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Autismo no Fantástico: um desserviço à população

O OIA apóia a manifestação pública do MPASP contra a série do fantástico Autismo: Universo Particular,  e sente-se representado por suas colocações.

São Paulo, 21 de setembro de 2013.

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública

Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo: Universo Particular

Nós, integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), que reúne profissionais (psiquiatras, psicólogos,  pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, acompanhantes terapêuticos, psicopedagogos) que trabalham no campo da saúde mental inseridos em diversas instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil, na rede pública e privada, assistimos à série “Autismo: Universo Particular”, apresentada pelo dr. Dráuzio Varella no Fantástico, e vimos, por meio desta, apontar o que consideramos como faltas éticas e desconhecimentos científicos cometidos pelo programa.

Buscamos assim contribuir para com o esclarecimento à população, favorecendo que  programas jornalísticos e de divulgação científica possam trazer informações sérias e efetivas sobre o autismo e seu tratamento, uma vez que se trata de um tema da maior relevância para a saúde pública atual.

Seguem alguns pontos a destacar:

  1. Da forma como foi conduzida, a série praticamente posiciona-se contra o SUS; ao dizer que “nada funciona”, resulta em difamação e em umademonstração de total desconhecimento das inúmeras experiências de sucesso no tratamento de pessoas com autismo nos Centros de Atenção Psicossocial(CAPS) e outros órgãos da rede pública de saúde e nas instituições a ele conveniadas que têm produzido relevantes trabalhos nas terapias de autismo no Brasil.

Isso acontece em um momento crucial para o tratamento das pessoas com autismo e seus familiares, já que estão sendo definidas políticas públicas fundamentais destinadas a nortear o tratamento e o diagnóstico nos equipamentos do SUS (como as lançadas no documento Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS - Ministério da Saúde, abril, 2013),

  1. A série apresentou uma visão reducionista do autismo, especialmente quanto ao seu diagnóstico e tratamento, ignorando as  contribuições clínicasexistentes, entre elas, as advindas da concepção psicanalítica em equipe interdisciplinar desenvolvidas há mais de 70 anos.
  1. A série  demonstrou desconhecimento acerca dos relevantes efeitos clínicos da detecção e intervenção precoce ao apresentar o autismo como “incurável”. Os progressos científicos produzidos interdisciplinarmente no campo da primeira infância no diálogo entre psicanálise e neurociência têm revelado que os primeiros meses de vida se caracterizam por uma extrema plasticidade neuronal, configurando possibilidades de recuperação orgânica. Os progressos científicos demonstram também que não nascemos com nosso organismo pronto, já que tanto a formação da interconexão neuronal quanto a manifestação de nossa carga genética dependem de fatores ambientais (epigenéticos), entre eles a relação com as outras pessoas como fator fundamental para os humanos.
  2. A série é questionável no que se refere à exposição das crianças. Para um autista, esse nível de invasão recrudesce sua posição de exclusão, e nada justifica tal atitude.

É lamentável que um programa tão assistido e com um tema que exige tanto esclarecimento público não tenha sido capaz de apresentar os aspectos básicos para a abordagem de um problema de saúde premente e complexo como o autismo. Ao privar o telespectador de informações valiosas e necessárias – e conduzi-lo a uma visão comprometida e empobrecedora –, o programa produz ainda mais sofrimento nas famílias.

Sobre o diagnóstico precoce

A importância do diagnóstico precoce foi colocada de maneira distorcida pelo programa. Não há dúvidas em relação à diferença que o diagnóstico precoce pode produzir no tratamento, favorecendo-o, e toda a comunidade científica está de acordo em relação a isso. Mas considerar, como foi feito no programa, que nos Estados Unidos o estado da arte está mais evoluído porque o diagnóstico de autismo é realizado antes dos três anos é um desserviço. Documento produzido pelo Ministério da Saúde em abril deste ano – Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS – e que segue recomendação da Organização Mundial de Saúde, afirma (pág. 50): “Por apresentarem mais sensibilidade do que especificidade é oficialmente indicado que o diagnóstico definitivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) seja fechado a partir dos três anos, o que não desfaz o interesse da avaliação e da intervenção o mais precoce possível, para minimizar o comprometimento global da criança (Bursztejn et al, 2007, 2009; Shanti, 2008, Braten, 1988, Lotter, 1996)”. Antes dessa idade não se deve fechar o diagnóstico, pois ainda se trata de um bebê em pleno processo de constituição.

Na página 54, o mesmo documento afirma: “Embora os primeiros sinais de Transtornos do Espectro do Autismo se manifestem antes dos três anos, é a partir dessa idade que um diagnóstico seguro e preciso pode ser feito, pois os riscos de uma identificação equivocada (o chamado falso-positivo) são menores.” Até lá, trabalha-se com critérios cientificamente comprovados (por pesquisas referendadas e validadas no circuito acadêmico) de Risco Psíquico para o Desenvolvimento e Sofrimento.

Promover e propagandear em um programa televisivo de cunho jornalístico o diagnóstico fechado de uma patologia antes do tempo recomendado pode ter o efeito de que se deixe de investir em uma possibilidade de mudança. Essa é uma postura irresponsável por produzir efeitos iatrogênicos, para bebês e crianças que ainda estão em pleno processo de constituição e que, portanto, não têm um destino definido, levando ao risco de produzir uma epidemia de autismo

Trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico

Outro aspecto que ficou muito aquém do desejável foi a necessidade de uma discussão interdisciplinar dos casos e a consideração da multiplicidade de fatores correlacionados ao autismo que não se limitam a aspectos orgânicos (de genética, lesões ou deficiências), levando o telespectador  a uma visão reducionista dando a entender  que no autismo haveria uma única causa em jogo e uma única forma de tratamento: a terapia comportamental, como caminho autossuficiente.

Para tratar de crianças e adultos com autismo, não basta descrever que observam o mundo de forma fragmentada; é preciso dizer como é possível ajudá-los a encontrar saídas para esse estado. Tentar “ensinar” sentimentos, como observamos na série, também não resolve. É preciso ajudar o paciente a fazer uso das palavras a fim de representar seus afetos para poder compartilhá-los com as outras pessoas.

O trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais, partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Também permite que os pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir das intervençoes terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo. Favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho e possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na familia ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, , permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a  remissão de traços de evitação na relação com o outro.

Questão educacional

No que tange à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas regulares, ou seja, o diagnóstico de autismo não deve configurar per se indicação de escola especial, sob o risco de incorrer numa visão segregacionista.

Uma chance perdida

Pelo exposto acima, o Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública (MPASP), do qual fazem parte cerca de 500 profissionais que atuam em mais de 100 instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais), considera que a série Autismo: Universo Particular foi um desserviço, uma chance perdida de alcançar maciçamente o público leigo com informação de qualidade. 

Mais lamentavel ainda é que a produção desse programa tenha ignorado essas informações enviadas pelo MPASP, enquanto o programa ia ao ar, dispostos que estávamos e estamos a colaborar com a informação nesse âmbito e ampliar a visão reducionista exposta pelo programa.

O MPASP se coloca à disposição dos meios de comunicação para apresentar caminhos possíveis de tratamento que não se restringem a treinamentos e possibilitam ampliar e viabilizar os modos singulares de ser das pessoas com autismo.

