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16 Comentários
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  1. Free Walker

    22 de julho de 2015 3:13 am

    Dando nó no Tico & Teco

    O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim, diz novos cáculos complexos.

    Facinho, facinho de entender,  hehe

    Leiam aqui:

    http://www.jornalciencia.com/universo/diversos/4659-o-big-bang-nunca-existiu-e-o-universo-nunca-teve-comeco-e-nunca-tera-fim-diz-novos-calculos-complexos

     

     

     

     

  2. Monier.,.,.,.,

    22 de julho de 2015 3:33 am

    Em homenagem ao veto de Dilma

    Em homenagem ao veto de Dilma ao PLC 28/2015, fruto de quase 9 anos de movimentação sindical, compartilho a frase de um sujeito com princípios, distribuída no site de um partido que vai contra os meus princípios:

    “O governo do PT é galinha que cacareja para a esquerda, mas bota ovos para a direita”

    ““O governo do PT é uma galinha que cacareja para a esquerda, mas bota ovospara a direita”. Foi com essa frase, atribuída a Leonel Brizola (1922-2004), ex-governador do Rio de Janeiro, que o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) definiu a atitude do Partido dos Trabalhadores ao propor um ajuste fiscal para a população brasileira.

    Com a frase, o tucano quis dizer que os petistas se dizem defensores dos direitos dos trabalhadores, quando na verdade, quem mais lucrou nos governos Lula e Dilma foi o grande capital financeiro.

    Ele discursou contra o Projeto de Lei de Conversão nº3, baseado na Medida Provisória 665/2014, discutida na tarde desta quarta-feira (20) no plenário do Senado. A proposta altera critérios para a concessão do seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso, e foi considerada por Aloysio, “cúmulo da insensatez e da crueldade”.

    Junto com a MP 664/2014, as duas formam o chamado ajuste fiscal. Para o senador paulista, pior ainda é que tais medidas contribuem para aprofundar a degradação política do país, nas relações entre o Congresso Nacional e o Executivo.

    “Quantos e quantos cargos não foram distribuídos para tentar obter o apoio de maioria parlamentar para a aprovação dessas medidas? O ministro da Aviação Regional (Eliseu Padilha, que tem feito junto ao vice-presidente Michel Temer a intermediação entre a Presidência e o Congresso) não tem mais mãos a medir, não tem mais maletas para guardar os envelopes que lhe chegam às mãos, para administrar as chaves da governabilidade, as únicas que a presidente sabe manejar”.

    Aloysio também atribui essa troca de cargos por votos à “falta de aptidão, de liderança, de um projeto para o país, de um projeto de crescimento, de desenvolvimento “, feito à base de mentiras na campanha eleitoral de 2014. O tucano lembrou que, se o país estivesse tão bem no ano passado como o marketing petista promovia, não seria necessário realizar um ajuste na economia em 2015.

    “Combater o desequilíbrio fiscal com aumento de juros, aumento de tributos e retirando direitos de trabalhadores só fará agravar a situação de letargia em que se encontra a economia brasileira”, finalizou.

    Chuva de notas

    Em seguida ao pronunciamento de Aloysio, durante a fala do senador Humberto Costa (PT-PE), integrantes da Força Sindical atiraram uma chuva de notas com o rosto da presidente Dilma no plenário. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu entãoque as galerias fossem desocupadas.

    Da Liderança do PSDB na Câmara”

    http://www.psdb.org.br/o-governo-do-pt-e-galinha-que-cacareja-para-a-esquerda-mas-bota-ovos-para-a-direita/

    1. Arthemísia

      22 de julho de 2015 9:44 am

      Comparar as Medidas

      Comparar as Medidas Provisórias ao veto ao projeto de aumento do Judiciário é forçar a mão.  É só perguntar aos trabalhadores atingidos pelas MPs o que eles acham dos aumentos que os servidores do Judiciário querem receber e dos salários que já recebem. O governo não se negou aumentar os salários dos servidores federais, apenas, como todo patrão, não concorda com os índices pleiteados. 

      Misturar as informações é uma tática não muito bonita para quem critica o governo. Os portais das transparências estão aí para quem quiser ver os salários dos funcionários federais. Se é para falar quem mudou de discurso, vamos lá. Houve um tempo em que os sindicatos dos servidores federais lutavam pela isonomia no serviço público federal. Hoje em dia, lutam descaradamente por aumentos e privilégios diferenciados. Os comentaristas que apareceram aqui no blog só comparavam seus salários com o Legislativo, uma das castas do serviço público. Não vi ninguém comparando os salários do Judiciário aos do Executivo, que fazem a massa do serviço público federal. Minto, quando comparavam ao Executivo, lembravam apenas da Receita Federal e da Polícia Federal. 

      Quem critica as alianças do governo não deveria sequer citar o nome de Aloysio Nunes e do PSDB no quesito serviço público, que dirá se aliar a eles para conseguir aprovar o projeto no Congresso. Mas o lobby (ou movimentação sindical) é do jogo não é? Perde-se na mesa de negociação com o governo e vai para as mesas do Congresso. Aí negociam com todo tipo de Cunhas. Mas essa negociação (ou aliança tática) é limpa e democrática, só o governo que é sujo e traidor.

      Desculpe, não é nada contra você ou contra a categoria, mas é que ando esgotada e impaciente com o tipo de democracia que partidos e sindicatos querem para o país. 

  3. Webster Franklin

    22 de julho de 2015 6:32 am

    Sujeito que quer acarear Dilma com Youssef está condenado por de

    Tijolaço

    Sujeito que quer acarear Dilma com Youssef está condenado por desvio de dinheiro

     

    22 de julho de 2015 | 00:30 Autor: Fernando Brito  

    mouracunha

    O deputado André Moura ( que não é Moura, mas  Luís Dantas Ferreira) que, por ordem de Eduardo Cunha, lançou a estranha e pirotécnica ideia de fazer uma “acareação” entre a Presidenta Dilma Rousseff e o bandido Alberto Youssef não foi devidamente apresentado ao país pela imprensa.

    Por isso, transcrevo trechos do release (fresquinho, do dia 23 passado) publicado pelo Supremo Tribunal Federal:

    “A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, na sessão de hoje (23), denúncias do Ministério Público em três inquéritos contra o deputado federal André Luís Dantas Ferreira, conhecido como André Moura (PSC-SE), envolvendo crimes conexos – apropriação, desvio ou utilização de bens públicos do Município de Pirambu (SE) 9…)

    Segundo as denúncias, após deixar a Prefeitura, Moura teria continuado a usufruir de bens e serviços custeados pela administração municipal, como gêneros alimentícios, telefones celulares, veículos da frota municipal e servidores que atuavam como motoristas. Em um dos inquéritos (3204), foi recebida também a denúncia pelo suposto crime de formação de quadrilha. Por se tratar de condutas interligadas, o relator dos processos, ministro Gilmar Mendes, propôs que os processos fossem julgados em conjunto. A decisão de receber as denúncias foi unânime.(…)

    (O deputado)  teria indicado a maior parte dos secretários municipais e mantido carros e celulares da Prefeitura à sua disposição, além de fazer compras em mercados pagas pelo erário, indicar vários funcionários fantasmas, entre eles sua esposa (Lara Adriana, também denunciada) e receber repasses mensais da Prefeitura entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, conforme a acusação.(…)Nas eleições de 2006, Moura foi candidato a deputado estadual e, durante a campanha, segundo relato de Juarez dos Santos, as exigências ilícitas se agravaram, quando Moura teria encomendado repasse de R$ 1 milhão entre abril e setembro. 

