essa foi boa…
Sorano
30 de janeiro de 2014 5:16 pmO poder na nova era não será
O poder na nova era não será pessoal, será social, da coletividade, ou melhor, da humanidade como um todo. Quem quiser levar vantagem pessoal não vai conseguir.
Alexandre Weber - Santos -SP
30 de janeiro de 2014 5:33 pmO debate interditado
Quem é o dono do dinheiro que circula no Brasil?
Quem controla a quantidade de dinheiro em poder da população?
Enquanto estas questões não puderem ser debatidas abertamente no Brasil, o país não será sério!
O silêncio não engana mais ninguém, só cala os que estão vendidos para o sistema.
Alexandre Weber - Santos -SP
30 de janeiro de 2014 6:09 pmFilosofia à la Alexandre
Os fatos ocorrem e exitem. Ou não ocorrem e existem.
Fiquemos com o vero.
Para entender um fato é preciso entender que ele é três partes, a primeira, a segunda e a terceira.
Cada parte tem uma peculiaridade e um determinismo.
O mundo que experienciamos está na segunda parte, que é uma membrana de passagem ou realização.
O controle dos fatos, controla o mundo.
Na primeira, na segunda e na terceira parte do ser do fato é possível controlá-lo, porém exige as ferramentas e os conhecimentos próprios.
Controle do Mundo é coisa para profissional.
josé adailton
30 de janeiro de 2014 9:12 pmAssim caminha a humanidade
Desconfio que desde o início da revolução industrial o mundo teve pela frente desafios que sempre se afiguravam como espetaculares. Não seria diferente neste início de século onde a tecnologia e a informação formatam a efervescência de uma “nova revolução”. Particularmente acredito mais numa incomum intensidade da evolução do conhecimento humano.Diferentemente da dinâmica revolucionária, tudo acontecerá no seu devido tempo .Nos anos setenta do séc. XX tivemos o ímício da revolução tecnologica. Qual revolução a substituiu?
Clever Mendes de Oliveira
30 de janeiro de 2014 11:35 pmHá mais democracia, mas não vejo o fim de superpoderes
Luis Nassif,
Um grande post. Não no sentido de extenso, mas no sentido de qualidade. Não se deve, entretanto, esquecer que em todo elogio há um pouco de empáfia. Um elogio diante de uma obra arte é como se dissesse, eu sou capaz de julgar uma tela de Picasso, uma escultura de Michelangelo, uma composição de Beethoven, uma tese de Einstein.
É claro que há também soberbia na crítica. Na crítica, entretanto, a vaidade parece ser menor. O crítico mostra o criticado como um imperfeito como o crítico se sabe ser.
Se há então humildade na crítica, não vejo razão para não fazer uso dela.
Diante deste post “O fim do superpoder nos novos tempos” de quinta-feira, 30/01/2014 às 06:00, eu me lembrei como eu me sentia há dez ou vinte anos quando lia uma crônica sua na Folha de S. Paulo e ficava frustrado por não ser possível dizer um não de contrariedade.
Agora os tempos são outros. Vejo um post como este “O fim do superpoder nos novos tempos”, um tanto apologético e sem dúvida apresentando o seu desiderato de uma nova ordem e não contenho. É de imediato que se percebe que há em você um desiderato construído mais das vezes em bases insubsistentes ou apresentando dados que não guardam relação com seu desiderato.
“O fim do superpoder nos novos tempos” é o título do seu post. Por novos tempos deve-se entender tempos de mudança. Então outro título possível seria o de “O fim do superpoder nos tempos de mudança”. “Immota Labascunt et quae perpetuò sunt agitata, manent”: ‘O que é rígido desaba e o que está em constante movimento persiste”. Se é assim, só existe ou existirá o que estiver em perpétua agitação. Enfim, todos os tempos são de mudança e, portanto, são sempre novos e, portanto, sempre vêm.
A questão é: os novos tempos decretarão o fim do superpoder? Se o superpoder for rígido, sim. Se o superpoder se mantiver em permanente movimento, ele permanecerá.
