É com extremo pesar que anuncio: A existência do exército brasileiro perdeu o sentido, por Rogério Maestri

A figura patética, de um tenente reformado para não ser preso, fazendo continência a outra bandeira mostra a indignidade daqueles que subservientes o seguem

É com extremo pesar que anuncio: A existência do exército brasileiro perdeu o sentido

por Rogério Maestri

Primeiro vou explicar para quem já não leu algo que escrevi sobre o assunto, porque falo do extremo pesar.

Minha família por parte materna há mais de um século participava do exército brasileiro com MUITA HONRA. Meu avô, o General Artilheiro Argemiro Dornelles, nascido em Encruzilhada do Sul (RS) em 3 de janeiro de 1887 entrou como aspirante a oficial em 1909 no exército brasileiro, além de outros atos de ofício que levaram a lutar contra forças sediciosas e antidemocráticas no Rio Grande do Sul, como comandante do arsenal de guerra de Porto Alegre integrou o estado-maior das forças militares envolvidas na Revolução de 1930 para posteriormente participar na política nacional por pouco tempo, tendo sido eleito deputado Constituinte em maio de 1933 para depois de promulgada a Constituição renunciou, fez o mesmo movimento como deputado eleito a Assembleia constituinte do Rio Grande do Sul, sendo eleito e quando a constituição gaúcha foi promulgada também renunciou para retornar ao arsenal de Guerra de Porto Alegre.

No cargo de comandante do Arsenal de Guerra preocupou-se em equipar o antigo Arsenal de Guerra na cidade gaúcha de General Câmara, dotando-o de maquinário moderno para a fabricação de suprimentos ao exército nacional, ou seja, dentro dos limites da época e do Estado brasileiro, procurou na industrialização uma forma de garantir a segurança nacional.

Porém a figura do General Argemiro Dornelles ficou pequena em relação aos feitos do meu tio, piloto aviador do Primeiro Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira, F.A.B. na Itália, onde na cidade de Alessandria veio a falecer em combate em 26 de abril de 1945 lutando contra as forças Nazistas. Neste ano mesmo houve uma grande homenagem da cidade para o herói brasileiro que foi até a Itália como voluntário para ajudar os italianos a se libertar do fascismo.

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A ação do Tenente Aviador Luiz Lopes Dornelles junto com os outros bravos pilotos brasileiros pode ser expressa em números verdadeiramente fantásticos, apesar de serem somente 5%, segundo relatório do 350° Fighter Regiment foram responsáveis dentro do XXII Comando Aeronáutico pela destruição de 15% dos veículos, 28% das pontes, 36% dos depósitos de combustível e 85% dos depósitos de munições.

O meu tio tem duas características, foi um dos pilotos com maior número de missões e foi também o último piloto da Força Expedicionária Brasileira a ser abatido e morto numa verdadeira guerra.

Em nome desses verdadeiros soldados da pátria e da democracia, é que com pesar vejo que o melhor que se faria ao Brasil nos dias de hoje seria a extinção do exército brasileiro, que depois de 1945 começou a perder o seu espírito de luta e de nacionalismo, alguns dos bravos companheiros do meu tio, que tiveram a sorte de voltar vivos do campo de batalha foram perseguidos em 1964 por generais cagados que não tinham o mínimo sentido de patriotismo, um patriotismo não xenófobo daqueles que se voluntariaram para lutar em terras estrangeiras em nome de princípios bem maiores do que ganhar o mando de estatais e se aproveitarem ao máximo do dinheirinho que recebem a mais por participarem de governos covardes e que são valentes quando estão a frente de outros brasileiros amarrados e amordaçados e podem destilar seu ódio a bravura de todos aqueles que lutam realmente contra aqueles que querem sujeitar o povo brasileiro e colocar a serviço de tropas mais poderosas.

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A figura patética, de um tenente reformado para não ser preso, fazendo continência a outra bandeira mostra a indignidade daqueles que subservientes o seguem, dizem que a nossa bandeira jamais será vermelha, porém não dizem que aceitam que ela seja listrada vermelha e branca, não verde amarela.

Por estes e mais outros motivos, que a ira contra estes vende pátria não me deixa mais em condições de adjetivá-los com o que eles merecem, digo com imenso pesar, o exército brasileiro perdeu a sua função, e se é para economizar seria melhor extingui-lo.

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