22 de junho de 2026

Com aumento de 7%, Chile paga segundo melhor salário mínimo na América do Sul

Barbara Figueroa, presidente da CUT chilena

Frederico Füllgraf
Santiago do Chile

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Após uma queda de braço que durou vários dias, os ministros do Trabalho, Javiera Blanco, e Fazenda, Alberto Arenas, conseguiram concluir um acordo com a Central Unitária de Trabajadores (CUT), presidida pela comunista, Barbara Figueroa, para fixar um plano escalonado de aumento nominal do salário mínimo nacional do Chile entre 2014 e 2016.

Como primeira medida e efeito retroativo a 1º de julho, o mínimo chileno, de 210 mil pesos atuais, será corrigido em 7% para  225 mil pesos, equivalente ao aumento de 379,0 para 406,0 dólares. Em 1º de julho de 2015, o mínimo será de 241 mil pesos, devendo ser aumentado para 250 mil pesos em janeiro de 2016. Deste modo, a CUT aceitou postergar por ano e meio o valor que os movimentos sociais e bases sindicais reivindicavam para agora.

Reforma trabalhista

O Chile não conhece o sindicalismo horizontal, nunca existiram federações, nem negociações coletivas, sendo o fortalecimento dos sindicatos, esquartejados pela ditadura Pinochet e o truculento regime neoliberal de imposição patronal, um dos principais objetivos da reforma trabalhista em discussão entre governo e CUT.

Com o primeiro  acordo negociado, instalou-se uma Comissão Salarial que, guiada pela Convenção 131 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), zelará pela vigência do salário mínimo em todo o território nacional. Em nome do governo, Javiera Blanco defendeu uma política salarial com acordos estendidos para 18 meses, que em sua opinião “robustecerão a negociação e as políticas remuneradoras das empresas, o que tem um só nome: fortalecer a negociação coletiva no país”. O projeto trabalhista do governo chegará ao Congresso no último quadrimestre do ano, devendo ser aprovado em outubro de 2014.

Salários da região

Com 607,0 dólares, a Argentina encabeça o ranking do salário mínimo na América Latina, seguida pelo Chile e Venezuela, em segundo lugar. Com 7.920 pesos uruguaios (405,0 dólares) o Uruguai paga o terceiro melhor salário do continente. Com R$ 724 (aprox. 306,0 dólares), o mínimo brasileiro representa apenas 50% do mínimo argentino, e encontra-se abaixo da média continental, que é de 330,0 dólares em 2014.

Apesar de mais de 300% de aumento durante os últimos nove anos, com 207,0 dólares, a Bolívia paga o pior salário mínimo da região.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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21 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    16 de julho de 2014 3:06 pm

    E os assessores de Aécio e

    E os assessores de Aécio e Campos ainda dizem que é preciso reter o nossos salário mínimo.

  2. shekarchi

    16 de julho de 2014 3:31 pm

    aumento do salário minimo

    É sempre tentador para os governos aplicar aumentos nominais no salário mínimo. Mas aumento dos salários não se dão simplesmente mexendo no número do salário mínimo. É preciso aumentar o valor real dos salários ou tais aumentos nominais simplesmente se dissiparão pelo lado dos preços, mantendo o poder de compra constante.

    Ambos Argentina e Chile tem rendas per capita mais alta que a do Brasil, que está na faixa dos 11.000 USD PPC. Argentina tem 17.000 e Chile uns 16.000 USD PPC. E não só: apesar de desacelerações e instabilidades recentes, ambos têm crescido a taxas melhores que a do Brasil na média anual.

    Se o Brasil quer realmente melhorar os salários de sua população, precisa abandonar a ortodoxia econômica. Adotar uma estratégia nacional de desenvolvimento. Isso passa por quebrar essa armadilha de juros reais altos e câmbio sobrevalorizado, e esse é só o básico. Só com um dinamismo maior do setor industrial, maior taxa de investimento/PIB e taxas de crescimento mais robustas, a força de trabalho poderá migrar de setores de baixo valor agregado per capita para outros de maior valor. Assim, lograremos aumentos de salários reais.

    1. Ed234567

      15 de setembro de 2014 8:44 am

      Exatamente

      Perfeitamente!

      O melhor comentário. É triste ver que os apoiantes esquerdistas não tem a menor noção de teoria econômica e baseiam suas opiniões em valores nominais.

       

       

       

       

  3. Stanilaw Calandreli

    16 de julho de 2014 3:32 pm

    US$ 50,00

    Imagina no tempo de FHC, qual seria esta relação?

    1. Zé Bebelo

      16 de julho de 2014 3:56 pm

      Pior que a Bolívia

      Perderíamos para a Bolívia atual, de Evo Morales. Se o PSDB ainda estivesse no poder, certamente, o salário mínimo não chegaria ao equivalente a cento e cinquenta dólares, hoje.

  4. Muhamad

    16 de julho de 2014 3:33 pm

    Aécio: Brasil deve tomar o lugar da Bolívia

    No que depender de Aécio Neves e sua trupe, o Brasil vai ultrapassar a Bolívia.

