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A manipulação do escândalo Pasadena

No post "Cláusula Marlin, o erro central na compra da refinaria"  expliquei em detalhes os problemas do contrato de compra da refinaria.
 
Havia duas cláusulas colocadas em questão:
 
1. A "put option", pelo qual cada sócio tem o direito de oferecer sua parte para o outro. E o que receber a proposta tem duas alternativas: ou comprar a parte do outro ou vender a sua pelo valor proposto pelo sócio. É cláusula comum em quase todos os contratos onde existem dois acionistas principais.
 
2. A "clausula Marlin", pela qual a Petrobras garantia à Astra (sua sócia na Pasadena) rentabilidade mínima de 6,9% ao ano. Este é o ponto central pois, caso a rentabilidade caísse abaixo desse valor, a Petrobras seria prejudicada.
 
Confiram, agora, como se turbina uma denúncia
 
O Estadão solta uma matéria "denunciando" o fato do Conselho da Petrobras ter aprovado a compra de uma refinaria no Japão que continha a cláusula "put option", que é comum a esse tipo dee contrato.
 
Os repórteres fizeram um bom trabalho e separaram bem as duas cláusulas: a put e a Marlim. E citaram declarações do ex-presidente José Gabrielli mostrando que a cláusula "put" não tinha nada de excepcional. Os repórteres informam que a compra da refinaria do Japão continha a cláusula "put", mas não a cláusula de Marlim
 
"Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli citou o contrato da refinaria de Okinawa como exemplo de que o Put Option era comum nos contratos da empresa, colocando em dúvida a versão da presidente de que foi surpreendida pela cláusula no caso Pasadena. O contrato do Japão não continha a cláusula de Marlim".
 
Fica claro na reportagem que a diferença é a cláusula Marlim - que não constava na compra da refinaria japonesa. Repito: o problema é a cláusula Marlim, jamais o put.
 
A manchete do jornal, no entanto, escandaliza o que não é escândalo, não considerando o conteúdo enviado pelos repórteres.
 
Aí o G1 repercute a falsa denúncia:
 
Na sequencia, a oposição pega a falsa denúncia é pede CPI - o que é prontamente repercutido pelo jornal.
 
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73 comentários

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matuto

Nossa direita torta.

Quando teremos uma direita descente nesse país?

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Atento

Precisa turbinar pra quê? A

Precisa turbinar pra quê? A presidente é que deu munição à mídia brasileira, golpista ou não.

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Fratta

Se for pensar assim, uma moça

Se for pensar assim, uma moça de minissaia é quem sempre dá munição a seu estuprador.

 

Coisa de lôco, hein...

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Fratta

Se for pensar assim, uma moça

Se for pensar assim, uma moça de minissaia é quem sempre dá munição a seu estuprador.

 

Coisa de lôco, hein...

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E essa notícia?

Isso esclarece mais um pouco:

 

http://www.ocafezinho.com/2014/03/24/exclusivo-documentos-comprovam-que-...

Exclusivo! Documentos comprovam que Astra pagou mais por Pasadena!Enviado por  on 24/03/2014 – 4:52 pm19 comentários

Consegui, finalmente, a confirmação do preço de US$ 42,5 milhões pagos pela Astra pela refinaria de Pasadena em 2005. Um dos documentos obtidos com exclusividade pelo Cafezinho deixa bem claro, todavia, que o valor total investido foi bem além dos US$ 42,5, porque não este preço não inclui os estoques, nem considera a dívida líquida da empresa, que era de US$ 196,7 milhões em 2003.

O blog teve acesso a dois documentos. Um deles é uma análise da Jefferies, uma conceituada corretora de valores com escritórios em Nova York, Europa e Hong Kong.

 

ScreenHunter_3542 Mar. 24 14.21

O trecho acima relata que, no dia 22 de outubro de 2004, a Crown (então proprietária da refinaria) assinou um acordo com a Pasadena Refining Systems, Inc (empresa criada pela Astra para tocar o negócio) para vender a refinaria por US$ 42,5 milhões, MAIS O VALOR DO PETRÓLEO E DOS DERIVADOS EM ESTOQUE NA DATA DO FECHAMENTO.

O relatório da Jefferies qualifica a refinaria como um ativo “strong buy”, ou seja, era uma oportunidade excelente de compra.

Não posso deixar de comentar, contudo, que o autor do relatório, Greg Imbruce, tem uma mancha. Imbruce, alguns anos mais tarde, seria acusado de inúmeras fraudes contra o sistema financeiro. Mas isso acontece quando ele vai trabalhar em outra empresa, a Madoff, que ficaria famosa por suas fraudes contra celebridades. Aqui Imbruce (assim espero) é apenas mais um analista financeiro da Jefferies, compilando dados da refinaria de Pasadena e sugerindo que se tratava de uma boa opção de compra. Na época, o Citibank também emitia notas otimistas para quem comprasse ações da refinaria de Pasadena.

Desconsideremos, portanto, o histórico posterior de Imbruce, até porque vamos nos ater aqui apenas a dados, que podemos confirmar em outras fontes. E a Jefferies é uma empresa séria, que resistiu aos últimos terremotos financeiros que abalaram o mundo, e continua firme e forte.

O relatório traz, por exemplo, uma tabelinha com o desempenho financeiro da refinaria em 2003 e estimativas para 2004 e 2005.

ScreenHunter_3543 Mar. 24 14.27

Desempenho da refinaria de Pasadena, de 2003 a 2005.

 

EBITDA é a sigla de “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”, que significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”, em português. Pela tabela, observa-se que Pasadena, em seu pior momento, gerou lucro de US$ 2,8 milhões. Para 2004 e 2005, a expectativa era de um aumento forte nos lucros e também redução da dívida.

Em 2003, a dívida da refinaria correspondia a 70 vezes o seu lucro; em 2004, essa relação cairia para 3,4; no ano seguinte, para 2,7.

A refinaria tinha uma dívida líquida de quase US$ 200 milhões em 2003. Ora, diante desta informação, a pergunta certa a fazer é: a Astra herdou essa dívida? Para mim, está claro que sim, já que se tornou proprietária integral da companhia.

Sendo assim, o custo para a Astra, ao adquirir Pasadena, deve incluir também a integração desta dívida.

E hoje, no jornal Valor, em matéria intitulada “Muitas questões e algumas respostas sobre o caso da refinaria de Pasadena“, há pelo menos uma informação nova.

