20 de junho de 2026

O PT no poder: nossa Bastilha sem revolução e sem guilhotina

Seremos capazes de construir uma nova ordem social sem confronto?

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Em exatos 15 dias, entre os dias 15 e 30 de dezembro de 2014, quatro grandes jornalistas, Luis Nassif, Paulo Nogueira, Saul Leblon e o mestre Janio de Freitas escrevem artigos em que tentam racionalizar a insólita crise do governo petista. Três desses grandes jornalistas fazem duras criticas ao PT, um, pelo menos, vê esperanças em um rearranjo das forças progressistas.

Às vésperas da posse de Dilma Rousseff , vencedora da mais acirrada eleição pós-redemocratização, com o PT iniciando seu quarto mandato consecutivo e sendo tais jornalistas esteios do pensamento progressista na imprensa, tais artigos deveriam soar-nos estranhos. Por que então nos parecem tão sensatos?

O PT não é mais o PT.  O “PT de Lutas”, o grande “PT de Lutas”, com sua poderosa base sindical e movimentos populares, não resistiu ao “PT do Lula Lá” que assumiu o governo em 2002. O “PT do Lula Lá” estará subindo a rampa do Planalto com a vitória de Dilma em 2014, o “PT de Lutas” se debate em dúvidas e desencanto.

O desencanto parece ser patente a ponto dos vencedores das eleições presidenciais de 2014 agirem como perdedores e os perdedores cantarem vitória.

Não sem razão. A união de forças da direita sempre existiu, mas ela levar povo às ruas era coisa inaudita por mim em meus mais de meio século de vida. Acham-se fortes para não precisar respeitar decisões democráticas. Chamam para o confronto. Mas elas mesmas nunca foram confrontadas nos governos petistas.

E talvez seja esse confronto inevitável se deseja se construir uma nova ordem social no Brasil.

Por que, então, foi adiado de 2002 até hoje?

Porque inicialmente não havia força para isso e porque no momento certo não travou-se o bom combate.

Vejamos.

A esquerda havia que endurecer, mas apenas lhe restava a ternura.

O PT só foi forte na oposição, quando assume o poder federal, o faz sem poder contar com um movimento de esquerda robusto para confrontar as forças da direita.

Nesse ponto, na falta de confronto às forças reacionárias, retroagiu-se a um estágio anterior aos anos 80, quando um movimento sindical combativo e organizações sociais atuantes, principalmente organizações da Igreja ligadas a Teologia da Libertação, conquistaram junto à burguesia o respeito pelas classes operárias. Em muito, respeito por medo, respeito ainda assim.

Ocorre que entre essa época, os anos 80, e a chegada do PT à presidência, transformações na organização social do Brasil e do mundo minaram esse poder popular.

No mundo, o pontificado de João Paulo II imobilizou os movimentos da Teologia da Libertação e no seio da Igreja católica no Brasil assumiu o poder sua porção conservadora e reacionária paralisando os movimentos sociais que dela dependiam. A queda do Muro de Berlim simbolizou um momento de baixa para a ideologia de esquerda. No Brasil, os governos FHC, que conquistaram corações e mentes com a bandeira socialdemocrata e o engodo do “real forte”, aliam-se ao conservadorismo do “Consenso de Washington” e protegido pelas mesmas forças que hoje se unem contra os governos petistas promovem com suas crises, através do desemprego e da precarização das relações trabalhistas, o desmonte do sindicalismo – base do petismo.

Com os movimentos sociais manietados, com o sindicalismo enfraquecido e com os intelectuais de esquerda repensando a própria ideologia, em 2002, “Lulinha paz e amor” elege-se porque a esperança vencia o medo. O governo FHC cai de podre, literalmente, não é derrubado. As forças reacionárias não estavam acudas por um movimento de esquerda tal quais os que levaram a governos esquerdistas na Venezuela e na Bolívia. Estavam momentaneamente inviabilizadas politicamente.

O governo Lula não assume em uma posição de força, só sua fraqueza poderia explicar Henrique Meirelles no Banco Central como fiador das forças de mercado.

Lula não é nosso Robespierre.

Por enfraquecido que tenha sido o início do governo, houve tempo para fortalecer a musculatura institucional, pois foi apenas em 2005, quando Lula e o PT já haviam se assenhoreado da máquina pública, que as forças reacionárias se sentiram fortes para desafiar-lhe o poder.

Mas Lula não é Robespierre, é um conciliador, quis-se por republicano, jamais confrontou as forças conservadoras. Elas, no entanto, sempre o tiveram como inimigo.

E, a partir do momento em que o presidente do STF em um gesto de atrevimento e audácia chama o presidente da República às falas e este não reage, e mais, em um outro episódio, entrega-lhe a cabeça do diretor geral da Polícia Federal ou quando permite que os principais quadros de seu partido sejam tratados como batedores de carteira por ventanista da oposição sem qualquer reação, perderam dele qualquer receio ou medo. O outrora poderoso PT era, agora, um tigre de papel.

Por que, em qualquer desses momentos, o enorme capital político de que dispunha e fora duramente amealhado, a militância do “PT de Lutas” e as organizações sociais a ele filiadas, não foi posto nas ruas para defender o governo que, em última instância, era o “seu” governo, ainda é coisa para a qual não tenho explicação.

Evitou se o confronto, mas o movimento social de apoio perdeu força de mobilização.