No fundo o seu post “O fim do superpoder nos novos tempos” é uma espécie de canto em prol do renascimento da velha crença de que o bom é o pequeno. Pode ser que seja bom, mas para se saber realmente é preciso fazer uma análise pontual. No campo econômico esta crença representa a expectativa de que os ensinamentos de Ernest Friedrich Schumacher em “Small Is Beautiful: A Study of Economics As If People Mattered” estejam corretos. Uma versão em português do livro pode ser visto no endereço a seguir:
http://coral.ufsm.br/righi/udaeta/small.pdf
Ontem, quarta-feira, 29/01/2014, em um canal de TV que não guardei o nome, assisti uma entrevista de Alfredo Behrens. Alfredo Behrens tratava na entrevista mais sobre modelos de gestão, mostrando como há que se reconhecer a particularidade de cada cultura. De certo modo, há na entrevista de Alfredo Behrens uma crítica à idéia da globalização de mercados prevista no famoso texto de Theodore Levitt “The globalization of Markets” publicado na Harvard Business Review de May-June, 1983, portanto, há trinta anos. Sempre tive um censo crítico acentuado em relação ao texto de Theodore Levitt e considerava o termo globalização uma espécie de bengala para justificar argumentos sem boa fundamentação. Não deixei de me envaidecer escutando Alfredo Behrens falar e pensando cá comigo: este é o cara que merece bons elogios.
É claro que se tomarmos globalização como mero espraiamento e fortalecimento do capitalismo, entendendo o fortalecimento no sentido de intensificação e de aperfeiçoamento, há uma globalização. O capitalismo é mais forte hoje na Ásia do que era há 50 anos. Só que não temos como avaliar como será o capitalismo no futuro, uma vez completada a etapa do espraiamento. Será um capitalismo de grandes empresas ou um capitalismo atomizado. Se diz que o Estado é instrumento de dominação no capitalismo. E o que vemos é o Estado se fortalecendo se compararmos a força dele no início do século XX com a força no início do século XXI e mais ainda se observarmos que o Estado se fortalece para enfrentar a crise atual e deverá ser um Estado mais forte nos anos após a crise.
O Banco Central brasileiro é hoje muito mais forte do que era há vinte anos. Se se compara a capacidade para enfrentar a crise de 1930, com a capacidade atual que o Banco Central dos Estados Unidos – o FED – possui, ninguém vai lançar dúvida sobre a superioridade atual do FED. O mesmo se pode dizer sobre o governo americano ainda com todas as amarras que o Partido Republicano criou. Em relação, a Europa a diferença é gritante.
Então, do lado das instituições estatais a crença na redução dos superpoderes não faz sentido. E o Estado atua sobre dois grupos distintos: o indivíduo e as empresas. Em relação a sociedade, sempre houve uma tentativa de se construir uma sociedade mais igual. Sob esse prisma não há que discutir que há uma tendência de redução dos superpoderes na sociedade. É claro que este enfoque de construir uma sociedade mais igual é considerado por alguns como uma tara. Esta é, por exemplo, a opinião de Calvin em comentário que ele enviou segunda-feira, 27/01/2014 às 23:43, para junto de um comentário meu enviado segunda-feira, 27/01/2014 às 14:30, junto ao post “Os ecos de Dilma em Davos” de domingo, 26/01/2014 às 06:00, e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/os-ecos-de-dilma-em-davos
Neste ponto de como a sociedade se constituirá no futuro, avaliando sobre o aspecto do indivíduo, eu me aproximo mais da sua visão de desconcentração de poderes e, portanto, de maior igualdade. Considero válida a sua idéia quando se toma por base o indivíduo. No tocante a empresa, entretanto, não creio que a idéia de que as empresas vão se tornar menos poderosas possa triunfar. É claro que se se compara o poder das empresas com o poder crescente dos Estados, pode-se dizer que comparativamente as empresas se enfraquecem. E desconsiderando a serviço de quem está o Estado, é de observar que o próprio poder crescente dos Estados vai permitir que ele avalie o que será melhor para a sociedade: aumentar a força das grandes empresas ou pulverizá-las o máximo possível.
Dá para fazer uma avaliação superficial da perspectiva que se apresenta para as grandes empresas se tomarmos o que aconteceu e acontecerá com o setor financeiro em decorrência da crise. No futuro haverá mais instituições financeiras e mais fracas ou menos instituições financeiras e mais fortes e maiores? A resposta a esta questão é um bom indicativo do futuro.
E não creio que os tantos de exemplos que você deu sirvam realmente à comprovação de sua crença no fim dos superpoderes. Seja, por exemplo, a conclusão do parágrafo a seguir transcrito e que você apresenta após uma série de exemplos. Diz você:
“Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.”
Supondo que “os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos”, é de se perguntar se eles se tornaram vitoriosos em relação a modelos abertos e colaborativos ou em relação a modelos fechados e não colaborativos? E há mais perguntas: os modelos fechados e não colaborativos foram derrotados? E se eles foram também vitoriosos, eles foram vitoriosos em relação a que modelos? E os modelos fechados e não colaborativos são realmente modelos fechados e não colaborativos? E do mesmo modo pode-se perguntar: os modelos abertos e colaborativos vitoriosos não são também ou de algum modo fechados e não colaborativos?
