4 de junho de 2026

Três candidatos disputando a velha política

Os eleitores querem uma nova forma de fazer política. Não é isso o que disseram as passeatas de junho passado, o descrédito geral com a política – aliás, um fenômeno mundial – a sede de participação eclodida com as redes sociais? As pesquisas de opinião identificam desejo de mudança em 75% dos brasileiros.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

E o quê os três candidatos à presidência da República têm a oferecer como visão de futuro? Rigorosamente, nada. Nenhum deles capturou minimamente essa ansiedade geral, esse desejo de abraçar o novo, venha de onde vier.

No seu último pronunciamento, Dilma Rousseff dirigiu-se aos trabalhadores garantindo que jamais arrochará salários. Ótimo! Por seu lado, Aécio Neves e Eduardo Campos acenam para os empresários e para o mercado financeiro com uma responsabilidade fiscal maior e um combate mais intenso à inflação. Ótimo!

Agora, contem uma novidade.

***

No próximo ano, seja quem for o presidente a política econômica será a mesma. Longe se vão os tempos em que o único cliente de política econômica era o mercado. O fantasma da hiperinflação permitia aplicar toda sorte de maldades para atender a um público único: o tal mercado.

As campanhas eleitorais visavam dois públicos específicos: o tal mercado e um público genérico que ainda acredita em promessas de campanha.

Já alguns anos, o país é outro. Tornou-se definitivamente uma democracia social, com uma sociedade civil pujante, movimentos sociais, ONGs, associações atuando em todos os campos.

Em fins de 2009, o país já conseguia dar forma a uma das grandes construções sociais da Constituição de 1988: as conferências nacionais. Seguia-se o modelo extraordinário do SUS (Sistema Único de Saúde), com conferências nacionais sendo precedidas de conferências estaduais e municipais.

***

Em determinado momento, parecia que o país tinha alcançado um estágio superior de formação cívica.

Junto com o meio empresarial, com sindicatos do setor, com institutos de pesquisa, houve uma Conferência de Inovação que juntou público em todos os cantos do país. Juntamente com ela, conferências de saúde, de educação, de assistência social.

O modelo parecia vitorioso.

Em cada município levantavam-se os temas que afetavam diretamente a ação local. Nas conferências estaduais, consolidavam-se as diversas visões municipais para se identificar os temas de abrangência estadual. Depois, na conferência nacional preparavam-se documentos com os diagnósticos e soluções.

A partir desses documentos, o governo federal poderia definir formas de distribuição dos recursos orçamentários, obedecendo a regras de aplicação preparadas ouvindo amplamente a sociedade civil.

Foram momentos exuberantes de cidadania. Apenas a Conferência de Educação juntou mais de 800 mil pessoas em todo o país.

***

Qual a atenção que os três candidatos dedicaram a essa construção social? Nenhuma.

A presidente Dilma Rousseff chegou a interferir pessoalmente junto a senadores para mudar o Meta 4 do PNE (Plano Nacional da Educação) abrindo espaço para que a banda mais nebulosa das APAEs (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) pudesse receber recursos públicos para ministrar cursos regulares – mantendo uma política injusta e anacrônica de exclusão das crianças com deficiência do ensino regular.

Os outros dois candidatos provavelmente jamais dedicaram um minuto da atenção para pensar em mecanismos de participação.

***

O maior desperdício do país não é de água jogada fora, de alimentos que estragam em armazéns sem condições, de esgoto que é jogado nos rios: é de ideias desperdiçadas.

Mais que isso, de movimentos orgânicos que nascem, a partir das ideias iniciais, ganham vida, vicejam e depois são abandonados pelo atraso político das principais lideranças nacionais.

Até agora, nenhum dos três candidatos entendeu e soube expressar o novo.

Espera-se que até o início da campanha eleitoral, sejam capazes.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

101 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Francy Lisboa

    11 de maio de 2014 10:33 am

    Esse desejo de mudança é assimétrico.

    Sinto discordar da visão do texto e, que me perdoe, destacar certa pretensão de achar que entendeu o que houve em Junho de 2013. O texto fala em desejo de mudanças por parte de 75% dos brasileiros, mas aí a coisa toda para. E por quê? Porque o desejo de mudança de fato não existe uma vez que o que vale é o resultado da mudança, é isso que as pessoas querem os fins e não os meios. No fundo, o que as pessoas querem, e sempre quiseram, são os mesmos outputs universais: saúde, educação, segurança. Isso não é mudança, isso é reafirmação de desejos.

    Obviamente isso passa pelas mudanças na forma de fazer política? Também, mas estamos carecas de saber que não é só isso. Olhando com a lupa sobre a sopa brasileira é provável que encontremos o discurso de mudanças, mas sob bases fracas de entendimento de como funciona um sistema republicano. Falha das escolas? Talvez.

    Isso pode ser constatado vendo que muito das pessoas que querem mudanças acham que as coisas se resolvem em canetada presidencial. Criticam os milhares de ministérios, mas são incapazes de entender que isso é feito muitos vezes como a única arma de um presidente para atender anseios nacionais, uma das ferramentas que se tem para sobrepor o egoísmo do Legislativo posto pelos próprios brasileiros ansiosos por mudanças.

    É claro que muitas ideias boas se perdem em função de pouca visão, mas a simplificação adotada pelo texto não ajuda a esclarecer. Mas é preciso atentar que o Brasil é forte e complexo o bastante para que experiências sejam feitas com o mínimo de background. Muitas ideias boas para sanar problemas da sociedade podem ser fascinates em teoria ou localmente falando.

    Ideias podem ser boas no papel, mas daí na prática. O próprio autor do texto já expôs políticas industriais que deram certos, outras que patinaram, e outras que não saíram do papel. Esse seja talvez o ponto. Não se pode dar previsibilidade acurada às boas intenções nesse rico e complexo Brasil, fazer isso é tarefa fácil quando se está de fora do bombardeio.

    Pode não parecer, mas o texto possui em certa extensão  expediente similar dos 75% que querem mudança : jogar nas costas de uma pessoa, presidente (seja de A, B, C ou D), responsabilidade pelos acertos e erros de projetos que se forem postos em prática em escala nacional são imprevisíveis em muitos aspectos.

     O Brasil precisa de mudanças? Óbvio, claro, cristalino, mas é notável que a mentalidade imperativa do brasileiro, de descarregar culpas e frustações pessoais apenas no cargo máximo da República, e porque não, na atividade política, aponte que as mudanças tem que partir também do lado ansioso, exteriorizado a partir de Junho de 2013. Do contrário a assimetria continuará, com todos querendo mudança, mas apenas do lado de lá.

    1. ELG

      11 de maio de 2014 10:49 am

      Francy, falou muito bem

      Parabéns!

      E isso sem contar que determinado percentual dos que querem “mudanças” só se referem à troca de PT por PSDB. Veja o caso “Geraç4O Br45il”, por exemplo.

    2. Ivan de Union

      11 de maio de 2014 10:59 am

      Concordo, e seu exemplo de

      Concordo, e seu exemplo de escolas eh bem ao ponto:  eh justo favelas terem multiplas delegacias e 30 policiais militares nas ruas pra cada professor de suas parcas escolas?  Se nao eh pra ter problema eh pra que?

      O Mais Medicos foi uma solucao brilhante pra milhoes de pessoas, evidentemente.  O Brasil Carinhoso tambem. Mas ta muito pouco por enquanto.  Essas pessoas sao mais ou menos invisiveis -isso eh, estao todas longe dos centros urbanos, cujos problemas continuam sem solucao.

      1. Francy Lisboa

        11 de maio de 2014 12:34 pm

        Entendo Ivan. O que me

        Entendo Ivan. O que me preocupa é justamente que a falta de interesse da população sobre aspectos basicos da republica ajuda a perpetrar muitas das nossas mazelas. Outra, não adianta aumentar gente com diploma para melhorar isso, estamos vendo que na academia e entre os bem formados o nivel de republicanismo é o mesmo de uma lâmina de barbear deitada. Isso tipo de coisa faz permanecer a situação de auto medicoridade frente aos outros, quem não entende o minimo do país fica a mercê de bastiões de atraso.

        1. Ed Döer

          11 de maio de 2014 8:34 pm

          Creio que esses “aspectos

          Creio que esses “aspectos básicos da República” deviam ser ensinados na escola, no lugar de conhecimentos que não são assim tão necessários para um mundo onde a informação é mais acessível que no passado. O próprio Estado não percebeu essa mudança e ainda faz concursos de seleção de funcionários onde não é raro encontrar questões de pura decoreba de leis ou conteúdo, que na maioria das vezes não serão utilizados na vida funcional do aprovado.

          Basta olhar o que são os currículos do Fundamental e do Médio e ponderar o que tem de aproveitável ali para alguém que não vai fazer um curso técnico ou superior. Tem muita coisa desnecessária ou simplesmente repetição de conteúdo no ensino Médio do que já se viu no fundamental, mas com uma profundidade maior e inútil para quem não vai seguir um curso ou carreira que dependa dessa área de conhecimento.

          As escolas hoje não preparam para a vida em sociedade e nem para o mercado de trabalho. E se preparassem para o vestibular, não haveria cursos preparatórios pipocando por aí. São meros depósitos de “futuros adultos”, que devem ser mantidos o mais longe possível do “mundo adulto e produtivo”, para não atrapalhar o funcionamento do mundo moderno, até a chegada do momento onde são considerados “aptos”, em função de uma idade arbitrária, para fazer parte do mundo cão.

          1. Flávio Faria

            11 de maio de 2014 10:29 pm

            Escola não é sinônimo de Educação

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=Nlx2F-ig6-U%5D

        2. Flávio Faria

          11 de maio de 2014 10:42 pm

          A escola precisa ser profundamente modificada

          É preciso investimentos pesados em Educação, mas a escola também precisa ser profundamente modificada. Porque as escolas mais se parecem com presídios para crianças, esse modelo de escola adotado é totalmente anacrônico, é ineficiente e sobretudo desumano. Mas para mudar a Educação pra valer é preciso de Educadores de verdade, com E maiúsculo, e não de manés que só sabem reclamar de salário. Por favor, não tenham receio de falar sobre Educação, pois o tema não é prerrogativa exclusiva de professores. É uma questão da cidadania.

      2. Flávio Faria

        11 de maio de 2014 10:53 pm

        Universalização e qualidade

        Ivan, escola até tem, o problema é que não presta. Para usar um termo que você costuma usar, a escola que temos hoje é uma favela.

        1. Ivan de Union

          11 de maio de 2014 11:37 pm

          Pode ser, Flavio,

          Pode ser, Flavio, perfeitamente.  Mas eu confio naquele professor mil vezes mais do que em cada um e todos dos 30 militares la fora na favela pra cada um dos professores como ele.

    3. Ivan de Union

      11 de maio de 2014 11:03 am

      Ah, e tambem uma coisa:  se

      Ah, e tambem uma coisa:  se os pedidos e clamores de mudanca vindo das ruas foram tao fortes assim, porque eh que ninguem sabia qual era a pauta e nao sabe ate hoje?

      Porque as reivindicacoes maiores sempre foram as mesmas que voce apontou:  saude, educacao, transporte, seguranca, etc, apezar dos infiltrados com pautas baranguerrimas (a tal da PEC, naoseique padrao Fifa, etc).

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        11 de maio de 2014 4:31 pm

        A convicção

        As Ruas nunca pediram um dinheiro honesto, como o Yaun Chinês, que protege o povo e a nação Chinesa.

