Peça 1 – o fator Lula
Cientistas sociais mais atilados – como José Luiz Fiori e o nosso Aldo Fornazieri – entenderam o enorme potencial político da última aparição de Lula, antes da prisão, e seus desdobramentos nas lutas políticas das próximas décadas.
É curiosa a superficialidade da imprensa e, especialmente, de alguns personagens centrais da trama, como os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Ante um episódio que marcará a história do país nas próximas décadas, jornalistas experientes estavam mais preocupados em especular sobre o líquido que Lula bebia, ou tratar como privilégio o fato de ser confinado em uma solitária com banheiro. E Ministros do STF celebravam seu poder, como que bradando aos ventos “eu tenho a força”.
Não entenderam nada, quanto efêmera foi a vitória. Aliás, só entenderão o termo “julgamento da história” um pouco mais à frente, quando começarem a pipocar nas academias os estudos sobre esse episódio infame.
De um lado, a perseguição de que Lula foi alvo, a invasão de sua casa, de seu quarto conjugal, a perseguição aos filhos, a criminalização da esposa, a quantidade de factoides utilizados nos processos, a violência inaudita da mídia e o ódio que disseminou no país. De outro lado, a figura do pacificador, aquele que, até a véspera da sua prisão, defendeu a democracia e os direitos dos mais necessitados. Quanto mais Lula estiver afastado do público, mais forte será essa leitura.
Quando Lula bradou que não era mais uma pessoa, mas uma ideia, os idiotas da objetividade riram. Mas a genialidade política dele estava contemplando as próximas décadas, enquanto a visão pedestre dos Barroso, Fachin, Rosa, Carmen, Fux limitavam-se ao momento. Uma foto de Ricardo Stuckert vale mais do que quatro horas de trololó de Luis Roberto Barroso.
A cada dia de prisão, mais crescerá o mito Lula, da mesma maneira que outros grandes pacificadores, como Mandela e Ghandi. A cada dia de perda dos direitos, mais ficará exposta a suprema hipocrisia dos Ministros que rasgaram a Constituição em nome da democracia.
Não terão a mesma sorte dos personagens abaixo, os cinco Ministros que enviaram Olga Benário para a morte. No site do STF, esse episódio não consta de suas biografias. Conseguiram se esconder do julgamento da história e da falta de informações do seu tempo.

Com as redes sociais e as coberturas em tempo real, os historiadores não terão muita dificuldade em garimpar aspectos da personalidade de cada Ministro. Cada característica de personalidade, oportunismo, pusilanimidade, rancor, esperteza, fará a festa de historiadores, cineastas, cronistas, compositores populares. A esquerda os equiparará aos grandes traidores da pátria. A direita não os defenderá, posto que foram apenas instrumentalizados: limitar-se-á a insistir que havia provas contra Lula. E quem pagará o pato serão seus descendentes.

Tem-se, então, um enorme ativo político: o martírio de Lula. Fica a dúvida: o que fazer com ele?
O passo seguinte é entender em que pé está a aliança golpista.
Peça 2 – a implosão do golpe
José Luiz Fiori deu uma entrevista exemplar para o blog Tutameia. Nela, levanta uma tese instigante, e que, no fundo, coloca no lugar a peça que faltava para entender a barafunda em que se meteu o golpe.
Historicamente, o PSDB de José Serra e Fernando Henrique Cardoso sempre foi caudatário do Partido Democrata norte-americano, especialmente no governo Barack Obama, sob a orientação de Hillary Clinton. FHC sempre se abrigou nas asas dos Clinton. E Serra, assim que soube da criação do DHS (o correspondente ao Gabinete de Segurança Interna nosso), tratou de se aproximar, depois que soube que a primeira colaboração, no caso Banestado, tinha sido identificar repasses dele para bancos em paraísos fiscais.
O pré-roteiro do golpe era claro. A Lava Jato e o STF centrariam fogo, inicialmente, no PT, visando a desestabilização da presidente eleita. Já havia aproximações entre o PSDB e o PMDB em torno da tal Ponte para o Futuro.
Depois da entrega do impeachment, o lance seguinte seria a denúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preservando a aliança PSDB com outros caciques do PMDB, como Renan Calheiros. Provavelmente aceitando Temer como o presidente decorativo ou, em última hipótese, impichando-o também.
Assim que se consumou o golpe, foi nítido o movimento dos serristas, com Aloysio Nunes correndo para Washington para receber instruções. E a corrida de José Serra para se antecipar a Eduardo Cunha na aprovação da nova lei do petróleo.
A ação dos EUA, através do Departamento de Estado e do Departamento de Justiça, se dá através dos seguintes canais:
- Lava Jato e Procuradoria Geral da República. Confira em “Xadrez de Como os EUA e a Lava Jato desmontaram o Brasil”, especialmente a fala de Kenneth Blanco, vice-procurador adjunto do Departamento de Justiça, sobre a parceria com o Ministério Público Federal brasileiro e a PGR.
- Grandes grupos empresariais.
- Organizações Globo, através dos lobistas profissionais e da equipe de jornalistas.
O arsenal se revela em dois momentos:
- Nos episódios da Lava Jato, amplificados pela mídia;
- Na atuação do STF.
Essa orquestração esfumou-se com a vitória de Donald Trump. Segundo Fiori, “a derrota de Hillary deixou sem apoio os seus operadores internos –o que fez o governo cair nas mãos de um grupo da “segunda divisão” – (…) inteiramente despreparado para governar o Brasil”. Desarticulou o grupo do impeachment e a grande alternativa eleitoral, que seria o PSDB.
Conforme Fiori,
“o PSDB se autodestruiu, com a opção pelo golpe de Estado do seu candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014, que depois se viu envolvido em situações cada vez mais escabrosas. Seus caciques paulistas estão todos brigados entre si, seus intelectuais completamente desmobilizados e desmoralizados ideologicamente. E o seu principal líder vive um momento de declínio intelectual, político e ético, depois de ter sido o grande patrocinador da candidatura do sr. Aécio. Mas, sobretudo, depois de ter justificado de forma bisonha e de ter participado diretamente do golpe de Estado, antes de se afastar do governo que ele mesmo ajudou a criar”.
Não foi outro o motivo para Serra deixar correndo o Itamaraty e se esconder no Senado, sem ousar sequer uma aparição em público.
Peça 3 – os lances para as eleições
Tem-se, então, os dois partidos que conduziram o país pós-ditadura – o PT e o PSDB – quase inviabilizados, o PT pela proibição da candidatura Lula, o PSDB pela autodestruição.
Sem Lula, as eleições de 2018 se tornaram uma enorme incógnita. Como aconteceu nas eleições de 1989, vários cavalos estarão na largada, no período que antecede as votações do primeiro turno. O que largar na frente tende a receber os votos dos candidatos do mesmo campo político, daí os movimentos frenéticos das últimas semanas.
Como tudo indefinido, com vários lances sendo jogados simultaneamente, há uma série de possibilidades em jogo, cujo desfecho é imprevisível.
Deve-se prestar atenção aos seguintes movimentos:
Joaquim Barbosa – há vários grupos de olho no seu potencial eleitoral. Tenta-se a dobradinha Alckmin-Barbosa para dar um mínimo de consistência ao candidato tucano. Baixa probabilidade. Dificilmente Barbosa aceitará ser vice de quem quer que seja; e dificilmente os grandes eleitores (Globo e companhia) arriscariam a bancar candidato tão personalista. Mas sua candidatura surge como azarão.
Rodrigo Maia-Aldo Rebelo – a ida de ambos para o Solidariedade, de Paulinho da Força, despertou desconfianças em alguns setores, de que talvez possa ser ensaio para a terceira etapa do golpe: o impeachment de Michel Temer. A conferir. Que irão tentar, irão, cavalgando a provável terceira denúncia contra Temer.
Lava Jato – Será um grande eleitor nas próximas eleições. E seu candidato in pectore é o senador Álvaro Dias, do Paraná, um polêmico discreto, especializado em CPIs. É o que explicaria a ânsia da Lava Jato em fritar Geraldo Alckmin, salvo por um providencial contra-ataque do vice Procurador Geral da República Luciano Maia. O episódio mostra que Lava Jato e PGR apostam em cavalos distintos. E não se venha alegar a impessoalidade da lei. Não cola mais.
Frente de esquerdas – há dois argumentos contrapostos, e defendidos de maneira radical: os que acham que a candidatura Lula deveria ser levada até o fim; e os que defendem a formação de uma frente de esquerdas. No segundo caso, o candidato que despontaria seria Ciro Gomes.
Peça 4 – os argumentos contra e a favor da candidatura de Lula
Há três propostas de atuação das esquerdas.
Um grupo, mais realista, duvida das condições de governabilidade no caso de eleição de um candidato de esquerda. Supõe que, ante a vitória de um nome de esquerda, o arco do golpe encontraria de novo seu ponto de convergência e se recomporia para inviabilizar o governo. A volta da democracia seria um processo lento, que teria mais a ganhar investindo no mito Lula e transformando sua libertação na bandeira central, inclusive com repercussão internacional. Ou seja, deixando a direita se desmilinguir por esforço próprio.
O segundo grupo aposta no aliancismo. Nesse caso, o caminho seria fechar uma aliança com Ciro Gomes e apostar em sua capacidade de ampliar o arco de alianças, como forma de reduzir o antipetismo alucinante que impulsiona as classes médias e, através dela, o Judiciário, Ministério Público às Forças Armadas.
Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.
Confesso minha incapacidade, neste momento, em avaliar a melhor alternativa. O ideal seria uma aliança de centro-esquerda, com setores conservadores legalistas, e com aqueles que entenderam o supremo risco do fator Bolsonaro.
Mas não consigo vislumbrar movimentos nessa direção. Do lado do PT, as novas lideranças, Gleisi Hofmann e Lindbergh Farias, precisariam trocar a armadura de guerreiros de redes sociais pela de estrategistas políticos. Ciro Gomes precisaria trazer mais clareza sobre sua candidatura. E os democratas de centro-direita precisariam de um porta voz confiável.

Ivan de Union
17 de abril de 2018 12:39 amSo me encontro de coracao
So me encontro de coracao deveras aquecido de ter votado em Trump.
No mais… Ciro Gomes, vai se fuder pros quintos dos infernos, ta bom?
Ivan de Union
17 de abril de 2018 12:44 am“democratas de
“democratas de centro-direita”:
Mostre nos 3 deles, sem contar com o fabuloso Requiao, excessao a toda regra direitosa.
Jorge Luis
17 de abril de 2018 2:32 amAcho que Requião não se
Acho que Requião não se enquadra nem um pouco como de direita. Só não consigo entender como continua no [P]MDB.
Jefferson Monteiro
17 de abril de 2018 12:57 amCiro Gomes
É um farsante de direita sem escrúpulos com ideias macabras como muitos inseridos no PDT.
Assim como o falecido que ressurgiu das cinzas, PTB, como direita, após a morte de Brizola a ideia morreu junto. Talvez ainda há um que outro que se salve, mas vejo a maioria indo nesta direção!
Assim como observo comportamentos de camaradas e companheiros por aí!
Não ingulo está de diálogo com a direita!
O resultado está na situação em que Lula vive hoje!
#LulaLivre
observador1
17 de abril de 2018 1:21 amSó falta combinar com os enxadristas ianques…
Nassif, antes_de mais nada, o que fazer com o Judiciário? Esperar pelo julgamento da história , acreditando que Moro-MPF-STF permanecerão impassíveis ante o regresso de Lula à vida política é muito perigoso, já que eles não foram movidos pelo idealismo ao precipitar o país na atual crise, mas, sim, por enxadristas à soldo das sete irmãs do petróleo conjugadas aos banqueiros, mineradoras e demais componentes desse “mercado” de que tanto se fala. Será que irão abrir mão do “pré-sal” e demais ativos econômicos desnacionalizados pelo poder coercitivo do money? Se o mercado que patrocinou o golpe fosse capitalista, o retorno de Lula seria a solução mais eficiente e barata, pois ele é um trabalhista de confiança que fará de tudo para viabilizar a retomada do pleno emprego e do crescimento econômico. Mas como é neoliberal, insensível ao incremento da miséria e da violência que nos ameaçam catapultar para o rol de países sob guerra civil, a saída é deixar tudo como está para viabilizar Bolsonaro que, repetindo Jânio Quadros, será aclamado ao prometer varrer a corrupção com metralhadora ao invés de vassoura. Desde que antes disso ele acabe com a Lava Jato e com toda criminalização dos verdadeiros corruptos, Bolsonaro será apoiado pelo PSDB/PMDB e pela maioria dos partidos existentes. Se passar dos limites, um plebiscito elegendo Joaquim Barbosa e algum Flávio Rocha resolverá o impasse, se as Forças Armadas não reeditarem 64 antes disso. O único problema é que os 60 milhões de brasileiros que melhoraram de vida durante o período Lula-Dilma não se conformarão com o retorno à fome e os paneleiros que não emigrarem acabarão recriando o cenário que já nos levou às Diretas Já, Constituinte e essa suposta redemocratização que inocentou os carrascos não faz muito tempo. Não seria melhor os enxadristas estadunidenses proporem Sérgio Moro-Dalagnol e similares para derrubar Temer e assumirem o Governo antes que algum Wikileaks revele suas contas bancárias em paraísos fiscais, alimentadas pelos interesses que estão sendo contemplados às nossas custas? Haja tabuleiro, meu caro amigo…
MarFig
17 de abril de 2018 1:25 amÁlvaro Dias é aquele que
Álvaro Dias é aquele que abandonou uma CPI da Petrobrás junto com seu companheiro de partido Sérgio Guerra em 2009. Segundo um delator da farsajato Sérgio Guerra teria recebido 10 milhões para sair da CPI. E Álvaros Dias, saiu por que? Só sei que o juiz da globo nem quis saber.
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,senadores-da-oposicao-explicam-saida-de-cpi-da-petrobras,463992
YRD
19 de abril de 2018 12:42 amBoy
Já tivemos um presidente metalúrgico e nordestino. Uma mulher.
Talvez até um negro, mesmo que seja um Capitão do Mato.
Mas um enrustido ?
Dizem em BSB que um parlamentar adepto do botox desfila com um boy pelo Hotel Golden Tulip.
Sei não se o povo está pronto para isso.
bfcosta
17 de abril de 2018 1:28 amNassif diz no texto que é
Nassif diz no texto que é incapaz de avaliar a melhor alternativa mas, ao mesmo tempo, classifica o primeiro grupo como mais “realista”. Parece que na verdade avalia que essa seria a melhor opção. Eu particularmente duvido muito de sua eficácia. Os números de rejeição a Lula são muito altos para apostar nele como um mito. Se tem intenção de votos na faixa dos 30-35%, há também rejeição de 54% do eleitorado. Uma estratégia de mitificação só funciona para os já convertidos, para os “agnósticos”, “ateus” ou “infiéis” não vai funcionar. A repercussão internacional pode até ser positiva a essa estratégia mas o jogo de verdade é jogado aqui. O impeachment não caiu bem lá fora, mas aqui o povo engoliu tranquilamente.
Acho que a melhor estratégia da esquerda, ou melhor seria dizer as forças democráticas, seria aquela que maximizasse o número de votos. Uma votação acachapante mudaria completamente o quadro político nacional. Uma tarefa como Nassif coloca de disciplinar o MPF, Lava Jato e Judiciário só vira com um presidente com votação sólida, idealmente uns 60% em segundo turno ou levar logo em primeiro turno. Se for para levar a eleição num país dividido ou com grande abstenção, nulos e brancos, dificilmente vai conseguir. Dividir nesse quadro é tudo que não pode acontecer, mas só isso não basta. Tem que ampliar ao máximo o leque de alianças e prestar muita atenção na campanha eleitoral e na configuração do congresso nacional da próxima legislatura, fazer política com os governadores e coisas do gênero. E por fim, não pode ser ingênuo ou neófito na coisa.
Se o PT quiser forçar um nome próprio do partido, só vejo um capaz de levar adiante essa tarefa: Jaques Wagner. O problema do PT querer a cabeça de chapa é que há um desgaste muito grande do partido, tanto que as simulação dos candidatos possíveis do PT perdem sempre em segundo turno, exceção ao já impedido. Mas mesmo Lula ainda que estivesse solto e habilitado para concorrer dificilmente repetiria sua performance de 2006 no seu auge, alcançando 61% dos votos. Dos nomes fora do PT, Ciro é o único que se lançou e emplacou alguma coisa. Fosse pela minha cabeça o nome correto seria Requião mas ele não irá se candidatar. A verdade é que essa estratégia de frente ampla para dar certo teria que ser feita desde o princípio e sob uma visão mais global. Só que na política brasileira cada um pensa no seu primeiro. Sendo assim, na melhor das hipóteses, irá acontecer na eleição para presidente algo parecido com o que ocorreu na eleição para prefeito de 2016 no RJ. Na falta de uma união, o eleitorado abraça o candidato mais competitivo com medo de não ter opções no segundo turno. O risco disso é a opção no segundo turno ser Marina ou Barbosa representando o grupo das forças democráticas.
arkx
17 de abril de 2018 1:36 amXadrez das eleições e do mito Lula
-> Cientistas sociais mais atilados – como José Luiz Fiori e o nosso Aldo Fornazieri – entenderam o enorme potencial político da última aparição de Lula, antes da prisão
-> Ante um episódio que marcará a história do país nas próximas décadas
-> Mas a genialidade política dele
-> supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.