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública/MPASP

Informações: http://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/about/

Instituições participantes

Universidades:FEUSP,FMUSP, Grupo de estudo sobre a criança (e sua linguagem) na clínica psicanalítica – GECLIPS/UFUMG, IPUSP, PUC /RJ, Psicologia PUC /SP, Fono PUC/SP, UERJ, UFBA – ambulatório infanto-juvenil da Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental do Hospital Juliano Moreira/UFBA-SESAB, UFMG Laboratório de Estudos Clínicos da PUC Minas, UFPE, UFRJ, UFSM, UnB, Unesp Bauru, UNICAMP, Univ. Católica de Brasília, Setor de Saúde Mental do Departamento de Pediatria da UNIFESP, Centro de Referência da Infância e da Adolescência – CRIA/UNIFESP, DERDIC/PUCSP, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), UNIFOR. Instituições de Psicanálise: ALEPH – Escola de Psicanálise, Associação Psicanalítica de Curitiba- APC, Circulo Psicanalítico MG – CPMG, Círculo Psicanalítico de Pernambuco – CPP, EBP/SP ( escola brasileira de psicanálise), EBP/MG ( escola brasileira de psicanálise),  EBP/RJ  (escola brasileira de psicanálise), Escola Letra Freudiana, Espaço Moebius/BA, Laço Analítico, Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil (EPFCL-Brasil), Fórum do Campo Lacaniano – São Paulo (FCL-SP), Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-São Paulo, Rede Brasil Psicanálise Infância/ FCL, IEPSI, Associação Psicanalítica de Porto Alegre -APPOA, Instituto APPOA, IPB ( instituto de psicanálise brasileiro), Intersecção Psicanalítica do Brasil/NEPP, Grupo que estuda a clinica com bebês e as intervenções precoces da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Grupo de Estudos e Investigação dos TGD da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae (SEDES), Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto SEDES, Departamento de Psicanálise de Crianças do Instituto SEDES, Departamento de Psicossomática Psicanalítica do Instituto SEDES, Núcleo de Investigação Clínica Hans da Escola Letra Freudiana, Sigmund Freud Associação Psicanalítica/RS, GEP/Campinas, NEPPC/SP, Instituto da Família –IFA/SP, Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Invenção Freudiana – Transmissão da Psicanálise. Centros de atendimentos não governamentais: Ateliê Espaço Terapêutico/RJ, Attenda/SP, Centro de Atendimento e Inclusão Social, CAIS/MG, Carretel – Clínica Interdisciplinar do Laço/SP, Carrossel/BA, Centro da Infância e Adolescência Maud Mannoni CIAMM, CERSAMI de Betim, Centro de Estudos, Pesquisa e Atendimento Global da Infância e Adolescência – CEPAGIA/Brasília/DF, Clínica Mauro Spinelli/SP, Clube/SP, CPPL – Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem, Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem de Recife – CPPL, Escola Trilha, ENFF, Espaço Escuta de Londrina, Espaço Palavra/SP, GEP-Campinas, Grupo Laço/SP, Grupo de Pesquisa CURUMIM do Instituto de Clínica Psicanalítica/RJ, Incere, Instituto de Estudo da Familia INEF, Insituto Langage, Instituto Viva Infância, LEPH/MG, Lugar de Vida, Centro Lydia Coriat de Porto Alegre, NIIPI/BA, NINAR – Núcleo de Estudos Psicanalíticos, NÓS – Equipe de Acompanhamento Terapêutico, Projetos Terapêuticos/SP, Trapézio/SP, Associação Espaço Vivo/RJ. Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae/SP. Centros de atendimentos do governo: Caps Pequeno Hans/RJ, Capsi Guarulhos/SP, Capsi-Ipiranga/SP, Capsi-Lapa/SP, Capsi Mauricio de Sousa/Pinel-RJ, Capsi Mooca/SP, CAPSI-Taboão/SP, CAPSI de Vitória, CARM/UFRJ, NASF Brasilandia/SP, NASF Guarani/SP, UBS Humberto Pasquale/SP, Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica – COMPP/SES-DF, Capsi COMPP/SES-DF, Capsi Campina Brande/PB.Associações:ABEBÊ – Associação Brasileira de Estudos sobre o Bebê, ABENEPI/Maceió, ABENEPI/RJ, ABENEPI/BSB, Associação Metroviária do Excepcional AME, Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental, CRP/SP (conselho regional de psicologia). Hospitais: Centro Psíquico da Adolescência e Infância da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (CePAI/FHEMIG), CISAM/UPE – Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros – Universidade de Pernambuco, HCB (Hospital da Criança de Brasília), Serviço de psicossomática e saúde mental do Hospital Barão de Lucena -HBL/ Recife, Hospital Einstein, IEP/HSC Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Santa Catarina, Hospital Pinel, Hospital das Clínicas – Universidade de Pernambuco.Revista: Revista Mente e Cérebro. Grupo de pesquisa: PREAUT BRASIL, Grupo de pesquisa IRDI nas creches.

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Cesário

Chorumelas

Assisti normalmente a reportagem aludida no texto e não vi e nem ouvi nada do que o MPASP criticou. O que me leva a concluir que o desejo da instituição é apenas marcar uma posição, pois nada de positivo foi apontado. Ou seja, parece que aos olhos dessa instituição é melhor ignorar uma realidade (não exibir) do que exibir com falhas de abordagem. Só para constar: desserviço foi ler esse texto.

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Clarissa magalhaes

Ola, Me chamo Clarissa

Ola,

Me chamo Clarissa Magalhaes, vim fazer mestrado na França, conheci grandes nomes da psicanalise com autismo, mas optei por expandir meu olhar e ver o que essas outras abordagen, tratadas como tao monstruosas nos textos de psicanalise, tinham para propor como tratamento para o autismo.

Me surpreendi com o que vi, mas o que me surpreende mais ainda hoje é que um grupo de pessoas de baseie em textos de uma so teoria para julgar outros trabalhos sem olhar realmente o que esses outros trabalhos proporcionam como resultados ou possibilidade. Esse tipo de fechamento é comum na religiao, mas aberrante numa pratica clinica.

 

o que eu vi na França nos hospitais dia regidos por psicanalistas foram profissionais que falavam em suposiçao de sujeito, tentavam dar algum suporte a equipes desmotivadas e crianças que nao dispunham de um meiod e comunicaçao ou um programa educativo adaptado. Toda criança tem direito a educaçao, ateliês nao sao um investimento na capacidade da criança, mas sim uma desistencia total face a uma criança que parece incapaz de aprender.

 

O fato é que existem formas de ensinar a comunicaçao e tantas outras coisas para essas crianças, mas elas sao rejeitadas pelos psicanalistas sem que eles nem mesmo se interessem um minimo por elas. Temos que supor sujeito e esperar um sujeito advir, mas quando a criança continua presa nas estereotipias e dificuldade de comunicaçao? Sera que proporcionar meios para que ela se comunique e aprenda nao é exatamente supor nela um sujeito. Um sujeito que quer comunicar coisas simples do dia dia para os pais, mas nao consegue (vejam a historia de Carly Fleishman).

 

O programa de Drauzio Varela de fato nao foi perfeito, mas o tipo de opiniao exibido nesse texto é bem mais nocivo às familias de crianças autistas que outra coisa. Antes de criticar conheçam, se aprofundem, visitem estruturas. As crianças autistas que vejo hoje numa estrutura comportamentalista me parecem bem mais sujeitos que tantos tratados pela psicanalise que vi.

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Jeysmar James Ernica

EXISTE A CURA PARA O AUTISMO

TENHO UM FILHO COM 7 ANOS, NAO ELE NAO ESTA CURADO.

MAS COM O TEMPO FICARA.

EXISTEM CENTENAS DE TECNICAS E O TRABALHO E' GIGANTESCO, MAS OQUE NAO E'? OQUE SE CONSEGUE SEM USAR A CABECA E SEM TRABALHAR POR ISSO ?

EIS AQUI ALGUMAS TECNICAS.

AS PESSOAS, TODAS INCLUSIVE EU MESMO E MINHA MULHER, UM  FONO, UM NEURO, UM FACILITADOR QUE SEJA DEVE ACREDITAR. AQUI JA ELIMINAMOS 90% DOS PROBLEMAS. OS OUTROS 10% QUE POR VENTURA ACREDITAREM, PASSAREMOS TODAS AS TECNICAS INFORMACOES SUPORTE E INCLUSIVE DEPOIMENTOS DE CRIANCAS EX-AUTISTAS PARA QUE VEJAM E CELBREM O CAMINHO DA CURA.

OUTRA TECNICA: AMAR SUA CRIANCA, MAS AMA-LA POR INTEIRO, NAO SOMENTE A PARTE QUE NAO E' AUTISTA.

COLEGAS CRIANCAS PARENTES PAIS AMIGOS VIZINHOS TENHO CERTEZA QUE OQUE MENCIONEI ACIMA NAO E' NOVO PRA NINGUEM - JA ESTA EM NOS PAIS,  PESSOAS A CURA - MAS SE OS PASSOS SAO AO CONTRARIO DO ACREDITAR, DO TRABALHO, FICA BEM DIFICIL CHEGAR AO OBJETIVO.

RECOMENDO O PROGRAMA SONRISE, COM 30 ANOS DE EXPERIENCIA COM CRIANCAS, NENHUMA SEM PROGRESSO E VARIAS EX-AUTISTAS.

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Ana Maria

Existem clínicas para autista (como para dep. químicos)?

Tenho um sobrinho autista já adulto e que vem tendo muitas crises de violência. Já quebrou quase tudo dentro de casa. Ele, desde pequeno, estudou em Escolas Especiais, fez tratamento com Psicólogo, T.O., Equoterápico, etc. Afastado do convívio escolar pelo seu porte físico (pelo medo de que em alguma crise pudesse machucar alguém), hoje ele está limitado a quatro paredes em casa. Pais sofrem com agressões; ele já foi internado várias vezes e a cada retorno parece que as crises são mais violentas e com mais frequência. Trata-se com Psiquiatra, já trocou várias vezes a medicação. Pais estão desesperados e não conseguem ajuda prática. A quem recorrer? Eles não querem, mas parece que o mais indicado seja interná-lo definitivamente com medo de que algo pior aconteça a eles ou ao próprio filho.
Existem clínicas para autistas (em especial neste caso de agressividade) se tratarem por um longo período (assim como existem para tratamento de dependentes químicos). Muito obrigado.

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Jeysmar James Ernica

Nos que somos os estranhos pra eles....

Cara Ana Maria, tenho um filho Autista, e nao ha autismo que nao possa evoluir no sentido de progresso e crescimento do seu desempenho comportamental. Vejo nas suas palavras, vejo nas opcoes apresentadas o caminho errado para o tratamento do autismo. A crianca autista se frustra por ser controlada, impedida, mandada e mau compreendida. Existe uma maneira  sim de compreende-las. E elas sao maravilhosas, todas possuem genialidades....Indico o programa SonRise, trabalho com isso, tenho  e lhe digo: prende-lo e' o pior, controla-lo tambem. Experimentem criar um ambiente dentro da casa dos pais onde, inclusive pode ser essas 4 paredes, mas ali dentro permitam que ele faca oque quizer, que ninguem o controle, mas passem o controle a ele, tirem as coisa que incomodem e deixem sem nada praticamente. E ali dentor incluam confianca, admiracao, e muitas outras tecnicas para entende-lo, unir-se a ele, Uma tecnica e' se unir a ele na brincadeira repetitiva dele, achem graca e facam a mesma coisa junto dele...Ah isso vai atrair aatencao dele e se ele nao os permitirem no espaco dele, respeitem, mas temtem voltar ficar de mansinho la dentro....enfim  acredito que a mae ou o pai instintivamente com paciencia e muito amor, podem encontrar dentro deles essa ponte que os levara ao mundo do filho. E ai comeca a jornada, uma vez que o garoto comece a confiar nessa multidao de estranhos que nos somos pra eles.