        Este dinheiro não surgiu do nada, vêm da sabedoria, experiência e convicção da mais antiga escola de administração pública do mundo, com resultados palpáveis em todo o planeta.

        O Povo não sabe o que pedir, cabe a elite revolucionária o instruir.

         

    4. João Sabóia Jr.

      11 de maio de 2014 11:10 am

      Perfeito!

      Francy, sua anális é perfeita e mais profunda que o texto do Nassif, que neste caso foi muito genérico.

      Um exemplo de que os 75% que querem “mudanças” e na verdade, como você frisa, querem no fundo é a melhora na ações em saúde, educação e segurança, se quisessem  realmente mudanças se mobilizariam por uma reforma política, isso sim seria um modo de ser agente de mudanças.

    5. alfredo machado

      11 de maio de 2014 12:14 pm

      Lobbies implacáveis

      Francy,

      Saúde, educação e segurança é o trio que, na hora de reclamar de governantes, sempre está na ponta da língua de 99% da sociedade brasileira.

      Acontece que este trio é o que exerce o mais profundo sentimento de corporativismo, estas três classes, noves fora as óbvias exceções só tem um objetivo, eles próprios e ponto. Duvido que esta tragédia possa vir a ser resolvida, com ou sem reforma política.

      O quarto lobby, a bancada do campo, faz em dupla com o bancada da saúde um domínio numérico no CN, e aí ?

      A respeitável bancada do campo representa a pleno o brasilsil de 1800, não demonstra qualquer constrangimento ao defender o parceiro que pratica trabalho escravo, sendo isto a mesma bancada que vota sobre os projetos de lei que dizem respeito ao progresso do país. Conforme o tempo demonstra, algumas das mudanças que todos percebem como necessárias demoram muitos anos para se tornarem uma realidade, enquanto outras mudanças, nunca.

      O brasiilsil sempre foi e sempre será um país muito difícil de ser governado, e muito fácil para ser roubado.

      Um abraço

       

  2. MarcoPOA

    11 de maio de 2014 10:59 am

    Marina

    Não votaria nela no momento, mas Marina Silva tem história! Mais fotos (R7)

    http://goo.gl/dhdPlb

    1. Athos

      11 de maio de 2014 12:17 pm

      É a aposta da CIA, para o
      É a aposta da CIA, para o futuro do Brasil.
      A última foi FHC.

      1. MarcoPOA

        11 de maio de 2014 1:41 pm

        Seguramente!

        Informação privilegiada Dr. Evil? Obtida onde? T.I.A., agência do Mortadelo e Salaminho?

  3. ELG

    11 de maio de 2014 11:03 am

    E, apesar de tudo isso, Dilma se mostra superior

    Prezado Nassif,

    Ainda que sua avaliação esteja, em certos aspectos, correta, Dilma ainda se diferencia positivamente dos demais candidatos.

    Quem, em pleno calor das manifestações de junho, veio a público propor uma reforma política logo rechaçada (criticada até neste blog) pelos que pediam mudanças?

    Mas Dilma ganhou. A reforma proposta por ela, sempre sufocada pelo Legislativo, é tão pertinente que deu um xeque-mate em muitos dos que se manifestavam (alguns pedindo a cabeça de Dilma) e hoje é bandeira defendida também por eles! Uma das reivindicações de parte das vozes que dizem querer mudanças, o movimento “Não vai ter Copa”, inseriu a reforma política sugerida por Dilma em sua pauta, mesmo que muitos dos seus militantes (para não dizer todos) queiram a cabeça da presidente.

    Sds.

  4. alfredo machado

    11 de maio de 2014 11:05 am

    Participação ativa

    Nassif,

    “O maior desperdício do país não é de água jogada fora, de alimentos que estragam em armazéns sem condições, de esgoto que é jogado nos rios: é de ideias desperdiçadas.

    Mais que isso, de movimentos orgânicos que nascem, a partir das ideias iniciais, ganham vida, vicejam e depois são abandonados pelo atraso político das principais lideranças nacionais.”

    Em minha opinião, aí está um dos principais dificultadores nesta questão, que tem seu início quando da escolha dos representantes políticos pela população, e depois prossegue quando o eleito chega ao seu Olimpo, Câmara, Assembléia ou CN, onde tem início o processo de transformação, prá pior, de muitos deles, pois o corporativismo é muito bom para aquela tribo gigantesca, que sempre teve por objetivo principal a permanente ruína do erário.

    DRousseff precisará de muito pulso para levar adiante o plebiscito sobre a mais do que necessária reforma política, pois todos eles, dezenas de milhares, farão de tudo prá bloquear a proposta que tende a ser aprovada com enorme facilidade.

    A partir desta, abrem-se as portas para outra árdua missão, uma maior participação da sociedade em diversas questões de ordem pública.

  5. IV AVATAR

    11 de maio de 2014 11:06 am

    Os planos ocultos de Arrocho Neves

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=nsLWWRTGAs4%5D

    Video: PSDB reclama que salário mínimo e salários em geral, no Brasil, estão altos demais, é a turma do arrocho e do estado mínimo para o povão e máximo para o barão querendo por as mãos no cofre e no pré-sal

  6. Ivan de Union

    11 de maio de 2014 11:12 am

    “No seu último

    “No seu último pronunciamento, Dilma Rousseff dirigiu-se aos trabalhadores garantindo que jamais arrochará salários. Ótimo! Por seu lado, Aécio Neves e Eduardo Campos acenam para os empresários e para o mercado financeiro com uma responsabilidade fiscal maior e um combate mais intenso à inflação”:

    Nassif, eu mencionei o Brasil Carinhoso e Mais Medicos porque eh o que o governo tem pra mostrar.  Nem Aecio nem Eduardo tem o que mostrar -e o que eu sei de Minas eh que foi um desastre.

    No entanto, esse paragrafo me atrai atencao pelo seguinte:  nem Aecio nem Campos tem a mais remota credibilidade pra dizer o que Dilma disse a respeito de NAO arrochar salarios!  Isso eh visivel de longe.  Alias, nao foi Aecio que tava do lado dos “salarios estao altos demais” na semana passada?  A outra burrada de Aecio do mes passado foi prometer aquelas medidas que ele nao disse quais sao.

    Ganhar voto eh o que ele nao fez, nem sequer um, mas nao faz diferenca porque ele estava atraz de financiamento de campanha naquela reuniao, nao tava?  Esse eh o “mercado” dele.  Dilma TEM mercado de votos real.

  7. Jorge Nogueira Rebolla

    11 de maio de 2014 11:27 am

    Nova Política no Brasil?

    …só depois que o último político da safra atual for enforcado nas tripas do último financiador de campanhas… 

    P.S. Considerando como político qualquer um que tenha ocupado qualquer cargo eletivo ou em comissão…  sem esquecer o judiciário. Para financiador qualquer “doador” que tenha algum tipo de intere$$e nas decisões governamentais…

  8. alirio

    11 de maio de 2014 11:50 am

    Assembleia Constituinte

    Mas a proposta de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva ainda está de pé! Tanto que foi reiterada pela Dilma em seu último pronunciamento. Haveria maior novidade que essa? Está faltando é maior ênfase na proposta!

  9. sergio m pinto

    11 de maio de 2014 12:09 pm

    Há um poder esquecido nessa

    Há um poder esquecido nessa análise. Desde quando a mídia nativa orientou suas ações para o desenvolvimento do país? Desde quando ela se tornou porta voz dos reclamos da população? Apenas quando foi  de encontro a seus interesses.

    Falar é fácil. Como transformar um país com essa falta perene de cidadania? Não essa cidadania que se exerce a cada 02 anos e nem sempre bem exercida.

    1. Fabio Passos

      11 de maio de 2014 1:07 pm

      O PiG é o atraso

      O PiG é o que há de mais atrasado e corrupto no Brasil.

      Entulho da ditadura!

      É a máquina de propaganda do regime. Mecanismo de controle para manufaturar falsos consensos.

       

  10. Mauro Segundo 2

    11 de maio de 2014 12:25 pm

    Não é possível mudança na

    Não é possível mudança na política sem intenso apoio popular.

    Para isso é preciso um povo bem informado, que saiba o rumo que o país deve tomar, e apoie os representantes que tomem esse rumo.

    O que ocorre? O povo quer mudança, mas não sabe muito bem qual o rumo. É mal informado, de maneira geral, o que é muito pior que ser desinformado. E funciona como caixa de ressonância da grande mídia. Não é interessante como vaiavam a globo nos protestos, mas seguiam a pauta da Globo? Aquela do Jabor e dos Mervais, de “cadeia aos mensaleiros” , e “fora Renan” por exemplo?

    As mudanças necessárias exigem enfrentamento de privilégios. Uma vez que alguém ouse enfrentá-los, a mídia cai em cima, com denúncias “bolivarianismo”, “comunismo”, “aparelhamento”, “corrupção”. A mídia que não quer mudança joga o povo que quer mudança contra (qualquer)  governo que quer mudança.

    O governo pode cair, como caiu Collor, ou pode buscar algum apoio que o mantenha, se não de pé, ao menos cambaleando. O busca na velha política, no PMDB e assemelhados.

    Portanto, não haverá mudança sem atitudes em relação à  grande mídia, que quer que tudo mude (o governo)  para que tudo continue como está (privilégios intactos).

    A relação do governo com a mídia, por sua vez, é repleta de ambiguidades e incoerências. O governo sustenta quem o espanca, através de gordas verbas publicitárias. O governo é achincalhado em rede nacional e  e responde numa página na internet. Quantos tomam conhecimento do bombardeio diuturno à Petrobras? Quantos leem a resposta no “Fatos e Dados”? Como dizem no “Diário do Centro do Mundo”: pausa para rir.

    Ai temos gente honesta, querendo mudança, e creditando todos os males do país ao PT, ( o que quer mudança) de uma maneira absolutamente irracional. Há uma colcha de retalhos partidária com excesso de partidos? Culpa do PT. Paulada no PT. Tentam fazer um novo partido, mais um, casuístico, e a justiça barra? Culpa do PT. Paulada no PT. Combate-se a corrupção? Estado policial do PT. Não se combate? Conivência do PT. E por aí vai. A pesquisa mostrando que até quem ia ter IPTU diminuído em SP era contra as mudanças propostas pelo Haddad é o maiore mais perfeito exemplo disso.

    Então, o governo que distribui cargos em troca de apoio (como todos), o partido que distribui malas de dinheiro (como todos) em troca de apoio, não é capaz de cobrar essa conta e aprovar no congresso um simples projeto de direito de resposta na mídia? Já enfrentou votações mais complicadas! Não lhes chama a atenção o quanto a oposição combate esse projeto? Ela dá muito mais valor a ele do que o próprio governo, porque sabe que quebra a espinha dorsal daqueles que trabalham contra a mudança: pode levar uma boa parte do povo da caixa de ressonância que lê determinadas excrescências a ler o desmonte da excrescência no próprio veículo que o divulgou. Não tem como não ter acesso. A partir daí, cada um que tome a sua decisão, mas ao menos ela seria consciente.

    Mudando alguns aspectos da mídia, (direito de resposta, remanejamento de verbas de publicidade para saúde, por exemplo, e abertura do mercado) há possiblidade de ser menos acuado, sair das cordas. Sendo menos acuado, há possibilidade de se libertar aos poucos do sequestro pela velha política e fazer as mudanças necessárias com apoio popular, desde que saiba ouvir  voz do povo.

