
Com a reforma do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) finalmente colocou em prática uma regra de concorrência há muito cobrada aqui: uma redistribuição dos slots em entre as companhias aéreas, privilegiando aquelas que ostentem melhores índices de pontualidade e qualidade.
Com essa medida, rompe-se um dos principais obstáculos à competição e à melhoria dos serviços no setor. Até agora, os vôos das empresas menores eram jogados em áreas sem slots na parte de baixo do aeroporto, tornando-os incômodos justamente pela parte de terra, não de ar..
Com a ampliação dos demais aeroportos, completa-se o ciclo e começará a haver uma competição maior, impedindo o acomodamento do duopólio TAM-Gol.
A propósito, hoje de manhã estreei o novo aeroporto de Congonhas. Cheguei em cima da hora, fui atendido rapidamente no guichê, liberado em menos de cinco minutos. O vôo era na parte de baixo do aeroporto. O embarque foi rapidíssimo, com a nova entrada descongestionando as filas de embarque ao aeroporto e o aumento do número de slots acabando com a bagunça anterior.
Certamente como reflexo da nova competição, pela primeira vez em anos o avião da Gol manteve um espaço decente entre as poltronas.
Desembarco em Brasilia e encontro um aeroporto de primeiro mundo. Pequenos cafés, distribuídos ao longo do trajeto para a saída, permitem tomar café sem enfrentar longas filas.
Voar no Brasil deixou de ser o suplício que era.
O grande salto na demanda finalmente encontrou uma oferta do mesmo nível.
Viva a Copa!
Rodrigo Negrão
10 de julho de 2014 11:55 amMais ficarem pronto os
Mais ficarem pronto os aeroportos ? Acho que só o de Natal/RN né ?
Bom, mais vão ficar.
É uma pena que a decisão de reconhecer a incompetência do Estado, e conceder a exploração dos aeroportos, à perder de vista, para empresas privasdas tenha demorado tanto.
Jefferson
10 de julho de 2014 12:59 pmEngraçado o seu comentário, o
Engraçado o seu comentário, o aeroporto de Congonhas é administrato pelo Estado, através da INFRAERO, e não pela iniciativa privada.
Rodrigo Negrão
10 de julho de 2014 3:14 pmEstão prontas as obras de
Estão prontas as obras de Congonhas ?
Não foi o que eu vi há 10 dias.
Rodolfo
10 de julho de 2014 12:12 pmNada como uma privatização…
Nada como uma privatização…
Rui Daher
10 de julho de 2014 12:19 pmQuantas vezes
queixei-me aqui e no meu blog do duopólio. Também, sobre a surpresa positiva de uma conexão em Brasília um mês atrás. O mesmo de Congonhas. Que bom ouvir essa sua notícia, Nassif. Espero começar a sofrer menos para perseguir com anda por aí a agropecuária.
Ricardo Brasileiro
10 de julho de 2014 12:43 pmO Rodrigo Negrao, Congonhas é
O Rodrigo Negrao, Congonhas é administrado pela INFRAERO, aliás ela administra uns 70 aeroportos Brasil afora, há mais de 40 anos!!!!!
Válber Almeida
10 de julho de 2014 1:01 pmBom, acho que o que realmente
Bom, acho que o que realmente importa desta copa foi sintetizado por uma amiga, via watsapp… Diz a mensagem dela:
“Valeu seleção!
Bruno Cabral
10 de julho de 2014 1:16 pmBrasilia
Tambem estive em Brasilia, embora um pouco antes da Copa, e o aeroporto melhorou muito. Ainda havia lojas fechadas, na epoca, mas só o fato de nao pegar onibus para embarcar ja foi um upgrade e tanto.
Calvin
10 de julho de 2014 1:41 pmQue pena!
Tivessem as privatizações de aeroportos saído há alguns anos, e não de afogadilho, aguardando a conversão ideológica da governanta, e estaríamos muito melhores!
junior50
10 de julho de 2014 3:11 pmPrivatizar é solução ?