Lula se manteve por dois mandatos no poder por ser um gênio político e porque o país era tão injusto que uma mínima melhoria das condições de vida da população mais pobre – não passavam mais fome, e uma pequena recuperação do poder aquisitivo do proletariado que podia então assumir prestações de até 48 meses, pareceu ser uma revolução social.

De cima desse capital, o PT ganhou mais duas eleições.

Retornamos agora ao início do texto, por que, então, o desencanto parece ser patente a ponto dos vencedores das eleições presidenciais de 2014 agirem como perdedores e os perdedores cantarem vitória?

Porque, se a vitória em 2014 pode evitar que “um personagem medíocre e grotesco desempenhasse o papel de herói”, do mesmo modo, o confronto, talvez necessário para o estabelecimento da autoridade dos vencedores para implantarem seu modelo de governaça, foi adiado mais uma vez. E lá se vai doze anos.

Seremos capazes de construir uma nova ordem social sem confronto?

 

OBS.: Para entregas em domicílio, consulte:  concertosgerais.wordpress.com

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28 Comentários
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  1. leonidas

    30 de dezembro de 2014 10:09 pm

    Bem que o ilustre

    Bem que o ilustre comentarista poderia nos dizer de forma clara o que ele entendeu por CONSTRUÇAOI DE NOVA ORDEM SOCIAL

    Se é alguma coisa como foi feito na Venezuela ou Argentina ela ja foi tarde sem nem mesmo ter vindo…rs

     

    1. sergio m pinto

      30 de dezembro de 2014 10:17 pm

      Leu e fez de conta que não

      Leu e fez de conta que não entendeu

    2. zé lima

      30 de dezembro de 2014 11:35 pm

      Você, em verdade…

      Você, em verdade, não tem é conhecimento suficiente sobre a História e a Política da Venezuela e da Argentina, em particular, e, de forma geral, menos, ainda, dos países da denominada, América Espanhola.

      Se assim não fosse, saberia o quanto as atuais reformas político-institucionais desses países teriam que deslanchar, pois, a rigor, só foram tenuemente, iniciadas, e muito ferozmente combatidas.

  2. anarquista sério

    30 de dezembro de 2014 10:26 pm

    Boa tirada:Sem revoluçao e

    Boa tirada:Sem revoluçao e sem guilhotina.

        Mas convenhamos::O Lula livre leve e solto é um acinte,

             E o triplex dele no guarujá?

                Deve ter ter sido o maioir investmento de todos os tempos: Ele declara 47 mil reias e vale em torno de 2 milhões.( só um tiquinho de seus ”investimentos ”’ dele e familiares)

                   E a construtora está sob suspeita na Lava Jato.( com diretor preso)

                      Até quando Lula irá se safar da cadeia? Respondeu algyém que sabe das coisas:

                       Até quando tiver votos.

                      Que horror!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Cunha

    30 de dezembro de 2014 10:27 pm

    Gostaria de saber o que Dilma

    Gostaria de saber o que Dilma poderia fazer de diferente diante da realidade atual.

    O governo PT tirou milhões e milhões de pessoas da miséria.  Sem confronto.

     Avança  ( mais que os governos anteriores ) enfrentando resistência o tempo todo, o tempo todo. 

    Neste país as forças conservadoras e reacionárias são extraordinárias.

    Sem essa de confronto, as pessoas precisam entender o risco e o riscado do jogo.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  4. alfredo machado

    30 de dezembro de 2014 10:30 pm

    Confronto nunca

    Sergio,

    Se uma nova ordem social, ou o que isto possa significar , depender de um confronto do PT com a oposição, bye bye nova ordem social.

    A fraqueza do partdo e de seus parlamentares é notória, há poucos dias Marco Maia, que foi presidente da Câmara dos Deputados por tres anos, pediu a substituição de Graça Foster, e aí ?

    O péssimo político só não conseguiu explicar os motivos daquele pedido inusitado, aliás, foi na época de daquela presidência que ocorreu a CPI do Cachoeira e nada, nadica de nada ocorreu, nem mesmo com aquele empurrão permanente dado pelo senador Fernando Collor em direção ao esperado confronto entre situação e oposição – foi FCollor quem esculhambou com a existência daquele PGR de quinta categoria, enquanto os parlamentares petistas pareciam estar no mundo da lua, todos em comportamento republicano.  

    Agora estamos diante de 4 anos de um governo federal que sofrerá um forte ataque da oposição, restando apenas saber quanto tempo irá durar o enfrentamento, ou melhor, ataque. Com a comunicação fraquíssima e sem um porta-voz de fato, o governo de DRousseff ainda sofrerá um ataque extra, por conta da possibilidade de Lula concorrer em 2018, ou seja, páreo de um cavalo só.

    Concordo integralmente com a sua opinião a respeito do absurdo que fizeram com o excelente Paulo Lacerda, saído da Abin para atender a um desclassificado como GMendes. Desde aquela monumental lambança, uma típica atitude de lambe-botas, o país tem um serviço secreto de araque, do tipo que não pode investigar coisa nenhuma.

    Aqui, para que seja parida uma Lei de Medios, será preciso muita determinação por parte dos interessados em produzir uma regulação medianamente satisfatória.

  5. Manoel Teixeira

    30 de dezembro de 2014 10:52 pm

    Texto Fraco

     

     O PT vem se apequenando e com isso, afastando a base.

