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A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro

Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada - assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes - por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City,  quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que o futebol é a maior paixão popular, o evento que mais vende produtos, mais galvaniza a atenção, não se consiga desenvolver uma economia esportiva moderna.

Completado o raciocínio, o distinto público da CBN entenderia os motivos do Brasil ser um mero exportador de jogadores, os clubes brasileiros serem arremedos de clube social, o fato de grandes investidores jamais terem ousado investir no evento esportivo de maior penetração no mundo, de jamais termos desenvolvidos técnicas em campo à altura do talento dos jogadores brasileiros.

A partir dai, ficaria claro as razões do subdesenvolvimento brasileiro e, forçando um pouco a barra, até a derrota de 7 x 1 para a Alemanha.

 

 

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110 comentários

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Djair Alencar nascimento

Globo vende mentiras no

Globo vende mentiras no futebol, engrandece o fraco futebol Brasileiro , o governo desgoverna o pais os politicos so enchergam a si próprio o pais vai mau no tudo ou quase tudo, o pior que o povo aceita ou é omisso.

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luz carlos

E a globo afundou o futebol Brasileiro

Deve-se exclusivamente a Globo e a CBF, a humilhação dos 7 x 1. Nada masi a comentar.

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Globo e a ESPN

A copa das copas é da Globo.

E a ESPN é da Disney?

Não conseguimos entender a ESPN trasmitindo os jogos.

Grato

José Carlos

 

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Mar da Silva

Isso seria demais para os

Isso seria demais para os ouvintes da CBN. k k k k k k

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Análise lúcida e que vai

Análise lúcida e que vai fundo nos reais problemas do futebol brasileiro. Há tempos perdi muito do encanto com a minha seleção em razão de ser composta na grande maioria por jogadores nativos servindo a clubes no exterior. E o pior dessa última, até humilhante, é que muitos até são meros RESERVAS de seus respectivos times.

A Globo foi criada e cevada por ditaduras. Houvesse um mandatário realmente corajoso reformaria a legislação no que trata a concentração de mídias. Infelizmente o PT não teve, e talvez não terá, peito para isso.

Parabéns, Nassif, por essa "dissecação" perfeita do "cadáver" já putrefado.

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aliancaliberal

A culpa e da direita.

A culpa e da direita.

"Eles" conseguiram... e agora?por Rui Costa Pimenta

A derrota esmagadora da seleção brasileira aconteceu muito antes deste fatídico 8 de julho no Mineirão.

Foi preparada pela direita nacional organizada pelo imperialismo, pelos monopólios capitalistas do esporte, pela imprensa “nacional” (vendida para o capital estrangeiro) e, inclusive pela esquerda pequeno-burguesa que trabalha a serviço da direita como o Psol, o PSTU e outros grupos menores do mesmo quilate.

Acuaram os brasileiros para não torcer pelo Brasil, buscaram de todos os meios desestabilizar o time brasileiro.

A seleção foi derrotada pela política, mais precisamente pela pressão política.

Os jogadores brasileiros, todos muito jovens, provavelmente a seleção mais jovem que o Brasil já teve fez o que pode, não pode ser culpada de nada. Foi perseguida pela imprensa, caçada em campo, teve que lutar contra os juízes e todas as tramoias obscuras e não conseguiu. Tiraram da Copa o seu melhor jogador com o apoio cínico da imprensa. Desarticularam o time e a seleção verde amarela lutou como pode até o gol de honra contra a Alemanha no final do jogo. São o retrato do povo brasileiro e da classe trabalhadora da qual vieram: são grandes jogadores, lutaram muito contra tudo e contra todos e foram esmagados e humilhados.

O povo brasileiro que torceu pela seleção brasileira com todo o coração está sofrendo desta mesma humilhação.

Há os chacais, como a direita, que querem agora tirar proveito desta humilhação e desmoralização. Há os pequeno-burgueses de esquerda e de direita que vão festejar a tristeza do povo e a sua humilhação. É o seu ofício, por isso, merecem o justo desprezo do povo. O ódio é reservado à burguesia.

As apostas foram feitas. O jogo bruto de sempre, dentro e fora do campo, atropelou o Brasil, seu futebol e seu povo. Os que esperam ganhar têm que aguardar a reação real do povo a toda a operação política que conduziu o Brasil e seu futebol a um desastre ainda maior do que o de 1950 no Maracanã.

Aos jogadores e ao povo, nossa saudação.

http://www.pco.org.br/nacional/eles-conseguiram-e-agora/aspa,a.html

 

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altamiro souza

excelente comentário, mas

excelente comentário, mas essas mudanças já deveriam ter sido iniciadas pelo menos desde os tempos do joão havelange, que acabou se baseando nos esquemas da cbf para incrementar na fifa uma visão superconsrvadora e meio mafiosa do futebol, juntamente com ricardo teixeira, genro dele, o que já denota aí a excxrescência que é essa cúpula diretiva desse esporte....

sobre o esquema da globo, é sempre a mesma coisa, o oba-oba, a monopolização do simbólico em benefício próprio sem gastar nada, ao contrário,  só pra faturar cada vez mais.

quando a seleção perde, volta o viraltismo repugnante, como se a nação tb perdesse...

ora. é apenas um jogo e todo jogo é jogado, como diria o carne-frita no jogo de sinuca.

perder de um ou de sete, tanto faz já que o resultado - a desclassificação - é o mesmo...portanto, a questão toda é de intensidade - e aí a velha mídia deita e rola a manipula as paixões naturais e muitas vezes primitivas de muitos que misturam tudo pra confundir os sentimentos das pessoas.

desses meios surgem os eternos donos da verdade - os que nelson rodrigues chamaria de idiotas da objetividade... mascaram os erros para heroicizar alguns para depois emasculálos covardemente, puxam o saco dos jogadores para submetê-los a todos os seus desejos de dominação de um esporte que deveria ser curtido por toda a população sem essa interferência grotesca e expropriatória de nossos símbolos pela globo....

aliás.a globo é uma das organizações que carrega entulhos autoritários bastatne antigos além das cicatrizes da torturante ditadura, esse entulho conservador e mafioso das cúpulas diretivas do futebol - o que esse marin tem a ver com futebol é o que gostaria de saber, pois o que se sabe dele objetivamente é que participou ativamente da ditadura civil-militar de 64.

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Flávio Herrero

Em 50 foi uma tragédia.Terça,foi uma vergonha.São coisas diferen

Para complementar, deixo a análise e o desabafo do Flávio Gomes em seu Blog:

NÃO FOI ACIDENTE, DONA LÚCIA

(mirem-se na Alemanha) – No dia da final da Copa das Confederações, há pouco mais de um ano, Carlos Alberto Parreira fez um dicurso motivacional antes do jogo e usou uma frase de efeito para os jogadores que dali a instantes enfrentariam a Espanha. “Existe uma hierarquia no futebol, e eles foram campeões do mundo sem enfrentar a seleção brasileira!”, bradou para a turma do #ÉTóisss.

Ui, quanta valentia.

