Durante algum tempo, o ministro Luiz Edson Fachin foi uma caixa de surpresas. Depois, tornou-se previsível.
Antes de ser efetivamente indicado ao Supremo Tribunal Federal, Fachin esteve por seis vezes na condição de “quase indicado”. Seu nome circulava havia anos entre os cotados para uma vaga na Corte.
Nessa caminhada, transitou entre campos opostos. Em um evento na PUC-SP em defesa do mandato de Dilma Rousseff, surpreendeu ao insistir com os organizadores para que lhe permitissem discursar no palco.
Na outra ponta, construiu sua campanha pela indicação visitando parlamentares em seus estados, conduzido pelos irmãos da JBS. Era uma aliança curiosa, já que, até então, Fachin se destacara pela defesa de lideranças camponesas.
A caixa de surpresas continuou aberta logo após sua posse. Procurado por uma advogada conterrânea a respeito de um habeas corpus em favor de uma liderança camponesa ameaçada de morte no Centro-Oeste, recusou-se a prestar qualquer apoio.
Nos anos seguintes, acompanharia os votos mais implacáveis da Lava Jato, respondendo ao apito de cachorro da mídia. No julgamento que admitiu a prisão após condenação em segunda instância — e abriu caminho para retirar Lula das eleições de 2018 —, Fachin foi apontado como ghostwriter do voto de Rosa Weber, decisivo para formar a maioria.
O único momento de abrandamento ocorreu quando autorizou a libertação de Rodrigo Rocha Loures, então assessor de Michel Temer. Loures havia sido filmado pela Polícia Federal, em 28 de abril de 2017, recebendo de Ricardo Saud, da JBS, uma mala com R$ 500 mil durante uma ação controlada. É filho de um ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná.
Curiosamente, algum tempo depois, um episódio estritamente semelhante — Joesley Batista combinando uma quantia com Aécio Neves, supostamente para sua defesa perante a Lava Jato — resultou na prisão de Andréa Neves e no afastamento de Aécio do Senado.
Quando a atoarda da Lava Jato cessou, Fachin tornou-se autor da decisão que mais contribuiu para seu desmonte jurídico: a anulação das condenações de Lula, que devolveu ao petista a elegibilidade para disputar as eleições de 2022.
Críticos de sua atuação descrevem uma personalidade avessa a riscos, extremamente zelosa da própria segurança pessoal e profissional e disposta a agir apenas quando pressionada — como parece ter ocorrido agora.
Seus próximos movimentos dependerão, em boa medida, do comportamento da mídia. Se ela continuar dando sustentação aos abusos de André Mendonça, Fachin tenderá a ceder. Se pressionar por um realinhamento no Caso Master, ele poderá acompanhar essa direção.
Mas, na primeira oportunidade — especialmente quando começar a arder a fogueira do Dark Horse —, não há dúvida de que Fachin postergará, tanto quanto possível, qualquer decisão destinada a esclarecer a trama.
Se os fatos me desmentirem, agradecerei. E direi que Deus ainda é brasileiro.
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Rui Ribeiro
10 de setembro de 2026 8:43 amO Fraquin não tem princípios. Ele apenas quer surfar a crista da onda e comer o filé.
Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de setembro de 2026 9:32 amFachin é cauteloso.
Cautela quando se trata de disstribuir justiça é algo importante.
O excesso de cautela do juiz, entretanto, tende a causar injustiça ou a cristalizar situações injustas que poderiam ter sido dissolvidas com decisões firmes como aquela que foi proferida por Flávio Dino.
E para piorar existe o contexto. A Folha, por exemplo, equipara as decisões de André Mendonça e de Flávio Dino sem nem mesmo levar em conta que não cabe a partido político pedir cautelar de afastamento contra autoridade da PF em processo que ela não era a pessoa investigada.
Não será possível Fachin contentar os jornalistas.
O dever impõe ser o guardião da constituição e do devido processo legal que André Mendonça jogou no Lago Paranoá e que a Folha afogou no Rio tietê desde a Lava Jato.
Se o presidente do STF honrar a Constituição Federal isso será bom, mas ele será atacado pela imprensa. Se não honrar a Constituição ou demorar para decidir, Fachin aumentará um vazio de legalidade que será explorado pela extrena direita e pelo próprio André Mendonça. Talvez ele seja o homem errado no lugar errado no momento errado. O último que for embora não apagará a luz do Tribunal e sim da democracia brasileira.
Rui Ribeiro
10 de setembro de 2026 10:13 amFachin vai ficar do lado da Lava Bosta, digo, Lava Jato.
fabricio coyote
10 de setembro de 2026 10:37 amfoi-se (lê-se foice) o sistema de justiça. somente a suposta esquerda acha que salvará algo dessa barafunda inconstitucional. uma vergonha para toda a tradição jurídica pátria e mundial. como confiar no stf e no stj agora? se o povo não pode confiar no stf e no stj, imaginem os tribunais brasil afora. apoiar os arbítrios de kojac foi um erro. não perceber as manobras de toffoli, outro erro crasso. agora podemos tirar as devidas conclusões: os únicos juízes que se alinham aos seus padrinhos são kojac, mendonça, kassio, mendes e Dino, esse último juiz de verdade. e pensar que mendONÇA veio da agu e kojac do ministério público.