A operação montada pela Astra para comprar a refinaria de Pasadena incluiu também a capitalização da nova empresa formada, a Astra Oil Trading, com US$ 300 milhões. Nesta capitalização estão incluídos, aparentemente (termo usado pelo Valor), os estoques.

Sendo assim, a Astra investiu os seguintes valores em Pasadena:

- US$ 42,5 milhões para adquirir o controle acionário da refinaria.
- Custo não informado para adquirir os estoques.
- Integração de US$ 197 milhões em dívidas.
- US$ 300 milhões para capitalizar a trading que comercializaria os produtos da refinaria.
US$ 100 milhões para reduzir a emissão de enxofre e adaptar a refinaria às exigências ambientais do Estado (esse custo, aparentemente, seria repartido com a Petrobrás).

Segundo o Valor, a companhia valia US$ 678 milhões em 2006, incluindo estoques.

Em 2012, quando perde a disputa judicial na Corte de Arbitragem de Nova York, a Petrobrás terá pago, para ficar com 100% da companhia, um total de US$ 825 milhões. Outros US$ 355 milhões foram gastos com multas, juros, honorários e despesas processuais.

O total gasto pela estatal brasileira em Pasadena ficou em US$ 1,18 bilhão.

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O outro documento a que tivemos acesso exclusivo é o relatório da NPM/CNP, o grupo que controla todas as companhias da família Frére, incluindo a Astra.

O trecho que menciona o preço pago:

ScreenHunter_3540 Mar. 24 14.13

No mesmo documento, informa-se que a Astra comprou, ainda em 2006, um outra refinaria, menor, com capacidade para processar apenas 38 mil barris por dia, pagando US$ 200 milhões.

ScreenHunter_3541 Mar. 24 14.14

Voltando ao relatório da Jefferies, ele traz o histórico da Crown, com informações essenciais para se entender o preço pedido por ela por sua refinaria em Pasadena:

ScreenHunter_3546 Mar. 24 15.42

O texto acima, em resumo, revela o seguinte:

1) A Crown pertencia aos Rosenberg, que a controlavam através da empresa Rosemore, a qual, por sua vez, estava em processo de liquidação desde 2003. Por isso, os ativos estavam sendo vendidos a preços abaixo do mercado, porque a família estava precisando pagar suas dívidas. Só a refinaria de Pasadena tinha uma dívida de US$ 200 milhões. Não é de se espantar, portanto, que os Rosenberg estivessem ansiosos para vendê-la e dispostos a aceitar qualquer oferta razoável que os livrassem daquele peso.

2) Por outro lado, a Astra não compraria uma refinaria tão endividada se não a considerasse um bom negócio. Um palpite é que boa parte daquelas dívidas era com fornecedores, e que poderiam ser pagas com venda dos estoques e produção. A dívida pode explicar também os US$ 300 milhões que a Astra investiu na capitalização da trading que cuidaria dos negócios da refinaria.

3) Em 2003, seu pior ano, a refinaria de Pasadena refinou em média 76.075 barris por dia, o que correspondia a 76% de sua capacidade, estimada em 100 mil barris por dia (outras estimativas falam e 120 mil por dia).

4) O índice para avaliar o grau de produtividade e modernização de uma refinaria de petróleo é o Nelson Complexity Index. Quanto mais alto o índice, melhor. O de Pasadena era estimado, em 2004, em 8,4. O índice é inferior à média das refinarias americanas, que é de 9,5. Mas é bem acima da média das europeias. No mundo inteiro, a média é de 5,9. Na América Latina, é de 4,7. Considerando que Pasadena é uma refinaria de tamanho médio, e extremamente bem localizada, contando com uma rede comercial e logística estruturada ao longo de seus quase 100 anos de existência, o índice 8,4 me parece bastante razoável. Mais uma prova que Pasadena jamais foi uma “sucata”, conforme os críticos da Petrobrás querem nos fazer acreditar.

94127801

Abaixo, trechos de matéria do Valor que considero pertinentes para se entender o imbróglio. Nela, citam-se exemplos de outras aquisições feitas na mesma época, e fica claro que o preço pago pela Petrobrás não era abusivo. Ao contrário, estava inclusive bem abaixo da média de mercado, o que é explicável pelo fato da refinaria ainda não ter completado o processo de adaptação às novas exigências ambientais do governo.

A matéria do Valor também explica, em parte, a cláusula Marlim, que era uma forma da Astra se garantir contra riscos advindos da decisão da Petrobrás de fazer uma verdadeira reviravolta na refinaria, adaptando-a para processar óleos pesados da Bacia de Campos. Outra explicação para a cláusula Marlim é uma compensação para um possível conflito de interesses entre uma empresa fundamentalmente voltada para a produção, como a Petrobrás, e outra focada na comercialização, como a Astra.

*
VALOR

Muitas questões e algumas respostas sobre o caso da refinaria de Pasadena (trechos).

Por Cláudia Schüffner e Fernando Torres | Do Rio e de São Paulo

Quanto a Petrobras pagou pela refinaria?

Embora o desembolso total da estatal com o negócio tenha sido de US$ 1,18 bilhão, esse não foi o valor pago pelo “ativo refinaria”. Pela primeira metade das ações da unidade, a Petrobras diz que pagou, em fevereiro de 2006, US$ 189 milhões. O valor era metade da avaliação feita por 100% do ativo, de US$ 378 milhões, que constava em contrato, e que se compara aos US$ 42,5 milhões pagos pela belga Astra Oil Trading (que depois mudou de nome para Transcor Astra) um ano antes. Soma-se a isso mais US$ 300 milhões, que era o capital investido pela futura sócia na trading (braço comercial da refinaria), que aparentemente eram estoques, e chega-se a um valor de referência de US$ 678 milhões para refinaria e trading, com estoques.

Segundo a versão da Petrobras, além dos US$ 189 milhões, mais US$ 170 milhões teriam sido pagos, também em fevereiro de 2006, por metade dos estoques que estavam na trading na época. (esse valor não coincide exatamente com metade dos US$ 300 milhões citados no contrato, gerando uma diferença de US$ 20 milhões a ser esclarecida).

Após a disputa com o sócio, a corte arbitral determinou, em abril de 2009, que a Petrobras teria que pagar US$ 296 milhões pela outra metade das ações da refinaria (não fica claro porque o valor subiu 56% em relação ao desembolsado pela primeira metade, e se isso tem a ver com as cláusulas do contrato) e mais US$ 170 milhões referentes à segunda metade dos estoques existentes em julho de 2008, além de outros ajustes.

