
Por Régis Mubarak
Em janeiro de 2014 tive a grata satisfação de entrevistar o escritor e pesquisador são borjense Israel Lopes, que lançou na Feira do Livro de Porto Alegre (RS) em novembro de 2013 sua mais recente obra: “Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Uma História da Música Regionalista, Nativista e Missioneira.”
Israel se enquadra não somente na categoria de pessoas bacanas, mas definitivamente na das pessoas persistentes, corajosas e que não compactuam com palavras do tipo: “desânimo” “desistência” “abandono.”
Advogado graduado pela UFSM, nascido no interior de Santo Antônio das Missões (RS), desde criança era apaixonado pela cultura histórica, de raiz. Interessando-se são somente pela cultura rio-grandense musical, mas também pelo universo caipira.
Mencionado frequentemente em teses de várias universidades brasileiras, foi no final dos anos 70 que daria início as suas primeiras pesquisas e por volta de 1983 mergulharia definitivamente nesse e em outros temas, sendo autor de obras mais que preciosas, como o livro “Teixeirinha – O Gaúcho Coração do Rio Grande.”
Entre muitas premiações, um Ensaio no ano de 1998, intitulado “A importância dos RITMOS DE FRONTEIRA na Integração Cultural do MERCOSUL,” prova que a integração cultural/musical entre os países do MERCOSUL já existia muito antes de própria oficialização mercantil.
Para escrever “Teixeirinha – O Gaúcho Coração do Rio Grande” se dedica a uma extensiva pesquisa de norte a sul do Brasil, juntando material que praticamente renderia outra obra. Teixeirinha (1927-1985) artista de múltiplas faces, continua sendo o principal expoente da música do Rio Grande do Sul. Citando palavras de seu filho, o também cantor Teixeirinha Filho: “Meu pai não se preocupou com estilo. O estilo dele era ele mesmo.” Dessa forma o mito se explica por si. E segundo o folclorista Paixão Cortes (…) “…desconhecer Teixeirinha, dizer que ele não é importante é uma heresia.”
Para escrever “Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Uma História da Música Regionalista, Nativista e Missioneira” Lopes mergulha fundo em arquivos nos quatro cantos desse imenso continente, para provar a importância do seu trabalho na introdução do cancioneiro gaúcho na Era do Rádio, descobrindo passagens importantes do Catarinense Pedro Raymundo (1906-1973), tanto na música regional gaúcha, como na regional brasileira. E curiosidades como ser o ídolo do ex-presidente Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954) que colecionava seus discos. E que teria inspirado o Rei do Baião Luiz Gonzaga (1912-1989), a se apresentar nos shows com indumentária característica.
Israel também é coautor junto com o escritor Ramão Aguilar do livro “Major Maximiano Bogo – Um dos baluartes do Tradicionalista Gaúcho,” que retrata a vida de um dos pioneiros do movimento tradicionalista organizado na região noroeste e nas Missões. (Maximiano Bogo nasceu em 1923 e faleceu no ano de 2007.)
E autor de outra obra, bastante citada em trabalhos acadêmicos no Estado de São Paulo intitulado “Turma Caipira Cornélio Pires – Os Pioneiros da Moda de Viola.” Cornélio Pires (1884-1958) foi escritor, folclorista e espírita brasileiro, importantíssimo etnógrafo da cultura e do dialeto caipira.
Eis aqui pequeno e simpático resumo sobre essa pessoa tri bacana chamada Israel Lopes, pesquisador obstinado, incansável no seu ofício. Se você quiser conhecê-lo melhor entre em contato pelo e-mail: [email protected] ou acesse https://www.facebook.com/israel.lopes.965928?fref=ts E se quiser ler a entrevista na íntegra acesse http://www.ijui.com/educacao/58124-israel-lopes-e-suas-obras-preciosas-por-regis-mubarak.html Porque são pessoas como ele que justamente… tornam nossa jornada aqui na terra bem mais iluminada!
Régis Mubarak – Graduanda em Gestão Ambiental – UNOPAR e Marketing –
SENAC. Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.
Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.

NEI ALCEU CARDOSO AJALA
11 de agosto de 2020 11:09 amisrael lopes preciso falar -lhe. urgente.