5 de junho de 2026

EUA passam a classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Medida entra em vigor nesta sexta (5) e amplia sanções contra as facções; governo brasileiro critica decisão e vê risco à soberania nacional
Donald Trump e Marco Rubio - The White House - Flickr

EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, com sanções financeiras ampliadas.
Brasil critica medida; presidente Lula vê interferência e teme pressões diplomáticas e econômicas dos EUA.
Autoridades alertam para possível impacto na cooperação policial e no compartilhamento de informações entre os países.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os Estados Unidos passaram a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, em uma decisão do governo do presidente Donald Trump que entrou em vigor nesta sexta-feira (5). A medida também enquadra as duas facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados”, ampliando o alcance de sanções financeiras e restrições internacionais.

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O anúncio foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que justificou a decisão afirmando que as organizações criminosas brasileiras possuem atuação transnacional e representam uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e de outros países da região.

Com a nova classificação, cidadãos e empresas dos EUA ficam proibidos de fornecer apoio material às facções. Além disso, bens eventualmente vinculados aos grupos podem ser bloqueados, e instituições financeiras passam a adotar controles mais rigorosos sobre operações suspeitas. Especialistas apontam que a medida pode gerar impactos econômicos e aumentar o escrutínio sobre negócios realizados em áreas de influência das organizações criminosas.

A decisão provocou reação imediata do governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida e afirmou que ela representa uma interferência em assuntos internos do país. Integrantes do governo temem que o enquadramento possa abrir espaço para pressões diplomáticas, sanções econômicas ou até justificar futuras ações unilaterais dos Estados Unidos sob o argumento de combate ao terrorismo.

Autoridades da área de segurança também demonstraram preocupação com possíveis impactos na cooperação policial entre os dois países. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a mudança pode dificultar o compartilhamento de informações entre órgãos brasileiros e agências norte-americanas, alterando a dinâmica atual de investigações conjuntas contra o crime organizado.

A classificação do PCC e do Comando Vermelho ocorre em meio ao endurecimento da política externa de Trump para a América Latina. Nos últimos meses, Washington adotou medidas semelhantes contra grupos criminosos de países como México, Venezuela, Haiti, Equador e El Salvador, ampliando o uso do enquadramento de organizações criminosas como ameaças à segurança nacional norte-americana.

Com informações da Reuters, FT, UOL

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  1. Carlos

    5 de junho de 2026 2:27 pm

    Orquestrado por Rubio, a versão americana de capitão do mato haja vista sua origem Latina e seu ódio aos imigrantes, está falácia escrota de risco para “cidadãos” americanos vai em frente.
    E vendilhões da pátria, mercadores da fé e do filme, vão mantendo seus crimes abafados enquanto vociferam contra o mal numa “marcha para Jesus” recheada de canalhas.
    Embusteiros!
    Em tempo: retornem com o canalha pai para cadeia. Não tem, nunca teve, nada.

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