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A ópera do impeachment perto do primeiro grand finale

Atualizado às 12:45
 
A ópera do impeachment começa a avançar para a primeira semifinal.
 
Todos os capítulos convergem para o relatório de Gilmar Mendes sobre as contas de campanha de Dilma Rousseff e do PT - que deverá ser apresentado nos próximos dias.
 
Como se recorda, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antonio Dias Toffoli fez uma manobra que acabou entregando as duas relatorias ao Ministro Gilmar Mendes.  O relatório de Gilmar será entregue nos próximos dias. 
 
Para preparar o terreno, nos últimos dias houve as seguintes manobras:
 
1. Hoje a Folha traz uma pesquisa Datafolha segundo a qual 60% dos brasileiros acham que Dilma está envolvida no escândalo. E a previsível Veja traz capa enfatizando ligações do Lava Jato com financiamento de campanha do PT. 
 
2. Já era previsível que começassem as pressões sobre o Ministério Público e o STF (Supremo Tribunal Federal). Na semana passada, Veja esboçou o primeiro ataque, com uma nota sobre supostas negociações do PGR Rodrigo Janot com empreiteiras, visando tirar o governo das suspeitas. Não ousou mais que uma pequena nota que, já na segunda-feira, era repercutida pelo viking Aloyzio Nunes no Senado e se perdeu na balbúrdia da semana. Desde a campanha, a IstoÉ assumiu o papel de linha auxiliar dos quatro grandes. Esta semana fez uma capa sobre o tema. São ataques preventivos visando inibir a atuação do Ministério Público, no caso da operação impeachment deslanchar.
 
3. Nas tentativas de inflamar as ruas, até José Serra saiu das sombras para discursar em um comício pró-impeachment, visando suprir a ausência de Aécio Neves. A mídia tratou de transformar os 800 em uma multidão.
 
Ventos pró e contra
 
Em cima desse vendaval, já tiveram início as manobras oportunistas.
 
A Globo é o grupo decisivo nessas jogadas. Na semana passada, Dilma foi visitada por João Roberto Marinho, o mais diplomático dos irmãos Marinho.
 
Na sequência, o Jornal Nacional soltou matéria favorável a Dilma, desmentindo nota anterior, nas qual supostamente um dos delatores teria implicado ela e Lula nas operações levantadas pela Lava Jatos,
 
Repare que nesse jogo, os fatos pouco importam.  Se não tem acordo, sai a versão. Havendo acordo, dá-se o desmentido. E o preclaro Ayres Brito sustenta que a liberdade incondicional de imprensa - inclusive abolindo até o direito de resposta - é pre-condição para o direito do cidadão à informação.
 
Ontem, já circulavam notícias de que Dilma deixará para o segundo semestre a questão da regulação econômica da mídia; e não pretende mexer na questão da propriedade cruzada, para não embaralhar demais o meio campo. Pretender regular economicamente a mídia sem mexer na propriedade cruzada é o mesmo que ir a uma ópera com um protetor de ouvidos.
 
Nos próximos dias, as movimentações do Congresso e das manchetes de jornal elevarão a temperatura. Depois, caberá a Gilmar Mendes medir a temperatura, para avaliar até onde poderá avançar com seu relatório.
 
Conhecendo-se a falta de limites de Gilmar, a probabilidade maior é que vá longe.
 
Gilmar é tão sem limite que, em entrevista recente à revista Veja sustentou que a jurisprudência do Supremo tende a considerar que direito de resposta - norma constitucional - em publicação impressa fere a liberdade de imprensa.

 

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Os políticos corruptos da

Os políticos corruptos da Lava-Jato e sua cruzada contra Dilma

A inviabilidade do impeachment somente se revela factível quando esta trama é desvendada no que tange aos seus reais motivos e atores.

Desta forma, além dos oportunistas de plantão – e sua busca a qualquer custo pelo poder -, é preciso deixar claro que a tentativa de Golpe contra Dilma é patrocinada pelos políticos envolvidos na Operação Lava-Jato.

Os políticos envolvidos na Lava-Jato – cujos nomes não são declinados nem especulados na imprensa - é que estão efetivamente por trás dos movimentos tendentes ao impeachment de Dilma.

Esta é a denúncia a ser feita.

É algo deveras impressionante que, tendo havido a especulação de que mais de 250 parlamentares e vários governadores estariam envolvidos na referida operação, não se tenha delineado a dimensão de tal desvio na condução politica do país.

Observa-se, entretanto, que não são declinados nomes, apesar destas autoridades ainda deterem o destino do país em suas mãos, podendo,- e certamente levando a cabo – a desestabilização das instituições.

É que, potencialmente, a tentativa politica de impedimento da Presidenta Dilma, é a única alternativa para este grupo, ou seja, jogam todas suas fichas nesta direção, e apostando que o caos resultante, poderá livrá-los da efetiva persecução criminal.

Em relação aos movimentos nesta direção, verifica-se que, não havendo como fazer as ligações diretas necessárias, entre a Presidenta Dilma e os atos de corrupção, opta-se pelo caminho mais amplo – e com possibilidades subjetivas imensas -  ou seja, busca-se a vinculação destes atos à campanha eleitoral.  

Nesse sentido, a simples rejeição das contas, em tese, não teria o condão de impedir a diplomação da presidenta Dilma – entretanto, se a rejeição for alicerçada mediante  eventual vinculação desta a atos de corrupção ocorridos junto a operação lava-jato, estar-se-ia, obtendo a justificação para a decretação de possível  impedimento.

Assim, deve-se ficar atento as manobras nesta direção.

Prosseguindo.

A tese impossível da implicação de Dilma

É inconcebível que a Presidenta Dilma sabedora que Paulo Costa e Renato Duque realizavam suas extorsões em nome e para o PT, tivesse, ato contínuo, exonerado ambos.

Qual a lógica existente para que se praticassem tais atos.

Matava-se a galinha dos ovos de ouro em troca de nada, nem mesmo de um lauto jantar, e ainda de quebra arranjava-se possíveis (provável)  inimigos, pois, ao mesmo tempo em que realizada a exoneração era determinado fossem feitas investigações sobre  a atuação destes indivíduos.

A explicação possível é que, na realidade estes cidadãos, não eram operadores do PT, mas de si mesmos, e de outras pessoas ou partidos, mas certamente não do PT, por absoluta incompatibilidade com os atos praticados pela Presidenta.

 

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Cintra Beutler

E se?

Aposto meu braço esquerdo que se Aécio tivesse ganhado as eleições nada do que estamos presenciando estaria acontecendo.

O grande intuito sempre foi tirar o PT do poder, se valendo de qualquer estratégia para alcançar esse objetivo. E, se a direita conseguiu convencer boa parte da opinião pública do mensalão, porque não mentir novamente, agora para associar exclusivamente a Lava Jato ao PT? Não, senhores, isso pouco importa: uma mentira repetida 1000 vezes se torna verdade. E a imprensa direitista e golpista faz exatamente esse papel: não informa, somente distorce para produzir o efeito que interesse a ela.

Pouco importa se os factoides não condizem com a realidade. Assim, a repetição de certos mantras acaba por manipular o cidadão medíocre, aquele que pouco se informa ou que sabe fazer algum contraponto em sua cabeça com aquilo que está lendo. Esse tipo de cidadão é usado como massa de manobra para se inculcar alguma ideia fixa subliminar e inconscientemente, pouco importando como ela foi introduzida.

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Sérgio Campos

ÓTIMO TEXTO CINTRA, ótimo

ÓTIMO TEXTO CINTRA, ótimo texto. Parabéns.

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O golpe está em marcha, mas não é o impeachment.

Gilmar Mendes, as contas de Dilma e a estratégia do inimigo ferido.

Em uma batalha, um soldado inimigo ferido é estrategicamente mais interessante que morto. Estará fora de combate como se estivera morto e imporá ao inimigo o esforço de socorrê-lo.