    Infelizmente não vejo nada nesse sentido. Vejo um governo acuado pela mídia e oposição o tempo todo, e se apoiando na velha política para não cair. E sem tentar de verdade sair desse ciclo vicioso.

     

  11. alexis

    11 de maio de 2014 12:49 pm

    Velha política?

    Tanto o PT como o PSDB são partidos novos e, em tese, com novas ideias (ou antigas, porém modernizadas). As passeatas de junho passado e outras datas e fatos citados por Nassif são momentos muito recentes como para afirmar que, no contexto histórico da política brasileira, 10 anos atrás já seja “passado”, ainda, quando estamos tentando esquecer o recente período da ditadura, de 30 anos atrás.

    O PT ainda representa o novo e essas “novidades” são convergentes com as vozes das ruas, apenas que o PT “ganha” o governo, mas não “leva” a governabilidade integral do país. O povo deve dar base parlamentar ao candidato que possa levar para frente as novas ideias aqui discutidas. Quem tem as melhores chances é o PT e a Dilma.

  12. Franklin Caetano de Freitas

    11 de maio de 2014 12:58 pm

    Será?

    “No próximo ano, seja quem for o presidente a política econômica será a mesma.”Será mesmo Nassif? Eu penso que o modelo econômico pode mudar sim. O que Aécio quiz dizer com “decisões impopulares”?  Por que o mercado não apoia a Dilma, se todos são iguais do ponto de vista econômico? “á alguns anos, o país é outro. Tornou-se definitivamente uma democracia social, com uma sociedade civil pujante, movimentos sociais, ONGs, associações atuando em todos os campos.” Será mesmo? Tenho minhas dúvidas. Por que então o povo de São Paulo ainda vota no PSDB? Está faltando água e Geraldo Alckmin ainda tem voto. Os movimentos de junho começaram por passe livre, certo? Pois é, o metrô de São Paulo é o mais caro do mundo e foi descoberto corrupção, desvios de milhões. Cadê o povo Nassif? Como São Paulo uma das maiores capitais do mundo aceita isso. Cadê a sociedade civil,ONGS.ETC? O Haddad está tomando decisões corretas. Qual a avaliação do prefeito da cidade de São Paulo? Eu gostaria muito que tudo que você escreveu fosse verdade Nassif. Eu só acredito vendo.

  13. Fabio Passos

    11 de maio de 2014 1:03 pm

    É a ditadura capitalista impondo seu poder

    “velha política” é eufemismo para submissão da política ao poder econômico.

    O neoliberalismo destruiu a democracia. Os 3 candidatos tem a mesma “política econômica”? Isto é democracia?

     

    1. JbMartins

      11 de maio de 2014 1:47 pm

      Simples

      Enquanto nossa Democracia, ter uma Midia que elege, e tirar o poder de um Senador, Presidente e Governador, e esta mesma midia, Informa, Julga, Condena e é Carcereiro, Esta midia mostra seu lado Neoliberal, e nossas eleições ter financiamento privado, não haver mudanças.

    2. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 3:54 pm

      Reforma ministerial e Yuan

      Três pontos que poderiam mudar da água para o vinho a campanha:

      1) Reforma ministerial, com 14 pastas e 72 secretarias, dando rumo, norte e estrela para o Brasil.

      2) A adoção de uma moeda que proteja o povo e a nação, nos moldes do Yuan Chinês.

      3) Um movimento a favor do espírito animal empreendedor dos brasileiros, com a abertura de no mínimo 100 zonas de produção especiais, de 100 hecatares cada, por este brasilzão afora.

       

  14. drigoeira

    11 de maio de 2014 1:15 pm

    Política nacional!

    A política será a mesma enquanto o povo Brasileiro for o mesmo.

    Mudança somente daqui há 50 anos.

    1. JbMartins

      11 de maio de 2014 1:34 pm

      NÃO CONCORDO

      O Povo viveu muitos anos o efeito manada sob as manipulação do PIG, para haver mudança temos que rever o PODER da midia, elas trancam qualquer processo de modança.

  15. JbMartins

    11 de maio de 2014 1:32 pm

    Midia não tem interesse.

    A Velha midia sim que não tem interesse numa mudança, a midia é que se junta a ex-UDN para manter o que existe de mais ruim para o Brasil. Não concordo, no fim das manifestações Dilma sinalizou com mudanças radicais em nossa Politica e tanto o congresso como a Justiça mostraram não querer mudanças, neste instante o PT sinaliza um PLEBISCITO para buscar mudanças, não vejo nenhum interesse para isto, principalmente do PIG.

  16. Marcos Aguiar

    11 de maio de 2014 1:37 pm

    Afinal, o que é o novo?

    Prezado Nassif,

    Em linhas gerais concordo com o que você escreve. Muitos comentaristas e analistas repetem essa mesma questão.

    Mas afinal, o que é o novo?

    Como atendê-lo?

    Como colocar em um Programa político esse novo? Até porque para alguns, o novo é uma coisa. Para outros é outra completamente diversa, senão antagônica.

    O Movimento de Junho de 2013, foi importante, segnificativo, mas certamente não deixou uma mensagem clara. Mostrou muita insatisfação, muita vontade de mudança. Mudar para onde? em que direção.

    A presidenta, na época sugeriu uma Constituinte exclusiva para a Reforma Política, que foi rechaçada por quase todos. Com uma certa razão. Qual Reforma Política? Extinção dos pequenos partidos? Financiamento público de campanhas? Este último está ainda na pauta, mas de aplicação muito improvável, pois seria difícil manter a representatividade dos grandes grupos empresariais, que hoje financiam tudo e mantém sob suas rédeas o real poder.

    Seria interessante, que ao invés de dizermos que ninguém representa o novo, começássemos a organizar uma Pauta, do que é o novo.

    Levantar-se-iam bandeiras e a partir daí as pessoas e grupos organizados se posicionariam.

    Não vejo esse movimento nem nos partidos políticos nem naqueles que os criticam e pedem o novo.

    Qual seria para você pelo menos alguns pontos dessa pauta? Sem essa definição a crítica fica pífia.

    Por que não dizer:

    O Povo pediu isso e não está sendo atendido?

    O Povo pediu aquilo e não está sendo atendido?

    O Povo pediu aquilo outro e não está sendo atnedido?

    Talvez o que ficou de concreto foi redução das passagens de transportes, ou tarifa zero.

    Mais recursos para a saúde educação.

    Mais racionalidade nos gastos públicos e menos corrupção.

    Mas entendido assim, todos acham que estão apresentando o novo.

    Falta a concretização dos objetivos novos. Até porque aqquele movimento foi plurifacetário, com grupos e reivindicações até antagonicas se manifestando.

    Construir uma Plataforma do Novo seria um grande desafio e uma grande Proposta.

    Atenciosmante,

    Marcos Aguiar

     

  17. Assis Ribeiro

    11 de maio de 2014 1:51 pm

    Se o PT não conseguiu que dirá os outros.

    Dilma profetizou:

    “É impossível fazer qualquer coisa no Brasil hoje de forma rápida sem reforma política. Não tem reforma política sem que haja participação do povo. Não há força política que faça isso, porque ninguém aprova a regulação ou mudança de si mesmo”.

    1. MRE

      11 de maio de 2014 3:24 pm

      Tudo no mesmo saco

      O Nassif para ficar bem com todos cria posts onde todos estão no mesmo saco.

      O país melhorou um monte com a visão social imposta pelo Lula e com a visão social e de infra estrutura imposta pela Dilma. Falta muito , sim. Mas até aqui as broncas são por conta de conservadorismo arraigado da maioria dos brasileiros e das elites- tudo tem que ter um culpado, todos querem direitos e nada de deveres e boa vontade com o novo. Os defeitos da Dilma são exaltados e o que ela fez de bom, é obrigação e não precisa servir de exemplo. Há de se tomar cuidados : um pensamento baixo-astral exaltado mil vezes torná-se-a  uma obsessão nefasta que contamina o ambiente e evita-se colaboração de seus participantes.

      Comparar a Dilma com o discurso do Aécio e do Campos é io mínimo dizer que o país esta uma M…. e tem que mudar. Em que direção deve mudar: nos direcionamentos da Globo, Estadão, Veja, dos Borhausens…….Ora, estão querendo ver um holofote no fim do tunel depois que o PT mostrou uma luz que os mais invejosos classificam como uma vela mixuruca.

      O país tem que melhorar muito mais, para isto temos que exaltar as boas ideias, sejam estas do PT, PSDB, PSB, DEM…mas têm que ser boas ideias e têm que dizer seus autores para que possamos separar o joio do trigo.

  18. Renato kern

    11 de maio de 2014 1:58 pm

    Viva o velho!

    Nada melhor do que a Velha Dilma, o velho Lula e o velho PT!

  19. Maira Vasconcelos

    11 de maio de 2014 1:58 pm

    Gosto da lonjura que estou de tudo isso.

    Hoje é domingo, leio a coluna do Nassif, porque gosto de ser prática e rápida para ter visao sobre a realidade. E isso aqui é uma mão bem grande e boa na roda. Mas que bom também ler política social e estar longe de tudo, sem ir em favela, sem regatar família na rua, ando querendo incomodar-me o menos possível. E que ande tudo velho, ah, pois é, nao adianta ter o novo se o esquecemos, é como as crianças de rua, crianças marginalizadas, essas crianças, isso é coisa nova virando velha antes do tempo, morrendo mesmo antes que nasça. É impressionante como as coisas têm sempre uma única raiz, e depois vao apenas se proliferando de tais e tais modos, e em tais e tais lados. A ideia que num vai, o menino que num foi, tudo envelhecendo, tudo envelhecendo. 

  20. Brasileiro aguerrido

    11 de maio de 2014 2:14 pm

    Este artigo cheira a

    Este artigo cheira a neoliberalismo atucanado

    Analisemos a duvidosa frase:

    “No próximo ano, seja quem for o presidente a política econômica será a mesma. “

    Aquele que pensa assim, até está certo no sentido de que será difícil a quem quer que vença fazer muito mais do que o PT tem feito, até pelo fato de que o Executivo não governa sozinho, e depende do apoio da base aliada. O Governo petista até poderia ser melhor caso fosse representado por um gênio como Lula, grande articulista político, com exímia visão em política econômica.

    Agora, que é possível piorar muito, principalmente na remota hipótese de ganhar um candidato neoliberal, isto a história nos dá exemplos abundantes.

    Basta que se verifiquem os indicadores socio econômicos da Europa neoliberal de hoje, e antes dele. Ou do méxico neoliberal; ou da comparação entre a era fhc, com seus 12 % de desemprego, e da era Lula, com o pleno emprego, menor índice de desemprego histórico.

    Quem acredita que um candidato como o do PSDB que desde já promete arrochos de todos os tipos, e promete tirar os sapatos diante do mercado, e diante dos interesses imperialistas dos EUA, que estude melhor a história deste país.

    Seria como comparar lobos e cordeiros e dizer que são muito semelhantes.

  21. Briguilino do Blog

    11 de maio de 2014 2:15 pm

    Puxando brasa para minha sardinha

    Não há nada de novo sob o céu de Canafístula.

    “O maior desperdício do país não é de água jogada fora, de alimentos que estragam em armazéns sem condições, de esgoto que é jogado nos rios: é de ideias desperdiçadas.”

    Pior que, usam as nossas ideias e não sequer reconhecem que são nossas. 

    Vejam esse exemplo:

    http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2014/05/fwd-fale-conosco-itau.html

    Há 05 anos atrás enviei para eles do Itaú e nada. Agora vejo o projeto adpdato em parceiros do banco – Extra, Maxx -. entro em contato com eles e, nada. É como se nunca tivessem recebido. Gostaria pelo menos de saber quem foi o idealizador do que eles colocaram em prática, para dar os parabéns.

