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As semelhanças entre 1964 e 2014

Santos Vahlis, hoje em dia, é mais conhecido pelos edifícios que deixou no Rio de Janeiro e pelas festas que proporcionou nos anos 50. Foi um dos grandes construtores do bairro de Copacabana.

Venezuelano, mudou-se para o Brasil, trabalhou com a importação de gasolina e tentou se engatar nas concessões de refinarias no governo Dutra. Foi derrotado pela maior influência dos grupos cariocas já estabelecidos.

Nos anos seguintes, foi um dos financiadores da campanha do general Estillac Leal para a presidência do Clube Militar, em torno da bandeira do monopólio estatal do petroleo. Torna-se amigo de Leonel Brizola, defensor de Jango.

Provavelmente graças ao fato de ser bom cliente dos jornais, com seus anúncios imobiliários, tinha uma coluna no Correio da Manhã, cujo ghost writer era o grande Franklin de Oliveira.

Tentou adquirir o jornal “A Noite” para fortalecer a imprensa pró-Jango. Foi atropelado pelo pessoal do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) que, em vez de comprar o jornal, comprou sua opinião por Cr$ 5 milhões. A CPI que investigou a transação teve como integrante o deputado Ruben Paiva.

Por sua atuação, Vahlis sofreu ataques de toda ordem. Contra ele, levantaram a história de que teria feito uma naturalização ilegal. Em 1961, em pleno inverno, foi preso e jogado nu em uma cela de cadeia, a ponto do detetive que o prendeu temer por sua vida.

Como era possível a perseguição implacável dos IPMs (Inquéritos Policial Militares), de delegados e dos Ministérios Públicos estaduais, contra aliados do próprio governo?

Esse mesmo fenômeno observou-se nos últimos anos, com os abusos cometidos no julgamento da AP 470, envolvendo não um ou dois Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas cinco, seis deles, endossando arbitrariedades que escandalizaram juristas conservadores.

Características da democracia

Para tentar entender o fenômeno, andei trabalhando em um estudo que pretendo apresentar no evento “50 anos da ditadura”, que ocorrerá a partir da semana que vem no Recife.

Aqui, um pequeno quadro esquemático que explica porque 2014 é tão semelhante a 1964 – embora torçamos por um desfecho diferente.

1.     A democracia é um processo permanente de inclusões sucessivas. Também é o regime de maior instabilidade (e medo) das pessoas. Nos regimes autoritários, na monarquia, nos sistemas de castas, não há ascensão vertical das pessoas – nem sua queda. Na democracia de mercado há a instabilidade permanente, mesmo para os bem situados. Teme-se o dia seguinte, a perda do emprego, das posses, do status.

2.     Além disso, há repartição entre os poderes que abre espaço para a montagem de alianças e acordos econômicos, nos quais os grandes grupos econômicos se aliam aos grupos de mídia, através deles infuenciam os diversos poderes de Estado.

3.     Cada época de inclusão gera novas classes de incluídos que cumprem seu papel de entrar no mercado de trabalho, ganhar capacidade de consumo e, no momento seguinte, cidadania e capacidade de organização. Gera resistências tanto na classe média (medo da perda de status) quanto nos de cima (perda de influência).

Aí, cria-se uma divisão no mercado de opinião que será explorado a seguir.

O mercado de opinião

Simplificadamente, dividi o mercado de opinião em dois grupos.

O primeiro é o mercado liderado pelos Grupos de Mídia. Por definição, é um mercado que influencia preponderantemente os setores já estabelecidos que já passaram pela fase da inclusão, do emprego, da carreira, integrando-se no mercado de opinião aos estabelecidos da fase anterior.

Por suas características, os grupos mais resistentes ao novo são os estamentos militar,  jurídico, alta hierarquia pública e a alta e média classes médias – especialmente os estamentos que trabalham em grandes companhias hierarquizadas. E também a classe média profissional liberal, que depende de redes de relacionamentos.

A razão é simples. Vivem em estruturas burocráticas, hierarquizadas, nas quais cumprem uma carreira, sujeitando-se a promoções ao longo de sua vida útil. Por isso mesmo, a renovação se dá de forma muito lenta, proporcional à lentidão com que mudam os lugares nessas corporações. São os mais apegados ao status quo.

Por todas essas características – da insegurança, da carreira construída passo a passo – esses grupos são extremamente influenciados por movimentos de manada. Por segurança, querem pensar do mesmo modo que a maioria, ou que o status quo do seu grupo (ou de suas chefias).

Esse grupo pode ser denominado conceitualmente de opinião pública midiática. Ele detém o poder, a capacidade de influenciar leis, julgamentos, posições.

Mas não detém voto. Mesmo porque, quem têm votos é a maioria.

O segundo grupo é o dos novos incluídos econômicos e dos incluídos políticos mas que não tem posição de hegemonia. Entram aí sindicatos, organizações sociais, o povão pré-organização etc, enfim, a maioria da população – especialmente em países com tão grandes diferenças de renda. E entra o Congresso Nacional.

Os canais de informação desse público são os sindicatos, organizações sociais e os partidos políticos.

É um público que detém os votos, mas não detém poder.

O conflito entre poder e voto

Em cada período de inclusão, o partido que entende as necessidades dos novos incluídos ganha as eleições. Foi assim nos EUA com o Partido Republicano no século 19, com o Partido Democrata no século 20.

Processos de inclusão diminuem as diferenças de renda, ampliam a classe média e, quando o país se civiliza, garantem a estabilidade política – porque a maioria se torna classe média.

Mas em países culturalmente atrasados – como o Brasil – qualquer gesto em direção à inclusão sofre enormes resistências dos setores tradicionais. 

Não se trata de viés político, ideológico (no sentido mais amplo), mas de atraso mesmo, um atraso entranhado, anti-civilizatório,  que atinge não apenas os hommers simpsons, mas acadêmicos conservadores, magistrados, empresários sem visão. E, especialmente, os grupos de mídia. Os de baixo temem perder status; os de cima, temem perder poder.

O partido que entende os novos movimentos colhe leitor de baciada.

O único fator capaz de derrubá-lo são as crises econômicas (o fenômeno do populismo é o de procurar satisfazer de qualquer maneira as massas descuidando-se da economia) ou o golpe.

A reação através do golpe

Sem perspectivas eleitorais, os segmentos incluídos na chamada opinião pública midiática recorrem ao golpismo puro e simples.

Consiste em fomentar diuturnamente o discurso do ódio e levar a vendetta para o campo jurídico-policial. É o que levou à prisão de Santos Vahlis e aos abusos da AP 470.

O movimento foi bem sucedido em 1964 e consistia no seguinte:

1.     Para mobilizar a classe média, a mídia levanta fantasmas capazes de despertar medos ancestrais: o fantasma do comunismo, que destroi famílias e propriedades, do golpe que estaria sendo preparado pelo governo, da corrupção que se alastra etc.

2.     A campanha midiática cria o clima de ódio que se torna cada vez mais vociferante quanto menores são as chances de mudar o governo pela via eleitoral.

3.     Com a influência sobre o Judiciário e o Ministério Público, além de denúncias concretas, qualquer fato vira denúncia grave e, na ponta, haverá um inquérito para criminaliza-lo.

4.     Aí se entra no ponto central: as agressões, os atentados ao direito, as manipulações provocam reações entre aliados do governo. Qualquer reação, por mais insignificante, serve para alimentar a versão de que o governo planeja um golpe. O ponto central do golpe consiste em fomentar reações que materializem as suspeitas de que é o governo que planeja o golpe.

É nesse ponto que o golpismo e o radicalismo de esquerda se dão as mãos.

Confiram esse vídeo aqui do Arnaldo Jabor, sobre uma proposta de um deputado obscuro do PT. O próprio Jabor considera-o obscuro. Mas repare nas conclusões que tira. Foi buscá-las em uma nave do tempo diretamente de 1964

O grande problema de Jango foram os aliados iludidos pela revolução cubana e pela própria campanha da mídia - que superestimava, intencionalmente, os poderes das ligas camponesas e quetais.

O histórico trabalho de Wanderley Guilherme dos Santos, em 1962, expos de forma magistral e trágica  como se dava essa manipulação das reações.

Esse mesmo clima em relação às ligas camponesas, a mídia tentou recriar com as fantasias sobre a influências das Farcs no Brasil, sobre os dólares cubanos transportados em garrafas de rum e um sem-número de artigos de colunistas denunciando o suposto autoritarismo de Lula.

Lula e Dilma fugiram à armadilha, recorrendo ao que chamei, na época, de republicanismo ingênuo, às vezes até com um cuidado excessivo.

Não tomaram nenhuma atitude contra a mídia; não pressionaram o STF; têm sido cautelosos de maneira até exagerada; não permitiram que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470.

Apesar de entender esse caminho, Jango não conseguiu segurar os seus. Houve radicalização intensa, conduzida por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, pelo PCB de Luiz Carlos Prestes e por lideranças sindicais, que acabaram proporcionando o álibi de que os golpistas precisavam.