E aí a seleção foi para cima da Espanha, um time já envelhecido e que tinha gasto muitas de suas horas em solos brasileiros tomando caipirinha e comendo putas durante um torneio que não valia nada — exceto talvez ajudar os branquelos e branquelas de camiseta de 200 paus da Nike, unhas muito bem pintadas e cabelos loiros, a não se atrapalharem na hora do sonho intenso e raio vívido, muitas vezes trocados pelo amor eterno seja símbolo, naquela zona de hino que fala de coisas incompreensíveis como impávido colosso, florão (flor grande?) da América, terra garrida, clava forte, verde-louro (é aquele da Ana Maria Braga?) e lábaro que ostentas.

O time ganhou, os branquelos aprenderam a cantar o hino, aparentemente, os jogadores passaram a ensaiar os mesmos versos para cantá-los com os dentes cerrados, e vamos para a Copa do Mundo. Antes, vamos quebrar também umas vitrines, culpar a Dilma, criar umas hashtags, #VemPraRua, #NãoVaiTerCopa, reclamar das filas nos aeroportos, bater umas selfies e escrever #ImaginaNaCopa no Facebook quando atrasar um voo da TAM para Orlando.

Acelera o filme e chegamos ao final de maio, maio agora, um mês e meio atrás. Dia de apresentação da seleção em Teresópolis, entrevistas coletivas, olha só como tudo ficou bonito, olha só a estrutura, os quartos, as bicicletas ergométricas, os campos de futebol, a sala de imprensa, as banheiras de hidromassagem, as TVs de LCD, o WiFi funcionando. Felipão: “Nós vamos ganhar a Copa”. Parreira: “Chegou o campeão. Estamos com uma mão na taça. A CBF é o Brasil que deu certo”.

Acelera um pouco mais o filme, chegamos ao dia 8 de julho, vulgo ontem, Mineirão. Como tinham feito nas cinco partidas anteriores, os jogadores entram em campo um com a mão no ombro do outro, feito minha classe na Escola Municipal Dona Chiquinha Rodrigues, em 1971, no Campo Belo, quando eu estava no primeiro ano primário. Cantávamos o hino todos os dias, mas nunca precisei colocar a mão no ombro de ninguém porque era sempre o primeiro da fila, por ordem de tamanho.

Tal rotina cumprida por todo um período escolar me permite não embaralhar versos até hoje, garanto que nunca enfiei a paz no futuro e a glória no passado depois do formoso céu, risonho e límpido, mas ao mesmo tempo me privou de decorar de maneira adequada o hino da independência, porque esse a gente zoava mesmo, eram os cinco filhos do japonês, cada um deles contemplado com uma desgraça diferente, um era vagabundo, outro era punheteiro, e o coitado do quinto tinha nascido sem pinto. Como esse a gente cantava só uma vez por ano, não tinha problema algum abrir mão daquelas baboseiras de garbo juvenil, grilhões da brava gente brasileira, e perfídia astuto ardil é a puta que pariu. Na mesma vida ter de decorar lábaro que ostentas estrelado e ímpias falanges é um pouco demais, não força a amizade.

Pois que os meninos da CBF, o Brasil que deu certo, adentraram o gramado em fila escolar, perfilaram-se, urraram o hino nacional segurando uma camisa do Neymar Jr. como se fosse a farda de um soldado abatido em Omaha Beach, enquanto o próprio assistia ao jogo em sua casa no Jardim Acapulco pingando fotos no Instagram, #ÉTóiss.

Parêntese. No dia anterior, três dos meninos da CBF também colocaram fotos no Instagram com a hashtag #jogapraele, respondidas, as fotos, com a hashtag #jogapramim pelo soldado abatido na guerra, Neymar Jr. Todos eles, Neymar Jr., Marcelo, Willian e David Luiz, receberam quantia não divulgada da Sadia, patrocinadora da seleção, para a, como se diz hoje, ação. Foram alguns milhões de curtir & compartilhar que deixaram os marqueteiros da empresa muito satisfeitos e ansiosos para saber quantos frangos seriam vendidos no dia seguinte, enquanto os rapazes rangiam seus dentes gritando pátria amada, Brasil.

Então começou o jogo e foi aquela coisa linda.

Então acabou o jogo e estavam todos atônitos, pasmos, chocados, passados, desacorçoados, e os câmeras da FIFA se divertiram fazendo closes de garotinhos com fulecos na cabeça derramando lágrimas no peito de papai com um TAG-Heuer no pulso. Oh, coitados. E os óculos Prada embaçados com as lentes melecadas de rímel? Pobres almas.

Acelera a fita e chegamos à coletiva de hoje, sete figuras em Teresópolis numa mesa, uns dois ou três eu não tenho a menor ideia de quem fossem, ou sejam, porque continuam sendo alguém. Reconheci Parreira, Felipão, Murtosa, o médico, acho que o preparador físico. Tinha um de agasalho, quase um boneco de cera, no centro da mesa tal qual um Jesus Cristo na última ceia, que entrou mudo e saiu calado, e portanto não devia ter grande importância.

E o que se viu foi uma demonstração de arrogância, soberba, prepotência, falta de humildade, um festival de sandices, um arroto coletivo coroado com a carta da dona Lúcia.

Dona Lúcia é a grande personagem desta Copa do Mundo, e surgiu, infelizmente, aos 44 do segundo tempo. Teria sido muito divertido saber o que ela pensava desde o dia 12 de junho, na abertura em Itaquera. Foi sua carta, na verdade um e-mail, afinal estamos em 2014 e nem dona Lúcia escreve mais a mão, fecha um envelope, lambe um selo e vai ao correio, que absolveu toda a CBF, todos os membros da comissão técnica, todos os jogadores, todos os nossos pecados. Foi a carta de dona Lúcia que permitiu a Parreira, a quem encarregaram de dar à luz a missiva, concluir que está tudo perfeito, que ele é perfeito, Felipão também, os demais da mesa, o futebol brasileiro, a CBF. Afinal, como ele disse há um ano, há uma hierarquia no futebol. E estamos no topo dessa cadeia. É nóis, mano. #ÉTóiss.

Bem, vamos a alguns fatos. Foi o pior resultado de uma seleção brasileira desde o dia em que o Homem de Neandertal deu um bico na cabeça do cara da tribo vizinha, arrancando-a e fazendo a dita cuja voar entre duas árvores. Um 7 x 1 numa semifinal de Copa gerou folhas e folhas de estatísticas, todas elas iniciadas com “nunca”. Nunca isso, nunca aquilo.

Não me senti envergonhado de nada nem durante, nem depois do jogo. Quero que a seleção se foda, não dependo dela para viver, torço para a Portuguesa, e para mim, depois de 1982, tanto faz se a CBF tem um escudo com quatro, cinco ou dez estrelas. Para mim, a equação é simples: quem se dá bem quando a seleção ganha? A CBF e os caras que tomam conta dela, mais um pessoal no entorno, mídia incluída, que se apropria das vitórias e se refere ao time na primeira pessoa do plural. Acho todos desprezíveis, então não me importo se ganha, perde, empata, se goleia, se é goleada. Olho tudo, assim, com o distanciamento e isenção necessários e torcendo apenas por uma coisa: que um dia tudo mude.

