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Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico

 

Primeiro: controle da inflação, das contas fiscais e das contas externas são medidas de responsabilidade, independentemente de qualquer conversa de tripé.

Entendido isso, vamos ao desafio de substituir as metas inflacionárias.

***

Em geral, movimentos inflacionários começam com altas pontuais, provocadas por fenômenos imprevistos  que acabam se irradiando para outros preços, seja através da cadeia produtiva dos setores afetados seja pelas expectativas dos agentes econômicos.

***

Historicamente, a política econômica consagrou um conjunto de ferramentas para atacar o fenômeno pontualmente, onde se manifestam as pressões inflacionárias, como estoques reguladores, medidas de impacto direto sobre o crédito etc.

As metas inflacionárias trocaram tudo isso por uma espécie de pedra filosofal.

Define-se uma meta inflacionária com uma margem de manobra. Depois, medem-se as expectativas do mercado em relação à inflação. Se estiver acima da meta, aumentam-se os juros básicos da economia. Se abaixo, diminuem-se.

O que ocorre, de fato, é que com mais juros há maior atração de dólares, provocando uma apreciação do câmbio – que reduz o peso dos chamados produtos comercializáveis (aqueles cujas cotações são em dólares). É o câmbio que segura a inflação, não a demanda.

A teoria é falsa, nefasta, afeta política industrial, pressiona o orçamento público, mas influencia as expectativas. É uma macumba planilhada.

***

Se é tão nefasta assim, porque é tão incensada?

Porque seu único objetivo é preservar o capital e minimizar os estragos sobre as grandes companhias, com poder de mercado.

No meu Blog (www.luisnassif.com.br) coloquei alguns exemplos matemáticos para exemplificar o que digo. Quando o Banco Central aumenta a taxa Selic e aprecia o câmbio, são os seguintes os efeitos sobre os diversos agentes econômicos, supondo-se aumento da inflação e da Selic:

Investidor em US$  - ganha com o aumento dos juros e com a apreciação do real. No exemplo, mostro como sua rentabilidade pode saltar de 7,5% ao ano para mais de 26%.

Investidor em R$ - sua rentabilidade real (descontada a inflação) aumenta porque a alta da Selic, em geral, é superior à alta da inflação esperada.

Grandes empresas com domínio de mercado – tem poder para reajustar seus preços e compensar as perdas com aumento de custos. Seus ganhos financeiros crescem com juros maiores.

Empresas em mercados competitivos – perdem na redução das vendas, no aumento dos custos operacionais, na dificuldade em reajustar preços e na elevação do custo financeiro.

Pessoa física – ganha nos investimentos, perde no crediário. A médio prazo, perde com o menor dinamismo da economia.

***

O Banco Central não é cobrado quando erra para cima; mas é crucificado quando erra para baixo (reduz os juros e a inflação aumenta, mesmo não tendo relação alguma). É isso que explica o comportamento burocrático do Banco, de convalidar tais teorias.

Daí que não basta simplesmente eliminar a teoria, mas desenvolver um conjunto de princípios que permitam retomar as ferramentas originais de combate à inflação sem perder o controle sobre as expectativas.

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41 comentários

Comentários

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Como leigo nessa ciência

Como leigo nessa ciência enigmática que é a economia, Nassif, acompanho seu raciocínio dentro das minhas limitações. Mas de uma coisa tenho certeza, quando voce fala em expectativas inflacionárias me vem a mente o pig imediatamente. Como podem ficar as expectativas inflacionárias, ou qualquer outra expectativa, sob o clima de terrorismo econômico?

Com essa lástima de comunicação, o governo não tem condições de sair dessa armadilha das metas, nem se concordar 100% contigo e jogar no lixo essa teoria. Não adianta a Dilma, por exemplo, concordar que a teoria das metas é uma fraude, se não tiver habilidade política para romper esse círculo vicioso. Comunicação, mais uma vez, comunicação 

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Juliano Santos

Como leigo nessa ciência

Como leigo nessa ciência enigmática que é a economia, Nassif, acompanho seu raciocínio dentro das minhas limitações. Mas de uma coisa tenho certeza, quando voce fala em expectativas inflacionárias me vem a mente o pig imediatamente. Como podem ficar as expectativas inflacionárias, ou qualquer outra expectativa, sob o clima de terrorismo econômico?