Assim, pelo “ativo refinaria” teriam sido pagos US$ 485 milhões e, incluindo os estoques de US$ 340 milhões, chega-se a um valor de US$ 825 milhões para o negócio. O restante, de US$ 355 milhões, foi pago em multas, juros e reembolsos com honorários motivados pela disputa arbitral, que não estão bem detalhados.

À Securities and Exchange Commission (SEC), regulador do mercado nos EUA, a Petrobras disse que pagou US$ 416 milhões pela primeira parcela da refinaria, valor distinto do informado no Brasil.

[Nota Cafezinho: foi informado sim, está no relatório da Petrobrás de 2006:
ScreenHunter_3544 Mar. 24 15.35

].

Por que a refinaria é avaliada hoje em menos de US$ 200 milhões?

Pouco antes da crise de 2008, o mercado de refino de petróleo viveu uma fase de ouro, com o petróleo batendo recorde e as margens das refinarias nas alturas, o que esticou demais os preços dos ativos. Foi exatamente com essa perspectiva que a compra foi fechada.

Após a queda do Lehman Brothers, tudo mudou. Reportagens da imprensa internacional citam casos em que houve queda de 80% no valor das refinarias americanas depois da crise. Como referência, a Valero Energy, maior empresa independente do setor de refino dos EUA, viu o valor de sua ação sair de US$ 63 em abril de 2006, perto do fechamento do negócio em Pasadena, para menos de US$ 15 em 2010 (queda de 76%). Atualmente, a ação está perto de US$ 50.

O que explica o salto do valor da refinaria de US$ 42,5 milhões em 2005 para US$ 378 milhões em 2006, sem os estoques?

Essa pergunta continua sem resposta. Mas o preço que mais parece fora de lugar é o primeiro, conseguido na negociação da belga Astra com a antiga dona da refinaria, a Crown Refinery, que tentava se desfazer do ativo desde 2001 e fechou negócio em 2005. A Petrobras diz, em sua defesa, que, logo depois da compra, a Astra investiu mais US$ 84 milhões no negócio, o que elevaria o total gasto pela belga para US$ 126 milhões. Ainda assim, o valor está bem abaixo da avaliação inicial de US$ 378 milhões da refinaria (sem estoques) feita em 2006.

Qual era a média de preço de uma refinaria quando a Petrobras fez a aquisição?

Ao se considerar os US$ 378 milhões de avaliação para 100% da refinaria de Pasadena previstos na negociação de fevereiro de 2006, a compra da Petrobras teria sido fechada com um múltiplo de US$ 3,78 mil por barril. Contando o desembolso de US$ 360 milhões (incluindo os estoques), o múltiplo sobe a US$ 7,2 mil.

Em março de 2006, um mês depois de vender 50% de Pasadena para a Petrobras, a própria Transcor Astra comprou outra refinaria nos EUA, na região de Seattle, pagando US$ 200 milhões, para uma capacidade de refino de 38 mil barris por dia, com múltiplo de US$ 5,2 mil por barril. Com essa referência, chegar-se-ia a um valor de US$ 526 milhões para 100% da refinaria texana comprada pela estatal brasileira na mesma época. Em maio de 2005, a americana Valero vendeu uma refinaria antiga em Denver (que precisaria de investimentos para reduzir o nível de enxofre dos derivados) por US$ 30 milhões, com capacidade de refino de 30 mil barris, com múltiplo de US$ 1 mil. Em agosto de 2006, o fundo canadense Harvest Energy comprou uma refinaria de 115 mil barris diários por US$ 1,6 bilhão, com múltiplo de US$ 13,9 mil por barril. Na operação da Astra com a Crown, o múltiplo ficou em apenas US$ 425 por barril, o mais barato.

O que mais parece estranho em relação aos preços?

A informação sobre o preço de compra da refinaria de Pasadena pela Astra, de US$ 42,5 milhões, aparece em um relatório anual da CNP (Compagnie Nationale à Portefeuille), empresa belga que controla a Transcor Energy, referente ao ano de 2005. A CNP, cujo site está fora do ar, pertence ao bilionário belga Albert Frère.

No ano seguinte, a CNP disse em seu relatório anual que conseguiu vender 50% da refinaria de Pasadena para a Petrobras, por US$ 330 milhões, o que lhe daria um lucro de US$ 150 milhões a US$ 180 milhões após impostos. Segundo a empresa, esse seria um ganho fora de “qualquer expectativa razoável”, trecho esse que foi destacado em relatório do TCU que investigou a aquisição. Passado mais um ano, contudo, a mesma CNP diz no relatório anual de 2006 que a venda dos 50% da refinaria para a Petrobras lhe deu um lucro de 75 milhões de euros (US$ 93 milhões da época). Por que o lucro ficou em metade do previsto?

A CNP menciona ainda, em seu relatório, que tinha direito a uma “alocação especial”, pelo seu relacionamento no mercado de trading, que lhe garantiria um retorno de 25 milhões de euros em 2007 e mais 17 milhões de euros em 2008, além da sua fatia de lucro na joint venture. A Petrobras não cita isso em seus comunicados, mas talvez isso explique o valor da segunda metade do negócio.

O que é a cláusula Marlim?

(…)

Essa cláusula garantiria retorno de 6,9% ao ano para a sócia belga, caso a Petrobras tivesse levado adiante seu plano de transformar a refinaria de Pasadena, para que ela processasse petróleo pesado, extraído do campo de Marlim, e não mais óleo leve, conforme seu projeto original. Esse tipo de transformação é chamado de “revamp”, uma modernização que inclui equipamentos mais caros, capazes de transformar óleo pesado (e portanto mais “pobre”) em diversos combustíveis, aumentando a margem. O retorno de 6,9% seria garantido com o ajuste do preço de venda do petróleo bruto da Petrobras para a refinaria. Ou seja, o petróleo seria vendido a preço de mercado. Mas caso fosse necessário, a Petrobras teria que reduzir o preço de venda para assegurar esse retorno para sua sócia na refinaria.

Em tese, como a mudança de configuração da unidade era do interesse da Petrobras, mas não necessariamente da Transcor Astra, que é focada no negócio de trading, a estatal brasileira teria oferecido essa garantia para “convencer” a sócia belga de que seria uma boa estratégia.

Contudo, como a mudança nunca foi feita, já que a Petrobras mudou de planos após a descoberta de viabilidade econômica do pré-sal, a cláusula nunca deveria ter sido aplicada. Não fica claro, entretanto, se ela de alguma forma influenciou a determinação do preço pela Petrobras pela segunda metade da refinaria. A estatal brasileira disse ao TCU que não.