Brasil em Transe: a lavagem cerebral
a lavagem cerebral do mantra do Lulismo: “Enfia na sua cabeça repetindo Lula Lula Lula Lula Lula… umas cem vezes por minuto. Acho que assim funciona.”
na frente de uma multidão conclamando por sua resistência, a rendição voluntária de Lula é um dos episódios mais deprimentes e humilhantes da História do Brasil: uma derrota fragorosa e de difícil superação.
a conciliação de classes levada a efeito pelo mito Lula hoje jaz numa solitária em Curitiba, com o detalhe irônico de que a cela não tem sequer chave. um supremo deboche da História de como a maior liderança popular já surgida no Brasil acabou aprisionando a si mesma, e ao país, numa masmorra de porta destrancada.
apesar das diversas hipóteses conspiratórias, a decisão de não resistir foi do próprio Lula, rejeitando todas as alternativas a ele apresentadas, desde o asilo numa Embaixada até a convocação de caravanas nacionais para colocar dezenas de milhares de pessoas acampadas na frente do Sindicato em S. Bernardo.
estive neste último Domingo numa reunião preparatória para o Congresso do Povo, proposta encaminhada pela Frente Brasil Popular (ligada a Lula, aliás ligada umbilicalmente). pude constatar na análise de conjuntura apresentada pelo MST um nível inacreditável de esquizofrenia política.
por exemplo:
– afirma-se simultaneamente que caso necessário vão “arrancar Lula da prisão”, para logo em seguida se garantir que não havia condição de ter resistido.
a verdade é que as bases queriam resistir, mas nem Lula tampouco as principais lideranças do PT,da CUT, MST, parlamentares, governadores e, obviamente, advogados nunca tiveram a menor intenção de fazê-lo.
talvez só admitam o erro quando Lula estiver morto. ou ao enfim firmarem algum sórdido acordo, cuja única consequência prática será afundar ainda mais o Brasil neste abismo sem fundo que nos traga a todos.
pensando melhor, provavelmente nem assim. vão continuar em coro “repetindo Lula Lula Lula Lula Lula… umas cem vezes por minuto”.
como majoritariamente se persiste no autoengano, prosseguimos no rumo de um ainda maior e atroz sofrimento. a depressão, tanto econômica quanto psicológica já está a pleno vapor, as doenças se agravam e começam as falências e os suicídios.
mas a autoilusão vai muito bem, obrigado.
a Ex-querda brasileira nunca precisou de inimigos, ela mesam se encarrega de se exterminar.
passem bem.
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Jorge Luis
17 de abril de 2018 1:55 amAs análises rasas como um
As análises rasas como um píres não são exclusividade da mídia…
arkx
17 de abril de 2018 2:05 amLula Lula Lula Lula Lula…
“Enfia na sua cabeça repetindo Lula Lula Lula Lula Lula… umas cem vezes por minuto. Acho que assim funciona.”
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Jorge Luis
17 de abril de 2018 2:17 amNão falei?
Não falei?
Rei
17 de abril de 2018 3:38 amO MBL de bigode desrespeita a todos mais uma vez… até quando?
É patético… beira o fascismo… abusa da paciencia…
Um texto ridículo… uma imagem mais ridícula ainda!
Por que esse cidadão tem tanto espaço nesse blog??? Por que dão “carta-branca” para esse tipo de comportamento???
Um mero panfleteiro… mesmo trabalho sujo do MBL… mesmo trabalho sujo dos Bolsominions… aqui com uma “máscara de esquerda” que só engana os mais ingênuos!
Oportunista… panfletário… desonesto…
Ruy Acquaviva
17 de abril de 2018 3:50 pmQue babaquice!
“Enfia na sua cabeça repetindo anti-Lula anti-Lula anti-Lula anti-Lula anti-Lula… umas cem vezes por minuto. Acho que assim funciona.”
Quem está sendo infantil e fanático aqui é você… E fazendo exatamente o que critica, apenas com o sinal invertido.
Entre tantos tantos comentários interessante chama a atenção a presença de tanta tosquera.
arkx
18 de abril de 2018 1:35 pmXadrez das eleições e do mito Lula
-> Que babaquice!
como está no texto de meu comentário, que vc não leu mas achou uma babaquice porque fere os dogmas de sua seita de fanáticos idólatras, estive no último Domingo num evento de capacitação de formadores para o Congresso do Povo, convocado pela Frente Brasil Popular (ligada umbilicalmente a Lula).
estavam presentes o MST, a Via Campesina, a ADERE (bóias-frias), o Levante Popular da Juventude, Sind-UTE (trabalhadores em educação), movimento estudantil, PT e outros partidos de Esquerda, movimentos sociais e ambientais.
– onde vc e os demais conservadores de redes sociais estiveram?
– qual contato que vcs tem com a realidade fora da bolha virtual que habitam?
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Ruy Acquaviva
18 de abril de 2018 10:59 pmReitero
O comentário que eu chamei de babaca é aquele que eu respondi, onde você apenas repete umafrase de efeito (por sinal uma frase babaca) como uma provocação a qual eu chamei de babaquice, o que eu reitero.
O seu comentário anterior eu também lí e não comentei porque, embora discorde em grande parte, acho que qualquer um tem direito a sua opinião.
O que eu critiquei foi sua babaquice em colocar uma frase provocativa apenas para trollar, parecendo estar em uma briga de torcida de futebol.
Enquanto eu critico uma atitude sua neste forum você, sem me conhecer, me classifica de fanático, idólatra e afirma que eu pertenço a um grupo inventado por você mesmo, que denominou como “conservadores de redes sociais”. Ou você é médium para saber tudo isso de mim sem me conhecer, ou perdeu completamente a perspectiva. E eu não acredito em mediunidade.
Sua tentativa de dar uma “carteirada” se qualificando por ter participado de um evento da Frente Brasil Popular tem para mim a força argumentativa de um peido.
arkx
18 de abril de 2018 11:25 pmXadrez das eleições e do mito Lula
-> por ter participado de um evento da Frente Brasil Popular tem para mim a força argumentativa de um peido.
um peido foi a disposição de resistência do mito Lula, nada mais do que efêmera emanação mal cheirosa em meio aquela multidão conclamando: “Não se entrega!”
esta é a questão. e sobre ela você demonstra nada ter a dizer.
assim como também demonstra não ter nenhum contato com militância concreta nas bases da sociedade, restringindo-se às bolhas virtuais dos adoradores do mito Lula.
a verdade que pessoas como você vão ter que encarar é: Lula está preso. e vocês nada fizeram para que isto não acontecesse.
a verdade é: os necrófilos Lulistas querem Lula morto. pois assim a construção do mito Lula se completa com o martírio.
continuem se esforçando, vocês vão conseguir mais rápido do que supõe…
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arkx
18 de abril de 2018 12:21 pmXadrez das eleições e do mito Lula
para ficar registrado:
enquanto a seita de fanáticos não matar Lula, não ficará satisfeita. o Lulismo é um tipo de necropolítica.
Condições na PF são adequadas, mas Lula reclama do isolamento, diz senador
“O presidente frisa o tempo inteiro o problema do isolamento, da condição de estar como se estivesse numa solitária. Ele tem contato apenas com advogados e família, e hoje quebramos essa rotina. O presidente quer que haja a possibilidade de ele ter acesso a outras pessoas e outras pessoas terem acesso a ele”, disse Costa.
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Marcos Videira
17 de abril de 2018 2:23 amSectarismo: doença da suposta Onisciência
franciscopereira neto
17 de abril de 2018 2:55 amFisguei você
Acho que te incomodou bastante o meu comentario quando eu disse: “Enfia na sua cabeça repetindo Lula Lula Lula Lula Lula…umas cem vezes por minuto. Acho que assim funciona”.
Cara, você quer o que?
Lula já fez a a parte dele.
Não espere que ele seja revolucionário. Ele não é.
Lula não tem culpa de ser o que é.
Ele continua gigante pelo que fez.
Vejo que você é militante, então vamos fazer a nossa parte.
Você não quer resistência?
Eu também quero.
Então vamos para a revolução.
Eu acho que estamos do mesmo lado. Ou não?
Eduardo Ramos
17 de abril de 2018 3:11 amArkx, sei que você é contra
Arkx, sei que você é contra paliativos, mas penso que o momento é tão grave, que precisamos minimanente recuperar “pedaços” do Estado de Direito que se derreteu nas mãos desse STF imundo…… Só um presidente eleito pelo povo pode começar essa tarefa, e tantas outras….. Querendo ou não, Lula é a “rainha” desse jogo, preso ou solto, certo ou errado….. Caberá a ele escolher a chapa que pode impedir a vitória de Marina ou Barbosa, ou sabe-se lá quem….. Ciro Gomes e Bresser Pereira tirariam a sociedade desse MAR DE ÓDIO, temos que frear isso de qualquer maneira, o país não aguenta mais….. e COMEÇAR DE NOVO, CADA UM COM SUA IDEOLOGIA, a pensar nos caminhos que cada partido deseja para o país…. Irritar-se e desesperar-se por isso ser totalmente impossível hoje, é não ser pragmático. A direita tem que ser barrada hoje. Para depois pensarmos em projetos a longo prazo. Abraço!!!!
Nender, o tal
17 de abril de 2018 4:38 pmPerdoa-nos por nos golpearem…
Arkx, coloquei como comentário avulso, mas fiz questão de colocar aqui também, junto ao seu texto.
Olha, parece que nem aqui a coisa anda muito boa.
Esse texto é muito, mas muito ruim. Confesso que não sei que está em andamento.
Reconheço o esforço do editor do blog, e claro, reconheço que ele toque o blog com o filtro das posições políticas dele.
Mas cada vez fica claro que a ex-querda (como você usa) acabou, de fato e de direito.
Antes de recuperarmos qualquer ideia de institucionalidade, é preciso recuperar a nós mesmos.
O rótulo empregado aqui para classificar posições diferentes (radicais de facebook) é de doer os olhos.
Desesperante assistir ao pessoal tentando se agarrar aos escombros dessa coisa que eles chamam de “realidade”.
Bem, se for publicado, aí vai meu comentário:
Perdoa-nos por nos golpeaream:
“(…)Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.
Confesso minha incapacidade, neste momento, em avaliar a melhor alternativa. O ideal seria uma aliança de centro-esquerda, com setores conservadores legalistas, e com aqueles que entenderam o supremo risco do fator Bolsonaro.”
Eu nem vou comentar o resto do texto.
Esse trecho de dois parágrafos revela duas coisas:
1- Uma extrema falta de humildade e uma prepotência sem par, como se os movimentos históricos em andamento se resumissem as alternativas impostas no texto.
Eu imagino que um extraterrestre se ousasse pousar aqui no Brasil, e lesse esse trecho: “(…) sem vínculos com a realidade(…)”
Ele perguntaria: Qual realidade?
2- O outro trecho é seminal: “(…)aliança com conservadores legalistas(…)”.
Ora bolas, é justamente a legalidade que permitiu o linchamento de Lula e seu aprisionamento.
Foi a legalidade instituída que permitiu o golpe. Foi a aliança com conservadores legalistas (desculpem, não posso deixar de registrar o quanto essa expressão me provoca risos) que nos trouxe a essa encruzilhada.
O que Lula e Dilma fizeram, senão tentar alianças com os (risos) conservadores legalistas?
É essa legalidade que alimente a fomenta a violência urbana, tanto como resultado da desastrada política de proibições às drogas, como na omissão cúmplice do etnocídio praticado pelas forças policiais e grupos para-estatais (milícias).
O pleonasmo não é mero incidente: Todo legalista é, por definição, conservador, e vice-versa.
Não há quem possa defender uma ordem legal que mantenha 800 mil presos, quase todos pretos e pobres (agora somados aos novos indesejáveis, os petistas), 60 mil mortos por ano, um judiciáio mais caro e partidário do planeta, recorde de mortos nos conflitos no campo, e “execuções provisórias de sentenças” (sim, elas estavam em vigor antes do caso Lula).
Eu não imagino que a radizalização seja um fim em si mesma, mas me assusta ler que qualquer possibilidade de radicalização seja afastada de plano, como uma doença incurável.
Qualquer chance de pensar o problema sem passar pelas históricas “acochambradas de gabinete” é logo rotulada.
O paciente está em quadro hemorrágico e em choque, e querem colocar um band-aid na ferida, chamado de “aliança de centro-esquerda”.
Piada.
Ah, como pedra de toque, o argumento do “medo” (risco bolsonaro).
Nem a CIA conseguiria articular tão bem seus interesses por aqui.
Eleita a aliança de centro-esquerda, vamos a validação da lei do petróleo, a entrega das estatais (as que restam) e a volta da cantilena economicista da responsabilidade fiscal.
Quem sabe sobra algum para reconstruir alguma política social, até esperarmos o próximo golpe?
E seguindo o roteiro do texto acima, assumindo desde já que todo golpe é culpa da esquerda (e dos esquerdopatas), pedimos antecipadamente desculpas.
JamesFA
17 de abril de 2018 5:05 pm“Há um terceiro grupo, mais
“Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.” by NASSIF
Nender, o tal
17 de abril de 2018 6:13 pmCartas de Pasárgada: Questões de fé!
Caro amigo, desistas.
Estás malhando em ferro frio.
O comportamento do pessoal aqui é de uma manada estranha.
Portam uma mensagem eucarística (religiosa), mas lhe faltam o fundamentalismo para praticá-la até às últimas consequências.
Por isso (Slavoj) Zizeck admira e ressalta que, paradoxalmente, são os terroristas islâmicos (e tantos outros de tantas outras denominações religiosas) os verdadeiros revolucionários, porque praticam a (auto)destruição para ressurgirem como algo novo (no sistema de crenças deles, o céu e as recompensas das virgens).
Nassif nos chama de radicais de facebook, eu chamaria a todos eles de religiosos de araque.
Rezam para o santo Lula, mas não querem compartilhar sacrifício algum, bastando que o santo (Lula) sofra e aceite sozinho seu martírio.
O pessoal daqui é um tipo de “crente” oportunista.
São de “ex-querda” acreditando que é dever deles manter as condições “pacíficas” de funcionamento do capitalismo, às custas do próprio sangue deles, que se (auto) imolam como cordeiros do deus-mercado.
(risos).
Talvez por isso a capa da revista Quanto É tenha ofendido tanto. Será?
marcosomag
17 de abril de 2018 1:45 amIlusão eleitoral, fraude e guerra civil.
A postura da esquerda deve ser apostar em Lula até onde for possível. Os Golpes de Estado preparatório para o Golpe no Brasil alijaram os líderes reformistas de esquerda e colocaram seus partidos na ilegalidade. Então, Lula tem remotíssimas possíbilidades de chegar a urna e o PT mesmo, em conseguir lançar alguma alternativa pois Guántánomoro e seus procuradores-talebans vão tentar Jacques Wagner, Fernando Haddad ou qualquer outro tente ser candidato do PT com apoio de Lula. O mesmo se aplica a Guilherme Boulos, que tem a melhor chance de aglutinar as forças populares. Ciro Gomes teria que assumir compromissos com a esquerda, como o referendo revogatório, a retomada de tudo que foi entregue aos estrangeiros pelos Golpistas e uma investigação séria de Guantánomoro e seus procuradores-talebans. Duvido que o faça pois quer ser uma espécie de Macron brasileiro, com a vitória caindo em seu colo para evitar a ascensão do fascismo ao Planalto. A campanha deve ser para valer, no sentido da apresentação de propostas ao eleitorado. Mas, em outro sentido, deve ser mostrada com clareza que a eleição de 2018 será uma farsa à partir da exclusão do principal candidato e pela muitíssimo provável gigantesca fraude eleitoral contra qualquer candidato que ouse contrariar o “script” do governo estadunidense. Com certeza, haverá uma fraude “hondurenha”. Mesmo sob as acusações de inspetores internacionais, os golpistas contarão com o reconhecimento da “vitória” de Geraldo Alckmin, Joaquim Barbosa (homem dos EUA, sim) ou Luciano Huck pela Casa Branca. Daí, a brutal repressão aos protestos internos e a guerra civil.
Wilton Santos
17 de abril de 2018 2:08 amO jogo não está ganho, muito menos perdido. As eleições de outub
O jogo não está ganho, muito menos perdido. As eleições de outubro serão decisivas para a sobrevivência do Brasil como nação. E quem tem a solução para o país é o Lula. E uma coisa é certa: o ex-presidente não será candidato e muito menos eleito presidente. Isto é um fato. No entanto, quem ele apoiar será o responsável por reconstruir o país dos escombros do golpe.
Diante desse contexto, resta saber quais são as alternativas para substituir o Lula como o próximo estadista a liderar uma das maiores e mais importante economia do planeta.
Quanto aos postulantes da centro esquerda aparecem alguns nomes como:
Fernando Haddad: Não me parece disposto a aceitar o desafio de ser o presidente do Brasil num contexto tão caótico. Além da pouca ambição, não possui capacidade de se relacionar com o fisiologismo do Congresso Nacional. A eventual eleição do Haddad seria a repetição da eleição de Dilma. O ex-prefeito de São Paulo é um tecnocrata acadêmico e não um político;
Jaques Wagner: Já tirou o corpo fora. Não quer nem ouvir falar em ser presidente no lugar do Lula. O ex-governador da Bahia é carta fora do baralho.
