Revista GGN

Assine

A vitória civilizatória na Cracolândia

No combate ao vício das drogas, há o tratamento compulsório, higienista, de prender e segregar os viciados; e o tratamento humanizado, chamado de “redução de danos”. Em vez de cortar imediatamente e compulsoriamente a droga, sujeitando o viciado a crises de abstinência – que quase sempre os traz de volta ao vício -, monta-se um tratamento gradativo, de redução gradual do consumo enquanto se trabalham o ambiente em que ele se encontra, as relações sociais e familiares, devolvendo-lhe a auto-estima..

No auge da onda ultraconservadora da mídia, o portal da revista Veja criminalizou os estudos de uma professora da USP, quase septuagenária, que orientava uma tese de doutorado sobre redução de danos. O tema mereceu repercussão no Jornal Nacional.

Não fosse a defesa enfática dos estudos pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) a carreira de ambas teria sido liquidada pelo sensacionalismo e haveria atrasos de décadas nos programas de combate ao vício.

***

Nos anos seguintes, consolidou-se no centro de São Paulo o território livre da Cracolândia. Foram feitas duas tentativas coercitivas do governo do Estado, para acabar com o gueto. Os viciados apenas trocaram de local, espalhando-se por bairros próximos ao centro. Depois, voltaram para o lugar de origem.

***

Foi essa sucessão de fracassos que levou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a buscar formas alternativas.

Em relação ao tratamento de viciados, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) divide-se em duas alas: a da internação compulsória, e outra de tratamento humanizado.

Reuniões com especialistas, como Dartiu Silveira, e a ousadia da Secretaria de Assistência Social, Luciana Temer, animaram Haddad a trilhar o caminho civilizatório, lançando a Operação Braços Abertos.

***

A lógica do novo modelo é que o ambiente modela as pessoas. Ou seja, mantidos na Cracolândia, não haveria nenhuma possibilidade dos viciados se libertarem do vício. Colocados em locais dignos, com parte da dignidade recuperada, emergiriam outras pessoas

***

Em um primeiro momento, espontaneamente os viciados saíram das ruas para hotéis, banharam-se, vestiram roupas limpas.

Uma ação conjunta das Secretarias de Assistência Social, da Segurança Urbana, e da Coordenação de Subprefeituras, mais a de Trabalho e de Saúde – em parceria com o governo do estado – criou a rede que será a base da reciclagem dos viciados.

Foram atendidos pelo serviços de saúde, para uma primeira checagem e ganharam empregos temporários no sistema de varrição da cidade, quatro horas de trabalho a R$ 15,00 por dia.

***

Todos os passos do programa foram negociados diretamente com eles, inclusive a promessa de não mais voltarem para o local. Para tanto, Haddad abriu as portas da Prefeitura, expôs a proposta, ouviu as ponderações. De uma viciada ouviu a promessa: “Se eu largar o vício o senhor me garante emprego com carteira assinada?”.

***

E o centro da cidade amanheceu em paz. No dia seguinte, jornalistas incrédulos testemunharam viciados ajudando a limpar a cidade. Despidos dos andrajos e da sujeira, um deles foi reconhecido por um colega que fez doutorado com ele em Portugal; outro foi localizado pela família, que o reconheceu em um programa de televisão.

Que o caminho aberto seja trilhado por outros prefeitos de boa vontade.

Média: 4.6 (32 votos)
152 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Opções de exibição de comentários

Escolha o modo de exibição que você preferir e clique em "Salvar configurações".
imagem de Thiago A.
Thiago A.

"Redução de danos"

Parabéns pelo tema e a forma de abordar.

Primeiramente, qualquer iniciativa é válida e bem vinda para o dependente com esse nível de consumo, que já tem sua vida totalmente ao consumo. Não pretendo depreciar o trabalho que está sendo feito, pois vejo como uma nova maneira de lidar com o indivíduo sem escondê-lo como uma cicatriz. .

Por se tratar de um político, jamais será o suficiente e devemos sempre exigir mais.

Essa estratégia também é um forma de manter sobre controle os socialmente paralíticos, sustentar a prisão do vício. Traz sim de forma implícita lucro para o governo, gira economia tanto no vício quanto no tráfico e na proibição. É mais fácil criminalizar do que cuidar de doente. O sistema de saúde não suportaria.

Não creio na melhora gradativa neste caso. Não envolve só fatores orgânicos, envolve sociedade, modo de vida, valores, e o principal, o "psicológico".

Enquanto não for tratado como caso de saúde, será estigmatizado, será campanha de fachada, serão tentativas isoladas. A medicina tem soluções mais eficazes, existem estudos mais avançados e por fim, vale lembrar: Não adianta tirar água da pia e deixar a torneira aberta,,,

Temos condições de fazer mais, espero que este projeto abra portas não somente para os que se recuperam, mas também para uma nova perspectiva de sociedade.

Seu voto: Nenhum

Tradução

Que as pessoas sejam traduzidas e não reprimidas

Seu voto: Nenhum

Grato, Spin F

imagem de ana luziamar garcia  reis
ana luziamar garcia reis

Muito bom o artigo!

Muito bom o artigo! Verdadeiro e o Jornalista demonstrou conhecimento do fato, só faltou dizer que foi uma ação desenvolvida pelas Secretarias do Municipio de São Paulo através do GEM ( Grupo Executivo Municipal ) coordenado pelo Secretário Municipal de Saúde, José de Filippe e sua Equipe de Saúde Mental coordenada pela Dra Myres Cavalcante.Todos sob a" batuta" do Prefeito Haddad.

Parabéns

Ana

Seu voto: Nenhum (1 voto)
imagem de Surley silva Jardim
Surley silva Jardim

educação e bem viver

A  educação é o maior bem de consumo que podemos ter. Não apenas a educação intelectual, mas, a priori,  a educação emocional. Ensinar as crianças e aos jovens a se cuidar é a principal obrigação dos pais e da escola. O indivíduo precisa ter segurança para viver em nossa sociedade tão consumista e individualista. Muitos pais estão deixando de lado a conversa, a amizade, o amor e o carinho por seus filhos e substituindo por coisas  materiais e conforto. O sentir é bem diferente do ter. Sentir é intrínseco, o ter é extrínseco. Não podemos comprar atenção a todo momento, mas podemos comprar as coisas, objetos. Não podemos comprar amigos, mas temos que aprender a conquist-los. Não podemos comprar a atenção dos filhos, mas podemos tratá-los com respeito, amor, carinho e seriedade. Enquanto não abrirmos mão de algumas regalias para darmos mais atenção aos nossos jovens  vamos continuar alimentando o aumento de drogas em nossa sociedade. Como educadora por 26 anos tenho observado os pais e os familiares abandonando seus filhos à televisão, à rua e à própria sorte, ou azar. Nosso país necessita de escolas em tempo integral para os filhos dos trabalhadores. escolas de verdade, com profissionais habilitados, quadras de esporte para desenvolver através do mesmo a responsabilidade, o respeito, a ordem. Nossas crianças e jovens precisam ser vigiados, educados e não abandonados como se fossem adultos que já soubessem distinguir o correto do errado, o que é bom do que é mau.Clamo aos nossos governantes e aos pais mais atenção para com a educação, pois não haverá dinheiro o suficiente para recuperar os cidadãos se não levarem a sério a educação de nossas crianças e jovens.