Mude, porque gosto de futebol. Porque olho para a Alemanha e fico feliz da vida de ver que um projeto feito há não muito tempo dá tão certo e é baseado apenas em honestidade de princípios, trabalho, dedicação, metas, filosofia.

Filosofia. Essa é a palavra. Em 2000, a Alemanha fez uma Eurocopa de merda e não passou da primeira fase. Fritz, Hans, Müller, Klaus e Manfred se reuniram e decidiram salvar o futebol do país. Para isso, era preciso mudar tudo. Clubes, ligas, divisões de base, campeonatos, estádios, distribuição de dinheiro, formação de técnicos, médicos, preparadores físicos, finanças, tudo. O resultado, óbvio e inevitável, seria uma seleção forte, mais dia, menos dia.

Os resultados estão aí e não vou me alongar neles. São quatro semifinais seguidas de Copas, a Bundesliga tem uma média de público assombrosa, os clubes são saudáveis, vivem decidindo os campeonatos europeus, é um sucesso. A coisa é tão bem feita e bem pensada, que os clubes são obrigados até a estabelecer uma filosofia de jogo e aplicá-la em todas as suas divisões. A divisão de grana não é a obscenidade determinada pela TV Globo aqui, por exemplo. Atende a critérios técnicos, não a planilhas do Ibope. Em resumo, em 14 anos, o que é quase nada, os caras reconstruíram seu futebol. E o futebol na Alemanha, com o perdão da expressão, mas não encontro outra melhor, é do grande caralho.

Enquanto isso, por aqui, ele é infestado por figuras sombrias e deprimentes, gente ligada ao regime militar, múmias carcomidas, antiquadas, obsoletas, conservadoras (o treinador é admirador confesso de Pinochet), adeptas de rituais de guerra, de conceitos bélicos, de atitudes marciais, gente que não sorri, que dá asco, que, definitivamente, não tem nada a ver com o futebol que o Brasil um dia mostrou ao mundo e fez com que o mundo se encantasse por ele. E até hoje isso acontece. Esse encanto, que é claramente uma herança do passado, segue tão vivo que a Alemanha, hoje, pediu desculpas ao Brasil.

Não precisava. Essa gente não merece tamanha consideração. A seleção brasileira não representa nada, a não ser os interesses (pessoais, muitas vezes; não estou falando só de dinheiro) de meia-dúzia que há décadas se locupleta com ela. Como explicar a escolha do técnico, por exemplo? Felipão, nos últimos dez anos, perdeu uma Euro com Portugal para a Grécia em casa, foi demitido do Chelsea, mandado embora de um time uzbeque e rebaixou o Palmeiras para a Série B. Prêmio: virou técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo disputada no Brasil.

Hoje, na tal coletiva, brandiu folhas de papel com seu retrospecto e carga horária de treinos para provar que fez tudo direitinho. Parreira, figura hedionda e sorumbática, interrompia o abatido treinador a cada resposta para rebater toda e qualquer crítica e reforçar sua autoproclamada competência, seu currículo inatacável, seu passado vitorioso de líder de polichinelo, flexão de braço, distribuição de coletes e posicionamento de cones.

O futebol brasileiro recebeu alguns recados nos últimos anos. Quando o Santos tomou duas goleadas do Barcelona, por exemplo. Ou quando o Inter foi eliminado do Mundial de Clubes por um time africano. E, depois, o Atlético Mineiro — por uma equipe marroquina. As finais da Libertadores serão retomadas agora, depois da Copa. Sabe quantos clubes brasileiros estão entre os semifinalistas? Nenhum. A média de público da Série A é não menos que ridícula. O campeonato do ano passado acabou num tribunal fajuto porque a CBF não consegue publicar uma suspensão de jogador num site. O clube que reclamou dessa iniquidade foi chantageado e ameaçado de desfiliação e acabou rebaixado, sem ter direito sequer de buscar seus direitos.

Esse futebol, ontem, levou sete gols da Alemanha. Quatro deles em seis minutos. E a turma responsável por esse vexame hilariante, hoje, não desceu do salto. Não assumiu nenhum erro. Não admitiu nenhuma falha. Não reconheceu suas deficiências. Tratou o resultado como um acidente.

Foi quando surgiu a carta de dona Lúcia. Que termina sua peroração dizendo que não entende nada de futebol. Talvez por isso os sete da mesa, mais os que nela não estavam, tenham tentado convencer dona Lúcia de que foi um acidente.

Mas não foi não, dona Lúcia.

* Ilustro este post, que nem queria escrever, porque não escrevi nada desta Copa, infelizmente (foi uma Copa riquíssima e excepcional), com a melhor das capas de jornal que vi hoje. É do “Extra”, aqui do Rio, que enterra de uma vez por todas o Maracanazo. O que aconteceu em 1950 foi uma tragédia. O que aconteceu ontem, uma vergonha. São coisas bem diferentes.

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TIAGO GOMES

DONA LÚCIA, NÃO FOI ACIDENTE E ABRIU UMA CRATERA DE OPORTUNIDADE

Flávio, bom dia.

Algumas poucas discordâncias entre o que penso e o que você pensa, graças a Deus por isso senão seríamos apenas o mais-do-mesmo, lhe parabenizo pelo ótimo artigo, linha de raciocínio e capacidade de observação da realidade e das oportunidades que podemos (ou já podemos cravar que poderíamos?) ter após este fiasco histórico de nossa seleção canarinho. Repasso abaixo, um breve texto escrito inspirado após a leitura deste seu artigo.

Estamos diante de uma janela, (ou será de uma cratera?), que expôe para todos os lúcidos e sãs de consciência a urgente necessidade de limpeza, estudo, planejamento, construção e constante transformação do nosso futebol. Limpeza esta que não deve ser iniciada pelo técnico da seleção, como já de costume por aqui, mas sim do alto, do primeiro escalão de milionários executivos que  não entendem de futebol, de amor ao esporte, mas sim de cifras, alianças políticas e favorecimentos.

A Alemanha nos presta um grande favor deixando como legado um excelente estudo de caso "Como transformar um futebol combalido e fracassado em uma potência resgatando um pedaço do futebol arte brasileiro". Pronto! Já não precisamos pensar muito, temos um manual, um passo-a-passo para absorver e implantar em nosso país, e porque não abranger as modadalidades olímpicas, aproveitando a proximidade do Rio 2016, para fazer um pacotão de mudanças? Será utopia minha? Eu procuro ser otimista e pensar no melhor, acredito que se nós jornalistas, comunicadores, articulistas, editores, executivos da imprensa transparente começarmos o processo e explodir os veículos de comunicação, as redes sociais e o que estiver ao alcance com artigos, reportagens, matérias, fotografias que proclamem esta necessidade de renovação, de forma constante, (não só agora, pós-final da copa do mundo de 2014), talvez consigamos gerar este sentimento de renovação em nossa sociedades e nos empresários que "investem" neste descredenciado futebol brasileiro, pois um espetáculo de maior qualidade, lhes renderá mais dinheiro, vide exemplo do que rende uma Champions League, um Superbowl, a NBA e etc. Pode ser que não funcione? Sim. Pode ser que façamos uma pequena poeira e depois vá embora com a primeira brisa? Sim. Porém, o que podemos perder, além do que já temos? Será que iremos piorar a realidade do momento? Penso que não.