    Moura caiu na Lei da Fixa limpa, por já ter condenações de segunda instância e está no cargo porque obteve liminar do STF para concorrer.

    Seria interessante fazer, isso sim, uma acareação entre o deputado e o prefeito que ele achacava, que o acusa até de ser o mandante de um atentado a tiros.

    É um sujeito assim que quer dar (e dá, com a ajuda da mídia) lições de moral ao Brasil.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=28442

  4. Webster Franklin

    22 de julho de 2015 8:10 am

    Aviso aos que atacam o SUS: ser mordido de cobra nos EUA pode cu

    Tijolaço

    Aviso aos que atacam o SUS: ser mordido de cobra nos EUA pode custar US$ 153 mil

     

    21 de julho de 2015 | 08:01 Autor: Fernando Brito  

    antiofidico

    Quando li, achei que era destas “histórias da internet”. Mas saiu no insuspeito Washington Post:

    O americano Todd Fassler foi mordido por uma cascavel em San Diego, Califórnia.

    Não seria notícia, porque há entre sete e oito mil ataques de cobras peçonhentas nos Estados Unidos todo ano. Aqui, em 2010, o número chegava, em 2010, a 30 mil vítimas.

    Mas virou, quando uma emissora local noticiou quanto isso custou a Fassler em custo de hospital e de soro antiofídico: US$ 153.161,25, ou R$ 483 mil, na cotação de ontem.

    Como diz o título da reportagem do Post, “Esta  mordida de cascavel de $ 153,000 é tudo de errado com os serviços de saúde  (norte) americanos“

    Aqui, é claro, não custaria nada, porque o Brasil trata o ofidismo, há mais de um século, como um problema de saúde pública. E construiu, com esforço, uma rede de produção e distribuição de soros – pelos quais cobraram US$ 83 mil ao americano – que dão o sentido de heroísmo ao trabalho de gente como Vital Brazil, o grande marco nesta história, com um esforço que ele próprio descreve, na virada do século 19, quando comprovou a necessidade de soros específicos para cada espécie de serpente, desbancando o conhecimento europeu que produzia soros de baixa efetividade.

    “Não dispondo o Instituto de verba para a aquisição de serpentes, tive eu mesmo de assumir o encargo. Em pequeno terreno adquirido próximo a minha residência, mandei construir meu primeiro serpentário, bastante imperfeito, o qual serviu-me de orientação quando mais tarde tive que construir outros em Butantan. Nesse período trabalhei intensamente na aquisição de serpentes e na propaganda entre agricultores amigos, dos meios de captura e transporte dos ofídios, distribuído-lhes laços e caixas”.

    A saúde pública no Brasil ainda bem, sempre contou com gente abnegada como ele.

    Quem enche a boca para ver só os defeitos no Sistema Único de Saúde do Brasil deve tomar cuidado para não morder a língua, um dia destes.

    Pode ser pior que o veneno da cascavel.

    Pode ser sua própria vida

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=28422

    1. Anna Dutra

      22 de julho de 2015 8:23 am

      Saúde Pública
      Webster, ressalvados os exageros naturais quando tema tão polêmico é abordado, sugiro sempre assistir a SOS Saúde, do Michael Moore, para entender melhor.

      SICKO – SOS Saúde – Michael Moore

      [video:http://m.youtube.com/watch?v=VoBleMNAwUg%5D

      1. Webster Franklin

        22 de julho de 2015 11:51 am

        Ótimo vídeo e triste

        Ótimo vídeo e triste realidade de um país que não tem saúde pública, Anna Dutra. Conheço relatos de quem viveu nos EUA na década de 60 e constatou que alguns pais de família se suicidavam quando descobriam que tinham contraído câncer. Por não disporem de seguro saúde teriam que vender suas casas e até mesmo gastarem totalmente suas economias para pagarem os altos custos do tratamento e geralmente levava a família a falência. Sou pai de filho médico Angiologista e  cirurgião vascular, foram cinco anos de residência médica. Logo que se formou prestou serviços pelo interior do Brasil através do PSF e depois foi fazer um curso em Chicago-EUA  de onde retornou para fazer residência em São Paulo. Há dois anos veio para Recife e mora comigo. Acompanho seu trabalho desde 2013, infelizmente a medicina no país está dominada em parte pelos planos de saúde e grupos empresariais médicos e se não fossem o SUS e o Programa mais médicos para as populações mais carentes, o Brasil estaria com gravíssimos problemas de saúde pública. Abs

           

        1. Anna Dutra

          22 de julho de 2015 12:42 pm

          Acidente

          Recentemente, o episódio do acidente de avião com Angélica, Huck e os filhos.  Foram socorridos e atendidos, no momento mais crítico da emergência, em que rede de saúde mesmo ?

          Irei à Recife em breve.  Quem sabe almoçamos.

          Abraço.

           

  5. Webster Franklin

    22 de julho de 2015 8:41 am

    Cunha teria financiado campanhas de mais de 100, dizem deputados

    Da RBA

    Cunha teria financiado campanhas de mais de 100, dizem deputados

     

    Chico Alencar (Psol-RJ) afirma que correm nos bastidores da Câmara suspeitas de atuação irregular do presidente. “Cadê o PSDB, o DEM, que não pedem o afastamento do Cunha?”, diz Silvio Costa (PSC-PE)  por Redação RBA publicado 21/07/2015 12:55, última modificação 21/07/2015 13:10      Agência Brasil   alencar e costa.jpg

    Alencar e Costa: suspeitas da atuação de Cunha correm soltas nos bastidores do Câmara Federal

    São Paulo – A situação de isolamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que na sexta-feira (17) anunciou seu rompimento pessoal com o governo Dilma, pode se complicar ainda mais se vierem à tona detalhes de sua atuação nas eleições do ano passado. Acusado de pedir US$ 5 milhões de propina na operação Lava Jato para ele, e outros US$ 5 milhões para aliados, Cunha teria financiado parte dos deputados eleitos. A articulação para disputar e assumir a presidência da Casa teria se iniciado logo após as eleições de outubro, com base em instrumentos da política tradicional, como acredita o deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

    “Para a presidência da Câmara ele operou também dessa maneira, conversando com deputados recém-eleitos, mais de 40% da nova Câmara, que assumiram neste ano, e também fazendo vínculo com deputados antigos – há quem diga que ele chegou a financiar campanhas, em 2014, de mais de 100 candidatos eleitos, portanto, mais de 100 deputados”, afirma Alencar em entrevista à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

    “Também na própria campanha para presidente da Câmara, ele começou de maneira muito cuidadosa correndo todos os estados ainda em 2014, e no recesso de 2014 para 2015 ele teria chegado a alugar um hotel em Brasília, para que os novos deputados e suas esposas ali ficassem, enfim, fez uma política de fidelização nessa base. O discurso dele basicamente era autonomia do parlamento e boas condições de trabalho para os deputados, que implica inclusive nesse famoso Anexo 5 e no Parlashopping. Portanto, sua campanha para presidente da Câmara foi continuação do que ele pratica na política corriqueiramente. E isso lhe rendeu 267 votos, ganhando no primeiro turno”, afirmou Alencar.