Seu voto: Nenhum
imagem de Angela Ribeiro
Angela Ribeiro

Absurdo! Oportunidade ao

Absurdo! Oportunidade ao adolescente do bem, que tem uma vida dificil e que mesmo assim luta para ter uma vida digna, é raridade em nosso país. Tenho a impressão de que as oportunidades só se apresentam aos vagabundos, que fizeram a opção por estar nessa merda de vida e prejudicar a vida alheia.

 

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de Bruna Santos
Bruna Santos

Querida, para adolescentes,

Querida, para adolescentes, existe o programa jovem aprendiz do governo federal.

 

Seu voto: Nenhum (5 votos)
imagem de odilon silva
odilon silva

Adolescentes

Angela, Bruna,

Neste assunto entendo até que muito bem.

Vejam a situação as duas tem sua razão, mas o fato é que a cara da Adolescencia Brasileira é a pobreza.

As dificuldades para interpretar a PNAD, pesquisa em domicilios é enorme. Poucos estudos existem sobre o tema focando adolescentes. O fato é que algumas incursões da Unesco nos números do PNAD mostram que mais de 50% dos nossos jovens acima de 11 anos até 17 vivem em famílias com renda per capta de até R$240. Baixando a renda o número diminui mas fica por volta de 36% em familias de renda de R$120 por pessoa. Para todas as familias que recebem bolsa familia estes jovens não são considerados para contagem do desemprego. O fato é muito ruim com R$240 mal da para alimentar e vestir o jovem com R$120 nem se fale. O que sobra de perspectiva para um jovem deste. É terrível, isto é uma das explicações para a criminalidade cada vez maior entre os jovens.

Agregamos a isto o ECA que proibe o trabalho a menores de 16 anos, e os custos de contratação com todos os vales a serem dados, concluindo o mercado de trabalho para os jovesn de 16/17 anos é nulo, esta é a realidade.

Seu voto: Nenhum
imagem de eduardo menezes
eduardo menezes

vitória civilizatória na Cracolândia

As ações empreendidas parecem coerentes com resultados de pesquisas realizadas nos EUA, que obviamente nada tem haver com nossas questões políticas nacionais. Desconheço a tese citada, ou as críticas feitas a ela. Se possível dê uma checada no llink:

http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/crack-novo...

 

Seu voto: Nenhum
imagem de Mario Alexandre T.
Mario Alexandre T.

Para ver como o PSDB e demais

Para ver como o PSDB e demais partidos da direita são tão insensíveis às causas sociasis, só querem mesmo se aproveitar das benesses do poder, a Cracolândia é um ponto crucial para o currículo de qualquer partido, pois tem matérias constantemente na grande mídia e é bem no centro de SP.

Quem resolver o problema será marcado eternamente por isso. Falo currículo pq se um partudo direitista resolvesse, não seria por sensibilidade, mas apenas para currículo mesmo, mas aí eles sabem que criariam um "problema" maior : teriam que fazer isso em outras áreas problemáticas da sociedade. Então, mesmo sabendo como resolver o problema, eles preferiram não tocar nesse ponto, preferiram ir pelo caminho de sempre : repessão.

O queijo sempre esteve lá, era só pegar a faca e cortar.

Seu voto: Nenhum
imagem de Flávia Versolato
Flávia Versolato

Cracolândia, um problema de todos

Vieram dizer que tudo isso é pó de arroz! Que se deveriam construir cidades médicas..... Grande absurdo: NÃO TEM QUE CONSTRUIR UMA CIDADE MÉDICA COISA NENHUMA! É mais uma forma de exclusão. Tem que trabalhar lentamente, trazendo essas pessoas para o convívio da cidadania, com tratamento, casa e trabalho. Isso me lembra a origem dos hospitais no ocidente, quando internavam quaisquer pessoas para tirar das ruas. Sejam os ditos "loucos", os mendigos, os párias, as prostitutas, porque não se enquadravam na ordem social estabelecida É a proposta higienista, SEMPRE de exclusão. E NÃO DE SOLUÇÃO! Algo que poderá, talvez, ajudar a consolidar uma nova visão, e - que sinceramente, me auxiliou muito! - foi ler o livro " Microfísica do Poder", de Michel Foucalt, que mostra toda essa história e ainda muito mais! Ele diz: "O poder deve ser analisado como algo que circula, que funciona em cadeia. Nunca está localizado aqui ou ali, nunca está nas mãos de alguns, nunca é apropriado como riqueza ou bem. O poder funciona e se exerce em rede. Os indivíduos, em suas malhas, exercem o poder e sofrem sua ação. Cada um de nós é, no fundo, titular de um certo poder e, por isso, veicula o poder." O Estado, está exercendo a sua parte, consciente da sua limitação. Por isso, torço pelo seu sucesso, pela iniciativa e no caso, não estou nem aí pelas disputas partidárias. O problema é mais embaixo!

Seu voto: Nenhum
imagem de silvinho
silvinho

Isso que é humanidade. O ser

Isso que é humanidade. O ser humano pode até se perder nos labirintos da indignidade,mas ainda é o único animal que pode redimir-se, enquanto respirar!

Haddad, apesar dos arautos da maldade, o senhor veio pra fazer a diferença, positiva na vida dos milhões de paulistanos, mesmo que os supostamente donos da cidade não aceitem vossa senhoria. 

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de autonomo
autonomo

ENTREI PARA TURMA DO

ENTREI PARA TURMA DO NASSIF

 

Por ocasião das "manifestações de junho" o Nassif se colocou neste blog a favor da "rapaziada" revoltada, sob o argumento de que a promoção do caos seria a melhor maneira para resolver as graves questões que afetam a vida da população brasileira.

Fui veemente contra atraves de comentarios.

Peço desculpas ao Nassif.

Ele tinha razão.

Não ha outro caminho.

Começo desde ja, promovendo no blog a desordem, ao escrever esse texto em espaço destinado a outro assunto.

Tenho certeza que os petistas de plantão ja estão bufando.

Dirão, que nesta altura do campeonato, agindo desta maneira, devo ser um tucano disfarçado ou um ecologista de banqueiro, favorecendo o nosso novo playboy arrivista do norte.

Não sou tucano e muito menos ecologista de banqueiro .

Apesar de tudo, entendo que a Dilma, com seu governo cheio de ministros mediocres, sob determinado aspecto, é ainda mil vezes menos ruim que um Aecio ou um novo playboy arrivista.

Mas isso não basta.

Se continuarmos como estamos não chegaremos a lugar nenhum.

Talvez com um aecinho chegaremos mais rapidamente a uma encruzilhada, onde a unica opção para a sociedade sera uma solução radical em relação a tudo que esta errado.

Tentando contornar os erros, como estamos fazendo, não sairemos do buraco.

O Brasil precisa muito mais em relação a segurança, a saude, a educação, a cultura, a defesa de nosso patrimonio natural. Em relação a muitas outras questões.

O nosso novo playboy do norte usa o mesmo slogan,"precisamos mais" ou algo parecido.

Tenho certeza que não esta capacitado para isso.

Talvez apenas traria mais rapidamente o caos.

Alguns leitores de comentarios devem estar se perguntando o que faria uma pessoa, num sabado ensolarado, perder seu tempo enaltecendo o caos como solução.

