Cuidados com as informações sobre a decisão dos Estados Unidos e da Austrália de fecharem seus consulados nas eleições. Pode ser uma etapa da chamada guerra híbrida.
A guerra híbrida propriamente dita combina operações informacionais com outros instrumentos de pressão política, econômica ou militar. O referencial máximo é a Cambridge Analytica, empresa britânica que ganhou notoriedade por usar dados pessoais, redes sociais e técnicas de persuasão psicológica para campanhas políticas.
A pioneira foi a SCL Group, de Nigel Oakes, empresário britânico ligado à publicidade e à comunicação. Criou o Behavioural Dynamics Institute em 1990, Seu objetivo era estudar o comportamento coletivo e desenvolver técnicas para influencias decisões de grupos sociais.
Por exemplo, em 2010, em Trinidad e Tobago, a empresa utilizou grafites, cartazes e vídeos musicais para estimular a abstenção, apresentando o afastamento das urnas como uma atitude de rebeldia. A abstenção dos jovens favorecia o partido que havia contratado a empresa.
Agora, há a possibilidade de estar em curso manobra semelhante visando desestimular o voto por parte do eleitorado de Lula.
O jogo começa com a criação de uma sensação de insegurança nas eleições.
Há três mensagens circulando simultaneamente:
“Os EUA estão interferindo na eleição brasileira.”
“Há risco de violência nas eleições.”
“Os EUA e a Austrália fecharam sua embaixada e todos os consulados por razões de segurança.”
E há uma coincidência temporal especialmente relevante.
Em aproximadamente oito dias, tivemos:
24/9: parlamentares americanos acusam a própria administração Trump de interferência. The Guardian
30/9: Reuters revela que a Abin relatou interferência americana a franceses e alemães. Reuters
30/9: Guardian revela o programa americano de US$ 1 milhão voltado a grupos contrários à atuação do STF. The Guardian
1/10: governo brasileiro reage às revelações e pede investigação. The Guardian
1/10 à noite: EUA anunciam suspensão dos serviços consulares. Agenda Capital
2/10: Austrália fecha sua embaixada e reproduz o alerta americano. Smartraveller
2/10: aparece a informação jornalística de que o FBI estaria monitorando ameaças e compartilhando inteligência com quatro países. Band
4/10: eleição.
Uma hipótese a ser analisada é que essa sucessão de fatos visa reduzir a participação dos eleitores. E de que segmento? Aqueles que temem a influência norte-americana. Ou seja: os eleitores de Lula.
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Naldo
2 de outubro de 2026 12:57 pmO eleitor nunca tem paz para votar, é facada, é avião que cai, é bolinha de papel…..e por que tem que ser só um dia? Por que não pode ser durante uma semana como em alguns países? E por não permitem o voto a distância se já tem a tecnologia?
Flavio
3 de outubro de 2026 6:22 amGerar pânico na população com tática de guerra híbrida, principalmente em relação aos eleitores de Lula que são mais conscientes da importância de seu voto, pode provocar efeito contrário, ou seja, o tiro sair pela culatra. Brasil não é a Venezuela e o estadista Lula, um líder mundial, não é o fragilizado Maduro.
O Brasil dos últimos anos cresceu muito no cenário mundial, e subestimar o seu povo é apostar no alvo e se surpreender com a trajetória da bala. Aqui ninguém tem medo de Trump e a sua turma.