    O deputado Silvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara, reitera as suspeitas. “Não posso provar o que vou dizer agora, mas há quem diga que já na campanha de deputado em 2014 ele teria ajudado vários parlamentares. Eu estou fazendo aqui uma ilação, coisas que eu escuto, eu não posso provar isso, mas é bochincho da Casa. Agora, é evidente que o deputado Eduardo Cunha tem a seu favor o princípio da presunção de inocência. Não posso acusá-lo de nada. Esse recesso agora é atípico. O meu telefone desde sexta-feira não para de tocar, inclusive por ligações de aliados de Cunha dizendo ‘olha, isso é uma decisão pessoal dele, eu não quero ser prejudicado, ele não consultou o grupo, ele tomou a decisão sozinho, acho que ele errou…’; então, na minha opinião, Cunha está fazendo agora às claras o que ele já fazia às escondidas. Todo mundo sabia que nesses seis meses a pauta dele era criar dificuldades para o governo Dilma. Ele jogava com a oposição, que jogava com ele. Ou seja, essa oposição brasileira, que só faz trabalhar contra o país, eu quero ver agora qual é o posicionamento da oposição em relação a Eduardo Cunha, eles que são os novos pseudopaladinos da ética.”

    O preço da atuação de Cunha é este: uma política menor, rebaixada, conservadora, comenta Chico Alencar. Frente ao escândalo, Alencar diz que “a saída é o afastamento dele da presidência da Casa. Ninguém está pedindo que ele seja cassado ou renuncie ao mandato, mas a função de presidente da Câmara é incompatível como esse tipo de investigação”. Ele lembra que “por muito menos” o Severino Cavalcanti (PP-PE) saiu. “Mas é claro que você não tem nenhum elemento regimental no momento para que essa saída seja imposta. É preciso ter soma de forças, por isso, estamos cobrando que cada partido se manifeste. Nós vemos muitos partidos silenciosos, em cima do muro em relação a uma crise que afeta todo mundo. Na verdade, ele (Cunha) diz que toda a investigação sobre o presidente da Câmara atinge a Câmara como um todo, mas nós não vestimos essa carapuça, queremos sim que o juiz Moro, que o procurador Rodrigo Janot, que o Supremo Tribunal Federal (STF) prossigam na apuração de todos os malfeitos da Lava Jato sobre qualquer pessoa. Pode ter a prerrogativa de foro, mas não tem protecionismo e blindagem para ninguém. Não pode ter.”

    “Agora, Eduardo Cunha tem de provar ao povo brasileiro que está fora da Lava Jato”, diz Silvio Costa. “E essa história de ficar culpando o Ministério Público e a Polícia Federal é um caminho equivocado”, afirma. “Faço oposição a Eduardo Cunha, mas não sou irresponsável. Irresponsável é esse povo que faz oposição a Dilma, que vive falando em impeachment todo dia. E eles sabem que juridicamente não cabe isso, eles sabem disso. Eles ficam trabalhando contra o país. Quando existe uma denúncia contra um ministro, a primeira coisa que o parlamento faz é pedir para o ministro se afastar. Então, cadê a oposição brasileira, cadê o PSDB, o DEM?! Cadê os pseudopaladinos da ética que não pedem o afastamento de Eduardo Cunha? É essa a questão.”

    Barbas de molho

    Neste momento, boa parte dos eleitores de Eduardo Cunha na Câmara Federal está com as barbas de molho, cautelosos em sair em defesa do peemedebista, avalia Alencar. Vide o discurso que o presidente da Câmara fez na última sexta-feira, eram quatro ou cinco do lado dele, observa o parlamentar. “À exceção do partido do Paulinho da Força Sindical, chamado Solidariedade, nenhum outro manifestou solidariedade. Há aqueles que aguardam mais notícias, mas serão notícias ruins no futuro, ao que tudo indica. Ele de fato está perdendo essa sustentação que ostentava como inabalável, poderosíssima. Sem dúvida, aquela empáfia, aquela arrogância, vai ter de diminuir.”

    Chico Alencar lembra que no início desta legislatura, a CPI dos Planos de Saúde foi engavetada por Eduardo Cunha. “Porque ele foi financiado por uma dessas empresas, a Unimed, e outros planos também. Foi um absurdo ele alegar que não tinha objeto para uma CPI dos planos de saúde. Pergunte aos segurados do Brasil inteiro para ver se não tem irregularidades e muita injustiça na operação desses planos.”

    Ouça a reportagem de Marilu Cabañas na Rádio Brasil Atual:

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/07/deputados-dizem-que-eduardo-cunha-teria-financiado-parlamentares-da-oposicao-4174.html 

     

  6. Onda_Jovem

    22 de julho de 2015 11:54 am

    Idade Penal – A sociedade e as lógicas da criminalidade

    Chico Buarque: “O ódio já se manifestou. Agora é a vez da cultura dizer que é contra a redução da maioridade penal.” – http://goo.gl/Pjj07W

    Seguindo o conselho do compositor, publicarei aqui no Fora de Pauta um artigo técnico por dia em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, fundamentando porque a redução da maioridade penal é uma aberração jurídica e um retrocesso social.

    Chega de ignorância! Precisamos de mais cultura para discutir esse assunto.

    Minha fonte principal é a Andi (http://goo.gl/sOMK65) e outras organizações que estudam o tema.

    O primeiro artigo é da jornalista Suzana Varjão e aborda as diferentes perspectivas do fenômeno dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil, chamando a atenção sobre a construção do fenômeno nas esferas social, da comunicação midiática e da criminalidade organizada. Alertando para a ineficiência de soluções pautadas em mudanças nas regras de responsabilização do grupamento em foco, como a redução da idade penal, apresenta contrapontos técnicos e éticos para o devido enfrentamento da problemática, além de indicar bibliografias importantes para maior conhecimento do assunto.

    http://goo.gl/aYBKUx

    Idade Penal – A sociedade e as lógicas da criminalidade

    Suzana Varjão*

    “Criava-se uma geração de predadores que iria aterrorizar São Paulo. A maioria seria morta pela polícia, mas antes disso… Nossa preocupação não era só o dinheiro. Era vingança, explosão de uma revolta contida e cultivada em longos anos de cativeiro, nas mãos de sádicos carrascos torturadores” (Luiz Alberto Mendes).

    O trecho acima foi extraído de Memórias de um sobrevivente, biografia de Luiz Alberto Mendes, o remanescente de uma geração de criminosos que, como registrado no citado livro-depoimento, aterrorizou a cidade de São Paulo durante décadas. E sinaliza para um contexto que a sociedade brasileira precisa conhecer, para julgar se a estratégia de redução da idade penal alcançaria o efeito desejado, de diminuir os índices de violências e criminalidades no País.

    Luiz Alberto Mendes conta que fugiu de casa ainda menino, motivado pelos espancamentos diuturnos sofridos pelo pai. Em função de pequenos furtos, foi parar na Unidade de Recolhimento Provisório de Menores de São Paulo – ponto de partida de uma escalada sangrenta, pontilhada por torturas, aliciamentos e corrupção policial, de um lado; e de ataques cada vez mais brutais contra os cidadãos comuns, de outro.

    FALÊNCIA. É importante frisar que a citada narrativa não estabelece conexões lineares entre causas e efeitos, o que tampouco se pretende aqui. O que jorra da recomposição da trajetória do homicida confesso é a falência de um modelo repressivo baseado em violações contra a pessoa. Um modelo (mais de vingança que de justiça) operado por agentes estatais em nome da sociedade – e que se tem virado contra ela. É este o aspecto que se quer, aqui, problematizar.