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Kung Fu Tze disse tudo: "a política de um país deve ser centrada em 3 diretrizes: educação dos jovens, lealdade com os amigos e respeito aos mais velhos"

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Atento

Apenas uma pergunta: Por que

Apenas uma pergunta:

Por que ofereceram (parece que apareceu apenas um interessado) apenas 118 milhões de dólares por ela? 

Estranho...

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Por que ofereceram (parece que apareceu apenas um interessado) apenas 118 milhões de dólares por ela? 

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Christoph

Interesssante

Acho interessante no Brasil.

Todos os jornais, revistas e midias são um bando de idiotas não sabem nada sobre economia, são energumenos em questão de contratos, e totalment ibecís na questão de trato com a informação.

Mas por outro lado temos a tal da mídia alternativa, esta sim informada, totalmente senhor das verdades verdadeiras de verdade, embuidas do mais puro altruismo.

Temos tb os progessistas cujo maior progresso é atacar, axincalhar os que pensam diferente.

Acho interessante que os únicos que sempre sabem da verdade verdadeira das verdades ostentam sembre algum símbolo de alguma estatal. 

Nunca passou pela cabeça de nenhum progressista a possibilidade de ter algo extremamente podre dentro da Petrobras.

A Petrobrás é uma empresa séria, que apesar de não abrir seus números, faz nos acreditar que nunca houve, obviamente depois de 2003, nenhum deslize, malfeito, ou qq coisa semelhante.

A Petrobrás sempre trabalhou em prol do Brasil e nunca houve sequer um único centave de desvio.

Mas agora o Brasil inteiro entende tanto de clausula merlin e put in e put out como de grooving em pista de aeroporto.

Todos viram especialistas, obviamente a custas do erário público.

 

 

 

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Audácia do bofe 60 anos depois!

O erro não foi comprar Pasadena. O erro foi a Petrobrás se atrever a entrar nos EUA. Onde já se viu tamanha audácia?

A Petrobrás foi feita para ser vendida, não para comprar...

Prestem atenção: 60 anos depois o Brasil ainda não saiu da campanha pela Petrobrás e 50 anos depois continua parlamentarista. Contra o presidente, por que se fosse contra o primeiro-ministro o governo cairia...!

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Ronaldo Braga

Exclusivo! Documentos comprovam: Astra pagou mais por Pasadena!

Exclusivo! Documentos comprovam que Astra pagou mais por Pasadena!

Fonte: http://www.ocafezinho.com/2014/03/24/exclusivo-documentos-comprovam-que-astra-pagou-mais-por-pasadena/

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Fausto Barchiesi

PASADENA.............. TEM UM DETALHEZINHO.............

Sr. Nassif , 

                   hoje recebi a seguinte informação (abaixo) sobre o assunto . Tem fundamento ?

 

O  senhor  Albert Frère é um megaempresário belga. O homem mais rico daquele país. Ele era o dono da refinaria Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42 milhões como sucata e vendida por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras. Ele comprou esta refinaria em 2005 e vendeu 50% para a Petrobras em 2006, já por mais de U$ 300 milhões. Este senhor possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta. A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais. É dona de Estreito , Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas, eólicas. A Tractebel, que é da GDF Suez, que tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, que é um dos donos da Astra Transcor Energy, que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão, foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006. A doação de R$ 300 mil chegou a ser contestada na sua legalidade. Também foi uma das patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil. Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil. O dinheiro que ajudou a reeleger Lula e eleger Dilma veio, assim, mesmo que indiretamente, da Petrobras. Daquela bolada que ela pagou, inexplicavelmente, pela Refinaria Pasadena. Como é pequeno este mundo da corrupção

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A The Economist foi certeira

O artigo de 2006 da The Economist foi certeiro no negócio. Imprensa independente, que não têm rabo preso pode dar notícia.

O artigo da The Economist sobre o Barão da Astra é de 2006

Pelo sim, pelo não, a The Economist, que dê boba não tem nada, fez justamente na época deste acordo entre a Astra e a Petrobras a reportagem sobre ele, coincidência? ou eles sabiam de alguma coisa. 

O artigo está aqui:

http://jornalggn.com.br/comment/257647#comment-257647

 

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Follow the money, follow the power.

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josé adailton

O mordomo é a imprensa

Escândalo? Não os há faz muito tempo. Todos sabem como o Estado (em todos os níveis) é sumamente eficiente A propósito, o Estadão soltou mais um "não escândalo": 

Petrobras abriu mão de cobrar 'calote' da Venezuela

http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1578128-petrobras-abriu-mao-d...

 

 

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Euler Conrado

Para mim está cada vez mais

Para mim está cada vez mais claro que este dilema chamado Pasadena não tem nada de técnico: é político e é negócio. Explico-me: o objetivo político é tentar mostrar que Dilma causou prejuízo ao Brasil, que não tem competência administrativa, enfim, que não pode ser reeleita. Seguramente este tema será explorado durante as campanhas eleitorais, com a reprodução das reportagens feitas sob medida pela Globo e jornais afins.

O segundo objetivo - ou o primeiro, não importa a ordem - é provocar o desgaste da Petrobrás, para forçá-la a vender a refinaria a preços de doação, como fez FHC com a Vale do Rio Doce, a CSN, a malha ferroviária do país, etc. Além de forçar a venda da refinaria em forma de doação, a mídia quer ver a Petrobras desmoralizada para que ela própria seja privatizada, como queriam os tucanos.

Que a mídia golpista, serviçal dos de cima, tenha estes objetivos não há o que se estranhar. A perplexidade se dá em função da incapacidade do PT, da presidenta Dilma e da Petrobrás de darem uma resposta à altura a mais este ataque da mídia golpista. Deveria se aproveitar este momento para: 1) fazer um esclarecimento em cadeia nacional de rádio e TV sobre as circunstâncias da compra da refinaria e a realidade atual da Petrobrás; 2) questionar o papel desta mídia golpista que presta um desserviço à população, e com isso, abrir o debate sobre a necessidade da democratização dos meios de comunicação.

Considero obrigação do governo federal assumir a briga pela democratização dos meios de comunicação e parar de se fingir de morto ante a tantas denúncias sem fundamento, distorcidas, claramente voltadas para desestabilizar o governo federal e criar um clima de caos no país.