Com essa lástima de comunicação, o governo não tem condições de sair dessa armadilha das metas, nem se concordar 100% contigo e jogar no lixo essa teoria. Não adianta a Dilma, por exemplo, concordar que a teoria das metas é uma fraude, se não tiver habilidade política para romper esse círculo vicioso. Comunicação, mais uma vez, comunicação 

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Juliano Santos

ESSA É A PARTE FINANCEIRA DE NOSSA ESTRUTURA COLONIAL

Pelo que o Nassif explicou, não preciso dizer mais nada a respeito. É evidente que a elevação dos juros prejudica as empresas menores e o consumidor. Quem se beneficia são os grandes oligopólios, e principalmente a especulação financeira. Ou seja, com esse modelo, ficamos nas mãos do imperialismo internacional, à mercê de seu capital especulativo. Quando querem que aumentemos os juros, basta promover uma retirada de dólares do país, que o banco central eleva os juros. São eles, e não nós, que determinam nossa taxa de juros, um absurdo.

Um banco central soberano deveria responder à altura esses ataques especulativos. Hoje em dia o setor produtivo está intimamente relacionado com a especulação, que também aumenta seus lucros. Sou da opinião, que se houver qualquer defasagem nas contas externas, imediatamente o governo deve elevar, até 100% se preciso, o imposto sobre a remessa de lucro em dólares das multinacionais. Isso atingiria diretamente aos próprios especuladores, que mantém ações dessas empresas. Se quiserem, que mandem seus lucros para o exterior em reais, e negociem a moeda por lá. Paralelamente, devemos criar uma série de medidas para dificultar as importações, inclusive aumentando seus impostos. Isso reverteria reverteria o fluxo de dólares; e se não fosse suficiente, o governo deveria desapropriar algumas multinacionais, estatizando-as, para privatizá-las logo em seguida ao capital nacional. Se essas empresas fossem privatizadas aceitando a participação apenas de capital genuinamente nacional, vocês têm ideia do quanto isso valorizaria nossa moeda? 

Aumentar juros para satisfazer exigências da especulação financeira internacional, provocando recessão, é algo que só se justifica, mediante apoio no Congresso para uma profunda reforma política. Caso contrário, lamentavelmente andamos pra trás, e teremos que rever nossos apoios políticos no futuro. A Dilma ainda tem crédito, se precisa negociar com todos os setores. A culpa disso é do próprio povo, que elegeu um Congresso mais conservador, envolvendo-se com as manipulações da mídia, e não dando a devida atenção aos deputados e senadores; mas quanto antes ela debater essa reforma política melhor.

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DEMOCRACIA DIRETA
Porque o Brasil é de todos os brasileiros.
https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/
 

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rodrigols

O lado bom da crise econômica

O lado bom da crise econômica do governo Dilma é que não precisamos mais dar atenção as asneiras que esse povo que não entende nada de economia escreve, pois já não tem credibilidade nenhuma!

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Ricardo Santos

O neocolonialismo opera dá

O neocolonialismo opera dá seguinte forma: a nação que não obter superávit com a conta externa, pagará com os juros!

 

A nação que obter superávit com sua conta externa, devolverá os ganhos em forma de reserva em dólares!

A China e o Brasil sustentam os Bancos internacionais, bem como alguns países.

 

Os dois países aplicam suas maiores reservas no FED(Bancos dos EUA=Vaticano)

Banco central privado foi o maior engodo conceitual para a humanidade, pois, a partir disso: foi criado o maior Lobby, isto é: especulação financeira.

 

Esqueçam as teorias curriculares, pois, não condizem com a VERDADE!

 

Logo: tudo isso causa o efeito que o Nassif destacou, neste post!

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Thiago Soan

Um simples problema indexação

O problema da inflação no Brasil é muito simples: continuamos a ter uma economia extremamente indexada. A questão é que o governo do PT só sabe tomar medidas pontuais para problemas crônicos. A solução exige reformas que nunca sairam num governo vendido aos caciques da política brasileira. #40Neles #EduardoEMarina

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Clever Mendes de Oliveira

Regime de Metas é método econômico de combate a dano político

 

Luis Nassif,

Você diz ao iniciar este seu post “Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico” de sexta-feira, 18/07/2014 às 06:00:

Primeiro: controle da inflação, das contas fiscais e das contas externas são medidas de responsabilidade, independentemente de qualquer conversa de tripé”.