    O fenômeno dos adolescentes em conflito com a lei é complexo e envolve questões técnicas e éticas; sistemas e sujeitos; fatos e contextos; coletividades e subjetividades. Tratar de um só tema, dentro de um debate já recortado, como o da idade penal, acarreta risco de simplificação – que corro, mas enfrento, por se tratar de perspectiva que perpassa o imaginário social, fortalecendo proposições não condizentes com o correto enfrentamento da problemática.

    COOPTAÇÃO. Parto de um dos mais recorrentes argumentos utilizados pelos que acreditam que a redução da idade penal diminuiria os índices de violências praticadas por adolescentes – ou a eles associadas: a cooptação desse grupamento, pela criminalidade, em função de sua suposta impunidade. Há indícios e estudos, como Crianças no narcotráfico – um diagnóstico rápido (OIT, 2002) – http://goo.gl/3DXceD, que apontam para esta direção.

    “[…] Uma redução na idade de ingresso no narcotráfico também merece destaque – a média caiu de entre 15 e 16 anos no início dos anos 90 para entre 12 e 13 anos no ano 2000”.

    A percepção sobre a tendência do mundo adulto, de corromper o universo infanto-juvenil, portanto, é correta. A interpretação do fenômeno e a solução de enfrentamento em debate, não. Primeiro, porque a propalada impunidade desse segmento, que seria assegurada pela lei federal conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente, é um mito. Como avaliado por diversos especialistas, o ECA é, em certos aspectos, mais rígido do que o Código Penal (veja quadro).

    EXTERMÍNIO. E para além da severidade das sanções legais, há a implacável realidade das redes criminosas, que após cooptarem crianças e adolescentes para suas atividades ilícitas, os eliminam, como se exterminam ratos e baratas. Um extrato do livro Falcão – Meninos do tráfico, que registrou os bastidores da gravação de documentário homônimo, filmado pelo rapper MV Bill e o empresário Celso Athayde, dá uma ideia do modo de operação destas redes.

    “Durante as gravações, 16 dos 17 falcões entrevistados morreram, sendo 14 em apenas três meses, vítimas da violência na qual estavam inseridos. Seus funerais também foram documentados”.

    Impor sanções com base numa impunidade irreal é, portanto, eticamente injusto e tecnicamente ilógico. Pior: equivale a seguir uma das lógicas perversas da criminalidade organizada (e não apenas desta, como veremos), que aposta na deficiência de informação e na inconsequência próprias da faixa etária do grupamento em foco para usá-lo como escudo de proteção contra as consequências jurídico-legais de suas atividades.

    UM CAMINHO. Um passo importante para enfrentar o fenômeno – real e construído – da criminalidade violenta no mundo infanto-juvenil cabe, pois, ao campo midiático, que precisa cumprir sua missão de bem informar e investir em seu potencial de construção de mentalidades na perspectiva de uma sociedade com baixos limiares de tolerância a violências – incluindo as praticadas pelos que violentam os que violentam, em nome da Justiça e da proteção social.

    Pesquisa (http://goo.gl/zeOJRN) realizada pela ANDI – Comunicação e Direitos em 54 jornais impressos de todo o País demonstra como a cobertura noticiosa sobre os adolescentes em conflito com a lei negligencia sistematicamente aspectos importantes para a desconstrução da sensação de impunidade que a sociedade nutre em relação a esse grupamento – maior que a real e de consequências tão nefastas quanto esta.

    CONSTRUINDO REALIDADES. E trata-se de apenas um aspecto da intrincada relação entre comunicação e violências. Há outros indícios e estudos (http://goo.gl/iPBs0O) apontando para a construção midiática não apenas do recrudescimento do fenômeno dos adolescentes em conflito com a lei como do apoio popular à redução da idade penal como solução para a problemática – assunto que merece reflexão específica, dada a complexidade desta perspectiva do debate.

    Mas além do campo midiático e da esfera criminosa, há que se considerar a construção do fenômeno no âmbito da sociedade comum. Um “rastro”: as narrativas jornalísticas sobre a tragédia ocorrida recentemente em estádio de futebol boliviano. Entre elas, a intitulada “Menor que assumiu morte de torcedor boliviano ganha bolsa de estudos da Gaviões” – http://goo.gl/kqQXSS. Verdadeira ou não, a notícia em foco chama a atenção sobre um aspecto que não se pode negligenciar.

    Entre as interpretações sobre o estranho desdobramento da ocorrência, está a de que o adolescente responsabilizado teria sido premiado não pelo ato, mas pela admissão da culpa, para livrar os torcedores adultos (12) das penalidades previstas em lei. Assim, do mesmo modo que as redes criminosas, os envolvidos no acidente letal estariam fazendo uso da pretensa impunidade dos adolescentes brasileiros para garantir a própria incolumidade.

    UMA PERSPECTIVA. A suspeita sobre a real autoria da ação que culminou na morte do garoto boliviano é corroborada, na citada narrativa, por uma foto de vários integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel soltando, simultaneamente, sinalizadores iguais ao que provocou a tragédia, gerando dúvida plausível sobre se teria sido exatamente o sinalizador empunhado pelo adolescente-réu o que atingiu o adolescente-vítima.

    Mas, como dito, o que aqui importa não é o fato em si, que está sendo avaliado na esfera judicial, mas a perspectiva que ele suscita/fortalece: atos infracionais creditados a adolescentes e gravitando em torno de uma impunidade presumida e fictícia – o que aponta, mais uma vez, para a necessidade de se investir na desconstrução dessa mentalidade, para que se possa, efetivamente, discutir o fenômeno a partir de bases reais.

    DESLOCAMENTO NECESSÁRIO. A cooptação de adolescentes por redes criminosas para a prática de delitos e o uso deste grupamento vulnerável como escudo para encobrir a autoria de violências (planejadas ou acidentais) exigem ao menos o deslocamento do debate sobre soluções para o problema do universo infanto-juvenil para o mundo que vem construindo (no mínimo, ampliando) o fenômeno: o dos adultos.

    Se acreditasse em soluções meramente repressivas para a problemática das violências e criminalidades; se o sistema prisional não estivesse falhando em sua missão não de vingança, mas de proteção social; e se esta falha não resultasse em recrudescimento dos atentados praticados contra a sociedade, talvez concordasse com os que propõem penas dobradas para o adulto que coopta e envolve menores de idade na prática de crimes contra a vida.

    A arena sangrenta chamada sistema carcerário brasileiro, porém, exige que se equacione esta questão, antes de se pensar em endurecimento de penas – mesmo que dirigidas a adultos. Há indicadores mundiais apontando para a eficiência de sistemas corretivos baseados na educação e no respeito aos direitos humanos, como o presídio de baixa segurança da ilha de Bastoy (Noruega), que tem a menor taxa de reincidência do mundo (16%, contra 70% no Brasil).

    INSENSATEZ. Enfim, a criminalidade sempre encontrará brechas nas instituições e contratos sociais para desenvolver suas atividades com o menor risco possível. Fechá-las faz parte das estratégias de segurança pública. O que não faz sentido é nos rendermos à lógica perversa desta esfera de poder, inserindo indivíduos cada vez mais jovens em “escolas” de brutalidades e crimes, que transformam pequenos infratores em criminosos de grande potencial ofensivo.

