Por Diogo Costa
PESADA CONCORRÊNCIA – Digamos que o primeiro tempo da disputa presidencial se encerrou no dia 05 de outubro de 2013, prazo final para as mudanças partidárias, com vistas ao pleito vindouro. A tese primeira da oposição, à direita e à ‘esquerda’, era a de semear o maior número de candidaturas presidenciais, para forçar um hipotético segundo turno.
Cogitou-se, a certa altura, o aparecimento das oposicionistas candidaturas de Aécio Neves pelo PSDB, de José Serra pelo PPS, Marina Silva pela Rede, Eduardo Campos pelo PSB e Joaquim Barbosa por algum outro partido (ele tem prazo até 05 de abril, de modo que esta é uma questão em aberto).
De toda sorte, a conjuntura com cinco candidaturas oposicionistas (fora os partidos nanicos) teria um potencial altamente lesivo para Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. Propiciaria inequivocamente o segundo turno e a união de todos contra o PT poderia, inclusive, derrotar as pretensões da legenda de Lula.
Nada disto se confirmou. Serra ficou no PSDB, Marina não conseguiu oficializar a Rede e Barbosa, que ainda tem prazo, por ora afastou qualquer possibilidade de candidatura. Isto é de certo modo alentador para Dilma. As teses oposicionistas, num primeiro momento, não se materializaram. Não se pode descartar, contudo, que outras candidaturas surjam no ano que vem, o DEM e o PPS chegaram a ensaiar tais movimentos.
Teremos até o mês de junho uma espécie de segundo tempo, onde ocorrerão intensas negociações em torno das alianças partidárias em nível nacional e estadual. Aécio Neves foi lançado por FHC em dezembro de 2012, e cometeu o rotundo e talvez irreparável erro de se apresentar como um fiador da economia política dos anos 90. Ser ungido por FHC é como mergulhar em alto mar com uma âncora presa ao pescoço.
A falta de pegada de Aécio, combinada com o voraz apetite do eterno candidato José Serra, parece ser um complicador a mais para a consolidação da mineira candidatura tucana. O PSB estava já a ponto de desistir da disputa, pois Eduardo Campos sabe que não teria condições de interferir na polaridade PT-PSDB. Isto não aconteceu graças a providencial ajuda de Marina Silva, que, pragmática e autocraticamente, deu de costas para a ‘horizontalidade’ da Rede e caiu nos braços dos ‘socialistas’.
Este lance deu fôlego ao governador pernambucano, resta saber se ele manterá a candidatura ou abrirá mão em favor de Marina Silva. A pressão dos setores da direita oposicionista será intensa a favor deste câmbio. Se Eduardo Campos tem mesmo o projeto de subir a rampa do Palácio do Planalto, não seria do seu interesse que outra candidatura derrotasse Dilma em 2014, que não a dele próprio.
Vejamos, se a candidata for Marina, e vencer, ele ficaria na fila até pelo menos 2022. O mesmo raciocínio valeria para uma eventual vitória de Aécio Neves.
Quanto às alianças, Dilma Rousseff chegará para 2014 mais forte neste quesito do que estava em 2010. Aécio Neves (ou Serra?) lutará com força para angariar o apoio formal ou a neutralidade do PTB e do PP, além de já contar com o apoio do Solidariedade do Paulinho da Força.
Eduardo Campos, neste ponto, está deveras fragilizado. Além do PSB, com quem mais irá contar? Se fosse hoje, com mais ninguém. O PPS de Roberto Freire está em disputa interna, com o seu presidente defendendo o apoio ao candidato Aécio Neves.
O favoritismo de Dilma Rousseff decorre de alguns pontos de fundamental importância. A saber. Ela não é mais aquela candidata desconhecida de 2010, o tal do ‘poste’ do Lula. Entra com um recall que lhe será de grande valia. A economia segue firme frente às intempéries internacionais, com a manutenção do pleno emprego, da inflação controlada, da distribuição de renda em marcha batida e dos aumentos na massa salarial.
Curioso notar também que as taxas de rejeição de Dilma, Aécio e Eduardo Campos, segundo os últimos levantamentos, são bastante parecidas, em que pese Dilma ser muito mais conhecida. Serra tem uma rejeição colossal, só inferior à rejeição de FHC, e Marina tem a rejeição mais baixa, pelo menos neste momento.