    O Presidente do Partido dos Trabalhadores foi acusado no livro A Privataria Tucana de ter passado informações sigilosas para a Veja, com o intuito de tirar Pimental da coordenação da campanha de Dilma em 2010. Logrou o que queria e quase derrotou o partido nas eleições.

    O PT recebe pancada atrás de pancada da mídia e lá vem Paulo Bernardo, o Bom-Petista, o Homem-Do-Plim-Plim- O Homem das Páginas Amarelas dizer que a democracia é assim mesmo… Ele escondeu a fibra ótica federal e até hoje ninguém viu. Apoiou as operadoreas de celular contra os consumidores dos planos pre-pagos na disputa pelo prazo de validade dos creéditos. A lista de mal feitos deste senhor não tem fim.

    Zé Cardozo é o homem de confiança do PSDB no Governo. Vaza tudo para a imprensa. A mais recente ação dele foi ficar calado quando num evento público, Janot pediu a demissão da Diretoria da Petrobrás. Depois que levou um ‘pito’ da Presidente, chamou uma entrevista para dizer que não concordava com Janot. Uma vergonha! E ainda será Ministro do STF, já que a Presidente o manteve este tempo todo…

    Palocci, quando no Governo, era mais a direita do que Armínio Fraga.

    Os exemplos são inúmeros.

    O PT não é mais o PT  da década de 80 e 90.a

    A CPI de Cahcoeira foi um fiasco total.

    A Operação Satiagraha afundou e o único condenado foi Protógenes.  Lacerda  ex-PF e ex-Abin foi exilado em Portugal.

    O PT abandonou seus dirigentes ao linchamento moral e à condenação, como se não houvesse relação com o partido. Não há e não haverá nenhuma ação pela anulação da AP 470. Nem ao menos a luta ideológica para provar que o julgamento foi uma farsa aconteceu.

    Nenhum dos ítens acima precisava de correlação de forças revolucionárias para ocorrerem de forma distinta. Bastava vontade política.

  6. Dorlei

    30 de dezembro de 2014 11:25 pm

    Sim

    Tem jeito. E sem confronto, embora a direita com o PIG esteja batendo sem ver reação. É só dar um jeito de falar com o povo de maneira simples, direta, mas constante. A mais de ano, afora na campanha, a Presidenta sumiu. O povo ficou órfão de sua presidente. Ficou desasado.

  7. Pedro Luiz

    31 de dezembro de 2014 12:11 am

    Me digam como,tá?

    Faremos uma Reforma Agrária e Urbana na Força ou na Marra,nas mãos do Estado todo o Sistama Bancário e Produtivo e coloquem mais jargões nisso.

    Uma pergunta e uma só – Vivemos numa Sociedade Revolucionária?

    Então fiquem em suas eleocubrações sózinhos,brinquem de Guevara e quantos mais quiserem só não atrapalhem – Dilma No Passará ! vinda da Direita é esperado,vindo da Esquerda e uma quinta colunha totalmente PORRA LOUCA!

    Saco cheio de Esquerdas Ipamenses e afins – diferença da Direita?difícil apontar.

    Pedro Luiz

  8. JB Costa

    31 de dezembro de 2014 12:25 am

    A indagação que encerra o

    A indagação que encerra o texto expressa um lamento e levanta uma dúvida. O lamento seria por conta de um desejável confronto, merce do autor não dar indicios de que esse poderia ter sido possível face aos contextos desfavoráveis que tanto precederam a assunção do Poder pelo PT como os que emergem posteriomente. Já a dúvida – de caráter prospectivo – suscitaria outra na sequência: para erigirmos essa desejável Nova Ordem Social seria indispensável o confronto? A partir daí já não incidimos em contradição considerando que essa Nova Ordem – decerto contextualizada – teria como pressuposto não só a redução ou eliminação das iniquidades, mas também a paz e harmonia social? 

    Em termos políticos-ideológicos, o PT pode ser comparado como um filho “temporão” de uma parte da história que Eric Hobesbawn chama de “Era dos Extremos”. Ganha musculatura política via discurso reformista-emancipacionista lastreado num marxismo mitigado e uma práxis política assentada e centrada na conversão ou coptação inicialmente de uma classe operária urbana para depois se expandir para o campesionato e a dita classe média progressista. 

    Eis que órfão ao petismo´é dada a chance de “chegar lá”. O que lhe resta: desprovido da retaguarda política-ideológica que desmoronava “partir para cima”? Ainda imberbe enfrentar as forças do pensamento e da práxis unilateral que dá as cartas numa ambiência de incertezas generalizadas? Ou tentar “comer o mingau pelas beiradas”, ou seja, exercitar a política da composição e conciliação mesmo em detrimento de ideários pretéritos, em especial quanto ao inegociável padrão ético tão alardeado e juramentado? 

    Qualquer avaliação do petismo e de seus líderes sem sobrelevar essas contigências políticas-sociais-históricas é incompleta e induz a conclusão injustas. Jamais o PT poderia ter optado pelo confronto porque as condições dadas de forma insuperáveis indicavam, e continuam indicando,  a negociação e a justaposição.

    O erro do PT não foi de visão, de avaliação, de prospecção, mas de acomodação. Simplesmente se  deixou engolir pelo sistema que de aliado providencial e eventual passa a ser norteador. O confronto é inerente a uma sociedade democrática. Está implícito na própria organicidade do sistema. Nesse sentido, soa como uma redundância política. 

