A China anunciou uma série de medidas de retaliação contra os Estados Unidos, em resposta às novas restrições comerciais e tecnológicas impostas pelo governo de Donald Trump a empresas e produtos chineses.
Entre as ações divulgadas pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) estão o endurecimento dos controles de exportação sobre drones, componentes e tecnologias de uso dual destinados ao mercado americano, a inclusão de seis empresas e organizações dos Estados Unidos em uma lista de contramedidas e a abertura da primeira investigação chinesa de segurança nacional no setor de comércio exterior, voltada a equipamentos de impressão e cópia que utilizam softwares estrangeiros.
Segundo Pequim, as medidas respondem à ampliação das sanções e restrições adotadas por Washington, que, nas últimas semanas, passou a atingir setores como inteligência artificial, robótica, equipamentos industriais, fibras ópticas e empresas ligadas às cadeias produtivas de algodão e outros insumos.
As seis entidades incluídas na lista chinesa são acusadas pelo governo de apoiar ou colaborar com as sanções americanas relacionadas à região de Xinjiang. Com isso, organizações e cidadãos chineses ficam proibidos de realizar transações ou qualquer forma de cooperação com essas instituições.
Também foi incluída na lista de contramedidas a empresa americana Compliance Testing LLC, acusada por Pequim de colaborar com decisões da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos que, segundo o governo chinês, prejudicam empresas do país.
Escalada da disputa comercial
As medidas chinesas ocorrem poucos dias depois de Washington ampliar sua ofensiva econômica contra Pequim. O governo Trump incluiu 43 empresas chinesas na lista de entidades sujeitas às restrições previstas pela Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), além de avançar em novas limitações sobre produtos ligados à inteligência artificial, robótica, data centers e equipamentos de telecomunicações.
Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês afirmou que os Estados Unidos vêm utilizando argumentos relacionados à segurança nacional e ao trabalho forçado como instrumento para restringir o desenvolvimento industrial e tecnológico da China.
O governo também acusou Washington de violar normas do comércio internacional e declarou que suas respostas são direcionadas apenas às medidas consideradas prejudiciais aos interesses chineses.
Segundo o ministério, caso os Estados Unidos adotem novas restrições contra empresas chinesas, Pequim responderá com novas contramedidas.
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