Enfim, o favoritismo de Dilma é perigoso se o PT acreditar que levará o pleito de barbada. Nunca levou e não levará em 2014. Quanto à oposição, está perdida, sem discurso, errática até não poder mais. O PSDB dá sinais de fadiga, o que seria normal se estivesse a frente do governo. O PSB surge querendo tomar o lugar dos correligionários de Aécio Neves.
Quanto aos partidos nanicos, não há muito o que acrescentar. A ‘esquerda’ fragmentada possivelmente se apresentará novamente com 04 candidaturas (PSOL, PSTU, PCO e PCB). O grande desafio para eles será ultrapassar, somados, a marca de pelo menos 01% dos votos. Algo que não conseguiram fazer em 2010…
E o Lula? Lula está articulando nos bastidores e ainda nem sequer entrou em campo. Ele é peça chave para o ano que vem, para a felicidade de Dilma Rousseff e para desespero das múltiplas oposições.
Cafezá
26 de outubro de 2013 1:44 pmAcho improvável que Eduardo
Acho improvável que Eduardo Campos venha a dar seu lugar na carroça para a candidata Silva. Ele tem a chance de passar a ser conhecido nacionalmente, já preparando sua candidatura para 2018. Se der as rédeas a Silva, acabará fazendo um papel de simples coadjuvante, o que prejudicará drasticamente seu futuro político.
Stanilaw Calandreli
26 de outubro de 2013 1:46 pmBelas pinceladas sobre os
Belas pinceladas sobre os bastidores da pré campanha presidencial, mas o DEM e o PPS não deviam nem serem citados. São insignificantes.
Raí
26 de outubro de 2013 1:54 pmA sucessão passa pela economia.
Apesar das citadas e discutidas alternativas, que o articulista colocou no post, o que vai definir o processo sucessório, é a economia, e o que for(ou não for)feito, pela atual administração federal, que até este momento, consegue nadar sem maiores dificuldades, neste setor.
O maior exemplo da confiança da atual Presidenta, numa reeleição tranquila, foi dada há poucos dias atrás, quando ela venceu a queda-de-braço, e a desconfiança de alguns setores economicos, com a ‘batida” do martelo, no leilão de Libra, e o prenúncio, de que este processo é vital, para nossa economia e portanto não haverá retrocesso nele, e a parceria assinada ontem em São Paulo, com o governo local, e com a prefeitura da capital, aonde a federação impulsionou um investimento tripartite de mais de 5 Bilhões de Reais, para desenvolver um setor importante, como o dos transportes neste Estado, e na capital paulista.
Estas demonstrações de saúde financeira, de parte da União, e a união destes esforços, para alavancar setores que geram empregos e renda, às vésperas de eleições, são o “horizonte” mais visível para qualquer eleitor, que vota em programas e empreendimentos em suas cidades, e aumentam a confiança em seus administradores públicos. A resposta e a gratidão destes beneficiários, a quem efetivamente os beneficiou-lhes ou aos seus, virá certamente nas urnas, votando neles,e não votando em aventureiros.
morgana profana
26 de outubro de 2013 2:28 pmÉ a política, estúpido…
Raí, meu fofo, a economia é um fator importante, mas não é determinante na escolha do eleitor…Se assim fosse, o farsante do ffhhcc não teria sido reeleito em 1998…
Há outros casos na História que revelam ambientes deteriorados economicamente, e que as decisões eleitorais pendem justamente para o campo político que dá continuidade as políticas econômicas que levaram a conjuntura desfavorável, ou para os campos políticos que defendem soluções que aprofundam o desconforto econômico da população…
O eleitor, via de regra, vota orientado pela sua percepção do projeto ou do representante (no caso dos cargos majoritários) que ele acha capacitado:
a) para manter as coisas no rumo;
b) ou para corrigir o rumo.
Ele só muda quando perde a esperança ou tem medo…Não há no cenário, ainda que os indicadores macro(econômicos) deteriorem, a construção de uma candidatura oposicionista que se mostre mais capaz de trazer alento, ou porque representam o modelo que não deu certo, ou porque o que dizem ser capazes de fazer não fique bem claro por falta de substância e coerência política (o caso edurina)…
sergio m pinto
26 de outubro de 2013 2:06 pmUm pouco mais simplista,
Um pouco mais simplista, penso que a questão se define entre os votos para os petistas e os votos anti-petismo. Não vai importar muito o número de candidaturas. O que vai importar é quanto de votos o PT poderá perder e para quem.
sergio ferreira
26 de outubro de 2013 2:10 pmAcho que falta na equação a
Acho que falta na equação a variável de uma canditatura efetivamente evangélica.