    Para concluir com uma simplificação: o PT tropeçou nas próprias pernas. 

  9. Jose H C da Fonseca

    31 de dezembro de 2014 12:28 am

    Parece que ninguem na esquerda classe media…

    … sabe contar.

    Nunca – repito – NUNCA a esquerda nos seus mais variados matizes chegou sequer perto de ter maioria no congresso nacional. Aquele lugar la em Brasilia onde as leis sao feitas ou

    nao e onde o Orcamento Geral da Uniao e aprovado ou nao. Trata-se de um conjunto de cidadaos os quais – com a legitimidade de um mandato democratico – podem paralisar o executivo federal e, no limite, afastar o chefe do mesmo.

     O mesmo povo cuja maioria re-elegeu Dilma tambem reduziu a bancada do PT de 88 para 70, do PC do B de 17 para 8 e elegeu 5 briosos representantes do PSOL – um dos quais esta mais para a linha Bolsonaro que para Luciana Genro. Que ministerio as dondocas querem que a Dilma tenha? Ela e presidenta do Brasil e nao de Centro Academico.

    E vamos combinar uma coisa: Tirar o Brasil do vergonhoso mapa da fome so e pouca coisa para quem nao so nao tem sensibilidade social como um minimo sentimento de humanidade. E de uma esquerda pequeno burguesa que tem sua agenda e esta se lixando para o povo pobre e excluifo. Voces sao uma vergonha.

     

  10. Ronie

    31 de dezembro de 2014 12:37 am

    Post

    Preazado colunista,

    Acho que o PT, principalmente o Lulla, perderam o “timing” para mobilizar as forças de esquerda para um enfrentamento político-ideológico direto, literalmente convocando-as, como Dilma parece tentar fazer agora, inclusive articulando a criação de novos partidos (ajudada por oportunitas como K… e os irmão G…)…

    Se tivesse feito este movimento mais cedo, entretanto, talvez não teria sido possível permanecer no poder… Além do mais, o que os críticos chamam de “erros econômicos” de Dilma, não foram, do outro lado, um proposital populismo, uma corda estendida até o limite de quase arrebentar, para garantir a eleição?

    Tenho 31 anos, apenas, e desde que era criança, nunca vi o Brasil tão perto de realizar as necessárias reformas modernizantes que foram e são incansavelmente adiadas pelas oligarquias conservadoras de nosso país, colonizado e oprimido, em seguida, pela ditadura de direita.

    Este 2o mandato de Dilma Rouseff começa muito mais forte do que muitos ventilam…

  11. Pereira LF

    31 de dezembro de 2014 12:39 am

    PT apita alguma coisa?

    O Marco Maia pede a cabeça da Graça. Dilma nem toma conhecimento. O Rui Falcão e outros “puristas” ficam exasperados com a nomeação da Kátia Abreu. Dilma não dá a mínima. Lideranças petistas instrumentalizam a CNV e tentam usar seu relatorio para constranger a Presidente. Dilma, polidamente, lembra do pacto possivel que permitiu a anistia e promete ler o tal relatorio. Já foi para a gaveta e não vai acontecer nada. Conclusão: o PT não apita nada no Governo. É só uma massa de manobra que fornece votos. A influência do PT parou no Governo Lula 2. A partir de 2015 quem vai bombar é o PMDB velho de guerra, começando com a eleição de Eduardo Cunha.

    1. Jorge Leite Pinto

      31 de dezembro de 2014 2:10 am

      Uma coisa é uma coisa…

      Uma coisa é uma coisa… outra coisa é…

      Vou propor a você uma aposta: caso 1mil pratas que o Cunha não leva.

    2. alfredo machado

      31 de dezembro de 2014 2:15 am

      Formidável azougue

      Pereira,

      Espero que você esteja enganado quanto ao novo presidente da Câmara.

      Caso vingue o cunhista ( o partido dele é ele próprio), todos os que se interessam por política terão uma ótima aula sobre o que é bom prá tosse, aliás, já é de admirar o fato de tantos parlamentares admitirem o seu voto ao distinto candidato, nenhum deste grupo de irresponsáveis sem qualquer compromisso poderá ser levado a sério mais adiante.

      Só de processos no STF contra aquele formidável azougue, são mais de 20, alguns destes inteiramente indefensáveis, daqueles que não resistem à menor análise. Surpreende que o STF demore tanto tempo para deliberar sobre os processos contra  a V.Excia que tem por hobby dar, com os olhos vendados, nó em pingo de éter.

      1. LACosta

        31 de dezembro de 2014 10:52 am

        Idem

        Pereira,

        Espero que esteja completamente enganado quanto ao possível candidato a presidente da câmara.

    3. Jota Lopes

      31 de dezembro de 2014 9:08 am

      Sem tirar nem acrescentar uma

      Sem tirar nem acrescentar uma vírgula, você disse tudo.

  12. snoopy

    31 de dezembro de 2014 1:06 am

    a verdade é que na AP 470 o

    a verdade é que na AP 470 o presidente Lula foi sábio, ficou na dele, acho até que deve ter sido feito um acordo com o STF, eles não mexiam com o presidente Lula, e o presidente Lula não mexia com eles. viva o pt!!!

  13. Roberto São Paulo-SP 2014

    31 de dezembro de 2014 3:18 am

    Primeiro vamos as projeções para os próximos dez anos.

