4 de junho de 2026

Quem vazou para o “The Intercept”?

Como é de se esperar, ‎Glenn Greenwald, como um bom jornalista esperou entrevistar Lula e depois de analisar cuidadosamente as notícias que ele tem em mãos, que segundo ele é de uma enorme quantidade de textos, vídeos, conversas e documentos em geral, lançou a isca para o Conje e o Pastor-promotor morderem e confirmar a veracidade das informações e todos começarem a ler o The Intercept e o The Intercept Brasil, para lá por terça ou quarta-feira colocar daí por diante informações mais bombásticas que ele diz que tem e como ele é um jornalista de porte certamente tem provas muito mais graves.

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A pergunta que deve ser feita no aguardo das bombas que poderão mudar a direção da política brasileira, é quem lhe forneceu estas informações e por quê?

Vamos analisar os fatos, conforme ele indicou em entrevista, ele tem um volume enorme e diversificado de informações, logo não foi uma pessoa sozinha que conseguiu estas informações qualificadas e talvez bombásticas, que em última instância, conforme a intensidade das mesmas podem ferir de morte o atual governo Bolsonaro ou pelo menos colocá-lo na UTI.

A seguinte constatação é que só há duas formas de obter informações volumosas e diversificadas como estas, ou é um grupo forte dentro do próprio governo ou da própria operação Lava-jato, que passou meses a fio coletando informações, ou é uma ação externa.

Como os dados vem do software Russo Telegram, provavelmente não foram os russos que obtiveram as informações, pois tiraria a credibilidade do produto. Porém há uma chance que é possível que justificaria com o aumento da pressão popular contra o atual governo, a informação vir do próprio sistema de informações norte-americanos.

Vejamos o seguinte, o pré-sal já foi, a Embraer também, grande parte da Petrobras está indo e ao mesmo tempo a temperatura cresce podendo levar uma revolta popular que dificilmente seria até controlada pelo governo brasileiro. Neste ponto vem o famoso ditado, entregar os anéis para não perder os dedos, pois quanto mais cedo cair o governo Bolsonaro, é possível ainda enganar parte da população com um governo de centro direita que salvaguarde os contratos já firmados.

O governo Bolsonaro está ficando indigesto para o grande capital internacional, vide posturas da imprensa que o representa tais como o The Economist e o New York Times, que deixam público o descontentamento do atual governo.

Temos que levar em conta que a situação da Argentina é ainda mais explosiva do que a do Brasil, e que uma explosão popular naquele país contaminará um governo combalido, como tende a ficar o atual governo Bolsonaro, contaminando por completo o nosso povo.

Resumo da ópera: Governo brasileiro atual antifuncional, situação crítica no cone sul, tendência a explosão, possibilidade de uma situação revolucionária. Qual a solução? Coloca o governo nas cordas, monta-se alguma saída parlamentar para eliminá-lo e ganha-se tempo para achar uma nova saída.

Para isto tudo, nada melhor do que começar desmontando a Lava-Jato, acalmando a oposição e dando no sentido figurado as cabeças dos algozes da operação.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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