Penso que devemos criticar, expor nossas opiniões, mostrar o que está errado! Sim, de certo esse é o papel da imprensa, mas também percebo que essa mesma força pode ser o braço pioneiro para um processo de mudança na forma de administrar o esporte neste país.

Já temos um movimento, (ainda não muito bem resolvido e com algumas linhas de raciocínio questionáveis, é verdade), conhecido como Bom Senso F.C. Por que não surgir agora um Diários Associados pela Transformação Desportiva, o D.A.T.E., sei que o nome é péssimo, mas esse é o menor dos problemas.


Alemanha..agradeço o bem que fez ao futebol brasileiro! Obrigado pelo 7 x 1, por esta goleada histórica que pode ser lembrado como a pior participação brasileira em Copas do Mundo e/ou o marco de um novo e promissor futebol verde-amarelo.

 

Obs.: Não sou nenhum jornalista cego que não percebe a realidade do país em questões muito mais importantes que o esporte, apenas estou tratando do assunto em voga. A mudança social do país está mais em nossas mãos do que a transformação do esporte, só precisamos despertar para isso.

 

Tiago de Andrade Gomes

Jornalista independente em constante aprendizado!

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josé adailton

TROLAGEM

Fico a perguntar aos meus botões porque este post não foi publicado antes da derrota. Favor não perderem o tempo de tentar responder tal questão.

Também por que o Romário não publicou aquele longo artigo no dia 07 de julho?

E assim caminha a humanidade...

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Nelson Jose Gomes

esporte

É fácil acabar com a maracutaia, é só o governo investir no esporte olímpico fora dos clubes de futebol, se faz necessário separar os clubes de futebol que recebem milhões e desviam essa verba para o futebol profissional. esta prática deve ser abandonada imediatamente ou continuaremos com o subdesenvolvimento do esporte olímpico e do próprio futebol. Porque não investe estes milhões jogados no lixo, na escola? Precisamos de espaços adequados, de pistas de atletismo, a prática olímpica está na escola! Queira ou não os teóricos burros do MEC ! Eu adorei a seleção levar 7 gols no lombo, poderia ser mais, os alemães tiveram pena da frágil seleção.

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baader

cheguei a dizer alhures que

cheguei a dizer alhures que acabaria torcendo para a seleção brasileira,o que não faço ha muito. mas, confesso, não consegui. esse efeito de manada criado, proporcionado e inflado pela mídia, definitivamente me causa náusea. nesse último jogo, o culto àquele jogador machucado, transformado em herói (enquanto o outro jogador colombiano, um algoz) representou para mim o auge da babaquice. a chegada do ônibus ao estádio, com batucadas, cânticos ou coisa parecida, ilustra um pedacinho: não deveriam estar concentrados, focados no jogo que viria logo em seguida? não, o marketing ou coisa parecida está entranhado nas cabeças destes que foram incensados (iludidos, enganados) ao olimpo esportivo, catapultados como "os melhores", os salvadores de uma pátria sem rosto (quando muito, nessa hora, o "país do futebol, do samba, da alegria", embora este país esteja líder e ensinando a outros como crescer e dividir, na economia - a propósito, rumo ao insustentável sócio-ambiental). é tudo para a tv mostrar, sabem-se vistos por muitos e assim não tem ego que resista, é da fraqueza de todos nós...

se adentrarmos ao mensurável da questao, o dinheiro, os beneficiários corruptores destes milhões mais a reforma urgente e necessária da estrutura (também) do futebol, aí já estaremos falando de algo que depende das nossas instituições, lotadas de bad aplle, para forçar uma mudança, como sabemos que precisamos de uma reforma política via constituinte exclusiva (acompanhamos uma certa discussão disso aqui. pensamos que um retrocesso em relação ao que temos na constituição não seria constatado considerando que há uma mídia alternativa na rede que congrega boa parcela da população [oxalá estejamos certos], embora não tenhamos os movimentos sociais de toda ordem aglutinados como nos anos oitenta).

mas...quantos seremos? os seguidores da mídia corporativa, essa parcela à reboque e autoenganando-se com "felicidade" ou os "mais antenados"? o que esperar de um país no qual seu supremo tribunal se deixa pautar por esta mesma mídia? (quando os interesses se irmanam...) que povo realmente pode se indignar sendo tão cooptado?

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Felipão premiado com a seleção, após levar o Palmeiras pra 2ª

Tem um comentário de um Mauro...

"Como todo palmeirense e brasileiro sou gratíssimo a Felipão, mas a fila andou e agora é fácil".

Gratíssimo por Felipão? Juro que não entendi.

Após ter levado o Palmeiras novamente para a 2ª divisão, Felipão foi premiado com o comando da seleção!

Gratíssimo!!! Virar técnico da seleção após um fiasco? Como assim?

Dentre tantos treinadores no País, por que motivo escolher justo o que acabara de mandar um dos maiores clubes para a 2ª divisão?

Negócio de compadres!!! Muddam-se as moscas... o resto todos conhecem.

E o que foi aquele monte de abraços e beijos no vestiário, entre jogadores brasileiros e alemães?

Falei pra minha esposa: "Que p. é essa? Jogo de compadres?!!! Tapinha nas costas, abraço, beijo... vai dar m.!

Leveou o 1 e nada de falta; levou o 2 e nada de falta; levou o 3 e nada de falta; levou o 4 e nada de falta... jogo de compadres!!!

Amigos de fulano contra os amigos de siclano, mas com ingresso caros e sem doações a ninguém.

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DanielQuireza

Não tem nada a ver. Felipão

Não tem nada a ver.

Felipão foi técnico do vitorioso time do Palmeiras de 1999.

Esse rebaixamento foi devido ao time horroroso que havia agora, recentemente. Coisa que nao é culpa de nenhum técnico. Se o time é muito ruim, não tem como o treinador fazer nada. Não dá para culpar ele. Coisa que em uma seleção não ocorre, pois é ele quem escolhe os jogadores.

 

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Alex Schwartz

Felipão e Luis Gonzaga Belluzzo

Sobre Felipão no verdão acontece que em 2010 o presidente da epoca do palmeiras, Sr Belluzzo, havia prometido ao Felipão que iria montar um forte time como o da parmalat de 1999, repatriou idolos como Valdivia e Kleber Gladiador, após as eleições em 2011, Belluzzo não se reelegeu, entrou o Sr Tirone e seu amigo trapalhão Frizzo, e no decorrer do ano ficou clarissima a desmotivação de Felipão dentro da academia, sem os camarões que ele pensou que teria se Belluzzo tivesse vencido a eleição, se negou a trabalhar com determinados jogadores da base, dispensou e bateu de frente com idolos como Kleber que e Pierre, brigou com o elenco no vestiario por fofocas e outras bobagens no meio do campeonato largou o barco, que posteriormente vimos o que aconteceu, foi a segunda divisão, após o sucesso na copa de 2002 o que felipão ganhou no Chelsea? na seleção de portugal? no usbequistão?? a não ser 'grana e fama'  taças nem pensar, vi e acompanhei tudo de perto na academia do palmeiras, pois sou exfuncionario, agora sim como pessoa Felipão é até um cara bacana mesmo com suas mandingas, mas sua teimosa extrema, facilidade de criar birras e atritos, deixaram ele apenas com um tecnico idolo do passado e ultrapassado, tecnico pode até não fazer gol claro mas pode sim atrapalhar a equipe, boa noite!