Discretamente, há uma articulação neste sentido.
morgana profana
26 de outubro de 2013 2:53 pm2 e 2 nem sempre são quatro…
Sérgio, você tem razão, fofo…Mas a variável evangélica, como qualquer outra de natureza temática, ainda que em tema tão sensível (religião) tem potencial sempre limitado no modelo de eleição democrática anglo-saxã que seguimos…
No entanto, como você bem propõe, o ingrediente evangélico pode desarrumar as coisas, mas titia crê que menos pelo voto, mas pelo tanto de desconforto que o debate ganhará com a colocação de certos problemas na agenda eleitoral…
Acho que Dilma (depois da questão aborto de 2010) está bem mais antenada, o que não quer dizer que lidará sempre bem com os temas religiosos, como aliás, poucos lidam…
O desatre maior será para o dicurso esquizofrênico dos edurinas ( ecoliberalismo pentencostal, usando o primeiro termo do Saul Leblon), que oscila entre defender a reivindicação da modernidade dos hábitos e costumes políticos, mas ter que lidar com seu fundamentalismo religioso em questões sensíveis aos grupos que ensaiam apoiá-los (os ultra-esquerdalhas,gays, mulheres, feminazis e os eco-xiitas)…
zegomes
26 de outubro de 2013 5:28 pmAcabei de elogiar Titia, e,
Acabei de elogiar Titia, e, de repente, titia coloca os gays num tom meio depreciativo, ou entendi mal?
morgana profana
26 de outubro de 2013 6:25 pmHá gays e gays…
Não zé, só os gays que imaginam poder compor com o troica tucrina (a-d-o-r-e-i o termo), e dizer que defendem a modernização das relações sociais brasileiras, como retaliação a aliança prgamática do governo com os evangélicos, que não à toa têm monopolizado o discurso e mentes da nova classe média.
Titia fala dos gays que ao invés de acumularem capital político (votos e mobilização) ficam dando chilique e reclamando do governo, fornecendo ainda mais munição para o avanço conservador…ou seja, no lugar de disputar espaço político, batem o pezinho por imaginar que a defesa dos seus direitos seja uma obrigação anterior de governos de esquerda, como se o conservadorismo não fosse hegemônico…e que a disputa por esta hegemonia não fosse tarefa cotidiana, e que pressupõe, inclusive, entender os recuos do governo…
Em outras palavras: gays tipo o tio gunter.
Cafezá
26 de outubro de 2013 9:03 pm“…batem o pezinho…” é
“…batem o pezinho…” é depreciativo, titia. Se não estivesse a falar sobre os gays diria “batem o pé”.
morgana profana
26 de outubro de 2013 9:40 pmPezinhos e outras considerações…
Mas os modos mais sensíveis não são fatores a serem levados em conta quando falamos de mulheres, gays e metrossexuais?
Bater o pezinho que dizer, bater o pé, delicadamente, e isto não é depreciar, a não ser para os gays que fazem o tipo brucutu, mas estes são minoria, e nem merecem muito respeito…não por serem gays, mas por serem brucutus…
Mas se titia estiver errada, desculpem, porque a etiqueta gay é tão recente que a gente nem descobriu ainda como se referir ao mundo-mona…embora os (as) ame de paixão…
zegomes
26 de outubro de 2013 9:04 pmTá bom, Titia. Gostei da
Tá bom, Titia. Gostei da resposta.