Hoje em dia não há mais a guerra fria, não há uma republiqueta encravada em um continente golpista, não há o descuido com a economia.

No entanto, há um ponto em comum nos dois períodos: o ódio que a campanha midiática provocou em diversos setores de classe média crescerá em razão inversamente proporcional ao crescimento eleitoral da oposição. E o mote central será  a Copa do Mundo e a convicção  de que o governo gastou em estádios o dinheiro da saúde.

Há uma guerra de comunicação central.

 

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Dimitrios Politis

as semelhanças de 1964 e 2014

A situação esta realmente similar, mas de uma maneira oposta:

1- O governo do PT propositalmente diminui o investimentos na saúde para aplicar o MAIS MÉDICOS, com isto traz a falsa ilusão de agregar os brasileiros de menor poder aquisitivo como simpatizantes ao governo para explorar em seu favor o falso assistencialismo , como arma de argumentação socialista, e se encaixam nisto o Bolsa Família e todos os outros programas socias, que são as reformas sociais para um Brasil com mais justiça social.

2- O governo evita fazer as reformas do código penal, para manter um cenário de insegurança e dependência ao discurso pró PT e manter a credibilidade nas promessas das reformas essenciais e vitais para um País melhor, proporcionando assim um cenário de insegurança na população, para no tempo certo por eles desejados, tomar atitudes e fazer crescer a admiração no seu governo.pOR ESTE MOTIVO A PRESIDENTE É CONTRA A DIMINUIÇÃO DA IDADE PENAL.

3- A intenção clara da divisão da população brasileira conforme as classes sociais: ricos x pobres.DISCURSOS DE LULA E OUTROS PETISTA NA CAMPANHA DE 2014.

4- A intenção real de unir a America Latína em um continente de Esquerda contra o Imperialismo Americano.FORO DE SÃO PAULO.

5- Ganhou, por algum motivo, a simpatia de metade da mídia Brasileira, tanto na internet, como na mídia privada.

6- Esta mantendo de alguma maneira a satisfação da maioria das forças armadas, com o reaparelhamento.COMPRAS DE AERONAVES, NOVOS FUZIS E OUTROS.

7- O controle de manter a seu gosto, o aumento da inflação e a econômia.

8- Mantém um domínio mais contundente nas instituições estratégicas do País, STF,STE, PF, e articulações com o setor privado , por trás das cortinas com os principais banco e empresas brasileiras, especialmente as da construção cívil com as facilitações e acordos para o ganho de obras públicas, como já é de conhecimento no caso PETROLÃO.

9- Usa do falso discurso pró democracia para disfarçar toda movimentação de interação com os dois principais governos de esquerda na America Latína: CUBA E VENEZUELA.

10- Falsa impressão de combate a corrupção. PT FAZ ACORDOS COM OUTROS PARTIDOS PARA NÃO CHAMAR POLÍTICOS A DÊPOR NA CPI DA PETROBRAS.

Mas estão esquecendo de pontos importantes. 

1- Dilma e PT estão perdendo o respeito e o apoio político. Quando isto acontece é um grave perigo, pois perde-se a governabilidade.

2- As Forças Armadas sempre se preocupam em não se antecipar quanto á opinião pública. Como aconteceu em 64 e esta acotecendo agora.

3- O mundo hoje é globalizado, a economia mundial é globalizada, os Países dependem um do outro em suas econômias internas e externas, não existe mais um cenário de 50 anos atrás que mesmo sendo importante os investidores externos, ainda havia possibilidades de um cenário de consumo mais nacionalista intermo.

4- Os Países da America Latína estão com suas econômias frágeis para serem apenas entre si dependentes.

 

AGORA O PIOR:

- 64: AUMENTO DA INFLAÇÃO; CRESCIMENTO BAIXO DA ECONOMIA; POPULAÇÃO INSATISFEITA; REJEIÇÃO Á ESQUERDA; PAÍS DIVIDO.

-2014 : AUMENTO DA INFLAÇÃO; CRESCIMENTO ECONÔMICO ABAIXO DA META; POPULAÇÃO INSATISFEITA; REJEIÇÃO Á ESQUERDA; PAÍS DIVIDIDO.

TIRE SUAS CONCLUSÕES.

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fabis

tristeza

É triste, muito triste constatar que um grupo que se diz intelectual e pensante, tenha mais apego a uma legenda do que a valores. Isso por si só já é lamentável.

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fabis

Chega a ser cômica a

Chega a ser cômica a tentativa de ficar no assunto com forçada imparcialidade.
Se o PT não pode ser culpado pela males do Brasil, pode ser culpado de trair aos princípios que defendia.
Agora dizer que não houve prejuízo a economia já é piada. Você está tentando convencer os eleitores de que a economia não está andando para trás ou está tentando convencer a si mesmo?
Seu discurso é pobre! Digno dos que se contentam com o menos pior. Parece propagar a idéia do "na falta de opção, vamos continuar com o que temos, mesmo não sendo bom". Apela para isso na busca de defender o PT, já que os argumentos favoráveis ao escassos?
Se mudarmos podemos errar novamente. O fato é que com o PT, já sabemos o quanto erramos. E não, não queremos continuar por acomodação.

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Schutt

PT

A mídia, também na pessoa do Sr. Luis Nassif, continua trabalhando, envidando esforços para esse fim.  Lamentável.

Onde vamos parar com este intelectualismo torto de esquerda?

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alberto fogaça

milicos

O artigo parece apontar uma teoria interessante. Mas esquece um fator essencial de 1964 que não se repete hoje: Apolitização das forças armadas, que em 64  estavam muito engajadas com manifestos abertos de intervenção. Sem isso podemos ter um caso até pior com uma futura escalada de açôies terroristas que visem a desestabilização violenta do regime.

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sidnei

Engraçado o modo dos petistas

Engraçado o modo dos petistas de desprezar a opinião dos oposicionistas. São todos afetados pela mídia. 

O mesmo podemos falar dos petistas, cegos guiados por um caolho. A população está cansada de tanta corrupção, enriquecimento ilícitos, etc Seja de que partido for, PSDB, PMDB e pt.

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"

Um golpe que leva mais de 10 anos para ser parido. Não o levo a sério.

1964 foi adiado por 10 anos, em face do sudicídio de Getúlio Vargas, dizem.

O governo atual dura 11 anos. Sem suicídio. E nada do golpe sair. Seria o "golpe", a "tese golpista", mera bravata de situação?

PS: Dá para sair "uma vírgula", neste site, sobre o resultado da greve dos garis, ali no RJ?

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"o mundo é um saco de merda se rasgando. não posso salvá-lo."

 

Tem um clima radicalizado no

Tem um clima radicalizado no ar sim, de cima a baixo. O povo está assustado e desorientado com  o avanço da violência. Um regime de ditadura não parece factível porque muitas instituições estão funcionando e se aperfeiçoando. Mas têm outras, que nunca funcionaram, por exemplo, as polícias (que alimentam e estimulam a criminalidade) e as representações políticas. Na verdade os votantes em geral, hoje, não tem representação importante junto ao Estado. O regime democrático prevê representação dos diversos segmentos sociais, mas a grande maioria da população não se sente representado, nem por partidos (federações de caciques), sindicatos (na maioria oportunistas), associações (também oportunistas e cooptadas) conselhos (aparelhados por interesses individuais e não coletivos). Os partidos que têm lastro e raízes sociais, como o PT, vem sendo bombardeados como bando de quadrilheiros. E se o povo tem representação fraca, manda no Estado o dinheiro. Ou seja, interesses particulares se sobrepõem aos interesses coletivos. Fica o vazio político e a frustração generalizada, muito perigosa. 

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joaopedefeijao

o site está bloqueado por malware

o site está bloqueado, o google acusa virus no site mas eu ja havia entrado aqui diversas vezes e nao tinha isto.

o acesso ao site está dificil e com bloqueios, atenção!!! por favor verifiquem o porque. Grato.

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iron

A internet eh nossa. Google

A internet eh nossa. Google go home

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ATENÇÃO NASSIF

Fui tentar postar um comentário nessa página e o Firefox a identificou como foco de ataques. Ou seja, apareceu uma mensagem dizendo que esta página está hospendando arquivos maliciosos (malwares) que podem atacar os computadores dos internautas que acessam o endereço, roubando senhas, informações pessoais etc.

Sugiro analisar a veracidade da informação. Foi preciso eu confirmar que a página não era de ataque para conseguir postar o comentário.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Sterileno

Alessandre, tive a mesma

Alessandre, tive a mesma mensagem, diz que contém malware! Acho que alguém descontete com a reportagem sabotou!!! O responsável bem que podia verificar!!!

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JoaoMineirim

Comigo também aconteceu. A

Comigo também aconteceu.


A mensagem de erro aparece se eu acessar com o GOOGLE CHROME.