Ciro Gomes: Esse é um caso a parte. Apesar de sua ambição desenfreada, é um político orgulhoso e presunçoso ao extremo. Seu discurso se limita a agenda econômica neo-desenvolvimentista. Por outro lado, não possui comprometimento com os direitos humanos e movimentos sociais. Seus discursos são ambíguos e pouco confiáveis.
Sua recente manifestação afirmando que o Lula não é um preso político é reveladora. O Ciro quer o Poder, mesmo que para isso tenha de abrir mão da democracia ou de qualquer princípio. Seu pouco apreço pelo estado democrático de direito poderá transformá-lo num tirano capaz de se apropriar das instituições repressivas estatais para impor sua vontade.
Ele é um político perigoso. Muito volúvel, não é possível saber qual será o perfil de seu governo. Dependendo das circunstâncias ele pode ser de direita ou de esquerda, tudo dependerá da temperatura do momento. Quando ele se recusa a se comprometer com o combate a concentração dos meios de comunicação, ele na verdade está sinalizando para a globo que não haverá enfrentamentos nessa área. E isso é muito grave, pois a democracia é incompatível com o monopólio dos meios de comunicação.
Já apoiei o Ciro Gomes, hoje não consigo confiar nele. A forma como agride o Lula e sua família de forma tão covarde, sua ausência no momento da prisão do ex-presidente foi uma verdadeira canalhice. O Flávio Dino estava em Harvard junto com o Ciro, enquanto do governador do Maranhão se manifestou de forma clara e contundente contra a prisão injusta do ex-presidente, o Ciro diz que não é puxadinho do PT e emenda que o Lula não é preso político.
O Ciro no fundo da sua arrogância vai esnobar as reivindicações de movimentos sociais importantes como o MST e o MTST, grupos esses que despreza. O ex-governador do Ceará não tem comprometimento com os movimentos sociais e com a esquerda organizada, um eventual governo seu será um governo de enfrentamento com esses setores. Haverá uma tendência do Ciro se escorar em algum poder para impor suas decisões, que provavelmente será a globo ou o aparelho repressivo estatal. O Ciro é muito estourado, não terá paciência para dialogar.
Ele se diz de esquerda por mera conveniência momentânea, visto que na direita há muitos candidatos para dividir votos. Sua aproximação ao Lula é mera conveniência para atrair votos do lulismo. No Poder, o Ciro se revelará de forma clara, assim como os ministros do STF têm se revelado.
Flávio Dino: Esse é um político que conhece como poucos as entranhas do Poder Judiciário. Pelo fato de ter sido juiz federal sabe muito bem como se relacionar com o corporativismo dos magistrados. O fato de ter sido juiz federal foi determinante para derrotar o clã dos Sarneys no Maranhão. Antes de ser eleito governador, ninguém conseguia derrotar os sarneys no Estado.
Antes do Flávio Dino, Jacskon Lago tinha sido eleito governador do Maranhão contra a Roseane Sarney, mas foi cassada sua diplomação pelo Poder Judiciário local pela acusação de compra de votos. Dessa forma, a Roseane acabou sendo empossada governadora. O Flávio Dino só conseguiu assegurar sua eleição contra a Roseane por também ter influência no Poder Judiciário e se antecipado a manobra dos Sarneys.
O Flávio Dino é um político carismático, honesto, leal, inteligente e comprometido com os setores oprimidos da sociedade. Além de ser um autêntico estadista. Mas infelizmente, ele não poderia substituir o Lula nesse momento, pois tem uma tarefa importante de resistir num importante front, que é enfrentar os Sarneys no Maranhão e evitar o retorno do clã ao governo do Estado.
Roberto Requião: possui uma trajetória política exemplar. Foi eleito três vezes governador do Paraná e duas vezes eleito senador. É um dos políticos mais experientes do país. Conhece como poucos o Congresso Nacional pelo fato de ter sido eleito senador por dois mandatos, ou seja, 16 anos de Congresso Nacional. Além disso, sabe gerir a máquina do Poder Executivo pelo fato de ter sido governador por três mandatos. E atualmente é o parlamentar que mais enfrenta os excessos do Poder Judiciário, é de sua autoria o projeto de lei contra o abuso de autoridade e a lei que limita o auxilio moradia de juízes e promotores.
Quando foi governador do Paraná, o Requião enfrentou a globo e as empresas de mídia destinando todas as verbas institucionais de publicidade para o investimento em canal de televisão estatal do estado. Foi no seu governo que o Paraná aboliu os transgênicos da agricultura e teve relações cordiais com o MST e os movimentos sociais. É um político sensível as demandas de grupos oprimidos além de ser nacionalista até a medula.
De todas as alternativas postas, é o político mais tarimbado e qualificado para suceder o Lula. Sempre esteve do lado dos trabalhadores, movimentos sociais e da esquerda de um modo geral. Foi muito crítico à hegemonia rentista nos governos petista, se colocando à esquerda do PT. Apesar das divergências com o PT, sempre foi muito leal às causas populares. Durante o golpe foi um dos políticos mais atuante contra o impeachment e contra a prisão do Lula.
O Requião possui todas as credenciais para liderar um governo de reconstrução nacional. Depois do Lula é o melhor quadro a disposição da esquerda. Tem capacidade comprovada para gerir a máquina do Poder Executivo e ser interlocutor do Congresso Nacional e é um dos poucos políticos capaz de enfrentar o Poder Judiciário. Também, o Requião é um ótimo orador, no momento dos debates conseguiria se impor diante dos outros candidatos.
Pessoalmente acho que o Lula deveria registrar sua chapa no TSE tendo o Roberto Requião como vice. Caso a candidatura do Lula seja impugnada, o Requião assumiria o comando do governo federal. Seu único defeito é estar filiado ao PMDB, basta se filiar ao PT que não haveria nenhum empecilho.
Jorge Luis
17 de abril de 2018 2:54 amEu votaria no Requião, com
Eu votaria no Requião, com certeza, se ele fosse o indicado por Lula. Mas nãa com ele no PMDB. Como o prazo para troca de legenda já passou e ele inexplicavelmente permaneceu no partido, considero como carta fora do baralho.
Quanto ao Ciro, já tive maior simpatia por ele. Hoje tenho muitas dúvidas. Claro, se chegar ao ponto de ter que escolher entre Ciro e Bolsonaro ou Alckmin, voto nele sem titubear.
Parece que a estratégia dele é tentar ir para o segundo turno com os votos dos antipetistas, o que explica certas declarações nada amistosas em relação ao PT e a Lula, pois ele sabe que os petistas votariam nele no segundo turno se a outra opção fosse um Bolsonaro ou um Alckmin.
Eu considero essa estratégia equivocada. Se ele se mostrasse muito mais próximo de Lula, consolidando-se como o indicado do ex-presidente, os votos transferidos seriam suficientes para garantir a sua ida ao segundo turno.
Parece que ele não percebeu que, para obter os votos dos antipetistas, ele precisa ser MUITO mais antagônico ao PT. No nível de ódio que temos atualmente, ou você declara GUERRA ao Lula e ao PT, ou você não conquista esses votos, que acabam indo para o Bolsonaro.
Do jeito que está hoje, ele irrita os petistas e recebe a desconfiança dos antipetistas, ou seja, não ganha de nenhum lado.
Com relação a prometer não regular a mídia, conhecendo o poder que a Globo tem, acho que se fosse candidato eu diria exatamente a mesma coisa, mesmo que começasse a trabalhar na lei de mídia logo no primeiro dia de mandato. O que nenhum candidato precisa é ter a Globo no seu pé durante a campanha.
Wilton Santos
17 de abril de 2018 3:18 amO Requião pode perfeitamente trocar de partido. O prazo de troca
O Requião pode perfeitamente trocar de partido. O prazo de troca de partido está relacionado com a perda do mandato do parlamentar em exercício e não com a inscrição de chapa. Além disso, se o PMDB lançar por exemplo o Henrique Meireles à presidência o Requião podeia alegar desvio do programa do partido para não perder o mandato de senador, pois é permitido a troca de partido se alegar justa causa.
Outra coisa, o STF entendeu que as regras de fidelidade partidária só se aplicam para cargos proporcionais como para deputados e veredores, mas não para cargos majoritários como de senadores. Foi justamente por isso que a Marta quando saiu do PT e não perdeu o mandato, se a regra de fidelidade partidária tivesse valendo para senador a Marta teria perdido o mandato e o PT ficaria com sua vaga.
A regra de fidelidade partidária só é importante para parlamentares em exercício, se o Requião renunciar poderá concorrer por qualquer partido. Essa regra não afetaria em nada sua filiação ao PT.
Jorge Luis
17 de abril de 2018 3:43 amFidelidade partidária é
Fidelidade partidária é diferente de janela de troca de legenda. Realmente, se ele renunciar ao cargo de senador, ele pode se filiar a qualuer partido e ser candidato, mas ele já declarou que tem a intenção de se candidatar ao governo do Paraná. Não duvido que o PMDB banque essa candidatura para tirá-lo do páreo na corrida presidencial.
Mesmo que o PMDB barre a sua candidatura como governador, ele teria uma reeleição relativamente tranquila para o senado. Largar tudo, incluindo aí o resto de mendato e a possibilidade bem grande de continuar no senado para ser o candidato do PT seria uma aposta bem complicada. de fazer. Vamos ver…
Wilton Santos
17 de abril de 2018 10:27 amEssa regra de troca de partidos é chamada de janela de infidelid
Essa regra de troca de partidos é chamada de janela de infidelidade e está relacionada com o fato dos parlamentares poderem trocar de partido sem perder o mandato. Fidelidade partidária e janela de infidelidade tem tudo a ver!
Jorge Luis
17 de abril de 2018 10:31 amÉ diferente porque a janela
É diferente porque a janela tem um prazo e fidelidade partidária não. A fidelidade pode ser contestada, a janela não. Estão relacionadas mas tem várias diferenças.
Neotupi
17 de abril de 2018 6:25 amNão pode mais trocar de partido e candidatar em 2018
O prazo para troca de domicílio eleitoral e para filiação partidária – para ser candidato em 2018 – é seis meses antes da eleição.
Wilton Santos
17 de abril de 2018 10:25 amO domicilio eleitoral para presidente da república é qualquer es
O domicilio eleitoral para presidente da república é qualquer estado brasileiro. Quanto ao prazo de 6 meses de filiação, se refere a quem não é filiado a nenhum partido, visto que no Brasil só é possível se candidatar a cargo eletivo quem for filiado a um partido. Essas regras não afetam em nada uma eventual troca de partido pelo Requião.
Neotupi
17 de abril de 2018 5:52 pmCite a fonte por favor
Eu acredito em você, mas preciso da fonte (Lei ou caso de alguém que fez isso e foi aceito pelo TSE) porque não tenho e nunca ouvi falar de nenhum caso destes. E não vou convencer ninguém dizendo que ouvi falar.
A única lei que achei, 9594/97, exige filiação ao partido pelo qual se candidatará com seis meses de antecedência:
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Caput com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 13.488/2017.V. art. 11, § 14, desta lei.Res.-TSE nº 22088/2005: servidor da Justiça Eleitoral deve se exonerar do cargo público para cumprir o prazo legal de filiação partidária, ainda que afastado do órgão de origem e pretenda concorrer em estado diverso de seu domicílio profissional; Ac.-TSE, de 30.8.1990, no REspe nº 8963 e Res.-TSE nº 21787/2004: não exigência de prévia filiação partidária do militar da ativa, bastando o pedido de registro de candidatura após escolha em convenção partidária; Ac.-TSE, de 23.9.2004, no AgR-REspe nº 22941: necessidade de tempestiva filiação partidária de militar da reserva não remunerada.V. Súm.-TSE nº 20/2016.V. Súm.-TSE nº 2/1992.Ac.-TSE, de 8.11.2016, no AgR-REspe nº 12145: o prazo mínimo do domicílio eleitoral é contado da data de seu cadastro ou transferência.Ac.-TSE, de 4.10.2016, no REspe nº 7524: a transferência de domicílio eleitoral pode ser autorizada quando comprovadas relações econômicas, sociais e/ou familiares entre o cidadão e o município.Ac.-TSE, de 22.9.2016, no REspe nº 5650 e, de 8.9.2016, na Pet nº 40304: possibilidade de alteração estatutária, no ano da eleição, para reduzir o prazo mínimo de filiação até o limite fixado neste dispositivo.Ac.-TSE, de 18.9.2014, no AgR-REspe nº 101317 e, de 9.10.2012, no REspe nº 5389: o prazo mínimo de domicílio eleitoral na circunscrição também se aplica aos servidores públicos militares.Ac.-TSE, de 23.4.2013, no AgR-REspe nº 8121: cabimento de recurso especial em matéria referente a domicílio eleitoral, em função de sua natureza administrativo-eleitoral poder ensejar reflexos em relação a candidaturas.Ac.-TSE, de 3.4.2012, na Cta nº 3364: domicílio eleitoral de juízes e desembargadores.Ac.-TSE, de 16.6.2011, na Cta nº 76142: impossibilidade de se considerar, para fins de candidatura, o prazo em que o eleitor figurava apenas como fundador ou apoiador na criação da legenda.Ac.-TSE, de 15.9.2010, no AgR-REspe nº 254118: não atendimento desta condição de elegibilidade se a transferência de domicílio tiver sido concluída no cartório eleitoral após o prazo limite deste artigo, ainda que o pré-atendimento se tenha iniciado em momento anterior.Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput, será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido de origem.
Adolfo Silva Rego
17 de abril de 2018 3:51 amJaques Wagner é carta na manga
Não me parece que o Jaques Wagner seja carta fora do baralho. Ao contrário, é a carta na manga. Se a ideia é lançar Lula, não faz sentido nenhum ficar alardeando outro nome. Até por que, convenhamos, se admitimos que a condenação de Lula é injusta, como de fato o é para qualquer pessoa relativamente imparcial, temos que pressionar nossas instituições até o último instante para fazerem justiça. Mas, se não o fizerem, Jaques Wagner continua sendo, na minha opinião, o melhor nome para substituir Lula. Após Wagner, Haddad também daria conta do recado tranquilamente.
Wilton Santos
17 de abril de 2018 10:38 amNo último Fórum Social Mundial ocorrido em Salvador no final do
No último Fórum Social Mundial ocorrido em Salvador no final do mês de março passado, Lula compareceu ao evento e disse para a platéia onde estava o Jaques Wagner, pois queria muito fazlar com ele. Essa foi uma alfinetada, pois o galego (apelido do ex-governador baiano) estava fugindo do Lula para não terem que falar em sucessão presidencial. Inclusive, após o evento o Jacques Wagner e o atual governador da Bahia insinuaram que o PT deveria apoiar candidato de outro partido.
Neotupi
17 de abril de 2018 5:41 amHaddad é hábil politicamente
ao contrário do que você diz. E o vejo disposto a aceitar desafios.
Flavio Dino não pode mais ser candidato a presidente porque não renunciou a governador.
Requião, se mudar de partido mesmo renunciando ao Senado, não pode ser candidato em 2018. O prazo venceu dia 7.
Wilton Santos
17 de abril de 2018 10:45 amEm Sâo Paulo o povo paulistano não pode nem ouvir falar no Hadda
Em São Paulo o povo paulistano não pode nem ouvir falar no Haddad. Ele é péssimo de comunicação. Em 2012 teve 3,5 milhões de votos, já em 2016 teve apenas 700 mil votos (isso é votação de deputado federal, não de prefeito em São Paulo). Se realmente quisesse ser presidente, antes deveria se candidatar governador do Estado de São Paulo e não deixar que o Luiz Marinho (com menos carisma ainda) se candidatasse no seu lugar.
O Haddad raramente discurso em palanques e não tem ambição para ser estadista. Ele se limita a ser um acadêmico tecnocrata, não tem a gana de estdista. No ato em que o Lula foi preso, foi um dos únicos a não discursar, o Boulos e a Manuela tiveram mais destaque do que ele.
Neotupi
17 de abril de 2018 6:58 pmHaddad teve 1 milhão de votos em 2014 e ficou em 2o.
Não dá para comparar votação do 2o. turno em 2012 com a do primeiro turno em 2016.
Em 2012 Haddad teve 1 776 317 votos (28,98%) no primeiro turno, ficando em segundo. E venceu no segundo.
Em 2016 Haddad teve 967 190 votos (16,70%) e ficou em segundo, mas Dória venceu no primeiro. Lembre-se que Haddad sofreu ataque da divisão de votos com Marta 587 220 votos (10,14%), que, mesmo sendo candidata do PMDB, tinha um recall da sua administração petista (CEU’s, bilhete único, renda mínima antes do bolsa família, etc).
Em 2016, Haddad não foi nenhum desastre. Ao contrário do que você diz, ele não era rejeitado, pois Dória apoiado em pesquisas não atacou Haddad pessoalmente, até elogiou em debates, criticando apenas o PT. Vi muitos coxinhas dizendo que queriam votar em um candidato igual ao Haddad, mas não do PT.