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Sta Catarina

Futebol

Apesar da tristeza e vergonha pelo placar, não me surpreendeu a vitória da Alemanha sobre o Brasil. Há alguns anos vi na televisão uma entrevista com Franz Beckenbauer na qual ele explicava o replanejamento do futebol alemão, desde as escolinhas até o profissionalismo. Enquanto isto, aqui, continuamos a ver a predominância da desorganização generalizada e incompetência das cabeças (im)pensantes do futebol. Se continuarmes assim, novos vexames ocorrerão e o futebol irá perdendo a glória do passado como já está ocorreu com a fórmula 1. Parabéns à Alemanha, torcerei por ela no domingo.

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Se a GLOBO chiar.....

FIM DA CBF JÁ! 

Se a Globo chiar, corta publicidade do governo e bota a Receita Federal em cima deles.

O bolso sempre dói mais.

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¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

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MacCain

Tb entendo assim, concordo

Tb entendo assim, concordo plenamente. O governo perde tempo entrando em bola dividida. Já te todos os elementos para colocar essa emissora no banco dos réus! Vergonha para quem se vende e trabalha para gangaters.

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Lucas Migotto

A Globo quer evitar uma

A Globo quer evitar uma reforma no futebol brasileiro, pois teme que ela atinja os privilégios da emissora nas transmissões esportivas. Por isso, vai fazer de tudo para desmotivá-la, tentando fazer os brasileiros minimizarem essa derrota histórica, e ainda colocando a culpa nos jogadores pelo fracasso.

A verdade é que precisamos de uma limpeza no futebol nacional, começando pela CBF e indo até as categorias de base dos clubes, também passando pelos direitos de transmissão esportiva. O Bom Senso FC está aí para cobrar isso. Comentei em outra publicação que a Bundesliga (Campeonato de Futebol Alemão) distribui todos os lucros entre os clubes. No Brasil, grande parte do lucro do Brasileirão fica com a CBF.

Percebi que o Santos FC, por exemplo, não tem tantos craques como antigamente (mesmo com uma grande base de atletas) e corre o risco, muitos dizem, de ser rebaixado este ano. A base do São Paulo FC está parecida, com a diferença que o time tem dinheiro para contratar atletas. Muito se fala na influência nefasta de empresários na negociação de atletas nesses clubes, acredito que isso deveria ser investigado também.

Portanto, há muito a fazer para 2018 (ou ainda 2022, caso não haja tempo suficiente para a próxima Copa). Mas deveríamos começar já, pelo bem do futebol brasileiro. Sugiro ler as propostas do Bom Senso FC, pode ser um bom começo para uma reforma mais profunda.

http://www.bomsensofc.org/#propostas

 

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Motta Araujo

O começo da reforma do

O começo da reforma do futebol brasileiro vai começar no reconhecimento, CARA A CARA, da realidade real da gestão desse futebol. A realidade é SIMPLES DE ENTENDER mas na cultura brasileira se procura não contar a realidade fria 

quando ela é desagradavel.

1ª REALIDADE : 95% dos dirigentes do futebol brasileiro estão nesse negocio para GANHAR DINHEIRO e nada mais.

2.Todo Real que entra em um clube de tutebol tem comissão. O maior ganho dos dirigentes é a VENDA DE JOGADORES.

3.Não há o mais remoto interesse em melhorar coisa alguma, o unico interesse é pegar comissão nos salarios de técnicos, na venda de jogadores, nos patrocinios, em QUALQUER COISA.

4.Na gestão Belluzzo no Palmeiras, bem intencionado mas sem os codigos mafiosos do ramo, conselheiros COBRARAM comissão para renovação de contrato de jogadores, na maior cara de pau. Entrada e saida de jogadores geram SEMPRE comissão para alguem do clube,

Ponto. Essa é a realidade REAL.

5.Boa parte, para ser contido, da midia brasileira faz parte desse "business" de comissões, de levantar bola para contratos e cobrar porisso, é o setor de negocios mais corrompido do mundo.

Sem reconhecer a REALIDADE nunca se fará reforma.

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Sta Catarina

Jogadores

Outro detalhe, Motta Araújo. A imprensa irresponsável eleva um jogador medíocre, mas que tem um bom empresário, à categoria de craque, valorizando o passe e ganhando muito dinheiro com isto. Conheço amigos que transitaram pelo mundo da bola e que me falam da quantidade de craques que são preteridos por pernas de pau, simplesmente por não aceitarem as imposições, muitas vezes esdrúxulas, dos dirigentes do futebol.

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DanielQuireza

Isso daí é estória. Os

Isso daí é estória. Os jogadores de alguns são sempre craques que foram preteridos por outros piores.

Como saber se o cara é craque, se ele nunca teve chance de mostrar esse futebol em um grande time ? Impossível.

Craque de várzea ou de treinos existem muitos.

 

 

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Murilo M.C

clap clap clap   Primeira vez

clap clap clap

 

Primeira vez que aplauso um comentario do Andre Araujo, de pé!!!

 

 

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Leopoldo

jogo depois da novela

Some a isso o fato da Globo determinar o horário dos jogos durante a semana, depois da novela de 9h, impossibilitando o torcedor de ir ao estádio, o que faz o Brasil ficar atrás de EUA, e da 2a divisão inglesa e alemã em público nos jogos!

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Dorlei

Império

O texto do Nassif mostra bem o que muitos começam a perceber. A Globo manda e desmanda no esporte brasileiro todo. Consegue faturar como nunca com um evento como a copa ao mesmo tempo em que faz terrorismo noticioso contra o evento sem dar a mínima para as consequencias econômicas daí advindas. Afinal, o dela já estava garantido.  Fantástico.

E pelo que vimos no ano passado tem grande influência no próprio STF, para dizer o mínimo. Nem precisa falar quanto aos congressistas. Quantos são do partido  Globo? Serão todos?

O evento copa mostrou,  ao menos aos mais antenados como manipula diariamente as notícias. Até põe claramente o número do partido de seu candidto em  título de novela em ano de eleição.  Não é de um descaramento inacreditável?

E de agora até 03 de outubro tenho certeza que todos estão esperando para saber o que, porque sabem que vai acontecer.   - O que a Globo, e seus associados, Folha, Estadão, Veja, RBS e cias, vão aprontar, que outro golpe vão criar para fazer vencedor seu candidato? 

É um poder imperial.... Mas pode isso?  Será assim em outros países? Uma empresa de mídia fazer o que bem quer, e como muitos percebem, contra os interesses da maioria da população de uma nação inteira? Ter assim tanto poder? 