 


O website a seguir contém malware!
O Google Chrome bloqueou o acesso a jornalggn.com.br agora.
Mesmo que você já tenha visitado esse site com segurança no passado, é muito provável que visitá-lo agora poderá infectar seu computador com malware.
Malware é um software malicioso que provoca coisas como roubo de identidade, perda financeira e exclusão permanente de arquivos. Saiba mais

 


 


 

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JoaoMineirim

Até pouco tempo o YAHOO

Até pouco tempo o YAHOO estava completamente dominado por POST  contra o PT.


Agora apareceu um colunista de ESQUERDA. O Jornalismo WANDO, faz textos ironizando a direita conservadora. Muito bons, os textos.


Será que estavam perdendo acessos e resolveram balancear o portal oferecendo espaço para a Esquerda ?


"http://br.noticias.yahoo.com/blogs/jornalismo-wando/o-gigante-acordou-e-vai-marchar-com-fam%C3%ADlia-105508168.html"


 


 


 

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Jorge Leal

A manipulação da realidade

Quanta lucidez Sr. Naciff !


A oposição e a grande imprensa estimularam o ódio propagando mentiras e exagerando nas tintas.


Conseguiram convencer parte da sociedade que todos os males do Brasil o PT é o único responsável.


Continuam com os mesmos bordões para desqualificar o que eles não compreendem.


Lamentável!


 


 


 

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Juarez Alencar

Para a sorte de nós

Para a sorte de nós brasileiros é que, além de ter a economida sobre controle, temos a internet e as redes socias onde as mentiras da grande mídia têm sempre as pernas curtas. E vale ressaltar também o feito do Lula da diversificação das exportações e da aproximação quase que umbilical com a China. Se ainda fossemos reféns do FMI, a classe média consevadora assobiaria e os EUA vriam ajudar, como fizeram com o Paraguai. Hoje eles não mandam mais aqui. Muito acham Lula e Dilma covardes.Eu os acho racionais e ponderados. Vociferar como Hugo Chavez e Maduro, teria gerado aqui o que está acontecendo na Venezuela. O populismo de Lula é tecnicamente competente, o do Bolivarianismo Venzuelano não.

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Ex-Amarildo.

O texto é de um esforço

O texto é de um esforço memorável, mas contém falhas clamorosas e omissões importantes, tudo na tentativa de construir uma analogia que traga semelhanças que induzam a um raciocínio pré-estabelecido.

Como já fez outras vezes, o autor toca apenas de leve na essência dos movimentos golpistas: a direita e seus sócios não aceitam outra forma de Democracia que se oponha aos seus interesses.

Em outras palavras: Capitalismo e Democracia não ocupam o mesmo espaço, ainda mais na periferia, que tem que cumprir a eterna missão de sustentar o conforto do centro do mundo.

Entender isto é crucial, porque vai nos poupar tempo em tentar justificar os golpes pelos erros da esquerda, como o autor faz quando compara Jango e Lula/Dilma, inferindo que o primeiro não soube "controlar" seus radicais, enquanto Lula e Dilma o fizeram.

Ora, primeiro é bom ter um pouco mais de rigor para entender os contextos díspares onde estes "radicais" se inserem, e redefinir a própria noção de radical de cada tempo e seu modus operandi dentro de cada contexto.

Partindo daí, é bom definir também que o projeto político de Jango estava alicerçado na herança autocrática getulista, de base sindical controlada, com partido popular, o PTB, nascido da "costela" do espectro conservador partidário controlado por Vargas, logo não é difícil imaginar que as dissidências radicais fossem mais "incontroláveis" para Jango, paradoxalmente, do que para Lula e Dilma, haja vista que estas dissidências atualmente já foram expurgadas do projeto de poder lulodilmista, como o PSOL e outras porcarias do gênero.

Vargas construiu seu legado na ambiguidade e tensão permanente, ora de aproveitando, ora se lascando com esta postura pendular.

Lula construiu um partido de massas e de quadros, com enorma capilaridade social e ambiente arejado e dinâmico, o que até lhe deu muita dor de cabeça.

Assim, ser radical no campo getulista/janguista é uma coisa totalmente diferente de se portar de forma mais radical dentro do projeto atual.

Com estas premissas, podemos avançar.

O golpe como saída política é um argumento permanente da direita, dos grupos de mídia, e dos setores médios. No entanto, ao contrário do que prega o texto, estas classes e as subclasses que as integram não podem ser vistas como um bloco coeso, pois muito embora o viés autoritário seja permanentemente transversal a elas, cada uma se apropria e expressa de jeito peculiar.

Hoje temos até setores que se reivindicam a esquerda posando com cacoetes golpistas. Vejam os coxinhas mascarados e seus defensores, que estrilam a qualquer tentativa de manter as manifestações dentro de limites institucionais.

Ou seja, há golpistas com verniz de esquerda, possuidores de fontes de informação bem mais amplas que a mídia tradicional.

Vejam este trecho do texto:

"(...)Processos de inclusão diminuem as diferenças de renda, ampliam a classe média e, quando o país se civiliza, garantem a estabilidade política – porque a maioria se torna classe média.

Mas em países culturalmente atrasados – como o Brasil – qualquer gesto em direção à inclusão sofre enormes resistências dos setores tradicionais. (...)"

Bem, o fato da haver estabilidade econômica não garante estabilidade política alguma, senão por alguns momentos, pois o caráter das classes, e da luta de classes não morrem com a amenização dos conflitos transitórios da economia.

A existência de uma enorme classe média nos EEUU e na Europa não reduziu o teor ultra-conservador, que por sua vez é movido pelos interesses mercadistas neoliberais, que engessou até as tentativas de recuperação econômica que fugissem do receituário ortodoxo, afundando cada vez mais aquelas sociedades na crise recente.

Por outro lado, mesmo durante a "fortuna", estes povos mantiveram intactos sua xenofobia, homofobia, violência contra mulheres e crianças, e políticas de encarceramento de segmentos sociais específicos (pretos, imigrantes ilegais e pobres).

Então, o que serão "países culturalmente atrasados"? Há como hierarquizar culturas para alçá-las a condição de causalidade de algum fenômeno social ou político?

O ódio de classes se manifesta de forma bem parecida (e este blog citou algo esta semana, fazendo analogia do Tea Party e os conservadores brasileiros e alguns de seus vigilantes judiciais), seja aqui, seja nos países ricos.

Como explicar que os "culturalmente" avançados alemães tenham triturado e incinerado judeus ouvindo Wagner?

Ou os ultra-culturalizados italianos, berço da nossa latinidade, das leis, etc, tratem os pretos africanos como nossos portugueses faziam em 1500 ou 1600?

O uso do conceito "culturalmente avançado" é portador de um tipo de preconceito que temos certeza não habitar o universo do autor. Mas é assim que, infelizmente, parece.

Um preconceito classe média, ironicamente.

Todo o esforço do autor pode ser resumido assim, com tintas mais fortes, é claro:

As classes dominantes, que instrumentalizam os regimes, democráticos ou não, utilizam-se dos atritos de classe, principalmente dos estratos médios, para capturar a agenda política disponível, e através da mídia (sua sócia), disseminam o ódio como combustível para o sequestro da vontade popular.

Mas esta tafera deriva da necessidade capitalista de evitar que as classes populares possam ultrapassar a etapa do governo do Estado para a de controle do Estado.

Enfim, o golpe é o "prêmio" disponível para esquerda pelo fato dela governar melhor a desigualdade capitalista.

Jango não caiu por suas "falhas", ou maus tratos "à economia".

Assim como o golpe nos ronda (e nos rondará sempre) não pelos nossos defeitos, mas por nossas virtudes.

De todo modo, com todas as ressalvas, devemos aplaudir a tentativa do autor de ultrapassar os limites da análise econômica.

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Pedro Penido dos Anjos

Boa resenha.

Boa resenha.

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Jango não era "o cara"

Mais um devaneio do Seu

Mais um devaneio do Seu Nassif. Para haver um golpe tem que haver quem o financie, só a mídia não faz golpe nenhum. Em 64 havia inúmeras razões para que o capital financia-se um golpe, porque o que Jango propunha era realmente reformar a economia brasileira. Só para citar dois motivos para se financiar um golpe contra Jânio: A lei que regulamentava a remessa de lucros ao exterior, de 3 de setembro de 62 e a criação do CADE, 7 dias depois, sendo a primeira vez nesse país que se colocava uma lei anti-monopólio. Se alguém conseguir citar uma medida, uma só do PT que tenha chegado perto disso e seja capaz de estimular os financiadores de golpes, que as arrole.

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Ceiça Araújo

50 anos do golpe militar de 1964

Para jamais esquecer! (Porque nossa memória, às vezes, é curta). Interessante análise de Nelson Werneck Sodré, em seu livro  "Literatura e História no Brasil Contemporâneo" (Rio de Janeiro: Graphia, 1999. p. 55-56,) sobre a furiosa perseguição do governo ditador militar brasileiro à cultura. 

[...]