Quem atacou Haddad em 2016 (Russomanno por exemplo) ficou atrás dele. E Dória ganhou por causa do momento, surfando no discurso da anti-política que estava no auge (não sou político, sou gestor, dizia), aproveitando o desemprego alto e queda de renda das famílias como se fosse resolver até isso como “bom gestor”. Enquanto Haddad vivia o pior momento político: impeachment de Dilma, seu partido demonizado em SP, crise econômica com queda na arrecadação freando investimentos públicos. Tudo isso levava o eleitor a querer mudança, como o torcedor de time de futebol que quer outro técnico porque não venceu as finais, mesmo fazendo boa campanha com as limitações do time que tinha em mãos. Junte a isto o fato das novas regras de financiamento de campanha que deixou Haddad com a campanha do tostão contra a campanha do milhão de Dória, com mais tempo de TV e com candidatos coadjuvantes como Marta fazendo escada em debates.
Haddad comunica bem, sim. É da nova geração que tem excelente timing para encaixar respostas em entrevistas e debates dentro do tempo. É dos melhores quadros no discurso propositivo (o que agrada mais os eleitores), e tem experiência administrativa exitosa com programas que beneficiam os mais pobres como Pro-Uni, a expansão universitária e de escolas técnicas, e como prefeito, melhoria no transporte público com aumento da velocidade com corredores de ônibus e wifi nos ônibus, criação de cursos superiores dentro da rede municipal de ensino, criação de emprego e renda nas áreas culturais (e na periferia que não tiveram tempo de maturar o suficiente com a mudança do plano diretor), projetos habitacionais populares no centro, perto do trabalho, e muitas outras políticas.
Edemar Motta
17 de abril de 2018 12:44 pmConcordo de A a Z. Requião é
Concordo de A a Z. Requião é o melhor nome existente hoje para a presidência. A moçada Boulos, Manuela, Haddad etc, todos para o Congresso.
carlos alberto rodrigues de carvalho filho
17 de abril de 2018 1:31 pmconcordo
concordo plenamente com voce, Requiao é o melhor nome ,saindo PMDB, gosto muito do Lindberg também que vc não comentou
Ruy Acquaviva
17 de abril de 2018 3:39 pmExcelente comentário
Concordo principalmente no que foi colocado em relação ao Ciro, em quem eu também não confio, e com relação à proposta do lançamento da candidatura Lula com o Requião como vice. Acho que a candidatura do lula deve ser levada até o último momento mas já é necessário sinalizar um vice e começar a espaço para quem assumirá a candidatura se não for possível mesmo levar Lula até a urna.
Com relação à governabilidade de um eleito pela esquerda isso é um problema para a direita, pois não é pequeno o custo de manter um golpe permanente e recomeçar uma campanha de desestabilização nos moldes da que colocou o Brasil na fossa séptica em que se encontra.
Marcos Luiz Ribeiro de Barros
17 de abril de 2018 9:30 pmImpossível!
Impossível Reqião se candidatar mudando-se para o PT em 2018! Já passou o prazo para isto! E pelo MDB, menos ainda! O Partido não vai escolhê-lo em convenção!
Malú
19 de abril de 2018 8:51 pmDiante deste tabuleiro há um
Diante deste tabuleiro há um jogador, com todo tempo do mundo para observar as peças e estudar as jogadas. Ele está com a peça fatal na mão e na hora certa dará o xeque-mate.
Marcos Videira
17 de abril de 2018 2:09 amCompreender e Respeitar a Realidade
Sob qualquer perspectiva, constata-se: o Brasil está sendo destroçado em todas as suas dimensões.
Esse movimento só tende a se agravar. Ou ser interrompido por uma aliança democrática (liberais e socialistas). Uma aliança que tenha também o compromisso de punir os golpistas, os fascistas e os traidores da pátria.
Penso que Lula deve assumir a condição de estadista e ser o catalizador dessa aliança, sem ser o candidato a Presidente.
Estou convencido de que essa aliança poderá contar com a Aeronáutica e a Marinha para garantir militarmente a restauração do Brasil.
franciscopereira neto
17 de abril de 2018 2:21 amConfessou
Enfim Nassif confessou sua incapacidade de ter uma leitura para o futuro que se aproxima.
Não é nenhum demerito não.
A verdade é que, quem diz o que vai acontecer, está simplesmente chutando.
Os fatos que se sucederam desde o mensalão, ou melhor, desde a eleição do Lula, no primeiro mandato, houveram vários indicativos que poderiam ser interpretados como sinais do tempos.
A “obrigação” do Lula escrever a Carta aos Brasileiros, na verdade não era para o povo brasileiro porra nenhuma.
Ela foi escrita para os rentistas ficarem tranquilos, mas nem isso bastou, apesar do Lula dizer sempre que os banqueiros nunca ganharam tanto como no seu governo.
Então o que deu errado?
Acontece que não bastava somente os banqueiros ganharem até os tubos.
O maior perigo era a importância que o Brasil estava ganhando como protagonista mundial, integrando os Brics, se desalinhando com os EUA, se aproximando mais com a China e a Rússia e o mercado africano esquecido por todos os ex presidentes e com Lula a expansão do mercados com países daquele continente, com a América Latina idem, formação da UNASUL etc.
Não por acaso a Odebrechet foi atacada visceralmente pela lava jato, destruindo-a tanto dentro do Brasil como fora, como em Angola, Peru, Venezuela entre outros países.
Um Lula incrédulo para eles num primeiro mandato, era o que bastava. Não daria tempo de fazer nada.
Mas o diabo é que o analfabeto começou a acertar e colocar o país na rota de um projeto de Nação, e para piorar, não é que o desgraçado consegue descobrir a maior jazida de petróleo do mundo no século XXI?
Epa! Espera ai! Não vamos deixar o apedeuta dar lição de moral para Busch e Obama.
Tudo o que estava dando certo no país na era Lula foi desmontado.
O país está um farrapo. É preciso mais o que para termos ciência de que foram os dedos imundos dos EUA?
O mote do xadrez do Nassif, incrivelmente ainda acredita na via política pacífica.
Lula não deveria ter se entregado.
Aquela grande massa humana não deixaria levá-lo pela via pacífica, assim como não foi nada pacífica a sua condenação.
Quem quis a confrontação não fomos nós, foram eles, então a resposta teria que ser na mesma medida e intensidade.
Não adiantava mais chorar o leite derramado. A condenação estava selada e as esquerdas tinham que resistir e criar um impasse institucional.
Renan Calheiro peitou o STF e o que aconteceu? Nada.
E Renan teve apoio de quem? Do Povão?
E Lula com todo o apoio popular foi se entregar.
Agora só Deus sabe o que vai acontecer.
Eu na verdade gostaria de um enfrentamento armado, porque se não jorrar sangue, esse país não jeito.
Jossimar
17 de abril de 2018 12:50 pmEu digo o que vai acontecer.
Eu digo o que vai acontecer. E não precisa ser adivinho. A direita já viu e quer evitar.
Sem Lula no páreo = Bolsonaro presidente. E não adianta chorar.
Enfim, teremos a ditadura fascista de direita que as elites sonham. E armada.
Quem vocês acham que TODO o meganha do Brasil apoia?
Preparem-se pobres, pretos, prostitutas, gays, petistas, participantes de movimentos sociais, etc etc
O chumbo vai comer. A Mariele foi só um aviso.
arkx
17 de abril de 2018 10:38 pmXadrez das eleições e do mito Lula
-> Eu na verdade gostaria de um enfrentamento armado, porque se não jorrar sangue, esse país não jeito.
tanto os que capitulam sem luta, em nome do “não derramamento de sangue”, quanto aqueles que apontam ser necessário “derramamento de sangue” para se concretizar as transformações sociais, ambos estão equivocados.
porque partem de premissas erradas, porque não levam em conta as circunstâncias objetivas, porque vivem a ilusão da ideologia e não a concretude da História.
a capitulação sem luta leva historicamente a um banho de sangue, promovido por ditaduras sanguinárias em longos anos de chumbo.
e não é necessário nenhum outro “derramamento de sangue” além daquele que aqui sempre aconteceu.
o genocídio do povo negro e pobre, dos indígenas e dos trabalhadores rurais, as execuções das lideranças dos trabalhadores, o sufocamento das revoltas, o esmagamento das rebeliões, num massacre contínuo do Povo Brasileiro.
portanto, não se trata nem de evitar e muito menos de provocar o “derramamento de sangue”. se trata de interrompê-lo.
este sangue permanentemente jorrando das veias abertas de um país e de sua população.
não será através da covardia fantasiada de ponderação, tampouco da insensatez disfarçada de heroísmo, que será possível estancar esta hemorragia.
.
Marcos Carvalho
17 de abril de 2018 2:57 amA parada hétero é a mais Gay de todas.
Acabei descobrindo o par de cromossomos de um superétero.
Na herança dos cromossomos sexuais, podemos ter o cromossomo X, feminino, e o Y, masculino.
As mulheres normalmente possuem o mesmo tipo de cromossomos sexuais (XX), já os homens possuem tipos distintos (XY).
Fazendo uma analogia com os números, podemos considerar que X é par e Y é ímpar.
Quando o resultado da soma dos cromossomos for par, teremos o feminino X, e quando for ímpar teremos o masculino Y.
Desta forma XX = X
e XY = Y
Este é o normal, até mesmo um homossexual masculino terá os cromossomos XY que resulta em um macho Y.
Porém, isto não se aplica ao superétero, pois este possui a necessidade de reforçar sua masculinidade, alegando categóricamente que não possui nenhum cromossomo (X), pois não tem nada de feminino.
Um dia ele vai descobrir que YY = X.
Anarquista Lúcida
17 de abril de 2018 4:32 amSe enganou de tópico?
O que essa lenga-lenga tem a ver com este tema?
Antonio Carlos Silva - Brasil
17 de abril de 2018 10:15 amAssessor informal de Marina
Assessor informal de Marina (ou bolsonazi) explicando porque é contra a relação homoafetiva .
Marcos Carvalho
17 de abril de 2018 1:41 pmCaracas!
Entendeu tudo errado.
Estou explicando novamente acima.
Neotupi
19 de abril de 2018 4:38 pmÉ nisso que dá recorrer à numerologia …
usando metáforas. Ninguém entende mesmo. E o golpe não se faz nem se desfaz com numerologia, tarot, bola de cristal. É com correlação de forças, no caso a força que temos é a do povo. Por isso o golpe quer tutelar quem pode e quem não pode ser candidato. É como se o mercado impusesse uma lista sextupla para o povo apenas referendar (o Ciro tá aprovado dentro desta lista, pois o mercado não conspira contra sua candidatura) .
Marcos Carvalho
19 de abril de 2018 7:21 pmcaracas!
Entendeu tudo errado também!
Não tem numerologia, nem Tarot e nem bola de cristal ai não!
E eu achava que estas coisas aconteciam só na direita!
Marcos Carvalho
17 de abril de 2018 1:40 pmMe Desculpe chefa!
Explico logo acima.
Gilson AS
17 de abril de 2018 7:08 amVocê fez comentário em post
Você fez comentário em post errado.
Das duas uma. Ou se enganou , ou está de sacanagem.
Prefiro acreditar que se enganou.
Marcos Carvalho
17 de abril de 2018 1:36 pmVou explicar!
O Post é o Xadrez das eleições e do Mito Lula.
O Post fala sobre o Golpe e o papel do STF no mesmo.
O Golpe fez aumentar a onda facista no País.
Os facistas são homofóbicos, e foram aqui apelidados de superéteros.
Y= IMPAR
X= PAR
(XX=X) (2+2=4)
(XY=Y) (2+1=3)
(YY=X) (1+1=2)
Agora considere que a Democracia e par e o golpe é ímpar:
DD=D
DG=G
GG=D
Ou seja o que está acabando com o Golpe é o facismo que é alimentado pelo golpe, portanto o golpe está acabando com o golpe, em outras palavras: Macho demais é fêmea, ou seja, o facismo e o golpe são derivados de uma energia masculina (Y) que quer dominar a energia feminina (X), mas esta energia dominadora será eliminada pela sua própria tentativa de dominação (YY=X). Fazendo uma analogia com a mentira para encobrir outra mentira, seria o Golpe dentro dentro Golpe, ou seja, para encobrir um Golpe você precisa de outro Golpe o que fatalmente acabará em Democracia.
Concluindo, assim como Macho demais vira Fêmea, Golpe demais vira Democracia, desta forma, o equilíbrio entre as energias Feminina e Masculina está pré determinado, estando também pré determinada a Democracia, pois o Golpe para sobreviver precisa de outro Golpe e esta combinação não está matematicamente disponível, pois Impar + Impar = Par.
Edu Pedrasse
17 de abril de 2018 3:01 amNassif e sua cauda de colégio particular
Difícil tarefa é fazer um texto de análise política que seja isento.
A série “Xadrez do…” traz análise utilíssimas e muito bem feitas. Eu agradeço.
Mas…Nem Nassif consegue.
A pérola suprema : “O ideal seria uma aliança de centro-esquerda, com setores conservadores legalistas, e com aqueles que entenderam o supremo risco do fator Bolsonaro.”
Conclue-se que Nassif ainda acredita que exista um “centrão” de boa índole no país.
Conclue-se que Nassif acredita que existam ainda conservadores legalistas nesse país.
E, conclue-se que Nassif acredita nos indivíduos poderosos, do lado de lá, que terão um pouco de bom senso.
Desta vez Nassif não falou o seu famoso “acordo”. Como sempre faz.
Nassif nao crê – esteja ele certo ou errado – em uma vitória a longo prazo da esquerda. Sozinha.
Eduardo Ramos
17 de abril de 2018 3:03 amNosso futuro tem muito a ver com o que farão Lula e Ciro Gomes
A sociedade brasileira é tão volúvel e surpreendente, reagindo de modo feroz e repentino por causas absurdamente pequenas, que qualquer prognóstico sobre a eleição se torna praticamente impossível!
Lembro de Aécio aparentemente liquidado em 2014, e Marina disparada na frente, e em 48 horas tudo mudou, Aécio se recuperou e por muito, muito pouco não venceu aquela eleição….
Também teve a eleição em que Ciro parecia ganhar corpo, prestes a pular para segundo colocado, empolgando o Brasil com sua inteligência, quando UMA fala desastrada em uma entrevista, o destruiu, em dois dias despencou para quarto lugar, perdendo até para Garotinho…..
Por coisas assim é que tenho medo, confesso…. Medo de uma Marina, motivo de chacota ao fim da eleição passada por suas declarações desastrosas e confusas, ter aprendido a lição e falar ao povo de modo simples, exatamente aquilo que as pessoas QUEREM OUVIR…. O poder da Globo está aí, temos que reconhecer, fomos arrogantes há quatro anos, quando achávamos que a Globo já não era “tudo isso”, e era…. Bastou se juntar ao furor das redes sociais, com MBL e assemelhados fazendo um barulho medonho nos ouvidos da sociedade, e o fato é que colocaram MILHÕES nas ruas, em poucas oportunidades, é verdade, mas nos momentos chave. Quase nenhum articulista fala de Marina Silva, talvez porque vejam apenas a atabalhoada, que destrói a si mesma…. Mas o marketing político existe para isso, ela terá o apoio do Itaú e outras grandes empresas, sua campanha não será investigada com rigor, não por esse Judiciário venal, corrompido, e se ocorrer o que todos esperam – Joaquim Barbosa e Bolsonaro se enterrarem por serem dois loucos e Alckmin já sair derrotado…. – a Globo e os golpistas podem turbinar a campanha de Marina, enfeitá-la, mostrá-la como “a política que saiu do PT porque não aguentou a corrupção dos petralhas”, e isso pode falar até mesmo a camadas mais pobres da população, confusa, por não poder votar em seu grande líder – Lula!
Por isso, Ciro Gomes e Lula deveriam URGENTEMENTE ter uma conversa séria, seríssima…. A militância do PT fará, majoritariamente, o que Lula pedir que façam, nem que seja “como um sacrifício, pelo bem maior, a salvação do Brasil…..”. Se Lula unge Ciro seu candidato, e Ciro se compromete a não abrir mão de determinados posicionamentos – por exemplo, de que Lula é sim, um preso político e que a Lava Jato cometeu excessos contra o Estado de Direito democrático, talvez seja essa a ÚNICA chance do golpe não prosperar, com a vitória de Marina Silva ou outro nome qualquer.
Vou alé,: Tivessem juízo, Lula e Ciro Gomes pensariam OUSADO, e ser ousado hoje em dia é ser PRAGMÁTICO, não idealista: uma chapa tipo Ciro Gomes tendo um Bresser Pereira como vice presidente, o que acalmaria a classe média, ao mercado, e daria a essa chapa uma COLORAÇÃO CENTRISTA que fugiria à atual SATANIZAÇÃO de que o PT foi e é vítima….. ROUBARIA o discurso da Globo, do “Fla X Flu”, do “petralhas X o resto do Brasil”….. Quantos nomes temos, hoje, com a respeitabilidade, dignidade, unanimidade, de um Bresser-Pereira?