    Como demonstrado em publicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2002 – http://goo.gl/3DXceD), o narcotráfico já coopta e usa meninos e meninas de até 12 anos como escudo em suas atividades ilícitas e violentas. Como interromper a tendência? Diminuindo a idade penal para 12 anos? E depois que crianças de 11 estiverem sendo corrompidas? Fixando a imputabilidade penal em 10, 9, 8, 7, 6 anos? Quantos? Qual seria o limite das redes criminosas – e de nossa insensatez?

    DISPOSITIVO IDEOLÓGICO. É evidente o caráter ideológico da tendência de redução da idade penal, ora em risco de consolidação no parlamento brasileiro. Retrocede ao tempo da Doutrina da Situação Irregular, quando crianças ou adolescentes que estivessem nas ruas, desacompanhadas de pais ou responsáveis, podiam ser recolhidas, o que significa dizer encarceradas, sem que tivessem cometido qualquer delito, a mando do Juiz de Menores.

    Na mesma linha do filme Minority Report, o Juizado de Menores funcionava como uma espécie de “unidade pré-crime”, em que “oráculos” (neste caso, olheiros) previam que crianças ou adolescentes, por seu aspecto físico (ou seja, suas condições socioeconômicas e étnico-raciais) e sua eventual situação de rua ou teriam cometido ou cometeriam delitos, e os tiravam de circulação. Em nome da proteção social, criminalizava-se a pobreza.

    Há pesquisas evidenciando a natureza ideológica da política de encarceramento. Uma das mais recentes, The lives of juvenile lifers/A vida de jovens condenados à prisão perpétua (ASHLY, 2012) – http://goo.gl/3s3y3, realizada com 1,6 mil condenados por crimes cometidos antes dos 18 anos, concluiu que 60% dos presos são negros, contra 25% brancos, e que quanto mais escura é a pele do réu, mais dura é a sentença. “Se o acusado é negro, é mais alta a probabilidade de ser condenado à morte, e se a vítima for branca, a chance aumenta mais quatro vezes”.

    PERSISTÊNCIA. Por estes e outros motivos, sigo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quando este alerta que não se resolve problemas complexos como o dos adolescentes em conflito com a lei com o toque de uma “varinha mágica”. A prevenção, a (re)educação e o respeito incondicional a direitos são opções mais difíceis e demoradas, mas não se pode desistir delas, sob o risco de abrirmos mão de nossa condição humana para sucumbirmos à lógica da barbárie.

    Também por tais razões, lamento as recentes declarações do criminalista Antônio Mariz, que, segundo uma narrativa midiática, teria sucumbido à ideia da redução da idade penal “porque a infância e a adolescência não são mais as mesmas de 30 anos atrás. Não há mais ingenuidade, aquele elevado grau de pureza […]”. Mais uma vez, a ponta de um fenômeno social é usada para alimentar um falso debate.

    RELATIVIDADE. Para além da relatividade da argumentação sobre capacidade de informação e discernimento (de que adolescente se está falando? A que tipo de informação ele teria acesso?), esta perspectiva ignora estudos como o The lives […] – http://goo.gl/3s3y3, que evidenciam, dentre outros aspectos, que o cérebro de um adolescente não é igual ao de um adulto, e que continua a se desenvolver até os 25 anos. Outro extrato, retirado da pesquisa The teen brain – still under construction/Cérebro de adolescentes – ainda em construção:

    “O cérebro do adolescente não é um rascunho de um cérebro adulto. Ele foi primorosamente forjado por nossa história evolutiva para ter características diferenciadas do cérebro de crianças e de adultos” (NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH, 2011).

    É importante frisar que as esferas biológica e sociocultural não são estanques ou absolutas, uma constituindo a outra ao longo do processo da evolução humana – o que posicionamentos extremos desconsideram. E a fala do jurista aproxima-se de um desses extremos, evidenciando a aderência a um dos grandes equívocos do debate público: limitar a problemática (e as soluções para a mesma) à ação do (ou sobre o) sujeito, ignorando-se a construção social do fenômeno.

    Num esforço de síntese sobre a perspectiva aqui focada, reproduzo o pensamento do doutor em ciência política pela USP Tulio Kahn (veja artigos online – http://goo.gl/d1uTmi), para quem “não se trata de sua [dos adolescentes] capacidade de entendimento e sim da inconveniência de submetê-los ao mesmo sistema reservado aos adultos, comprovadamente falido”. Este é o foco do debate sobre a melhor forma de proteger a sociedade contra violências, e que merece outras considerações.

    INEFICIÊNCIA. O raciocínio predominante na esfera dos poderes que apostam na repressão pura e simples (e, infelizmente, da sociedade em geral) é de que penas e sistemas carcerários mais duros diminuem reincidências e ocorrências criminais, o que a falência da Lei de Crimes Hediondos nega: o número de delitos praticados por adultos e a superlotação das cadeias são indicadores da ineficiência da estratégia – ou de seu modo sangrento de operação.

    Estender este sistema ao universo infanto-juvenil não é apenas apostar em um modelo de ação ineficiente. É alimentar o circuito da criminalidade, brutalizando, treinando e condicionando indivíduos cada vez mais novos a violentar a sociedade. Mais: fingir que o problema está sendo solucionando com a redução da idade penal provocará o efeito imobilizante da catarse, varrendo, mais uma vez, o debate sobre causas e soluções reais para debaixo do tapete.

    ESCOLHAS. Como postulado por Murphy, “antes de propor a solução, é muito conveniente conhecer o problema”, para que não nos distanciemos de nosso objetivo. E se conhece muito pouco a problemática em foco. Investe-se muito pouco no desenvolvimento e difusão de pesquisas sobre os desdobramentos de uma ocorrência delituosa, por exemplo. Sequer os índices de reincidência neste universo são devidamente sistematizados e monitorados.

    Finalmente, para que não nos desviemos do horizonte técnico e ético que desejamos, é necessário fazer escolhas. Neste sentido, que direito deve prevalecer? Do indivíduo ou da coletividade? O que é mais premente, neste momento? Punir a pessoa ou proteger a sociedade? Qual o caminho mais sensato? Seguir a lógica da criminalidade ou quebrá-la? Que investimento garante maior e mais duradoura segurança à sociedade? Em prevenção ou em punição?

    Numa perspectiva mais ética que técnica, é preciso, também, optar pelo tipo de sociedade que queremos. A que se empenha em discutir modelos mais cruéis de fazer frente a atos cruéis ou a que prioriza o debate sobre formas mais humanas de preservar a vida? Se nossa opção for por esta última, devemos rejeitar proposições que só servirão para violentar os que violentam – e saciar a sede de vingança da porção bárbara que há em todos nós.

    * Suzana Varjão é jornalista, mestre em Cultura e Sociedade pela Ufba e gerente do Núcleo de Qualificação da ANDI – Comunicação e Direitos.

    Quadro: A lei e o mito

    Para responsabilizar os adolescentes em conflito com a lei respeitando a diversidade de histórias, perfis e tipos de delitos cometidos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas socioeducativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação (privação de liberdade). Em outros termos:

    “[…] um adolescente com 12 anos de idade (que na verdade ainda é psicologicamente uma criança) que comete atos infracionais (crimes) pode ser internado (preso), processado, sancionado (condenado) e, se o caso, cumprir a medida socioeducativa (pena) em estabelecimentos educacionais, que são verdadeiros presídios” (José Heitor dos Santos, Promotor de Justiça em SP).