    Eles não respondem, mas insistirei em denunciar o “esquecimento” do padrinhos e madrinhas da “nova política” reenvidicado pelos Blablarinos Campos e Marina.

     

  22. Chico Pedro

    11 de maio de 2014 2:20 pm

    Pelo fato do blog possuir uma

    Pelo fato do blog possuir uma orientação colaborativa e esta linha uma parte dos valores do seu proprietário de uns tempos para cá ressalta com veemência o conferencismo como condição sine qua non para o desenvolvimento do país. Método indutivo de aplicação. 

    Não há dúdiva, é bom que se façam conferências, assembléias, plebiscitos, referendos, conselhos etc e tal…Uma ferramenta a mais numa democracia combalida como a tupiniquin adiantaria para alguma coisa.

    O problema a meu ver está no tamanho da solução que confere à medida. Inclusive caberia uma retrospectiva daquelas que já ocorreram, seus motivos e resultados. Falta exposição crítica do mecanismo e um entendimento sobre sua não realização atualmente é sintomático de arroubos mais que uma prática deliberada. Ou então, seria só porque a Dilma não quis que não houve prosseguimento?

    Ademais, o país é muito mais que Brasília e vocês teimam com essa visão ultra centralizadora na vontade presidencial. Há canais interessantes de interlocução por aí afora nas prefeituras e nos estados. Digo, por exemplo, que aqui na Assembléia de Minas faz-se já tem tempo esse chamamento da sociedade para discussão de temas e assuntos relevantes. O programa é parte de um interesse de aproximação institucional.

    E daí ainda argumento o seguinte: descentralizar significa reduzir a distância entre uma ação que decide e aquele que sofrerá suas consequências. Direto ao ponto, desenvolver as capacidades políticas de entes subnacionais vem a calhar, permite que não apenas um Messias direcione os recursos do Planalto Central, mas as condições para surgimento de novas liderenças, fortalecimento de quadros partidários.

    O federalismo não é e nunca foi assunto do Braslianas, voltando ao início do texto, simplesmente porque não está no campo de interesse do Blog. É entretanto tão ou mais importante que conferências.

    Nós temos um super presidencialismo com dois partidos paulistas distribuindo cartas e não se – ironicamente – em outras idéias. Ora, já nesse caso em especial, o segundo depois do federalismo, não seria oportunidade de discutir partidos regionais?

    P.s: de modo paradoxal a redistribuição de poder não é interessante para a política no país porque o domínio se encontra num grupo bem definido: os grupos de interesse paulistas, políticos e empresários que jogam as cartas.

    Antes que me esqueça, o governo de Minas implorou pela renegociação da dívida do estado, os gaúchos se manifestaram também. Nada. Aí o Haddad assumiu uma prefeitura quebrada sem um puto tostão para investir. O que aconteceu? Rapidamente tramita no Congresso a renegociação da dívida. Puro e evidente paulicentrismo. Outro assunto que seria interessante para o Brasilianas…

  23. Jair Haas

    11 de maio de 2014 2:38 pm

    Velhas e novas políticas

    Todos tem opinião e são válidas. Mas o que realmente precisa mudar é a forma federativa do Brasil.

    Todo recursos imanado dos impostos, taxas e contribuições praticamente fica com a União, aproximadamente 76%, o restante é dividido entre os estados e municípios. Daí todos, sem exceção, governadores e prefeitos correm a Brasília desesperados por migalhas para poderem cumprir a Lei de responsabilidade fiscal. Nem vou falar em investimentos, porque isto, apenas a União tem capacidade para realizar. Assim, todos os municípios do Brasil estão na miséria, na penúria, devendo a todos os fornecedores. Não há perspectiva nenhuma para se aplicar uma verba em um projeto de médio e longo prazo, apenas são tapados os buracos quando ocorre uma manifestação do povo. Pura enganação, enrolação e enquanto isto não mudar, não há solução. 

    Não temos mais projetos de governo e sim apenas projetos de poder, aliás de perpetuação no poder.

    Quando isto mudar, e houver uma melhor distribuição das verbas, para que fiquem nos municípios e no estado ao menos 60% do que é arrecadado poderemos falar em políticas públicas.

    Tem governador prometendo apoio a Presidente Dilma porque ela autorizou uma liberação de verba via BNDES…..gente isto é EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. Um dia isto terá que ser pago. O estado fica mais endividado ainda. Mas como o governador não conseguiu fazer nada em seu mandato, tem que pegar e deixa para o próximo empurrar com a barriga. ISTO É INADMISSÍVEL.

    Será que ninguém enxerga? E o pior: O idiota do governador e do prefeito prometem apoio político para a reeleição do Presidente (não interessa o partido) desde que este libere um empréstimo…..NÃO TEM JEITO…ISTO É BRASIL….é a m…..do Brasil e seus políticos…..

     

    1. Francy Lisboa

      11 de maio de 2014 3:19 pm

       
      “Não temos mais projetos de

       

      “Não temos mais projetos de governo e sim apenas projetos de poder, aliás de perpetuação no poder.”

      Vc está falando de que Governo? o de SP ou Federal? Esse papinho de faso federalismo é para sublimar a incompetência de Governos estaduais que tem seus proprios tributos e são constantemente socorridos pela União. Isso é uma boa muleta vc não acha? Por exemplo, a culpa da falta de água não é nossa, é do Giverno Federal já que não tem federalismo no Brasil. Essa é uma das nossas principais mazelas, imputar culpas pelos próprios fracassos.

      Esse negócio de projeto de Poder é um mantra. E outra o Brasil que eu conheço não é tão M. como vc diz, mas, como dizem por ái, O Brasil e seus Brasis.

      1. Chico Pedro

        11 de maio de 2014 4:15 pm

        Cidadã, e daí que eles tem
        Cidadã, e daí que eles tem seus próprios tributos.? Ter sua própria competência para arrecadar não significa nem um pouco condições de promover soluções. O colega aí está certíssimo. Seria um assunto para discussão séria se não fosse totalmente desinteressante para Brasília e seus dirigentes paulistas redistribuir o poder. Simples assim.

        Aliás, prova melhor na há das dificuldades de municípios e estados que a proposta do governo para alterar o pagamento das dividas em flagrante socorro ao Haddad na sub-sede do governo federal.
        O novo, no caso o já alçado a condição de salvador futuro da pátria, não possui recursos em caixa para cumprir promessas.

        Enquanto a demanda não afetava os interesses políticos do PT não havia problema, fazia-se ouvidos moucos. Mas aí a historia muda com o risco de queimar uma carta do baralho.

        1. Francy Lisboa

          11 de maio de 2014 4:40 pm

          “Ter sua própria competência

          “Ter sua própria competência para arrecadar não significa nem um pouco condições de promover soluções”.

          Mais contraditóro impossível, quer dizer que o dinheiro desviado do metrô não poderia servir para nada? Veja como vc usa dois pesos e duas medidas, aponta que o Governo arrecada muito e tem obrigações, mas depois diz que só porque um Estado arrecada não significa que tenha condições. Ora, então quer dizer que no Caso do Federal é má gestão e no Estadual é “estar sem condições”? Que guarda-chuva ineressante. Para onde vai o tal ICMS e outros impostos? A Siemens e a Altom, no caso de SP, mostraram para onde. Mas parece que o Estado, segundo vc, não tem condições.

          Essa sua muleta está quebrada. Querer tirar responsabilidades estaduais e jogá-las nas costas federais é típico de quem não assume sua incompetência.

          1. Chico Pedro

            11 de maio de 2014 5:13 pm

            Vc está fazendo malabarismos

            Vc está fazendo malabarismos com a lógica e produzindo falácias. Meu argumento, vou repetir, é bastante claro: o dinheiro que estados e municípios arrecadam não é suficiente e dificulta sobremaneira a execução satisfatória de serviços públicos independe de terem ou não competência para administrar.

            A literatura sobre o assunto é vasta e se encontra em variados campos tais como história, ciência política e administração financeira. Basta pequeno clique no google para conferir o material. E visto que apresenta dificuldade no trato da questão, aconselho fortemente.

            Quanto aos seus argumentos pífios: desvios de recursos ocorrem apenas nos governos tucanos e isso compromete sua eficiência. Naqueles governos que satisfazem o suado dinheirinho dos fracos e oprimidos é todo ele devidamente alocado.

            Segundo, mesmo com a imensa competência desses governos, engraçado, faltam recursos para professores e policiais no Rio Grande e na Bahia. Por que será que se paga lá o mesmo tanto ou até menos que em governos tucanos.

            Terceiro, porque será que a prefeitura com mais recursos disponíveis no país precisa com urgência da aprovação de lei que alivie seu caixa.?

            Aí te devolvo a pecha de contraditório: seria o Haddad um incompetente ou andam desviando muitos recursos por lá.?

            Acorda, ignorante.! Saia um pouco do aquário maniqueísta e perceba que não é questão de PT x PSDB, é questão de permitir ao cidadão maior proximidade de decisões graves que o agente político tenha condições de implementar.

          2. Francy Lisboa

            11 de maio de 2014 6:01 pm

             
            É mesmo? Isso eu sei de cor

             

            É mesmo? Isso eu sei de cor meu caro, apesar da sua suprema erudição e inteligência. Todos os Governos Estaduais tem sua parcela de culpa, não adianta ficar achando que o federalismo do jeito que a sumidade da inteligência quer vai resolver as coisas. O que vc fala em colocar os cidadão mais próximos não se resolve com federalismo a moda Chico Pedro, existem instrumentos de participação popular meu caro. Mas acho que a sua inteligência sabe disso.

            Ah vamos ficar mais independentes e assim conseguiremos resolver todos os nossos problemas. Solução bastante inteligente (só da boca pra fora porque na primeira merda vai chorar e correr). Participação de entes locais em decisões locais são bem recebidas, mas eles não passam necessariamente por independência dos Estados. Aliás, o que vc  tem a propor como federalismo? Estou aqui para tomar nota da suas considerações. Obrigado por me iluminar.

          3. Chico Pedro

            11 de maio de 2014 6:51 pm

            Responder não parece ser o

            Responder não parece ser o forte aqui. E não estou falando de independência, nenhum político fala de independência quando comenta de federalismo.

            Realmente não sei de onde tirou essa idéia a não ser para distorcer mais uma vez a questão.

            Veja bem os links que enviei. Estão claros. Todos comentam da exígua quantidade de recursos. O que na verdade é apenas um aspecto da questão: falta falar dos recursos técnicos e humanos.

            Há muita responsabilidade para os entes subnacionais e recursos de menos para resolvê-los. AUTONOMIA sem capacidade financeira é um problema.

            Se você acha que não, simples, monte os argumentos. Deve ter por aí, talvez na necessidade de se manter a unidade territorial de um país desse tamanho. O motivo principal no princípio era este, a propósito.

            Enfim, valeu. Foi um prazer.

          4. Francy Lisboa

            12 de maio de 2014 8:13 am

            Ainda aguardo vc responder

            Ainda aguardo vc responder sobre as suas propostas. Acusar de nao ter popostas e alibi.