Jose
10 de setembro de 2026 11:14 am99,99999% dos envolvidos no caso Master são bolsonaristas e Mendonça eh suspeito e não pode atuar nesse caso pq ele usa a justiça pra inocular ódio contra Lula, sobisso
Quem vota nos Bozzo o faz por professar algum ódio,,,,quem vota em Lula eh por gratidão por boas obras realizadas. Simples assim
Joao
10 de setembro de 2026 12:04 pmFraquin, covarde ou cumplice ao não retirar das patas criminosas do andré TERNINHOS mendonça as relatórias do INSS e Bolsomaster
Naldo
10 de setembro de 2026 1:48 pmAlguém lembra do Taborda? Perna de pau que o Corinthians comprou no começo dos anos 80? Pois é, o fachin é pior…
Roberto
10 de setembro de 2026 2:18 pmFachin é fraco e tem muito medo da mídia. Talvez exista algum dossiê circulando em BSB sobre ele e famlia. Até o dia 15, quem sabe, altere a data da reunião no plenário. Insisto, seu lema é um boi pra não entrar na briga e uma boiada pra continuar fora.
Sergio Medeiros R
10 de setembro de 2026 3:00 pmAndré Mendonça, um homem ungido por Bolsonaro, somente isso…ou um juiz suspeito?*
André Mendonça, um ungido de Jair Bolsonaro.
Dizem que André Mendonça seria um ungido.
Para que não haja dúvidas, inicialmente teço algumas considerações, uma vez que não vejo nenhum elogio nessa afirmação.
É que, quem o ungiu foi Jair Bolsonaro, e, disso, entendo, não há nada do que se vangloriar, até porque ninguém mais longe de Deus do que o referido ex-presidente, um notório defensor da tortura e dos torturadores.
Mas, apesar disso, seria Mendonça, não apenas um ungido de Bolsonaro, mas um ungido de Deus??? Alguém escolhido para professar e pregar a palavra de Deus e ser um de seus emissários.
Vamos por partes.
Inicialmente, Bolsonaro e Mendonça, criador e criatura, muito longe de Deus, em seus valores e em sua origem..
Lembrem-se, na data da indicação, além de todas as torpezas proclamadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em suas falas, cheias de racismo, misoginia, homofobia e tantas outras desumanidades, alguém que, em plena pandemia havia zombado de uma pessoa agonizando com falta de ar, ou proferido a frase: “eu não sou coveiro”, num total desprezo pelas pessoas, pessoas doentes e sofrendo.
Então, nada mais longe de Deus.
Sim, neste contexto, André Mendonça, extremamente agradecido, sabia muito bem quem o estava indicando, e, ainda sabe. Até mesmo quem é seu filho e herdeiro político Flávio Bolsonaro e suas circunstâncias, desde as rachadinhas às ligações com as milícias do RJ, os negócios com dinheiro vivo, milhões, e, por fim, a relação com Vorcaro, também de mais dezenas de milhões.
Assim, de plano verificamos que a verdade sobre a possível essência divina, não se faz presente e não está muito longe de ser conhecida, bastaria um pouco de boa vontade para ver que a verdade foi escrita em vários atos, alguns brutais, como os ilícitos que nortearam a trama golpista, uma trama que envolvia a retirada à força de um governo eleito, o fim da democracia, a destruição do Estado, a corrupção desenfreada, os roubos e até mesmo assassinatos para que se pudesse alcançar a tomada, à força, do poder.
André Mendonça, todos sabem, foi contemporâneo a estes acontecimentos, e, sem reparos, cuidou de estar lado a lado com seu criador, Jair Bolsonaro, em todos estes atos, em todas estas infâmias,e, nunca disse uma palavra de repreensão, repita-se, nunca disse nada.
Pergunta-se se cabe a algum ungido de Deus, tal atitude, de omissão, de tácita concordância.
Concluo.
Desenganadoramente, André Mendonça é um ungido, mas somente de Jair Bolsonaro e de seu grupo político e familiar.
O outro ainda está para nascer, mas, até agora, nada de sinais, sempre a mesma subserviência.
Passemos a segunda parte.
Nesta mesma seara, entendo, André Mendonça,poderia, como qualquer ser humano em seu livre arbítrio, poderia se rebelar contra as forças repressoras que o escolheram e, liberto das amarras, se revelar como um Juiz, ao menos um pouco mais próximo a Deus e de sua solidariedade, seu amor, a todos.
Andre´Mendonça???… Poderias fazer isso? Eu mesmo respondo. Poderia.
Mas, premissa inafastável, tal destino não se faz possível se continuares a comungar o ideário do bolsonarismo primário, definitivamente não.
Ocorre que, André Mendonça, uma vez no cargo, continuou sempre a defender de alguma forma seu criador terreno (com letra minúscula),
Explico.
Pois bem.