Uma queda de luz.

Um galho de arvore caiu sobre um fio e meu bairro ficou quase 20 horas sem energia eletrica.

Perguntarão alguns, se apenas isso seria razão para alguem ser tão radicalmente favoravel ao caos .

Não tanto pelas varias horas horas sem luz.

Os brasileiros ja se acostumaram a esperar varias horas pelos onibus, trens, pelo atendimento nos hospitais, nas escolas para matriculas, no transito, nas delegacias para um BO. E por ai vai.

A questão é outra.

É a total falta de respeito  que dedicam a população.

As empresas prestadoras serviços nem se sentem mais obrigadas a atender o telefone para informar sobre a solução de um problema.

Perdi varias horas de minha vida tentando ver ate onde chega entre nos o desrespeito as pessoas.

Fui ao fundo da questão.

Depois de oito "protocolos" esperei exatamente 60 minutos, escutando uma sinistra gravação, ate ser atentido por alguem que desligou o telefone.

Creio que nem nos mais atrasados paises da Africa a população é tratada desta forma.

No final, um simples carro, com dois funcionarios resolveram o problema em menos de 15 minutos.

 

 

 

 

Seu voto: Nenhum

Humm... entendi!

Você é contra "tudo que está aí"... Né?

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Alan Carvalho

kkkkkkk

Entre para o time... A fila é grande!

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Tudo por um país melhor!

Mudou o meu conceito

O Haddad, com a sua atitude, deixou-me até um pouco envergonhado. Dias atrás imaginava apenas ações de repressão, como sendo as cabíveis. Depois de me informar mais sobre o assunto, vejo que a solução proposta é sem duvida a melhor, tanto humana como tecnicamente. Quero me somar, embora de forma tardia, às manifestações de orgulho a estas medidas e ao fato de fazer parte deste blog (Anarquista Lúcida e outros), pelo seu respaldo imediato e irrestrito.

Seu voto: Nenhum (9 votos)

É impossível não dizer que um

É impossível não dizer que um grande quadro político se desenha para 2018,...Assis Ribeiro já dizia.

Abs

Seu voto: Nenhum (8 votos)

Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

Até que enfim uma luz no fim do túnel.

Nassif!

Que maravilha, esse Post, vindo confirmar com mais riqueza de detalhes a breve reportagem que vi ontem na TV Brasil.

Sinceramente, é de se comemorar e agradecer a Deus por essa luz que surgiu aí em Sampa.

Aqui em Goiânia, uma equipe que fiz parte encaminhou em 2012 ao então candidato reeleito a prefeito, Paulo Garcia (PT), uma sugestão para tratar a questão nessa mesma linha, porém, ele não deu a mínima, primeiro porque, médico que é, tem opinião formada de que essas pessoas não são mais do que dependentes químicos que com químicos devem ser tratadas, ou melhor, devem substituir uma droga por outra mais elaborada e, segundo, a mentalidade acadêmica que sempre assessorou a administração nessa área não pensa diferente, ou seja, fez dela uma reserva de mercado que só tem piorado a situação.

Faço votos que a idéia vingue e prospere por todo o país. 

 

Seu voto: Nenhum

Parabéns ao prefeito Haddad

Parabéns ao prefeito Haddad por esta maravilhosa iniciativa. Estava super satisfeita com o meu voto mas confesso que com esta atitude o prefeito me encantou totalmente.  Pela primeira vez se olha para o dependente químico com dignidade.  Nem que seja para resgatar um só dependente, valeu a pena......esses moços/homens/crianças/mulheres/meninas/meninos...precisam ter a chance de poder sonhar de novo com um futuro.  Cadeia nunca foi lugar de viciado......este precisa de tratamento, acompanhamento, trabalho, possibilidade, dignidade.....  A guerra contra as drogas é uma guerra perdida...melhor usar o dinheiro todo que é investido nesta cruzada....nos próprios usuários....resgantando de uma vida marginalizada, degradante.  Não importa se foi o mesmo que escolheu essa vida....ela precisa da ajuda para sair....de tratamento....voltar a ser humanizado.  É isso aí Haddad...vc me representa!!!

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Estou na torcida

para que o Aécio participe do programa

Seu voto: Nenhum (8 votos)
imagem de Martins Andrade
Martins Andrade

Esse Jorge Fernandes é

Esse Jorge Fernandes é espirituoso!

 

Seu voto: Nenhum
imagem de taturanous
taturanous

Sr.Haddad.

Parabens por sua coragem,quem tera que agradecer sera os que

conseguiram sair deste mundo cao e sua respectiva familia.

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de marcosomag
marcosomag

Combate às drogas não tem segredo.

Diminuição paulatina das quantidades usadas (para evitar crise de abstinência), retirada total, acompanhamento psicológico no médio/longo prazo (para evitar recaídas pelos fator psicológico, muito mais freqüentes do que pelo fator químico).

É a seqüência básica do tratamento da dependência. Desde pacientes que são obrigados a usar morfina por períodos longos, remédios contra depressão, anfetaminas até viciados em crack.

O plano do Prefeito Haddad só será realmente bem sucedido caso haja o acompanhamento psicológico dos ex-drogados quando a tentação pela recaída ameaçar sair de controle. A droga é acima de tudo uma "muleta" psicológica para o viciado.

O manusear do cachimbo, o rodar o gelo com o dedo no copo de uísque e o ato de acender o cigarro como "pausa" para os problemas da vida atraem muito mais o ex-drogado para a recaída do que as interações químicas dos entorpecentes em seu organismo.

Seu voto: Nenhum

redução de danos e perdas

meu medo e apreensão é dessa moçada náufraga sobrevivente resgatada, por ora em boa hora, da miserável cracolândia, ficar viciada no trabalho braçal do emprego oferecido onde rola um dinheirinho honesto e lá depois então, tornarem-se trabalhadores viciados suscetíveis de serem explorados, escravizados, injuriados pela mais valia de mercado do capital ganancioso e da burguesia selvagem sempre á espreita sombria atroz de tirar vantagens da miséria alheia e a de querer sempre CONTROLAR para melhor roubar o erário e o companheiro hilário...

aí então, danou-se!

sem chance!

 a vitória civilizatória do seu nassif vai pro brejo da cruz do chico sabático em paris...

Seu voto: Nenhum (12 votos)

"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Tratamento da sociedade

A iniciativa do governo Haddad merece todos os elogios pela iniciativa e coragem de enfrentar o problema que é de toda a sociedade. A vitória inicial, para ser merecida, deverá se complementada com outras vertentes e frentes do enfrentamento do problema, que sabemos, é complexo. Os usuários que estiverem no ponto de serem tratados, inicialmente, poderão ser resgatados já. Mas isto representará uma minoria. Os demais deverão ser tratados em planos complementares, em conjunto com as iniciativas do governo federal, muito trabalho pela frente. Mas o tratamento digno à população, que não mereceu atenção dos últimos governos, é o que chama a atenção no momento.

Seu voto: Nenhum (6 votos)
imagem de NIEDJA NORA DURANS KINJO
NIEDJA NORA DURANS KINJO

Braços abertos

Acho que os amigos já disseram tudo, elogios e esperanças. Eu me alio a eles e desejo que seja uma política venturosa, os nossos irmãos merecem uma pausa para refletir e tomar as suas decisões, temos que apoia-los.