          5. Chico Pedro

            12 de maio de 2014 8:14 pm

            Sabe de nada…

            Sabe de nada…

          6. Chico Pedro

            11 de maio de 2014 5:14 pm

            Alguns links para te informar

            Alguns links para te informar melhor (todos são políticos petistas que vc conhece)

            http://www.politicalivre.com.br/2013/03/jaques-wagner-ve-avanco-de-entendimento-nas-propostas-para-pacto-federativo/

            http://www.estadao.com.br/noticias/geral,haddad-defende-alinhamento-federativo-contra-desafios,1024479,0.htm

            http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/102517/Tarso-debate-Pacto-Federativo-na-OAB-do-Rio.htm

            Seria o caso deles reconhecerm sua incompetência ou há desvios de recursos que o PIG não informa?

             

  24. JB Costa

    11 de maio de 2014 2:38 pm

    Alguns exemplos do

    Alguns exemplos do “novo”;

    -Chapa Aécio-Serra;

    -Candidatura do Eduardo Campos descobrindo  “novíssimos” personagens, a exemplo dos Bornhausen;

    -As propostas na área econômica do Aécio Neves, via o “neófito” Armínio Braga, de suspender os ganhos reais do salário mínimo e aumentar o desemprego. Tudo isso após consultar o “novo” guru da praça: um tal de Ludwig Von Mises;

    -A estatização dos meios de produção no ideário do PSB, partido do Campos e a possível nomeação de um tal de Karl Marx como ministro da fazenda;

    -O aumento de 10% dos valores do bolsa-família por parte da Dilma. Um upgrade genial  em termos de inovação nas políticas sociais. 

    -A Petrobrás como mote de campanha. Tática que vem desde a década de 50. 

    -As articulações visando apoios nas mesmas bases de antanho: promessa de cargos, sinecuras e que tais. Compromissos? Necas de pitibiriba. 

  25. JB Costa

    11 de maio de 2014 2:41 pm

    Verdade. Pode ser indigerível

    Verdade. Pode ser indigerível para alguns, mas é a mais pura verdade. O processo político brasileiro estagnou; parou no tempo e no espaço. Depois de 2002 só mudaram os personagens, o enredo é o mesmo. 

    Apontem-me as novidades, por favor. Estamos num quadrado. O debate político, salvo raríssimos momentos, se resume a:

    a) Quem fez mais.

    b) Quem roubou mais; ou roubou menos, a depender da perspectiva.

    c) Propostas e projetos redundantes, genéricos e demagógicos: crescer mais, fortificar as políticas sociais; fortalezer a indústria nacional; melhorar a educação, saúde, segurança; mais rigor no trato do dinheiro público; e blá blá blá………….

    Parece até que o país não sofreu um processo de inflexão enorme e profundo nesses últimos doze anos. Respeitadas as devidas proporções, as singularidades,  os fatores e variáveis, nosso processo de transformação pode ser comparado ao que sofreu o Japão e os tigres asiáticos. 

    Antes que me escalpelem: a comparação é apenas em termos superficiais, não estruturais. 

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 3:24 pm

      Gerontocracia

      Desconfie quando os que propugnam por mudanças têm mais de 80 anos de idade.

      Sarney, Renan, Lula, Dilma, FHC, e outros mais que são os  “luminares” da nossa política, junto com os “herdeiros” e você têm uma vesga do que é o comando político do Brasil.

      Se o povo despertar para esta elite e seus desidérios, ai sim vamos ter problemas nas Ruas.

  26. Felipe3

    11 de maio de 2014 2:53 pm

    errado. nao sao tres

    errado. nao sao tres candidatos da velha politica. sao TODOS.

    enquanto empresas financiarem os candidatos, os eleitos continuarao a governar para as empresas.

  27. Felipe3

    11 de maio de 2014 2:54 pm

    errado. nao sao tres

    errado. nao sao tres candidatos da velha politica. sao TODOS.

    enquanto empresas financiarem os candidatos, os eleitos continuarao a governar para as empresas.

  28. Filipe Rodrigues

    11 de maio de 2014 2:58 pm

    A maioria destes 75% que

    A maioria destes 75% que desejam mudança não devem nem saber votar direito:

    – Não compreendem que devem votar para o legislativo em alguém do mesmo partido ou idéias próximas de quem está votando para o executivo;

    – Sem um parlamento mais alianhado ao presidente é impossível mudanças estruturais, o Brasil é parlamentarista de fato, não vamos nos iludir;

    – Se o PT não passa dos 20% das cadeiras parlamentares é culpa do próprio PT, mas também desse povo que se diz indignado mas que se deixam levar pelo Niilismo.

    1. GEORGE Vidipo

      11 de maio de 2014 5:02 pm

      Forças progressistas

      O articulista se esqueceu desse quadro. A base progressista é pequena no congresso.

    2. aliancaliberal

      12 de maio de 2014 12:42 pm

      ” não devem nem saber votar

      ” não devem nem saber votar direito:” votar direito é votar no PT.

  29. José Carlos Damaceno

    11 de maio de 2014 3:09 pm

    JÁ TIVEMOS NO BRASIL

    JÁ TIVEMOS NO BRASIL CANDIDATO SALVADOR DA PATRIA QUE CONFISCOU O DINHEIRO DO POVO PARA ACABARCOM A IMFLAÇÃO E DEU NO QUE DEU,FAÇAM SUAS ESCOLHAS MAS PENSEM BEM ANTES PORQUE SE DER ERRADO O TEMPO PARA SE RECUPERAR É MUITO LONGO,BOA SORTE A TODOS. 

  30. Dario Lenza

    11 de maio de 2014 3:15 pm

    Aliança PSDB-PSB em Minas

    Aqui em Minas a vaca tá indo pro brejo na tal aliança Aécio-Campos. 

    http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/campos-p%C3%B5e-fim-a-afagos-e-psb-deve-ter-candidato-em-mg-1.843116

  31. Mário Mendonça

    11 de maio de 2014 3:22 pm

    Nassif
    Não coloco a

    Nassif

    Não coloco a responsabilidade na Cabeça dos Três Candidatos, e dos anteriores pós ditadura.

    A Mudança só haverá com a Mãe de todas as Reformas: A Política,  e para isso,  dependemos do Legislativo.

    O atual modelo é um fracasso que não atende os anseios da sociedade, mas sim interesses privados.

    E sem a colaboração da própria sociedade, não sairemos desse marasmo….

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 4:55 pm

      Nassif não é bobo

      Defende o seu e sabe quem manda.

      1. Mário Mendonça

        11 de maio de 2014 5:32 pm

        Alexandre
        São patrocinados

        Alexandre

        São patrocinados pelo sistema….

        Mas espero mudanças, apartir de 2015…..

        A Inclusão social também fomenta mudanças…..

        Terão que sair do marasmo…..

        Abração

         

  32. Andre SP

    11 de maio de 2014 3:33 pm

    Desculpe Nassif mas este seu

    Desculpe Nassif mas este seu artigo acaba caindo no mais do mesmo. Tenho 52 anos e a 40 anos escuto as mesmas cobranças: Mais saúde, mais educação e mais segurança!

    Cobrar sem apontar caminhos é retorica. Não tem como priorizar saúde e educação sem recursos e combate a corrupção. Ai caímos de pau em cima do juros pagos e a alta taxada SELIC. Tornar os impostos mais justos é uma guerra em que a mídia distorce e joga o povo contra o Governo.

    Para termos uma sociedade mais justa, primeiro precisamos de uma mídia menos empenhada em deixar tudo como está. Diferente do que alguns de nós queremos a maioria da população só quer ter mais dinheiro para viver um mercado de consumo. O sonho de consumo é mais forte do que um país mais justo.

    Então o que temos, é um cada um por si. É por este motivo que as manifestações eram difusas, elas não possuíam ideologia, só querem por que querem, mas sem se preocupar com o como.   

    O que temos nas ruas é o sonho de consumo e este sonho não tem como ser realizado e nem equacionado. Todo mundo quer é mais dinheiro para consumo.

    Pautas mais educação, mais saúde, mais segurança são pinçadas e verbalizadas em todos os pleitos. O atual governo foi o que mais se empenhou em oferecer respostas as estas demandas. Só que não existe dinheiro suficiente para que se alcance o ideal do imaginário popular e muito menos haverá reformas para que um dia chegue a ser próximo dentro de um ambiente capitalista onde o lucro dita o meio de ação.

    O povo quer utopia e nem sabe disso, as mudanças necessárias não será encontrada com uma reforma politica e muito menos com uma reforma tributária simples. A mudança deve vir da mentalidade da sociedade, elas precisam perder o ideal de que para serem felizes precisam ficar ricos e que o dinheiro sanaria todos os problemas de sua existencia.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 3:37 pm

      Covardes

      Venho há anos propondo medidas concretas à discussão.

      Ninguém discute.

      Tergiversam e covardemente mudam o assunto.

      O Brasil é comandado por covardes.

      A covardia é o elo que une todos os políticos do Brasil, com as excessões que confirmam a regra.

      Não dá para dizer que roubam o Brasil, eles ASSALTAM o Brasil pois têm o monopólio da força e a usam.

       

    2. EduardoCap

      11 de maio de 2014 3:57 pm

      O que é uma sociedade justa?

      O que é uma sociedade justa? Aquela em que você está satisfeito com aquilo que os outros fazem por você? Para mim sociedade justa é aquela que te deixa livre para trabalhar, aprender e construir sem ser roubado por terceiros ou pelo governo.

      1. Andre SP

        11 de maio de 2014 7:19 pm

        Seu comentário é o retrato do

        Seu comentário é o retrato do cada um por si, como afirmei no meu comentário! Agora apresente caminhos para a melhora das pautas educação, saúde e segurança?

        Me aponte de onde virão os bilhões necessários para atender estas pautas, de como distribuir por todo o território nacional sem privilegiar ninguém, como atendender as demandas de forma igualitária.

        Seu pensamento é totalmente individualista, está mais no primeiro eu e o resto que se dane! Você quer contrapartidas, mas não quer pagar impostos, quer emprego e espaço para progressão, mas, não está preocupado se existe espaço para todos.

        Viva a anarquia!

        Isto é a lei da selva, é a lei dos mais fortes, a dos que tem mais dinheiro. É o jogo de cartas marcadas onde tudo fica como está. A mudança esta em optar por caminhos onde todos possam conviver em harmonia. 

        Pessoas como vc pensam que meritocracia resolve tudo. Imagine se tivéssemos uma sociedade só de doutores e engenheiros. Quem iria recolher nosso lixo, quem limparia nossas ruas, quem construiria nossas casas, quem levaria nossos filhos as escolas, quem produziria os alimentos para consumirmos e por ai vai.

        Somos uma sociedade interdependente, todos possuem méritos, você não quer ser lixeiro por considera-la uma profissão degradante. Pois é! Ela é degradante e ainda pagamos salários degradante, mas, é fundamental para nossa sociedade, sem eles nossa sociedade seria um caos.

        O termo sociedade é interessante, nos declaramos sócios na construção de uma civilização, mas, possuímos escravos para fazer tudo aquilo que não nos prestamos a fazer. Ainda os declaramos incapazes de realizarem qualquer função diferente, condenando-os as favelas e maus-tratos. Bela sociedade a nossa, onde uns tem do bom e do melhor e os outros o chicote nas costas.

         

          

        1. Flávio Faria

          11 de maio de 2014 10:47 pm

          Parabéns!

          É por existirem pessoas como você que a gente pode acreditar que a sociedade ainda tem jeito. Parabéns, amigo.

  33. Rafael de Almeida

    11 de maio de 2014 4:24 pm

    Mudança Radical, ampla e irrestrita, doa a quem doer.

    Infelizmente, meu amigo, nosso pais so tem um jeito, Uma mudança total em tudo, começar de novo.