morgana profana
26 de outubro de 2013 2:14 pmPecado capital…
Como todo processo eleitoral em cenário de reeleição, o pior inimigo do candidato que já está sentado na cadeira é ele mesmo e as forças que o cercam, ou seja: Como há um ambiente de relativa tranquilidade em relação ao front adversário, as forças aliadas tendem a aumentar o tom para ampliar seu espaço e relevância dentro de um “futuro” mandato que já “estaria certo”…
Há também as forças oportunistas, que ao enxergar o favoritismo óbvio, tentam se incorporar as hostes goevrnistas, causando os choques frequentes entre “cristãos novos e antigos”…
Deste risco, pelo que titia entendeu do ótimo texto do sempre ótimo Diogo (ai, titia acha você um fofo!), é que derivam todos os demais, inclusive aquele que têm potencial para ressuscitar os desejos oposicionistas…A vaidade é a mãe dos pecados capitais…
O que Diogo coloca com maestria é o fator Lula: Ninguém entre nós ainda conseguiu imaginar, nem chegar perto, do tamanho do capital político decorrente da presença de Lula…
Este capital, o próprio Lula não teve quando montou as alianças para eleger Dilma, que antes um incógnita, hoje é uma robusta e feliz realidade…
Este fator Lula é tão importante que pode ser percebido aqui neste blog e em outras esferas de análise de conjuntura, porque é sobre a relação Lula e Dilma que os “colonistas” centram suas baterias para fazer-nos crer que há um dissenso, um quase ponto de ruptura entre a presidenta e o antecessor.
Há um desenho ainda mais traumático para o projeto conservador: Com a “cagada” da joana d’ar da floresta, e sua rede furada, que acabou por embarcar como um lastro de 800 toneladas no balãozinho de ensaio do coronézinho dos zóio azul, periga a base parlamentar do PT e dos aliados orgânicos reduzirem a oposição a menos que quase-nada…
Isto tudo não quer dizer que Dilma terá um trabalho fácil pela frente, já que a diminuição de espaço de interlocução dos adversários na política e nas instâncias instituicionais aponta para um recrudecimento dos ataques e das táticas desesperadas…
É aquele troço, os ratos são bem mais perigosos quando acuados…
Não é à toa que um mini-exército de bobocas têm repetido como um mantra (com auxílio de muitos incautos por aqui) que o sistema representativo não funciona, que está arcaico, que não reflete as demandas da sociedade, bla, bla, bla…
Ontem teve pesquisador da UNESP lançando um livro fast-food para enunciar e explicar os bat bobocas mascarados e as manifestações de junho…Uauuuu…um prodígio o rapaz…
Justamente quando a maioria da população consegue consagrar, ainda que com todos os limites da democracia representativa, e de todo assédio do capital sobre o voto, um projeto que beneficie mais aos que têm menos…
Ao invés de reforçarem o sistema pelo seu aperfeiçoamento, os bat-coxinhas de plantão têm advogado e esposado a tese de que não há esperança, que tudo está uma merda, que é preciso refazer tudo…
O capital, agradecido, inflama e insufla este discurso, para romper as últimas barreiras locais (é na América Latina onde o mundo assiste o fortalecimento de projetos mais ousados de gestão, ainda que predominantemente capitalista) que impede de reciclar suas formas de expansão e acumulação, os seja: partidos, voto, governos!
Não que os governos latino-americanos estejam a ventilar uma “revolução socialista”, isto é bobagem…Só estão tentando deslocar um pouco o eixo hegemônico de poder e concentração de riqueza mundiais, e olha só o que o capital acha do seu dogma da livre-concorrência na divisão de tarefas dos países…
Ou seja: livre-concorrência desde que o de cima continue a mandar no de baixo…rs…
Mas quem lê o PIG, ou alguns comentaristas daqui tem a impressão que:
a) ou estamos à beira do comunismo-ateu comedor de criancinhas;
b) ou estamos diante do governo mais corrupto, entreguista, anti-popular do planeta, com uma economia em frangalhos e sem qualquer perspectiva de futuro, caso a presidenta( e o PT) continue no governo…
O que está em jogo em 2014 é muito mais que ganhar eleição…Eles sabem disto, e nós?
zegomes
26 de outubro de 2013 5:24 pmTitia, assim como o Diogo,
Titia, assim como o Diogo, também é ótima!
Juliano Santos
26 de outubro de 2013 6:12 pmA tia Dilma tem que se ligar
A tia está certíssima, e ainda por cima poupou o Gunter dessa vez. No entanto volto a frisar que a tia Dilma tem que correr atrás do prejuízo no Faceburro, onde os coxinhas compartilham, e curtem, suas ignorâncias.