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"put option" e "clausula Marlin"

Puts, nunca havia topado com essas palavras e se topei atropelei, passei por cima e tenho certeza que a grande maioria dos leitores também nunca deram maior importância a elas. Dessa grande parte de leitores, a imprensa quer atingir, e atinge, os desavisados. Eu e os avisados, como já estamos escolados com essa imprensa marrom já sabemos que ela quer mesmo é fazer carnaval em cima da Dilma com o que sabe que o povo não entende nem está interessado em entender. O problema são aqueles que não entendem mas querem se fingir de entendidos e aproveitar para sapatear e faturar eleição em cima do governo. E aí vai... políticos oposicionistas levantam dos seus sarcófagos e vão pra frente dos holofotes das TVs, clamam por CPI (CPI da Petrobrax não querem), coxinhas vão para passeatas e nem sabem o que querem, não conseguem explicar porque querem que os militares tirem a Dilma do Poder. Na verdade, imprensa e coxinhas querem novamente que os milicos façam o serviço sujo e entreguem o Poder de presente para eles, pois sabem que pelo voto está difícil demais. Para mim é o seguinte, Pasadena está lá, é nossa, cara ou barata está incorporada ao nosso patrimônio assim como a refinaria no Japão. Bem diferente do tempo do FHC quando não compravamos nada apenas vendíamos o que tínhamos na bacia das almas. Passa a régua!

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Frank

É tudo culpa do Lula e dos

É tudo culpa do Lula e dos petralhas.

QUEM MANDOU NÃO FAZEREM A LEI DE MÏDIA?

QUEM MANDOU TEREM MEDO DA GLOBO?

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Fabio !

Nada de novo .  Há pouco mais

Nada de novo . 

Há pouco mais de um mês , era esta outra pérola que estava nas manchetes : 

Estagiário de advogado diz que ativista afirmou que homem que acendeu rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo

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JoaoMineirim

Em outro post o Nassif

Em outro post o Nassif classificou como dificuldade da cobertura em entender o cso. "Dificuldade de entender" é eufemismo. Eu diria que existe é má intenção por parte de alguns veículos de comunicaçao que vem praticando o jornalismo chacrinha: "Eu não vim pra explicar. Vim para confundir."

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Deixem rolar

Enquanto rola este falxso escândalo da Petrobras, a imprensa não levanta a bola do Aécio nem do Eduardo.

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É O VELHO BOI DE PIRANHA

Nassif, você fez uma ressonância magnética do negócio entre a Petrobrás e a Astra Oil, a maioria das pessoas como eu que sou leigo, tiro minhas conclusões baseadas em análises de especialistas do mercado, economistas e jornalistas de economia. O negócio foi muito bom para a Petrobrás à época, com a crise de 2008 entrou em depressão, e desestimulou a Petrobrás a investir mais, devido a descoberta do pré-sal. A refinaria está a pleno vapor, quase no limite que é 100 mil barris dia, mas todos ficam presos apenas ouvindo opiniões políticas, é o velho golpe: barem a carteira e saem gritando "pega ladrão", não cola mais essas táticas enganadoras, a informação circula rápido e se desfaz como névoa. O investimento está lá e dando lucro, logo o retorno virá ou mesmo a venda da refinaria se dará por um bom preço, o mercado é volátil, ora está em baixa, ora em alta, não é assim que vemos todos os dias as movimentações dos papéis das bolsas de valores pelo mundo? Abraço

 

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Silvio Luiz Morais

Desonestidade intelectual

O problema maior, a meu ver, não reside na dificuldade de explicar a diferença entre as duas cláusulas (Marlim e Put Option). A questão central é que tudo que possa servir de munição para atacar o governo federal será utilizado e danem-se os escrúpulos, a honestidade intelectual. A mídia brasileira é intensamente partidarizada e este tema caiu como uma luva para ela dar uma "mãozinha" para a oposição. Lamentavelmente, os governos do PT têm dado uma importância muita pequena a um tema de capital importância que é o da democratização dos meios de comunicação.

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Atento

A oposição, a mídia

A oposição, a mídia brasileira, ou quem quer seja não tem culpa do fogo amigo: Dilma X "conselheiros".  Quem "está dando milho para bode" ou seja municiando a oposição é a fratura exposta das coisas mal contadas pelo governo e pelo PT. Enquanto não houver um único discurso (se que seja possível) sobre o assunto, que satisfaça minimamente o entendimento da oposição, da mídia brasileir ou de quem quer que seja, as pulgas continuarão atrás das orelhas. Ou ninguém pode desconfiar de nada? Ou tudo está tudo muito perfeito? E ainda tem mais, esses acordos com a Venezuela sobre uma refinaria em Pernambuco, a notícia sobre a desvalorização de mercado da Petrobras, tudo muito nebuloso. E a oposição, a mídia brasileira e os quem quer esteja  no mínimo atento estão errados? È isso?

 

 

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Mais um pouco de Pasadena

By MarketWatch Julho de 2012

SAO PAULO--Brazil's government-run oil company, Petroleo Brasileiro SA (PBR, PETR4.BR), or Petrobras, will pay a total of $820.5 million to acquire a 50% stake that it doesn't already owned, assuming full control of Pasadena Refining Systems Inc and ending a legal dispute with a former partner, the company said over the weekend in a statement.

Petrobras, which acquired a 50% stake in Pasaneda refinery in 2006 for $360 million, said it reached an agreement to buy the remaining stake from Belgium group Transcor Astra.

"Petrobras executed an agreement to end all existing lawsuits between the companies in the Petrobras System and the Belgian group Transcor Astra, controller of Astra Oil Trading. The lawsuits stemmed from the partnership period between Astra and Petrobras America Inc. (PAI), a subsidiary of Petrobras, in the Pasadena Refining System, Inc., owner of the Pasadena Refinery in Texas and the Trading Company," Petrobras said.

"The agreement also ends the ongoing legal issue regarding the arbitration process that had recognized Astra's put option for PAI's ownership interest (50%) of PRSI and the Trading Company," it added.

Under the deal, Petrobras will pay the put option value, set by a report dated in 2009, issued during the arbitration process mentioned above, plus interest and other legal expenses, totaling $ 820.5 million.

"This amount had already been provisioned for payment, almost in full, in Petrobras' financial statements, with the remaining amount of approximately $70 million to be included in the company's results for the second quarter of 2012," Petrobras said.

 

http://www.marketwatch.com/story/petrobras-to-buy-full-control-of-pasadena-refining-2012-07-02

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Celso

Não adianta chorar...