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Engraçado o fetiche que

Engraçado o fetiche que pelegos de todas as matizes ( direita ou esquerda ) tem com a Globo...rs

Para a extrema direita a Globo esta a serviço dos progressistas e da ditadura Gay, seria uma agente contra a familia brasileira e alinhada com os pensamentos de víes socialistas, basta ir ate o site Midia sem mascara para ver como lá a Globo é vista, alias o Olavo de Carvalho se pudesse ja teria tocado fogo nela...rs

E por parte dos ditos Progressistas a Globo é agente da CIA contra o povo brasileiro e a dignidade das minorias.

O denominador comum entre esses dois grupos é obviamente DELIRIOS e mania de buscar bode expiatorios para atraves deles " materializar " suas sandices...rs

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leonidas

Transmissão (exclusiva), no

Transmissão (exclusiva), no meio de semana, começar 22:30, por causa de novela, é fetiche, ou poder de poder?

Nunca ter feito um "globo reporter" sobre a (verdadeira) história do havelange e do teixeira, é fetiche?

Quer mais (só estamos falando de futebel, por ora)?

Cadê o DARF? Tudo bem, não precisa mostrar. Basta explicar. Usar um de seus inúmeros e potentes meios de comunicação. Conte a história toda, mesmo que seja uma "verdade parcial". Mesmo que seja a versão platinada.

 

leonidas, na boa, pegue o seu banquinho e saia devagarinho...

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Ana P S

Vai ver se tem um comunista debaixo da tua cama, Léo

Vai lá Leo

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André Paulo Reis

Trole no pedaço

O que vc faz aqui no blog senão trollar ?

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Rafael de Oliveira Silva

Então, não é fetiche, é

Então, não é fetiche, é constatação diante do inevitavel, dde pessoas que estudam o tema e tem observações com argumentos. Mas não. ..a pessoa prefere dizer que é fetiche. Fazer o que né, as vezes somos cegos perantporque queremos.

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Colin Brayton

Escancarada

Capitão Guimarães, Cesar Maia, e o presidente de Beija-Flor, 2007. Sem necessidade de qualquer vergonha na cara.

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Descontinuidade

A seleção brasileira é um ajuntamentos de jogadores em época de Copa do Mundo. Não há nenhum jogador que tenha experimentado em campo outras Copas, a Alemanha tinha 6 veteranos e o time vinha batalhando, enquanto projeto coletivo para chegar onde chegou, já há algum tempo. Acabou a Copa, todos os jogadore brasileiros vão seguir suas carreiras em times decadentes europeus, não há continuidade, de forma que,  Quando  se ajuntam para jogar na Copa, termina sendo todos estreantes, um time iniciante. Fora isso, houve o problema da parte técnica e até de concentração , pois a Regina Casé entrava na concentração quando queria pq o patrão manda no futebol, mas não na Era Dunga, mas esse foi espinafrado pela Globo por não obedecer as ordens dos irmãos Marinho, o que Nassif relata é assustador mas é real e escondem, o povo não pode saber dos segredos dessa máfia e ainda culpam o pé da Dilma!

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...spin

 

 

O governo precisa retirar o

O governo precisa retirar o futebol das mãos da Globo e da CBF e tem totais condições se não fosse a maior dificuldade de todas: vontade determinada e inteligente.

Não sei quanto a Globo paga pelos direitos de transmissão, o que sei é que um ou dois bilhões para o ESTADO BRASILEIRO é troquinho de padaria.

Um juntamento de empressas estatais (PETROBRÁS, CAIXA e BANCO DO BRASIL) oferece o triplo que a Globo paga e ainda por cima o bolo conteria uma cereja deliciosa.

Paguem os Clubes e transmita os jogos pelas Tvs Públicas. É a morte de dois coelhos com uma paulada só. Devolve o futebol para o brasileiro e quebra a perna dessa rede mafiosa.

Como tudo isso aí não passa de sonho porque estamos num país de covardes que buscam o poder para logo em seguida praticarem cruel OMISSÃO contra os interesses mais básicos da população...

Que seja feita qualquer outra coisa..!

Que os canidadatos a presidente sejam inquiridos sobre essa relação nefasta Globo-CBF...

Que os torcedores tenham acesso às decisões dos Clubes de futebol...

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DanielQuireza

Isso dai é delírio, quem iria

Isso dai é delírio, quem iria apoiar tal fato ?

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lust666

Cara, aí mora o perigo.Se o

Cara, aí mora o perigo.

Se o governo intervir, os coxinhas logo dirão que isso é pão e circo.

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lust666

Cara, aí mora o perigo.Se o

Cara, aí mora o perigo.

Se o governo intervir, os coxinhas logo dirão que isso é pão e circo.

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joel lima

O que mais me entristece é

O que mais me entristece é ter quase certeza de que essa  derrota humilhante não vai mudar quase nada na estrura podre do futebol brasileiro. O Brasil já passou por eliminações e nada aconteceu. O momento em que um dirigente mais se viu ameaçado foi em 2001, quando o Brasil tinha o risco real de não ir pra copa da Coréia-Japão. A Globo atacou de todo o jeito o dirigente. Ele resistiu e ainda teve a sorte da equipe ser campeã - e aí Globo e Ricardo Teixeira viraram amiguinhos de infância. 

A política brasileira, desde 85, vem evoluindo. Aos trancos e barrancos, mas vem. Porém, o futebol aqui no Brasil é um espaço totalmente apodrecido. E o melhor exemplo é que o seu dirigente é uma figura bisonha como Marin, um ex-político em atividade. 

Acho que a única coisa boa que a Dilma viu nesse derrota do Brasil é saber que não terá que passar pelo asco de ter que cumprimentar o Marin, político que defendia a tortura, caso o Brasil vencesse. Seria uma ironia muito cruel que uma mulher de coragem e honesta (apesar de teimosa demais) ter que cumprimentar um personagem covarde e que nem tem a hombridade de assumir que defendia tortura no passado. 

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Antônio - Minas Gerais

Apodrecendo

O futebol brasileiro está apodrecendo nas mãos da já moralmente podre Rede Globo de Televisão.

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L@!r M@r+35

Se fosse só o futebol estava

Se fosse só o futebol estava ótimo...

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A culpa é da tática estupido...

O futebol brasileiro não é subdesenvolvido do ponto de vista econômico, basta compararmos os salários pagos aqui e o restante do mercado sul-americano. Estamos a léguas de distância e a Globo tem responsabilidade nisso, já que gasta aproximadamente 1bi de reais por ano somente com o campeonato brasileiro. Luís Fabiano recebe um mínimo de 550 mil do SPFC por mês, Alexandre Pato recebe cerca de 6 mi por ano, divididos entre SPFC e SCCP, Fred 9 mi e Ronaldinho Gaúcho 10,6. Dificilmente conseguiríamos competir com o mercado europeu pelos melhores jogadores, inclusive os nossos, é um mercado de mais de 13 tri de euros, com projeção para a Ásia. 