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Vito
Vito

Eu não quero estragar a

Eu não quero estragar a alegria de vocês, mas redução de danos jamais poderia ser considerado como tratamento, uma vez que o abandono do uso de drogas é opcional. A redução de danos é, por definição, práticas e políticas voltadas para doentes que são incapazes ou que não tenham vontade de largar o vício.

Deixo um texto para os que queiram se saber mais do que se trata: http://www.ihra.net/files/2010/06/01/Briefing_what_is_HR_Portuguese.pdf

Seu voto: Nenhum (13 votos)

Vito, eu também não quero

Vito, eu também não quero estragar nada, mas largar o vício não é o objetivo mesmo. O lance é acabar com o dano social. Muita gente bebê e fuma legalmente, são viciados e prejudicam a saúde, mas não causam impacto social relevante. Pelo contrário, se parassem de fumar e beber causariam problemas econômicos e sociais sérios ao país.
Se você ver um usuário desses integrado socialmente não se sentirá incomodado. É esse o desafio e não ficar dando murro em ponta de faca, negando cidadania ou condicionando-a a obrigações que o viciado não tem como cumprir.

Seu voto: Nenhum (8 votos)

Balbino, você disse tudo. O

Balbino, você disse tudo. O objetivo do programa não é tornar os usuários abstêmios. É fazer com que conviva com seu vício, mas sendo produtivo, ou melhor, tendo condições minimamente necessárias para se sentirem cidadãos. É se tornar visível aos olhos da sociedade. Admiro o Haddad pela coragem. Torço pra que dê certo e seja copiado por outros administradores.

Seu voto: Nenhum (2 votos)
imagem de Ozzy
Ozzy

Ana, o problema desse

Ana, o problema desse raciocínio é que o vício em cigarro e cerveja é bem menos prejudicial à saúde e ao convívio social do que o vício em crack. Acho improvável que as pessoas consigam se manter produtivas, limpinhas, cheirosas e de bem com a vida consumindo aquela tranqueira. O dano que o crack causa vai muito além de uma bebedeira ou mesmo de um câncer de pulmão a longo prazo...

Há drogas e drogas... e o crack é, possivelmente, uma das piores delas.

Seu voto: Nenhum
imagem de Diogoss
Diogoss

Ana, existem usuários de

Ana, existem usuários de crack que  são ativos, ótimos membros de família, responsáveis, trabalhadores,estudantes, capazes... Olha o caso do senhor Rob Ford prefeito de Toronto no Canadá. Usuário de crack que aparentemente anda fazendo o seu trabalho muito bem, pois ele vai concorrer a reeleição com bons índices de aprovação pela sociedade mesmo admitindo publicamente fumar crack.

Concordo que o crack é uma droga pesada mas acredito que não seja tão diferente do alcool quanto aos perigos pra quem usa regularmente. "Quando pensamos no álcool, cerca de 10% a 15% dos usuários são viciados ou se encaixam em critérios do alcoolismo; para o crack, cerca de 15% a 20% - quase a mesma coisa se tratando de números."  Isso são palavras do neuro cientista Carl Hart.  

Joga no google o nome dele e leia sobre os estudos que andam sendo feitos por esse doutor, muito interessantes.

 

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Exato, querer que a pessoa

Exato, querer que a pessoa pare de fumar e beber para sempre (viciado ou não) é caretice religiosa.

Qualquer pessoa tem que ter a consciência que o uso excessivo dessas substâncias faz mal a saúde.

Seu voto: Nenhum (3 votos)

Bela síntese dos princípios

Bela síntese dos princípios da redução de danos.

Seu voto: Nenhum (6 votos)
imagem de Vito
Vito

O que me deixa um tanto

O que me deixa um tanto impressionado pelo número de estrelinhas do meu primeiro comentário é a provável preguiça de muitos, que imagino não abriram o link para ler o documento da Associação Internacional de Redução de Danos.

 

Para esses eu faço um copy/paste: 

 