Abrir mão de um candidato próprio, abrir mão de Lula, seria “traição” do PT, APENAS se tal evento não partisse do próprio Lula. Para quem já perdeu tudo, tudo mesmo nessa guerra selvagem e desumana contra ele travada, Lula se consagraria de vez, o mito dos mitos, se tivesse essa grandeza….
Que ela a tem, não tenho dúvidas. Se terá alguma ideia nesse sentido, não sei, toeço desesperadamente para que sim. Não podemos perder mais quatro anos. E tendo um Bresser Pereira como um “dialogador” em nome do Governo, Ciro Gomes teria alguma chance de atingir a governabilidade e cumprir as metas mínimas para nos tirar desse esgoto, desse abismo que ora estamos.
Anarquista Lúcida
17 de abril de 2018 7:09 pmCiro Gomes é de DIREITA!
Reproduzo aqui um comentário anterior de Neotupi:
“Ele representa mais o pensamento empresarial do capital produtivo civilizado (tão de “esquerda” quanto um Cláudio Lembo ou Bresser Pereira). Mas ele é a favor de privatizações, contra greves e a favor políticas de austeridade ortodoxas na economia. Quando foi ministro da fazenda no governo Itamar, apoiando a candidatura de FHC, defendeu o Consenso de Washington, foi o primeiro a defender a privatização da Vale quando nem estava em pauta, defendeu abertura comercial unilateral sem exigir contrapartidas, e convenceu Itamar a ameaçar demitir petroleiros em greve em vez de negociar. Nas eleições de 2002, no primeiro turno, quando ainda tinha expectativas de tomar de Serra o segundo lugar, fazia dicurso do mercado de que “Lula iria tocar fogo no Brasil” e escolheu como conselheiro econômico José Alexandre Scheinkman, neoliberal até a medula. Ele foi contra a política de cotas raciais, foi contra o piso nacional dos professores, e tem afinidades com as políticas estadunidenses do Banco Mundial (quase sempre privatizantes e “meritocráticas”).
Ciro é excelente pugilista contra a extrema-direita, ótimo debatador, ótimo crítico de problemas macroeconômicos nacionais (mas criticar juros altos é apenas apontar o óbvio, até Joaquim Levy criticava) e o acho melhor candidato do que os outros de direita. Mas, sem ficcionar nossos próprios desejos do que gostaríamos que ele fizesse, qual é exatamente o programa de governo de Ciro? Qual é o compromisso dele na economia e com os movimentos sociais?
Ciro critica juros, mas não se iludam: o mercado prefere ele do que um lulista como Haddad.”
a
Doney
17 de abril de 2018 3:22 amCenários
Reitero o que comentei aqui.
Se o Ciro Gomes vier candidato sem apoio do PT, o PSB queimar seu tempo de campanha com uma candidatura estéril, inútil e desarrazoada como a de Joaquim Barbosa e, por fim, o PT lançar outro candidato, mais a Marina puxando a votação dos evangélicos, enfim, neste caos, o mais provável é um segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro. Ou seja, entre a tragédia e a ruína.
Vindo com uma estratégia desunida e errática, a esquerda não chegará sequer no segundo turno.
Tirante Lula (que até os ortodoxos sabem que não poderá ser candidato), quem quer que seja o candidato do PT (Haddad, Patrus Ananias, Jacques Wagner, etc.) vai concorrer por um pífio quarto lugar. Disputará esta “honra” com Joaquim Barbosa e o próprio Ciro Gomes.
Tendo o mínimo de racionalidade e grandeza, reconhece-se que a chapa Ciro e Haddad é mais do que uma questão de lógica, é uma questão de necessidade do país.
Boulos prestará um imenso serviço se candidatando, a ele caberá a parte mais radical, mais ofensiva contra a direita.
E não nos enganemos, Alckmin, a despeito de ser um provinciano patético, de ser um administrador lamentável, com diversos casos de corrupção engavetados, é o queridinho da mídia e tem base no estado mais populoso – por isso é o principal inimigo a ser combatido. O foco te que ser contra ele.
Em um segundo turno, Bolsonaro se liquefaz sozinho.
Neotupi
17 de abril de 2018 5:28 amÉ só Haddad vestir a camisa de Lula que vence
Acorda para a realidade que está gritando na nossa frente.
A eleição gira em torno de Lula. Portanto ficará polarizada entre um candidato lulista que literalmente vista a camisa do Lula e o antilulismo, fragmentado nas candidaturas de Bolsonaro, Marina, Alckmin, Joaquim Barbosa e até mesmo Ciro (que quer manter uma imagem distanciada de Lula), se engalfinhando para ver quem vai ao segundo turno.
Basta Haddad ou outro fazer a campanha na TV e em todos os lugares com a camiseta “Eu sou Lula 13”, “Lula Livre” (caso ele continue preso), que assume a liderança das pesquisas muito rapidamente. Aliás todos os candidatos a deputado, senador e governador do PT deveriam fazer a campanha com essa camiseta, para aumentar bancadas no Congresso.
Boulos e Manuela também devem ser bem votados, mas a razão de ser da candidatura deles é ser um pouco diferente do PT, uma alternativa de esquerda, mais purista. Então ninguém receberá tanta transferência de votos como um candidato do PT, porque só esse candidato personificará o voto no Lula-13.
Antonio Carlos Silva - Brasil
17 de abril de 2018 10:13 am1000 estrelinhas de ouro
1000 estrelinhas de ouro !!
Tudo tão óbvio, pra que complicar ?
Edemar Motta
17 de abril de 2018 1:12 pmCiro não, mamãe.
Ciro não, mamãe.
Anarquista Lúcida
17 de abril de 2018 7:02 pmTentar obrigar a militância a votar em Ciro é TIRO NO PÉ
Além se sacanagem com os militantes… Nao voto nele no primeiro turno nem amarrada, e no segundo só se a opçao for Bolsonaro, mas aí, contra Bolsonaro, eu votaria até na pulga do cachorro do bêbado da esquina. Se for Ciro contra qualquer outro candidato que nao seja Lula ou do PT eu voto nulo.
C.Poivre
17 de abril de 2018 3:23 am“Candidato que desponta”?
Não sei sobre que base factual o Nassif considera Ciro Gomes como um candidato de esquerda, sendo ele um político assumidamente neoliberal, conservador, de direita e com ZERO de confiabilidade. Para vice então nem um candidato de seu campo (a direita) o aceitaria por ser um potencial traidor talvez pior que o Temer. Segundo, ele não sai do 5-6% nas pesquisas de opinião, ou seja, não tem potencial de crescimento e conta com uma enorme rejeição, principalmente entre os petistas e a Esquerda em geral. A Manuela, que é candidata há pouquíssimo tempo, já amealhou 2% na primeira enquete eleitoral, portanto não tem nada que o credencie como uma escolha natural da esquerda, inclusive porquê seu partido votou majoritariamente a favor do impedimento da Presidenta eleita, a favor de todos as monstruosidades que o regime golpista enviou ao Congresso (com o que congelou o orçamento por 20 anos) e a favor da intervenção militar no Rio. Como votar num candidato de um partido direitista como o PDT? Se Ciro Gomes for a única opção, prefiro ficar em casa.
https://www.conversaafiada.com.br/politica/joaquim-xavier-ate-tu-ciro
Fernando AC
17 de abril de 2018 3:27 amSerá petista com certeza!
O candidato será do PT, se será Lula ou outro qualquer só o tempo dirá, já disse outras vezes, acho sintomático a midia, PF e o judiciario irem para o ataque pra cima do Jacques, talvez estejam percebendo quem pode ser o outro.E qdo dizem que Jacques não quer presidência é aquela velha conversa de João sem braço porque não se trata apenas de proteger o Lula mas também deixar a direita como biruta de aeroporto. Garanto que se for aclamado pelo Lula ninguém segura, porque esse Sr é o que teve mais exitos em seus governos depois do Lula.
CRmlo
17 de abril de 2018 3:29 amO terceiro grupo.
O terceiro grupo é composto por dois bravateiro que, a partir de Suíça e Suécia, cagam regras para nós aqui, que vivemos no país destruído pelo golpe.
Jus Ad Rem
17 de abril de 2018 3:31 am#
As esquerdas deveriam abrir mão de lançar candidatos e se unir em torno de um só nome de centro esquerda, como por exemplo Roberto Requião.
Caso contrário, com votos pulverizados entre 3 candidatos, estará entregando o Brasil à direita ou pior, à extrema direita.
Edemar Motta
17 de abril de 2018 1:07 pmRequião é o melhor nome no
Requião é o melhor nome no momento, pois Lula não será candidato de jeito nenhum, nem que precisem de baionetas para impedí-lo.
jakson ferreira de alencar
17 de abril de 2018 3:43 amOcandidato indicado por lula
Ocandidato indicado por lula subirá muito e rápido. Essa análise tá muito pobre.
Anarquista Lúcida
17 de abril de 2018 4:35 amCiro Gomes é a melhor opção PARA A DIREITA agora
Nao é o candidato que ela prefere, mas fará boa parte do programa dela — eke foi a favor da privatizaçao da Vale, lembram? — e ainda criará a ilusao de volta da normalidade democrática. E ainda engana os incautos de que é de esquerda. Qual a vantagem para a esquerda disso? Só serve para tentar enterrar o fator Lula.
Antonio Carlos Silva - Brasil
17 de abril de 2018 10:34 amO Ciro, Marina e atualmente
O Ciro, Marina e atualmente Bolsonazi cumprem um papel relevante nas campanhas presidenciais ? Abre alas para o candidato do Departamento do Estado (e a filial Rede Globosta) passar.
E ainda ganham uma graninha da sobra da campanha para bordejar pelo mundo esperando a próxima campanha .
Jorge Vieira
17 de abril de 2018 5:54 amGolpe de Estado
O Golpe de Estado, ancorado em um “Novo Estado de Direito” construído, ao arrepio da Constituição de 1988, por 6 juízes golpistas do STF tem o cérebro, o comando central e os executores identificados.
No post “Xadrez do Passaralho dos Tucanos”, o Nassif descreveu uma teoria sobre o planejamento e execução do golpe parlamentar de 2016 – ainda não acabado – que eu denominei de Teoria da Conspiração da Mula sem Cabeça, pois nessa teoria do Nassif não havia um comando central do golpe. Havia inteligência, mas não havia um cérebro comandando o golpe, de tal forma que, posteriormente, no julgamento dos homens ou no julgamento da História, não seria possivel aplicar a exótica Teoria Tropical do Domínio do Fato aos golpistas, teoria esta adaptada pelo sr. Joaquim Barbosa – o capitão do mato do processo do mensalão do PT, que àquela época já atuava à mando dos financiadores e estrategistas do golpe – para condenar sem provas, naquele processo, as principais lideranças do Partido dos Trabalhadores.A Teoria da Conspiração da Mula sem Cabeça teria como objetivo final afastar, em definitivo, Lula e o PT do governo central do país.
Ao final dos meus comentários, eu sugeri ao Nassif que ele pesquisasse, pois, se investigasse, acharia, facilmente, o dono do cérebro da conspiração.
Não deu outra, no post de hoje o Nassif achou a cabeça (e o cérebro) do golpe e a colocou em cima do corpo da mula.
Neotupi
17 de abril de 2018 6:18 amFaltou uma 4a. proposta na peça 4
Que é PT, PCdoB, PSOL e menos afinado o PDT de Ciro, manterem cada um candidatura própria, mas todos fazerem campanha na mesma direção, disseminando as mesmas ideias e mesmas lutas comuns, sem agressões entre si, lutando contra os mesmos adversários. A vantagem é que todos tem bancada para participar dos debates formando um pelotão de esquerda contra a direita. Além disso quem rejeita o PT por preconceito ou intoxicação por overdose de coxinha, pode gostar das mesmas ideias se vierem de Boulos ou Manuela, por exemplo. Os tres ou quatro candidatos podem até promover comícios e eventos de campanha juntos, na forma de frente popular. Eventualmente pode haver voto útil na reta de chegada do primeiro turno se tiver embolado para a esquerda não ficar fora do segundo turno, ou mesmo alguns candidatos retirarem a candidatura em apoio a outro que dispare na frente. Quanto às outras três propostas de atuação das esquerdas, acho ideia de jerico. O grupo derrotista (e não realista) que joga a toalha achando que não pode ser eleito já achando que seria derrubado, defendendo que é melhor deixar o golpismo continuar, deveria se aposentar e ir se dedicar ao budismo, caminho de San Tiago, ou algo do gênero. Porque isso seria traição ao povo, apostar no quanto pior (no próximo mandato), melhor (no futuro). O grupo do aliancismo que propõe abduzir o PT atrás da imagem de Ciro Gomes, é outra ideia idiota. Primeiro porque deixa órfão o eleitorado que mais precisa do PT, o eleitorado mais pobre e vulnerável. Segundo porque só se reduz o antipetismo expondo o petismo como ele é, com suas bandeiras às claras, de inclusão social, bem estar social para classe média, pleno emprego, desenvolvimento e soberania nacional, em contraponto com a idiotice da imagem que a extrema-direita pinta de “comunista”, “bolivariano”, “feminazi” e outras sandices. O terceiro grupo que prega confronto fora do caminho das urnas, como o próprio Nassif diz não tem vínculos com a realidade. O que eu estou vendo é que a quarta proposta citada acima é a melhor e mais viável.
Valdez Oliveira de Araujo
19 de abril de 2018 3:41 ampulverizada
E com tal pulverizaçao dando adeus ao segundo turno..pessima estrategia.
Gilson AS
17 de abril de 2018 7:26 amSemana passada André Singer
Semana passada André Singer falou uma coisa que pouco destaque foi dado na mídia. Ele disse: ” O Lula ainda tem uma carta na manga”
O que seria. Vamos aguardar.
//////////
Ainda acho que as eleições estão em aberto.
Acredito que Joaquim Barbosa dará trabalho. Vai tirar votos da esquerda e direita. .
Votos da direta virão por ter dado início a destruição do PT.
Votos da esquerda pelo seu apelo pessoal.
Já vi comentários que JB será o Obama brasileiro . Não devemos esquecer que 51% da população é negra. Isso será explorada de uma maneira velada e subliminar na Campanha do Barbosa.
Maria Luisa
17 de abril de 2018 9:59 amO PT deve preparar uma campanha aguerrida e com estratégias
O que faz a imprensa, o judiciario em seu conjunto e orgãos que estão nessa esfera de ação negar o mitor Lula é utilizar de seu poder para fazer por todos os meios a descontrução desse mito. Como no passado fizeram com Getulio Vargas que foi reabilitado mais fortemente a partir do governo Lula.
O Judiciario não quer mito nem martir e por isso esse tratamento “sem privilégios” ao ex-presidente, do qual Moro faz questão de reafirmar em suas falas. Na verdade, Lula não teve privilégio nenhum por parte do Judiciario. Foi condenado sem provas, num processo eivado de erros e arbitrariedades e numa rapidez absurda.
Porém por mais que queiram diminuir a importância do Lulismo, como afirmam, não terão como apagar do cenario brasileiro a importância de Lula, seu simbolismo e seu legado. Principalmente nas eleições deste ano. O grande erro de querer afastar Lula de qualquer maneira das eleições o faz omnipresente na disputa eleitoral de 18.
Armando A Madeira
17 de abril de 2018 10:17 amSabe tudo…..
Sabe tudo…..
Rogério Mattos
17 de abril de 2018 10:17 amÔ Nassif, esquece esse
Ô Nassif, esquece esse negócio de Ciro. Só queria fazer uma crítica às suas projeções, ou seja, a parte final de seu artigo. Os “realistas” na verdade são utopistas. Uma solução pragmática seria um candidato com experiência e poder de chamar votos. Não sei qual motivo de se falar tanto de Haddad e não de Jaques Wagner. Ele tem o potencial de levar o nordeste todo, como é praxe do PT nas eleições presidenciais.
Aí entra a questão das alianças. Primeiro: Ciro não tem aliança; tem interesse, no máximo. A questão das alianças seria a alternativa do PT, no caso o JW, com boas candidaturas do PT e dos partidos aliados para puxar votos. Dilma é capaz de vencer novamente Aécio em Minas? Ela com Pimentel seriam bons puxadores de votos? E no Rio com o Celso Amorim? Dá para fazer um bom barulho se ele quiser se candidatar. São Paulo está desidratada (para dizer o mínimo) para o governo do estado. Por que Haddad não vai para lá? No mais, dificilmente vão dar uma surra na esquerda como foi em 2014. A tucanalha refluiu, como você mesmo diz. Com a conquista dos votos no nordeste e da maior parte possível no sudeste, aí tem o que os “analistas” chamam de movimento de manada, na verdade, um ímã para votos dispersos em outras regiões. Deve-se analisar as candidaturas petistas e as da aliança em cada estado para se ter uma situação mais clara.
Estamos antecipando muito um debate eleitoral por causa do calendário da mídia-judiciário. Tem muita coisa a ser esclarecida ainda.
Dentre os “radicais de facebook” ou esses tipos de viúva do Lula você poderia colocar o Paulo Henrique Amorim e outros. Querem um combate no estilo antigo, como naquela foto do Brizola armado ou lembrando o Allende. Dentre esses estão muitos eleitores do Ciro.
Acho que em tudo isso tem questões estratégicas que não podem ser pensadas de maneira leviana.