A prolongada crise brasileira que vem marcando a revolução burguesa em suas sucessivas etapas encontra, com o golpe de 1964 e particularmente com a sequência de seus atentados, fase culminante de seu processo. A cultura foi especialmente visada pelo regime então instalado. Alguns episódios desse horror à cultura e a todas as suas manifestações definiram o conteúdo das forças que empolgaram o poder então: o incêndio da sede da União Nacional de Estudantes (UNE) e, nela, do Centro Popular de Cultura (CPC); a destruição do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), com prisão, exílio, tortura e destituição de seus professores; a destruição da Universidade de Brasília e afastamento de seus mestres; a apreensão sistemática de livros e sua proibição de circular; a derrocada das Universidades, algumas invadidas e depredadas, como aconteceu em São Paulo; a perseguição a professores e alunos, por toda a parte, seriam suficientes para ilustrar a onda de insânia que passou a dominar, na fúria de arrasar as melhores manifestações da cultura brasileira. Mais longe foi essa fúria, no entanto, desdobrando-se em centenas ou milhares de inquéritos – os famigerados IPMs – e de processos, envolvendo intelectuais – escritores, jornalistas, teatrólogos, cineastas, atores etc. – que tiveram invadidas as suas casas, depredadas e saqueadas as suas bibliotecas, destruídos os seus documentos.

Tudo isso operado “em defesa de Deus, da Pátria e da Família”, de que seriam inimigos – e, como tais, passíveis de todos os castigos – os intelectuais brasileiros. Boa parte deles passou pelos cárceres, optou pelo exílio, muitos sofreram vexames de toda natureza, inclusive a tortura física e moral mais inominável. Um furacão de violência varreu a cultura brasileira, no deliberado propósito de liquidá-la como sacrílega manifestação do esforço do homem em busca da liberdade. O regime que se aperfeiçoou em 1968 foi o mais retrógrado e violento que o Brasil conheceu depois daquele em que reinou D. Maria I, a Louca, aquela que mandou esquartejar Tiradentes. A cultura brasileira, através de enormes dificuldades, mal vem conseguindo libertar-se das destruições operadas com o regime imposto pela violência armada. Suas perspectivas estão conjugadas às perspectivas políticas, no processo, ainda lento, de libertação. Só na medida em que essa libertação se efetivar, e será todo um processo, surgirão condições para a retomada de uma cultura nacional e popular, de que tanto necessita o sofrido povo brasileiro. 

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O mercado gera o papel do opressor

Ceiça,

Na medida que milhões de famílias vivem em condições econômicas tais que o mercado financeiro separa o Estado de dirigente do modo de vida, interesses e da cultura; e na medida que essa identidade não gera uma mera inter-relação entre proprietários e a organização política capaz de formar os interesses de classe em nome da comunidade dentro do mesmo período de tempo, também não há um conceito de classe nacional.

O que acontece historicamente é que a luta de classes sempre erra o alvo ao por a culpa de não haver a liberdade ao se posicionar o regime autoritário. Por sua vez, os regimes de exceção erram o alvo ao perseguir os interesses sociais e a cultura. Os dois critérios eram, antes de tudo, a medida nacional  

Os periodos históricos do desenvolvimento da produção sem a supremacia nacional é que levam à luta de classes e à ditadura da sociedade.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Esta elaboração evolui para o

Esta elaboração evolui para o golpe de governo (tipo 1964), cujo agente provisório foi a democracia, que não tem nada possível a declarar com as coisas existentes em lugar nenhum; mas se mostra com a pena do capital: o finalismo é o explicativo da existência.

A Argentina está mais para esse tipo de renovação de prospectiva da filosofia.

O que se demonstra uma atitude de confronto com o capitalismo - para o golpe - são os caracteres das novas conexões com o poder monetário (aspectos típicos e marcantes da contribuição do BNDES, BB, CEF nos governos Lula e Dilma), engrenados com a apropriação da mais-valia do trabalho, acumulada no sistema.

Neste caso, com a atitude passiva do eleitor, a tarefa da mídia é confundir os problemas das diferenças subsistentes - aquilo que não se sabe sobre as relações técnicas de certa ciência - que aparecem corporizadas em obras (no caso puramente "dentro" do Brasil), como algo "ao lado" das circunstâncias negativas da economia; afinal o trabalhador faz uso do dinheiro, mas não precisa de o entender.  

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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dete

Então ficamos assim. Tudo

Então ficamos assim.

Tudo indica que haverá um golpe no Brasil para proteger as instituições e o regime democrático da vocação controladora e totalitária da esquerda, no caso o PT.

Mas o governo do PT tem que se manter no poder para proteger as instituições e o regime democrático da direita reacionária. 

 

 

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Pedro Penido dos Anjos

Vai ler seus gibis,

Vai ler seus gibis, mano!

Recomendo uma releitura completa dos teus Batmans.

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Golpe

Assistam o filme "O DIA QUE DUROU 21 ANOS" e verão claramente o comportamento da mída na época e agora... muitos querem um golpe sim, mesmo que seja um golpe de tapetão....

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Golpe e a AP 470

Caros amigos, recomendo a todos aqui, e ao Nassif em particular a leitura deste artigo do Ricardo Melo na FOLHA:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/03/1420220-comecar...

 

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Hildermes José Medeiros

Tudo certo é um texto

Tudo certo é um texto magistral por sua clareza e didatismo. Mas o jornalista perdoe-me, porque há, hoje, grandes diferenças entre as duas conjunturas, e as realidades do Brasil e do país chave para dar suporte a uma empreitada de golpe de estado, os EUA. A principal delas é a questão da viabilidade econômica do golpe, se é que assim se possa dizer, porque o Brasil hoje está entre as sete maiores economias do mundo, participa inclusive da governança do capitalismo no G-20, é peça importante do sistema. Para se ter uma ideia, em 1963 o produto americano era cerca de sessenta vezes maior do que o brasileiro, atualmente não chega a oito vezes. Nesse período de cinquenta anos, a produção dos EUA cresceu pouco mais de vinte e cinco vezes e a do Brasil foi multiplicada por cem. Mostra a mudança do peso relativo do Brasil na economia mundial. Uma mudança drástica e repentina no Brasil pode não ser viável também politicamente por afetar todo o sistema capitalista que se encontra em dificuldades para se recuperar dos problemas que eclodiram em 2008. Outra questão é a economia do país em si mesma. O Brasil, apesar de dificuldades, está economicamente equilibrado, o povo empregado, o empresariado ganhando como nunca (sessenta e cinco bilionários brasileiros constam na triste e ridícula  lista da Forbes). Os EUA e os países ricos da Europa que poderiam secundá-los na empreitada de dar suporte a um golpe no Brasil também estão em sérias dificuldades. Na época do Jango, aconteciam greves diárias, o desemprego se alastrava e a economia se desorganizava. O poder dos EUA econômico, militar e político era incontrastável. E a Europa já se recuperara dos problemas da Segunda Guerra e também estava bem. A Guerra Fria estava a pleno vapor. Entre outros problemas econômicos, havia uma séria crise cambial. Nesse contexto, havia o chamamento da luta contra o Comunismo, cunho ideológico hoje disperso sem consistência para empolgar grandes massas. E mais: assim como ocorreu no caso da Venezuela em 2002, e estão aogra tentando repetir, há grande possibilidade da resistência e apoio politico de países, como ocorreu no caso venezuelano,  possam se constituir numa grande barreira, tornando ainda mais custosa a empreitada.

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krikaoli

Comentário brilhante

Obrigado pelo comentário brilhante. Acredito que o ilustre e admirado jornalista esteja escrevendo eivado de muita parcialidade, por isso os excessos na comparação.

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maísa paranhos

Não existem shangrilás...

O golpe, segundo minha compreensão deste texto, já é uma realidade. Os pontos de convergência entre 64 e 2014, são justamente a impossibilidade eleitoral da oposição que descarrega o seu ódio no golpismo.
Nassif alerta: a copa é o mote, as despesas com ela serão o mote do que eu diria da "implantação da indignação".
O resultado?
Digo eu, dependerá do que fizermos hoje no sentido de contenção.
A esquerda , mais "à esquerda" ajudou o golpe em 64. Tal qual hoje.
Está a fomentar a ira sem objeto, a canalizar insatisfações  presentes até no Shangrilá, contra o governo. Costuma a esquerda direitista, a dita radical, em suas infindáveis críticas, confundir o factível com o utópico, e aí , não tem governo que supere uma utopia oporunisticamente comparada com a realidade.

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Fábio Eduardo

Semelhanças entre 1964 e 2014

Estou de pleno acordo! Está um cheiro muito forte de 1964 no ar...Só está faltando o padre Payton!!

Abraços,

Fábio

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Pedro Penido dos Anjos

E a pipoca gratís dos filmes

E a pipoca gratís dos filmes religiosos projetados no pátio do Colégio Estadual de BH!!!!

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Tem muito mais desavisado do

Tem muito mais desavisado do que se parece. "Homer Simpson" está em alta.! Ai mora todo o perigo...


Nassif espero que vc consiga nesta sua turne demonstrar o que está em andamento, pois a sociedade está totalmente cega para realidade, não estão percebendo que estão sendo usadas como massa de manobra.