    Quem for inteligente, vai ler o que quero dizer , nas entrelinhas.

    Fora disto, não temos remedio ou salvação.

    A maquina esta podre, corrompida e por si só, não permite reparos.

    Povo acorda, ir as ruas por miseros 0,20????????????

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 4:44 pm

      Vai de taxi

      Na verdade e o linchamento desta semana da dona de casa do Guarujá não me deixa mentindo sozinho nesta, o povo está pagando para ir às ruas em busca de justiça.

      Teve linchador que foi de taxi.

  34. aflito

    11 de maio de 2014 4:39 pm

    socorro

    Tenho que exercer minha obrigação como cidadão, e votar para presidente. Mas os candidatos que se apresentam não me convencem de forma alguma. O que fazer?

    1. Artaud

      12 de maio de 2014 12:48 am

      Muro.

      Vote em branco. É uma das opções que se apresentam.

      Estará exercendo plenamente sua obrigação cívica e seu direito como cidadão.

      E abrindo mão de fazer críticas àquele(a) que foi eleito. Ou estabelecendo um álibi legítimo para criticar tudo e todos, uma vez que não votou em ninguém.

  35. Miguel A. E. Corgosinho

    11 de maio de 2014 4:47 pm

    A sua cabeça é como romã?

    Talvez o estado do Estado esteja tendo dificuldades em avaliar o seu único tesouro: O valor da sociedade. E se sinta obrigado a se endividar pela interpretação da riqueza, falhando com a sua responsabilidade em consideração, deixando uma a medida fora nos representar, com as consequencias de um romã partido, para realizar as coisas no futuro.

    A mudança de comparação dos candidatos virá quando um político de expressão entender que os propósitos de defesa da proteção social do país permanecerão depois dele se o país criar o seu próprio perímetro de garantia exterior das situações da economia, ocupado-se com a projeção de valor, para o patrimônio da sociedade – no qual o Estado reflete o padrão de relacionamento da política e da economia como um só jogo de rebuscar a verdade da produção – digamos ele espelhe que temos em nós atitudes e espectivas para nos manter correspondidos em frequencia com a pureza monetária.

    E quero que você vote comigo!

     

     

     

  36. Chico Pedro

    11 de maio de 2014 5:09 pm

    Nassif,
    Por que repercute tão

    Nassif,

    Por que repercute tão pouco a questão do federalismo em seu blog?

    1. Vasco Klinger de Lima

      11 de maio de 2014 6:36 pm

      Três candidatos disputando a velha política

      Nassif, você identificou qual é a novidade que o eleitor aspira, mas parece que vc não a assume em todas as suas consequências, segundo minha perpecepção. Para mim o leitor quer uma nova forma de fazer política. Nesta, como você bem comentou as palavras de ordem são: participação e poder decisório. Eles detestam a política, porque a forma oferecida pela democracia representativa está esgotada. Não atende ao cidadão contemporâneo, integrante de uma sociedade transformada pela revolução da informação. Não se trata do cidadão dos séculos XIX e XX para os quais o simples direito de votar era a culminância do processo de cidadania, ficando a responsabilidade do exercício político nas mãos do representante eleito. Hoje, o cidadão está interligado pelos meios eletrônicos e sobretudo pela internet não só aos demais cidadãos, mas recebe um fluxo de incessante de informações, estando, às vezes, mais informados sobre certos assuntos do que seu representante. As redes sociais e o acesso direto aos centros difusores de informação são uma realidade. Enquanto isso, as instituições políticas são as mesmas dos séculos XVIII e XIX. O resultado é que o cidadão se sente frustrado por não ter poder sobre seu representante, depois que o elege, nem pode compartilhar do poder decisório deste.

      Ademais, ele sabe que o poder decisório passa longe das urnas, sobretudo, depois da perda de autonomia dos Estados nacionais. Estes se tornam presas do estado maior do capital financeiro internacional. Nenhum governo se sente com força para resistir a pressão, quando a aferição de sua legitimidade só pode ser feita unicamente pelo parlamento, quase sempre dominado por testas-de-ferro do sistema. Só pode ousar, quando tem o povo a seu lado, como se deu na Islândia, quando foi preciso rejeitar a receita recessionista exigida pelo capital financeiro.Através de plebiscito o povo rejeitou o diktat da Troika.

      Pois bem, a Constituição de 1988, nos dá a fórmula pela qual podemos ter instituições democráticas adequadas às novas exigências da cidadania contemporânea. No Parágrafo Ùnico do art 1º diz:” Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Mais na frente o Centrão conseguiu colocar um artigo dando exclusividade ao Congresso Nacional para convocar referendos e plebiscitos. Pois, bem basta modificar esse artigo, acabando com essa exclusividade, e dando ao povo o direito de convocar plebiscito e referendo por iniciativa popular. Assim, poderemos fazer a reforma política, estabelecendo o recall (direito de cassação do representante pelo eleitor), veto a leis, direito de emendar a Constituição por projeto de iniciativa popular. Com isso, a política se tornará atrativa e gratificante, pois os próprios cidadãos poderão intervir diretamente nas decisões. Assim, é na Suiça e em alguns países da América do Sul. O recall é praticado em 13 dos estados, nos EUA. Isso é válido não só para o Brasil, mas para o mundo todo, onde o sistema representativo é inoperante e leva ao absenteísmo eleitoral. Aliás, só dessa forma livraremos o regime democrática da desmoralização e do perigo de ser substituído por regimes de cunho fascistóide. Essa é a mudança que os eleitores querem, o resto é bla-bla-bla e tergiversação. Onde estão as forças democráticas e progressistas que não encampam uma campanha popular para a apresentação de uma proposta de democracia participativa, tal como está preconizado na Constituição? Não compreendo tamanha falta de visão.

  37. Pachecão

    11 de maio de 2014 6:20 pm

    Nassif, parabéns pelo texto.

    Nassif, parabéns pelo texto. Muito bom.

    Infelzmente parece que a opção, com Dilma Roussef, voltou a ser pela tecnocracia.

    O povo brasileiro tem uma característica bem peculiar, participa quando é convocado a participar, mas se não o for, fica passionalmente aguardando os acontecimentos. Por isso é dever do governante entusiasmar esse povo a participar e retribuir com o atendimento das suas demandas, porque também, ouvir e não fazer porra nenhuma, não adianta nada.

     

     

    1. Andre SP

      11 de maio de 2014 9:53 pm

      Quem deseja a tecnocracia são

      Quem deseja a tecnocracia são as Oligarquias e as Coorporações. O povo nem conhece o termo. A Dilma apenas está investindo em crescimento economico para poder distribuir renda e tirar o país da dependencia externa por tecnologias, coisa que em uma economia globalizada é de um trabalho arduo.

      Para as Coorporações não interessa que o Brasil seja um país autosuficiente, isto provocaria um desiquilibrio global.

      Por mais que queiramos, não conseguiremos escapar da situação de exportador de grãos e matérias primas. A economia globalizada irá jogar contra. Os problemas estruturais brasileiros passam também por um novo modelo mundial de governança.

      Não tem como mudar o Brasil sem que o mundo também não mude. O que pode ser feito no curto espaço de tempo é apenas tratar os sintomas das injustiça social, ampliando os programas sociais e tentando aos trancos e barrancos impor uma melhor distribuição de renda.

      1. Pachecão

        12 de maio de 2014 12:56 am

        Parabéns pela defesa bem

        Parabéns pela defesa bem embasada do possibilismo radical. Embora eu discorde de você.

        Mas é o que está ganhando hoje no Brasil, o possibilismo, infelizmente.

  38. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de maio de 2014 6:26 pm

    Em dois momentos nos últimos
    Em dois momentos nos últimos anos Dilma conseguiu captar o desejo de mudança. O primeiro, no plano interno, foi a utilização dos bancos públicos para derrubar a taxa de juros do mercado (infelizmente algum tempo depois ela recuou). O segundo foi quando, no plano externo, enfrentou a espionagem massiva dos EUA através na internet na ONU e decidiu comprar os caças Gripen. Nas ultimas semanas Dilma ficou muito na defensiva por causa da campanha desencadeada para destruir a Petrobras e o monopólio estatal do petróleo. Ela deveria ter usado a oportunidade para apresentar e defender uma nova Lei de Meios empurrando a imprensa para o abismo. Infelizmente Dilma foi muito cautelosa. CORAGEM PRESIDENTA, ESTAMOS COM O SACO CHEIO DA VELHA CONCILIAÇÃO DAS ELITES QUE PARALISA O PAÍS.

  39. pORÉM

    11 de maio de 2014 8:44 pm

    É isso  que acontece quando o

    É isso  que acontece quando o povo na rua, 59% grita qual deve ser o candidato e burrocratas, para ser simpático, impõe que o povo fique apenas com opções velharias que nada irá alterar-se

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      11 de maio de 2014 9:55 pm

      Falência total dos partidos políticos

      Partidos políticos ineficientes em captar as necessidades da população e oferecer alternativas aos eleitores.

      Justiça eleitoral enviezada que impede candidatos que representam os ânseios legítimos do povo de se apresentarem como candidatos viáveis e alternativos aos esquemas atuais.

      Por fim, uma classe política profissional que só se preocupa em manter o poder e as mamatas.

      Mas vai mudar.

      Mais rápido do que muitos pensam.

      1. Artaud

        12 de maio de 2014 12:42 am

        Ânseios Legítimos do Povo.

        Poderia o prezado apontar ou mesmo nomear aqui um dos  ‘”candidatos que representam os ânseios legítimos do povo de se apresentarem como candidatos viáveis e alternativos aos esquemas atuais.” ?

        Seria-me bastante útil para votar nele(a) em Outubro próximo. 

        1. Alexandre Weber - Santos -SP

          12 de maio de 2014 2:17 am

          Candidatos avulsos

          Penso em candidatos avulsos, vindos de movimentos populares, ou figuras de destaque e nomeada.

  40. Miguel A. E. Corgosinho

    12 de maio de 2014 12:13 am

    A sociedade é divida em duas

    A sociedade é divida em duas partes, uma das quais é superior a sociedade, e ninguém vota nesta última.- para presidência dos bancos.

    Enquanto prática no blog é uma coincidência com as estrelinhas dos meus comentários. 

  41. Flávio Faria

    12 de maio de 2014 2:26 am

    Inclusão, inclusão, inclusão

    Nassif, participação, cidadania, inovação em gestão e tecnológica, profunda mudança nos paradigmas vigentes da Educação: isto é o novo que está em aberto pra gente construir. Basta dar uma passada em alguns comentários excelentes desse tópico para ver como há espíritos sintonizados com o novo. O Brasil tem cabeças pensantes e gente com disposição para criar o novo. O nosso maior tesouro é a força do nosso povo e da nossa cultura, que com todos os problemas ainda somos o povo mais otimista do mundo, com razão: o Brasil está começando a andar agora. Por isso, Nassif, por favor não misture o sentimento do novo com as manifestações de junho, aquilo não passou de uma velha “marcha da família”: uma classe média tradicionalmente míope que se acha melhor do que o resto do país. Há um profundo abismo de classes no país, precisamos transformar o Brasil realmente num país de renda partilhada. Este é o novo que precisamos construir.