A principal tarefa que, como juiz, lhe foi destinada, foi com certeza o caso MASTER, e, nesta tarefa, lhe caberia escrutinar os atos e fatos que envolvem tal roubo, com toda a destruição, toda a corrupção e degradação extremas, e colocá-las à luz.
Entretanto, agora, depois de passados meses e meses, desde que foi alçado a Relatoria do caso, nada foi produzido em relação à gênese central dos crimes, nada avançou, nada se descobriu, nada se faz CLARO.
E, luz sobre os fatos é algo essencial à Verdade, seja de Deus, seja dos homens.
Mas, nada acontece.
E pior, quando vemos a figura do filho de seu, em certa medida, criador, Flávio Bolsonaro, aí mesmo é que nada acontece, mesmo estando este diretamente envolvido com Vorcaro, e seus milhões, … mas, sim… nada acontece.
Então, a qual Deus, perguntamos todos, o Ministro André Mendonça dirige sua obediência, para poder se dizer ungido???
Ao Deus, que está descrito na Bíblia, um Deus de amor… de compreensão, de cuidado e, claro, também de justiça?.
Ou ao seu demiurgo Jair Messias, um mito do pior marketing, desprovido dos bons atributos e com uma trajetória envolta em crimes, desmandos, intrigas, desvios, ilegalidades diversas, já reconhecidas e julgadas, as quais o remeteram a prisão… prisão dos homens sim, mas por delitos… que envergonham a humanidade e que foram escrutinados em toda a sua extensão.
Pois bem, diante do exposto, em tese, registro que a resposta acima pode ser desenganadoramente simples, pois seus atos ainda se revestem do claro vínculo ao grupo que o alçou ao cargo.
…
Mas, em se tratando de Deus… milagres podem acontecer… e todas as investigações podem vir a lume… sem sigilos… sem monstruosos segredos…
…
E, desta vez, sem tomar seu santo nome em vão… possas dizer… Conheceis a Verdade e ela vos libertará…
É possível, basta um gesto, tente…
…
Libere o sigilo dos processos… não tenha medo dos homens, tenha temor a Deus e possa então, professá-lo.
*Octávio Guedes em um insuspeito freio de arrumação, pergunta e coloca a situação em pratos limpos, e diz… afinal, o caso é o seguinte, André Mendonça é um juiz suspeito???. Este é o caso a ser solvido.
ed.
10 de setembro de 2026 8:32 pmO “cauteloso” Frachin (uhu, é nosso”!), como relator da lava-jato, tem como legado a relevante contribuição para extinguir empresas estratégicas para o país, extinguir milhares de empregos, atacar pessoas inocentes e importantes, descredibilizar a política, interferir nas eleições, viabilizar o impeachment de uma presidente honesta e eleger um nefasto bozo.
Agora como presidente volta ao palco para, no mínimo, permitir a interferiência nas eleições, importantíssimas para definir se o país e sua sociedade avança ou retrocede mais ainda.
Em sua “decisão”, manteve o foco em Moraes e aliviou para Mendonça, enrolando a escancarada interferência eleitoral para o fim do primeiro turno.
A míRdia corporativa e seu(ua)s futricalistas, digo jornalistas, são militantes de um lado só, que deturpam as prioridades do país, colocando apenas as de seus 60 BILHÕES!), mas transforma os de alguma forma relacionados pelo governo em destaque permanente, inclusive publicizando lençóis infantis, fotos de condomínios e que tais.
No momento, colocaram em foco escandaloso o sistema de Justiça, a saber: PF, PGR e STF, nominadamente o diretor geral Andrei Rodrigues, Paulo Gonet, e Alexandre de Moraes.
Pra não estender muito (detalhes em outra postagem):
Se Alexandre de Moraes tiver algo mais que as impropriedades publicizadas ilegalmente por Mendonça, os efeitos, quaisquer que sejam, se resumem eminentemente a ele próprio.
Já Mendonça afeta o esclarecimento e punição de 2 casos bilionários com dezenas de bandidos alguns com muito poder, como empresários, deputados, senadores e governadores, prejudicando investidores, aposentados e enfim dinheiro público. Os valores envolvidos são maiores do que o orçamento de alguns ministérios. Além disso, por mero posicionamento pessoal, está incendiando instituições (STF, PGR, PF…) e interferindo decisivamente nas ELEIÇÕES. Resumindo:
O eventual comportamento apurado de Alexandre de Moraes afeta basicamente ELE PRÓPRIO.
Já o comportamento de Mendonça traz o risco de tudo virar pizza pela pública incompetência e má-fé dele, que AFETA O BRASIL!
Tirar uma relatoria das Fake News de Moraes e votar apuração das mensagens de Moraes, tudo bem, mas é muito menos relevante do que TIRAR A RELATORIA DE MENDONÇA!
É isso que tem que ser primariamente discutido!
E aí Fachin? E aí Mendonça? E aí, plenário? E aí MiRdia?
GalileoGalilei
9 de outubro de 2026 11:22 pmSe cada quinze eleitores do Lula conseguirem convencer apenas um ausente no primeiro turno, indeciso ou bolsonarista, nós viramos o jogo.