Este ano irá acontecer muita coisa ainda.. Vai ficar muito pior! Vão tentar acabar com o Mais Medicos declarando inconstitucional. Fora tudo que já vem rolando no congresso sem a opinião publica ficar sabendo. Um enorme teatro vem sendo armado!

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Tudo por um país melhor!

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Ibanez

Sabia que existem duas

Sabia que existem duas paginas de "golpes no Brasil" no facebook?!Uma de golpe comunista e outra de golpe militar tipo extrema-direita. Ambas atacam o atual governo!

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Pedro Penido dos Anjos

Será que são feitas pelas

Será que são feitas pelas mesmas pessoas?

Será que tem financiamento na mesma fonte?

Será que isso não é algum tipo de crime, nem eleitoral?

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As semelhanças de 1964 e 2014 estão ganhas.

"1.     A democracia é um processo permanente de inclusões sucessivas." 

A democracia significa uma inter-relação de inclusões sucessivas, pertencente aos meios de produção capitalista, pelo curso seguido de parte do desenvolvimento privado com o Estado; enquanto as exigências materiais do trabalho evolui antagônica a formação definida da sociedade. 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Normal, em ano de eleiçaõ se

Normal, em ano de eleiçaõ se pensar na possibilidade de golpe, ou

seja : Dilma já esta eleita.O ideal é que a economia estivesse em

frangalhos e o país desprotegido mas isso não esta ocorrendo e

é notório que os militares de hoje não são mais lacaios dos EUA

como  é a mídia venal e os  " coxinhas em êxtase( insistindo que

muitos desses são retornados da europa falída) e furia. Já ouvi

várias discussões no mêtro e locais comuns sobre a feitura

da copa, geralmente muitos dos que são contra (pasmem) 

fazem uso do Prouni  ou qualquer outro projeto via governo federal,

uma luz na cabeça um diploma na parede e discursinho"jaboriano".

Se o Brasil perder a copa e Dilma mesmo assim for eleita teremos

um outro país, golpe..esse mesmo só será tentado caso o PSDB

perca a governo de S.Paulo, aí mídia,renegados,esquerdoides,BBs

e ressentidos firmarão trincheiras,esquecendoq que aqui naõ é a

Venezuela. Teremos copa e será um show, ganhe quem ganhar.

 

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Pedro Penido dos Anjos

Bom retrospecto, boas

Bom retrospecto, boas análises, tudo oká.

Mas, sem deixar de prescindí-las, estou falando sério quando digo que

 a história pode se reproduzir como farsa e como tragédia mas,

desta vez vamos fazer força para que se reproduza como comédia.

Estou me referindo a essa tal Sherazade e cia, Joaquim e cia, Gilmar e cia, entre outras cias.

O humor tem um poder, ao mesmo tempo corrosivo e agregador, como já o comprovou nossa história recente e a não tão recente assim.

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Pedro Penido dos Anjos

Bom retrospecto, boas

Bom retrospecto, boas análises, tudo oká.

Mas, sem deixar de prescindí-las, estou falando sério quando digo que

a história pode se reproduzir como farsa e como tragédia. Porém, mas, porem,

desta vez vamos fazer força para que se reproduza como comédia.

Estou me referindo a essa tal Sherazade e cia, Joaquim e cia, Gilmar e cia, entre outras cias.

O humor tem um poder, ao mesmo tempo corrosivo e agregador, como já o comprovou nossa história recente e a não tão recente assim.

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Não vai ter golpe militar nenhum

Não existe espaço para isso no Brasil e, tirando alguns debilóides ultra-conservadores, a tese do golpe militar não goza de popularidade no nível necessário para acontecer. Todavia, eu concordo que tem muita gente apoiando o governo do PT fazendo justamente o jogo do acirramento das diferenças político-ideológicas, personalizando o debate e discutindo de forma agressiva ou violenta as questões políticas colocadas em pauta.

Quando isso se torna regra, como é o que acontece atualmente, a oposição também passa a nutrir ou destilar ódio e aí a democracia fica sim ameaçada, por ambos os lados. Óbvio que quando você tem um governo dominado por pessoas com esse tipo de motivação, as políticas públicas passam a ser uma arma contra os adversários políticos, muito diferentes do que deviam ser, que é basicamente se ocupar do bem comum. As políticas públicas governamentais, nesse cenário, passam a ser vistas como uma defesa da manutenção do poder pelo grupo que circunstancialmente o ocupa, o que provoca um desvio no interesse público, em termos republicanos. Isso é uma realidade. O quanto isso existe hoje, eu não saberia dizer. Só mesmo fazendo uma pesquisa a fundo para saber se as coisas chegaram ou podem chegar a este ponto.

O fato é que não tem ninguém inocente nessa história. A oposição também apela. Mas quem está no poder tem um compromisso maior com a estabilidade da ordem democrática, o que não se observa em muitos e muitos apoiadores do governo do PT, que, na primeira oportunidade, partem para a desqualificação e para o ataque pessoal, com  um considerável incentivo das lideranças de sempre, sem papas na língua, como Lula, o alfinetador mór da nação (não é exatamente uma crítica, mas uma descrição do perfil dele em termos de oratória: língua ferina rsrs).

 

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Clever Mendes de Oliveira

Só há política quando o bem comum não é conhecido

 

Alessandre de Argolo (quarta-feira, 05/03/2014 às 13:29),

Achei o texto de Luis Nassif muito sem propósito. E com uma parte que me deixou muito preocupado e que foi a seguinte:

“Lula e Dilma fugiram à armadilha, recorrendo ao que chamei, na época, de republicanismo ingênuo, às vezes até com um cuidado excessivo.

Não tomaram nenhuma atitude contra a mídia; não pressionaram o STF; têm sido cautelosos de maneira até exagerada; não permitiram que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470.

Apesar de entender esse caminho, Jango não conseguiu segurar os seus. Houve radicalização intensa, conduzida por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, pelo PCB de Luiz Carlos Prestes e por lideranças sindicais, que acabaram proporcionando o álibi de que os golpistas precisavam”.

Por que a expressão republicanismo ingênuo? Por que Lula e Dilma têm sido cautelosos de maneira até exagerada”? Por que ele faz referência ao exagero em não se permitir que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470? Dá-se a impressão que os abusos no julgamento da Ação Penal 470 foram de tal ordem que o PT devesse sair às ruas. E se os abusos não foram de tal ordem? E se, fora um ou outro abuso que realmente tenha ocorrido, abuso houve mesmo apenas nas distorções da mídia.

Aliás, a pior das consequências das distorções da grande mídia é que elas são realçadas nos blogs. Nos blogs de direita elas são elogiadas e no blog de esquerdas, são criticadas, não a grande mídia, mas as distorções. Só que as distorções da grande mídia são criticadas pelos blogs de esquerda não porque a grande mídia distorceu a realidade, mas são criticadas como se fossem notícias verdadeiras.

Ontem, terça-feira, 4/03/2014 às 08:12 houve um post raro aqui no blog de Luis Nassif. No post se fazia a correção de uma das decisões do STF em relação à Ação Penal 470. O título do post é “A falta de entendimento que permeia críticas aos petistas apenados” de terça-feira, 04/03/2014 às 08:12. O post “A falta de entendimento que permeia críticas aos petistas apenados” foi enviado por Nilva de Souza do Gestão Pública Social, e trazendo o artigo “Explicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470” de Luis Antônio Albiero e pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/a-falta-de-entendimento-que-permeia-crit...

Não creio que as distorções da grande mídia relativamente ao julgamento do STF na Ação Penal 470 perdurem por longo tempo. Aos poucos o exato alcance das decisões tomadas vai ser esclarecido. Como diz, lá no artigo “Explicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470”, Luís Antônio Albiero:

“Dirceu, Genoíno e Delubio também não foram condenados por serem "corruptos".

Ao contrário, todos eles foram condenados porque, segundo o Ministério Público, teriam "corrompido" deputados federais, dentre eles Roberto Jefferson, que só recentemente foi preso. Isso mesmo. É incrível, mas é a mais pura realidade. Foram condenados por "corrupção ativa", ou seja, porque seriam "corruptores"”.

Não dei muita atenção a este post “A falta de entendimento que permeia críticas aos petistas apenados” porque ontem dediquei-me a um comentário para Gunter Zibell – SP no post “Quando as pessoas acreditam na sua própria propaganda” de terça-feira, 04/03/2014 às 14:48, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria do Gunter Zibell – SP. O endereço do post “Quando as pessoas acreditam na sua própria propaganda” na terceira página onde há meu comentário enviado terça-feira, 04/03/2014 às 23:29 é:

http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/quando-as-pessoas-acredita...

Além desse comentário para o Gunter Zibell – SP no post “Quando as pessoas acreditam na sua própria propaganda”, eu também me dediquei ontem a continuar em uma tentativa de esclarecer a maior de todas as distorções que a mídia realizou na divulgação da decisão do STF em relação a Ação Penal 470. Há um ano e meio eu digo que nenhum dos réus – para facilitar a explicação abordo apenas os réus da corrupção passiva – seriam condenados e desde a sentença digo que não foram condenados pela prática (ou omissão da prática) do ato pelo qual receberam a vantagem indevida.