Os movimentos que vemos da parte dos derrotados nas urnas de outubro de 2014 – Aécio e seu grupo, bem como, nas ruas e galerias do Congresso onde um pequeno número de desordeiros e saudosos da ditadura tenta sem sucesso criar um clima de instabilidade têm claramente a intenção de insurgir contra o resultado das eleições presidenciais. O PSDB nacional irresponsavelmente chegou a colocar a lisura das urnas eletrônicas em dúvida e questionou as contas da campanha de Dilma. Em ambos os casos sofreu derrotas humilhantes no TSE e MPE. Nas ruas, otários, este fim de semana, ficaram esperando por Godot.

Por si só, seriam cenas patéticas de inconformismo e não mais do que isso.

Ocorre que a essas cenas somam-se pelo menos dois movimentos em progresso continuado desde o fim das eleições. A grande mídia tentando vincular a campanha de Dilma aos escândalos da Petrobras e a manobra Dias Toffoli – Gilmar Mendes atribuindo a esse último, notório desafeto do PT, a análise das contas das campanhas de Dilma e do próprio PT, mesmo contrariando regimento interno do TSE e parecer do PGE – procurador geral eleitoral.

Somadas tantas frentes têm todos os ingredientes para assemelhar-se a tentativa de um golpe institucional que leve ao impedimento da presidente reeleita.

Nem vamos considerar as enormes dificuldades que uma aventura dessas tem na prática em um país com a dimensão e a complexidade institucional, social, econômica e internacional que o Brasil tem hoje em dia. Não é coisa para o querer de apenas um homem. Mas, deixemos correr o imaginário.

E ainda assim, a lógica não fecha com a ideia.

O impeachment de Dilma só interessa a Aécio Neves, que está tentando um terceiro turno e a FHC que nutre dor de corno em relação a Lula e busca uma vingança pessoal na base do "pode ser qualquer um, desde que não sejam eles". Não vejo um país se convulsionando para lhes dar apoio.

Tirantes esses e os seus motivos, o impeachment de Dilma não interessa a nenhum outro agente político. Não interessa principalmente a José Serra e a Alckmin e, tampouco, aos seus grupos de apoio – poderosos na plutocracia paulista. 

Dilma presidente coloca o horizonte de suas candidaturas em 2018. Qualquer outra situação transfere esse horizonte para 2022.

Se o STE decidir pelo impedimento de Dilma e empossar Temer, perdem todos.

Se o STE anular a eleição para presidente e convocar novas eleições, dará Lula - lá.

Se o STE impedir a chapa PT-PMDB e empossar Aécio, perdem Alckmin e Serra.

Conhecendo o histórico de atuação de Gilmar Mendes e da grande imprensa, seria impensável que Serra e Alckmin fossem prejudicados.

Como conciliar, então, os movimentos claramente golpistas e a lógica eleitoral de Alckmin e Serra?

Uma resposta me apareceu lendo o artigo de Paulo Moreira Leite de 08/12/2014 sobre a eminente reprovação por Gilmar das contas de Dilma. Em um determinado ponto de suas considerações, PML pontua:

“Do ponto de vista jurídico, a rejeição das contas de um candidato não impede que seja empossado. Isso acontece no final de todas as campanhas, com deputados, senadores, prefeitos e mesmo governadores de Estado. O TSE pode levar meses e até anos para tomar uma decisão definitiva sobre seu mandato. Mas se uma eventual rejeição de contas de uma presidente da República pode ter o mesmo caminho jurídico, seu valor político é outro. Tem impacto sobre o conjunto da população, sobre as alianças políticas do governo, pode afetar os rumos da economia e mesmo acordos internacionais”.

Lembrei-me da lógica das batalhas, onde o inimigo ferido é mais interessante do que morto.

“O TSE pode levar meses e até anos para tomar uma decisão definitiva sobre seu mandato”.

Dilma estaria no governo com a espada de Dâmocles sobre a cabeça ao longo de seu governo. Seria como uma presidência provisória. A presidente como uma marionete com os cordames presos aos dedos dos ministros do TSE.

Que futuro candidato do PSDB à presidência em 2018 poderia pensar em estratégia melhor?

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Ouso pensar porque ouso pensar que ouso pensar.

 

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Cintra Beutler

Exatamente

Não havia pensado dessa forma, mas faz todo sentido. Basta se lembrar do efeito negativo que a história do mensalão gerou no imaginário popular. Pouco importa o que se deu, pouco importa o enredo. O que importa, em verdade, é manchar os envolvidos escolhidos pela imprensa.

Assim, realmente não se mata, mas apenas fere-se o inimigo a ponto de enfraquecê-lo e demoralizá-lo.

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Antonio Alvares

Nassif está antecipando com

Nassif está antecipando com maestria todos os passos que a direita brasileira vem dando nesse pós-eleição. Com essa notícia de que os técnicos do TSE vão opinar pela reprovação das contas de Dilma, fica evidente todo o quadro. Uma possível reprovação das contas não impediria a diplomação, mas serve ao propósito de manter as altas temperaturas do cenário político. Política econômica ortodoxa que levará a arrocho imenso nos próximos 2 anos,manifestações semanais em São Paulo, Operação Lava Jato e seus vazamentos seletivos, oposição feroz no Congresso na busca pela reprovação da PNL36 e consequente imputação de crime de responsabilidade à presidente. Juntando a tudo isso a reprovação das contas encomendada por Gilmar, só vejo faltar o "Fiat Elba" da vez. Alguma ligação direta de Dilma com os empreiteiros ou operadores da Petrobrás, a ser vendida como prova incontestável de sua participação e invenção de um esquema que tem a mesma idade do nosso país. Esse elo direto, todos sabemos, vai aparecer em alguma capa da gloriosa e insuspeita Veja, e a partir daí, só o apoio popular poderá salvar a Presidente de um golpe ilegal engendrado pela direita desesperada por poder.

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Ramos de Carvalho

Brigate Rosse

Olhando a atuação de alguns juizes começo entender a história do mundo.

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Alexandre Pereira Boas

Técnicos do STF querem rejeição das contas de Dilma e do PT

Saiu a pouco no site da Folha uma matéria sinalizando que técnicos do STF estariam sugerindo a rejeição das contas da Dilma e do PT.

Esse Gilmar Mendes....

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1559245-tecnicos-do-tse-quere...

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Só um cego não vê que esses

Só um cego não vê que esses sorteios que favorecem Gilmar Mendes são de cartas marcadas, com a conivência do mais novo traidor do STF, esse rapazinho medíocre chamado Tóffoli que não resistiu aos holofotes da mídia. O Gilmar todo mundo sabe é antipetista até a medula e a serviço do esquema golpista não se furtará em desaprovar as contas de campanha da Dilma, até para criar o fato necessário para gerar o clima de golpe no país. Enquanto isso a nossa presidenta continua autista não se comunica não denúncia em rede nacional de rádio e TV a possível empreitada golpista. Nesse aspecto da inveja a postura de mandatários como Cristina, Maduro, Morales, Correa, que não levam desaforo para casa e antes que o mau prospere já denunciam em alto e bom som as intenções de seus detratores. Que adianta ser governo se a sensação que o eleitor da Dilma tem é que o adversário é quem comanda o país. Em terra governada pelo PT só petista é preso e desmoralizado, enquanto a oposição deita e rola na impunidade, quem se habilita defender um governo desse?

Agora palmas para o Nassif que vem alertando e denunciando toda a trama armada pelo esquema golpista, que tem em Gilmar Mendes seu principal mentor com a ajuda do mais novo traidor Tóffoli. 

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CarlosAP

Amiguinho, aguarde as próxima

Amiguinho, aguarde as próxima eleição; venha com propostas convinsentes e honestas, inovadoras e viáveis e ganhe nas urnas, o resto é golpe e isto pega muito mal para uma democracia que construimos as duras penas.

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Abaixo a Plutocracia

Pesquisa Datafolha

Essa pesquisa do Datafolha está mal explicada. Provavelmente, a pergunta formulada era se a pessoa achava que Dilma era responsável pela corrupção na Petrobrás estar vindo à tona. Claro que sim. E isso é um grande mérito para ela. Ficará registrado na história. A pesquisa já foi feita visando essa sórdida maquinação. 

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ECONOMIA: Sinais claros e a cegueira de muitos...