  5. Fábio de Oliveira Ribeiro

    16 de julho de 2014 5:50 pm

    E Aécio Neves quer reduzir o

    E Aécio Neves quer reduzir o mínimo Salário Mínimo brasileiro.  Ha, ha, ha… isto é coisa de maluco mano.

    1. pois é

      16 de julho de 2014 9:23 pm

      Se esse eleito poderá 

      Se esse eleito poderá  reduzir apenas por capricho maldosos, Dilma pode aumentar também para quento quiser só dependendo da bondade dela.

  6. anarquista sério

    16 de julho de 2014 8:32 pm

     
    O que achei

     

    O que achei interessante:

    Este trecho:

       ”Com 607,0 dólares, a Argentina encabeça o ranking do salário mínimo na América Latina, ”

              É mesmo ,é? Mas ela está mais quebrada de arroz de terceira.

                Por que ela não aumenta pra trocentos mil dólares?

                  É a velha história de querer ser ”beneficiente” com dinheiro que NÃO EXISTE.

                  A ARGENTINA ESTÁ PRA LÁ, MUITO PRA LÁ, DE QUEBRADA.

                           Que papo furado é esse?

     

    1. bsnferreira

      5 de setembro de 2014 12:45 am

      Seu amado e querido país te

      Seu amado e querido país te cobra mais impostos que a “quebrada” argentina. Seu país tem uma inflação maior que a “quebrada” argentina. Seus país tem uma desgualdade social e econômica maior que a “quebrada” argentina.

      Argentina e Chile tem rendas per capita mais alta que a do Brasil, que está na faixa dos 11.000 USD PPC. Argentina tem 17.000 e Chile uns 16.000 USD PPC. E não só: apesar de desacelerações e instabilidades recentes, ambos têm crescido a taxas melhores que a do Brasil na média anual.

       

      Agora me diga, quem é que está REALMENTE  quebrado?

      O argentino ou você brasileiro da silva?

      1. silvaaaaaa

        2 de outubro de 2014 2:00 pm

        vira-lata

        Você está falando sério?

        Que Brasil tem inflação MAIOR que a da Argentina????

        Me mostra essas informações em algum lugar.

        A inflação na Argentina é altíssima, não se compara.

        Qualquer um por mais ignorante que seja sabe que o cambio oficial do governo argentino é de 8 doláres, 1 peso, quando na realidade o dólar é vendido a 16, chamado de dólar blue. Esses 600 doláres não é uma realidade, Argentina está quebrada sim e não é exemplo.

        O Chile, que posso falar do Chile? O país mais privatizado do mundo, privatizaram a própria água! Fala sério, os chilenos não comem carne todos os dias porque não podem, como você brasileiro com complexo de vira-lata pode. Vai dar uma volta pela américa latina e mostra onde não existe desigualdade social. 

        Mania de pensar que tudo o que vem de fora é melhor. Ridiculo, típico brasileiro sem identidade.

        1. henrique vertti

          21 de dezembro de 2014 5:29 am

          Amiguinho…se comer carne

          Amiguinho…se comer carne fosse sinônimo de desenvolvimento, a Argentina seria país de primeiro mundo.
          Habitos alimentares variam de país para país. A Grécia consome tanta carne bovina assim, ou eles dão preferência para frutos do mar e vegetais? Será que carne bovina faz tanta diferênça na dieta de um grego?
          Os chilenos têm sim um IDH invejável. Tanto que na europa, o Chile é conhecido como “a europa sul-americana”.
          Isso graças à politica de privatizações, onde o estado prefere deixar a administração de vários serviços e bens nas mãos da iniciativa privada. Assim, elimina-se o apadrinhamento político e cabides de emprego em estatais. 
          A renda de um chileno é bem maior que a de um brasileiro. Um automóvel custa bem mais barato no Chile. Produtos eletro-eletrônicos então, nem se fala…
          Ou seja: o chileno vive melhor que o brasileiro. Sem falar na questão da violência, bem maior no Brasil do que no Chile. 
          Acho muito engraçado esse termo inventado por esquerdistas denominado “complexo de vira latas”. Quer dizer que admirar um país mais desenvolvido, é “complexo de vira latas”?
          Acorde meu chapa!!

        2. henrique vertti

          21 de dezembro de 2014 5:29 am

          Amiguinho…se comer carne

          Amiguinho…se comer carne fosse sinônimo de desenvolvimento, a Argentina seria país de primeiro mundo.
          Habitos alimentares variam de país para país. A Grécia consome tanta carne bovina assim, ou eles dão preferência para frutos do mar e vegetais? Será que carne bovina faz tanta diferênça na dieta de um grego?
          Os chilenos têm sim um IDH invejável. Tanto que na europa, o Chile é conhecido como “a europa sul-americana”.
          Isso graças à politica de privatizações, onde o estado prefere deixar a administração de vários serviços e bens nas mãos da iniciativa privada. Assim, elimina-se o apadrinhamento político e cabides de emprego em estatais. 
          A renda de um chileno é bem maior que a de um brasileiro. Um automóvel custa bem mais barato no Chile. Produtos eletro-eletrônicos então, nem se fala…
          Ou seja: o chileno vive melhor que o brasileiro. Sem falar na questão da violência, bem maior no Brasil do que no Chile. 
          Acho muito engraçado esse termo inventado por esquerdistas denominado “complexo de vira latas”. Quer dizer que admirar um país mais desenvolvido, é “complexo de vira latas”?
          Acorde meu chapa!!