O incrível que as pessoas preferem acreditar na distorção da imprensa. As minhas tentativas de esclarecer a maior de todas as distorções que a mídia realizou na divulgação da decisão do STF em relação a Ação Penal 470 têm sido vãs. Ontem fiz réplicas ao comentário de Ex-Amarildo enviado segunda-feira, 03/03/2014 às 17:27 e ao comentário de Ivan da Union enviado segunda-feira, 03/03/2014 às 18:38 lá no post “O STF em 1964” de segunda-feira, 03/03/2014 às 13:14, aqui no blog de Luis Nassif e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/o-stf-em-1964

O Ex-Amarildo até que foi muito longe. Ele reconheceu que nem mesmo nos próprios autos do processo exista “prova de que houve atos ou omissão destes atos”. Só que não aceitou que o STF condene por corrupção passiva quem apenas recebeu a vantagem indevida sem ter praticado (ou omitido de praticar) o ato. Para fazer isto, segundo o Ex-Amarildo, o STF teria inovado e o Supremo não pode fazer isso em matéria penal. Como falar em inovar se o STF fez exatamente aquilo que o Código Penal estabelece.

Bem, mas você iniciar seu comentário dizendo que não há espaço para o golpe no Brasil encheu-me de expectativas. Pensei que você ia mostrar para Luis Nassif que uma das forças importante para garantir um golpe é a inflação alta que ocorreu em 1964 e não ocorre agora. A inflação alta é vista pela população como um conluio entre o governante e os grandes empresários. Então a inflação alta significa governo corrupto.

Só que a minha expectativa se esvaneceu quando você diz:

“Óbvio que quando você tem um governo dominado por pessoas com esse tipo de motivação, as políticas públicas passam a ser uma arma contra os adversários políticos, muito diferentes do que deviam ser, que é basicamente se ocupar do bem comum”.

Que história do bem comum é esta? Parece coisa da nobreza quando viu a burguesia crescer e mandar no parlamento. Era como se ela quisesse se proteger utilizando o bem comum. “Ne touche pas à mon butin” é tudo que ela queria dizer.

A bem da verdade a democracia entendida como a composição de interesses conflitantes não existe quando há o bem comum. Quando há o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum.

É claro que o bem comum pode ser apenas uma forma de você expressar o seu interesse. Não haveria nenhuma novidade nisso. Todos querem ver o seu interesse ser prevalecente na composição de interesses conflitantes e nada melhor do que fazer o seu interesse ser representado pelo bem comum.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 05/03/2014

Seu voto: Nenhum
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Clever Mendes de Oliveira

No texto acima, errei em usar “há” no lugar de “conhecer”

 


Alessandre de Argolo (quarta-feira, 05/03/2014 às 13:29 e tendo em vista o comentário de  quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21),


Faço este comentário e o coloco antes do seu comentário de quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21, para que eu possa corrigir meu comentário e assim ficar mais preciso o que eu disse para você. Coloco o meu comentário antes do seu comentário de tal modo que, com a correção os dois comentários meus se tornem um só. E depois faço um comentário específico em resposta ao seu comentário de quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21.


Bem, eu cometi um equívoco na frase que eu disse acima e que transcrevo a seguir. Disse eu o que se segue, destacando o verbo haver:


“A bem da verdade a democracia entendida como a composição de interesses conflitantes não existe quando o bem comum. Quando o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum”.


A frase está evidentemente com erro de redação. Corrigindo-a, usando o verbo conhecer e para o qual eu dou destaque, a frase ficaria assim:


“A bem da verdade a democracia entendida como a composição de interesses conflitantes não existe quando se conhece o bem comum. Quando se conhece o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum”.


Utilizei o verbo haver no sentido de existir quando o que eu queria realmente dizer era conhecer. Ou, conforme você menciona no seu comentário de quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21, eu poderia ter dito visualizar. De todo modo, no final do parágrafo eu utilizei o verbo conhecer. Reconheço, entretanto, que devido ao equívoco que eu cometi não havia como você ter o entendimento correto do que eu queria dizer. E não coloquei este comentário previamente ao seu com a intenção de fragilizar o seu argumento. O equívoco que cometi tornou quase impossível entender o que eu quis dizer realmente. Agora independentemente do equívoco que cometi, penso que o seu entendimento da democracia é equivocado. 


O equívoco que cometi jogou por terra toda a minha argumentação. Corrigido o meu equívoco, tudo o que eu disse se mantém. A minha intenção foi apontar um equívoco no entendimento da democracia que me parece acometer toda a juventude mais imberbe e que me pareceu que você também cometera. Aliás, na sua resposta ao meu comentário, você reproduziu de modo ainda mais forte o que eu considero uma compreensão equivocada da democracia. Deixo para falar sobre o seu comentário em comentário que espero enviar para você, mas colocando o meu comentário após o seu.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 06/03/2014

Seu voto: Nenhum

Prezado Clever Mendes de Oliveira

"A bem da verdade a democracia entendida como a composição de interesses conflitantes não existe quando há o bem comum. Quando há o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum.

É claro que o bem comum pode ser apenas uma forma de você expressar o seu interesse. Não haveria nenhuma novidade nisso. Todos querem ver o seu interesse ser prevalecente na composição de interesses conflitantes e nada melhor do que fazer o seu interesse ser representado pelo bem comum."

Acredito que você tenha feito uma pequena confusão com os conceitos de democracia e de bem comum, inclusive como estes foram expostos em meu comentário. Ninguém põe em dúvida que a democracia visa justamente atingir o bem comum por meio da construção de consensos, os quais acontecem ou são construídos nos canais ou instrumentos disponibilizados pela Constituição, pela legislação infraconstitucional, com a participação dos órgãos representativos dos mais variados interesses, etc. Ninguém está numa democracia apenas para impor seus interesses sobre os demais atores políticos, sem que as etapas do consenso sejam obrigatoriamente ultrapassadas.

Portanto, meu primeiro ponto de discordância é que você tenha conseguido enxergar uma dicotomia entre a existência do bem comum e a existência da democracia. Penso que isso não se sustenta, apesar de ter entendido o que você quis dizer, o que seja, que quando se conhece o bem comum é porque a composição de interesses conflitantes não existe. Essa assertiva parece-me falsa. A falsidade reside na compreensão equivocada de que o bem comum somente pode ser visualizado quando não há conflitos. Passa a ser uma questão de entender porque as pessoas estão na arena política, discutindo e tentando fazer valer os seus interesses.

É claro que quando as pessoas se dispõem a esse papel, outra não é a razão senão tentar atingir um consenso por meio do debate democrático, isto é, é justamente na democracia, no ambiente de conflitos de interesses que você tão bem identifica, que pode ser atingido, com legitimidade, o bem comum. O fato disso ser assim não significa que a democracia somente existe quando não existe ou não se conhece o bem comum. O bem comum pode existir como uma meta a ser buscada pela democracia, isso de forma prolongada no tempo. Podemos falar em consensos circunstanciais, construídos num determinado momento histórico ou político. A construção do bem comum imprescindirá dos instrumentos democráticos, ainda que esses consensos sejam formados circunstancialmente, é o que eu quero dizer.

Por outro lado, não discordo de você quando afirma que "o bem comum pode ser apenas uma forma de você expressar o seu interesse". Evidentemente que sim. No entanto, é preciso entender que para que isso seja confirmado, o debate democrático deve ser travado e o consenso deve ser contruído em relação ao interesse colocado em discussão.

E aqui retornamos à questão que eu levantei. Falei sobre a distorções que podem surgir nas políticas públicas quando elas não buscam exatamente o bem comum, mas sim se tornam uma arma política contra os adversários. Numa democracia, máxime onde os conflitos político-ideológicos estejam por demais acirrados, o consenso construído em torno de uma determinada política pública pode não surgir em prol do bem comum, mas antes pode significar um cerceamento às pretensões políticas da minoria que perdeu o debate. Ou seja, o "consenso" obtido excluiu as reivindicações dos grupos minoritários, baseado na mera imposição da opinião da maioria. Isso significa que as políticas públicas não atendem exatamente à noção de bem comum. Existe, neste cenário, uma tamanha disputa entre os interesses políticos em torno do poder que não há consensos, exatamente. A síntese política não comporta os pontos comums de todas as correntes que participam do debate democrático. A racionalidade pretendida na democracia fica comprometida pela luta para conquistar o poder.