O que é redução de danos? Uma posição oficial da Associação Internacional de Redução de Danos (IHRA) Redução de danos é um conjunto de políticas e práticas cujo objetivo é reduzir os danos associados ao uso de drogas psicoativas em pessoas que não podem ou não querem parar de usar drogas. Por definição, redução de danos foca na prevenção aos danos, ao invés da prevenção do uso de drogas; bem como foca em pessoas que seguem usando drogas. Redução de danos ganhou maior dimensão depois do reconhecimento da ameaça da disseminação do HIV entre e a partir de pessoas que usam drogas. Entretanto medidas similares vinham sendo usadas por mais tempo e em outros contextos para uma série de outras drogas. Redução de danos complementa outras medidas que visam diminuir o consumo de drogas como um todo. É baseada na compreensão de que muitas pessoas em diversos lugares do mundo seguem usando drogas apesar dos esforços empreendidos para prevenir o início ou o uso contínuo do consumo de drogas. Redução de danos também aceita o fato de que muitas pessoas não conseguem ou não querem parar de usar drogas. Acesso a um tratamento adequado para o uso de drogas é importante para pessoas que têm problemas com as drogas, mas muita gente não tem acesso ou não consegue parar de usar. Além do mais, a maioria das pessoas que usam drogas não precisam de tratamento. Existe uma necessidade de prover pessoas que usam drogas com opções que minimizem os riscos de continuarem usando drogas e acabarem causado danos a eles próprios ou a outros. É portanto essencial a existência de informações, serviços e outras intervenções de redução de danos que ajudem as pessoas a se manter seguros e saudáveis. Deixar as pessoas morrerem ou adoecerem por uma causa evitável, não é uma opção. Muitas pessoas que usam drogas preferem utilizar maneiras informais e “não clínicas” para diminuir seu consumo de drogas ou pelo menos diminuir os riscos associados ao consumo. Esta curta declaração esclarece quais são as principais características da Redução de Danos. Este documentotem a intenção de abranger toda sorte de drogas psicoativas incluindo drogas controladas, álcool, tabaco e drogas farmacêuticas. As intervenções de redução de danos podem eventualmente ser diferentes para diferentes drogas. Os leitores podem se reportar ao website da Associação Internacional de Redução de Danos (www.ihra.net) para um guia mais detalhado sobre as diversas intervenções de redução de danos.  Definição Redução de Danos se refere a políticas, programas e práticas que visam primeiramente reduzir as consequências adversas para a saúde, sociais e econômicas do uso de drogas lícitas e ilícitas, sem necessariamente reduzir o seu consumo. Redução de Danos beneficia pessoas que usam drogas, suas famílias e a comunidade.  Princípios As intervenções de redução de danos para drogas são baseadas num forte compromisso com a saúde pública e os direitos humanos.  Dirigida para Riscos e Consequências Adversas Redução de Danos é uma ação dirigida que foca em riscos e consequências adversas bem específicas. Políticos, responsáveis por elaboração de políticas públicas, comunidades, pesquisadores, redutores de danos e pessoas que usam drogas devem estar certos sobre:  • Quais são os riscos específicos e consequências associadas com o uso de cada tipo de droga?• que causa estes riscos e as possíveis consequências?• que pode ser feito para reduzir estes riscos e consequências?  Redução de Danos foca nas causas dos riscos e nas possíveis consequências do uso de drogas. A identificação de possíveis consequências, suas causas e a decisão sobre intervenções apropriadas requer que seja feito um diagnóstico correto do problema e das ações necessárias para solucioná-lo. A construção de intervenções apropriadas de redução de danos tem também de levar em conta fatores que podem tornar as pessoas que usam drogas ainda mais vulneráveis, como idade, gênero e estar na prisão.  Baseada em Evidência Científica e Custo Efetiva As intervenções de redução de danos são pragmáticas, possíveis, efetivas, seguras e custo efetivas. Redução de danos tem o compromisso de basear suas políticas e práticas na mais forte evidência científica existente. A maior parte das ações de redução de danos são de baixo custo, fáceis de implementar e têm um alto impacto na saúde individual e comunitária. Em um mundo onde nunca haverá recursos suficientes, os benefícios são maiores na escolha de medidas de baixo custo/alto impacto ao invés de alto custo/ baixo impacto. Adicionalmente Pessoas que se envolvem com projetos de redução de danos reconhecem que redução de danos muda suas vidas positivamente. As intervenções são facilitadoras e não coercitivas, e são fundamentadas nas necessidades dos indivíduos. Como tal, os serviços de redução de danos são estruturados para servir as necessidades dos usuários onde eles estão ou vivem. Pequenos ganhos para muitos têm mais impacto comunitário do que grandes ganhos para uns poucos selecionados. As pessoas tendem mais a dar múltiplos pequenos passos do que poucos passos enormes. Os objetivos de redução de danos em um contexto específico, podem ser melhor apresentados como uma hierarquia de açõescom as mais possíveis de acontecerem no início (por exemplo, manter a saúde das pessoas) e as mais difíceis, porém desejáveis no final. Abstinência pode ser considerada difícil de atingir, mas é uma desejada opção de redução de danos nesta hierarquia. Manter as pessoas que usam drogas, vivas e protegidas de danos irreparáveis são consideradas as mais urgentes prioridades, mesmo compreendendo que existem muitas outras prioridades. Dignidade e Compaixão Pessoas que trabalham no campo de Redução de Danos aceitam as pessoas como elas são e evitam julgar comportamentos. Pessoas que usam drogas são filhas ou filhos de alguém, irmãos ou irmãs de alguém, pais ou mãesde alguém. Esta compaixão é estendida para as famílias e comunidades das pessoas que têm problemas com drogas. Pessoas que trabalham no campo de Redução de Danos se opõem a estigmatização deliberada de pessoas que usam drogas. Linguagem do tipo drogados, viciados, “junkies” ou similares perpetuam esteriótipos, aumentam a marginalização e criam barreiras para que possamos cuidar destas pessoas. Terminologia e linguagem apropriadas devem ser usadas sempre com respeito e tolerância pela diversidade do comportamento humano. Direitos Universais e interdependentes. Direitos Humanos se aplicam a qualquer pessoa. Pessoas que usam drogas não podem ter seus direitos humanos negados ou minimizados, incluindo o direito ao melhor padrão de atendimento de saúde possível, direito a serviços sociais, direito ao trabalho, aos benefícios dos avanços científicos, de gozar de liberdade além do direito de não ter prisão arbitrária, tratamento cruel ou desumano. Redução de Danos se opõe aos danos e maltratos deliberados contra pessoas que usam drogas em nome do controle ou da prevenção de drogas; além disto promove soluções para os problemas de drogas respeitando e protejendo os direitos humanos fundamentais. Questionando Políticas e Práticas que aumentam os Danos Muitos fatores contribuem para aumentar os problemas relacionados às drogas, incluindo comportamentos e escolhas dos indivíduos, o ambiente que eles escolhem para usar drogas, leis e políticas públicas escolhidas para controlar ouso de drogas. Muitas políticas e praticas, intencionalmente ou não, na verdade aumentam os riscos e problemas das pessoas que usam drogas. Isto inclui: a criminalização do uso de drogas; discriminação contra pessoas que usam drogas; corrupção e abuso de práticas policiais; políticas públicas e leis restritivas; iniquidades sociais; bem como a inexistência de serviços apropriados que podem salvar vidas e o não oferecimento de programas de redução de danos. Políticas e práticas de redução de danos têm o dever de apoiar mudanças de comportamentos individuais. Mas também é essencial questionar e lutar pela mudança de tratados, políticas e leis, nacionais e internacionais, que amplificam os riscos e problemas do ambiente e portanto aumentam os riscos e problemas relacionados ao consumo de drogas. Transparência, Prestação de Contas e Participação Pessoas que trabalham no campo de Redução de Danos e pessoas com poder de decisão sobre políticas públicas devem responder pelos seus atos e decisões e pelos sucessos e falhas atribuídos a eles. Os princípios de redução de danos encorajam o diálogo aberto, o processo consultivo e o debate. Uma enorme gama de atores deve ser envolvida de maneira decisiva no desenvolvimento das políticas públicas e na implantação, implementação e avaliação de programas. É de importância particular para decisões que os afetam, a participação de pessoas que usam drogas e outros envolvidos em suas comunidades  Eu sublinhei a palavra tratamento para que fique mais claro o conceito e grifei outros pontos importantes. Espero ter ajudado no debate.

Seu voto: Nenhum
imagem de Vito
Vito

Logo, não pode ser chamado de

Logo, não pode ser chamado de tratamento. Se você trata uma pressão alta o objetivo é controlar a pressão, Diabetes, pneumonia seguem princípio igual ou semelhante. Na redução de danos, nem a redução do consumo é o objetivo, exemplo: fornecimento de seringas para viciados em heroína, o objetivo não é tratamento do vício tampouco redução do uso da droga e sim evitar contaminação pelo vírus do HIV. Meu comentário não faz juízo de valor, até por que é uma área controversa, há estudos que dizem quemdá certo e há os que dizem o contrário.

Seu voto: Nenhum (7 votos)

Pneumonia se cura. Não se

Pneumonia se cura. Não se fala em cura para algumas diabetes e hipertensão, mas em tratamento contínuo para controle. A e iniciativa, portanto, é tratamento também.
O viciado pode vir a largar a droga depois da recuperação social. Espera-se isso dele e grande parte vai fazê-lo em pouco tempo, mas o tratamento não vai estipular prazo ou obrigação.

Seu voto: Nenhum (2 votos)
imagem de Vito
Vito

Veja que eu não usei o termo

Veja que eu não usei o termo cura no meu comentário justamente para não abrir esse flanco, pois não foi por aí que fiz a comparação , meu ponto é outro, são os objetivos, mas como você comentou ainda assim, eu digo, leia o o pdf que linkei. O objetivo não é curar ou controlar o vício e sim danos relacionados a ele. A princípio pode parecer tudo a mesma coisa, mas não é, um usuário pode estar integrado a um programa de redução de danos e continuar com seu consumo habitual. Não existe o propósito de tratar o vício e sim reduzir seu impacto na saúde e nas relações sociais daquele indivíduo.

Seu voto: Nenhum (2 votos)

Ok, Vitor. Mas você usou

Ok, Vitor. Mas você usou "tratamento" em sua réplica e eu aproveitei a deixa. Você acerta quando lembra que a redução de danos foca nos problemas não diretamente causados pelas substância toxica, como o risco de contrair AIDS pelo uso de seringa contaminada. Mas também não dá para o usuário manter consumo habitual se o objetivo também é reintegrar-se na sociedade. A redução é a reintegração estão ligadas e é fundamental.

