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Raul Cortez

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Não sou um especialista em teatro. Na verdade, nem gosto muito do gênero. Durante anos, fui um seguidor constante de telenovelas. Portanto, as opiniões que tenho são de um telespectador observador apenas.

Nos velhos tempos da Tupi, assistia Sérgio Cardoso, suas apresentações “hamletianas”, seu estilo fundamentalmente de teatro, que impressionava mas destoava um pouco da televisão. Era excessivamente barroco.

Depois, apareceram os grandes atores de gênero, alguns vindos da radionovela, como Paulo Gracindo e Lima Duarte, meu primo Armando Bógus, três estupendos atores. Houve atores de humor, como Luiz Gustavo (por onde anda?), Nei Latorraca, Marcos Nanini e o impagável Luiz Fernando. Cheguei a pegar os estertores de Procópio Ferreira. Houve a longa linhagem dos galãs, desde os pioneiros Walter Foster, Tarcísio Meira e Francisco Cuoco.

Mas dos atores completos, capazes de transitar do drama ao humor, de serem solenes ou informais, na minha memória televisa houve três imbatíveis: Paulo Autran, Walmor Chagas e Raul Cortez. Em tudo, na presença na tela, no timbre de voz, na capacidade de passar ironia no olhar, no pequeno esgar, um minimalismo que o teatro não permite, até pela distância da platéia.

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