Economia - Pensamento:

 

A obsessão da economia ortodoxa atrasa o Brasil

A disputa sobre o superávit primário revela como o País dá as costas à profunda revisão das diretrizes econômicas no mundo avançado.

por Carlos Drummond — publicado 06/12/2014 09:44 Wikimedia CommonsSede do FMI

A sede do FMI, em Nova York. Lá, muita coisa mudou, mas aqui houve regressão

Leia tambémO agronegócio também alimenta a esquerdaA Europa quer derrubar a política industrial brasileiraEconomia Criativa é o centro do debate promovido por CartaCapitalO câmbio será a tua herançaBrasil x EUA, na agriculturaDilma prepara guinada à direita na economia  

Desconhecedor, ao que tudo indica, da revisão profunda dos parâmetros de política econômica iniciada em 2008 no mundo avançado, o Brasil assiste à guerra pelas metas de superávit fiscal entre bancos, mídia, oposição e governo, este em posição nem sempre muito clara. O País preocupa-se em lidar com as pressões pela obtenção de um superávit elevado, mesmo com a economia estagnada, e perde a oportunidade de aproveitar a reformulação dos cânones financeiros para reforçar políticas econômicas voltadas ao crescimento com redução da desigualdade. O superávit é o dinheiro usado para pagar os juros da dívida pública e, quanto maior for, menos o governo faz investimentos, considerados despesas.

A autocrítica dos erros da economia e das exigências em matéria de política fiscal está disponível na internet, em textos de expoentes do Fundo Monetário Internacional, do Banco de Compensações Internacionais, do Citigroup e de universidades de primeira linha, entre outros. Entretanto, os participantes da batalha pela meta fiscal parecem desconhecê-los. “O mundo avançou, mas o pensamento econômico e financeiro dominante local parece ter sofrido uma regressão. Antigamente, as notícias chegavam ao Brasil por navio, hoje parecem vir em carro de boi”, compara o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.

 

Uma das mudanças de posição mais importantes foi protagonizada pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, autor, em 2008, de um famoso artigo intitulado The state of macro is good (A situação da macroeconomia é boa), publicado pouco antes do início da crise. Em setembro deste ano, divulgou um texto na direção oposta, Where danger lurks (Onde o perigo se esconde), com críticas ao simplismo dos economistas e aos erros de condução da economia. O artigo é a mais recente elaboração do autor sobre o assunto e configura a admissão do fracasso daqueles que deveriam ser os guardiões da estabilidade do capitalismo mundial. “A crise deixou claro que a visão crescentemente benigna das flutuações econômicas no produto e no emprego, dominante até a crise financeira global de 2008, estava errada e que há necessidade de uma avaliação profunda. As técnicas usadas por nós, mais apropriadas a um mundo no qual as flutuações econômicas seriam regulares e autocorrigíveis, afetaram o nosso pensamento em profundidade e nem sempre de modo consciente.”

A principal lição da crise, para o economista-chefe do FMI, é que “nós estivemos perigosamente próximos dos ‘cantos escuros’, situações nas quais a economia pode falhar. Não percebemos isso, pensávamos estar distantes desses cantos e pudemos, na maior parte do tempo, ignorá-los”. Guiada por incompreensões e dogmatismos, “a política econômica, em especial a política monetária, assumiu um elemento de magia negra”.

O reposicionamento do economista-chefe do FMI não é um fato isolado, como mostra o levantamento feito por Cornel Ban, professor da Universidade de Boston e codiretor da Global Economic Governance Initiative, em estudo dos principais relatórios do FMI, o World Economic Outlook e o Global Fiscal Monitor, publicados de 2009 a 2013. Ban concluiu que “a doutrina de política fiscal do FMI experimentou um grande derretimento e os Estados membros bem informados podem usar isso em seu benefício”. É uma pena o Brasil não estar atento a esta observação do professor. No seu estudo, ele constatou uma evolução clara do organismo em relação aos principais objetivos da política fiscal, às opções básicas para países com ou sem espaço fiscal, ao ritmo da consolidação fiscal e à composição do estímulo e dessa consolidação. As conclusões do trabalho estão no texto Is there more room to negociate with the IMF on fiscal policy?, publicado neste mês.

 

O momento definidor da evolução do FMI foi a publicação, em dezembro de 2008, da nota SPN/08/01, intitulada Policy for the crisis, assinada por Antonio Spilimbergo, Steve Symansky, Carlo Cottarelli e o próprio Olivier Blanchard. O documento lança as bases para a política macroeconômica durante as recessões: “um estímulo fiscal amplo, diversificado e sustentável coordenado por meio de países com um compromisso de aumentá-lo se a crise se aprofundar”. Em outras palavras, dado o colapso da demanda privada, os Estados deveriam não só deixar funcionar os estabilizadores contracíclicos automáticos (mecanismos institucionais a exemplo do seguro-desemprego, da previdência social e da tributação progressiva sobre rendimentos, que dão sustentação à renda nacional em conjunturas econômicas adversas), mas aumentar os investimentos públicos e expandir o alcance das transferências de renda àqueles mais propensos a gastar, os desempregados e as famílias pobres. Contra a linha política do FMI anterior a 2008, os autores reforçam o papel dos investimentos públicos. Os autores também descartaram a recomendação do Fundo outrora em moda, de confiança exclusiva em uma recuperação baseada em uma política monetária ativa e em exportações.

“Há necessidade de maior pluralismo e humildade na profissão dos economistas. Eles precisam prestar mais atenção aos pensadores heterodoxos, não devem assumir modelos matemáticos tão literalmente e, o mais importante, têm de lembrar que no coração da disciplina está o bem-estar humano”, destacou Jaime Caruana, diretor-geral do Bank for Internacional Settlements, o BIS, considerado o banco central dos bancos centrais, em palestra durante o Internacional Finance Forum 2014 Annual Global Conference, realizado neste mês em Pequim. Ele sublinhou, no texto Debt trouble comes in threes?, que “o sistema monetário pós-Bretton Woods não providenciou uma âncora efetiva para a estabilidade monetária e financeira, nem teve a capacidade de direcionar a expansão do capital financeiro às necessidades da economia real”.

 

Willem Buiter, economista-chefe do Citibank e ex-integrante do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, mostra o quanto avançou a crítica aos paradigmas até recentemente incensados no resto do mundo e ainda prestigiados no Brasil. “A teoria macroeconômica não ajudou a prever a crise, nem a entendê-la ou a encontrar soluções. Não apenas impossibilitou a resposta às questões-chave sobre insolvência e iliquidez, impediu até mesmo a sua formulação”, analisa no texto The unfortunate uselessness of most ‘state of the art’ academic monetary economics (A desafortunada inutilidade da maior parte do ‘estado da arte’ da teoria econômica monetária acadêmica)

“Quase todas as inovações teóricas macroeconômicas do mainstream desde a década de 1970 (a revolução das expectativas racionais neoclássicas associada a Robert E. Lucas Jr., Edward Prescott, Thomas Sargent, Robert Barro e outros, e a teorização neo-keynesiana de Michael Woodford, entre vários economistas), tornaram-se não mais que distrações autorreferenciais e introvertidas, na melhor das hipóteses. A pesquisa tendeu a ser motivada mais pela sua lógica interna, por capital intelectual naufragado e jogos estéticos de programas de pesquisa estabelecidos do que por um desejo vigoroso de entender como a economia funciona”, aponta Buiter. “O fracasso da hipótese dos mercados eficientes, suposição de que os preços dos ativos agregam e refletem plenamente toda informação fundamental relevante e assim proveem os sinais apropriados para as decisões sobre alocação de recursos, tornou-se óbvio para praticamente todos aqueles com habilidades cognitivas não desencaminhadas pela moderna educação oferecida pelos Ph.Ds. americanos e ingleses. Mas a maioria dos economistas continuou a engolir esse anzol, com a linha e a chumbada, apesar de existirem influentes advogados da razão como James Tobin, Robert Shiller, George Akerlof, Hyman Minsky, Joseph Stiglitz e abordagens behavioristas das finanças.”