A experiência européia tem suas peculariedades e se inicia mesmo com a preocupação com a AIDS (grave problema de saúde pública) e não com a reintegração social do viciado. A iniciativa paulistana, pela própria característica do crack, foca na ressocialização.

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de Obelix
Obelix

Impacto social

Prezado Balbino,

Este é um ponto crucial para tratar o tema. Talvez seja o único relevante, haja vista que nosso ordenamento não pune a autolesão, e nem há como controlar escolhas pessoais.

O que se pode é tentar controlar os ambientes que levam a estas escolhas ou os efeitos delas (as escolhas).

Neste sentido, do ponto de vista sanitário, o uso de drogas lícitas tem desdobramentos nos sistemas de saúde e previdenciários importantes, e não podemos  afastar este debate, principalmente pelo olhar de quem não usa tais substâncias e acaba pagando o tratamento de quem as usa (e que são caros, como é o caso da relação do câncer com a nicotina).

Mas nem assim dá para usar uma pegada policialesca ou criminal.

As saídas mais inteligentes, junto com a visão humanitária e sanitarista, são o aumento de preços ou a sobrecarga tributária, se bem que há o risco de aparecimento de subprodutos clandestinos.

Como vemos, não é um problema fácil, e não há frases prontas.

Saudações.

Seu voto: Nenhum

Até que enfim!

Já ouvi todo tipo de bobagem sobre o assunto. Até que enfim alguém ouviu a voz da razão e, principalmente, dos dependentes, antes tratados como coisas indesejáveis, e não como seres humanos que sofrem de sua própria sorte, sem emprego e jogados na sarjeta.

Como minha vó já dizia, ser pedra é fácil, duro é ser vidraća!

Seu voto: Nenhum (4 votos)

Nassif, há momentos em q tenho orgulho de ser parte deste Blog

Este foi um. Parabéns por este artigo. 

Seu voto: Nenhum (12 votos)

Desfazendo mitos

O que o artigo abaixo demonstra, eu já havia notado na prática. No meio da construção civil, conheci inúmeros usuários que fogem ao perfil que normalmente associamos aos usuários de crack: zumbis esquálidos com que cruzamos em várias regiões da cidade. Há usuários que fogem à esta regra.

Não se trata de apologia do uso, que causa problemas visíveis ao usuário, mas não será lidando com estereótipos que conseguiremos a redução de danos à sociedade e a seus usuários individualmente.

Louvo a iniciativa da Prefeitura, que parte deste pressuposto: Lidar concretamente com o fato. Espero que haja a continuidade do programa, pois a sua eficiência ou não só poderá ser medida após anos de manutenção de sua prática.  

Importante frisar que a questão das drogas deve sempre ser encarada sob a perspectiva da redução de danos. Não existe um remédio definitivo para o assunto. Os países com melhores resultados no combate à droga trabalharam com esta perspectiva. Os países que atuaram exclusivamente através da repressão, obtiveram somente resultados de curto prazo, quando conseguiram. Lembremos das desastradas operações da gestão anterior. Tiveram como resultado, espalhar por toda a cidade um fenômeno antes localizado.  

 

Do Outras Palavras

Crack: novos estudos desmentem os mitos– 23 DE SETEMBRO DE 2013

 

crack1

Nos EUA, uma pesquisa intrigante revela: ideia da “dependência para sempre” é absurda; deve-se oferecer oportunidades, ao invés de estigmatizar usuários

No New York Times, com tradução do blog Desentorpecendo a Razão

Muito antes de ele trazer pessoas para seu laboratório, na Universidade de Columbia, para fumar crack, Carl Hart viu os efeitos da droga em primeira mão. Crescendo na pobreza, ele assistiu os parentes se tornarem viciados em crack, vivendo na miséria e roubando de suas mães. Amigos de infância acabaram em prisões e necrotérios.

Esses viciados pareciam escravizados pelo crack, como ratos de laboratório que não conseguiam parar de pressionar a alavanca para obter mais cocaína, mesmo quando eles estavam morrendo de fome. O crack fornecia a poderosa dopamina ao centro de recompensa do cérebro, de modo que os viciados não poderiam resistir a uma outra dose.

Pelo menos era assim que Dr. Hart pensava quando ele começou a sua carreira de pesquisador na década de 1990. Como outros cientistas, ele esperava encontrar uma cura para o vício neurológico, algum mecanismo de bloqueio da atividade da dopamina no cérebro, de modo que as pessoas não sucumbissem ao desejo de outra forma irresistível para a cocaína, heroína e outras drogas altamente viciantes.

Mas, depois, quando ele começou a estudar os viciados, ele viu que as drogas não eram tão irresistíveis, afinal.

“Oitenta a 90 por cento das pessoas que usam crack e metanfetamina não ficam viciadas”, diz o Dr. Hart, professor associado de psicologia. “E o pequeno número de pessoas que se tornam viciadas não se parecem com as populares caricaturas de zumbis.”

Dr. Hart recrutou viciados oferecendo-lhes a chance de fazer 950 dólares, enquanto fumavam crack feito a partir de cocaína farmacêutica. A maioria dos entrevistados, assim como os viciados que ele conheceu crescendo em Miami, eram homens negros de bairros de baixa renda. Para participar, eles tinham que viver em uma enfermaria de hospital por várias semanas durante o experimento.

No início de cada dia, com pesquisadores assistindo através de um espelho unidirecional, uma enfermeira colocava uma certa dose de crack em um tubo – a dose variava diariamente. Apesar de fumar, o participante ficava de olhos vendados para que não pudesse ver o tamanho da dose desse dia.

Em seguida, depois do uso inicial, eram oferecidas a cada participante mais oportunidades, durante o dia, para fumar a mesma dose. Mas, a cada vez que a oferta era feita, os participantes também podiam optar por uma recompensa diferente, a qual poderiam obter quando finalmente deixassem o hospital. Às vezes, a recompensa era de US $ 5 em dinheiro, e às vezes era um voucher de R $ 5 para mercadoria em uma loja.

Quando a dose de crack era relativamente alta, o participante, normalmente, escolhia continuar a fumar durante o dia. Mas quando a dose era menor, era mais provável a escolha do prêmio alternativo.

“Eles não se encaixavam na caricatura do viciado em drogas que não conseguem resistir à próxima dose”, disse Hart. “Quando eles receberam uma alternativa para parar, eles fizeram decisões econômicas racionais.”

Quando a metanfetamina substituiu o crack como o grande flagelo da droga nos Estados Unidos, Dr. Hart trouxe viciados em metanfetamina em seu laboratório para experimentos semelhantes – e os resultados mostraram decisões igualmente racionais. Ele também verificou que quando aumentou a recompensa alternativa para US $ 20, os viciados em metanfetamina e crack escolheram o dinheiro. Os participantes sabiam que iriam receber o dinheiro somente no fim do experimento, semanas depois, mas eles ainda estavam dispostos a esperar, abrindo mão do prazer imediato da droga.