    Como explica o jurista, ao criar as medidas socioeducativas, o legislador tentou dar um tratamento diferenciado aos menores de idade, reconhecendo neles a condição peculiar de pessoas em desenvolvimento – daí o uso de nomenclatura específica para denominar características e etapas que gravitam em torno de ocorrências delituosas.

    CAMPO SIMBÓLICO. Em outras palavras, conscientes do potencial que o campo simbólico tem, de construir realidades, os legisladores recusaram os conceitos usados no contrato penal destinado a adultos, como forma de distanciar o sistema destinado à responsabilização dos adolescentes de um modelo repressivo comprovadamente falido.

    Ao que parece, porém, a construção da sensação de impunidade foi mais veloz do que a construção de mentalidade e dispositivos (como o Sinase – Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo) necessários ao estabelecimento de um sistema de responsabilização e reeducação eficiente, pautado pelo respeito incondicional aos direitos humanos – o que obscurece a realidade evidenciada pelo promotor.

    Ignora-se até mesmo o fato de que, além de o sistema especial não diferir, na pratica, daquele destinado a adultos, em alguns pontos, o ECA chega a ser mais rigoroso que o Código Penal. Como lembra José Heitor dos Santos, no caso do adolescente, a privação provisória de liberdade, por exemplo, pode se estender por até 45 dias, contra no máximo 10 no caso do adulto (prisão temporária). E mais:

    “O adolescente deve responder pelo delito desde seu primeiro ato de infração. Se o adulto for réu primário, recebe um habeas corpus e sai livre” (Jussara Goiás, Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua).

    Há vários outros mitos e mentiras gravitando em torno dos adolescentes em conflito com a lei e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma das mais avançadas legislações do mundo, elogiada por especialistas de diferentes nações, o ECA não é gerador de impunidades. Ao contrário – sua não aplicação é que favorece a ocorrência do problema.

    Leia mais sobre o assunto em http://www.andi.org.br

  7. Odonir Oliveira

    22 de julho de 2015 12:10 pm

    “Não “habemus” mais Papa?“
     

    Não “habemus” mais Papa?

    Tarso Genro

    Do Socialista Morena:

    Tarso Genro - Foto pt.org.br

    Tarso Genro – Foto pt.org.br

    Vamos imaginar uma situação diferente da que aconteceu na semana passada, na qual o Papa asseverou que o capitalismo é uma “ditadura sutil”, que a concentração monopolista dos meios de comunicação impõe “pautas alienantes” e gera um “colonialismo ideológico”, e supor o que ocorreria se o Papa defendesse a redução das funções públicas do Estado, o direito a monopolizar a formação da opinião, o mercado desregulado e o império cultural dos países ricos sobre os países pobres. Convém notar, em primeiro lugar, que as importantes manifestações do Papa tiveram escassos reflexos nas pautas nobres da grande mídia, com exceção da Folha de São Paulo, e só foram expandidas, como informação, pelas “redes” alternativas de comunicação.

    Creio que se o Papa tivesse defendido as posições já conhecidas do liberalismo de direita, teríamos o início de uma nova grande campanha contra o setor público, contra os pressupostos de um Estado Social de Direito e, certamente, um novo ciclo de propaganda dos “ajustes”,  que tem massacrado as camadas sociais mais pobres de todos os continentes.

    Se o Papa tivesse adotado as posições já conhecidas da direita liberal, teríamos  um novo ciclo de lavagem cerebral, de natureza ideológica, baseada num velho princípio que informou as saídas de crises,  sob governos comprometidos com os mais ricos: na hora de bonança e crescimento concentremos renda, na hora de perdas e recessão distribuímos os prejuízos para baixo.

    Parece que todos aqueles colunistas, jornalistas, “especialistas” de plantão da grande mídia, que saudaram a emergência de um Papa que se locomovia de ônibus, que conhecia a vida dos pobres de Buenos Aires, que falava com palavras simples aos seus fiéis, não esperavam que  ele fosse o homem que aparentava ser: um homem profundamente religioso, que não escondia as suas convicções de que o ser humano real, este que  sofre os tormentos do capitalismo “sem alma”, merece a atenção e o carinho de uma Igreja que promete a salvação na eternidade.

    Nas memórias do grande diretor John Huston está transcrita uma carta do magnífico escritor B.Traven, autor do precioso, entre outros, “Tesouro de Sierra Madre”,  que se tornou  película dirigida por Huston  e cujo personagem principal foi encenado por Humphrey Bogart. O escritor, que duvidava da seriedade de intenções dos que queriam transformar seu livro em filme diz, na carta citada por Huston: “Em Hollyhood todo mundo pensa unicamente em dinheiro e em novos contratos, ninguém pensa em fazer algo extraordinariamente grande.”

    Fazer “algo extraordinariamente grande”, mesmo se os tortuosos caminhos da História venham, depois  -independentemente da vontade daqueles seres humanos especiais-  desviar o curso da sua intencionalidade ética. O Papa deve ter pensado algo parecido, quando deu as declarações que afrontaram aqueles que, além de deter um poder extraordinário pela sua riqueza material, controlam a formação das opiniões a seu respeito. E o fazem porque subjugam o “direito humano à comunicação”, como diz aqui o nosso professor Pedrinho Guareschi, colocando as emoções a serviço da acumulação sem trabalho e profanando  os corpos na chama irracional do consumismo.

    A Europa das Luzes teve capacidade de combinar, por um certo tempo, a emergência da cultura democrática com o escravismo; depois, fez conviver a democracia política com o colonialismo e seus massacres; hoje, depois do curto reinado social-democrata -na mesma Europa-  a Alemanha, nação devedora do Século passado que jamais pagou suas dívidas de guerra, dá um passo trágico:  faz da Grécia, estuprada pelo nazismo, a Câmara de tortura do capital financeiro. Nós, seres não especiais, dizermos isso que o Papa disse, é o trivial. O não-trivial é o Papa dizer isso, que ele disse, e a grande mídia praticamente censurar suas mensagens.

    Parece que, de repente, o essencial do que é o Papa, um ser humano solidário com os pobres e que  desafia o capitalismo a ser verdadeiramente democrático, que não teme ser taxado de “esquerda” -parece que este Papa essencial-  deixou de existir para a grande mídia, que o tratará, agora, como já fez um apressado colunista da mesma Folha, como um populista-peronista.

    O Papa, que não teve seu coração nem sua mente forjados pela direita midiática escapou do controle ideológico do neoliberalismo, e disse: sois seres humanos, não sois mercadorias. Não aceitem isso que aí está, façam algo extraordinariamente grande!

    Tarso Genro foi governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

     

  8. jose carlos leão da costa

    22 de julho de 2015 12:43 pm

    O rombo na previdência

    O vice-presidente Michel Temer entrou na turma que o aumento dos aposentado vae criar um rombo na previdêcia. É engraçado que este discurso já é feito a mais de dez anos. Será verdade?

    Consultem a DATAPREVE e perguntem se os 32 milhões de contribuinte do INSS com mais deum salário mínimo cobrem

    o pagamento dos aposentados com mais de um salário minimo e da superavit. A tabela de contribuição e a mesma da tabela de pagamento de beneficios. Existe ódio contra os aposentados.

    As emendas constitucionais nº20 arto 4° e 41 que criam um novo teto foram derrubadas pelo STF

    A partir de 1998 os funcionários públicos federal se aposentam pelo teto do INSS. Poque não reclamam? 