          1. Guilherme Johansen

            6 de dezembro de 2015 11:34 pm

            Amigo, estive em setembro no
            Amigo, estive em setembro no Chile, visitando amigos brasileiros que moram lá, e posso falar: eles vivem SIM, melhor que nós, brasileiros!! E segurança então, não tem nem como comparar, estão muito melhores do que nós!!

        3. alejandro

          4 de agosto de 2015 4:48 pm

          nao confundir inflaçao con

          nao confundir inflaçao con divida externa ,,, argentina aumento seu piso salarial porque expulso los dolares de sus recerbas internas y aumento la circulacion de notas propias , a divida externa é outra coisa a moeda argentina se devaluo a 50 centavos un real  pero neste tempo o real esta casi cerca de virar peso ,o pior nao é isso si, que o brasil nao sube o piso salarial (?????? porque  nao sei perguntem pra sua elite politica????) o chile é um estado banco que tem libras euros e dolares , pra venda e compra , o brasil é uma economia dolar dependente desde a ditadura brasileira . monomonetario .

          o brasil tem um acordo mercosul de papel ,    pero argentina soube lidiar com aquilo … o chile é um mercado de tlc ou tratados de libre comercio com mexico peru colombia e asia pacifico nao temos fabricado no polo industrial manaus no chile … o chile pinochet a unica coisa que fez foi  limpar a divida externa do pais.  é os outros depois presidentes fazer economia  expansionista  tipo latam barbosa falabella ripley abc din cencosud . e royalties. 

    2. rodrigomartiny

      13 de dezembro de 2014 12:03 am

      concordo
      O salario argentino e o dobro do brasileiro isso é fato, mas a Argentina quebrada é igual o Brasil inteiro, falo porque vivi muitos anos la, o pais atravessa um mal momento mas paga bem,o que prejudica é a inflação.

    3. ricardo coimbra

      20 de fevereiro de 2015 5:54 pm

      beneficente ( sem o i)

      beneficente ( sem o i)

  7. A hist[oria agradece

    16 de julho de 2014 9:06 pm

    Ao contrário de Pinochet que

    Ao contrário de Pinochet que esquartejou o sindcalismos, a Gloriosa, mesmo com luta interna tremenda,  na pessoa de |golbery, Delfim, etc, fez todo o esforço para manter o imposto sindical e um sindicalismo que florescia no ABC, pois não só era  uma legítima esquerda nativa, era quem iria futuramente dizer o bolo econõmico que seria desevolvido e , ao contrário das demais esqerda, querendo fazer isso matando banqueiro de fome, essa distubuição seria equinanimamente entre todos das sociedade

  8. Alex Garcia

    23 de outubro de 2014 6:29 pm

    Inflação em países da Améria do Sul

    Inflação dos países da América do Sul.

    10,50%  –  Argentina
    6,75%    –  Brasil
    4,90%    –  Chile
    2,86%    –  Colômbia
    63,42%  –  Venezuela
    8,36%    –  Uruguai
    2,74%    –  Peru

    fonte: http://pt.tradingeconomics.com/country-list/inflation-rate

    Crescimento do PIB em países da América do Sul.

    0,20%  –  Argentina
    0,30%    –  Brasil
    2,00%    –  Chile
    4,80%    –  Colômbia
    5,20%    –  Bolívia
    4,00%    –  Paraguai
    3,60%    –  Peru

    fonte: http://www.valor.com.br/financas/3725274/fmi-corta-previsao-e-pib-do-brasil-deve-crescer-muito-abaixo-da-media

    Me digam, o Brasil está bem? Pelo mínimo de raciocínio acho que não.

  9. Acácio

    13 de fevereiro de 2015 12:39 pm

    Aécio diz que é preciso reter o salário mínimo? Mentira do PT!
    http://exame2.com.br/mobile/brasil/noticias/aecio-diz-que-mantera-ajuste-real-do-salario-minimo

  10. Lucas Emanuel

    22 de setembro de 2015 6:18 am

    Solução/

    Enquanto o brasileiro não souber votar iremos continuar na mesma! Eu nem sou a favor de um presidente no poder, o parlamentarismo deveria ser implantado no Brasil! Mas por enquanto se eu quiser viver de forma decente terei que deixar meu país, aprender outra língua, outra cultura, comer o pão que o diabo amassou simplesmente por que nossos representantes não conseguem administrar o poder que possuem!

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