Os bat-coxinhas continuarão quebrando lixeiras nas ruas, pois pelo que parece seus país não ensinaram bons modos. No entanto se os coxinhas pacíficos sentirem necessidade de ir as ruas como “dever cívico” de novo, a coisa pode desandar de vez. Não haverá tempo hábil para recuperar. Aí será a Tucrina, argh!!!
Não há mais desculpa para negligenciar esses movimentos que unem coxinhas violentos com os do tipo pacíficos, mais para Gandhi. Não depois de junho. Portanto, que o governo entre de cabeça na guerra da informação nas redes sociais.
PS:Ontem encontrei um amigo de infancia, que fazia campanha comigo nas primeiras eleições do Lula. A quantidade de clichês piguentos anti-PT que ele proferiu me deixou chapado
edmorc
26 de outubro de 2013 2:39 pmMarina x Eduardo
Penso que a questão central é se o Campos vai suportar a pressão dos apoiadore$$$$$$$ se ele não decolar na intenção de votos e passar à frente de Marina. A trinca Globo-Itaú-Natura vai cair encima dele, sem dó nem piedade.
oneide teixeira
26 de outubro de 2013 2:59 pmNão há mal que dure para
Não há mal que dure para sempre.
Um dia o brasileiro poderá tirar as grades das suas casas, poderá ter ter educação de qualidade, segurança publica, saúde e não a esmolas que hoje o governo fornece para se manter no poder, E vai deixar de ser humiliado por funcionário do estado.
Ate lá ainda vamos ter que aturar os improvisos petistas, apagando um incendio por dia.
Um dia o Brasil vai ser uma republica democratica federalista de verdade.
morgana profana
26 de outubro de 2013 3:05 pmEsmolas?
Esmolas seriam as deduções do IRPF para você ter filhos (deduções pode dependente), educá-los (gastos com educação) e ter seu plano de saúde exclusivo de mentirinha(gastos com saúde) que superam em muito, e muuuuuuiiito, aos gastos sociais com programas do governo?????
Bom, na hora que os orçamentos públicos começarem, de verdade, a alocar os recursos da maioria (tributos) com a maioria, e não só com a elite os os classe mé(r)dia, e quando a nossa estrutura tributária cobrar impostos de quem pode realmente pagá-los (e não só os pobres, que tem que comer menos por causa dos tributos na comida), aí sim, quem sabe seremos uma república de verdade, seja com o PT ou com….? Ihhhh, se for com os demotucanalhas ou coisa do gênero não dá, eles são por tudo isto aí que titia elencou antes…
Volta pr’o mar oferenda…e junto com suas esmolas…
santo zeus, Hades continua a mandar suas criaturas…
jjulio valente
26 de outubro de 2013 7:05 pmAdoro teus comentários,
Adoro teus comentários, Morgana Profana.
RVeiga
26 de outubro de 2013 4:48 pm> Enfim, o favoritismo de
> Enfim, o favoritismo de Dilma é perigoso se o PT acreditar que levará o pleito de barbada.
Tá certo. Depois que Corinthians e Atlético-MG, em sequência, ganharam a Libertadores, já não duvido de mais nada. Contudo, raciocinando em termos probabilísticos, a não ser que apareça algum fato novo e bem impactante, não há nomes hoje na oposicinha que permitam imaginar outro cenário em 2015 que não seja Dona Dilma I reempossada presidente. Aécio e Campos revelaram-se muito menores do que queriam nos fazer acreditar que eram. Marina não fala coisa com coisa. O nome mais forte da oposicinha, apesar dos pesares, ainda é o Serra. Que pode até passar para um eventual segundo turno, mas se passar, não ganha nem do fantasma do Enéas Carneiro.
Ricardo Gomes (cado)
26 de outubro de 2013 5:46 pmAnálise incompleta
Não é fácil antecipar o que vai acontecer com tanta antecedência, principalmente, dentro da caixinha de surpresas que é a política brasileira. Contudo, temos dois atores claros e cristalinos:
– Politícos tradicionais com seus partidos e tudo que gira em torno deles (mídia e donos do dinheiro): nessa parte a análise foi feita (pode está correta ou errada, mas tem coerência); até 05 de outrubro eram previstas 05 candidaturas impactantes (com pelo menos 5% dos votos – Dilma, Aécio, Marina, Eduardo Campos e Serra), após essa data efetivamente temos 03, assim, quem tem a dianteira (Dilma) foi beneficiado;
– Movimentos das ruas: nem sempre considerados ou ativos, mas que desta podem ter grande impacto no resultado final. Esquecer do que aconteceu no período da Copa das Confedereções e não projetar o que pode ocorrer durante a Copa do Mundo é uma falha muito grande na análise; em resumo, o que poderia ser um passeio da Dilma deve ficar complicado, pois, vão explodir protestos bem maiores do que os desse ano e em mais cidades (na Confederações os jogos foram em 05 cidades, na Copa serão em 12 cidades); resta saber em que patamar estará a aprovação/intenção de votos da situação durante a Copa e qual o tamanho do impacto (os níveis atuais são o piso? ou ela pode cair além do que caiu esse ano?).