    ——O país será exportador líquido de petróleo durante todo o período, chegando a atingir, em 2023, um volume líquido exportado de cerca de 300 mil m3/d (1,9 milhões b/d), principalmente de petróleos do tipo mediano, que, conforme se prevê, serão encontrados nos campos da região do Pré-sal. Tal fato se deve, em parte, à adequação do parque refinador nacional a petróleos mais pesados, de menor valor para exportação, o que permitirá otimizar os resultados da balança comercial, com a exportação de crus de maior valor de mercado.———

    —–Com a entrada do 1o trem da refinaria Premium I e da refinaria Premium II, o País passará a ser, a partir de 2019, exportador líquido de derivados. Nas condições da simulação, em que não se supôs quaisquer limitações para as exportações brutas brasileiras, estas chegam a atingir, em 2020, o pico de cerca de 43 mil m3/d (aproximadamente 270 mil b/d), com ênfase no óleo diesel S10.——-

    —–Em 2013, o volume de veículos leves licenciados no país alcançou a cifra de 3,6 milhões de unidades.
    Estima-se que em 2023 o licenciamento atinja o valor de 5,1 milhões de veículos leves, representando um crescimento da ordem de 3,6% a.a. entre 2013 e 2023.——-

    —–Ao longo do próximo decênio, o aumento da renda das famílias, conjugado à maior competitividade no mercado interno de veículos leves, proporcionará condições de oferta favoráveis ao consumidor o que contribuirá para o crescimento sustentado das vendas e da frota. A necessidade crescente de mobilidade de pessoas e mercadorias também implicará no crescimento da frota de veículos pesados (ônibus e caminhões), resultando na evolução da frota de autoveículos que pode ser observada no Gráfico 6.——

    MME aprova Plano Decenal de Expansão de Energia 2023
    Empresa de Pesquisa Energética – EPE—-17-12-2014      

    O Ministério de Minas e Energia – MME aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2023 (PDE 2023), que prevê investimentos de R$ 1,3 trilhão nos próximos anos para garantir o abastecimento energético do país.
    A capacidade instalada do Brasil deverá subir dos atuais 124,8 GW para 195,9 GW,
    e a produção de petróleo deve atingir 4,9 milhões de barris/dia, contra 2 milhões de barris/dia hoje.
    A produção de gás natural passará de 77,2 milhões de metros cúbicos para 148,8 milhões de metros cúbicos/dia.

    Veja mais detalhes nos links abaixo:
    Links:
    Portaria MME nº 655/2014(pdf)
    PDE 2023(pdf)
    Plano Decenal de Expansão de Energia 2023(pdf-434 páginas)
    Ministério de Minas e Energia—Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético–Empresa de Pesquisa Energética – EPE

    1. Cenário Macroeconômico de Referência
    —–Há que se destacar, a despeito do contexto pelo qual passa a economia brasileira, que esta nos próximos dez anos terá um desempenho superior à média mundial. Esta premissa está alinhada com as perspectivas adotadas pela EPE desde o PNE 2030. Desta forma, no presente estudo trabalha-se com uma taxa média de crescimento mundial de 3,8% ao ano, enquanto o Brasil se expande a uma taxa média de 4,3% ao ano, conforme será analisado nas próximas seções.—–

    2. Premissas Demográficas
    Assim como a análise econômica possui um importante impacto sobre as questões energéticas, a evolução demográfica é um fator primordial para indicar as possíveis trajetórias do consumo energético. Desta forma, esta seção visa explicitar o cenário considerado para a evolução da população brasileira no período que se estende até 2023.
    O último censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2010 revelou importantes resultados para a trajetória de crescimento da população brasileira. Com uma taxa de crescimento próxima a 1%, observa-se um rápido processo de envelhecimento da população, com alterações na pirâmide etária do país em virtude da menor taxa de fecundidade e maior expectativa de vida do brasileiro.
    Para o horizonte projetado, espera-se continuidade da redução das taxas de crescimento, que em média será de 0,7% ao ano. Com isso, o país passará a ter 216 milhões de habitantes em 2023, com um acréscimo, no período, de aproximadamente 13 milhões de pessoas.
    Com relação ao perfil regional da população brasileira, pode ser observado pela Tabela 7 que o maior crescimento ocorre nas regiões Norte (1,2%) e Centro-Oeste (1,3%), com variações acima da média nacional (0,7%). Esse crescimento, contudo, não é capaz de induzir a uma mudança significativa na estrutura da população, que continua fortemente concentrada nas regiões Sudeste (41,7%) eNordeste (27,3%).

    Setor residencial
    No setor residencial brasileiro, destacam-se os consumos de eletricidade, do gás liquefeito de petróleo(GLP) e da lenha, sendo os dois últimos destinados principalmente aos serviços de cocção de alimentos e aquecimento de água para banho.
    A evolução do consumo residencial de energia resulta, basicamente, da combinação dos seguintes efeitos: o crescimento do número de domicílios, a evolução da posse e do uso dos equipamentos eletrodomésticos, a potência de consumo de cada equipamento e a evolução dos índices de eficiência energética dos mesmos.
    Espera-se que o número de domicílios particulares permanentes com energia elétrica passe de 63 milhões em 2013 para cerca de 75 milhões de unidades em 2023.
    Com relação à posse de eletrodomésticos 6 , apresentada na Tabela 11, considerou-se que o aumento do estoque desses equipamentos nas residências se dá em função do incremento no número de novas ligações à rede e do aumento da renda das famílias e de sua melhor distribuição.—

    ——Setor de transportes
    A expansão verificada na indústria automobilística brasileira nos últimos anos, apesar da crise observada pelo setor em mercados tradicionais, como o Europeu , demonstra a consolidação do país como importante player mundial. Ressalta-se que o Brasil figura como o 4o maior mercado em licenciamento de automóveis, atrás apenas de EUA, China e Japão (ACEA, 2012).