Restam esperanças, no entanto. “Agora que estamos mais atentos às não linearidades e aos seus perigos, devemos explorá-las teórica e empiricamente e em todo tipo de modelo. Isso tem acontecido e, a julgar pelo fluxo de working papers elaborados desde o início da crise, ocorre em grande escala. Finanças e macroeconomia, em especial, estão se tornando muito mais integradas, o que é uma notícia muito boa”, avalia Blanchard. Enquanto isso, no Brasil...

Catedral em reforma

*Reportagem publicada originalmente na edição 828 de CartaCapital, com o título "Catedral em reforma"

 

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Dadá

O juiz Moro, se tivesse um

O juiz Moro, se tivesse um mínimo de caráter, pediria afastamento da "Lava Jato", primeiro por fazer politicagem com vazamentos seletivos com a clara intenção de prejudicar o partido dos trabalhadores e inescrupulosamente blindando os tucanos. Segundo, depois que veio à tona que sua "digníssima" esposa, trabalha para o PSDB, a casa caiu em cima da própria cabeça. Acho que a nossa justiça está INVERTENDO VALORES. Quem, de verdade, precisa urgente de auto moralização é o judiciário  .O Sr. Gilmar "Dantas" Mendes que o diga.

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Mark

Impechment

O Gilmar não precisa de nada disso. Basta aguardar o final da quebra da Petrobras e da Transpetro..ah...aliás, nem como investimento a Petrobrás serve mais..

Se isso não bastar, ainda tem a verificação das urnas..

Se não for suficente, tem a irresponsabilidade fiscal com a votação da LDO..

E se isso não surtir efeito, temos 2018, quando ninguem mais vai cair nas mentiras do PT...pois dizer uma coisa e fazer outra é a sua marca!

E espero, sinceramente, que haja salvação para as futuras gerações, diante de tamanha desgraça provocada pelos petistas, na alma dos brasileiros, que é o completo desprezo pelas instutições e pelas leis...

 

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Antonio Barbosa

O pau que bate em Chico também bate em Francisco.

Ao se taxar a imprensa de PIG se esquece de que existe também uma imprensa comprada para somente falar bem do PT e omitir de forma sistemática seus erros e mazelas. Eu tenho certeza que os brasileiros patriotas do verde e amarelo não concordam com nenhum tipo de falcatrua sejam deste ou daquele partido, seja deste ou daquele sujeito. Não acreditar que Dilma e Lula nunca souberam de nada seja do mensalão, seja do petrolão é como viver isolado do mundo. São coisas impossíveis de acontecer. O Lula já se contradisse quando disse que: - Fui traído. Depois: - Nunca houve mensalão. E por fim: - O PT não presta, mas é o meu partido. Tudo isso pode ser comprovado nos diversos vídeos postados no youtube. Portanto ninguém fala à toa ou simplesmente por não gostar deste ou daquele. Se desejamos um país para todos e não para tolos é preciso isenção, porque o pau que bate em Chico também vai bater em Francisco.

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Abaixo a Plutocracia

O pau que bate em chico...

Por favor, me passe os links da "imprensa comprada para somente falar bem do PT e omitir de forma sistemática seus erros e mazelas". Assim, posso ler as matérias dela e as do PIG e tirar a média.

 

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Álvaro Noites

Mais um troll, o que sinaliza

Mais um troll, o que sinaliza qur Nassif puxou o fio da meada do golpe paraguaio.

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RICARDO BRUNO

SÓ FALTOU DAR NOMES AOS "SUPOSTOS BOIS", SE ESSES EXISTIREM.

SÓ FALTOU DAR NOMES AOS "SUPOSTOS BOIS", SE ESSES EXISTIREM. ABRA A BOCA OU DIGITE UM NOME DO ORGÃO DE IMPRENSA QUE DEFENTE O PT E A PRESIDENTE DILMA, INCONDICIONALMENTE, COMO VOSSA EXCELÊNCIA AFIRMA, Sr. Antônio Barbosa". QUE NÃO ACREDITO QUE SEJA IRMÃO DO "BATMAN JOAQUIM BARBOSA TEORIA DO FATO". FALAR MENTIRAS E ASNEIRAS É FÁCIL QUERO VER PROVAR AS MENTIRAS PARA OS INTERNAUTAS JULGAREM AS SUAS SUPOSIÇÕES.

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Verdades dogmáticas

Expressões tais como: "ao se taxar a imprensa de PIG", ou "são coisas impossíveis de acontecer", ou "brasileiros patriotas do verde e amarelo"; demonstram bem qual é o seu perfil. Contudo, você é obrigado a engolir o fato que nunca se investigou e puniu tantos corruptos como nos governos trabalhistas, especialmente o da Dilma. Aliás, esse foi dado importante percebido por grande parcela da população, mas escondido na última pesquisa do Datafalha.E não adianta alegar que se trata da turma que preza o lema "rouba mas faz", pois a oposição que se coloca como representante e defensora da moral e dos bons costumes envoltas nas cores verde e amarela, foi a que mais roubou e tem roubado este País nos últimos 500 anos, e isto a maioria da população já percebeu com clareza.

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"Viver significa lutar."

Sêneca

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Radames

Impeachment?

Nassif, você está obcecado por esta idéia do Impeachment, não vai acontecer nada disto, não tem pressão vindo das ruas, esta é a condição básica pra este processo, e ninguém vai pras ruas protestar porque as contas de campanha de Dilma não foram aprovadas, seria preciso uma prova contudente do envolvimento pessoal da Presidente nas possíveis irregularidades,  o que até o momento parece pouco provável. Este burburinho da  "Grande Mídia" logo será esquecido.

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Carlos Pimenta

Impeachment imoral

Caro Radames,

 

O impeachment a que o Nassif se refere é o impeachment imoral, ou seja, eles sabem que não conseguirão "de Direito" e portanto querem conseguir "de Fato".

Eu explico: se conseguirem fazer muito barulho, não só vão alimentar a mídia sensacionalista mas também a IMM (Imprensa Marrom Mundial), forçando a Dilma a fazer concessões em nome da governabilidade.

Quando é a presidenta quem negocia com eles, eles dizem que é chantagem, quando são eles que chantageam a presidenta eles chamam de "política". 

O que eles querem causar é um impeachment moral, para obrigar a Dilma a passar todo o segundo mantado de cabeça baixa.

Não conhecem a Wild Dilma....

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Conflito de interesses??????

Publicado em 06/12/2014

Mulher de Moro 
trabalha para o PSDB

Tava demorando …

 

 

O Conversa Afiada reproduz informação do Jornal i9:

 

ESPOSA DE JUIZ DA LAVA JATO É ASSESSORA JURÍDICA DE VICE DE BETO RICHA (PSDB) 

 

 O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe o sobrenome “Moro”. Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o “Rei dos Vazamentos” mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.

 


A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).Flávio Arns, é Sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda é fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo. O Vice-Governador do Paraná Iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos.

 


Em 19 de agosto de 2009, anunciou que se desligaria do PT, por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Arns voltou, em 2009, junto com o senador Expedito Júnior (PR-RO), para o PSDB. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa, chapa esta vitoriosa no pleito de 3 de outubro de 2010, em primeiro turno.

 


Flavio Arns é conhecido por defender os direitos dos deficientes físicos e mentais, em especial dos autistas, foi defendendo essa bandeira que conheceu Rosângela Moro, que logo depois assumiu como Procuradora Jurídica das APAEs no Paraná. A senhora Moro chega a representar em Comissão na Câmara Federal, o Vice de Beto Richa (PSDB). Acompanhe…

 


 

 Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. Aproximadamente 22 000 funcionários da Shell trabalham nos Estados Unidos. A sede no país está localizada em Houston, Texas. 
Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviço para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, MS, MT, GO, DF….

 


ZUCOLOTTO ADVOGADOS

 

 O elo de Rosângela Moro com o PSDB é tão visível que ela acompanha todos os trabalhos de Eduardo Barbosa de Minas Gerais, Vice-Líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na Câmara dos Deputados, chegando á segui-lo na Rede Social. Assim como a senhora Moro, EB presidiu a Federação das Apaes de Minas Gerais, foi também Presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).