Juliano Santos
26 de outubro de 2013 6:17 pmPelo que vejo a pergunta que
Pelo que vejo a pergunta que não quer calar é: Dudu vai ceder a pressão e submeter-se a ser engolido vivo pela Blablá? Sabendo que é praticamente um harakiri político, vem a segunda pergunta que não quer calar: O que a direita fará para convencê-lo?
W K
26 de outubro de 2013 8:54 pmDe Aécio
não é possível entender este cenário:
“Aécio Neves foi lançado por FHC em dezembro de 2012, e cometeu o rotundo e talvez irreparável erro de se apresentar como um fiador da economia política dos anos 90. “
Porque esse Aécio, que tem apregoado um tal de “déficit zero”, um certo “choque de gestão”, tentando assim mostrar ser capaz de tirar a economia de uma recessão, se deixa levar por essa conversa de um político como o citado, e que foi um desastre econômico total, isto é, esse “afiançado”?
Isso seria algo como se um cidadão endividado até a alma, se apresnta como tendo renegociado e diminuído as suas dívidas com seu credor tirânico, e em seguida aprovar tudo o que esse credor fez com ele.
Alguém consegue explicar uma atitude dessas?
E também, para que o Brasil vai precisar de alguém quem não precisa, uma vez que não há nenhuma recessão à vista até para todo o ano que vem?
Roberto São Paulo-SP 2013
26 de outubro de 2013 9:43 pmCreio que o PSB ainda tem um
Creio que o PSB ainda tem um trunfo ou uma carta na manga, para voltar a base aliada, quer seja na disputa presidencial ou nas disputas estaduais.
Caso o PSB volte para a base aliada, tira da disputa de 2014, Marina Silva, é pouco provável, mas não impossível.
Até o momento, o maior erro da oposição em relação a disputa eleitoral de 2014, foi limitar a participação de candidatos no Primeiro Turno das eleições de 2014, ao manter os principais candidatos da oposição no PSDB e no PSB, com tantos partidos no Brasil, mais de trinta, seria muito fácil lançar quatro ou mais candidatos de oposição, mas agora já é tarde.
.———Ocorreram seguidos erros da oposição, desde da avaliação e reação as primeiras manifestações de junho de 2013, até a reação as propostas e ações do Governo da Presidenta Dilma, principalmente em relação a desoneração do transporte público e ao Programa Mais Médicos.
Tudo indica que a oposição PSDB, avaliou os desdobramentos das manifestações de junho de 2013, do mesmo modo que avaliou os desdobramentos da crise política de 2005/2006, e os desdobramentos da quebra do Lehman Brothers no final de 2008,
Ivan de Union
26 de outubro de 2013 10:42 pm“A falta de pegada de Aécio,
“A falta de pegada de Aécio, combinada com o voraz apetite do eterno candidato José Serra, parece ser um complicador a mais para a consolidação da mineira candidatura tucana”:
Nao eh candidatura “tucana”, eh candidatura “mineira”. A tucanada JAMAIS daria apoio a qualquer candidato nao paulista. Nunca deu. Essa falta de historico de suporte do tucanato -exceto para paulistas- eh uma das coisas mais deprimentes a ser notada a respeito de Aecio. Nao que ele seja Candidato Maravilha, mas ele podia ter muito mais numeros do que tem agora, exceto que nao tem historico de suporte NENHUM do proprio partido. Em resumo, ninguem lembra dele ser mencionado na media tucana de SP exceto com risadinhas mal escondidas. Vai ser agora que eles vao ter essa chance?
No way.
Espere ver o PSDB se afundar na proxima eleicao. Quem nao tem historico nao tem futuro.