Foi o preço pago para a Petrobrás ter uma refinaria dentro do maior consumidor de petróleo do mundo.

Se tivesse algum problema de desvio de dinheiro acho que a justiça americana já teria dado o grito.

O mais importante de tudo é que a refinaria é da Petrobrás.

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Grupo de Apoio Viver

A História se Repete...

Tanta história se ensina na escola, e ninguém aprende, que sempre que o poder é concentrado nas mãos de um ou de alguns, com frequência acontece o abuso e a dominação, após certo tempo?

Poder concentrado não é monopólio? Semelhante em erro, não é à monocultura? 4 anos é pouco, 8 é muito, 12 é demais, 16... nem pensar...

É... é um povo muito culto, de uma cultura que não presta para bem viver.

Dilma esta para Lula, como Pita esteve para Maluf...

Os 40 Ministérios com 920 mil funcionários, parece-me semelhante à forma como D. joão conseguiu manter-se no trono. Pena que ao retornar a Portugal, a corte e os amigos de D. João foram devolvidos ao Brasil, conforme esclarece o livro 1808.   Ignácio-GAV

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Altran Gomes da Silva

Nassif, a culpa é da lambança

Nassif, a culpa é da lambança da Dilma, que não deixou claro nem  a qual clausula ela se referia. E essa é mais uma crise em cima do nada

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Franbeze

Mais uma vez é culpa da Dilma e do Governo

Sim. Mais uma vez é culpa da Dilma e do Governo. Por que a Dilma e/ou Governo não vai em cadeia de rádio e televisão  explicar para o povo? Ou vai continuar deixando o PiG continuar desinformando o povo? Isso é que eu não consigo entender. Alguém aqui não poderia me explicar porque o Governo da Dilma fica sem responder mais uma vez ao PiP. Eu vou quebrar o controle remoto da Dilma..

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Zanchetta

O problema mesmo é a PT

O problema mesmo é a PT OPTION... sigam o dinheiro e vejam onde ele acaba...

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Fábio Henrique Carmo

Dano eleitoral improvável

Seja lá o que aconteceu, acredito ser improvável um dano eleitoral para Dilma. É uma questão técnica de difícil compreensão para 98% da população. Dos restantes 2%, metade finge que entende apenas para atacar Dilma e outra metade é que realmente compreende. Se o mensalão não teve a repercusão eleitoral pretendida pela mídia, quem dirá uma questão dessas, relativa há um fato ocorrido há anos, quando ela nem era presidenta.

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Carlos Dias

não é somente o fator urna,

mas chantagem pré eleitoral..

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Nena

Que escandalo?? MACARENA ?

Lamentavelmente a Globo volta a atacar sem medo dos riscos de ser cassada por desinformar a população.

Não existe escandalo PASADENA ,nem MACARENA, o que existe é mais um complô com o objetivo do pessoal do Aécio et filiis  de criar "um escandalo por dia" para tentar tirar a Dilma do poder. Precisamos urgentemente denunciar e PUNIR a GLOBO e sua sequêncial escrita a VEJA, para que sejam impedidas de continuar seu des-seviço à NAÇÂO BRASILEIRA.

Seja o que for, cláusula PUT ou MARLIN. temos um pé lá , e esse é o principal objetivo , não se preocupem pq o lucro virá certamente antes do prazo estipulado pela Mídia podre nacional.Aliás já estamos no lucro só por não termos pago a Belga.

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Para resolver o assunto basta seguir o dinheiro

Não têm clareza nas operações e no destino da grana porque quem ganhou não pode aparecer.

O não poder aparecer é que é o problema.

Por mim, elucidava tudo, tim tim por tim tim.

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Follow the money, follow the power.

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iron

Ao responder este comentario,

Ao responder este comentario, reafirmo o que escrevi no anteriomente censurado pelo LN. O fato é tão grave, o empenho demonstrado está sendo tão desproporcional, que receio que se investigar a fundo, o resultado não será outro que não o semelhante a Watergate.

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Barão bom de negócios para ele é claro

Fiz a pesquisa, o Barão é um expert em promover acertos de companhias com empresas estatais.

A última coisa que ele faria na vida, naquela época, no auge de seus negócios era pegar uma mico que não pudesse passar para a frente. Já estava metido em rolo de companhias de energia e petróleo há muito tempo. 

A Petrobrás foi se meter com o maior roleiro da área, se deu mal.

A reportagem é da The Economist, que o define como espertalhão:

A discreet dynamo

 

Belgium has produced one of Europe's most interesting businessmen

 

Apr 20th 2006 

From the print edition

 

 AFP

THE country that plays host to the European Union, epitomises some of the worst features of Euro-sloth. Belgium's unemployment rate is 12.4%, among the highest in the EU; tax accounts for 55% of labour costs, the highest rate in the developed world. But behind the depressing economic statistics there remains enormous entrenched prosperity, as a casual drive around the luxurious suburbs of Brussels can confirm. And nobody epitomises the discreet wealth and continuing dynamism of European capitalism more than Albert Frère, a Belgian tycoon, who has recently turned 80—but continues energetically to re-shape corporate Europe.

Mr Frère is the only Belgian-born billionaire to feature in Forbes magazine's list of the world's 500 richest people. But he keeps himself well out of the limelight. He rarely gives interviews or speaks in public and bases himself in Gerpinnes, a small town in the southern Belgian rust-belt, near where he was born. This closeness to his roots might suggest a certain parochialism. In fact, few businessmen have more energetically embraced the idea of a borderless Europe. Mr Frère has had no compunction about selling some of the most famous names in Belgian business to foreigners. And despite his deliberately low profile, Mr Frère is attracting plenty of headlines these days, through high-profile deals in France and Germany.

As the biggest individual shareholder in Suez, a French water and waste company, he is a protagonist in discussions about the merger of Suez and Gaz de France, a French gas giant—a deal that is extremely politically sensitive, given France's devotion to economic nationalism. Mr Frère also recently amassed the biggest single stake in Lafarge, a French cement-maker with an uncertain future. And a few weeks ago he bought into Eiffage a French construction group. He was also involved with a move to take over Taittinger, one of the most prestigious champagne producers—although this month he dropped out of the bidding.