As descobertas feitas Dr. Hart o fizeram repensar tudo o que ele tinha visto na juventude, como ele relata em seu novo livro, Alto Preço. É uma combinação fascinante de memórias e ciência: cenas dolorosas de privação e violência acompanhadas por análise serena do histórico de dados e resultados de laboratório. Ele conta histórias horripilantes – sua mãe o atacou com um martelo, seu pai encharcado com um pote de calda fervente – mas então ele olha para as tendências que são estatisticamente significativas.

Sim, diz ele, algumas crianças foram abandonadas pelos pais viciados em crack, mas muitas famílias de seu bairro foram dilaceradas antes do crack – incluindo a sua. (Ele foi criado em grande parte por sua avó.) Sim, os primos se tornaram viciados em crack, vivendo em um galpão abandonado, mas tinham abandonado a escola e estavam desempregados, muito antes do crack.

“Parece haver muitos casos em que as drogas ilícitas têm pouco ou nenhum papel para a ocorrência daquelas situações degradantes”, escreve o Dr. Hart, agora com 46 anos. Crack e metanfetamina podem ser especialmente problemáticas em alguns bairros pobres e áreas rurais, mas não porque as próprias drogas são tão potentes.

“Se você está vivendo em um bairro pobre privado de todas as opções, há uma certa racionalidade em continuar a tomar uma droga que vai lhe dar algum prazer temporário”, disse o Dr. Hart em uma entrevista, argumentando que a caricatura de viciados em crack escravizados vem de uma má interpretação das famosas experiências com ratos.

“O principal fator é o ambiente, se você está falando de seres humanos ou ratos”, disse Hart. “Os ratos que continuam pressionando a alavanca para a obtenção de cocaína são os que foram criados em condições solitárias e não têm outras opções. Mas quando você enriquece o seu ambiente, dando-lhes acesso a doces e deixando-os brincar com outros ratos, eles deixam de pressionar a alavanca”.

“Guerreiros contra as drogas” podem ser céticos em relação a seu trabalho, mas alguns outros cientistas estão impressionados. “O argumento geral de Carl é persuasivo e referendado pelos dados”, disse Craig R. Rush , um psicólogo da Universidade de Kentucky que estuda o abuso de estimulantes. “Ele não está dizendo que o abuso de drogas não é prejudicial, mas ele está mostrando que as drogas não transformam as pessoas em lunáticos. Elas podem parar de usar drogas quando são fornecidos reforçadores alternativos”.

Uma avaliação semelhante vem de Dr. David Nutt , especialista britânico sobre abuso de drogas . “Eu tenho uma grande simpatia com a visão de Carl”, disse Nutt, professor de neuropsicofarmacologia do Imperial College London. “O vício sempre tem um elemento social, e este é ampliado em sociedades com poucas opções de trabalho ou de outras formas de encontrar satisfação.”

Então, por que manter o foco tanto em medicamentos específicos? Uma razão é a conveniência: É muito mais simples para os políticos e jornalistas se concentrarem nos males das drogas do que lidar com os grandes problemas sociais. Mas o Dr. Hart também coloca parte da culpa sobre os cientistas.

“Oitenta a 90 por cento das pessoas não são afetadas negativamente pelo uso de drogas, mas, na literatura científica, quase 100 por cento dos relatórios são negativos”, disse Hart. “Há um foco distorcido em patologia. Nós, os cientistas, sabemos que temos mais dinheiro, se continuarmos dizendo ao governo que vamos resolver este terrível problema. Temos um papel desonroso na guerra contra as drogas”.

 

Seu voto: Nenhum

Gilberto .    @Gil17

imagem de Obelix
Obelix

Prezado Gilberto, O texto é

Prezado Gilberto,

O texto é revelador.

Há uma entrevista hoje no blog com o Dr Hart, aqui:http://jornalggn.com.br/noticia/as-pesquisas-do-neurocientista-carl-hart-sobre-o-consumo-de-drogas, que também nos traz alívio conceitual (teórico) para uma nossa intuição, que parte de uma reflexão simplória:

Nenhuma das outras drogas legais produzem os efeitos "devastadores" e "absolutos" dos que são associados a drogas proscritas, principalmente o crack, droga de esolha dos mais pobres, pela questão do preço (embora não usado especificamente por eles), então, se elas agem de forma mais ou menos parecida nos campos neuroquímicos, estão associadas ao mesmo contexto (recreativo e cultural), por que apenas sobre elas (as drogas proscritas) recaem toda censura e estigmatização, baseadas nestes exageros?

São escolhas: políticas, comercais, empresariais, de classe, mas principalmente, morais (religiosas ou não).

A partir daí todo um sistema de repressão e controle é criado, com os resultados de sempre (fracasso), mas que alimentam negócios e agendas políticas, mesmo diante de evidências gritantes de que não se pode abordar o abuso de drogas por lógicas maniqueístas ou morais.

Trabalhadores do corte de cana e de outras colheitas no interior de SP usam crack para diminuir os efeitos do cansaço que as jornadas cada vez mais brutais cobram dos seus corpos, que vivem 10 a 15 anos a menos, em média, quando comparados a outras atividades.

No interior deste mesmo estado (SP) há unidades católicas que tratam padres alcoólatras, pela exposição ao vinho.

A categoria médica, submetida aos efeitos da proletarização do exercício da medicina, conta índices alarmantes de abuso de álcool e medicamentos controlados, justamente pelo fácil acesso.

O mercado farmacêutico brasileiro é um dos maiores do mundo, e um dos que mais cresce. 

Mas apenas um tipo de usuário é tratado como lixo.

Por que será?

Saudações.

Seu voto: Nenhum

Obelix

Fiz um comentário depoimento no outro post, afirmado que vi em meus 50 anos de vida e pelo menos 35 convivendo com pessoas que buscaram o caminho das drogas ilicitas e licitas.

O problema é social e muito mais profundo infelizmente.

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Tudo por um país melhor!

Não sou o fã número um de Haddad não

Inclusive sei que militantes LGBT aguardam resposta satisfatória (que não virá) para algumas questões "esquisitas" (fechamento do Autorama e punição seletiva de estabelecimentos da R. Vieira de Carvalho, entre elas.)

Mas acho que essa política nova em relação à Cracolândia é realmente um GOL e fiz questão de elogiá-la e divulgá-la no facebook. Inclusive o primeiro link que virou post sobre o assunto aqui foi indicação minha.

 

Seu voto: Nenhum (12 votos)

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

  Não sei exatamento do que

  Não sei exatamento do que se trata, mas o que aconteceu com "fechamento do Autorama e punição seletiva de estabelecimentos da R. Vieira de Carvalho, entre elas.", Gunter? Não entendi.

Seu voto: Nenhum (2 votos)

São dois episódios recentes.

"Autorama" é um trecho frequentado à noite por LGBTs e que moradores do Ibirapuera pressionaram Haddad a fechar. Pegou mal por vários motivos:

- a ação foi concomitante ao "Ibirapuera 24 horas" (ou seja, é contraditória)

- existia desde o governo Figueiredo/Paulo Maluf/Paulo Egydio 

- quando Serra se indispôs contra o Autorama a reação foi imediata e em uma semana ele voltou atrás (não há notícia mas possivelmente com oposição dos vereadores do PT a Serra)

- a CADS municipal, embora governista (por óbvio, são cargos de confiança) criticou mas não teve resposta.