 


Irmão do Juiz

 


Sérgio Fernando Moro tem um irmão que além de ser maratonista e Diretor executivo na empresa Iadtec Soluções em Tecnologia, é um dos que pregam o ódio ao PT, veja. Coração Tucano da Família

 


O slogan Taca lhe pau ficou conhecido em todo o País, como “Grito de Guerra Tucano”, como “Taca-lhe Pau Aécio”….




Leia mais:

 

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Esse sujeito não tem limites quando se trata de defender

Esse sujeito não tem limites quando se trata de defender seus interesses e os dos PSDB, olha só o nivel:

 

FHC confirma que falou com Gilmar Mendes sobre arruda, por Ricardo Kotscho

 

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okoko FHC confirma que falou com Gilmar sobre Arruda

Com Ibope novo e debate entre presidenciáveis na terça-feira gorda da política, um fato gravíssimo foi escondido pela grande mídia e só ganhou destaque na manchete do site político Brasil 247: em nota oficial do Instituto Fernando Henrique Cardoso, enviada à Folha, o ex-presidente confirma que ligou para seu amigo ministro Gilmar Mendes, nomeado por ele para o Supremo Tribunal Federal, para falar sobre o julgamento do recurso apresentado ao TSE pelo "ficha suja" José Roberto Arruda, candidato a governador de Brasília, que havia sido impugnado pela Justiça.

Leiam primeiro o que diz a nota, que está na edição impressa da Folha desta quarta-feira, no meio da matéria "TSE barra candidatura de Arruda para o governo do Distrito Federal", publicada na página A10:

"O ex-governador Arruda falou comigo a respeito do seu recurso no TSE. Queria que o julgamento ocorresse a tempo de, se favorável, concorrer ao governo de Brasília. Como sempre, sou muito cuidadoso nessas matérias. Apenas indaguei o (sic) ministro Gilmar se havia chance disso ocorrer. Fui informado de que haveria um julgamento anterior que pré-julgaria o caso. Nada mais pedi a ninguém nem nada mais me foi dito".

Nem precisava. Gilmar Mendes é o mesmo ministro que, em 2012, se disse "escandalizado" ao ser procurado pelo ex-presidente Lula para uma conversa sobre os prazos do julgamento do processo do mensalão, e denunciou o "assédio" à imprensa.

Desta vez, porém, Gilmar achou tudo normal. Primeiro, disse à Folha que não se lembrava do telefonema já confirmado por FHC. Depois, procurou minimizar o teor da conversa: "Posso ter falado sobre o tema, todos perguntam. Eu tenho dito a mesma coisa. A jurisprudência do TSE dizia que o que valia era o dia do registro da candidatura. Hoje, com a nova composição, não sei qual será o resultado".

No final da noite, saiu o resultado, e o placar do TSE foi implacável: 6 a 1 contra o recurso de José Roberto Arruda, que assim continua inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa.

Adivinhem de quem foi o único voto a favor de Arruda? Acertaram: Gilmar Mendes, sempre ele.

Num longo voto contra o do relator Henrique Neves, que recomendou a rejeição do recurso e foi acompanhado pelos demais ministros, Mendes atacou a classe política "rastaquera" de Brasília e chegou a pedir a intervenção no Distrito Federal: "O Distrito Federal não tem sequer dignidade para ter autonomia política (...) Já deveria ter passado por processo de intervenção", por conta dos sucessivos escândalos de corrupção, segundo o ministro.

Apesar de ter sido filmado recebendo propina no chamado "mensalão do DEM", que até hoje não foi julgado, Arruda continua em campanha e, segundo o último Ibope, lidera as pesquisas com 37%. Seu caso é um retrato perfeito e acabado da falência do sistema político-partidário-eleitoral do país, com a generosa contribuição do Judiciário.

Como sabemos, Fernando Henrique Cardoso não é advogado nem parte interessada no processo. Cabe perguntar, então: por qual motivo o ex-presidente intercedeu por esta figura emblemática da política brasileira junto a um ministro do Supremo Tribunal Federal?

Num país civilizado, com independência de poderes, isto seria inimaginável. No Brasil, não sai nem na capa do jornal. É coisa nossa.

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/08/27/fhc-confirma-que-falou-com-gilmar-sobre-arruda/

 

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J Claudio

Quem deveria receber

Quem deveria receber impeachment pra moralizar o judiciário, teria de ser esse tal de Gilmar Mendes, que é recordista em conceder Habeas Corpus pra bandido de colarinho branco e aliviar a barra dos tucanos e C&A. Nunca vi um juiz agir com medidas e pesos diferentes pra situações iguais. Crime é crime pra fulano e pra beltrano e ponto final. Agora, julgar de acordo com conveniências de poder aquisitivo e partidária, ele pode ser o que quiser na vida, menos juiz, nem mesmo de futebol, quanto mais do judiciário.

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Uma figura sem escrúpulos e sem noção de limite

Veja só que, um dia depois de encontrar-se com FHC numa operação para salvar a candidatura de José Roberto Arruda, ele não só votou a favor do ficha-sujísisma como chamou de nazistas os ministros que não votaram com ele(Gilmar Mendes). Põe podridão nisso, deve tá pensando que o Brasil é a Diamantino dos Mendes, onde um prefeito de oposição aos Mendes, eleito,  foi deposto numa história prá lá de esquisita. Esse sujeito j deveria ter sido impinchado pelo Senado sob pena de, com sua falta de limites para defender o PSDB,  comprometer o nosso regime democrático e provocar sério retrocesso ao nosso pais, conforme alerta feito quando pelo jurista Dalmo Dallari quando da indicação desse sabujo ao STF, olha só o nível:

Gilmar Mendes chama TSE de nazista

Declaração de Gilmar Mendes foi crítica à decisão que barrou candidatura do ex-governador Arruda no DF

O presidente interino do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, comparou ontem a corte a um tribunal nazista ao comentar a decisão que barrou a candidatura do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal. Segundo ele, o TSE mudou a jurisprudência ao julgar em pleno período eleitoral a situação de Arruda. “A gente não cria jurisprudência ad hoc (para uma finalidade específica). Quem faz isso é tribunal nazista, né?”, disse.

Por seis votos a um, o plenário do TSE confirmou na madrugada de ontem a decisão de barrar a candidatura de Arruda por improbidade administrativa com base na Lei da Ficha Limpa. Gilmar foi o único a votar pela liberação da candidatura de Arruda. De acordo com o ministro, o tribunal vinha decidindo de forma diferente ao julgar situações semelhantes à de Arruda. Mendes acusou o tribunal de não ter justificado a mudança de entendimento.

Fonte: O Popular

  

 

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Chev Chelios

Encurralada

Nassif, conhecedor tb da história da política brasileira, desde o pós-diretas-já, Dilma não será impeachmada, será é encurralada. Eles fizeram isto com quase todos os presidentes brasileiros, somente Collor é que quis sair da linha e deu no que deu.

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Mancini

Mestre em Manchete!

Nassif, sabe tudo, de ópera também! Para clicar tem que cativar, melhor, seduzir! http://www.refazenda2010.xpg.com.br/index2.html

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Marco Antonio Silva

Pq eles tem medo do Lula?

Por que eles tem medo do Lula? Por Emir Sader

 

Lula virou o diabo para a direita brasileira, comandada por seu partido – a mídia privada. Pelo que ele representa e por tê-los derrotado três vezes sucessivas nas eleições presidenciais, por se manter como o maior líder popular do Brasil, apesar dos ataques e manipulações de todo tipo que os donos da mídia – que não foram eleitos por ninguém para querer falar em nome do país – não param de maquinar contra ele. 

Primeiro, ele causou medo quando surgiu como líder operário, que trazia para a luta política aos trabalhadores, reprimidos e super-explorados pela ditadura durante mais de uma década e o pânico que isso causava em um empresariado já acostumado ao arrocho salarial e à intervenção nos sindicatos.

Medo de que essa política que alimentava os superlucros das grandes empresas privadas nacionais e estrangeiras – o santo do chamado “milagre econômico” -, terminasse e, com ela, a possibilidade de seguirem lucrando tanto às custas da super-exploração dos trabalhadores. 