Depende do controle e da forma, afinal aeroportos que recebem ou receberam fundos e investimentos federais, não podem dar lucro, pois sua operação deve ser competitiva, visando complementar e apoiar o desenvolvimento regional, trata-se de um insumo e não de uma finalidade.
Portanto quanto a privatização de aeroportos federais, as regras devem ser claras, e os sistemas de “compliance” e auditorias constantes, levadas a cabo pela autoridade federal aeroportuaria, bem definidas e rigidas, visando sobretudo a sustentabilidade, não apenas dos aeroportos, mas de todo o sistema de transporte aereo, do qual o aerorpoto é apenas uma parte da rede.
O arcabouço burocrático, aprovado pelo congresso nacional, é bastante detalhado, e reune varios entes responsaveis: todos os entes de governo ( federal, estaduais, municipais, agencias federais, receita federal etc..), empresas aereas, financiadores privados. Uma lei minuciosa – chata – mas é a lei.
Não é Brasil, Italia, Espanha, Portugal, ou algum pais “latinamente cartorial”, amarrado ao século XX.
Esta lei é de 2009, que altera a lei de 1970 e complementa algumas da desregulamentação de 1998, nos Estados Unidos da América do Norte, para maiores informações sobre a privatização “a lá Tio Sam”:
http://www.faa.gov/resouces/publications/orders/compliance_5190_6/media/5190_6b_appE.pdf
Jose Americo
10 de julho de 2014 4:17 pmO de Natal não está pronto…
O aeroporto de Natal não foi finalizado ainda e faltam MUITOS detalhes para considerá-lo totalmente operacional e em condições adequadas. Parece que a “competência presumida” da iniciativa privada falhou um pouco por aqui…
Ademais, PEDAGIARAM a entrada do aeroporto. Nunca vi isso na minha vida. Colocaram uma cabine com cobrança de tarifa para adentrar a zona do aeroporto, com um detalhe: relativamente distante da zona onde se deixam os passageiros para entrar no aeroporto. Ou seja, ainda que se conceda uma tolerância – que até agora não foi esclarecido se haverá -, é muito provavél que não dê tempo ao motorista de deixar o passageiro e sair antes de transcorrido o tempo de “tolerância”.
Mas o povo potiguar está acostumado: na rodoviária (também concedida) cobra-se para usar o banheiro (não sei se paga mais para defecar – e isso não é piada) e o estacionamento não tem tolerância. Detalhe: a zona de desembarque é praticamente uma fila indiana, em virtude da via ser extremamente estreita, então se for deixar alguém na rodoviária, você irá travar todos que vieram atrás e o seu carona terá que sair com toda a pressa para evitar buzinaços e reclamações.
Esse é o modelo de privatizações que esperamos? Não sei. Há muito o que corrigir, ao meu ver e passa muito mais por regras claras quanto à remuneração da iniciativa privada e dentro de uma lógica razoável, não com atitudes surreais como tarifar até o uso do banheiro e a entrada de um aeroporto.
Antonio Bittencourt
10 de julho de 2014 10:29 pmpassagens aéreas muito caras
Os aeroportos podem ter se modernizado, mas as empresas aéreas agem como nos primórdios da aviação, quando viajar de avião era um luxo para poucos. A sazonalização das passagens impede muitos de viajarem pelo pais, pois nas épocas propícias para o turismo interno, as empresas quase triplicam (ou até mais que isso) as passagens.
E a oposição ainda insiste que o quesito mobilidade deve ser jogado no colo da iniciativa privada, sem regulação ou fiscalização do estado.
Ah, tá.
Na Europa os trens não são caros e permitem que a população se locomova. Aqui no Brasil, somos reféns da empresas aéreas.
Trens já! (pode ser até uma maria fumaça, mas que tenha vagão restaurante e cabinas, como era o saudoso vera cruz)