JB Costa
17 de abril de 2018 12:32 pmPrezado,Com base em que o
Prezado,
Com base em que o Jacques Wagner tem “potencial de levar o NE todo”? Ou é somente o vezo de tratar essa região monoliticamente?
Só um nome une, ou uniria, o nordeste de “cabo a rato”: Lula. Para qualquer outro essa unanimidade se esfacelará. Os interesses e as distinções de cada unidade é que prevalecerão.
Batata
17 de abril de 2018 3:20 pmJaques Wagner
JB,
o Jaques Wagner é um quadro político de destaque da direção nacional do PT, foi Governador da Bahia por dois mandatos, e elegeu seu sucessor. É um político que costura interesses no Nordeste (não esquecer os índices de votação do PT na região toda) e foi quadro relevante da CUT. Tem uma visibilidade muito maior do que a Dilma tinha quando foi lançada e muito maior que a do Haddad. Os paulistanos não costumam olhar muito para o que acontece ao norte do RIo Grande (vício de macaqueação do olhar sobre o sul de um outro Rio Grande).
alexis
17 de abril de 2018 10:46 amAí vem o Nassif….agora com Ciro!
Nassif agora cismou com Ciro Gomes. Lembrando que não muito tempo atrás colocava Aecim como sendo grande estadista e uma ficha importante no tabuleiro político do Brasil.
Vejamos outros destaques, que achei interessantes:
E Ministros do STF celebravam seu poder, como que bradando aos ventos “eu tenho a força”.
Lula: a figura do pacificador, aquele que, até a véspera da sua prisão, defendeu a democracia e os direitos dos mais necessitados.
Lula e o PT têm agido com verdadeira “democracia”, mesmo no Brasil golpista de hoje, numa atitude republicana que tem ajudado a defender o pouco de civilidade que este país ainda tem assegurando – por enquanto – a paz social. O STF devia até agradecer por isso.
“o PSDB se autodestruiu, com a opção pelo golpe de Estado do seu candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014, que depois se viu envolvido em situações cada vez mais escabrosas”.
O PSDB perdeu a grande chance de ficar quieto aguardando até 2018 e entrar com grandes possibilidades nesta eleição. Era melhor para eles manter Dilma sangrando, mas, pesou mais a “sangria” dos corruptos, notadamente Aécio, que puxou o barco para o lado golpista e levou junto o PSDB para o buraco.
“os que defendem a formação de uma frente de esquerdas. No segundo caso, o candidato que despontaria seria Ciro Gomes (??????).
Não caro Nassif! Quem despontaria seria o candidato do PT que Lula apoiasse, e que poderia ser Haddad.
Lamento que Nassif tenha entrado nesta fria, de trazer um tucano nordestino para o conjunto progressista da esquerda. O PDT apoiou o golpe e Ciro está aí apenas para aumentar a votação parlamentar da legenda. Ciro é apenas Ciro, um coronel que brigou com o PSDB na época em que achava que poderia ser ele quem pegasse o pacote do Plano Real do Itamar e ganhar na eleição seguinte, mas não, foi escolhido o FHC e, desde aquela época o tucano Ciro vive com dor de cotovelo. Fica em Harvard com o seu guru Mangabeira Unger tentando mostrar que sabe mais economia que o Serra e que os EUA deviam ter preferido ele. Hoje parece que preferem mesmo.
Luis Armidoro
17 de abril de 2018 10:52 amPrezados camaradas
Um grande
Prezados camaradas
Um grande post, mas há uma peça (pode estar subentendida no contexto, mas não fui capaz de identificá-la): os militares
Há consenso de que o golpe foi organizado de fora (e os dedos sujos e gagás de fhc tinham de estar nisso) pelo Partido Democrata com grupo empresariais daqui de dentro (se bem que o pilantra do jp lemann spu USA O BRASIL para lucrar)
Mas como militares, mesmo que exista um alinhamento pavloviano com os EUA, vão aceitar que se desmonte o Estado Nacional, com riscos de fragmentação territorial? Lógico que existem militares nacionalistas e patriotas, como podem ver essas sacanagens do capital grosso e fazer nada?
Edemar Motta
17 de abril de 2018 12:59 pmTrazer nossos milicos para um
Trazer nossos milicos para um lado é muito fácil, basta dizer: bora ali combater o comunismo.
vilasboas
17 de abril de 2018 11:40 ameleições
Um artigo belíssimo; parabéns NASSIF. MAS….
Inútil essa discussão; de qqer jeito a direita vai assumir ou quem estiver com ela; ciro, suspeitissimo. As urnas vão estar preparadas para que assim seja. Esqueceram? Quem vai estar comandando o tse é fux e quem sai é gilmau, ainda, quem vai FISCALIZAR todo o processo é a banca anglozionianque que já está convidada pelo gilmau.
Afinal, esse golpe com a tomada do Brasil foi pensado e concretizado pelos mais famosos terroristas internacionais do mundo; não vão entregar tão facilmente o que já conquistaram.
Jossimar
17 de abril de 2018 11:48 amNão esquecer que os CINCO
Não esquecer que os CINCO VERMES do atual STFede elencados pelo Nassif foram todos nomeados por Lula e Dilma. Todos nomeados por gvernos do PT.
Que isto também sirva de lição para quem indica os membros daquele circo de horrores.
zegomes
17 de abril de 2018 12:11 pmA verdade pode ser buscada
A verdade pode ser buscada nas… entrelinhas. Ciro Gomes disse recentemente que “na hora H o PT correrá para meus braços”. O que faz um candidato que tem 5% de votos dizer isto? Talvez o poder que sabe que está por trás dele e que nós, meros mortais, não sabemos. Todos estamos estupefatos com a força descomunal que os movimentos do golpe, dos anti-Lula, dos anti-esquerda, dos entreguistas têm apresentado nesses últimos anos. Isso é gigantesco. Como o comentarista Observador1 disse é a força dos enxadristas ianques, do capital financeiro mundial, das petroleiras, dos Institutos Liberais comandados por eles, do domínio das redes sociais e da inteligência artificial, além de muito dinheiro para comprar, comprar tudo, magistrados, mídias, etc. que dão esse poder . Infelizmente, nós estamos na mira deles. Quando vejo Ciro proferir essas frases arrogantes, me vem à cabeça: esse homem faz parte, trabalha para o Hegemon. De onde vem a certeza do seu poder? Por isso, enganam-se os que pensam que o candidato do Hegemon seja Álvaro Dias, ele pode ser Ciro Gomes. Lembrai-vos dos Lobos.
gaúcho
17 de abril de 2018 12:12 pmNeste momento da história sou
Neste momento da história sou categórico em afirmar Ciro se inaviabilizou junto ao PT, não vejo a mínima possibilidade de o PT apoiar ou fazer aliança com esse cidadão.
Do ponto de vista da militância e petistas em geral afirmo, sem medo de errar, Ciro não terá um voto.
Fr@ncisco
17 de abril de 2018 2:48 pmCiro, ‘o Inviabilizador’
Permita repetir, “Ciro se inviabilizou junto ao PT”.
Como Ciro se inviabilizou em 1998.
Como Ciro se inviabilizou em 2002.
Como Ciro vai se inviabilizando em 2018.
Medeia
17 de abril de 2018 12:18 pmcardoso é traidor!
a ideia da construção do mito é uma falácia.
quem apoia essa ideia estapafúrdia o faz de dentro de um gabinete com ar-condicionado e se valendo do direito de ir e vir.
já pegou cana por um crime que não cometeu?
já dormiu no xilindró uma noite sequer?
já viveu sob o medo de ter sua comida envenenada?
evidentemente, não.
felizmente, a esquerda não é feita nos gabinetes e nos conchavos de corredor.
felizmente, gleisi hofmann e lindbergh farias estão ouvindo AS RUAS e AS BASES e não o público virtual, inclusivo o mercado de opinião da esquerda.
agora é o momento de luta e não há tempo para contemporização. não há plano b.
vamos esperar a morte e a naturalização do fim de lula?
Marcelo Laffitte
17 de abril de 2018 12:22 pmMuita água vai rolar
Na minha humilde opinião, o Brasil precisa de Lula candidato até que a corte os separe, ou seja, até que a Justiça impugne sua candidatura. Até lá, muita água vai rolar. É possível que Aécio seja processado (quiçá preso), que a verdade sobre as relações de Joaquim Barbosa com a Rede Globo venha a público, que um dossiê completo sobre Alckmin seja divulgado, que Bolsonaro esmurre um jornalista, ou até mesmo que Tacla Duran possa depor. Vivemos dias de incerteza e, na certa por isso mesmo, Lula, mesmo preso, precisa falar ao povo brasileiro pelo maior tempo possível.
Num breve exercício de futurologia, imagino eu o lançamento de uma chapa com Lula presidente e Haddad vice. Ás vésperas do prazo final, Lula é impugnado ou desiste per si para manter uma chapa elegível, trazendo Boulos para ser vice de Haddad. Com a cama, digo, a campanha já feita por Lula, o segundo turno para essa dupla é quase certo. Só não me atrevo a dizer se seria contra Alckmin ou Bolsonaro, De qualquer forma, sendo a primeira previsão realizada, somar-se-ia então o apoio de Ciro Gomes e de Manuela D’Ávila, talvez até mesmo de Joaquim Barbosa. E quanto a Marina Silva e Álvaro Dias? Sei lá o que farão, mas, para mim, tanto faz.
De qualquer forma, chegaremos ao outubro de 2018 exatamente como estamos hoje: com um país dividido. O resultado da soma de todos esses fatores é imprevisível, pelo menos por enquanto, pois, como escrevi antes, muita água vai rolar.
Mas também é possível que nada disso aconteça.
CezarR
17 de abril de 2018 12:27 pmCiro Direita?
É fato que esquerda e direita tem várias tonalidades, mas no Brasil há basicamente duas forças, os entreguistas e os nacionalistas. O s nacionalistas aqui são de esquerda e os entregustas de direita. Ciro está entre os nacionalistas. Meu voto é dele, mas posso mudar por um voto útil em outra pessoa de esquerda. Só não dá pra insistir em Lula indefinidadmente.
saulogeo
17 de abril de 2018 12:35 pmCelso Amorim
Ninguém vai lembrar do Celso Amorim?
Neste caos político, capacidade de diálogo com clareza de objetivos, será uma das qualidades mais desejáveis para o futuro candidato(a).
Lula bate de frente e ele, Amorim, come pelas bordas…..
Edemar Motta
17 de abril de 2018 12:52 pmEleições presidenciais sem
Eleições presidenciais sem Lula candidato não passarão de legitimação do golpe.
Fr@ncisco
17 de abril de 2018 2:36 pmColônia do Bahamas
Os golpistas, através de instrumentos jurídicos e midiáticos a disposição, passaram anos tentando tirar Lula da Silva do cenário político brasileiro, criminalizando-o para destruir, seu partido, sua imagem, seu legado e sobretudo sua liderança, até chegarem ao último ato disponível, no arsenal fartamente utilizado, a ‘prisão em solitária’.
Preso, aferem o resultado, via pesquisas próprias e, pasmem, o sentenciado Lula da Silva, não apenas cresce, como acende a militância, desperta o mundo sobre o que de fato acontece no Brasil e permanece inviabilizando que legalizem o golpe vencendo a eleição, agora acumulando com a prisão o movimento de libertação, reforçando assim o papel de peça chave da eleição.
Aí vem um afobado bonde político chamado desejo, querendo ocupar espaço à marra, com Ciro motorneiro, Wanderley Guilherme bilheteiro e PHA limpa-trilhos, trazendo junto bando de doidivanas do pouco pensar e/ou do muito querer, tentando fazer o que os golpistas não conseguiram, mesmo movendo céus e terra e atropelando a justiça e a Constituição, remover Lula da eleição, ora de forma graciosa, penitênciosa, pensando eles, os inteligentes da política, por incrível que pareça, que abrirão uma avenida onde Ciro irá desfilar rumo ao poder.
Ivo engano, na realidade estarão abrindo o canal do Panamá para os golpistas vencerem as eleições, equlibrarem o governo, a política e a economia e garantirem o poder necessário para transformar de vez o país em colônia e entreposto comercial do Norte, no tabuleiro da geopolítica a ser esgrimida nessa e próxima década.
Bye, Bye, Brasil Nação, moderna, justa e soberana, salve-se quem puder, bem longe da ‘Colônia do Bahamas’.
bobo
17 de abril de 2018 3:31 pmLula é Esperança
A popularidade de Lula é maior que a política, e sua biografia também atesta isso. A frente é um passo rumo a uma candidatura popular e representativa, tendo a dimensão do que Lula representa como ninguém.
jose carlos lima...
17 de abril de 2018 3:34 pmHoje é aniversário do golpe: foi em 17 de abril que Dilma
Nassif, hoje é aniversário do golpe: foi em 17 de abril que Dilma foi afastada pela rataria pretoriana com STF e tudo junto….
estamos na fase de quando JK foi acusado de ter apartamento, com promessa de que haveria eileição – ele JK era imbatível – depois enfiaram o Maziil – Temer na presidencia: agora estão procurando um Castelo Branco…quem sera?
O golpe de 64, gradualmente, como tudo neste pais, se deu quatro anos depois, em 68 do AI5….parece que 68 de 2016 vai chegar bem antes de 4 anos….
Hoje é aniversário de 2 anos do golpe quando, em 17/4/16 a presidenta eleita foi afastada, sem que tenha cometido crime de responsabilidade…
https://josecarloslima.blogspot.com.br/2018/04/hoje-17-de-abril-e-aniversario-de-2_78.html
Nender, o tal
17 de abril de 2018 4:30 pmPerdoa-nos por nos golpearem…
“(…)Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.
Confesso minha incapacidade, neste momento, em avaliar a melhor alternativa. O ideal seria uma aliança de centro-esquerda, com setores conservadores legalistas, e com aqueles que entenderam o supremo risco do fator Bolsonaro.”
Eu nem vou comentar o resto do texto.
Esse trecho de dois parágrafos revela duas coisas:
1- Uma extrema falta de humildade e uma prepotência sem par, como se os movimentos históricos em andamento se resumissem as alternativas impostas no texto.
Eu imagino que um extraterrestre se ousasse pousar aqui no Brasil, e lesse esse trecho: “(…) sem vínculos com a realidade(…)”
Ele perguntaria: Qual realidade?
2- O outro trecho é seminal: “(…)aliança com conservadores legalistas(…)”.
Ora bolas, é justamente a legalidade que permitiu o linchamento de Lula e seu aprisionamento.
Foi a legalidade instituída que permitiu o golpe. Foi a aliança com conservadores legalistas (desculpem, não posso deixar de registrar o quanto essa expressão me provoca risos) que nos trouxe a essa encruzilhada.
O que Lula e Dilma fizeram, senão tentar alianças com os (risos) conservadores legalistas?
É essa legalidade que alimente a fomenta a violência urbana, tanto como resultado da desastrada política de proibições às drogas, como na omissão cúmplice do etnocídio praticado pelas forças policiais e grupos para-estatais (milícias).
O pleonasmo não é mero incidente: Todo legalista é, por definição, conservador, e vice-versa.
Não há quem possa defender uma ordem legal que mantenha 800 mil presos, quase todos pretos e pobres (agora somados aos novos indesejáveis, os petistas), 60 mil mortos por ano, um judiciáio mais caro e partidário do planeta, recorde de mortos nos conflitos no campo, e “execuções provisórias de sentenças” (sim, elas estavam em vigor antes do caso Lula).
Eu não imagino que a radizalização seja um fim em si mesma, mas me assusta ler que qualquer possibilidade de radicalização seja afastada de plano, como uma doença incurável.
Qualquer chance de pensar o problema sem passar pelas históricas “acochambradas de gabinete” é logo rotulada.
O paciente está em quadro hemorrágico e em choque, e querem colocar um band-aid na ferida, chamado de “aliança de centro-esquerda”.
Piada.
Ah, como pedra de toque, o argumento do “medo” (risco bolsonaro).
Nem a CIA conseguiria articular tão bem seus interesses por aqui.
Eleita a aliança de centro-esquerda, vamos a validação da lei do petróleo, a entrega das estatais (as que restam) e a volta da cantilena economicista da responsabilidade fiscal.
Quem sabe sobra algum para reconstruir alguma política social, até esperarmos o próximo golpe?
E seguindo o roteiro do texto acima, assumindo desde já que todo golpe é culpa da esquerda (e dos esquerdopatas), pedimos antecipadamente desculpas.
Marcelo33
17 de abril de 2018 4:53 pm“Um grupo, mais realista,
“Um grupo, mais realista, duvida das condições de governabilidade no caso de eleição de um candidato de esquerda. Supõe que, ante a vitória de um nome de esquerda, o arco do golpe encontraria de novo seu ponto de convergência e se recomporia para inviabilizar o governo. A volta da democracia seria um processo lento, que teria mais a ganhar investindo no mito Lula e transformando sua libertação na bandeira central, inclusive com repercussão internacional. Ou seja, deixando a direita se desmilinguir por esforço próprio.”
Até Concordo, pena que o Brasil vai se desmilinguir junto. O Brasil ACABA se a direita levar estas eleições. A Direita vai se desmilinguir por esforço próprio, mas o Brasil irá se desmilinguir junto. E os contratos do pré-sal serão muito mais dificeis de serem rasgados com a produção já funcionando. ESPERO que quem vá reconstruir o país comece rasgando essses contratos. Mas em 2022 ??? Duvido.