Nós começamos a perder essa Copa no dia em que acreditamos que somente as nossas individualidades ou a soma delas resolveriam uma partida de futebol. Isso não acontece mais no futebol? É claro que sim, dois jogadores podem resolver uma partida, o futebol é complexo demais para ser explicado a partir de único parâmetro. Apenas para facilitar as coisas, digamos uma partida eliminatória pode ser resolvida por 50% técnica e 50% tática, isso em uma estimativa um tanto quanto simplista. 

Taticamente estamos atrasados a algumas décadas e parte desse atraso pode ser creditado ao nosso sucesso dentro de campo. Entre 1994 e 2002 chegamos a 03 finais consecutivas de Copa do Mundo, entre 1994 e 2005 nossos jogadores venceram 07 vezes o prêmio de melhor jogador do mundo, de 1994 até 2014 vencemos 12 a Libertadores da América. Qual o resultado disso? Confirmamos nossa inabalável convicção de que a partida é só entre os onze caras que estão em campo. Nossa preparação física melhorou muito, a estrutura dos principais clubes faz inveja alguns clubes europeus, o alemão que dirige os EUA disse que o viu em Cotia no CFA do SPFC não existia na Europa.

Taticamente, entretanto, estamos muito atrasados. Basta ver justamente as últimas Libertadores, embora tenhamos vencido as últimas 04 edições do torneio, somente o SCCP em 2012 venceu de forma incontestável o Boca. A própria vitória contra o Chelsea também foi bastante diferente das outras vezes que clubes brasileiros venceram o mundial neste século, jogamos por uma bola, tanto o Inter quanto o SPFC. Enfim, os times sul-americanos sem estrutura, com salários muito mais baixos que os nossos, as vezes atrasados, tem imposto grandes dificuldades aos times brasileiros. O resultado disso foi que Tata Martino, depois de excelente trabalho na LaU, foi contratado pelo poderoso Barcelona, o atual campeão espanhol é outro argentino, isso sem falar de Manoel Pelegrino, Marcelo Bielsa dentre outros, a lista é longa.

Essa copa mesmo mostrou isso. O sufoco que a Alemanha passou para despachar a Argélia. Um grande posicionamento defensivo explorando em bolas rápidas pelas pontas a lenta defesa germânica (duvido que ganhem da Holanda na final, mas isso é outra história). E o Irã do técnico português contra a Argentina? Que quase não passa da Suíça, isso não quer dizer que CBF e Globo não tenham sua parcela de responsabilidade, no dia da apresentação do técnico da seleção brasileira, perguntado sobre a possibilidade de Pep Guardiola assumir o time, Marin afirmou que os técnicos do Brasil estavam todos prontos para o desafio, não estavam, não estão e vão demorar para estarem. Tirante Tite que parece ser o mais antenado dos nossos "professores" estamos todos mal preparados. A Globo é cumplice desse processo, mas o principal culpado são CBF e clubes, que pagam o que pagam por um produto defasado e torto.  O futebol brasileiro não é subdesenvolvido do ponto de vista econômico, basta compararmos os salários pagos aqui e o restante do mercado sul-americano. Estamos a léguas de distância e a Globo tem responsabilidade nisso, já que gasta aproximadamente 1bi de reais por ano somente com o campeonato brasileiro. Luís Fabiano recebe um mínimo de 550 mil do SPFC por mês, Alexandre Pato recebe cerca de 6 mi por ano, divididos entre SPFC e SCCP, Fred 9 mi e Ronaldinho Gaúcho 10,6. Dificilmente conseguiríamos competir com o mercado europeu pelos melhores jogadores, inclusive os nossos, é um mercado de mais de 13 tri de euros, com projeção para a Ásia. 

Nós começamos a perder essa Copa no dia em que acreditamos que somente as nossas individualidades ou a soma delas resolveriam uma partida de futebol. Isso não acontece mais no futebol? É claro que sim, dois jogadores podem resolver uma partida, o futebol é complexo demais para ser explicado a partir de único parâmetro. Apenas para facilitar as coisas, digamos uma partida eliminatória pode ser resolvida por 50% técnica e 50% tática, isso em uma estimativa um tanto quanto simplista. 

Taticamente estamos atrasados a algumas décadas e parte desse atraso pode ser creditado ao nosso sucesso dentro de campo. Entre 1994 e 2002 chegamos a 03 finais consecutivas de Copa do Mundo, entre 1994 e 2005 nossos jogadores venceram 07 vezes o prêmio de melhor jogador do mundo, de 1994 até 2014 vencemos 12 a Libertadores da América. Qual o resultado disso? Confirmamos nossa inabalável convicção de que a partida é só entre os onze caras que estão em campo. Nossa preparação física melhorou muito, a estrutura dos principais clubes faz inveja alguns clubes europeus, o alemão que dirige os EUA disse que o viu em Cotia no CFA do SPFC não existia na Europa.

Taticamente, entretanto, estamos muito atrasados. Basta ver justamente as últimas Libertadores, embora tenhamos vencido as últimas 04 edições do torneio, somente o SCCP em 2012 venceu de forma incontestável o Boca. A própria vitória contra o Chelsea também foi bastante diferente das outras vezes que clubes brasileiros venceram o mundial neste século, jogamos por uma bola, tanto o Inter quanto o SPFC. Enfim, os times sul-americanos sem estrutura, com salários muito mais baixos que os nossos, as vezes atrasados, tem imposto grandes dificuldades aos times brasileiros. O resultado disso foi que Tata Martino, depois de excelente trabalho na LaU, foi contratado pelo poderoso Barcelona, o atual campeão espanhol é outro argentino, isso sem falar de Manoel Pelegrino, Marcelo Bielsa dentre outros, a lista é longa.

Essa copa mesmo mostrou isso. O sufoco que a Alemanha passou para despachar a Argélia. Um grande posicionamento defensivo explorando em bolas rápidas pelas pontas a lenta defesa germânica (duvido que ganhem da Holanda na final, mas isso é outra história). E o Irã do técnico português contra a Argentina? Que quase não passa da Suíça, isso não quer dizer que CBF e Globo não tenham sua parcela de responsabilidade, no dia da apresentação do técnico da seleção brasileira, perguntado sobre a possibilidade de Pep Guardiola assumir o time, Marin afirmou que os técnicos do Brasil estavam todos prontos para o desafio, não estavam, não estão e vão demorar para estarem. Tirante Tite que parece ser o mais antenado dos nossos "professores" estamos todos mal preparados. A Globo é cumplice desse processo, mas o principal culpado são CBF e clubes, que pagam o que pagam por um produto defasado e torto.  

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Alisson Frazão

Começando a me refazer da

Começando a me refazer da hecatombe de ontem, é hora de analisar não o que aconteceu ontem, mas o que vem acontecendo com o futebol brasileiro nos últimos anos.

Vai levar tempo, mas se realmente quiser melhorar o futebol, a Rede Globo terá que perder poder no esporte. Para início de conversa, não dá para o técnico da seleção ter assessor de imprensa pago pela emissora. Não dá para Luciano Huck parar treino no meio para fazer quadro do seu programa. Não dá para ter um Campeonato Brasileiro com diferenças tão monstruosas de valores de transmissão. A força do futebol brasileiro depende de ter muitos times competitivos e isso é tudo o que a empresa não quer. A Globo quer dois times fortes e migalhas para o resto. O resultado é uma seleção pouco competitiva.