    Ao longo do próximo decênio, o aumento da renda das famílias, conjugado à maior competitividade no mercado interno de veículos leves, proporcionará condições de oferta favoráveis ao consumidor o que contribuirá para o crescimento sustentado das vendas e da frota. A necessidade crescente de mobilidade de pessoas e mercadorias também implicará no crescimento da frota de veículos pesados (ônibus e caminhões), resultando na evolução da frota de autoveículos que pode ser observada no Gráfico 6.

    ————————3.3 Gasolina automotiva
    Através de modelo desenvolvido pela EPE, foi obtida a projeção de demanda de gasolina automotiva para o PDE 2014-2023. Para isso, foram considerados, além do cenário econômico, diversos aspectos, dentre eles, os relacionados ao licenciamento de veículos leves, à oferta interna de etanol e à preferência do consumidor entre gasolina e etanol, no abastecimento de veículos flex fuel.
    Em 2013, o volume de veículos leves licenciados no país alcançou a cifra de 3,6 milhões de unidades.
    Estima-se que em 2023 o licenciamento atinja o valor de 5,1 milhões de veículos leves, representando um crescimento da ordem de 3,6% a.a. entre 2013 e 2023.
    Adota-se, como premissa, até o final do período, um perfil de vendas de automóveis majoritariamente a combustão interna e flex fuel. Considerando a permanência de dificuldades de viabilidade técnico-econômica e a escassez de incentivos governamentais, admite-se que os veículos híbridos (não plugin) deverão estar disponíveis no mercado brasileiro a partir de 2015, crescendo sua participação de forma progressiva, porém lenta, até atingir 4,2% dos licenciamentos em 2023, conforme a Figura 2.

    A frota nacional de veículos leves, crescendo a uma taxa de 5,4% a.a., deverá atingir, em 2023, a marca de 61 milhões de unidades, entre automóveis e comerciais leves, sendo que os veículos flex fuel a combustão interna representarão, neste mesmo ano, aproximadamente 77% desta frota, correspondendo a um total de 47 milhões de unidades, conforme o Gráfico 12.

    GASOLINA
    O parque atual de refino não tem condições de atender o mercado de gasolina projetado para o próximo decênio. A escassez de oferta de etanol carburante vivida pelo mercado, somada ao aumento da demanda de combustível pela frota crescente de veículos de Ciclo Otto, mostra seus efeitos já em 2014, através de importações da ordem de 13 mil m3/d (82 mil b/d), correspondendo a cerca de 14% da demanda nacional. Embora haja recuperação da produção de etanol em todo o período, o mercado permanece importador de gasolina até 2023. Em 2023, as importações chegam a 29 mil m3/d (182 mil b/d), o que corresponde aproximadamente a 25% da demanda interna deste derivado.

    Cabe destacar que, em suas concepções atuais, as novas refinarias a serem implantadas não estão projetadas para produzir gasolina. O incremento da oferta de gasolina apresentado é marginal e decorre, principalmente, da elevação para 96% do fator de utilização adotado para o parque atual de refino em todo o período e da implantação do PROMEGA de 2014 a 2016, além da entrada em operação de uma unidade de RC em 2022, sendo esta última contribuição menos expressiva. O incremento de produção de gasolina decorrente dessas premissas é de aproximadamente 5 mil m3/d (32 mil b/d).

    É importante ressaltar que, caso haja interesse para o País em reduzir sua dependência externa, seja por considerações econômicas, seja por questões de segurança do abastecimento, é possível produzir mais gasolina internamente e, para tanto, existem várias alternativas, de curto e longo prazos.

    Uma opção é realizar investimentos em novas unidades voltadas para a produção deste derivado, tais como reforma catalítica e alquilação, dentre outras. Os excedentes de nafta indicados anteriormentepodem ser misturados às correntes de alta octanagem oriundas desses processos para produzir gasolina, reduzindo-se, assim, a necessidade de importação.

    Eventualmente, a fim de reduzir o déficit de gasolina, pode-se também importar boosters de octanagem (componentes de alta octanagem, principalmente reformado) para serem misturados à nafta excedente, permitindo, desta forma, aumentar a oferta interna de gasolina.
    Outra alternativa para aumentar a produção de gasolina no País seria construir unidades adicionais de FCC nas novas refinarias, o que acarretaria uma redução na produção de derivados médios (QAV e óleo diesel). Considerando-se, porém, que, no cenário de preços internacionais definido neste PDE, os produtos médios são mais valorizados no longo prazo do que os leves, devido à expectativa de que a demanda mundial de gasolina cresça menos que a de médios, essa não deverá ser a melhor opção, do ponto de vista estritamente econômico. Em termos comerciais, para o País, será mais conveniente exportar derivados médios de boa qualidade e importar gasolina.