Depois dos exemplos referentes às empresas, você passa a mencionar os avanços no campo político e social que referendam a sua crença no fim dos superpoderes. Há ali um parágrafo grande e no meio dele uma frase quase escondida que vale à pena transcrevê-la. Diz você:
“Mundialmente, estão se consolidando novos valores para soterrar a velha ordem, o principal dos quais é o primado da inclusão em todos os níveis, dos direitos das mulheres, de gays, de negros aos direitos de minoritários no mercado de capitais”.
Trata-se de um processo secular que você faz parecer como o resumo do atual momento. Aqui lembro que a Lei das Sociedades por Ações – Lei 6.404 – é de 1976 e ele já fazia a defesa dos direitos dos minoritários. É bem verdade que para valorizar as empresas que iriam ser vendidas, Fernando Henrique Cardoso, reduziu esses direitos de tal modo a evitar que os minoritários criassem dificuldades aos grandes investidores interessados em assumir o controle das empresas. E ainda no próprio governo de Fernando Henrique Cardoso, quando o interesse era tornar atrativa a venda de participações nas empresas, os direitos dos minoritários foram reinseridos na legislação.
Fiz uma defesa da inclusão em comentário que enviei terça-feira, 27/01/2014 às 23:43, para junto do comentário de Calvin que eu mencionei anteriormente e que fora enviado segunda-feira, 27/01/2014 às 23:43. Não queria que os que não possuíssem a tara da igualdade, expressão como Calvin denominou o desejo de uma construção de uma sociedade mais igual, fossem excluídos, uma vez a historia da humanidade esteja a indicar que os que não possuem a tara da igualdade são minoritários. A minha defesa, entretanto, não tinha a beleza retórica da sua. Não me ocorrera dizer algo assim como “o primado da inclusão em todos os níveis é valor novo a soterrar a velha ordem”.
Talvez não seja um valor novo. Talvez, como o capitalismo, o primado da inclusão em todos os níveis esteja apenas se espraiando e se intensificando. E a velha ordem não sucumbe, apenas se agita para permanecer.
E então seu texto apresenta uma série de fatos que requer muito contorcionismo lógico para conseguir estabelecer relação deles com a sua suposição do fim dos superpoderes. Sem mais nem menos aparece intercalado por asteriscos o seguinte parágrafo:
“A velha ordem não mais dá conta do recado. Advém daí o seu descrédito. Segundo estudos de Moisés Naim, o apoio público até mesmo à Suprema Corte dos EUA caiu de 70% de aprovação em 1986 para 40% em 2012”.
Se se pode chama-lo de pensador, Moisés Naim é um pensador de direita. O fato de ser da direita não caracteriza como insignificante o que ele tem a dizer. Faltou uma referência ao artigo em que ele faz estas considerações sobre o apoio à Suprema Corte dos Estados Unidos para mais bem contextuar o que ele diz. Há um artigo na revista Exame disponível no site da revista desde quarta-feira, 27/11/2013 às 08:00 com transcrição de trechos do livro “O Fim do Poder” de Moisés Naim. O título do artigo é “O fim do poder, na visão de Moisés Naim”. e ele pode ser visto no seguinte endereço:
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1054/noticias/um-mundo-novo-e-bravo
Embora o que ele diz lá guarde semelhança com o que você diz aqui no post “O fim do superpoder nos novos tempos”, não vi no artigo nenhuma referência à Suprema Corte Americana. Pode ser que o que ele disse faça sentido no contexto em que ele escreveu.
O problema todo com este dado, entretanto, é não se saber a razão da queda da aprovação. Em meu entendimento e em uma análise rastaquera caiu porque antes a Suprema Court Americana tinha uma feição mais liberal e pró direitos humanos no sentido de igualdade. Oito anos de governo Nixon-Ford, oito anos de governo Reagan, quatro anos de governo Bush pai, oito anos de governo Bush filho em um total de 28 anos de republicanos conservadores contra 4 anos de governo Carter, 8 anos de governo Clinton e 4 anos de Obama em um total de 16 anos de democratas deu à Suprema Corte Americana um perfil que conta com menos aprovação do povo americano. O ser humano em geral é conservador e muito próximo de valores de direita, mas entre esses valores está a própria defesa do cidadão diante da grande empresa. Muitas vezes se colocar pelo cidadão contra a grande empresa constitui muito mais um valor da direita do que da esquerda. E com as indicações do Partido Republicano a Suprema Corte foram em direção contrária a grande parte dos americanos, a popularidade dela caiu. O importante, entretanto, é que esta queda de popularidade não guarda nenhuma relação com um suposto fim do superpoder. É uma queda que pode se reverter e dai também não se poderá dizer que o superpoder voltou.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 30/01/2014
jns
31 de janeiro de 2014 12:00 amO Despertar Político Global
O terrorismo não representa a única ameaça à nova ordem mundial
Por Paul Joseph Watson
“A revolução da informação e das comunicações globais instantâneas estão frustrando a nova ordem mundial” – Harlan K. Ullman (foto).