Medo também de que isso tirasse as bases de sustentação da ditadura – além das outras bases, as baionetas e o terror – e eles tivessem que voltar às situações de incerteza relativa dos regimes eleitorais.

Medo que foi se acalmando conforme, na transição do fim do seu regime de ditadura militar para o restabelecimento da democracia liberal, triunfavam os conservadores. Derrotada a campanha das diretas, o Colégio Eleitoral consagrou um novo pacto de elite no Brasil, em que se misturavam o velho e o novo, promiscuamente na aliança PMDB-PFL, para dar nascimento a uma democracia que não estendia a democracia às profundas estruturas econômicas, sociais e midiáticas do país.

Sempre havia o medo de que Lula catalizasse os descontentamentos que não deixaram de existir com o fim da ditadura, porque a questão social continuava a arder no país mais desigual do continente mais desigual do mundo. Mas os processos eleitorais pareciam permitir que as elites tradicionais retomassem o controle da vida política brasileira.

Aí veio o novo medo, que chegou a pânico, quando Lula chegou ao segundo turno contra o seu novo queridinho, Collor, o filhote da ditadura. E foi necessário usar todo o peso da manipulação midiática para evitar que a força popular levasse Lula à presidencia do Brasil, da ameaça de debandada geral dos empresários se Lula ganhasse, à edição forjada de debate, para tentar evitar a vitória popular.

O fracasso do Collor levou a que Roberto Marinho confessasse que eles já não elegeriam um presidente deles, teriam que buscar alguém no outro campo, para fazê-lo seu representante. Se tratava de usar de tudo para evitar que o Lula ganhasse. Foram buscar ao FHC, que se prestou a esse papel e parecia se erigir em antidoto permanente contra o Lula, a quem derrotou duas vezes.

Como, porém, não conseguem resolver os problemas do país, mas apenas adiá-los – como fizeram com o Plano Real -, o fantasma voltou, com o governo FHC também fracassando. Tentaram alternativas – Roseana Sarney, Ciro Gomes, Serra -, mas não houve jeito.

Trataram de criar o pânico sobre a possibilidade da vitória do Lula, com ataque especulativo, com a transformação do chamado “risco Brasil” para “risco Lula”, mas não houve jeito.

Alivio, quando acreditaram que a postura moderada do Lula ao assumir a presidência significaria sua rendição à politica econômica de FHC, ao “pensamento único”, ao Consenso de Washington. Por um lado, saudavam essa postura do Lula, por outro incentivavam os setores que denunciavam uma “traição” do Lula, para buscar enfraquecer sua liderança popular. No fundo acreditavam que Lula demoraria pouco no governo, capitularia e perderia liderança popular ou colocaria suas propostas em prática e o país se tornaria ingovernável.

Quando se deram conta que Lula se consolidava, tentaram o golpe em 2005, valendo-se de acusações multiplicadas pela maior operação de marketing político que o pais ja conheceu – desde a ofensiva contra o Getúlio, em 1954 -, buscando derrubar o Lula e sepultar por muito tempo a possibilidade de um governo de esquerda no Brasil. Colocavam em prática o que um ministro da ditadura tinha dito: Um dia o PT vai ganhar, vai fracassar e aí vamos poder governar o país sem pressão.”

Chegaram a cogitar um impeachment, mas tiveram medo do Lula, da sua capacidade de mobilização popular contra eles. Recuaram e adotaram a tática de sangrar o governo, cercando-o no Parlamento e através da mídia, até que, inviabilizado, fosse derrotado nas eleições de 2006.

Fracassaram uma vez mais, quando o Lula convocou as mobilizações populares contra os esquemas golpistas, ao mesmo tempo que a centralidade das políticas sociais – eixo do governo Lula, que a direita não enxergava, ou subestimava e tratava de esconder – começava a dar seus frutos. Como resultado, Lula triunfou na eleições de 2006, ao contrário do que a direita programava, impondo uma nova derrota grave às elites tradicionais.

O medo passou a ser que o Brasil mudasse muito, tirando suas bases de apoio tradicionais – a começar por seus feudos políticos no nordeste -, permitindo que o Lula elegesse sua sucessora. Se refugiaram no “favoritismo” do Serra nas pesquisas – confiando, uma vez mais, na certeza do Ibope de que o Lula não elegeria sua sucessora.

Foram de novo derrotados. Acumulam derrota atrás de derrota e identificam no Lula seu grande inimigo. Ainda mais que nos últimos anos do seu segundo mandato e na campanha eleitoral, Lula identificou e apontou claramente o papel das elites tradicionais, com afirmações como a de que ele demonstrou “que se pode governar o Brasil, sem almoçar e jantar com os donos de jornal”. Quando disse que “não haverá democracia no Brasil, enquanto os políticos tiverem medo da mídia”, entre outras afirmações. 

Quando, depois de seminário que trouxe experiências de regulações democráticas da mídia em varias partes insuspeitas do mundo, elaborou uma proposta de lei de marco regulatório para a mídia, que democratize a formação da opinião pública, tirando o monopólio do restrito número de famílias e empresas que controlam o setor de forma antidemocrática. 

Além de tudo, Lula representa para eles o sucesso de um presidente que se tornou o líder político mais popular da história do Brasil, não proveniente dos setores tradicionais, mas um operário proveniente do nordeste, que se tornou líder sindical de base desafiando a ditadura, que perdeu um dedo na máquina – trazendo no próprio corpo inscrita a sua origem e as condições de trabalho dos operários brasileiros.

Enquanto o queridinho da direita partidária e midiática brasileira, FHC, fracassou, Lula teve êxito em todos os campos – econômico, social, cultural, de políticas internacional -, elevando a auto-estima dos brasileiros e do povo brasileiro. Lula resgatou o papel do Estado – reduzido à sua mínima expressão com Collor e FHC – para um instrumento de indução do crescimento econômico e de garantia das políticas sociais. Derrotou a proposta norteamericana da Alca – fazer a América Latina uma imensa área de livre comércio, subordinada ao interesses dos EUA -, para priorizar os projetos de integração regional e os intercâmbios com o Sul do mundo.

Lula passou a representar o Brasil, a América Latina e o Sul do mundo, na luta contra a fome, contra a guerra, contra o monopólio de poder das nações centrais do sistema. Lula mostrou que é possível diminuir a desigualdade e a pobreza, terminar com a miséria no Brasil, ao contrário do que era dito e feito pelos governos tradicionais.

Lula saiu do governo com praticamente toda a mídia tradicional contra ele, mas com mais de 80% de apoio e apenas 3% de rejeição. Elegeu sua sucessora contra o “favoritismo” do candidato da direita. 

Aí acreditaram que poderiam neutralizá-lo, elogiando a Dilma como contraponto a ele, até que se rendem que não conseguem promover conflitos entre eles. Temem o retorno do Lula como presidente, mas principalmente o temem como líder político, como quem melhor vocaliza os grandes temas nacionais, apontando para a direita como obstáculo para a democratização do Brasil.

Lula representa a esquerda realmente existente no Brasil, com liderança nacional, latino-americana e mundial. Lula representa o resgate da questão social no Brasil, promovendo o acesso a bens fundamentais da maioria da população, incorporando definitivamente os pobres e o mercado interno de consumo popular à vida do país.

Lula representa o líder que não foi cooptado pela direita, pela mídia, pelas nações imperiais. Por tudo isso, eles tem medo do Lula. Por tudo isso querem tentam desgastar sua imagem. Por isso 80% das referências ao Lula na mídia são negativas. Mas 69,8% dos brasileiros dizem que gostariam que ele volte a ser presidente do Brasil. Por isso eles tem tanto medo do Lula. 
 

http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Por-que-eles-tem-medo-do-Lula-/2/27152

 

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Será que eles não esperam que...

um improvável impedimento, poderia obrigar os golpistas da grande imprensa, do poder judiciário, do congresso nacional, e outros mais, a andar de colete de balas, e capacetes; a abdicar de lazer, passeios turísticos, restaurantes. Enfim: quem sabe até a família Frias, não seria obrigada a volta a morar no prédio do jornal, como aconteceu no tempo em que forneciam as viaturas do jornal, para a repressão conduzir presos para os porões do DOI/CODI? Madrugada no Leblon? Nem pensar.