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João Mendes

Autismo tem cura? Ah é?

É por bobagens assim que o Dr. Paulo Mattos tem razão: A psicologia está para a psiquiatria assim como a astrologia está para a astronomia.

Ficaram zangados com a crítica ao SUS? Maravilhosas experiências? Onde, com quem? Onde o SUS funciona? Por favor, nos iluminem!!!

Sugiro que abram uma Rede de TV rival à Globo e façam o seu programa com as suas verdades. Não é melhor que criticar quem de FATO faz alguma coisa?

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ricardo mattos

Na mesma

Tenho um filho autista, e sinceramente nao vi nada de controverso na reportagem. Autismo nao tem cura ,um dia pode vir a ter. O Autismo tem tratamento(nao cura) que dependendo do caso pode deixar o paciente quase 100% sem sintomas. O grau da doença , interfere muito no resultado final do tratamento.

Até hoje , nunca foi fechado um diagnostico para a causa do Autismo. Ora como voce vai curar alguma coisa, se voce nem sabe a causa.

Li essa carta de cabo à rabo e só achei enchimento de linguiça. Em termos práticos, fica tudo na teoria do "talvez" , "pode ser" etc...

 

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Jeysmar James Ernica

Autismo por si so'.

Caro Pai, Ricardo Mattos, Tenho um filho Autista de 7 anos.  Sim o Autismo e' curavel, mas enfim ele e' controverso, vejo nas suas proprias  palavras "quase 100% sem sintomas"  Isso pra mim  e' curado - nos comumente misturamos autismo de realiadade. A manha, a crise de frustracao isto esta em todos nos. Existe esse conceito,e isso sim o Fantastico e mais especificamente o Dr. Salomao deixaram erradamente  no ar. "Nao ha cura". Essa infelismente e 'a visao de muitos Doutores no Brasil,  que esta 30 anos atrasado nesse sentido. Vejo depoiemntos de criancas ex-autistas onde lhe perguntam: Voce quer voltar a ser Autista novamente e a resposta e': Nao uma vez so'ja'e'suficiente, outra dizendo Foi uma  e'poca "amazing" que valeu na minha formacao e outra que diz que nao se lembra da sua e'poca autista. Infelismente isto vem de fora e nao temos aqui. Mais existe. Terrivel e'dizer que nao cura e tao terrivel quanto e'nao acreditar .... Fico a disposicao para maiores informacoes como facilitador comportamental de criancas autista que sou. Trabalho com o programa SonRise onde estudei e continuo estudando. O SonRise e' um programa com 30 anos de experiencia onde milhares de criancas ja foram trabalhadas e nao ha nenhuma entre elas que nao progrediu e ha varias entre elas que o autismo desapareceu.

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Pelo menos o IG resolveu fazer jornalismo

Eu tinha chegado a este post, anteontem (25/09) através de um destaque dado no Portal do IG com algo do tipo "Entidade critica série Autismo do Fantástico".

Felizmente, hoje, a matéria foi reformulada, com certeza, apresentando os contrapontos expostos nos comentários feitos por aqui:

 

http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-09-27/especialistas-criticam-serie-do-fantastico-sobre-autismo.html

 

Especialistas criticam série do Fantástico sobre autismoGrupo afirma que reportagens apresentadas por Drauzio Varella mostram apenas uma visão sobre o transtorno

iG São Paulo | 

27/09/2013 06:00:52 - Atualizada às 27/09/2013 10:52:22

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Um grupo formado por cerca de 500 profissionais que atuam em mais de 100 instituições nacionais de saúde está indignado com a série de reportagens sobre o autismo exibida no programa Fantástico, da Rede Globo. De acordo com o Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública (MPASP), a série “Autismo: Universo Particular”, apresentada por. Drauzio Varella, representa um desserviço à população.

“O programa apresentou informações desatualizadas e que não estão de acordo com aquilo que as equipes multidisciplinares têm revelado”, disse Nina Leite, psicóloga, pesquisadora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (SP) e integrante do movimento.

Leia carta do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública

A psicanalista Sandra Pavone, mestre em semiótica e comunicação pela PUC-SP, pega mais leve nas críticas. “Foi uma visão fechada sobre o tema. Esta é uma das visões, mas não é a única”, define. Sandra lamenta que o programa tenha sido “reducionista”. “É uma pena. Esta foi a primeira vez que o tema ganhou a possibilidade de alcançar tantas pessoas pela mídia”. De acordo com estimativas, cerca de 1% da população apresenta algum dos transtornos do espectro do autismo.

Para o grupo, que publicou uma carta aberta como manifesto, o principal problema do programa foi tratar o autismo como incurável. “Tenho dois casos de cura para contar e isso só no meu consultório”, rebate Wagner Ranna, médico pediatra, professor da Faculdade de Medicina da USP e especialista em saúde mental de criança e adolescente.

“Vendo a reportagem, a sensação que fica é que uma vez autista, sempre autista. Isso não é uma verdade. Existem casos de crianças que com um ano e meio apresentavam sintomas de risco e depois, com quatro anos, não são mais diagnosticadas com autismo”, diz Ranna. “Os pessimistas, claro, afirmam que estes casos ocorrem por erro no primeiro diagnóstico”.

O pediatra afirma que até mesmo os casos genéticos, que representariam apenas 5% dos diagnósticos, não devem ser considerados incuráveis. “A presença de um gene não vai selar o sintoma. O gene não é desativado, ele tem a expressão alterada e isso muda o sintoma”, disse.

Porém, as críticas do MPASP sobre a abordagem ao tratar o autismo não são unanimidade entres os especialistas do País. O psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo Guilherme Polanczyk discorda do barulho provocado pelo MPASP. “O autismo é uma condição crônica e persistente. Não conseguimos falar em cura. Se alguém descobriu que o autismo tem cura. Isso sim é uma grande novidade”, disse. Polanczyk afirma ainda que o curso do transtorno pode ser variado, mas não há cura.

“Acho que existe um desconhecimento muito grande. As pessoas se valem de teorias, achismo e entendimentos diversos. Nossos estudos mostram que o autismo é um transtorno perene, resultado de processos biológicos do desenvolvimento do cérebro que sofre também ou outras causas variáveis sejam nutricionais, exposição do feto à poluição”, disse Polanczyk sobre a crítica de que a série teria apresentado uma visão reducionista.

Procurados pela reportagem do iG, nem o Fantástico, nem o médico Drauzio Varella quiseram se pronunciar.

 

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Kinnara

Incoerência

Este texto tem uma incoerência grave. Se "é oficialmente indicado que o diagnóstico definitivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) seja fechado a partir dos três anos"e "antes dessa idade não se deve fechar o diagnóstico, pois ainda se trata de um bebê em pleno processo de constituição" não pode ocorrer simultaneamente o tratamento que, "quando realizado com bebês, permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a remissão de traços de evitação na relação com outro", pois a criança, segundo o texto, não foi diagnosticada por estar em “processo de constituição”. Então, segundo esse texto, se faz o tratamento sem ter o diagnóstico certo, “chutando”?

Quanto à exposição das crianças, é melhor que fiquem escondidas e ninguém saiba lidar com isso? Para mim, isso sim é que é exclusão.

Em tempo: não sou da área,sou professora de fundamental 2, não especializada, sem treinamento nenhum, e sempre com autistas na sala. Nem ouvi falar na faculdade. Tampouco recebi alguma orientação de alguém em serviço. E por aí vou, sempre lendo muito e procurando estudar. Acredito que o programa tenha seguido a linha do especial sobre autismo de Louis Theroux. Uma curiosidade: meu filho tem um coleguinha autista na sala. Assistir ao episódio o ajudou a entender e ter mais paciência com o amiguinho. Inclusive ele quis levar o vídeo para sua professora ver “porque o João ficava tão nervoso e como a gente poderia fazer pra ele não machucar tanto a gente nem ele mesmo”. Palavras dele (5 anos). Ou seja: divulgação e esclarecimento ao público leigo, mesmo que com algumas incorreções, ajuda. E muito.

Agora, minha outra crítica é relativa à minha área. Se tanta gente assinou esse texto —acredito que, com tantas instituições, falamos em mais de 1000 profissionais, certo? —para reclamar, porque esse mesmo tanto de gente não vira multiplicador em escolas públicas e ensina a nós, professores, como lidar com essas crianças para que sejam efetivamente incluídas?

Obrigada pelo espaço!