Some predict that he will increase his stake of 8.2% in Lafarge to one-tenth or more of the company's equity and demand a board seat, to increase pressure on the company's management to work harder for shareholders. In anticipation of Mr Frère's likely demands, Bruno Lafont, the newish boss of Lafarge, recently unveiled a restructuring plan. Others think Mr Frère might increase his 6.1% stake in Eiffage to protect the company from unwanted advances from Sacyr Vallehermoso, a Spanish rival.Most of the recent attention, however, has focused on an announcement at the end of January by Groupe Bruxelles Lambert (GBL), a financial group controlled by Mr Frère, that it plans to sell some, or all, of its 25% stake in Bertelsmann, a German media conglomerate, on the stock exchange if market conditions are favourable. The Mohn family, owners of most of Bertelsmann, opposes a flotation, but the only way they can stop Mr Frère is by buying him out. He will probably use the €5 billion ($6 billion) or so raised in the sale of his holding in Bertelsmann to buy big stakes in companies in France and elsewhere.

Mr Frère's record suggests that whatever he does will be shrewd. A self-made man and high-school drop-out, he has displayed impeccable timing in his wheeling and dealing. The son of a nail merchant, he started to buy up Belgian steelmakers in the 1950s and 1960s. By the time the Belgian government decided to nationalise steel companies in 1979, Mr Frère owned almost half of the industry.

Selling out worked well, since the steel industry was just entering a long and steep decline. Having pocketed a handsome sum, Mr Frère did not sit on the cash for long. He teamed up with Paul Desmarais, a Canadian entrepreneur, and others to buy GBL in 1982. The group owned stakes in Banque Bruxelles Lambert, Petrofina, a Belgian oil giant, and other big companies.

Once again, his timing was spot on. Mr Frère had acquired a significant stake in companies that had done well in Belgium's small and self-contained national market—assets that gained in value, as the EU moved towards a single European market. Over the past decade, he has sold what were once regarded as the crown jewels of the Belgian economy to companies in neighbouring countries. In 1997 he sold Banque Bruxelles Lambert to ING, a Dutch financial group. The next year Total, a French oil giant, bought GBL's stake in Petrofina. At that time AXA, a French insurer, bought GBL's stake in Royale Belge, a Belgian insurer. And last year he helped pave the way for the takeover of Electrabel, the biggest Belgian electricity company, by France's Suez.

Frère père

Perhaps unsurprisingly, given this record, Mr Frère sometimes seems to be more highly regarded in France than in his native Belgium. Although Belgium's King Albert II made him a baron in 1994 and he now has an entrée into almost all of the kingdom's boardrooms, he seems more comfortable with the French elite than at home. Spending long stretches of time in Paris in his flat in Avenue Foch, he has become a member of France's most selective business clubs. He is also a friend of Bernard Arnault, boss of Moët Hennessy Louis Vuitton, a big luxury conglomerate. In 1998 the two tycoons bought Château Cheval Blanc, one of France's best-known vineyards. Mr Frère is also a member of the Paris Jockey Club.

As with many ageing tycoons, the question of succession hangs over Mr Frère's business. In 1999 his younger son, Charles Albert, died in an accident. He has another son, Gérald, and a daughter, Ségolène, who are both involved in the family business. Gérald has taken over many of his father's responsibilities in Belgium, but he is said to be less keen on business than Frère senior. But those who know the older Frère say that he will never stop doing business. It is hard to deny the lure of the next deal—especially when the last one served you so well.

 

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Márcio Barbosa

Soberbo

Ola Sr. Nassif a única imprensa que manipula é a sua, pois o problema não são as Clausulas e sim o valor exorbitante pago por uma refinaria que poucos anos antes fora adquirida na sua totalidade pela bagatela de alguns milhões, digo bagatela, pois o valor de compra pela nossa Petrobras for de mais de 1 bilhão, os ex donos da refinaria não acreditam até agora que ganharam na loteria, ou será que esse montante não foi para eles? talvez esteja em alguma cueca por ai, ou calcinha sei lá!, porém estão focando apenas na tal da "PUT OPTION" e se esqueceram do principal que é a evasão de divisas! gostaria de ver a Petrobras revender essa mesma refinaria e gostaria de saber quanto seria pago, será que recuperaria o mais de bilhão pago? tenho certo que não, porque trouxa só o Brasil!

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Dagoberto Saraiva

Pasadena

O Barbosa , 

o sr. sabe que a refinaria de Pasadena está processando 100.000 barris por dia, o que corresponde a cerca de 220 milhões de dólares de faturamento por mês ?

Vá estudar, o Barbosa ... 

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WRamos

cocordo com o Nassif que o

cocordo com o Nassif que o empenho da imprensa no caso Pasadena é para tumultuar, esconder e não explicar.

Não tenho visto exposição de dados essenciais para ter uma avaliação ao menos grosseira do negócio. O Nassif nos mostrou os preços de aquisições de refinarias ocorridas na mesma época, concluindo que a Petrobrás pagou preço razoável para as condições de mercado. Nas menções aos valores pagos pelo sócio Belga, algo como US$ 42 milhões, bem como nas transações posteriores, nunca se fala de qual era a dívida da refinaria em cada momento. Isto é fundamental para se falar em valor de negócio.

Outra coisa pouco clara, e apenas pelas notícias parciais que temos lido dá para identificar que este é um dado essencial do valor do negócio, não está claro qual era o valor dos estoques de derivados detidos pela refinaria em cada momento.

No campo político também parece que tem algo ainda por perscrutar. Por que agora esta discussão? Só pela eleição? Ou tem algo a ver com o imbróglio com a base de apoio, que como por um passe de mágiga morreu desde o último final de semana. Será que a revelação de que os diretores da Petrobrás, que tem indicação na base, não levaram todas as informações ao conselho de administração, não é um indicativo de que a celeuma foi ofereciada ao mercado jornalístico justamente como uma mensagem do tipo, "eu sei onde vocês estiveram no negócio passado"?

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Antonio Soares

Aposta na desinformação

Infelizmente o que estamso vendo é a grande imprensa repetindo, repetindo e muitas pessoas que não tem domínio sobre os fatos sendo apenas papagaios, sem fazer ou querer fazer nenhuma análise ou aprender sobre o que é dito. Assim como em outras vezes, já existe um culpado e está tudo errado. É isso que querem nos fazer acreditar. Já fizeram isso outras vezes. Este é um assunto bastante técnico e só quem vive no mundo dos negócios poderia entender. Muitos se fazem de cegos antes os números colocados. É o papel da desinformação. Creio que melhor seria, se fosse o caso, a presidente explicar em rede nacional a operação que ocorreu, em um linguajar melhor entendido pela popuilação, não sem antes ela mesma se consultar com os especialistas no assunto. Se for necessário uma mea culpa, se for o caso, que faça. No demais, assim como o episódio do mensalão, este assunto tem sobrevida curta.