E tem Alcântara !!! Se a direita levar a eleições, teremos que lançar um ATAQUE contra a OTAN para expulsar os americanso de lá, ou seja, perderemos nossa base, e nosso program de foguetes estará morto para sempre !!! Teremos que fazer uma base de foguetes em um local bem pior, pois a melhor localização para uam base em nosso território será território americano. Uma humilhação. Não teve revolução comunista que tirou os americanos de Guantánamo.
Golpe revertido em 2022 = Primeiro mundo manter os ganhos praticamente intactos. Sobretudo os EUA.
Se duvidar, depois do Geraldão se eleger, rola até pressão internacional forte pela libertação do Lula (Pressão DE VERDADE, não essa PALHAÇADA que teve até agora), ele se elege praticamente morto em 2022, sem rasgar um contratinho sequer, para administrar terra arrasada nesse país, para uma nova conciliação, em um país semi-morto.
João de Paiva
17 de abril de 2018 5:35 pmAnálise claramente manipuladora (Sem censura, por favor!)
Já observamos que adireita golpista, oligárquica, plutocrata, escravocrata, cleptocrata, privatista e entreguista, quando não possui argumentos lógicos válidos e verdadeiros, para contrapor a esquerda, lança mão de adjetivação e desqualificação do campo adversário. Com alguns jornalistas pegos em contradição, lançando mão de expedientes que sempre condenaram nos outros (como os assassinatos de reputação daqueles que ousam desfiá-los e criticá-los, mostrando as incoerências e fragilidades argumentativas, manipulações e distorções fáticas) temos observado o mesmo tipo de comportamento.
Após ‘narizes de cera’ e várias análises paralelas relacionadas ao tema principal, esse xadrez é encerrado com três críticas falaciosas ao campo das esquerdas, sobretudo dentro do próprio PT, que não abrem mão da candidadura do Ex-Presidente Lula, em nome de qualquer “Plao B”, ao gosto do “mercado”, dos rentistas e dos golpistas e entreguistas.
“Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.
Confesso minha incapacidade, neste momento, em avaliar a melhor alternativa. O ideal seria uma aliança de centro-esquerda, com setores conservadores legalistas, e com aqueles que entenderam o supremo risco do fator Bolsonaro.
Mas não consigo vislumbrar movimentos nessa direção. Do lado do PT, as novas lideranças, Gleisi Hofmann e Lindbergh Farias, precisariam trocar a armadura de guerreiros de redes sociais pela de estrategistas políticos. Ciro Gomes precisaria trazer mais clareza sobre sua candidatura. E os democratas de centro-direita precisariam de um porta voz confiável.”
Eu e a esmagadora maioria dos que sempre votamos em Lula e nos parlamentares do PT, que nos identificamos com as bases sociais do partido não somos radicais de facebook (nunca usei essa ou outra rede social estadunidense) e temos contato direto com a realidade, participando de manifestações atos contra o golpe de Estado, contra ditadura da toga e contra o desmonte entreguismo do Brasil pela clepto-juristocracia levada ao comando do País desde maio de 2016.
No penúltimo parágrafo, o jornalista – com toda a experiência que possui, em mais de 30 anos de carreira – se confessa incapaz de avaliar a situação e apontar a melhor alternativa. Ora, se ele admite isso, por que, então, insiste em rotular os que defendem uma candidatura do Ex-Presidente Lula até as últimas conseqüências, levando ao impasse institucional?
No parágrafo final, o analista/jornalista aponta sua artilharia sobre a brava Gleisi Hoffmann, nomeada pelo Ex-Presidente Lula como sua porta-voz, naquele último ato público, no SM-SBC, antes de ele, mal orientado por advogados liderados pelo Judas José Eduardo Martins Cardoso, se entregar aos algozes lavajateiros que lhe colocaram numa solitária na carceragame da PF lavajateira curitibana. Sobra também para o senador Lindbergh Farias, que defende a candidatura de Lula até as últimas conseqüências. Os senadores petistas que até agora se mostraram mais leais ao Ex-Presidente Lula são tachados de ‘guerreiros com armaduras, atuantes em redes sociais’. Sub-repticiamente o nome de Ciro Gomes, o eterno ambíguo, é apresentado como “alternativa das ersquerdas” e essas, mesmo após o golpe de Esatdo de que foram vítimas, como cães, devem colocar o rabo entre as pernas e fazer uma composição com “democratas da centro-direita”, seja lá o que isso quer dizer e sejam lá quem for os integrantes desse espectro “democrata”.
Francamente, esse três parágrafos comprometem toda a análise e contexto apresentados anteriormente.
Nender, o tal
17 de abril de 2018 6:01 pmCartas de Pasárgada.
Bem, já que corro o risco de ter sido censurado pelos dois comentários anteriores, vou republicar aqui o comentério que fiz ao texto do Ion de Andrade https://jornalggn.com.br/blog/ion-de-andrade/lula-cavalo-de-troia-por-ion-de-andrade
Com as adequações para inserir nesse texto de hoje:
Também não resisti, e assim como o Manoel, não fiquei dando Bandeira, e corri para meu (auto) exílio em Pasárgada, porque aqui, sou amigo do Rei (flerto com a Rainha) e ainda tomo banho com as moças do sabonete Araxá.
Ontem à noite, passou no cinema de Pasárgada, que por coincidência tambéms e chama Cine Paradiso, um filme ótimo com Brad Pitt.
Fomos eu e uma das moças do sabonete. As outras duas estavam cansadas.
Fury é o nome do filme.
Já tinha visto “ene” vezes, mas sempre busco alguma intenção escondida pelo diretor, ainda que ele mesmo a desconheça.
O filme em si traz a narrativa clássica dos bons filmes do gênero (guerra), ou seja:
– Romper com a pobre dicotomia entre bons e maus (trazida pelo constante diálogo-conflito-coadjuvante entre o sargento Coiller (Pitt) e seu comandado Bible (bília), sendo que esse último busca um sentido religioso moral para justificar o que fazem (matar gente);
– O conflito entre o novo e o velho, o “mestre” e o “aprendiz” (vivido entre o sargento e o datilógrafo que não queria sentar-se em um Sherman);
– Mas a principal delas, no meu entender, que mostra os personagens chegando ao ápice da compreensão de ONDE estão (GUERRA) e que não há ali (GUERRA) sentido algum senão o básico (matar o outro e tentar salvar a si e quem está ao seu lado).
Geralmente essa narrativa é filmada pelos diretores com a morte dos principais personagens, incluindo o mestre, para poupar o “novo”. Um tipo de sebastianização dramática, que nos filmes (e talvez até na vida) dá resultado.
Aqui de Pasárgada o filme me lembra o Brasil.
Principalmente quando o sargento Coiller diz: “Os princípios são pacíficos, mas a História é violenta”. (No meu entender, a frase principal do roteirista).
Olha, raramente uma frase se encaixa tanto a uma situação real(?) como essa.
Lendo o texto (bom texto) do Ion de Andrade (de ontem) e esse Xadrez do Nassif eu tive a impressão de estar ao lado do sargento (Pitt) Coiller.
Ion e Nassif sonham com a solução pacífica de conflitos, e todos nós os acompanhamos.
O problema é tomar como premissa permamente a “pacificação” esquecendo a natureza violenta da História.
A História é violenta e mais, essa compreensão vai além da percepção física ou do derramamento de sangue (coisa que apavora muita gente boa aqui, embora pretos e pobres sangrem e morram há anos, pelo menos 60 mil deles por ano).
A principal força da História é sua violência intrínseca, ou seja sua natureza impositiva a tudo e a todos. Não se negocia com a História.
Ela nos permite, quando em vez, buscarmos sua compreensão pretérita para a sua construção diferente no futuro, o que nem sempre acontece, nem como o imaginamos que seria, e pior, às vezes esse futuro parece a ressignificação do passado.
O problema é que nos faltam dados exatos para analisar os fatos, então, especulamos.
Se a bomba do Riocentro não explodisse como verdade história, esse ato de violência estaria preso em uma cadeia de especulações até hoje, provavelmente, com todos os desdobramentos trazidos pela “incerteza”.
Se Sérgio Macaco não se recusasse a cumprir as ordens de Bournier, talvez estivéssemos contando outra História, certamente estaríamos.
Assim como ninguém sabe o que se deu na chamada “transição pacífica e democrática” em 1985, nem sabemos o que foi realmente negociado na preparação e promulgação da CRFB/88.
Em suma: Não sabemos o que levou Lula a decidir cumprir TODOS os ritos processuais que culminaram com a sua prisão.
Não dominamos todas as variáveis com as quais ele teve que lidar, inclusive com as urgências de ser preso!
Não se pode exigir clarividência a ele ou a seus advogados, mas boa parte de nós, os palpitólogos, sabíamos que o desfecho não seria muito diferente, e claro, um gênio como Lula, cercado de bons advogados e conhecedores do caminhar do lawfare, também presumiam tal desfecho.
O texto do Ion de ontem, e o do Nassif de hoje me parecem uma rendição a teleologia.
Explico:
Como Lula está preso, e isso é um fato, vamos buscar uma justificativa histórica que explique o resultado (prisão) já sabido por mim (nós).
Depois de cumprida essa tarefa, vamos tentar criar um discurso que transforme essa derrota humilhante em algo bom.
Eis aí a tese de que Lula preso transforma-se em mito, mais ou menos como o “vazamento” do Chico Pinheiro (para “vazamentos” e estudos semilógicos, ler http://cinegnose.blogspot.com.br/2018/04/vazamento-de-audio-de-chico-pinheiro.html).
Irresistível não comparar a situação de Lula com a de Nelson Mandela, embora sejam absurdamente diferentes, cada uma em seu contexto histórico e individualizadas pela trajetória de cada um deles.
Mandela antes de ser preso não foi presidente, e desde o começo já revelava sua condição de outsider, de resistente (armado) de um sistema que só existia para justificar a opressão de seu povo.
Mandela foi preso denunciando esse sistema, e mais, articulando a resistência armada a ele, por entender (corretamente) que não havia como mediar tais conflitos (análise que concordo, humildemente).
Lula, ao contrário, foi preso por acreditar nele (no sistema), até o fim, mesmo que considere seu infortúnio pessoal uma excepcional injustiça motivada pela partidarização da justiça (lawfare).
Lula ao se deixar processar e ao cumprir a ordem de prisão, revela que mesmo injustiçado e violentado, deve-se buscar a defesa DENTRO do sistema, e não enfrentando-o.
Essa é a mensagem de Lula ao seu eleitorado.
Nassif chamou isso em seu Xadrez de “aliança de centro-esquerda” com os “conservadores legalistas” (seja lá o que isso queira dizer nos dias atuais).
Sua fala (a de Lula) de que está melhor que 90% da população não é mero truque de marketing. É a revelação de sua crença de que sua prisão lhe confere esse status de “sair da vida para entrar na História”, ainda que não precisasse matar-se para isso.
Essa é a sua contribuição para manter a “fé” (favor não confundir com o que foi dito pela revista Quanto É) do eleitorado (uma massa de milhões de pessoas) acreditando que estamos passando por um “defeito” da Democracia, que poderá ser restaurada tão logo haja eleições “livres”, ainda que ele esteja preso, porque seu capital de influência é gigante e permanece intocado.
É a mensagem desses textos, tanto do Ion (bom texto), quanto do Nassif (nem tão bom assim).
Os textos de ambos (Ion e Nassif), como dissemos antes, parecem adequados por uma estranha circunstância (a teleologia):
Para simplificar, com Lula preso, só nos resta acreditar que sua prisão nos trará algo de bom.
Será?
É um tipo de Vargas que não se suicidou e melhor, difere de Vargas por sua origem de classe, o que o torna muito mais autêntico!
Avaliemos a prisão de líderes como Mandela ou atos extremados, como o de Vargas.
Mandela ficou décadas preso, até que a força do movimento histórico que representava, com dramática ameaça ao establishment do apartheid (não só o sulafricano, mas principalmente o mundial, não esqueçam), fosse corroído pelo confinamento da liderança, que de líder passou a mito, e aí sim, serviu a domesticação da intensa luta de classes que simbolizava, para então transformar-se em símbolo de “união nacional”.
Tal união possibilitou afastar (anos depois, quando o sistema implodiu) a cobrança devida pelos brancos aos negros violentados por séculos, manteve as estruturas de desigualdade, e por fim, diluiu a força política renovadora do CNA em intrigas e disputas palacianas.
A elite sulafricana, assim com a brasileira (e tantas outras) tremem de medo daquilo que chamam de revanchismo.
Esse foi a base conceitual, por exemplo, para mantermos o legado das torturas sob a Lei de Ansitia (uma vergonha nacional, que impede que qualquer pessoa séria nos considere um Estado de Direito).
A prisão do mito (Mandela) possibilitou que seu “resgate” fosse pago em uma “transição negociada”, sem que brancos sofressem nem um pentelhésimo das dores as quais submeteram os negros por séculos.
É o consenso! O maldito consenso!
Mais ou menos como muita gente tem imaginado no caso Lula.
Vargas foi mais dramático, e embora conseguisse adiar um pouco o andamento do golpe conservador (mais conservador que ele), manteve o povaréu chorando seu cadáver, ao invés de mobilizá-los para algum tipo de luta anti-estamento.
Em Vargas, o luto sufocou a luta.
Não, não, não senhores e senhoras.
Aqui de Pasárgada sabemos:
Há uma guerra aí no Brasil, e mitificação ou idealizações de mitos não ajudam.
Como os soldados do sargento Coiller, desde o mais ingênuo (o Norman), passando pelos mais violentos e cínicos (o “Gordo” e o Brady, não à toa essse úlitmo é o bom ator que fez a série O Justiceiro) até o religiosíssimo e moralmente correto “Bíblia”, é preciso saber que o que nos resta é resistir, MATAR o inimigo, ainda que nosso fim está próximo, porque essa é a natureza da GUERRA:
MATAR O INIMIGO, seguir matando, matando até que você VENÇA.
E para matar o inimigo é preciso identificá-lo:
Na II Guerra eram os alemães, embora até alguns momentos de confraternização (política) fossem possíveis, dentro da precariedade da guerra, ou até em alguns atos de estranha manifestação de humanidade!
O filme mostra isso em duas passagens:
Quando Norman se enamora da mocinha alemã bonita (e culta como ele, como se ambos fosse “deslocados” daquele ambiente selvagem) que será morta logo depois por um bombardeio, provavelmente alemão, e logo no início quando o sargento Coiller ataca um inimigo a cavalo, apenas para deixar o animal seguir solto.
Ou seja: É possível ser humano (demonstrando compaixão pelo animal), mas nunca pelo inimigo (que vale menos que o animal).
E no Brasil?
Quem é o inimigo? Sabemos ao menos quem são?
Essa é a chave!
Guerreamos uma guerra sem sebar que estamos nela, e sem saber quem é nosso inimigo! E Lula é nosso general!
E já que estamos falando de decisões e momentos cruciais, vamos fazer uma comparação chula:
Os que imaginam que entregando Lula teremos um mito que “nos preserva do conflito” e que pode, com a força desse mito nos redimir, fica a dica:
Sim, Churchill e Roosevelt, e talvez até Stálin imaginaram uma forma de “perder” menos, buscando acalmar a “fera” alemã.
Chamberlain foi até as últimas ações para “se entregar” antes de lutar.
Resta saber que entrou para a História e em quais condições.
Eu preferiria, se tivesse a sorte de ter nascido inglês (e não nesse miserável paizeco vizinho de Pasárgada), sabendo de tudo que sei hoje (olha a teleologia aí, de novo), ser liderado por Churchill, ao invés de Chamberlain.
E vocês?
Lula bem que poderia ser um Cavalo de Troia, mas está OCO.
E as elites sabem disso, por isso o trouxeram para dentro (da cadeia).
Ao nascer como mito, Lula morre como instrumento político de classes!
Cafezá
18 de abril de 2018 5:03 amUm outro legado histórico de
Um outro legado histórico de Lula digno de ser lembrado aconteceu logo que foi eleito. Em 2003, os Éfeagácês e seus urubus aguardavam sorridentes a derrocada de um mero metalúrgico na presidência da república. Tinham certeza absoluta de que a carniça logo estaria pronta para ser devorada. Ficaram lá nas alturas rodeando e aguardando o momento do ataque. E lá estão até hoje.
arkx
18 de abril de 2018 1:09 pmXadrez das eleições e do mito Lula
-> “O meu reino pelas três mulheres do sabonete Araxá!”
são lindas, maravilhosas e gostosas, não são? o que mais um homem pode querer ter senão “as três mulheres do sabonete Araxá às 4 horas da tarde!”.
se apenas com uma delas já se abrem as portas dos céus, as três juntas nos revelam todos os segredos do universo.
o que move o mundo? o êxtase!
a vida não é ingrata, muito menos triste e cruel. nós é que temos a perversão de fuder com tudo, exceto a quem deveríamos nos entregar num gozo infinito: as três mulheres do sabonete Araxá, às quatro horas da tarde.
p.s.:
“Fury” é um excelente filme de guerra. filmes de guerra deveriam ser matéria de qualquer capacitação de lideranças políticas. outro bom filme de guerra é o russo “Stalingrad”.
vídeo: Stalingrad
[video: https://www.youtube.com/watch?v=U3AXBdfZidY%5D
.