Ah, esqueci de falar. Conheço bem os Caps pq meu marido tem transtorno bipolar severo e mudou-se várias vezes de cidade e bairros. Tenho certeza que, mesmo pagando muito, nada se compara ao tratamento disponibilizado lá. Às vezes, até esqueço que o Caps é do SUS!:-)

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silvia ruiz

Autismo no Fantástico

Como mãe de autista e colunista sobre o assunto, só posso agradecer ao Fantástico por não ter dado voz aos psicanalistas de plantão, que aqui, obviamente, defendem seus interesses econômicos. Não querem ficar de fora dos editais públicos e verbas para tratamentos que o governo vai disponibilizar. Vocês vivem nas trevas, ignoram a evolução da ciência e mantém a teoria de que o autismo é uma psicose infantil causada pela falta de vinculo com os pais. Pois não é! E falta de ética têm vocês por essa campanha imoral e corporativa. 

Na França, país extremamente ligado à psicanálise, a situação dos autistas é precária. Há 17 vezes mais estudantes autistas nas universidades do Reino Unido que na França. A taxa de inclusão escolar de crianças autistas na França é de 20%, versus 60% de outros países desenvolvidos.Há pais “fugindo” da França e indo para a Bélgica procurando tratamento melhor para seus filhos autistas. O documentário “The Wall” denunciou esse tratamento de orientação psicanalítica dado aos autistas franceses e foi censurado!

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Lia Ribeiro Silva

Que absurdo esse repudio

Meu Deus, gente Doutor Salomão é especialista em autismo, doutor Drauzio não mostrou nenhum absurdo, e dizer que  capsis funcionam no Brasil é piada de mau gosto, não funciona na maioria dos estados, nem para os doentes mentais, e vale dizer que autismo não  é   doença  mental, ainda vem essa convertsa de Freud,  vocês estão é  mal informados em todo mundo se há comprovação que a abordagem Psicopedogica e linha comportamental é que tem feito a difrença na qualidade de vida do autista.

Época - O que há de novo no entendimento da doença? 

 

Gillberg - Em primeiro lugar, autismo não é doença. Trata-se de um distúrbio de desenvolvimento que pode ser causado por uma série de outras doenças e determinado por alterações genéticas em vários cromossomos. Alguns casos são atribuídos a drogas teratogênicas (como a talidomida) consumidas pela mulher grávida ou ao excesso de bebida alcoólica na gestação. Metais pesados como chumbo, mercúrio e outros materiais também parecem danificar o cérebro e levar ao autismo. Mas fatores genéticos determinam a maioria dos casos. Um dos pais carrega dois genes envolvidos numa maior suscetibilidade ao distúrbio. O outro cônjuge carrega outros três. O autismo pode ser fruto da combinação infeliz desses genes.

 

 DESSERVIÇO É ESSA MANIFESTÇÃO, pois vocês agem  como o politicos que sabem que a coisa é uma droga, mas tenta enganar o povo dizendo que é uma  maravilha, A PSICANALISE Freudiana se mostrou na maioria dos casos ineficiente, porque a pessoa ao invés de se  libertar dos seus traumas vive anos e anos dizendo a mesma coisa e sentindo as mesmas dores.Na maioria dos paises desenvolvidos se pesquisou e se descobriu que a linha Cognitivo Comportamental ajuda não só autistas., mas muitos outros casos. Sou Mãe de um rapaz autista 24 anos, estudante de uma escola com programa TEACCH, e é por ai. Abordagem Psicoeducacional. Porque será  que nos  paises que seguem esse caminho vemos os autistas funcionando e  aqui no Brasi são l intoxicados de remédio?Me desculpa mas a classe de vocês está em extinção. E o repudio de vocês estão fazendo  não dará em nadaNós pais vimos algumas falhas no programa, mas a divulgação em rede naiconal sobre o tema  autismo valeu,  porque nós  pais que precisamos e  sabemos que o serviço publico do Brasil é de quinto mundo. Isso por experiencia, façam vocês uma pesquisa de opinião dos pais de pessoas com deficiencia o que elas acham do serviço público, não vão se surpreender com  o resultado. Minha mãe dizia que quem se dói  muito  é porque deve... 

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Cyntia Mesquita Beltrão

"Minha mãe dizia que quem se

"Minha mãe dizia que quem se dói  muito  é porque deve... "

 Ahahaha, perfeito!!!

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Lamentável o uso da psicanálise para tratamento de TEA - Estude!

Permita-me discordar do exposto! Realmente o programa do Fantástico teve falhas, mas pequenas perto do benefício que cumpriu ao esclarecer mais sobre o autismo e apresentar valiosas informações.


Fico abismado com o movimento que tem sido feito no Brasil, inclusive no sentido de direcionar políticas públicas com interesse próprio, a favor do uso da psicanálise no tratamento do autismo.

Não sou contra o movimento psicanalítico, porém tem sido inúmeras vezes demonstrado que os países mais avançados no tratamento do autismo rechaçam o uso da psicanálise no tratamento infantil do autismo. Não é a toa que a França é um dos países mais atrasados no tratamento do autismo por ter insistido de forma veemente na psicanálise Freudiana.

Sendo assim, aprovo muito a iniciativa da Rede Globo, que sem dúvida contribuiu fortemente para um maior esclarecimento da população e cobrança dos órgãos de saúde no Brasil (públicos e planos de saúde que não atendem bem o que se precisa devido à má regulação da ANS sobre o assunto).

Grato pela atenção, convido-o a conhecer o sitewww.facebook.com/TEA.autismo, que visa divulgar informações sobre o assunto do autismo para a sociedade!

Att.,
Adriano César.

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marta midori

CAPS PARA AUTISTA EM SÃO PAULO?

Independente da qualidade jornalística do programa Fantástico, da TV Globo, cumpro esclarecer que há grave equívoco na crítica produzida, pois o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, de forma alguma pode ser equipamento destinado a atender autistas, ao menos, no Estado de São Paulo.

Em 2010, o CAPS foi condenado, através de extenso levantamento, realizado pelo CREMESP.

Em 2012, o Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou Inquérito Civil Público e constatou inúmeras irregularidades nos CAPS.

Meu filho foi atendido no CAPS considerado modelo e sequer lá existe qualquer atendimento para autista. Por esta razão, recebi relatório médico de encaminhamento para segmento em unidade especializada.

Visitei pessoalmente outros CAPS e em nenhum deles havia qualquer atendimento para autista.

No Estado de São Paulo, que é o mais rico de nossa federação, existe Ação Civil Pública, na 6ª Vara da Fazenda Pública, processo nº 053.00.027139-2 (1679-00), que condenou a Fazenda Pública Estadual a custear as despesas dos autistas em saúde, educação e assistência, em sentença judicial, transitada em julgado em 2005.

Referida sentença judicial prevê que os autistas sejam tratados, exclusivamente, em estabelecimentos especializados e não em locais em que são tratados os doentes mentais “comuns”; o que, portanto, exclui o CAPS.

Sentença judicial de Ação Civil Pública é um comando, estabelecido por magistrado, e que por isso deve ser obedecido por todos os cidadãos. A desobediência a Ação Civil Pública pode implicar, inclusive, na prisão do secretário de estado e do governador. Neste caso em tela, há a previsão também de multa de R$ 50.000,00.

Em que pese todas as dificuldades que existem na execução desta sentença em nosso estado, isto não pode ser motivo, em nenhuma hipótese, para que não seja considerada e, muito menos, para que sejam lançadas informações que não condizem com a verdade.

Da mesma forma que está sendo feita crítica aqui ao programa Fantástico pelo desserviço prestado, o presente texto, ao considerar o CAPS como possibilidade de equipamento para autista, também presta desserviço a nossa comunidade pelas razões acima expostas.

Nesse sentido, solicito que, por gentileza, tomem conhecimento da sentença judicial da Ação Civil Pública, que já beneficiou muitos autistas no Estado de São Paulo, e que poderá ainda melhorar a qualidade de vida de muitos outros mais.

O que não se pode admitir é a propagação de informações equivocadas, que  cerceia o alcance ao direito aquele que dele é por justiça o seu sujeito.  

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Andy Cardoso

MPASP vive onde?

Prezados, concordo que o tema poderia ser mais aprofundado pela equipe de televisão. No entanto, entendi, sim, que a inclusão foi defendida. O que gostaria de ressaltar é a questão do serviço no SUS. Ele só existe no papel. Na ponta, nem os médicos de hospital de referência conseguem encaminhar a criança para uma terapia sequer. Os pais peregrinam, em sua maioria, para as ONGs que oferecem tais serviços. É UMA VERGONHA. Nesse sentido, a programa televisivo poderia ter se aprofundado nesta questão, que acredito ser um ponto-chave para os responsáveis dessas crianças: ter os filhos assistidos.