  42. A.R.Carvalho

    12 de maio de 2014 4:31 am

    Não é possível concordar com

    Não é possível concordar com Nassif. Marina até fazia referência uma ideia de democratização de democracia, sem, no entanto explicar o que isso significa. Eduardo Campos nada falam sobre isso e o aprofundamento das políticas de inclusão social. Ao contrário: até agora só se encontraram com aqueles que estão do lado do mercado, como verificou até mesmo o Demo Cesar Maia. Dilma, ao contrário, além de adotar medidas tendentes a respondar os anseios da população, como os cinco pactos, incluindo o Mais Médicos, insiste em ampliar os mecanismos de participação (referidos pelo próprio nassif). É isso mesmo: o que se deseja é o aprofundamento das políticas de inclusão social e maior participação. Esse é o desejo de mudança da população. 

  43. A.R.Carvalho

    12 de maio de 2014 4:31 am

    Não é possível concordar com

    Não é possível concordar com Nassif. Marina até fazia referência uma ideia de democratização de democracia, sem, no entanto explicar o que isso significa. Eduardo Campos nada falam sobre isso e o aprofundamento das políticas de inclusão social. Ao contrário: até agora só se encontraram com aqueles que estão do lado do mercado, como verificou até mesmo o Demo Cesar Maia. Dilma, ao contrário, além de adotar medidas tendentes a respondar os anseios da população, como os cinco pactos, incluindo o Mais Médicos, insiste em ampliar os mecanismos de participação (referidos pelo próprio nassif). É isso mesmo: o que se deseja é o aprofundamento das políticas de inclusão social e maior participação. Esse é o desejo de mudança da população. 

  44. J.Roberto Militão

    12 de maio de 2014 4:57 am

    MARINA por um governo de Transição Democrática

    Em pelo menos dois artigos nos últimos dias – “TRÊS CANDIDATOS DISPUTANDO A VELHA POLÍTICA” (10/5) e  “TRÊS TENORES SEM PARTITURA” a análise do Nassif aponta para a única solução do presente momento de desalento nacional, de descrença na política, da impossibilidade de qualquer reforma profunda com o atual quadro de representação viciado, de sentimento generalizado por ´mudanças´. Por isso reitero que a conjuntura nos trouxe a raríssima oportunidade de – sem traumas nem rupturas – criar-se um ambiente político com o apoio popular para viabilizar as grandes reformas estruturais que o país espera e necessita.

    A anomia política; a ausência de uma plataforma viável e essa falta de partituras nas propostas das candidaturas presidenciais decorrem menos da incapacidade política dos candidatos e em muito mais do ambiente político degradado que tem afetado o ânimo da população.. Queremos mudanças mas já não acreditamos nelas.

    Por isso precisamos de UM GOVERNO DE COALIZAÇÃO E TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA

    Essa reflexão com base em Maquiavel não é contra Eduardo Campos, Dilma ou Aécio, pois qualquer um deles vencedor das próximas eleições apenas pelas disputas eleitorais baseada na velha política estará fadado a ser derrotado pela corrosão desse viciado ambiente político.

    A continuidade dos programas de transformação do Brasil, iniciadas por FHC, aprofundadas por LULA e continuadas por DILMA, exigem novas estruturas institucionais que as consolidem com vistas às próximas gerações.

    Para isso, exigem as boas razões maquiavélicas, aqui lembradas em artigo de 21/4 pelo professor Aldo Fornazieri: a virtude, a fortuna e a prudência. São qualidades que o acaso conduz à oportunidade da simbólica figura política de MARINA SILVA nessa quadra histórica. Poderosas forças políticas impediram o registro do partido REDE o que acabou viabilizando a opção desta 3ª via ora disponível.

    Nessa semana da páscoa de 2014 foram lançadas em Brasília as pré-candidaturas do PSB à Presidência da República, com EDUARDO – Presidente e MARINA – Vice. Como era esperado não houve disputa nem fraturas internas desejadas por alguns. Marina, virtuosa como sempre, reconhece em Eduardo a primazia de uma candidatura posta quando da conjuntura de sua filiação ao PSB.

    Porém, essa chapa mesmo que vencedora nas eleições, sob o ponto de vista dos interesses da nação – nem qualquer outra candidatura – não será de fato vitoriosa pois continuará refém da ´velha política´. O Brasil nas atuais condições políticas está cada vez mais ingovernável. A crise institucional está solapando o poder político. O sistema de representação eleitoral perdeu a legitimidade republicana para a eleição e o pleno exercício do poder em nome do povo. 

    Para a viabilização de uma verdadeira terceira via, eleitoralmente viável, é preciso que o sentimento de oportunidade chegue ao coração de EDUARDO CAMPOS para colocar à frente de um ´Programa de Transição Democrática´ a convocação de MARINA SILVA que tem afirmado “Meu sonho não é a Presidência da República” e lhe diga que chegou a hora não de presidir a República, mas a de Presidir um Governo de Transição Democrática, a hora de se colocar nessa ´campanha´ nacional com o pedido de apoio popular através do voto.

    A primeira pré-condição a ser aceita por MARINA é a de redução do próprio mandato para três anos e o fim das reeleições para o executivo e a limitação a uma reeleição para os legislativos. Dizer também que esse governo, se apoiado pelo voto da maioria, estava autorizado a ser um governo de coalização, com a convocação do PT e do PSDB para comporem as bases de profundas reformas institucionais. Assim, estaria se garantindo ao povo, que já em 2017, feitas as reformas constitucionais e infra-constitucionais em 2015 e 2016, estará assegurada a nova escolha para novos mandatos de cinco anos, com a coincidência, em todo o Brasil.

    >> continua: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/momento-para-um-governo-de-transicao-democratica 

  45. Anúbis.

    12 de maio de 2014 12:12 pm

    O novismo ou o partido da obsolescência.

    Está em curso mais a gestação de mais um formato conservador: O novismo, que pode ser definido de forma simplista como o desprezo pela política tendo como justificativa a sentença de que tudo que aí está é anacrônico ou não se encaixa as novas espectativas.

    Mas que espectativas?

    Bem, citam o renascimento de “novas” (velhas) formas de organização, onde 800 ou 1 milhão de delegados em “n” conferências devem valer por 140 milhões de votos, submetendo mandatos outorgados por contagem de “garrafinhas”, como quase sempre acontece em conferências estaduais, municipais e nacionais, onde os agentes políticos que estão nos governos ou partidos tratam de aparelhar as escolhas dos “representantes”.

    Novo?

    Nada, só a boa e velha democracia e seus cacoetes.

    Mas os novistas não pretendem o novo de verdade, porque o novo, de verdade, é respeitar a Democracia e seu tempo, e em se tratando de Brasil, tudo é novo, sempre.

    Temos 3 anos entre 1934 e 1947, mais 14 anos entre 1950 e 1964 e agora 25 anos entre 1989 e 2014. Ou seja, tudo novíssimo, em que pese a posição relativa dos atores e seus métodos serem parecidas.

    É claro que se dejesa o aprefeiçoamento das formas de representatividade, mas é tolice ou ingenuidade supor que um slogan, “novo”, vá decretar o fim da dialética e da História, ou da práxis política.

    Porém, se olharmos bem de perto, o novismo tem um alvo certo, isto é: aqueles que carregam a responsabilidade de governar um país que durante 500 anos acumulou novas maneiras de dominação, violência, exclusão social e pobreza.

    A cada sinal de dissenso, as elites inovavam em controles ideológicos, golpes, mídia e marketing.

    Tanto é que mesmo diante da enorme novidade de termos milhões incluídos, milhões nas faculdades e universidades, milhões com casa, com médicos, etc, há ainda os que proclamem que tudo isto está velho, sem que nem tenhamos terminado a tarefa de alcançar algo parecido com justiça social.

    Dizem “ótimo, mas queremos mais”.

    Beleza, mas repito a pergunta: será uma agenda, uma pauta, uma palavra (“novo”) que vai construir a novidade, ou a novidade está em curso e ninguém ainda se deu conta dela, porque de tão nova que ela é não consiga ser percebida?

    Engraçado é o povo: quer mudança, mas vota naquele que mais confia, quer o fim da corrupção, mas sabe isolar o moralismo inútil, quer avançar, mas nunca a qualquer custo.

    Será que os novistas querem a velha novidade de Democracia sem povo? 

    Estranho mesmo é ver o pessoal que fala em “novo” abraçado com Bornhausen…

    Mais engraçado ainda é a religião das pesquisas: Passam anos dizendo que a situação está um caos, e depois saem as ruas perguntando se uma mundança pode melhorar?

    Qual resultado esperam?

    Ainda assim não conseguem entender quando o povo, apesar de assediado, continua a acreditar que qualquer mudança só vai dar certo se conduzido por quem já mudou tanto este país.

    ‘Tá tudo certo: deixemos este pessoal de lado enquanto ganhamos mais uma eleição.

    Afinal, o que restou a eles é o direito de espernear.

  46. aliancaliberal

    12 de maio de 2014 1:25 pm

    Sobrevive não o mais forte

    Sobrevive não o mais forte nem o mais inteligente,  mas o mais adaptável.

    Politicos que chegam a posições elevadas na hierarquia dos  partidos são os que se adaptaram a realidade nacional e ao sistema eleitoral.

    A “peneira” seleciona não o melhor politico para o país, mas o que na prática obtém melhores resultados na urna.

     

     

  47. Raí

    12 de maio de 2014 1:26 pm

    O que significaria “o novo” em política ?


    Quando ecloodiram as primeiras manifestações da sociedade civil, feitas atravéz de setores da juventude e de alguns movimentos sindicais, parecia que estávamos para entrar numa nova era, no que concerne à real participação desta sociedade dita exigente, na política, e nas mudanças que o país precisava(e precisa)fazer. Entretanto, quando aqueles novos atores que lideravam os movimentos populares foram questionados, deixaram bem claro, que não tinham motivações políticas, e até negaram suas simpatias partidárias, como se fosse possível, conseguirmos mudar alguma coisa a nível institucional, sem o “atalho” dos partidos, a quem cabe definir os rumos do futuro deste país.

    Infelismente, a governança está intrinsicamente ligada aos partidos, tanto que os prefeitos dependem dos seus governadores, pelos FDMs, para qualquer obra de porte, dados os seus parcos recursos arrecadatórios, que na grande maioria das veses, sequer “empata” com a folha de pagamentos de seus funcs; Os governos Estaduais, tambem estão umbilicalmente ligados e dependentes dos mesmos fundos de participações que recebem da União, e assim sendo, mantêm com seus deputados federais, uma relação de dependencia e de compromisso com a obrigação de que aqueles, “trabalhem” em prol da obtenção de recursos, para seus Estados, que do contrário, não sobreviveriam . Já os Deputados e Senadores, são “obrigados”a manterem uma relação incestuosa, com o Executivo, pois seus compromissos e promessas às suas bases, levam-os a “venderem-se”(chamam a isso de aliança)aos líderes do Congresso, em troca de emendas, que efetivamente, o que ques mantem vivos politicamente falando, pouco se importando, com as reinvindicações da sociedade civil, pouco organizada.

    Dito isso, prova-se, que os fóruns aonde os “novos”atores políticos poderiam conseguir levar adiante suas reinvindicações, são os partidos, porem esperar que os atuais “dinossauros” políticos façam isso naturalmente, é pura utopia.

    “Novo” em política, é participar dela atuando dentro dos partidos políticos, mudando a forma, como atualmente eles atuam, e exigindo que os ditos líderes políticos, ouçam a vóz das ruas, e revertam seus valores e maneira de fazer política, voltando seus olhos e ouvidos, para a “nova” geração.