    Do ponto de vista do suprimento internacional, também não se espera maiores dificuldades na adoção desta opção, uma vez que o cenário de oferta mundial de gasolina tende a ser favorável (a Europa é estruturalmente exportadora e há expectativas de moderação, ou mesmo redução, da demanda de gasolina nos EUA – tradicional destino para o excedente europeu). Finalmente, com relação à logística necessária para movimentar as exportações de médios e as importações de gasolina previstas, também não são esperados entraves, conforme será visto adiante.

    Cumpre observar que, desde 2014, o limite máximo de teor de enxofre da gasolina comercializada no Brasil foi reduzido para 50 ppm, demandando um esforço maior do parque atual em hidrotratamento do produto, o que já está contemplado nos investimentos considerados neste estudo.

    ÓLEO DIESEL
    Em 2014, o óleo diesel, que corresponde ao derivado de maior mercado no Brasil, apresenta também o maior volume de importação. Sua produção nacional começa a aumentar significativamente a partir de 2015, com a conclusão da RNEST, mas o mercado nacional permanece deficitário neste derivado até 2018, mesmo após o 1o trem do COMPERJ atingir sua plena carga.
    Com a entrada em operação do 1o trem da refinaria Premium I em 2018 e da refinaria Premium II em 2019, o País passa a ser superavitário, permanecendo exportador deste produto até o final do decênio. O pico de exportação líquida é alcançado em 2020, sendo na ordem de 25 mil m3/d (157 mil b/d).

    Conforme já detalhado nas premissas adotadas para este estudo, o teor de enxofre no óleo diesel será reduzido gradativamente. Em vista disso, até meados do período, haverá necessidade de importações de óleo diesel S10 e S500, que diminuem gradativamente com a entrada em operação das unidades de HDT de instáveis no parque atual e das novas refinarias, até que o País deixe praticamente de importar estes derivados a partir de 2019. Note-se que a maior parte do saldo exportador de óleo diesel, que ocorrerá entre 2019 e 2023, será do tipo S10, de maior valor agregado e de fácil colocação no mercado internacional.

    2.6.3 Balanço nacional de petróleo
    As necessidades de processamento, conforme mostra a Tabela 131, determinam a destinação para os petróleos nacionais e importados no período considerado.

    O país será exportador líquido de petróleo durante todo o período, chegando a atingir, em 2023, um volume líquido exportado de cerca de 300 mil m3/d (1,9 milhões b/d), principalmente de petróleos do tipo mediano, que, conforme se prevê, serão encontrados nos campos da região do Pré-sal. Tal fato se deve, em parte, à adequação do parque refinador nacional a petróleos mais pesados, de menor valor para exportação, o que permitirá otimizar os resultados da balança comercial, com a exportação de crus de maior valor de mercado.
    Há previsão de importação de petróleo Árabe Leve em todo o horizonte do estudo, destinado principalmente à produção de óleo básicos lubrificantes na REDUC. As importações de outro petróleo do tipo leve, essencialmente para suplementação e ajuste do elenco de petróleos, ocorrem também em todo o período, porém em volumes bastante reduzidos.
    Neste quadro francamente exportador de petróleo, devem ser estudadas as possibilidades de se vincular o processamento de refinarias no exterior ao petróleo brasileiro, basicamente por meio de parcerias e contratos de longo prazo, estratégia que deverá ser compatibilizada com a implantação das novas refinarias no Brasil.

    2.7 Refino – considerações finais
    O país deverá continuar como importador líquido de quase todos os principais derivados até o ano de 2018, com destaque para os grandes volumes importados de nafta, gasolina e óleo diesel. A grande exceção é o óleo combustível, que permanece com excedentes até 2021, sendo que, em 2022 e 2023,
    os volumes produzidos são ainda suficientes para atender a todo o mercado opcional de bunker para navios estrangeiros. A importação de gasolina ocorre em todo o período, em face do crescimento da demanda e da ausência de investimentos expressivos para aumento da produção desse derivado, já que as novas refinarias planejadas não foram projetadas para produzir gasolina. A situação do GLP, da nafta para petroquímica, do QAV e, sobretudo, do óleo diesel, será revertida em 2019, com a plena operação do 1o trem da refinaria Premium I e a entrada em operação da refinaria Premium II. Quanto ao coque, seu déficit persistirá até o final do período.
    Com a entrada do 1o trem da refinaria Premium I e da refinaria Premium II, o País passará a ser, a partir de 2019, exportador líquido de derivados. Nas condições da simulação, em que não se supôs quaisquer limitações para as exportações brutas brasileiras, estas chegam a atingir, em 2020, o pico de cerca de 43 mil m3/d (aproximadamente 270 mil b/d), com ênfase no óleo diesel S10.————————–

    URL:

    http://epe.gov.br/Estudos/Paginas/Plano%20Decenal%20de%20Energia%20%E2%80%93%20PDE/MMEaprovaPDE2023.aspx

     

  14. Cesário

    31 de dezembro de 2014 3:22 am

    A elite financeira

    A maior demonstração de que o PT se acomodou e não moldou a sociedade brasileira está na atuação livre dos bencos privados no Brasil. Nem as filas se conseguiu diminuir, quanto mais os juros!

  15. Assis Ribeiro

    31 de dezembro de 2014 8:50 am

    Sérgio

    Maravilha de texto.

    Ótimo para reflexões de fim de ano.

  16. drigoeira

    31 de dezembro de 2014 10:17 am

    Tem jeito sim…

    Mas não vai ser o PT que vai transformar o Brasil numa Venezuela.