  9. Emanuel Cancella

    22 de julho de 2015 2:41 pm

    Lava Jato

    Sérgio Moro finalmente toma juízo

    Foi preciso que muitos trabalhadores perdessem seus empregos, que muitos juristas, trabalhadores e outras autoridades protestassem para que o juiz Sérgio Moro agora admita os contratos de leniência. Pelo acordo, mesmo os responsáveis pelas empresas respondendo processo, ou mesmo preso, a sua empresa continua a funcionar, principalmente para manter os postos de trabalho, pratica rotineira no mundo. O juiz Moro estudou nos EUA, onde se pratica esse contrato e sabe da importância social dele.

     

    Lamentável a demora da operação para admitir esses contratos o que fez muitos inocentes perderem seus empregos. Agora o mais lamentável é a postura dos procuradores, Carlos Fernando de Lima e  Deltan Dallagnol: “A depender do modo de celebração desse tipo de acordo (com a CGU), ele pode ser prejudicial ao interesse público”, disse Dallagnol. “Embora legítima a preocupação do governo com consequências econômicas e sociais, a maior preocupação deve ser com as consequências econômicas e sociais da corrupção praticada e em desenvolvimento”, afirmou.

     

    É preciso que esses procuradores e a sociedade saibam que quem sancionou a lei da Delação Premiada foi a presidente Dilma, base de praticamente toda a operação Lava Jato. A presidenta sempre veio a público apoiar as investigações. E pela primeira vez corruptos e corruptores estão indo para a cadeia e o dinheiro da corrupção está voltando aos cofres públicos.

    Agora o que não dá para entender é que esses procuradores que são duros com os trabalhadores. “A CGU foi feita para controlar corrupção de funcionários públicos, não para ser a salvadora do emprego. Se o governo quer criar um PROER, que faça no lugar certo, que é o Congresso” afirmou Lima. O desprezo pelo emprego dos trabalhadores por parte desses procuradores é chocante.

    O que causa espanto é que esses procuradores fizeram parte do grupo conhecido como “Tuiuiús” eles combateram no governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso – FHC o então Procurador Geral da República – PGR, Geraldo Brindeiro, na época conhecido pela imprensa, como Engavetador Geral da República.

    Estranho que esses procuradores que combateram o PGR no governo tucano de FHC, que jogam duro com os trabalhadores na operação Lava Jato, que prendem empresários e políticos de vários partidos, se omitam em relação aos ex governadores de Minas Gerais, tucanos, citados em delação premiada no Lava Jato, Aécio Neves e Antonio Anastasia. 

    Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

    Rio de Janeiro, 21 de julho de 2015

     

    http://emanuelcancella.blogspot.com.br/

     

              

     

  10. Athos

    22 de julho de 2015 5:28 pm

    Nunca dantes de verdade!
    Nassif, largou emprego na Price para se dedicar integralmente ao desenvolvimento do Esporte! Abandonou, não é mais advogado! É o brasileiro mais preparado, com mais cursos, neste esporte!Hoje o Brasil venceu os EUA na semi final do PAN e se classificou às olimpíadas do Rio. O esporte NÃO contava com vaga garantida!Ainda lembro do tempo em que a seleção brasileira perdia de dois dígitos a zero para times da segunda divisão da Argentina!Hoje ganharam a vaga por méritos próprios.Vão pegar o Canada na semi final e vão perder de quase 10 mas O Objetivo foi conquistado!Primeira vitória no PAN, primeira vaga olímpica e talvez primeira medalha!  

     

     

    Advogado abandona carreira por sonho olímpico no hóquei: “É paixão”

    Cláudio Zacharias Rocha lembra que ouvia brincadeiras da família e dos amigos no início, chegou a implorar para ter atletas e agora é técnico do Brasil na busca por 2016

     

     

    Por Thierry GozzerDireto de Toronto, Canadá

     

    Cláudio acordava, colocava o terno e a gravata e partia para o escritório. Advogado tributarista, tinha um emprego fixo e o hóquei como diversão. O sonho de ajudar o esporte a crescer no Brasil, porém, deu uma guinada em sua vida. Hoje técnico da seleção brasileira que tenta uma vaga nos Jogos Rio 2016 (feito inédito), largou o Direito em 2003 e, desde então, se dedica só à modalidade. No início, sofreu com as brincadeiras dos amigos e até da família. Certo da escolha, contudo, não deu ouvidos e agora está a uma vitória de conseguir seu objetivo.

    Cláudio Zacharias largou o direito pelo sonho de fazer o hóquei grande no Brasil (Foto: GloboEsporte.com)Cláudio Zacharias largou o direito pelo sonho de fazer o hóquei grande no Brasil (Foto: GloboEsporte.com)Se o Brasil vencer os Estados Unidos na terça-feira, às 18h, de Brasília, se garante nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Se perder, ainda encara o perdedor do jogo entre Canadá e Trinidad & Tobago para mais uma chance rumo aos Jogos. De advogado a treinador de hóquei sobre a grama, Cláudio garante que fez a escolha certa.Hóquei na grama Brasil Pan (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)Paul Duncker, durante derrota para o Chile no Pan (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)

    – Até 2003 eu trabalhava com direito, com consultoria tributária. Aí fiz um curso para ensinar hóquei e passei a trabalhar só com isso. Estamos na luta. No início tinha implicância, bullying da família. O pessoal conhecia menos. E falava: “Hóquei, o que é isso?”. Mas depois passaram a acompanhar e dão só força no Brasil. Recebo as mensagens e apoio. Em 2007, fiz vestibular, mas não consegui me formar ainda por conta das viagens. Mas já montamos um projeto na faculdade, temos o hóquei como matéria letiva desde 2007 – garante Cláudio.

    O que move a modalidade no país não é o dinheiro. Muitos dos jogadores trancaram a faculdade no último ano antes do Rio 2016 para se aprimorarem e tentarem a inédita vaga olímpica. Outros largaram o trabalho, já que as viagens e treinos fora do país duram até quatro meses. Cláudio diz que todos são movidos pela paixão, pela amizade, algo que o esporte de alto nível pouco conhece, afinal de contas esporte hoje é negócio.

    – É um conto de fadas, porque não? As modalidades menores são assim no Brasil. Não temos visibilidade. Ninguém transmite o hóquei. Isso gera empatia do público ao ver na televisão. Não é dinheiro que nos move, é paixão. É amizade. Um ajuda o outro. Uns se dedicam a jogar, outros a organizar e outros a torcer. É porque gosta, coisa de amigo. Um chamou o outro para jogar, e puxava pela camisa. Agora está melhorando. Já temos crianças jogando nas categorias de base no Rio de Janeiro. Visam seleção – diz o treinador brasileiro.

    Hóquei na grama Brasil Pan (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)Muitos jogadores deixaram trabalho e faculdade de lado pela seleção (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)

     

    Cláudio conheceu o hóquei em Copacabana, em 1995. Estava jogando bola com os amigos do colégio e foi convidado para jogar um torneio. Achou estranho, relutou em ir, mas acabou aceitando. Não largou mais o taco.

    – Comecei relativamente velho. Achei estranho, não ia para esse torneio, mas acabei resolvendo ir. Depois viajamos para a Argentina, na Semana Santa, para jogar. E embarquei nessa. Em 1996 fiz um curso de treinador, em 1997 outro. Em 1998 jogamos o Sul-Americano, no Chile. E fui. Não joguei o Pan em 2007, lá trabalhei na organização. Em 2008 fui treinador, estava fora de forma. E joguei de 2009 a 2011. Depois parei e assumi a seleção – lembra Cláudio.