A Globo é um problema grande, mas não é único. A Lei Pelé teoricamente acabou com o passe, mas, na prática, criou uma legião de procuradores e empresários de jogadores que se tornaram, da noite para o dia, os verdadeiros donos dos "direitos federativos" dos jogadores (nome pomposo para passe). Nenhum jogador com mais de 15 anos de categoria de base de time grande entra em campo sem que tenha um contrato com esses despachantes do futebol. Mandam e desmandam nos clubes que se tornaram dependentes deles. Só tem um problema: procurador não quer que um time ganhe. Procurador quer ganhar dinheiro com seus jogadores.

Ter lucro em si não é problema, desde que não afete o objetivo dos clubes. A questão é que os empresários possuem metas diferentes dos times. Enquanto um clube objetiva ganhar títulos e, para isso, deve manter os melhores jogadores por períodos mais longos, os empresários querem que seus jogadores joguem, não importando se são os melhores ou não. Empresário quer jogador forte na divisão de base, não jogador habilidoso.

Não bastasse a multiplicação dos procuradores, a limitação dos contratos dos times formadores gera bizarrices como a ida para Europa de jovens talentos por valores muito menores do que os valores de venda quando estouram nos gramados de lá. As pessoas se surpreendem por não haver jogadores atuando no Brasil na seleção. Não deveriam. Os jogadores atingem seu auge na faixa etária de 25-30 anos. Quando chegam a esta idade, todos os craques já foram vendidos para o exterior há algum tempo.

Temos jogadores estrangeiros e até dirigentes estrangeiros no futebol brasileiro. Só não temos técnicos estrangeiros. Se tivéssemos os melhores técnicos, eles seriam disputados a tapa por times europeus e isto simplesmente não acontece. A falta de competência e profissionalismo de Felipão nesta Copa deveria ser um divisor de águas e acabar com a reserva de mercado para treinadores.

Os problemas assustam. São grandes, complexos e de longo prazo, mas não enfrentá-los pode significar novos recordes negativos no futuro.

 

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Frank

Nassif, o Romário foi dez

Nassif, o Romário foi dez nesta aqui.

 

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/09/romario-desaba...

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Marcos K

Artigo que foi direto ao

Artigo que foi direto ao ponto: em nome do dinheiro a Globo destrói tudo, inclusive nossa cultura e o nosso futebol, desde sempre uma das fontes do nosso orgulho.

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Excelente texto. Parabéns

Excelente texto. Parabéns Nassif, finalmente um que OUSOU ir até a raiz da questão.

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Maria Rita

Grande texto! O futebol

Grande texto! O futebol morreu! Viva o Futebol! A época não permite se apegar a novas versões de um Maracanã dos idos de 1950.  Não vai dar para fugir das questões colocadas por vários comentaristas na Internet. A discussão mudou o rumo  da história de nossos estádios e foge do controle da Globo e do poder dos caciques que mandam e desmandam no  futebol brasileiro.. E a discussão é muito boa.

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Bem, quanto a derrocada do

Bem, quanto a derrocada do Clube dos 13, o problema é que quem teve papel central neste imbróglio foi o Corinthians, na época presidida pelo Andrés Sanchez (http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2011/02/andres-sanches-afi...).

O clube foi o primeiro a abandonar o C-13, já que negociar diretamente direitos de transmissão com a Globo seria muito mais vantajoso.

E o Andrés Sanchez hoje é filiado do PT, aliado político de Lula e provável candidato. O que demonstra, no mínimo, a falta de interesse de setores do partido em alterar este panorama.

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Tá mais do que evidente isso.

Tá mais do que evidente isso. Sou de esquerda, me considero na verdade à esquerda da esquerda...

E só constato que não há nomes de peso nesse espectro da política e sempre disse aqui: vcs se enganam muito em relação ao tamanho do Lula. Ele é mediocre.

O cara enche a boca para dizer sobre a construção de um estádio para o corinthias como se fosse a maior realização da história do futebol brasileiro.

Numa entrevista chegou a dizer com a boca cheia e toda arrogância do mundo: "eles (o governo!!!) que se virem para financiar a obra porque o Timão precisa de um estádio".

Falta a ele visão, coragem, organização, método..

De outro modo: SANGUE NO OLHO E FACA ENTRE OS DENTES.

E depois dele - que é o maior nome das esquerdas - também não há nem PÁLIDA SOMBRA sobre quem poderia ter CORAGEM.

E o país dos bunda mole.

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Conta o resto tambem

Sou corintiano e petista, mas concordo com vc. O Andres é um tremendo picareta. Melhorou muito o corinthians, tomando por base os turcos safadissímos do passado, mas ficou por aí.

Quanto a seleção e sua derrota, conte o resto tambem, que mandaram o Mano Menesas embora para ferrar o Andres que tinha intenções quanto a CBF. Perto do Marin (ladrão de medalha de juvenil) e o Del Nero, o Andrés é um mero trombadinha.

Gostando ou não do Mano, pois todos os não corintianos não gostam, a diferença entre ele e oFelipão é enorme. Alem de retrogrado e fazedor de média (a famosa familha Scolari) o Scolari é muito burro! É um incapaz total, não entende mais nada de organizar um time de futebol, não atualizou-se, enfim totalmente inadequado para o cargo. 

E este BO é só da CBF, do Marin e do Del Nero (com o Ricardo Teixeira nas sombras).

Só mundando a lei Pele, tirando a Globo do controle da TV do futebol (democratizando para outros canais), acabando com os agente ou taxando-os convenientemente, conseguindo que os clubes invistam em suas divisões de baixo em para jogadores para o seu uso, impedindo que um menino de 12 ou 13 anos tenha "agente" participante ou dono do seus direitos de transferencia quando passar  a faze adulta e aí por diante. A Alemanha fez isto e hoje tem campeonatos com 40.000 pessoas de média por jogo, rendas altas para os clubes, alegria para os torcedores. 

 

 

 

 

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julião

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daytona

Concordo com tudo em seu

Concordo com tudo em seu comentário, menos na parte referente ao Corinthians deixar o Clube dos 13. Como todo cartel, o participante mais forte possui fortes incentivos para deixar o grupo, ou não seguir suas orientações.

Mais que os clubes, caberia ao estado a responsabilidade por regular essas organizações, o estado brasileiro deveria exercer maior controle sobre a CBF, por exemplo.

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Excelente o texto!

Excelente o texto! Compartilhei. É isso mesmo: o 7 x 1 exprime o fim do ciclo do esquema mafioso Globo-Fifa-CBF e outros. O brasileiro precisa entender que para voltarmos a ser os melhores em campo, a voltar fazer futebol alegria do povo será preciso libertar-nos dessa máfia. As Olímpiadas estão à nossa frente e falta-nos o espírito olímpico, sequestrado que foi pela gula dos mafiosos. Portanto trata-se, acredito, de rasgar o véu da ilusão da ideologia financeira hegemônica, fazer a crítica do modelo que produziu esses resultados e implantar novos modelos de gestão.

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Josias Pires

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