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Cyntia Mesquita Beltrão

Psicanálise e mimimi

Eu era psicanalista até ter um filho autista. Foi aí que eu conheci a face anacrônica, retrógrada, proselitista e principalmente mercantilista da Psicanálise.
É uma pena, porque eu duvido que meu querido Sigmund concordasse com o que virou seu construto teórico. Lá no Projeto para uma Psicologia Científica, nos Três Ensaios e em Análise Terminável e Interminável ele já dizia que esperava que muito de sua proposta fosse rechaçada pelo progresso científico. Novas descobertas no campo na neurologia provavelmente iriam de encontro ao que ele postulava e para ele isso era natural. Ora, Freud era neurologista de formação! Ele dizia que a teoria era similar a um andaime que deveria ser retirado quando a construção já tivesse bases mais sólidas. Infelizmente os psicanalistas pararam com o progresso, arvoraram-se na teoria já pronta (Lacan, que o diga, com seu retorno a Freud) e hoje vivem uma ridícula situação de estudar os andaimes como se fossem obras primas de arquitetura!
A lógica que rege a produção intelectual atual da Psicanálise é circular. Psicanalistas escrevem e falam para psicanalistas, formam e analisam novos psicanalistas e depois basicamente vivem de orientar e analisar esses asseclas que os defenderão com unhas e dentes porque simplesmente não conhecem qualquer outra forma de produção de saber. Sob a supervisão dos seus ídolos continuarão a repetir que a Psicanálise “não é testável” e portanto não tem que prestar contas de seus resultados, mesmo sendo a orientação teórica mais utilizada dentro dos serviços públicos de saúde no Brasil. Também se recusarão a estudar e conhecer outras práticas e teorias com a desculpa de que estas são reducionistas, biologicistas e mecanicistas. E essa lenga lenga será reproduzida sem questionamento em jornadas, seminários e periódicos psicanalíticos por todo o Brasil, Argentina e França, que são basicamente os países que ainda dão algum subsídio para a Psicanálise.
Mas na França a batata da Psicanálise já começou a assar. Depois da censura contra o documentário O Muro (censura criticada pelos próprios Repórteres sem Fronteiras)
http://www.supportthewall.org/.../
que denunciou o tratamento deficitário dado aos autistas franceses por instituições e profissionais de orientação psicanalítica, temos agora a resolução do HAS (que seria traduzido como Autoridade Máxima em Saúde francesa) que recomenda técnicas comportamentais e educacionais para o tratamento do autismo, em detrimento da Psicanálise:
http://www.supportthewall.org/.../
http://connexionfrance.com/...
Os vários grupos de pais e amigos dos autistas comemoram, já que na França a taxa de inclusão de autistas na escola é de apenas 20% contra 60% na Suécia e outros países. Pais de autistas saem da França para buscar tratamento na Bélgica, por considerarem deficitário o sistema francês:
http://m.bbc.co.uk/news/magazine-17583123
No Brasil, como podemos ver pela carta acima, ainda temos uma influência enorme da Psicanálise nos serviços de saúde públicos e nos consultórios particulares, com consequências desastrosas para os nossos autistas. Psicanalistas dizem que trabalham visando a estimulação precoce mas a sua proposta de “deixar falar o sujeito do inconsciente” atrasa as intervenções em meses ou anos por vezes. Seu modelo de intervenção é baseado na interpretação do que esse “sujeito do inconsciente” tenta exprimir, ao seu próprio tempo e do seu próprio jeito. Seria uma bela proposta se não se traduzisse em atraso, desestímulo e finalmente em indivíduos pouco funcionais, dependentes e com problemas de comunicação. O pouco que se caminha com esses autistas se deve mais à equipe multidisciplinar (fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos) que felizmente ocupa o vácuo deixado pelo trabalho psicanalítico.
Em Belo Horizonte essa dominância da Psicanálise ainda teve o efeito colateral de atrasar ano passado a aprovação de uma lei que beneficiaria o autista com o estatuto de deficiente, facilitando o acesso à inclusão social através de passe livre nos ônibus, tratamento diferenciado em postos de saúde e hospitais, além de prever a criação de centros de tratamento ambulatoriais específicos para os autistas, que hoje em dia perambulam pelos CERSAMs e Centros Psiquiátricos infantis que são totalmente despreparados para recebê-los. Foi a Psicanálise que orientou o veto do prefeito. Felizmente o trabalho de pais e profissionais incansáveis e que sabem o que é um autista grave no cotidiano de uma família conseguiram derrubar o veto. Trabalhamos agora pra ver a lei totalmente implementada.
Eu realmente tentei ficar longe dessa discussão mas não pude me abster depois de ver essa crítica à série do Fantástico, que, se não foi excelente, foi o melhor que pode ser feito no seu tempo reduzido de veiculação. 
Fiquem atentos, leitores. A crítica dos psicanalistas tem muito, mas muito mesmo de defesa de mercado e pouco de critério verdadeiramente científico.

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marta midori

Franqueza, Clareza e Sabedoria

Prezada Cynthia Mesquita Beltrão,

Gostaria de cumprimentá-la pela franqueza, clareza e sabedoria na sua exposição. A frase que abriu seu artigo - “eu era psicanalista até ter um filho autista” – traduziu com muita sensibilidade, antecipadamente o que escreveu a seguir.

Nos tempos atuais, raras são as pessoas que conseguem reunir estas três qualidades numa só pessoa, lamentavelmente. O que vemos são escritas tortuosas, piegas, contraditórias, na qual o português grita por salvação.

Seu artigo apresentou uma capacidade sua muito ímpar, que é a autocrítica, ou seja, falar daquilo que lhe é familiar. Muito mais fácil é falar daquilo que é exótico, estrangeiro, distante, não? Aquilo que está próximo, que convive conosco, que está na nossa pele, exige de nós muito mais, sem dúvida!

Como mãe de um autista, trafego no universo autista há muitos anos. Como cidadã, defendo os direitos dos autistas até debaixo d’água! Estas experiências conjugadas me fizeram vivenciar situações das mais variadas espécies, em que cheguei até ser feita refém de profissionais.

Assim como você teve que fazer uma autocrítica, tive que lutar para desvendar aquilo que encobria meus olhos e que não me permitia ver o que se passava com meu filho que tanto sofria.

Ainda bem que fomos brindadas com a capacidade de não só ver, mas de enxergar a vida!

 

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Cyntia Mesquita Beltrão

Eu que agradeço, Marta! Eu

Eu que agradeço, Marta! Eu espero realmente que possamos construir um Brasil com atendimento digno para as pessoas autistas e suas famílias. 

É lamentável ver psicanalistas, que tanto falam em ética, evocarem a mesma para disfarçar uma óbvia defesa de mercado. E isso tudo às custas do atraso na intervenção e tratamento dos autistas. 

Felizmente parece que a maioria das famílias está ciente da falta de resultados e de evidências científicas da psicanálise no tratamento dos autistas. Muitos já compreenderam que se trata de uma terapia cara, demorada e pouco eficaz. Sua prática é baseada no laissez-faire, no "deixar falar o sujeito", enquanto tempo precioso é desperdiçado. A insistência numa causa relacional e na culpabilização das famílias, expressada na noção de que os sintomas do autismo são um "mecanismo de defesa" contra um "Outro" assustador, mesmo diante do acúmulo de evidências apontando para uma causação genética, é lamentável. Belas palavras disfarçam a falta de solidez teórica!

Mas é com nosso esforço que essa situação será revertida. Como disse uma das terapeutas do meu filho, as evidências falam por si. 

Agradeço muitíssimo seu comentário. É esse tipo de retorno que nos faz acreditar e continuar lutando!

 

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marta midori

NÃO SOU DA TURMA DOS BALÕES AZUIS!

Cynthia,

Veja que no comentário que fiz mais adiante apenas me referi à Ação Civil Pública e o maldito CAPS. Ah! Se eu fosse comentar tudo o que li, no texto em questão, escreveria um livro!

Meu filho autista tem 25 anos. Imagine o que já passei na vida, nessa terra tupiniquim, de pessoas abestadas, que surrupiaram muito do meu dinheiro, enquanto os anos se passaram e ele marcou passo que nem uma besta!

Já vi de tudo, em termos de profissionais. Posso dizer que a prática moral passou longe de muitos lugares que frequentei, infelizmente.

Mesmo tendo condições financeiras para pagar, estive fragilizada emocionalmente, por anos a fio, com tudo aquilo que pode envolver o universo autista. E, não foi raro que isso tenha sido descaradamente aproveitado por alguns profissionais, que me fizeram sua refém.

Essas pessoas ditas profissionais sabem que temos uma necessidade enorme por ajuda, amparo, auxílio, acolhimento e que nos deparamos com poucas entidades onde, na verdade, podemos depositar nossa confiança e que façam um trabalho adequado. Essa é a situação do refém por tratamentos, que me encontrei tantas vezes e que por isso fui manipulada sem perceber.

Teve uma vez que, para conseguir encerrar os tratamentos de meu filho com um grupo de profissionais, alguns, inclusive, de linha psicanalítica, TODOS solicitaram mais um mês, sob a alegação da importância de se fazer o desligamento imprescindível de meu filho.

Nesse período, travaram verdadeira guerra psicológica comigo, para que eu revertesse minha decisão. Não adiantou nada. Mantive-me firme! E, não me arrependi nem um pouco! Aliás, isso serviu para eu aprender que não há necessidade de coisa nenhuma de desligamento e que isso só serve para tentarem te trazer de volta para pegar o seu dinheiro novamente. Nunca mais fiz nenhum desligamento de qualquer tratamento!

Os anos se passaram e o que aprendi agora ultimamente é que devemos sempre esperar as piores coisas do ser humano. A capacidade do ser humano de fazer enganações, maldades, traições, hipocrisia, agressões, é infinita. O caráter é algo plástico, ou seja, muda ao sabor dos interesses e das conveniências. Então, só me resta, tentar ser mais esperta, desconfiar mais, e estar preparada para a falta de caráter que assola o nosso universo.

Sou uma cidadã 24 horas por dia, que luta por um mundo melhor pelos autistas. Batalho pela construção constante de uma qualidade de vida melhor para estas pessoas. Faço permanente controle social do Poder Público, pois não adianta sermos ativistas de sofá, não? Com um pequeno grupo de mães, estamos sempre a controlar os passos dos gestores, que vivem a querer passar a perna nos autistas. Dá um trabalhão, mas alguém tem que fazer isso! Como pode perceber, eu não sou da turma dos balões azuis!   