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CARLOS SOARES NOVAIS

Último Capítulo da Novela

Nassif,

           É bom lembrar que neste terceiro turno pode ter um agravante, a possibilidade real da população não aceitar o desfecho com consequências inimagináveis. É bom lembrar que a maioria da população elegeu como presidente, Dilma. 

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Cláudio Gomes

O IMPEACHMENT DE DILMA

A maioria elegeu Dilma? Grande maioria... e isso sem falar nas urnas manipuladas, que comprovadamente existiram... Não estamos em uma democracia, estamos em uma ditadura da maracutaia, manipulação e corrupção. e quem sofre com isso são os que dependem da Saúde nas filas dos hospitais, são os que padecem e morrem por falta de medicamentos nos postos de saúde, só pra citar alguns flagelados desta política golpista do PT.

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luiz carlos wilcke

O IMPEACHMENT DE DILMA

Então voce querdizer que  quando o FHC governava, não tinha corrupção, não tinha filas em hospitais, e não faltava remedios nos postos de saúde? Tudo era divino e maravilhoso, mas então porque o PSDB perdeu pro Lula? Quanto a questão das urnas, seu partido sempre aprovou os programas das urnas, principlamente onde ganhou

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Douglas Eliot

Qual o problema?

Collor também foi eleito pela maioria e derrubado, motivo, um fiat Elba.

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O problema é...

que o Collor não tinha milhares de pessoas, dispostas a defender o mandato da Presidenta Dilma, à bala.

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Talvez você não se lembre mas

em 1992 havia altísimo desemprego e altíssima inflação. Collor foi eleito através de um golpe publicitário engendrado com base na Globo e o resto da mídia e quando a Globo resolveu destituir seu títere no planaltop, este não tinha apoio de ninguém.

Dilma foi eleita APESAR de todas as mentiras e apelações da mídia, tem grande base popular e um governo com pleno emprego e inflação sob controle (apesar das mentiras da mídia tentando dizer o contrário, no que aliás ninguém acredita porque a realidade é flgrante demais para se esconder).

Podem tentar um golpe, mas não vão ser bem sucedidos. Se houver golpe, haverá guerra e os golpistas vão se arrepender amargamente de sua sandice.

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ABAIXO A DITADURA

 

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Ises Ramos

Golpe

Estás falando em GUERRA ?Estão contando com a ajuda das Forças Armadas?Podem esquecer....

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José Filho

desculpa mas

somando os votos do aécio mais, os que podendo votar ñ votaram ñ dá a maioria para os eleitores da dilma, só pra lembrar...

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Álvaro Noites

Foi mais que o do Aécio,

Foi mais que o do Aécio, ponto!

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E agora josé?

A  GRANDE maioria dos votos que Aécio recebeu, evidentemente não foram dele. Foram votos que seriam conferidos a qualquer criatura que a mídia indicasse através da lavagem cerebral de 2 anos. Foram votos contra a "sujeira" que a mídia inescrupulosamnete tentava e, tenta colar em Dilma.  Um  crime que vem sendo efetuado pela mídia, principalmente a suja revista semanal. E você José, pelo visto tem sido um inocente útil, pois qualquer pessoa de bom senso, percebeu a manipulação. Ou... quem sabe, você também protege maus políticos que durante anos vêm sendo protegidos pela mídia e também por "alguns" da jusriça.

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Marly

Avisa para o José Silva, que oitenta por cento dos que não votaram, iriam votar na Dilma. Estavam fazendo turismo na Europa... Eu sou um deles.

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Alô, alô, Sr.José!

Para saber mais sobre os "votos" de Aécio, sugiro que leia no " Conversa Afiada ", o artigo " Aécio faz o marketing do ódio".    

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Lamentável que pessoas coloquem no mesmo patamar uma ruptura

Lamentável que pessoas coloquem no mesmo patamar uma ruptura agora e a da  Era Collor, é muita falta de noção, achar que um golpe midiático-judicial-parlamentar será aceito pela população. A comparação que procede é com a ruputura que aconteceu, por exemplo, em Honduras, por favor faça uma pesquisa 

Quatro anos após golpe, Honduras sofre com altos índices de violência e impunidade  

Foto: Giorgio Trucchi/Opera Mundi

Durante esse período, país se fundiu em uma complexa crise política, econômica, social e de segurança, sem precedentes

28/06/2013

 Giorgio Trucchi,

de Tegucigalpa (Honduras)

Opera Mundi

 

Já se passaram quatro anos desde aquela manhã de 28 de junho de 2009, quando um grande contingente de militares atacou, disparando, a residência do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya. Ele foi forçado a embarcar em um avião e a abandonar de pijamas o país rumo à vizinha Costa Rica, não sem antes fazer uma “escala técnica” em Palmerola, a maior base militar estadunidense da América Central.

Durante esse período, Honduras se fundiu em uma crise política, econômica, social e de segurança sem precedentes, com um aumento acentuado dos níveis de pobreza, uma crescente militarização da sociedade e um acelerado desmoronamento das instituições e dos poderes do Estado.

Enquanto isso, os grupos de poder emergentes e aqueles que orquestraram a executaram o golpe começaram uma luta interna para se reacomodar e conquistar espaços, tendo em vista o iminente processo eleitoral de novembro próximo.

Um processo eleitoral que, pela primeira vez em mais de 100 anos, será caracterizado pela ruptura do bipartidarismo clássico, cuja crise se acelerou por causa da criação e participação de um movimento de base amplo e multifacetado e de uma força política nova e pujante, cujas raízes estão profundamente enterradas na luta contra o golpe de Estado.

Neste sentido, o povo hondurenho se debate entre a crise estrutural da sociedade, agigantada hoje pelos efeitos nefastos que a ruptura da ordem constitucional deixou, e a luta de resistência política e social organizada, que gera esperança para o futuro.

 

“Foram 4 anos caracterizados pelo aprofundamento do processo de fissura institucional do Estado, tanto em termos de segurança, educação, saúde e serviços básicos, como em termos de crise profunda da política e da justiça”, disse a Opera Mundi o sociólogo e analista político Eugenio Sosa.

 

Violência e impunidade

De acordo com dados da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, por sua sigla em inglês), Honduras teve em 2012 a maior taxa de homicídios do mundo (86 para cada 100 mil habitantes), ou seja, quase 10 vezes a média mundial de 8,8 homicídios. A OMS (Organização Mundial da Saúde) qualifica como uma “epidemia” a taxa que supera 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.

O Observatório da Violência da UNAH (Universidade Nacional Autônoma de Honduras) calcula uma média de quase 20 pessoas assassinadas por dia durante esse mesmo ano. O Ministério Público reconhece que somente 20 de cada 100 casos de assassinato são investigados e é infinitamente baixa a quantidade dos que são levados a juízo e terminam em uma condenação.

Em abril do ano passado, o Congresso Nacional nomeou uma Comissão Interventora do Ministério Público, com o objetivo, entre outros, de realizar um diagnóstico integral da instituição e desenvolver e implementar uma avaliação e depuração de todas as suas estruturas. Como resultado do diagnóstico, a comissão iria proceder em contratar, nomear, substituir, rotar e desfazer-se de funcionários do MP.

A nomeação dessa comissão foi criticada e até tachada de ilegal pela forma que foi levada a cabo, mas seus membros seguem investigando e conseguiram uma prorrogação de seu mandato inicial de 60 dias.

“No país, a impunidade é total e o sistema judiciário funciona bem somente para os algozes, para os que cometeram o golpe, enquanto está absolutamente contra suas vítimas”, garante o jornalista e comunicador social Félix Molina.

Segundo ele, durante esses quatros anos não existiram sentenças exemplares que reivindiquem moralmente as vítimas. “Não há uma justiça percebida, e quando a cidadania não percebe a justiça, também tem dificuldade para perceber o Estado”, diz.