    Quem deve mudar o Brasil é o povo brasileiro. Mas este povo está sem pessoas de coragem no momento.

  17. Flavio Patricio Doro

    31 de dezembro de 2014 10:52 am

    Socialismo ou desenvolvimentismo

    Vou ater-me aqui aos aspectos ideológicos, deixando de lado o fenômeno da adesão do PT à práxis dos demais partidos, responsável por parte significativa do desencanto da antiga militância.

    Que é o PT? Qual a sua cara, qual a sua identidade? Vendo de fora, parece-me que o PT vem fazendo uma transição. Se algum dia representou o projeto socialista, hoje não mais. Boa parte, a começar pela presidente, é hoje desenvolvimentista. O que lhe restou do socialismo é a luta obstinada pela redução das desigualdades. Mas a construção de uma nova ordem social não está no horizonte.

    Até que ponto isso é uma postura tática (realpolitik), efetiva mudança de convicções, ou adesão ao establishment, não tenho a menor condição de afirmar. Outros certamente estão em melhores condições de responder. Mas é certo que não existiam em 2003, como não existem até hoje, condições políticas para colocar em marcha um projeto socialista por aqui, de forma ordenada e segundo as regras vigentes. Seria necessário algum tipo de ruptura, de elevado custo e imprevisíveis consequências. Há quem seja a favor, como é o autor do post e como são diversos comentaristas. Sou contra. Mas essa é outra discussão.

    De resto, gostei muito da análise do JB Costa, no estilo e no conteúdo.

    1. FABIO PLACIDO

      31 de dezembro de 2014 11:59 am

      Jogo de xadrez

      Excelente análise do Flávio. Fala como um enxadrista, com visão ampla do jogo.
      Pra fazer o que muitos desejam, sem rupturas e consequências inimagináveis, parece ser impossível.

      Se a Presidenta fosse gaucha como Brizola ou Getúlio… Mas como mineira, vai comendo pelas beiradas, sem correr maiores riscos e aguardando o momento do xeque (reforma midiática e reforma política). Vale lembrar que, o que foi conquistado até hoje, com o peso do grande capital (grupos de mídias principalmente) contra, deve ser considerado.

      Quanto ao PT, talvez, arrancando o projeto das mãos de GM, que veda o financiamento de campanha por empresas, haveremos de ter um partido mais perto do povo. Quiçá ?

  18. Daytona

    31 de dezembro de 2014 2:21 pm

    O gargalo é o Judiciário, um

    O gargalo é o Judiciário, um Poder Moderador conservador, autoritário e corrupto, é a projeção institucional da elite vagabunda e suja do Brasil. Lula, em seu primeiro governo, tentou reformar o Judiciário, tentou também criar uma Polícia Federal republciana. Falhou em ambos, mas de quem é a culpa?A oposição da elite brasileira, corrupta e vagabunda, foi feroz, teria o poresidente conseguido alguma coisa com o apoio do “povo”?

    Duvido muito, o povo brasileiro, de forma incompreensível, possui grande cumplicidade com esse regime opressor que o exclui, vide a bancada conservadora eleita nas últimas eleições.

    Outro problema é que grande parte do PT, principalmente sua elite dirigente, já não deixa nada a dever ao PMDB. São um bando de oportunistas desavergonhados.

    A presidente Dilma pratica uma Realpolitk extremada, sem ilusões, foi torturada quando tentou ser o povo reformador, sua práxis política amadureceu no pau-de-arara. O povo não é confiável.

  19. m.cubiak

    31 de dezembro de 2014 3:12 pm

    Sem querer desconsiderar os

    Sem querer desconsiderar os avanços obtidos durante o período, o Lulismo foi a nossa queda do Muro de Berlim ideológico. 

  20. rdmaestri

    31 de dezembro de 2014 3:48 pm

    O PT não era um partido, era uma frente.

    O PT do passado nunca foi um partido com um discurso único, era uma frente de diversas tendências sendo que as mais a esquerda ou saíram do Partido e optaram pela oposição, ou morreram por falta de votos ou simplesmente foram alijadas do poder pela Ação 470.

    Durante todos os inícios de governos do PT nos municípios, nos estados e na federação as tendências de esquerda simplesmnte não aceitaram o que se chama “centralismo democrático” e quando viam que eram minoritários preferiam sair do partido do que se sujeitar a maioria.

    Logo, a Frente Democrática acabou e talvez nos dias atuais que o PT se transformou num partido.

  21. altamiro souza

    31 de dezembro de 2014 10:48 pm

    alguns dizem que se o pt

    alguns dizem que se o pt radicalizasse já

    não estaria no poder.

    é a luta pela hegemonia.

    economica, política, cultural.

    é claro que o pt teve falhas.

    seria burrice não admiti-lo.

    mas o que ninguém lembra é a que a força e a

    violencia da direita brasileira são historicamente conhecidas.

    então o pt realizou o que muitos já falam –

    um verdadeiro milagre em permanecer no poder

    por tanto tempo.

    a vantagem do pt é que, apesar da hegemonia

    conservadora capital-grande mídia, ainda mantém

    uma certa força nos movimentos social e sindicalm

    parte produtiva importante do país…

    sim, poderia radicalizar, mas as consequencias seriam imprevisíveis.  

    além deste post gostei da análise do costa.

     

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