 

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Cyntia Mesquita Beltrão

Marta, realmente é vigiar,

Marta, realmente é vigiar, vigiar e vigiar!!

Meu filho tem só seis anos mas eu espero que a luta de mães como você o ajudem a ter um futuro mais fácil, com profissionais mais conscientes e bem formados. 

Nós agora estamos encarando outra batalha. Acredito firmemente que no final as evidências falarão por si, sem necessidade de maiores embates. 

Vamos seguir lutando e acreditando!

 

 

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Mildred

Autismo

Assisti a série do Fantástico. Como outros pais e mães, chorei e sofri com os quadros apresentados, uma vez que sou MÃE de um autista que não apresenta as mesmas caracteristicas mas têm outras. Lamento que o Fantástico e outros programas não apresentem mais quadros abordando as diversas facetas da Sindrome. Lamentávelmente por ser uma revista eletronica em horário nobre perde-se em qualidade, no entanto, os pontos abordados foram corretos sim. Vivemos em uma país onde aqueles que recolhem os impostos não tem assistência médica. O Serviço público é um lixo, basta ver as reportagens do que está ocorrendo dentro dos hospitais. O atendimento terapeutico para um autista e dificil e normalmente não tem profissionais especializados para este atendimento. Alguns nem sabem o que e o Autismo, as comparações com personagens de filmes e comun mesmo por estas pessoas. Quanto a Inclusão esta é somente uma forma de o Governo se livrar da responsabilidade de arcar com o custo de escolas particulares, o que era comun antes desta lei. Enfim a propria lei dos Autistas não e respeitada. Sem falar do submundo que o familiar, seja pai o mãe, de um autista passa a viver seja antes ou depois do diagnostico, porque alguem tem que fazer o papel do Estado e um pai ou mãe verdadeiramente não vai abandonar seu filho seja Especial ou funcional. As criticas são válidas quando são construtivas. Não temos que discutir casos especificos mas sim o Geral. O que fazer para melhorar o diagnostico precoce. Quais as probabilidades de investimentos sérios no desenvolvimento de trabalhos cientificos a fim de buscar uma cura para a Sindrome. Vamos abrir forúns de discussão para fazer com que se empregue mais verbas na Saúde e menos nas cuecas dos politicos. Os medicos em suas diversas especialidades sabem muita teorica sobre a sindrome, mas a prática só uma mãe sabe.

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Rodrigo Nin

Neuro-pediatra especializado discorda

Enviei a matéria a um experiente neuro-pediatra especializado em autismo. Ele disse que assistiu a este Fantástico e que o que o Dráusio falou foi muito correto. 

Ele tem trocentas críticas ao fantástico mas este ele assistiu pq falava de autismo, e gostou.

Ele disse que este grupo que está criticando é de psicanalistas e que eles sim, falam um monte de besteiras, tipo que só a partir dos 3 anos que um diagnóstico seguro e preciso pode ser feito. 

Disse que é justamente um diagnostico antes dessa idade que pode dar a chance de dar à criança uma melhor sociabilidade.

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Cyntia Mesquita Beltrão

Psicanálise e mimimi

Eu era psicanalista até ter um filho autista. Foi aí que eu conheci a face anacrônica, retrógrada, proselitista e principalmente mercantilista da Psicanálise.

É uma pena, porque eu duvido que meu querido Sigmund concordasse com o que virou seu construto teórico. Lá no Projeto para uma Psicologia Científica, nos Três Ensaios e em Análise Terminável e Interminável ele já dizia que esperava que muito de sua proposta fosse rechaçada pelo progresso científico. Novas descobertas no campo na neurologia provavelmente iriam de encontro ao que ele postulava e para ele isso era natural. Ora, Freud era neurologista de formação! Ele dizia que a teoria era similar a um andaime que deveria ser retirado quando a construção já tivesse bases mais sólidas. Infelizmente os psicanalistas pararam com o progresso, arvoraram-se na teoria já pronta (Lacan, que o diga, com seu retorno a Freud) e hoje vivem uma ridícula situação de estudar os andaimes como se fossem obras primas de arquitetura!

A lógica que rege a produção intelectual atual da Psicanálise é circular. Psicanalistas escrevem e falam para psicanalistas, formam e analisam novos psicanalistas e depois basicamente vivem de orientar e analisar esses asseclas que os defenderão com unhas e dentes porque simplesmente não conhecem qualquer outra forma de produção de saber. Sob a supervisão dos seus ídolos continuarão a repetir que a Psicanálise “não é testável” e portanto não tem que prestar contas de seus resultados, mesmo sendo a orientação teórica mais utilizada dentro dos serviços públicos de saúde no Brasil. Também se recusarão a estudar e conhecer outras práticas e teorias com a desculpa de que estas são reducionistas, biologicistas e mecanicistas. E essa lenga lenga será reproduzida sem questionamento em jornadas, seminários e periódicos psicanalíticos por todo o Brasil, Argentina e França, que são basicamente os países que ainda dão algum subsídio para a Psicanálise.

Mas na França a batata da Psicanálise já começou a assar. Depois da censura contra o documentário O Muro (censura criticada pelos próprios Repórteres sem Fronteiras)

http://www.supportthewall.org/2012/02/reporters-without-borders-documentary-filmmaking-threatened-by-court-ruling-on-autism-documentary/

que denunciou o tratamento deficitário dado aos autistas franceses por instituições e profissionais de orientação psicanalítica, temos agora a resolução do HAS (que seria traduzido como Autoridade Máxima em Saúde francesa) que recomenda técnicas comportamentais e educacionais para o tratamento do autismo, em detrimento da Psicanálise:

http://www.supportthewall.org/2012/03/the-connexion-victory-against-psychoanalysis-for-children-with-autism-in-france-and-our-analysis/

http://connexionfrance.com/victory-success-autism-psychoanalysis-methods-13524-view-article.html

Os vários grupos de pais e amigos dos autistas comemoram, já que na França a taxa de inclusão de autistas na escola é de apenas 20% contra 60% na Suécia e outros países. Pais de autistas saem da França para buscar tratamento na Bélgica, por considerarem deficitário o sistema francês:

http://m.bbc.co.uk/news/magazine-17583123

No Brasil, como podemos ver pela carta acima, ainda temos uma influência enorme da Psicanálise nos serviços de saúde públicos e nos consultórios particulares, com consequências desastrosas para os nossos autistas. Psicanalistas dizem que trabalham visando a estimulação precoce mas a sua proposta de “deixar falar o sujeito do inconsciente” atrasa as intervenções em meses ou anos por vezes. Seu modelo de intervenção é baseado na interpretação do que esse “sujeito do inconsciente” tenta exprimir, ao seu próprio tempo e do seu próprio jeito. Seria uma bela proposta se não se traduzisse em atraso, desestímulo e finalmente em indivíduos pouco funcionais, dependentes e com problemas de comunicação. O pouco que se caminha com esses autistas se deve mais à equipe multidisciplinar (fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos) que felizmente ocupa o vácuo deixado pelo trabalho psicanalítico.

Em Belo Horizonte essa dominância da Psicanálise ainda teve o efeito colateral de atrasar ano passado a aprovação de uma lei que beneficiaria o autista com o estatuto de deficiente, facilitando o acesso à inclusão social através de passe livre nos ônibus, tratamento diferenciado em postos de saúde e hospitais, além de prever a criação de centros de tratamento ambulatoriais específicos para os autistas, que hoje em dia perambulam pelos CERSAMs e Centros Psiquiátricos infantis que são totalmente despreparados para recebê-los. Foi a Psicanálise que orientou o veto do prefeito. Felizmente o trabalho de pais e profissionais incansáveis e que sabem o que é um autista grave no cotidiano de uma família conseguiram derrubar o veto. Trabalhamos agora pra ver a lei totalmente implementada.

Eu realmente tentei ficar longe dessa discussão mas não pude me abster depois de ver essa crítica à série do Fantástico, que, se não foi excelente, foi o melhor que pode ser feito no seu tempo reduzido de veiculação. 

Fiquem atentos, leitores. A crítica dos psicanalistas tem muito, mas muito mesmo de defesa de mercado e pouco de critério verdadeiramente científico. 

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ALBERTO ANTONIO FARIAS DOS SANTOS

AUTISMO

É óbvio que todo e qualquer problema relacionado à saúde; quando conhecido, entendido, descoberto com antecedência, a possibilidade de um tratamento mas eficaz é muito maior. Não entendo a indignação dos médicos e a defesa tão ferrenha do SUS. Esse órgão tem funcionamento precário e a dificuldade para se conseguir o atendimento em muitas áreas dos profissinais da medicina, é terrível; inúmeras pessoa morream por conta da falta de atendimento no momento mais crucial ou necessário. No que diz respeito à crítica ao Dr. DRÁUZIO, acho inoportuno e ridículo, haja vista que o mesmo já mostrou diversas ou incontáveis reportagens e nunca foi censurado por nenhum profissional seja de que área for. Através de suas ricas reportagens e informações, muitos conseguiram dá a volta por cima, em detrimento das informações por ele prestada. Tem muitos médicos corruptos, anti-éticos, batedores de cartões de ponto e que não trabalham, não honram o juramento e a classe.