Nender, o tal
18 de abril de 2018 1:25 pmCadê o Soldado Ryan?
Seguindo a temática e mitologia de Hollywood, pego carona em outro ótimo filme, O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), que tem para mim a melhor cena de guerra filmada, que é o desembarque da “C” Company do Setor Dog Green em Omaha Beach, em 06 de junho de 1944.
Lá na frente, entre uma refrega e outra, o capitão Miller reúne seus homens em uma igreja para descansar por três horas, antes de seguir pela busca do soldado.
Na verdade, a busca é pelo sentido da guerra, e em última instância, o sentido da própria existência em um mundo a beira do caos. Lembra algum país do sul dsa América? Então…
Lá pelas tantas, o datilógrafo e cabo Upham (engraçado a coincidência, em Fury também havia um datilógrafo como contraponto do roteirista, representando a covardia como um tipo de racionalização) cita Emerson em uma conversa com o bravo capitão (que depois sabe-se, era um professor de escola secundária):
“A guerra disciplina os sentidos”
É isso.
Precisamos resgatar o soldado Ryan.
Senão, sequer poderemos visitar o túmulo dos que tombam por nós, para dizer a eles que vivemos uma vida que valeu o sacrifício deles (última cena com o envelhecido Matt Damon, o Ryan).
É verdade:
Coragem fora de hora é loucura, concordo.
Mas instinto de (auto) prerservação demais também é covardia.
arkx
19 de abril de 2018 12:07 pmBrasil em Transe: derramamento de sangue
-> que tem para mim a melhor cena de guerra filmada, que é o desembarque
concordo.
uma sequência inteira desmascarando a desnecessária carnificina do tão celebrado Dia D.
os EUA se impuseram aos nazistas ao custo de baixas tão elevadas que só puderam ser admitidas por conta de sua esmagadora superioridade de recursos, materiais e humanos. e também em virtude de um quartel general sem qualquer respeito pela vida de seus próprios homens.
isto ocorreu outras vezes na II Guerra Mundial (sem falar do Pacífico): desembarque em Anzio (Itália), Operação Market Garden, Batalha das Ardenas (Bulge), bombardeio de Dresden (a destruição de um alvo civil como um ritual satânico tipicamente nazista, mas efetuado pelos Aliados).
penso que somos uma geração privilegiada, e nem sequer damos conta deste tremendo privilégio com que fomos agraciados. nascemos e vivemos dentro do período dos anos dourados do keynesianismo.
contudo, a medida que avançamos para a velhice é “Desesperante assistir ao pessoal tentando se agarrar aos escombros dessa coisa que eles chamam de “realidade“.
não leve a mal a citação abaixo, é que vem bem a calhar:
“Acima de tudo, os antigos gregos conceberam no mesmo gesto a democracia de assembleia e a guerra como carnificina organizada, e uma como garantia da outra.
Aliás, só lhe é creditada a invenção da primeira na condição de ocultar a sua ligação com a invenção desse tipo assaz excepcional de massacre que foi a guerra de falange – essa forma de guerra em linha que substitui a habilidade, a bravura, a proeza, a força singular, toda a manifestação de talento pela disciplina pura e simples, a submissão absoluta de cada um ao todo.
Quando os persas se viram face a esta forma tão eficaz de conduzir a guerra, mas que reduz a nada a vida do soldado de infantaria, consideraram-na, a justo título, perfeitamente bárbara”
.
Ruben Rosenthal
17 de abril de 2018 6:18 pmRequião
É lastimável que Requião não tenha ainda se viabilizado para ser o agregador da esquerda e centro-esquerda no caso da candidatura de Lula ser efetivamente barrada. Difícil entender sua permanência no (P)MDB, partido com total descrédito, praticamente impedindo desta forma sua integração à chapa de unidade.Trocando de partido ele poderia ter entrado na chapa como vice de Lula, como sugeri em artigo recente publicado no GGN, desta forma aplacando alguns setores petistas que querem manter Lula no páreo até quando for possível. Seria, para o senador Requião, a maior contribuição que poderia dar ao país. Causou perplexidade a muitos que acreditavam que este passo ia ser tomado neste momento de carência de lideranças de esquerda com o perfil desejável para enfrentar os enormes desafios à frente.
O prazo para troca de partido terminou no dia 7 de abril, segundo consta na página do TSE. A últim possibilidade que restaria de Requião se incorporar à chapa seria como candidato independente, ou seja, sem partido. Esta exceção à regra estabelecida não seria inconstitucional, e um precedente foi autorizado recentemente por meio de liminar em Goiás. Raquel Dodge é favorável à mudança na regra, e a questão aguarda análise no STF. Só falta o Supremo ser provocado para ter que se decidir. E o que falta para Requião fazer esta provocação?
Mas estaríamos abrindo uma Caixa de Pandora permitindo candidaturas não vinculadas a partidos?
Somebody
17 de abril de 2018 7:09 pmEu concordo com o que vários
Eu concordo com o que vários comentaristas escreveram: Não podendo ser Lula, o melhor presidente para o Brasil nesse momento seria o senador Roberto Requião.
Mas não tenham ilusões de que os conspiradores irão permitir a vitória de uma candidatura que não seja de direita e que não seja dócil para os objetivos dos conspiradores. Eles vão impedir os candidatos de esquerda de competir, vão fraudar as eleições se a primeira opção não der certo e se fraude também não funcionar eles vão partir para o golpe militar e liquidar literalmente quem tentar impedir o desmanche do país, a direita brasileira é violenta o bastante para isso e a esquerda é também covarde demais para impedir.
Somebody
17 de abril de 2018 7:10 pmEu concordo com o que vários
Eu concordo com o que vários comentaristas escreveram: Não podendo ser Lula, o melhor presidente para o Brasil nesse momento seria o senador Roberto Requião.
Mas não tenham ilusões de que os conspiradores irão permitir a vitória de uma candidatura que não seja de direita e que não seja dócil para os objetivos dos conspiradores. Eles vão impedir os candidatos de esquerda de competir, vão fraudar as eleições se a primeira opção não der certo e se fraude também não funcionar eles vão partir para o golpe militar e liquidar literalmente quem tentar impedir o desmanche do país, a direita brasileira é violenta o bastante para isso e a esquerda é também covarde demais para impedir.
Roberto São Paulo-SP 2016
17 de abril de 2018 9:01 pmO PT está sendo empurrado para a esquerda do espectro político
E Ciro tenta ocupar o espaço deixado pelo PSDB, PSB e PT. tornando -se o candidato do centro.
Com a participação no golpe e o apoio as reformas trabalhista e da previdência, o PSDB e PSB perderam o apoio da social-democracia e se tornaram partidos da direita, e com o crescimento de Jair Bolsonaro, acabaram também perdendo o apoio da direita, o que explica os resultados nas últimas pesquisas eleitorais.
Muito provavelmente a maioria dos eleitores vão tentar eleger candidatos que defendam o fim da reforma trabalhista e da previdência, o que vai provocar o deslocamento do eleitorado para a esquerda do espectro político, onde o PT deve ser o grande beneficiado.
A mobilização por Lula Livre pode possibilitar uma união das esquerdas, principalmente se Ciro e PDT continuarem se afastando do PT e da esquerda.
A maioria dos eleitores de direita hoje estão com Jair Bolsonaro por acreditarem que com a prisão de Lula, acaba o PT e a esquerda, na medida em que as pesquisas indiquem o crescimento do PT e da esquerda, ou se Lula conquistar a Liberdade, estes eleitores irão buscar novamente um candidato de centro.
Arimatea13
17 de abril de 2018 9:50 pmse o PT não lançar candidato
se o PT não lançar candidato a presidente está morto. Simples assim. Ou coloca o número na urna ou pode esquescer. O que não falta no PT é gente com o mesmo potencial do Ciro. Jaques Wagner fica devendo o que ao Ciro? Se esconder nessas eleições será o suicídio político do PT. Quem vai defender o Lula? O Ciro? Eu particulamente vou votar no 13 no primeiro e no segundo turno. Independente do que isso vá significar.
Stalingrao
18 de abril de 2018 1:20 amÉ Lula Presidente
Ciro Gomes, Paulo Henrique Amorim e o Prof. Wanderley estão fazendo o jogo fácil de abandonar Lula e legitimar o golpe.
No limite, o PT deveria lançar Jaques Wagner com Boulos como vice..
Ruben Rosenthal
18 de abril de 2018 1:49 amRequião
Difícil de se entender como chegamos a atual situação de não ter ainda sido escolhido um nome de peso para ser o agregador da esquerda e centro-esquerda, no caso da candidatura de Lula ser efetivamente barrada. Priorizar agora a escolha do vice de Lula seria uma forma acelerar a discussão sobre o plano B. Basta se deixar acordado que o escolhido para vice será o candidato à presidência, em caso de se efetivar o impedimento de Lula.
Em dezembro de 2017 foi publicado no Brasil247, em Carta Capital e no GGN que setores do PT, incluindo o senador Lindbergh, consideravam Requião como a melhor alternativa para vice de Lula ou para o plano B, desde que saísse do então PMDB. No entanto, não foram rompidos os vínculos do Senador com o (P)MDB, partido com total descrédito no país, o que pode explicar sua escolha para ser o regra três de Lula não tenha se efetivado.
Infelizmente, as outras opções ao cargo máximo no quadro da esquerda não são indicadas para lidar com o atual momento tumultuado que o país atravessa. A questão principal que se coloca agora é se é tarde demais trazer Requião para vice na chapa à presidência e, se ainda houver tempo hábil, como fazê-lo. Na página do TSE consta que o prazo para um potencial candidato nas eleições de 2018 trocar de partido terminou dia 7 de abril. Se nenhuma brecha ou outra interpretação houver então possibilidade de Requião concorrer por outro partido fica inviabilizada.
A última possibilidade que restaria de Requião ser incorporado à chapa de Lula seria como candidato independente, ou seja, sem partido. Esta exceção à regra estabelecida não seria inconstitucional, e um precedente foi autorizado recentemente em Goiás, por meio de liminar. O TSE foi inclusive intimado a adaptar as urnas para esta nova circunstância. Raquel Dodge é favorável à mudança na regra, e a questão aguarda análise no STF. Só falta o Supremo ser provocado para ter que se decidir. E o que falta para Requião fazer esta provocação? Mas a autorização de candidaturas não vinculadas a partidos estaria abrindo uma Caixa de Pandora?
André Pieroni
18 de abril de 2018 1:55 pmNa minha modesta opinião
Na minha modesta opinião precisamos antes de tudo derrotar o golpe, que nunca foi o combate a corrupção, nunca foi derrubar Dilma. O objetivo sempre foi prender Lula, não por simples vingança, mas com o objetivo óbvio de impedir sua eleição. Com Lula na disputa perderiam a quinta eleição seguida. Ou seja, o golpe foi para ganhar a eleição. Então para derrubarmos o golpe temos que ganhar a eleição. Lula tem um enorme poder de transferir votos, como está praticamente incomunicável issa vai ficar muito difícil. Temos Ciro Gomes, não é nosso preferido, mas é o que temos. Segundo as três propostas, a do tal grupo realista, haveria novamente um ponto de convergência para tentar inviabilzar o governo. Acredito que com o Ciro seria bem mais difícil.
Nossa vantagem é que são tantos candidatos de direita, da extrema direita, passando pelo centro, que os votos serão bem diluídos, mas com certeza um candidato deles estará no segundo turno. Temos que colocar um nosso, não podemos entregar o governo de bandeja. Não é o que eu gostaria, meu coração pede para ir de Lula até o fim, mas a razão pede para impedirmos um candidato de direita de vencer a eleição e fechar o golpe com chave de ouro. Fazer o quê? Vamos de Ciro, é o que temos.
Franci
19 de abril de 2018 1:20 amO maior cabo eleitoral de
O maior cabo eleitoral de Lula é o governo Temer
Lula tem 50% dos votos garantidos e não tem adversários à sua altura, quem ele indicar na meia esquerda será seu sucessor, ou manuela ou ciro
Mas a grande questão nem é a presidência, mas nosso congresso atual e corrupto e que tem corrompido gerações de governantes desde entao
Por mais que se eleja boulos ou ciro se o congresso não mudar será como chutar água: nenhum efeito sobre as grandes corporações internacionais que parecem terem descoberto essa terra fértil e de gente inutil que é o brazil
A globo e o judiciário são os novos representantes das elites e nem se importam mais com a população
E nesse ambiente fake nada mais é mais politico do que políticos fake, atitudes fake e cenarios fake
A globo tem um país inteiro na mão, mas esse país vota em Lula e não tem pra ninguém
Ou a globo e a imprensa desistem de tentar dominar o país ou aqui virará uma republiqueta gutemalteca de 1954
Valdez Oliveira de Araujo
19 de abril de 2018 3:54 amViu-se que o potencial de
Viu-se que o potencial de transferencia de votos do Lula é baixissimo, preso entào. insistir em sua candidatura estara agregando votos judicialmente invalidos.
Com essa estrategia do PT dificilnente a esquerda estara no segundo turno.
Victor Suarez
19 de abril de 2018 7:55 pmMenos Nassif, não desdenhe da
Menos Nassif, não desdenhe da oposição que é tão dependente de rede social quanto você. Esse terceiro grupo sabe muito bem que Ciro é um narcisista tão perigoso quanto Barbosa. Ciro é da elite nordestina, tão perigosa quanto a elite paulista.
“sem vínculos com a realidade” é a mais pura mentira. Muito pelo contrário Nassif. kkkkkk
“Há um terceiro grupo, mais barulhento e com expressão apenas em alguns segmentos das redes sociais, supondo que Lula deveria partir para o confronto. São os radicais de Facebook, sem vínculos com a realidade.”
Marcos Antônio
19 de abril de 2018 11:46 pmFuturo sombrio…
Ate que ponto essas eleições são um direito do povo ou uma estratégia dos golpistas?
Acredito que apesar de rasgada a constituição, interessa aos golpistas ter sua aparência preservada, pois facilita sua ação dentro da sociedade e mantem o status quo da grande maioria pró-golpe.
E via judiciário criou-se certas jurisdições onde as leis não precisam seguir a constituição!
Uma guerra civil só é possível quando há no minimo dois lados armados, isso não há no Brasil!
Por isso a esquerda entrou neste faz-de-conta, na esperança de ver o povo despertando desta hipnose que pode mergulhar o Brasil no fundo do poço como nação!
O povo ter enxergado o LULA já foi um grande feito, mas será preciso mais que isso…
Não há o interesse real dos golpistas em desenvolver o Brasil para o seu povo, mas sim para si mesmos, de se apropriar de ativos Brasileiros ao longo do tempo, pois isso é fonte de renda vitalícia!
Dinheiro é tudo!
Não seremos um país em sentido lato!
Seremos uma grande empresa com departamentos jurídico, de segurança, de Rh, de Comunicação…
As eleições serão apenas peças para eleger a parte popular do “Conselho de Administração” do Brasil!
Qual a diferença em ser governado como um pais ou como uma grande empresa?
É que se você entrar na justiça contra o pais, você em tese poderá ganhar se a causa for justa, já governados no modelo empresa você sempre perderá, esteja certo ou não…
No Brasil gerido como empresa, Educação é custo, assistência social é custo – têm de dar lucro…
Pobre não dá lucro!
O judiciário perderá em importância…
Você ser dono de serviços como de uma Eletrobras, de gasodutos, substituir serviços do SUS, do INSS – é se apropriar dos impostos na veia!
Não existe mais o tal “interesse nacional”, existe o interesse dos golpistas de fazerem o Brasil dar lucro, para que seu negócio lucre mais e as instituições seguirão essas novas diretrizes!
Então o interesse dos golpistas na constituição é para manter o já conquistado e partir para os outros serviços!
O interesse primeiro é o deles, não o do povo! (Entender essa parte é base fundamental)
Só que os golpistas Federais não terão como impedir o surgimento de oportunistas em estados e municípios! (Nessa parte aqui é que o golpe vai começar a fazer água, não haverá o controle! – A Democracia é replicável tanto quanto para o país, estados e municípios, já os interesses particulares não, ai criará as distorções!)
Morrerá a nação em sua ideia em cujo principio e objetivo são o povo.
Isso vai se alastrar para todo o Brasil, o voto de cabresto voltará a acontecer já nesta primeira eleição pós-reforma trabalhista!
E isso só vai ter fim no dia em que os problemas deixarem de ser administráveis!
Quando a pobreza, a falta de atendimento a saúde e outras mazelas, não puder mais ser escondidas pela grande mídia!
Ai se verá a contribuição da escola sem partido e da mídia partidarizada, experimentaremos o avanço da bancada da bíblia e o Brasil será uma grande igreja, com uma sacola sem fundo para dízimos!
Assim os descontentes, os sem esperança serão pacificados, eles são experts nesta bandeira…
Tudo isso acontecerá sob o olhar atento das Forças Armadas, ou “Departamento da Guerra” para garantir a constituição e a integridade das instituições!