    Hóquei na grama Brasil Pan (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)Além de medalha, objetivo no Pan é vaga olímpica (Foto: Yan Huckendubler/Pan Am Hockey)

    Uma vitória sobre os Estados Unidos garante a seleção no Rio 2016. Seria a realização do sonho do cara que largou o terno e a gravata para fazer crescer no Brasil um esporte que poucos conhecem.

    – Nossa cobrança interna é grande. Temos uma oportunidade gigante pela frente. Temos agora duas chances de nos classificarmos para as Olimpíadas. Vencendo os EUA vamos para as semifinais, uma possível disputa de medalha. E depois, se perder, temos a segunda chance contra Trinidad & Tobago ou Canadá. Se vencermos o primeiro jogo, já estamos no Rio 2016, se não, temos que vencer depois. Seria muito legal para o esporte se conseguíssemos nos classificar para o Rio de Janeiro. É aquele negócio. Está perto, mas está longe. Está aqui do lado, mas não está também. Seria uma decepção não conseguir a vaga. Sabemos que existe a possibilidade, mas não pensamos nessa hipótese. Treinamos bastante para melhorar. Agora é ir para a semifinal.

     

     

     

     

    http://globoesporte.globo.com/jogos-pan-americanos/noticia/2015/07/advogado-abandona-carreira-por-sonho-olimpico-no-hoquei-e-paixao.html#esporte-hoquei-sobre-grama

     

  11. Emanuel Cancella

    23 de julho de 2015 11:38 pm

    Greve de petroleiros

    Petroleiros fazem greve em defesa da soberania do Brasil

    Petroleiros de todo o Sistema Petrobrás farão uma greve de advertência, de 24 horas, nesta sexta, 24 de julho.  A greve é em protesto contra a anunciada venda de ativos da empresa. Nesse mesmo dia estará reunido o Conselho de Administração da companhia. A principal pauta será o Plano de Negócios e Gestão para 2016. Já foi anunciada a venda de cerca de 13,7 bilhões de dólares (cerca de R$ 45 bilhões) em ativos, incluindo BR, navios, dutos, termoelétricas, campos de petróleo.

    Os petroleiros dos 17 sindicatos, representados por suas duas federações – FNP e FUP – estão unidos e irredutíveis. Nos congressos da categoria aprovaram que, se o Conselho de Administração mantiver a proposta da venda de ativos, vão desencadear uma greve por tempo indeterminado, com ocupações de unidades, parada de produção e trancaço dos prédios administrativos.

    Como em 1995, quando a categoria realizou uma greve de 32 dias contra a privatização da Petrobrás, também desta vez a principal motivação será a defesa da estatal brasileira e da soberania nacional.

    A Petrobrás sempre foi o motor do desenvolvimento do país. Sem ela, o Brasil pára. Sozinha, a  empresa financia, através de seus impostos, cerca de 80%  das principais obras do PAC. A paralisação das refinarias que estão em construção e do Comperj já desempregou cerca de 85 mil trabalhadores. A venda dos principais ativos da empresa pode ser comparada a um verdadeiro “tsunami”. Avalia-se em cerca de um milhão o número de desempregados: é isso que deseja a sociedade? Privatização é sinônimo de desemprego em massa e achatamento de salários.

    Se confirmada, a venda de ativos da Petrobrás também vai reduzir drasticamente as verbas que seriam destinadas à educação e a saúde públicas, já tão sacrificadas no Brasil.  Em 2013 foi aprovada uma lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.

    Defender a Petrobrás e o Brasil é uma tarefa para todos os brasileiros e não apenas para os trabalhadores da empresa. O povo cumpriu o seu papel nas décadas de 1940-50, na  campanha “O Petróleo é nosso!”, garantindo a criação da Petrobrás.  Depois, na década de 1990, conseguiu impedir que Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB,  com apoio da grande mídia, principalmente da Globo, privatizasse completamente a Petrobrás. Algum estrago foi feito, com a Lei 9478/97, que institui os leilões e desmontou parte do Sistema Petrobrás. Mas a greve de maio de 1995, com amplo apoio dos movimentos sociais organizadores, sobretudo dos professores, estudantes e trabalhadores da universidades, conseguiu deter a privatização.  

    Hoje, usando o pretexto da corrupção, estão de volta ao ataque aqueles que nunca desistiram de destruir a Petrobrás. São os vendilhões instalados em cargos de governo e no parlamento que escolheram trair o povo em favor dos banqueiros nacionais e internacionais e das petrolíferas estrangeiras. Eles estão desafiando os trabalhadores à luta e terão a resposta que merecem.  

    Os petroleiros exigem cadeia para todos os corruptos e confisco dos bens desses ladrões. Não só os que vêm dilapidando a Petrobrás mas também os que estão envolvidos em escândalos ainda maiores, embora silenciados pela mídia: Zelote, Swsslikes, Trensalão, corrupção na FIFA, dentre outros. Por que apurar os desvios apenas na Petrobrás? Certamente para manchar a imagem da empresa diante da população e facilitar a destruição da companhia. Queremos a Petrobras e demais empresas livres de corruptos e corruptores, mas a serviço do país e do povo brasileiro.  

    A Petrobrás é maior que seus detratores. Em 2006, desenvolveu tecnologia inédita no mundo e descobriu o pré-sal que já produz hoje cerca de 800 mil barris, o suficiente para abastecer, juntos, países como Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia.

    Os “abutres” estão dispostos a tudo para meter a mão nessa riqueza que é do povo brasileiro e deve ser destinada a sanar os graves problemas sociais do país. Além da ameaça de venda de ativos, outra frente de ataque se instalou no Senado. José Serra (PSDB) pressiona pela aprovação do seu projeto (PLS 131/15), retirando a Petrobrás da condição de operação única do pré-sal e impedindo que detenha o mínimo de 30% de cada campo, como está previsto na atual Lei de Partilha.

    O senador Serra estaria a serviço da petroleira estadunidense Chevron, segundo denuncia do Wikilleaks, publicada na Folha de São Paulo, em 2009. Na época, Serra não conseguiu se eleger e não pode cumprir sua promessa. Agora, em seu desespero servil para agradar os gringos, repete sandices como a publicada no blog Brasil 247, dizendo que “o dinheiro do pré-sal é imaginário.

    A insistência em aprovar, a qualquer custo, o PLS 131, revela que ele estaria na condição de lobbista da Chevron, o que é uma vergonha nacional. Como senador da República,  Serra foi eleito para defender os interesses de São Paulo e do Brasil e não dos Estados Unidos!  

    A sociedade brasileira foi para as ruas e garantiu a criação da Petrobrás quando o petróleo era apenas um sonho (décadas de 1940-50). Impediu, com a greve, a privatização da empresa na década de 1990. Hoje, com  a descoberta do pré-sal, as nossas reservas de petróleo são uma realidade que desperta a cobiça de outros países. O desafio é enorme. Só uma grande mobilização popular poderá deter o golpe e impedir que essa riqueza escoe pelo ralo.

     

    *Emanuel Cancella é coordenador do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

    OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    Rio de Janeiro, 23 de julho de 2015

    http://emanuelcancella.blogspot.com.br/

     

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