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Renato Luiz Bragato

Autismo

Concordo no todo, pois sou pai de um filho autista clássico e, sim, tivemos muitas informações que não correspondem a verdade. Assisti ao programa e não gostei. No autismo, cada caso é um caso e, existem diversos graus. Para mim existem muitos Neurologistas despreparados para o diagnóstico, pois meu filho passou por cerca de oito deles e, só dois diagnosticaram problemas já no Eletroencefalograma e na Ressonância Magnética. Não vou citar nomes, mas meu filho passou por grandes instituições, tanto na Baixada Santista, como em São Paulo, Capital.

Meu filho frequenta atualmente, aqui em São Vicente-SP, uma escola municipal própria para autistas, o NUMAA (Núcleo Municipal de Atendimento ao Autista) e o CAPSi (infantil). Na escola há um consenso, mas no CAPSi, cada profissional quer adotar um tratamento diferente. É complicado, pois cada um tem uma visão à respeito, inclusive, com relação a medicamentos.

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Rubens Pereira junior

Autismo

Realmente a reportagem do Fantástico foi um desserviço ao autismo, pois como pai de autista falo que com diagnóstico correto, o meu filho foi aos três anos, é possível sim fazer um bom trabalho interdisciplinar e dar muito mais autonomia e qualidade de vida para o autista e seus familiares. Mas a reportagem não mentiu quanto aos serviços públicos (CAPS, UTD’s, etc.) na maioria das vezes não possuem a quantidade de funcionários suficientes e as vagas ficam aquém das necessidades. Hoje meu filho tem 18 anos e freqüenta o 8 ano na escola publica,inclusão é o caminho, mas até chegarmos a esta condição foram muitos nãos e preconceito.

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Atendimento para Autismo só nas capitais

Eu sou pai de autista, meu filho tem 11 anos, detectamos aos 3 anos, moramos no litoral de SP, Mongaguá, até hoje não conseguimos um laudo conclusivo, porque nos negam um atendimento correto. Quando passo ele no Psiquiatra o mesmo dá um atestado feito a caneta comprovando o autismo, mas não encaminha para tratamento, na cidade ele aguarda a mais de 1 ano uma consulta com psicologo e fono. Está no 5 ano do ensino fundamental, mas teve que abandonar a escola pois até o quarto ano estudava em escola que tinha professores qualificados ele foi alfabetizado e ama informática. Mas entrou novo prefeito acabou com o projeto, ele não se adapta a nova escola, os professores não sabem lidar com ele. Pois ele quando tem barulho chora, e não sabe dizer o que sente, apenas fala palavras desconexas, então a escola nos chama para busca-lo, isso todo dia, até abandonar de vêz a escola.

Estamos abandonados, tentei obter o auxilio LOAS para custear o tratamento dele, particular, mas foi negado porque acharam que meu salário é muito alto, ganho 1340,00 e sustento mulher e 3 filhos. Estão de brincadeira, é pra ficar revoltado mesmo.

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O Estado de São Paulo foi

O Estado de São Paulo foi condenado ano 2000 a pagar todo o tratamento do autista (assistëncia,saude,educação) envie carta registrada ou protocole pessoalmente,para a Secretaria Estadual de Saúde, av. Dr. Enéas de Carvalho 188-6ºandar-sala 508-São Paulo/SP-cep 05403-900, com os seguintes dizeres:

À

SECRETARIA  DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Nome Autista…, brasileira, menor impúbere, nascida em……, com seis anos de idade, portadora do TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO (CID-10 F-84), conforme se comprova pelo relatório médico em anexo, neste ato representado por sua Genitora: XXXXX, brasileira, eleitora, contribuinte de impostos, divorciada,  portadora do RG n.ºXXXX, residente e domiciliada RuaXXXXX, Estado de SP, Telefones: XXX, como responsável por minha filha, venho, respeitosamente, a presença de Vossa Senhoria, amparada na Sentença do processo da Ação Civil Pública nº 053.00.027139-2 (1679/00) da 6ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo;  Constituição Federal artigos 196 e 198;  Lei 8080/90 em seus artigos 2º e 3º;  Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência  (ratificada pelo Brasil como emenda Constitucional) artigos 25 e 26; Lei 8069/90 – ECA em seu artigo 11 parágrafo 1º e por fim na Lei 12.764/12 em seus artigos 2º inciso III e  3º inciso III;  solicitar atendimento de saúde e reabilitação especializado e gratuito realizado por equipe multidisciplinar nas seguintes áreas:Psicoterapia comportamental – (laudo em anexo) e  Terapêutica ocupacional…..(descrever todos os atendimentos), transporte, educação.  A menor em questão já está sem atendimento.   Por isso, também amparada na Ação Civil Pública nº 053.00.027139-2 (1679/00) da 6ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, transitada em julgado a qual não cabe mais recurso, na qual VEDA OS CAPS para os autistas.

              “Trata-se de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra a Fazenda Pública Estadual, objetivando, em síntese, com amparo nos artigos 196, 198, 227, parágrafo 1º, inciso II e 244 da Constituição Federal, artigos 219, 222 e 223 da Constituição do Estado de São Paulo, nos artigos 2º, 3º, 7º e 43 da Lei Federal nº 8080/90, na Lei Complementar Estadual nº 791/95, a condenação da ré para arcar com as custas integrais do tratamento de interação especializada, em regime integral ou não, de assistência, de educação e de saúde específicos, ou seja,.custear tratamento especializado em entidade adequada para cuidar e dar assistência aos autistas residentes no Estado de São Paulo, até que a  administração Estadual, se o quiser, providencie unidades especializadas próprias e gratuitas (e não as existentes para o tratamento de doentes mentais "comuns") para o tratamento de saúde, de educação e de assistência aos autistas, em regime integral ou parcial ou de interação, sempre especializada.

              Nos termos do artigo 330, inciso I, do Código de Processo Civil, a ação comporta o julgamento antecipado da lide, pois as questões suscitadas são de direito e os fatos encontram-se suficientemente provados pelos documentos juntados aos autos pelas partes.”

Aguardo resposta dentro do prazo legal de 30 dias.

 

Atenciosamente,

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Douglas Armore

Portanto segundo o autor

Portanto segundo o autor desse artigo. O SUS é uma maravilha? Todos os médicos do SUS são os melhores e falar mal do SUS é uma coisa má que deveria ser punida com prisão? Parece que a pessoa que escreveu esse artigo não vai muito ao SUS. E falando sobre a necessidade do diagnostico precose. Alguem ainda acha que o melhor é esperar para ajudar uma criança? Parece algo que médicos do estados unidos falavam anos atrás estranho e agora reconhecem que erraram. Mais uma vez são Médicos não querendo ser criticados. Achando que podem tudo e o resto de nos somos pobres coitados que devem ouvir eles e depois se calarem.  

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Francisco M

Douglas Acredito também que

Douglas

Acredito também que essa associação vive em outro planeta, pois tanto o SUS quanto o sistema público de ensino não têm a mínima preparação ou informação sobre o autismo. Digo isso como pai de uma criança no espectro e conhecedor de centenas de pais e mães abandonados pelo setor público. Para se conseguir um medicamento ou uma terapia, é um martírio e a espera é infinita...

Concordo somente com uma coisa, quando eles dizem que se fazemos um atendimento precoce, o cerebro têm capacidade de adaptação e reorganização a ponto da criança leva uma vida normal (se existe vida normal); mas se depender do SUS para isso, essa intervenção precoce demora uns 5 anos de humilhações e espera.

Não duvido que o autor do texto, têm muita vontade e motivação de fazer e escrever aquilo que sonha. Mas a realidade não é dessa forma... infelizmente.

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Paula Ribeiro

Concordo, é uma utopia o que

Concordo, é uma utopia o que o autor escreve, infelizmente não estamos em um país de primeiro mundo, estamos num lugar em que os políticos são os primeiros a pensar em si mesmos, quanto mais têm, mais querem, e eu fico cada vez mais triste e desanimada, pois preciso trabalhar, trabalhar, trabalhar e não consigo proporcionar um tratamento adequado ao meu filho.

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Cristiano Almeida

Psicanálise é balela!!!

Muito bonito este discurso dos psicanalistas, mas falando como paciente com TOC eu digo psicanálise é balela!!! É muito bonita para filosofar, mas do ponto de vista prático é inútil e só serve pra sustentar um punhado de profissionais que querem brincar de artistas. Não há qualquer comprovação científica da eficácia da psicanálise, diferentemente da terapia comportamental. E quanto aos CAPS e a "rede" de atenção psicossocial (em minúscula e em aspas) não existe esta rede, a não ser nos sonhos da Ministério da Saúde e dos "militantes" ( que só atrapalham, falo isso pois já fui um destes e me desiludi com um movimento que mal consegue dialogar entre si, quanto mais com outros movimentos) e os CAPS, pelo menos aqui em Sergipe só serve para empregar um bom número de profissionais incompetentes (falo isto pois já fui usuário aqui em Aracaju). Maior exemplo da ineficiência dos serviços de saúde mental do Brasil e da incompetência do Movimento Anti-Manicomial (do qual estes "psicanalistas" são fãs) são as deliberações das Conferências de Saúde Mental: Quantas das principais destas se tornaram realidade?! Desculpem-me mas este desabafo eu nunca tive oportunidade de fazer e eu precisava... 