Oliva, coordenadora do COFADEH (Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras): "impunidade é total"

Quando se fala de violência e impunidade, é emblemático o caso da região do Bajo Aguán, no nordeste do país. Ali, o conflito agrário que se originou pela expansão da monocultura de palmeira africana e pela falta de acesso à terra para milhares de famílias camponesas, deixou um saldo de nada menos que 60 camponeses organizados assassinados depois do golpe. “Até hoje, nenhum destes casos foi investigado, nem os responsáveis foram levados à justiça. A impunidade é total”, aponta Bertha Oliva, coordenadora do COFADEH (Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras).

Durante dois meses, a Comissão Interventora do MP investigou todos os atos realizados por qualquer membro da instituição, e depois de várias mudanças internas, rodízios de pessoas e da não renovação de contratos, apresentou um relatório preliminar no Congresso Nacional. Neste relatório, os integrantes da comissão notaram as graves anomalias cometidas pelas autoridades do MP e empreenderam os primeiros passos para acusar de abuso de autoridade e violação a deveres públicos o procurador-geral Luis Rubí e o procurador-adjunto, Roy Urtecho.

Como consequência imediata deste relatório, a Comissão de Segurança do Congresso Nacional recomendou ontem (25) o afastamento de ambos os funcionários de seus cargos por meio de juízo público. Em seu relatório preliminar, a Comissão do Congresso assinala que os fiscais cometeram “incumprimento grave de suas funções, atribuições e obrigações”, e que não exerceram ação penal pública em diversos casos “causando com isso uma grave impunidade em prejuízo da população.”

Além disso, a Comissão do Congresso recomendou ao plenário “iniciar rapidamente a discussão de uma nova lei orgânica do Ministério Público, que permita à instituição cumprir com as suas funções e atribuições e a também com a legislação nacional”. Diante da forte pressão gerada nos últimos meses, na noite deste 25 de junho, Luis Rubí e Roy Urtecho renunciaram.

Ainda assim, a ex-diretora de Assuntos Internos da Policia Nacional, Maria Luisa Borjas, assegura a Opera Mundi que a grave crise dessa instituição e do conjunto de órgãos encarregados de procurar e administrar a justiça ainda está longe de terminar.

 

Depuração e nova militarização

O nível de violência e impunidade da sociedade hondurenha é diretamente proporcional ao grau de corrupção e infiltração do crime organizado e do narcotráfico nas instituições e poderes do Estado, incluindo os órgãos de segurança pública. Diante dessa situação, o presidente Porfirio Lobo, com o apoio do parlamento, onde goza de ampla maioria, lançou uma ofensiva contra o crime, a corrupção e a impunidade. Porém, os resultados têm sido muito escassos.

Em junho do ano passado, foi aprovado o decreto de emergência 89-2012, para iniciar um processo de depuração policial, durante o qual a recém-formada DIECP (Direção de Investigações e Avaliação da Carreira Policial, por sua sigla em espanhol) iria aplicar testes de confiança integrais – poligráficos, toxicológicos, psicométricos e socioeconômicos – nos oficiais da polícia.

De acordo com as declarações perante o Congresso Nacional do diretor da DIECP, Eduardo Villanueva, durante os quase 13 meses do processo de depuração foram aplicados um total de 774 testes de polígrafo, que resultaram em um total de 230 requerimentos de demissão de policiais à Secretaria de Segurança. Deles, 33 foram convertidos em ordens de afastamento e apenas 7 foram executados, de um total de quase 14 mil membros da instituição policial.

“Como é possível que os oficiais que foram reprovados nas provas de confiança não apenas não foram afastados do cargo, como também foram promovidos ao posto superior imediato ou estão ostentando cargos de direção? De que depuração estamos falando, então?”, se pergunta a ex-comissária de polícia Borjas.

Para ela, é evidente que se pretende fazer o povo crer que realmente se quer curar a instituição policial, “mas seus atos demonstram o contrário”. Ela cita vários exemplos, entre eles o do porta-voz do Ministério de Segurança, o comissário Iván Mejía Velásquez, e do diretor geral de policia Juan Carlos Bonilla Valadares.

Mejía Velásquez tem um mandado de prisão por violação de direitos humanos, abuso de autoridade e lesões, enquanto o “Tigre” Bonilla, como é chamado por aqui, foi investigado por haver perpetrado três assassinatos extrajudiciais e por estar relacionado a vários casos de sequestro e desaparições. Ambos continuam desempenhando altos cargos na instituição.

“Deveriam estar suspensos e até presos, mas Mejía Velásquez acaba de ser promovido ao cargo de diretor da Polícia Preventiva, enquanto Bonilla Valladares ostenta o nível mais alto da instituição”, explica. Borjas estava a cargo da Unidade de Assuntos Internos quando, em 2002, se investigou Juan Carlos Bonilla. “O estávamos investigando por 13 casos de violações graves, incluindo execuções sumárias de jovens e de supostos membros de quadrilhas (pandilleros), mas apenas conseguimos levar um deles à procuradoria, porque depois não nos deixaram continuar.”

A ex-comissária relata a Opera Mundi que foi afastada do cargo em 2003, pelo então ministro de Segurança, Óscar Álvarez. “Tiraram-nos a logística, despediram meus colaboradores e os investigadores e, finalmente, fecharam a unidade. Ainda assim, a promotoria conseguiu levar o caso à justiça e o juiz emitiu ordem de captura contra Valladares e seus três acompanhantes: Carlos Arnoldo Mejía López, José Ventura Flores Maradiaga e Juan José Zavala Velásquez”, explica.

Hoje, os quatro oficiais seguem ostentando altos cargos na instituição, graças a uma absolvição derivada de um “acordo extrajudicial” que em 2004 foi assinado pelo ministro Álvarez e pela então presidenta da Suprema Corte de Justiça, Vilma Morales. “Bonilla Valladares serve para fazer uma ‘limpeza social’ em todo o país. Isso demonstra que não há uma verdadeira vontade de fazer uma depuração, mas sim medo de atuar e até conluio de políticos, fiscais e juízes em atos, tanto de delinquência comum como organizada”, concluiu Borjas.

Além disso, esse processo de aparente combate contra o crime e a impunidade se caracterizou por uma crescente militarização do país. “As Forças Armadas estão cada dia mais envolvidas em tarefas de segurança e têm cada vez mais poder. Foram criadas novas forças especiais, forças de elite e forças de tarefa conjuntas. Não há dúvida de que, por trás de todo esse processo de nova militarização e de mudança de autoridades de segurança, estão os Estados Unidos e seu projeto hegemônico para a região”, afirma o estudioso Eugenio Sosa.

Fotos: Giorgio Trucchi/Opera Mundi

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Acho que a ópera não passa da

Acho que a ópera não passa da abertura...

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O PT é muito fraco e covarde, aceitar chantagem de Gilmar-Globo & Cia

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Ivan de Union

Mostre me UM comentario seu

Mostre me UM comentario seu no qual voce nao estava do lado da Cia/Gilmar/rede golpe.

SO um.

Ta pensando que isso aqui eh casa da sogra, eh so entrar e fingir de qual lado ce ta?  Pois ta muitissimo enganado, ta bom?

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CAfonso Neto

Hoje não é 64.a esquerda não

Hoje não é 64.a esquerda não é poetica,esta prepara,segundo falam tem 300000 elementos pronto para agir somente na capital.

O fechamento do Rodoanel já fo iuma demonstração de força e organização.

Tempos dificeis.

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O PT disperdiçou seu grande

O PT disperdiçou seu grande momento colocando a Dilma, uma depreparada, como candidata a sucessão de Lula.

Agora não há o que fazer, ou cai ou governa do jeito que a casagrande quer. 

Quem realmente se preocupa com a transformação da sociedade brasileira, já perdeu esse jogo.

 

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O time dos sonhos de coxinhas da sua laia..

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E prá agricultura ? Tem

E prá agricultura ? Tem alguma idéia ?

Olha os índios coxinhas aí ...

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Minha ideia é que, para o Congresso, vc e sua turma não vote

Minha ideia é que, para o Congresso,  vc e sua turma não vote na bancada da bala e outras bancadas onde estão assentados gente como Kátia Abreu, Caiado...Vcs coxinhas estavam todos lá na campanha deles e agora reclamam da participação deles no governo...hum..... 

 

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