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José luis da Silva

Essa eu não entendi

Essa eu não entendi MESMO.

Nunca ví COMPRADOR de parte de um negócio já montado, dar garantia de rentabilidade ao VENDEDOR. Sempre ao contrário.

O vendedor é quem dá a garantia mínima de faturamento e/ou lucro, como um amigo que comprou um pequeno restaurante e pagou o preço baseado no valor do lucro mensal que o vendedor alegou. 

Durante três meses o VENDEDOR co-administra o negócio e a meta do contrato tem de ser atingida sob pena de desfazimento do negócio.

Agora é que o negócio entornou de vez.

Petrobrás compra uma parte do negócio e garante AO VENDEDOR retorno garantido.

BRASIL VALE TUDO.

 

 

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Fabio !

E tem mais : em 2009  , Caixa

E tem mais :


em 2009  , Caixa Econômica pagou R$740milhões por 35% de participação acionária no  Banco Panamericano , sem direito a participação no conselho de administração.


No ano seguinte anunciou-se que o patrimônio do Banco Panamericano tinha um rombo de R$4bilhões .


Em 2011 , já tendo como controlador o Banco BTG Pactual - para o qual o Panamericano foi vendido - a Caixa Econômica Federal - sócio minoritário -  injetou mais R$10 bilhões no banco !


Essa negociata toda foi pouco importunada pela mídia , afinal os envolvidos maiores são , um deles ,  um barão da mídia e o outro um dos maiores banqueiros do país !


VALE TUDO , mesmo. Mas só para os amigos do poder.


 

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DeSola

Eh simples. A Petrobras

Eh simples. A Petrobras estava muito mais interessasa em comprar do que a outra empresa em vender.

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Parabéns! Esse é o ponto

Parabéns! Esse é o ponto central da questão.

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NNN

Como é que é?

Ué! Como é que a cláusula da rentabilidade é o ponto central se o prejuízo monstruoso veio da outra cláusula?

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E quem disse que foi a outra

No outro post, explico detalhadamente os efeitos da cláusula Marlim sobre o contrato. A put é comum em operaçoes desse tipo.

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Uma aula de como a grande

Uma aula de como a grande imprensa manipula as informações.

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iron

E a nanica mais ainda

E a nanica mais ainda

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. . .Dilma não decidiu sozinha. . .

A presidenta Dilma não decidiu sozinha, havia o presidente da Petrobrás Gabrielli, com muitos anos de cadeira, de experiência em todos os tipos de negócios, também no conselho estava o capitão de indústria Johanpeter Gerdau, que tem siderúrgicas no próprio Estados Unidos, e mais um monte de gente, um conselho tem decisões colegiada, se houve êrro foi de todos, não só da presidenta Dilma Rousseff.

Os Estados Unidos sempre dificultaram de todas as maneiras a entrada de empresas de outros países em seu território, e a aquisição dessa empresa era a maneira da Petrobrás fincar um pé no território americano. Houve êrros, é claro que houve, mas não houve dolo ou má fé. 

E no caso da Privataria Tucana, o que podem me dizer os que atacam essa aquisição da Petrobrás?

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"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

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Motta Araujo

Os EUA JAMAIS dificultaram a

Os EUA JAMAIS dificultaram a entrada de empresas estrangeiras em seu territorio, são EXTREMAMENTE BEM VINDAS,

a terceira rede de distribuição de combustiveis, a maior empresa de asfaltos do Pais e o 4º maior grupo de refinarias pertencem a CITGO, que é 100% controlada pela PDVSA, da Venezula.

Os maiores frigorificos de frangos e de carnes dos EUA, respectivamente PILGRINS PRIDE e SWIFT são controlados pela brasileirissima JBS.

Todas as marcas japonesas de automoveis tem fabricas proprias nos EUA. A maior empresa de cerveja dos EUA, a Budweiser e a maior empresa de complementos alimentares, mostarda, maionaise e ketchup tambem é controlada por brasileiros. A terceira maior firma de colchões e roupas de cama é da COTEMINAS brasileira.

É um principio sagrado dos EUA a absoluta liberdade para abrir empresas, qualquer que seja o Pais de origem do capital, com exceção de setores de segurnaça nacional, que em qualquer lugar do mundo é controlado.

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AlvaroTadeu

abobrinha com quiabo é o diabo.

Motta Araújo, nunca diga JAMAIS se não conhecer em profundidade o assunto que aborda. E você aborda apenas a borda do assunto, por isso disse tolice tão grande. Disse por ignorância ou por maldade tucana?

Os Estados Unidos DIFICULTAM sim empresas estrangeiras em seus negócios. Você certamente não conhece a história do correio aéreo, senão, não diria asneira de alto coturno. Nos anos 30, um colombiano cheio de grana avaliou o custo e o tempo de uma correspondência de seu país para os Estados Unidos. Levava semanas. De avião, chegaria em menos de 24 horas, compensaria e  muito o custo mais elevado.

Solicitou autorização do governo norte-americano para levar correspondência da e para a Colômbia por meio de um correio aéreo. O big boss da Boeing interveio e a autorização não saiu nunca. Dois anos depois, a Boeing meteu-se no negócio e criou um correio aéreo. Que aliás, também fazia entregas na Colômbia. Outro caso escandaloso foram os computadores Bull. A empresa, comprada por franceses, ganhou uma concorrência do governo norte-americano. Melaram a concorrência, o ganhador final foi a IBM. Recentemente, aviões brasileiros ganharam outra concorrência das Forças Armadas estadunidenses. Melaram. Afinal, quando você diz o que diz, é um inocente útil ou inútil?

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"2. A "clausula Marlin", pela

"2. A "clausula Marlin", pela qual a Petrobras garantia à Astra (sua sócia na Pasadena) rentabilidade mínima de 6,9% ao ano."

Essa "Cláusula Marlin" não inspirou a Cláusula SELIC, pela qual o BACEN garantia ao mercado financeiro (sócio originário do Estado), rentabilidade mínima de 7% nos títulos públicos?

O Estado é um ótimo investimento ao crescimento privado, já está rendendo 10,75% ao ano.

A Petrobras aprendeu também a passar as reservas nacionais para fontes internacionais; e o investimento que entra não deixa de ser uma forma de privatização par e passo do crescimento da empresa.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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