 

 

Seu voto: Nenhum

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Clever Mendes de Oliveira

Democrático é quem defende a democracia como ela é

 


Alessandre de Argolo (quarta-feira, 05/03/2014 às 13:29, e quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21),


Fiz um comentário para você para mostrar o quanto se tem de compreensão equivocada da realidade. As pessoas fazem idealizações ou se deixam conduzir pela informaçõa recebida e se afastam da realidade. Grande parte da falta de compreensão é decorrente de falta de esclarecimento de quem deveria fazer ou prestar. Em meu comentário, eu lembrei do caso de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares em que, no post “A falta de entendimento que permeia críticas aos petistas apenados” de terça-feira, 04/03/2014 às 08:12, aqui no blog de Luis Nassif e que foi enviado por Nilva de Souza do Gestão Pública Social, e trazendo o artigo “Explicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470” de Luis Antônio Albiero, mostra-se como pouco se dá conta de que os três não foram condenados como corrompidos, mas sim como corruptores.


Insisti também em lembrar do equívoco de se imaginar que os réus da corrupção passiva no julgamento da Ação Penal 470 pelo STF foram apenados por ter cometido o crime de venda de voto. Nenhum deles foi considerado culpado pela venda do voto. Eles foram considerados culpados unicamente pelo recebimento, na condição de funcionário público com grande poder de atuação, de vantagem indevida.


E aproveitei para criticar a sua seguinte afirmação:


“Óbvio que quando você tem um governo dominado por pessoas com esse tipo de motivação, as políticas públicas passam a ser uma arma contra os adversários políticos, muito diferentes do que deviam ser, que é basicamente se ocupar do bem comum".


A minha crítica é que quando se realiza a atividade política da composição de interesses conflitantes, ou seja, quando se realiza a democracia, o bem comum não é a priori conhecido. A atividade política da composição de interesses conflitantes realizada no regime democrático visando atingir o bem comum, não precisa da complementação: “visando atingir o bem comum”. Trata-se de um pressuposto da democracia. A democracia não pode se realizar contra o bem comum. Aliás, o único bem comum previamente conhecido é a lei. A democracia não pode se realizar contra a lei. Até quando na democracia vai-se derrogar uma lei, há que seguir um procedimento legalmente previsto.


Então, quando se diz que as políticas públicas não se ocupam do bem comum talvez só haja as seguintes possibilidades: 1) Trata-se de frase retórica feita por político e que se aceita como da prática democrática desde que a acusação não configure crime; 2) Trata-se de frase feita quando o bem comum é conhecido; 3) Trata-se de frase feita por pessoa ingênua e 4) Trata-se de frase feita por pessoa com uma aparente incompreensão da atividade política. A quarta possibilidade foi a que mais me pareceu apropriada para explicar o que você disse.


Na minha crítica, entretanto, eu cometi um equívoco e em vez de me referi ao conhecimento do bem comum eu me referi à existência do bem comum. Não caberia eu agora replicar ao seu comentário quando você foi induzido a uma compreensão equivocada do que eu disse em razão de um erro que eu cometi quando redigi meu comentário exatamente na primeira frase que você transcreveu para analisar e refutar meu argumento. Se insito em contraargumentar é porque vejo, à parte o problema do meu erro, você apresentar uma compreensão da atividade política que em meu entendimento é equivocada e volta a expressá-la no seu segundo comentário.


Na minha frase o equívoco que cometi foi o uso do verbo haver no lugar do verbo conhecer. Já enviei um comentário junto ao meu exatamente para fazer a correção na frase de tal modo que o que eu queria dizer fique expresso corretamente. Corrigindo aqui também, substituindo o verbo haver pelo verbo conhecer a frase ficaria:


"A bem da verdade a democracia entendida como a composição de interesses conflitantes não existe quando se conhece o bem comum. Quando se conhece o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum”.


Após transcrever duas frases do meu comentário você diz:


“Acredito que você tenha feito uma pequena confusão com os conceitos de democracia e de bem comum, inclusive como estes foram expostos em meu comentário”.


Uma vez que eu cometi um equívoco na minha redação não há como negar que se possa tirar da frase a ilação que você disse. Pelo menos se se considera que tudo que você diz até o fim do seu primeiro parágrafo está exatamente como eu creio que funciona a democracia. Nesse sentido vale reproduzir, sem o grifo seu, tudo que você disse após a frase já transcrita acima no seu primeiro parágrafo. Disse você lá:


“Ninguém põe em dúvida que a democracia visa justamente atingir o bem comum por meio da construção de consensos, os quais acontecem ou são construídos nos canais ou instrumentos disponibilizados pela Constituição, pela legislação infraconstitucional, com a participação dos órgãos representativos dos mais variados interesses, etc. Ninguém está numa democracia apenas para impor seus interesses sobre os demais atores políticos, sem que as etapas do consenso sejam obrigatoriamente ultrapassadas”.


Este é o entendimento universal. A democracia tem como pressuposto a busca do bem comum.


Você inicia o segundo parágrafo concluindo com base no meu equívoco que eu enxergo uma dicotomia entre a existência do bem comum e a Democracia. Não há como desmerecer a sua conclusão, pois ela foi fundada no equívoco que cometi, mas que se destaque que eu não enxergo esta dicotomia.


Só que na sequência você diz algo que traz duas mensagens. Uma é que você entendeu o que eu quis dizer, apesar de eu ter dito de forma equivocada. E a segunda mensagem é que, entendendo o que eu quis dizer, você começa a evidenciar aquilo que foi o motivo de eu ter enviado o meu primeiro comentário para você, ou seja, uma indevida compreensão do sistema democrático. Diz você:


“Penso que isso [enxergar uma dicotomia entre a existência do bem comum e a existência da Democracia] não se sustenta, apesar de ter entendido o que você quis dizer, o que seja, que quando se conhece o bem comum é porque a composição de interesses conflitantes não existe. Essa assertiva parece-me falsa. A falsidade reside na compreensão equivocada de que o bem comum somente pode ser visualizado quando não há conflitos. Passa a ser uma questão de entender porque as pessoas estão na arena política, discutindo e tentando fazer valer os seus interesses".


Então, pelo que você diz, você compreendeu que eu não falei da existência do bem comum, mas do conhecimento do bem comum, ou como você diz, da sua visualização. Só que você continua com a sua argumentação não aceitando a minha diferenciação entre a Democracia definida como a atividade política ou o processo destinado a realizar a composição de interesses e o conhecimento do bem comum. Em meu comentário eu disse:


“Quando há o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes. Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum”.


A primeira frase foi escrita de modo equivocado, pois eu queria dizer que “Quando se conhece o bem comum os interesses deixam de ser conflitantes”. Só que na sua resposta, ainda que com base em um texto meu com erro de redação, você interpreta o que eu disse do seguinte modo:


que quando se conhece o bem comum é porque a composição de interesses conflitantes não existe”


O que eu disse foi que “Só há composição de interesses conflitantes porque não se conhece o bem comum”. Então quando se conhece o bem comum, não há mais porque falar em composição de interesses conflitantes, pois não há mais conflito. O seu interesse, o interesse meu ou de outro qualquer não pode valer mais do que o bem comum. É o bem comum que prevalece.


Esta é a essência da democracia. Em cada caso concreto em que se faz a composição de interesses conflitantes tudo se faz em prol do bem comum, mas o bem comum não é conhecido. Quando se conhece o bem comum, o processo deixa de ser uma composição de interesses conflitantes. E se se define a Democracia como um processo de composição de interesses conflitantes, a democracia deixa de existir naquele caso concreto em que o bem comum é conhecido. Assim a democracia real vista como um processo de a composição de interesses conflitantes convive harmoniosamente com o bem comum ideal, mas no momento em que o bem comum torna-se concreto, mensurável, conhecido, cessa o processo de composição de interesses conflitantes. É neste sentido que eu digo que quando é conhecido o bem comum não se tem democracia, esta entendida como a composição de interesses conflitantes. Não entender isso é não entender o processo democrático.


Aliás, é não entender isso, é que permite dizer a sua frase do comentário enviado quarta-feira, 05/03/2014 às 13:29 e que transcrevo a seguir:


“Óbvio que quando você tem um governo dominado por pessoas com esse tipo de motivação, as políticas públicas passam a ser uma arma contra os adversários políticos, muito diferentes do que deviam ser, que é basicamente se ocupar do bem comum”.


Qualquer que seja a motivação das pessoas, se elas realizam a composição de interesses conflitantes dentro da lei, não há como sem conhecer o bem comum dizer que elas não ocupam do bem comum.


Não compreender isso é, a meu ver, uma das grandes falhas na compreensão do processo democrático.


E quando você fala em exclusão de grupos minoritários pelas vontades majoritárias há também uma incompreensão do processo democrático. Ao contrário da democracia direta onde os grupos minoritários são esmagados, a democracia representativa é um processo. Um processo que deveria vir acrescentado do termo fisiológico. Sendo um processo fisiológico, os grupos minoritários ao longo do processo vão realizando acordos, acertos, conchavos, barganhas de tal modo a se protegerem e se defenderem da prevalência dos interesses dos grupos majoritários.


Há casos em que essa defesa (ou mesmo a não defesa) dos grupos minoritários não ocorre assim. Se o bem comum é estabelecido constitucionalmente, protegendo ou desprotegendo determinado grupo minoritário, o interesse do grupo minoritário constitucionalmente protegido (ou desprotegido) não vai fazer parte da barganha que se fará na composição de interesses conflitantes (No caso da desproteção poderá haver a barganha, a menos que a desproteção seja obrigatória).