Então ficou uma sensação de higienismo puritano. O que o prefeito fez não é ilegal, claro, mas é necessário? Qual o sentido de uma repressão que nem a ditadura fez?

A Vieira de Carvalho é uma rua com vários bares de frequência LGBT que colocavam mesas na calçada como previsto por lei (1/3 da largura) Na noite do 29 de dezembro, aproveitando-se o período de férias talvez, houve um rapa no qual a prefeitura recolheu todas as meses, cadeiras e inclusive balcões de dentro dos estabelecimentos. Isso circulou no facebook mas não foi noticiado pela imprensa.

Ocorre que não houve notícias da mesma operação afetar outros locais da cidade e viu-se que bares hétero da Av. Ipiranga não foram afetados. A PMSP alega descumprimento da lei, mas os estabelecimentos alegam estarem dentro da lei.

Novamente pareceu higienismo seletivo (porque apenas bares LGBT?), injusto (os bares seguiam, presumidamente, a lei) e motivado por pressão de moradores de bairro.

Já aconteceu faz 20 dias, posso lhe mandar os links das discussões no facebook a respeito. Mas não houve resposta da prefeitura. Tem um artigo com o título sugestivo de "Noites de Richetti" ou algo assim...

A gestão Haddad posa de inclusiva ao dobrar a verba para Parada Gay e colocar um video sobre visibilidade lésbica em ônibus, mas, com a outra mão toma atitudes como essas e não dá respostas.

E sabemos que o apoio de partidos fundamentalistas na Câmara é vital para a prefeitura aprovar medidas como o aumento do IPTU (com o qual concordo) e faixas exclusivas de ônibus (com o que concordo.)

Só que ficou um certo ar de reprodução no plano municipal de concessões comuns no plano federal.

Alguém vai sair atrás de ocupações irrelgulares de terrenos por templos? Vai sair atrás de barulho provocado pelos mesmos? Duvidamos muito, não é mesmo?

Então, enquanto essas ações não forem explicadas não me considero reeleitor potencial de Haddad.

O que não me impede, claro, de reconhecer a correção dessa ação em relação a dependentes de crack.

 

Seu voto: Nenhum

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

  Ah, entendi. É, são medidas

  Ah, entendi. É, são medidas no mínimo antipáticas. (Quanto aos links, não tenho mais FB, cansei meio de cara)

  Não tenho a menor dúvida que boa parte dos erros do governo federal têm o dedo de Dilma, mas o Haddad mal completou 1 ano de mandato, sei que você não tem porquê concordar mas dada a postura dele (p. ex., nesse caso do crack mesmo) eu prefiro acreditar, até o momento, que medidas assim são obra de sinhozinhos feudais dentro da Prefeitura. Claro, se for uma tendência a se manter ao longo dos 4 anos dele vai mesmo parecer mais uma maldita concessão à "base aliada".

  Por sinal, nessa questão de concessões à "base..." tô contigo e não abro, como de vez em quando escrevo por aqui (mesmo que ninguém se importe de ler, rs).

 

 

Seu voto: Nenhum

Oi André, é por aí mesmo

É uma pena que vc não tenha mais facebook, tem melhorado muito no último ano, não é mais o festival de futilidades que era em 2010. Ficou uma rede social mais "adulta".

Eu até concordo com a maioria dos atos de governo de Haddad, acho que é melhor gestor que Kassab ou Serra. Até mesmo que Marta.

Mas não tenho simpatia por Haddad desde que ele cancelou o Escola sem Homofobia uma semana após tê-lo elogiado em entrevista. Hipocrisia é pouco.

Depois li comentários de gente que trabalha no MEC.

Só votei nele porque achava Serra pior. Minha rejeição ao Serra, no entanto, não é ideológica, é ao estilo dele.

Olha, do jeito que as coisas evoluíram (melhor, involuíram) nos últimos anos, eu estou assim:

Só voto no PT ou no Haddad se o antagonista for Serra.

Se for Alckmin vou preferir Alckmin mesmo.

E não adianta alguém me chamar de "coxinha". Como meus amigos coxinhas são sempre simpatizantes a LGBTs e meus amigos petistas nem sempre (por terem o constrangimento de defender essa bomba de governo), tenho me sentido muito mais à vontade em ser 'coxinha'. Ainda mais em um estado onde o PSDB é tão popular no nível estadual como o PT no nível federal. E o PSB que prefiro agora, tende a apoiar PSDB aqui no estado.

E o 'progressismo' anda me dando medo. Sinceramente. Eu sinto calafrios cada vez que leio um 'progressista' defendendo Putin ou criticando Obama.

E não adianta muito dizer apenas que se é contra as coligações do governo. A única linguagem que o PT entende é o voto. E a mídia.

Ou dizemos que não votamos mais no PT, ou apoiamos a Globo. Não há outro caminho, pois foi o PT que mudou, não nós.

é só questão de tempo para as pessoas perceberem.

Seu voto: Nenhum

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

Ainda não tenho certeza que resolverá

Pessoal é muito louvável a atitude, mas tem um enorme caminho a trilhar.

Se não houver uma parceria e não existir uma garantia de emprego, eles voltaram as ruas. A questão básica esta elencada no artigo do Nassif, "Se eu largar as drogas o Sr. promete que me da um emprego de carteira assinada!".

É ai que está o X da questão!

Este serviço de varrição de rua só terá êxito por um pequeno espaço de tempo, sem uma progressão papável, em breve se recusarão a prestar este serviço e voltarão as calçadas. Oferecer cursos de capacitação e jogarem eles a próprias sorte no mercado de trabalho não ira resolver, não serão contratados pelas empresas, este projeto exige um engajamento muito maior da sociedade e vai muito mais além dos usuários de drogas, ele passa também pelos ex presidiários que alimentarão uma nova onda de abandonados nas ruas.

Por um lado é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada, mas, não vejo ainda esta solução para a situação. O problema é muito mais grave do que parece. Ele é muito mais profundo! Pessoas com o mesmo perfil destes usuários alimento o crime organizado nas duas extremidade: Como consumidores de drogas e soldados. A Origem é a falta de emprego e oportunidades. Muitos viveram de subempregos à subempregos com longos períodos de inatividade, é ai que é plantada a origem do crime. Quando vc não tem suas necessidades básicas garantidas ou vai para a sarjetas ou para o crime.

Não quero ser hipócrita! Não posso aplaudir a iniciativa do Haddad! Ainda é preciso assistir tudo e ver como irá se desenrolar, não vejo solução sem um pacto nacional.

Este cancer é muito maior do que parece, estão apenas colocando esparadrapos sobre as feridas expostas, mas, não vejo ainda uma mobilização nacional para o tratamento da doença em sua origem e causas. Para mim ainda é uma forma de hifenização um pouco mais perfumada.

Para que não haja mau entendidos. Meu voto é Dilma 2014 e se votasse em São Paulo seria Haddad. Mas quero mais coragem e compromisso para enfrentarem a raiz do problema.

Seu voto: Nenhum

Tudo por um país melhor!

A iniciativa tem várias

A iniciativa tem várias etapas. Não dá pra afirmar que uma delas não vai ocorrer e então dizer que não presta. TODAS as iniciativas, até as higienistas, necessitam em algum momento que o indivíduo trabalhe para que se integre efetivamente. Ou isso, ou é o isolamento eterno ou se mata ele.

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.