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LBHV

Psicanálise x Comportamental - Experiencia Própria

Concordo plenamente com vc. Meu filho foi diagnoisticado no TEA (Transtorno do espectro autista) com 2 anos. Dos 2 ao 4 anos fez acompanhamento com pscicanálise e fono. Não teve nenheum avanço. Eram por semana, 2 sessoes de fono e 2 de psicanalise. Foram 2 anos de dinheiro jogado fora. E a psicologa era referencia no assunto a nível Brasil. Ela não tem culpa em acreditar, apenas, não funciona.

Fomos em Dr. Salomão Swartzman, quando meu filho ele fez 4 anos, que nos orientou a seguir a comportamental. Foi impressionante o avanço que ele teve e está tendo, dia a dia, semana a semana. Tenho certeza que se tivrssemos seguido esse caminho desde o inicio, meu filho estaria muito melhor.

Por experiencia própria, não recomendo a ninguém psicanalise.

Abs,

 

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Inconformada

1-A série Autismo apresentada

1-A série Autismo apresentada pelo programa Fantástico foi um um total DESSERVIÇO a sociedade. Primeiramente porque Autismo NÃO É DOENÇA MENTAL, é uma Síndrome, portanto Autista Não vai para Caps, principalmente em São Paulo, na qual temos uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual ano 2000, transitada em julgado no ano de 2006, na qual VEDA os Caps para os Autistas;

2- Os Caps foram condenados como equipamentos de saúde pelo Cremesp em 2010 http://www.cremesp.org.br/pdfs/livro_caps.pdf , e recentemente o Ministério Público instaurou inquérito civil público contra os Caps. Também é fato que as terapias nos Caps são realizadas por enfermeiras, farmacêuticas, assistente social...colocam 20 crianças em uma sala, não respeitando sequer a faixa etária, são crianças autistas de 3 anos junto com dependentes químicos de 17 anos, este é o modelo do SUS.

2- O Pai da Psicanálise (Freud) já dizia que não se colocava criança no divã, o que dirá autista.

3- O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo entrou com uma ação judicial contra a Secretaria Saúde , ref. o tipo de abordagem para autista, E PERDEU a ação. Agora  o psicólogo tem que comprovar capacitação para tratar Autista. É sabido que o Brasil tem uma das piores graduação em psicologia, dos 5 anos da graduação 4 são dedicados a psicanálise, perdemos até para os Argentinos, eles são ótimos;

4- O documento elaborado pela patota da luta anti-manicomial pelo Ministério da Saúde também É UM DESSERVIÇO QUE SE PRESTA a sociedade. O referencial teórico desatualizado a mais de 5 anos, cansativo 125 páginas de total desserviço. Já a outra cartilha elaborada MS - Pessoa com Deficiência está boa, pois AUTISTA É PESSOA COM DEFICIÊNCIA LEI 12764/2012, portanto é na rede da Pessoa com Deficiência que o autista deve ser tratado, ou as Apaes irão tratar os dependentes químicos?

5- AUTISMO É uma incógnita no mundo, é INCURÁVEL, e o diagnóstico pode ser feito antes dos 3 anos. Isto é comprovação científica.

E finalizando este pessoal da psicanálise deveria buscar capacitação, e não ficar brigando por “mercado de trabalho”, vão se capacitar primeiro, para depois querer atender nossos filhos.

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japim/Dr

Desculpas, mas se vc tem TOC

Desculpas, mas se vc tem TOC e censura a psicanálise como vc o fez, os remédios estão lhe fazendo mal - acho bom vc conversar com seu médico.

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Cristiano Almeida

Resposta Japim/Dr

Não meu caro Japim/Dr, os remédios estão me fazendo muito bem. O que faz mal a quem tem doença mental é pseudo-ciência como a psicanálise!

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Parece-me mais uma reclamação corporativa

É certo que a série do Fantástico teve uma abordagem mais na linha médica, tanto é que teve a assessoria neuropediatra Salomão Schwartzman, autor de um livro sobre o assunto.

Eu particularmente fiquei incomodado com o determinismo dado de que se não tratado precocemente não haveria melhorias no quadro clínico da criança autista posteriormente.

No mais, não não enxergo a crítica ao SUS. Acho que foi mais uma exposição da realidade da Saúde Pública brasileira, que não atende no geral, quanto mais no específico.

No resto, acho que foi uma boa reportagem (com um quê de alarmismo, é verdade) e que expôs o problema para os brasileiros.

O documento do Ministério da Saúde citado pela MPASP  foi mencionado no episódio da série:

http://g1.globo.com/fantastico/quadros/autismo-universo-particular/noticia/2013/08/especialistas-afirmam-que-existe-uma-pessoa-com-autismo-para-cada-92.html

que aponta para: 

http://estatico.redeglobo.globo.com/2013/08/02/Cartilha_Autismo.pdf

 

 

 

 

 

 

 

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Meire

Injustiça com Dr. Drauzio Varela

Já que MPASP, acha que o Programa foi um horror ! Pque eles tão bem informados não fizeram algo antes e melhor !!

Tenho um sobrinho autista e sei o sufoco que minha irmã passa indo ao Caps. Me digam qual Posto do SUS vocês estão  para nós rmos nos consultar. 

Vocês sabem muito mais divulgam pouco ! Me digam quantas crianças são atendidas por este grupo ???  

Não conheço uma pessoa que, em tratamento no SUS , foi bem tratada. Portanto não critiquem !!!

Levantem as mangas e vão ajudar todas estas crianças e suas famílias !!!!!!!!!!!!!!!!!!

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apoiado o repúdio ao Fantástico

Menos burrice, tá dr. 

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...spin

 

 

"fantástica matéria-lixo"

         O desserviço praticado pela "visão autista do fantástico", segundo próprios critérios, denunciado pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (vide inst que assinam), merece outro programa televisivo para àqueles na situação de convívio com o quadro do possível diagnóstico tivessem a seriedade/respeito que a situação requer e não busca frenética de pontuação no IBOPE. Quem sabe a concorrência entre emissoras/mídia neste e noutros casos seja positiva  a ponto de mudar a maneira como se produz mídia.

E.T. alguém disponibilize almofada nova para o muro dos inconformados. rs

 

       

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André, Mas os Estados Unidos

André,

Mas os Estados Unidos confirmaram a captura de dados. Inclusive na própria palavra do Obama. O que negaram foi a bisbilhotagem na Petrobrás.

Outra coisa: esse post só teve até agora o meu(réplica) e o teu comentário. Os que chamas de "esquerdolândia" não apareceram. 

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Interessante é que

Interessante é que materias-lixo do FANTASTICO são condenadas ou aplaudidas de acordo com certos criterios, a materia sobre a espionagem americana foi adorada pela esquerdolandia, um revelação baseada em alegações sem analise, sem checagem, sem inquerito, uma entrevista de um jornalista que tem um namorado carioca e esta montada a verdade definitiva cuja dimensão ou existencia é desconhecida mas vale o "dominio do fato", é culpa dos EUA é provada na nuvem.

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Mario Alexandre T.

Credo, tá vivo ainda ? É de

Credo, tá vivo ainda ?

É de uma estupidez absurda achar que todas pessoas que não são neoliberais, convervadoras, reacionárias e de direita são esqueditas e que todos que condenam PSDM/PMDB/DEM são Petistas.

Velho preconceituoso e hipócrita.

E daí que o cara é gay ? Na nuvem ? Não fale asneira. Está mais do que provado. Se não está, porque os EUA estão caçando o Snowden ? Pq ele jogou merda na 'nuvem' ? Jogou e caiu na sua cara.

 

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brasileira

Concordo plenamente! Tem muita gente com complexo de vira latas.

Concordo plenamente com você, Mario! Tem muito brasileiro com complexo de vira latas! Se o americano chegar aqui e falar que é "Papai Noel", muita gente vai acreditar. Tenho vergonha de certo tipo de brasileiro, que vive na corrupção diàriamente, pagando pra não levar multa, roubando energia elétrica, furando fila, sonegando impostos e colocando na política gente igual para poder levar vantagem. Depois fica criticando políticom, chamando de corrupto, como se fosse diferente dele. A nossa sociedade é mesquinha, egoísta e só acha que está bem, se o vizinho estiver mal. é nojento! Uma sociedade preconceituosa, homofóbica e COVARDE! Está tudo provado, Dilma fez um belo discurso que deixou muita gente de "boca aberta", a ouvindo falar. A D O R E I! Ninguém, nunca havia chamado a atenção desses americanos, nunca tinha dado neles uma bronca com muita classe. Eles mereceram e precisam aprender a respeitar os outros países, mesmo tendo medo da concorrência desigual, eles precisam saber que no Brasil existe uma brasileira de valor, que representando os brasileiros dignos, exige RESPEITO! Acabou a farra do passado. Agora, americano ou qualquer outro gringo, precisa pedir licença para entrar.

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Mauricio Salles

Taí o grande Dr. Drauzio,

Taí o grande Dr. Drauzio, professor sabe-tudo e que aprecia riducalarizar a fé cristã das pessoas em suas cronicas. Uma hora tinha de dar uma grande pisada na bola para lembrar que somos todos falíveis. Vamo lá, pede desculpa no Fantastico que só fará aumentar nossa admiração pelo seu excelente trabalho.

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