“Apenas um outro cataclismo como o 11/9 permitirá que o estado possa reafirmar o seu domínio e a eliminação de agentes não estatais e indivíduos capacitados deve ser feita, a fim de preservar a nova ordem mundial.”
Harlan K. Ullman, o principal autor da Shock and Awe Doctrine, é, agora, o presidente do Killowen Group, que assessora líderes da área de comércio e de governos.
Em um artigo intitulado ‘War on Terror Is not the Only Treat’, Ullman afirma que, “mudanças tectônicas estão reformulando o sistema geoestratégico internacional”, argumentando que não são as superpotências militares, como a China, mas “atores não estatais”, como Edward Snowden, Bradley Manning e hackers anônimos que representam a maior ameaça para o Westphalian System, porque eles estão incentivando as pessoas a se tornarem autocapacitadas e eviscerar o controle do Estado.
“Poucos perceberam e menos tem agido em torno dessa realidade”, diz Ullman, lamentando que “a revolução da informação e das comunicações globais instantâneas estão frustrando a nova ordem mundial”, anunciada pelo presidente dos EUA, George HW Bush há mais de duas décadas atrás.
“Sem uma crise extraordinária, é pouco provável que algo seja feito para reverter ou limitar o dano imposto ou não pelo governo”, escreve Ullman, o que implica que apenas outro cataclismo como o 9/11 permitirá ao estado reafirmar o seu domínio ao “conter, reduzir e eliminar os perigos representados por atores não estatais recém capacitados.”
Ullman sugere que a definição do The Atlantic Council de uma “nova ordem mundial” seja uma tecnocracia mundial gerida por uma fusão do grande governo e o grande negócio em que a individualidade seja substituída por uma singularidade trans-humanista.
Ele conclui que a eliminação de agentes não estatais e indivíduos capacitados “deve ser feita”, a fim de preservar a nova ordem mundial.
A retórica de Ullman soa um tanto semelhante à defesa do co-fundador e regular participante do Bilderberg Group, Zbigniew Brzezinski, que em 2010, durante uma reunião do Council on Foreign Relations, alertou que um “despertar político global”, em combinação com a luta interna entre a elite, estava ameaçando descarrilar a transição para um governo mundial.
Ullman clama, implicitamente, para a ocorrência de uma “crise extraordinária” para revigorar as bases do poder do Estado.
O documento publicado por Washington, Project For a New American Century’s, em 1997, lamentava que “na ausência de algum evento catastrófico catalisador – como um novo Pearl Harbor – a expansão do militarismo americano teria sido impossível.’
Em 2012, Patrick Clawson, membro do influente Institute Washington para Política do Oriente Próximo (WINEP), pró-Israel, também sugeriu que os Estados Unidos façam uma provocação encenada para começar uma guerra contra o Irã.
[video:http://youtu.be/PfoaLbbAix0%5D
A preocupação de Ullman sobre as falhas que influenciam a erosão das instituições do Estado por pessoas capacitadas, principalmente através da Internet, é mais um sinal de que a elite está em pânico sobre o “despertar político global” que expressou-se, mais recentemente, através das ações de pessoas como Edward Snowden, Julian Assange, Bradley Manning e a sua crescente legião de apoiadores.
***
A organização The Atlantic Council, altamente influente, possui laços estreitos com os principais decisores políticos em todo o mundo. É liderada pelo general Brent Scowcroft, ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos sob o comando dos presidentes Gerald Ford e George HW Bush, que também assessorou Barack Obama.
Mais:
http://www.atlanticcouncil.org/about/experts/list/harlan-ullman
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/iraq/9933587/The-myth-of-shock-and-awe-why-the-Iraqi-invasion-was-a-disaster.html
http://www.articlemyriad.com/relevance-westphalian-system-modern-world-sasha-safonova/
http://www.antiwar.com/orig/stockbauer1.html
drray
31 de janeiro de 2014 9:34 amInteressante
Sim, na verdade esse é o superpoder oculto mas presente e acima dos governos. Ótimo texto.
Alexandre Weber - Santos -SP
31 de janeiro de 2014 12:17 pmAlianças
O inimigo do meu inimigo é meu aliado.
Os dois misseis americanos, disparados da Espanha contra a Síria e interceptados continuam a produzir estragos.
Acorda, Dilma!