Uma norma constitucional como toda a norma é um bem comum. A norma surgiu em um processo de composição de interesses conflitantes, mas uma vez posta, uma vez conhecida, sobre ela não há o processo de composição de interesses conflitantes que é uma forma de definir democracia. É nesse sentido que eu digo que quando o bem comum é conhecido não há democracia definida esta pelo processo de composição de interesses conflitantes. A democracia que não há é a daquele caso concreto, mas a democracia no sentido mais amplo, referindo a tudo como o processos, as instituições, a sociedade continua existindo.


Como eu disse, o que apareceu meio de esguelha no seu comentário de quarta-feira, 05/03/2014 às 13:29, e que me levou a fazer um comentário para você, e que é a idéia que você pode a priori dizer se o processo democrático estar sendo conduzido contra o bem comum, volta a se repetir nesta parte quase final do seu comentário quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21, que eu transcrevo a seguir. Disse você:


“Falei sobre a distorções que podem surgir nas políticas públicas quando elas não buscam exatamente o bem comum, mas sim se tornam uma arma política contra os adversários. Numa democracia, máxime onde os conflitos político-ideológicos estejam por demais acirrados, o consenso construído em torno de uma determinada política pública pode não surgir em prol do bem comum, mas antes pode significar um cerceamento às pretensões políticas da minoria que perdeu o debate”.


A questão toda de sua argumentação e que levou-me a o criticar, você volta a repetir no trecho acima. No seu primeiro comentário de quarta-feira, 05/03/2014 às 13:39, você diz:


“Óbvio que quando você tem um governo dominado por pessoas com esse tipo de motivação, as políticas públicas passam a ser uma arma contra os adversários políticos, muito diferentes do que deviam ser, que é basicamente se ocupar do bem comum”.


No novo comentário enviado quinta-feira, 06/03/2014 às 14:21, você antepõe “políticas públicas quando elas não buscam exatamente o bem comum” com políticas públicas que “se tornam uma arma política contra os adversários”. Ora, “políticas públicas quando não buscam exatamente o bem comum” não são políticas públicas construídas segundo a lei mediante um processo de composição de interesses conflitantes. Políticas públicas construídas segundo a lei mediante um processo de composição de interesses conflitantes são realizadas em prol do bem comum. Pode, por fraude, ocorrer algo como você alega. Quando algo assim ocorre e alguém sabe da fraude, tem-se o dever de informar o Ministério Público para que se dê o devido encaminhamento. A fraude, entretanto, não pode ser tomada como sinônimo do processo. Enfim, quando se tem algo assim não se tem políticas públicas construídas segundo a lei mediante um processo de composição de interesses conflitantes que visam o bem comum.


O meu texto ficou repetitivo. O motivo para se andar como em círculo reside no fato de que se trata de aparentemente uma filigrana, mas que remete à essência do entendimento da democracia e que é aparentemente ignorada pela grande maioria. Aqui eu volto a repetir as possibilidades de se entender o que alguém quis dizer quando diz que “as políticas públicas não se ocupam do bem comum”, mas antes “passam a ser uma arma contra os adversários políticos”.


Supondo que não haja fraude, as possibilidades que não são excludentes são a meu ver as seguintes: “1) Trata-se de frase retórica feita por político e que se aceita como da prática democrática desde que a acusação não configure crime; 2) Trata-se de frase feita quando o bem comum é conhecido; 3) Trata-se de frase feita por pessoa ingênua e 4) Trata-se de frase feita por pessoa com uma aparente incompreensão da atividade política”.


Eu salientei que as possibilidades não são excludentes porque do modo que você diz fica parecendo que você conhece o bem comum, mas conhecido o bem comum e ainda assim considerando que se tem uma manifestação do processo democrático você apenas demonstra uma incompreensão da atividade política. Isto porque se o bem comum é conhecido não há como se ter um resultado diferente do bem comum, a menos que haja a fraude.


E não sendo o bem comum conhecido e operando a democracia segundo a lei mediante um processo de composição de interesses conflitantes, só os que não tem uma compreensão do processo democrático podem considerar que o resultado da composição de interesses conflitantes realizada fidedignamente dentro da lei não representa o bem comum. Pode até ocorrer que em um futuro distante possa olhar no passado e dizer que o bem comum era contrário do resultado alcançado. Mas para a aceitação do processo democrático o excencial é a certeza de que o bem comum foi alcançado.


Você ainda teria um argumento que seria dizer que uma democracia assim não funcionaria em lugar nenhum do mundo. Bem, ai eu não entro no mérito, em especial se você está colocando juízo de valor na expressão funcionaria, querendo dizer com eficácia, com justiça, etc. O que eu alego é que a democracia que você defende, a democracia que se tem nos Estados Unidos, a democracia que se tem na França, a democracia que se tem no Brasil, qualquer que seja ela, é suposta como funcionando bem nos termos que eu descrevi.


Eu disse a democracia que você defende porque eu não vejo outro modo de se ter democracia e supus que você fosse a favor da democracia. É claro que você pode ser contra a democracia. Ou melhor, você é a favor da democracia não como ela é, mas como você gostaria que ela fosse. Nesse caso você não é democrático, pois não há a democracia como você gostaria que ela fosse e nem compreende a democracia que existe funciona.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 06/03/2014

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DanielQuireza

O Lula ? Mais moderado que

O Lula ? Mais moderado que ele é dificil existir. Pelo contrário, ele é acusado de não se defender muito mais do que de atacar.

Também concordo que a tese de golpe militar é algo praticamente impossível de acontecer no contexto atual. Mas que existem inúmeros cidadões golpistas é um fato. Alguns nem sabem o que estão falando mas querem a saída do Governo, seja pelos militares ou por golpe branco do judiciário, por exemplo.

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Lula gosta de polemizar

Eu acho normal isso. chega um momento que você, depois de muito apanhar, tem que reagir. Mas o Lula sabe sim dar umas boas alfinetadas. Recentemente ele disse, com ar de superioridade, que deu ao Barbosa "um emprego vitalício" hehe. Isso é para esculhambar com a arma secreta afro de Paracatu rsrs.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Pedro Penido dos Anjos

Tudo bem. Mas precaução e

Tudo bem. Mas precaução e caldo de cana nuca fizeram mal a ninguém.

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Marco Antonio Meyer

Avançar com o povo e Dilma

Brasileiros!

 

Já tentaram em eleições passadas lançar o "Ratinho", depois o "Silvio Santos", até o "Pelé" foi sondado.

O apresentador e ex- camelô Silvio Santos até que deu certo, perdeu o Banco Sulamericano,mas, continuou

com seu "Baú da Felicidade". Só com a ameça de ser candidato deram um "jeitinho" e a Caixa Economica

Federal adquiriu o seu Banco no vermelho de tantas falcatruas.

Agora, pescaram o Presdente do STF, o homem de alma branca e que representa a "Casa Grande".Lhe

encheram a bola. Ele aparece na mídia  mais que aquele refrigerante que condiciona e os brasileiros o tomam

a toda hora.

Forças políticas em disputa sempre entram em conflito.Mas, aprendi que numa democracia quem ganhou

tem de governar.

Dilma e as forças que a apoiam deveriam avançar: democratizar a mídia, taxar as grandes fortunas,

taxar os lucros dos grandes bancos e investir maciçamente na saúde e na educação. Claro que

em energia limpa (por que o Brasil quetem  este solzão todo gasta milhões de reais em hidroelétricas

para produzir latinhas de cer veja e em chuveiros elétricos???). Por que a "mentalidade metalúrgica"

da indústria automobilistica. Porque não em transporte fluvial, ferroviário, metrôs, mono-trilhos,etc.?

Temos de avançar.....E para avançar temos de consicentizar a "massa que se beneficiou" e que ela

defenda os seus interesses.

Veja a Venezuela a massa vai para rua. E aqui? Onde estão as forças de esquerda? E as forças

que apoiam o governo da Presidente Dilma?

Temos de nos contrapor à  estas manifestações com "cheiro de golpe". Agora e depois das eleições.

Porque ganhando as eleições é necessário avançar.....

A direita não dará tréguas.

Marco Meyer-micro empresário

 

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Fabio Ramos

você deve ser míope!

A sua visão é no mínimo míope. Ambos os governos PT e PSDB são de esquerda. Ambos são corruptos assim como foi a direita e a monarquia anteriormente. A mídia brasileira simplesmente defende seus cliente seja qual sigla for. Porém houve um fato novo, os verdadeiros manifestantes que não foram orquestrados pelos partidos deixaram bem claro que não se sentem representados por ninguém neste país.

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Pedro Penido dos Anjos

Vai pra rua, arrume um

Vai pra rua, arrume um caixote, e suba nele, xará!

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Dimas Jayme Trindade

Somente uma correção: onde se

Somente uma correção: onde se lê "Ambos [...] são de esquerda" leia-se "Ambos são de direita". 

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