    A Presidenta Dilma, bem que tentou, após aquelas primeiras manifestações de junho passado, abrir os olhos e os ouvidos, para este clamor, convidando aquelas pessoas que se diziam líderes das massas, a exigir nas ruas, uma profunda reforma política,colocando nela,as suas ideias, ajudando ao governo, a implanta-las, ou seja, que saissem dos “palanques” ditos apartidários, e que colaborassem com os programas ora em ação, e injetassem suas energias a favor das reformas pedidas, pois unidos seríamos mais fortes, para reformarmos(ou obrigássemos ao Congresso) a aprova-las. Tudo em vão. Eles sequer sabiam efetivamente, pelo que estavam lutando, era apenas uma massa de incultos jovens, sendo manobrados e comandados(nas sombras)por partidos políticos enexpressivos, porem extremistas, que nada mais queriam, do que subverter a ordem, e desconstruir o que o PT, está fazendo. Então como “clamar” pelo “novo” se este novo, não tem liderança ?

    1. Ana Paula B. Costa

      14 de maio de 2014 8:19 am

      Grafia

      Infelizmente se escreve com Z. 

  48. carlos saraiva e saraiva

    12 de maio de 2014 1:34 pm

    Gostaria de perguntar ao

    Gostaria de perguntar ao articulista. O que é “nova politica”? Explicar melhor quem deseja “mudanças”? E o que são estas mudanças? As manifestações passadas, queriam mesmo mudanças? Que mudanças? Faço estas singelas perguntas, pois me parece que este discurso está sendo formulado pelo que há de mais retrógrado, mais “velho”, mais condervador, que não desejam e nunca trabalharam para “mudar” nada. Parece estarem contaminando e construindo um “senso comum publicado”. Arrocho salarial, aperto fiscal, “responsabilidade na politica de emprego”, para “não desequilibrar a inflação e as contas públicas”, “choque de gestão”. Esta , é sem dúvida uma “velha politica”. que não muda nada e já provou seu fracasso, alem da não participação e demonização dos movimentos sociais. Agora, aumento de emprego, distribuição de renda, abertura de oportunidades para a “nova” classe trabalhadora em ascenção, entrarem na universidade, no ensino técnico. Fazer com que esta “nova” classe seja protagonista da verdadeira “mudança”, isto sim é “nova politica”. Portanto o discurso colocado aqui pelo articulista , é ambíguo, contraditório e afinado com o discurso que a oposição , junto ao monopólio midiático, prega. Mesma politica econômica? O articulista sabe, que não é verdade e as vezes, coloca, dissimuladamente nas entre linhas. As “manifestações” tão decantadas, precisam ser melhor analizadas, bem como , as tentativas de “não vai ter copa”, “CPI da Petrobrás. Os ditos “liberais independentes”, parecem ceder aos cantos de sereia do “senso comum publicado”.

  49. Antonio Passos

    12 de maio de 2014 4:55 pm

    O que é “novo” e o que é “velho” ?

    Não seria “novo” a diminuição drástica da miséria nos últimos dez anos ? Não seria “novo” a transposição das águas do São Francisco, esperada desde o império ? Não seria “novo” não recebermos mais visitas do FMI para ditar as regras de nossa economia ? Não seria “novo” termos 350 bilhões de reservas ? Não seria “novo” a ressureição da indústria naval ? Não seria “novo” termos passado uma gigantesca crise mundial sem o país quebrar ?

    Quer dizer que “a política econômica” será “a mesma” com Mantega ou Armínio Fraga ? 

  50. César

    12 de maio de 2014 7:15 pm

    A novidade?

    A novidade é um governo priorizar de fato a Nação e seu povo, principalmente os mais desvalidos, oras.

    E isso não pode ser tratado como banal, como usual, comum. Seria um erro fatal considerar que o que Lula e Dilma fizeram em seus governos, nas mais diversas frentes, como uma coisa que qualquer Aécio e cia. ou Campos e cia. faria.

    Precisa ter tutano, precisa ser aço pra fazer isso e aguentar o pau da mídia e das elites comendo no lombo dioturnamente.

    Nassif, não se contente com o que temos tido nos anos de Lula e Dilma à frente do governo, mas, por favor, não banalize as valiosíssimas conquistas que eles têm trazido para o Brasil. E nem queira insinuar que tanto faz quem seja o eleito em 2014.

    Atualmente eu sinto que meus filhos, um de 21 e outra de 11 anos, podem ter um futuro bem mais interessante. Podem viver num Brasil bem mais justo e desenvolvido que aquele que eu vivi.

    1. Miguel A. E. Corgosinho

      12 de maio de 2014 8:24 pm

      Discordou do Nassif? Tranca

      Discordou do Nassif? Tranca nas estrelinhas. rs

    2. Flávio Faria

      12 de maio de 2014 9:54 pm

      Bravo, César

      Bravo, César. Tenho quase cinquenta anos e só depois de maduro estou vendo uma perspectiva que preste de país! Acho engraçado quando tentam interpretar para mim o Brasil, ora, o Brasil sou eu: o povo sabe o que têm representado os governos do PT com a sabedoria da pele. Uma coisa é o mercado de opinião, outra é a realidade vivida e concreta. Não vamos endeusar ninguém, mas nenhum outro político ou analista hoje tem a capacidade de percepção e empatia do Lula, por isso o Lula é o líder que é. E aos desavisados, Lula é Dilma e Dilma é Lula.

  51. Miguel A. E. Corgosinho

    12 de maio de 2014 7:23 pm

    Basta de indicadores e suposições

    Gostaria,  ao invés de pedir votos ou subliminarmente retroceder juízos, me limitar à análise econômica sem a qual nenhum dos candidatos por si mesmo pode fornecer a própria intuição que permita superar o bloqueio crítico que se encontra o país, e passe para o campo da conceituação da teoria de univocidade da suficiencia e irretroatividade pública da esfera política. 

    Como podemos formar conceitos sem que se perceba primeiro que não temos este lugar inteligível de mostrar valor, onde todas as noções dos conceitos das pessoas são determinadas nele?

    A verdade é que quando se trata de avaliar a situação do país temos substituido as ações da economia por  pessoas em nome de ocorrências em que estas discussões estão despojadas da constiuição de referências de objetos que cubram o Estado com o domínio de um valor objetivo.

    Portanto, se é do governo que estamos falando do próprio ser e não fora dele, e assim do nosso conceito de valor, de que todos os outros são determinados ser, deve-se desinvestir o  Estado e conhecê-lo segundo o seu próprio mistério de fonte, de que falei a pouco para o(a) presidente conduzir a economia. 

     

    A estrela abaixo é falsa.

     

     

  52. Mogisenio

    12 de maio de 2014 9:59 pm

    Grupos de interesse na disputa

     

    Opa opa opa,  candidato disputando alguma coisa ? Ora, ora , ora,  candidato  só busca voto de desavisados. Só isso.

    A disputa mesmo ocorre onde não se vê. A disputa se encontra, nos bastidores,   nos grupos de interesse. E no Brasil, hereditário,  rentista , conservador,  fornecedor de matéria prima e mão de obra baratas , fica fácil deduzir de onde vêm as tais “disputas”. 

    Suponho que a reunião “daqueles que mandam ” escondidos em seus quartéis, lá nos bastidores do poder,  ou melhor, onde realmente se encontra o PODER,( numa matrix da vida)    lá no seu âmago mesmo,  devem se perguntar: quem vai mamar na teta nos próximos 4 anos?( dependendo, na prática, já são 8 anos). Ato contínuo, nova pergunta: Como vamos “vender a imagem” de um  candidato “que agrada o povo?  Já sabemos que o povo é   desarticulado, desavisado e babaca de sempre, portanto, precisamos arrumar um jeito de  introduzir  “nossas ideologias” na cabecinha dessa brava gente idiota. Então, como faremos dessa vez?

    E quanto à  economia, já pedindo desculpas para os “furtados” da vida, essa não passa de um instrumento a ser usado por um grupo de interesse qualquer. Para provar isso, basta colocar um economista  representante dos interesses da mão boba e nada  invisível  para debater com um cepalista da vida, que já foi “Furtado” e ainda continua sendo “furtado”. “Os números” comprovam que …. blá, blá blá. Sabe. Aquele “picles”, de sempre.

    Já disse isso aqui, razão pela qual, peço  desculpas pelo repeteco: O Roberto grandes campos latifundiários sempre vence o furtado Celso.

    O máximo que se  pode ocorrer,   como resultado de uma suposta   disputa de meia tigela,  é repartir mais fatias de um “bolo” fermentado com data de validade vencida. Vencida desde os tempos das importações substituídas às custas da sempre atrativa super mais valia à serviço da verdadeira  “renda”.  Noutras palavras, é  confeitaria que dá um bolo no bolo.

    Obs: Diga-se de passagem, não venham me dizer que RENDA=PRODUTO=DESPESA. Isso é papo furado!

    RENDA deriva do trabalho e se aloja não mão boba e visível de poucos.

    Voltemos ao bolo.

    Troca só o tempero mas o velho bolo tá ai fermentando, fermentando, fermentando, e distribuindo fatias vencidas. Não passa disso. 

    Num passado recente, portanto, “Dantes”, combinamos – à base da democracia fajuta representativa nada direta- que seguiríamos um tal “acordão” mais conhecido como  constituição da res pública. Mas, convenhamos , aqui no brasil tá mais pra res privada que pública. Vamos combinar…

    Sabidamente, colocou-se ali um tantão  de norma bonita, mas  que programa, programa, programa, e acaba  “empurrando” problema do bolo vencido para frente.

    Uns até que tentam , de fato, servir uma fatia mairo  do bolo para os “penetras” ( o povo)  Mas, estes que tentam, não podem servir muito não porque senão , vixe maria, a  mão boba e nada invisível chega junto e pega pesado. Ai começam a dizer que o  bolo agora é pizza e a culpa é do tomate constante dela.

    E logo vem ela, a economia que explica tudo para todos :

    Que o risco do país e  o problema da infraestrutura, bem como  a falta de reformas, mormente, a  tributária, e ainda, a falta de  flexibilizando as regras trabalhistas mas , ao mesmo tempo, sem flexibilizar as  demais normas, pois é preciso manter um ambiente seguro, isto é, de  “segurança jurídica” para os contratos , que “entregam produtos e serviços a uma determinada taxa de “atratividade” conjugada com produtividade do trabalhador( que precisa de mais educação, quer dizer, mais adestramento)  que é pessoa natural mas que deve ser pessoa jurídica,  na hora de aceitar um grande desafio na entrevista de emprego, para poder produzir e produzir, nesse   mundo, agora  globalizado(que já sabemos que é mais um papo furado, haja vista as invasões mercantilistas até hoje)  e o blá, blá blá, continua,   prossegue infinitamente, com números, metas, indicadores etc etc. Tudo devidamente comprovado pela famigerada ciência SOCIAL econômica.

    Ah! E o Estado do bem estar social morreu, assim como keynes. Mas aquele Estado, que nos interessa, diz o “mercado”, este sim, preciso atuar para manter a “Ordem  e o Progresso”. Para isso, precisa, por exemplo,  reduzir a maioridade penal para 1 ano de idade e tipificar vários crimes. Um deles talvez seria  o crime de: Chorar à noite e provocar insônia no pai empresário:  Pena: 4 anos de reclusão. 

    Então ai vai o meu voto: na próxima eleição , respire fundo  e vote no “grupo de interesse” que lhe interessa. Aquele que mais se aproxima do seu “umbigo”.  O resto é conversa pra boi dormir no pasto latinfundiário.

     

    Saudações

     

     

     

     

Recomendados para você

Recomendados