Bem o questionamento que eu faço a esta frase e que eu estendo a todo o post “Brasil 2015: o desafio de mudar o tripé econômico” foi você não ter estabelecido nenhuma qualificação ao termo responsabilidade. De que responsabilidade você trata? Você fala da responsabilidade política ou da responsabilidade econômica?

A questão é saber se a inflação deve ser combatida a ferro e fogo porque ela traz graves problemas econômicos ou porque ela traz graves problemas políticos? Ou até mesmo se ela traz problemas das duas ordens juntos?

Sem ser economista eu venho dizendo a mais de trinta anos que a inflação não traz problemas econômicos. A bem da verdade a inflação é um mecanismo que soluciona problemas econômicos. E no entanto, a inflação é antes de mais nada um problema político. Nenhum governante que se quer manter no poder pode permitir índices mais altos de inflação.

Como o seu post não parte desta compreensão do processo inflacionário você se permite dizer que o único objetivo do regime de metas é “preservar o capital e minimizar os estragos sobre as grandes companhias, com poder de mercado”.

Não, o único objetivo do regime de metas é “preservar o político de ser removido do cetro governamental”. Evidentemente que o instrumento que se utiliza na preservação do político acaba beneficiando o grande capital.

Agora, o Regime de Metas de Inflação, que eu como leigo sempre o critiquei, é visto na academia como um avanço. Aliás, é como um avanço visto por economistas de esquerda que deve ser entendido o artigo “O regime de metas de inflação: uma abordagem teórica”. O artigo é de março de 2007 e foi aceito para publicação em dezembro de 2007, saindo na revista Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 29, n. 1, p. 101-132, jun. 2008. O artigo “O regime de metas de inflação: uma abordagem teórica”  de autoria do aluno do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Econômico da UFPR e bolsista da Capes André Lúcio Neves e do já à época Doutor em Economia (IE-UFRJ) e Professor do Departamento de Economia da UFPR e Pesquisador do CNPq, José Luís Oreiro, pode ser visto no seguinte endereço:

http://revistas.fee.tche.br/index.php/ensaios/article/viewFile/2164/2548

Espero que esta indicação esteja correta, pois dificilmente eu tenho conseguido acessar o artigo via o link que eu deixo em meus comentário como é o caso do comentário que eu enviei sexta-feira, 30/09/2011 às 08:38, para junto de comentário de Alexandre Weber - Santos -SP enviado quinta-feira, 29/09/2011 às 11:31 junto ao post “A força do mercado no meio acadêmico” de quinta-feira, 29/09/2011 10:06, aqui no seu blog mas que não contem a sua assinatura, embora pareça originado de uma introdução sua para comentário de Marcos Nunes em que ele apresenta em tom crítico o artigo “O BC e a subversão dos fatos - a mais longa marcha” saído no site do Estadão em 29/09/2011 às 08h 24, de autoria de Lourdes Sola, ph.D em Ciência Política pela Universidade de Oxford, professora aposentada da USP, e membro da Academia Brasileira de Ciências. O post "A força do mercado no meio acadêmico" pode ser visto aqui no seu blog no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-forca-do-mercado-no-meio-academico

Fiz questão de deixar o link para o post “A força do mercado no meio acadêmico” porque além de comentários para Alexandre Weber - Santos –SP eu enviei outros comentários com muitos links que valem bem serem pesquisados.

Quanto ao artigo “O regime de metas de inflação: uma abordagem teórica o que é importante nele é o que diz os autores já no “Resumo” como se vê na parte transcrita a seguir:

Assim, é discutida a estrutura teórica do Novo Consenso Macroeconômico, que fundamenta o regime de metas de inflação e as características desse regime, o que permite expor as suas vantagens sobre os principais regimes monetários já experimentados como âncora nominal”.

E o que é enfatizado na “Conclusão” no parágrafo a seguir transcrito:

A partir dessa discussão, surgiu o arcabouço teórico predominante no cenário econômico atual, em que a moeda é neutra no longo prazo, e, com isso, a conclusão de que a melhor forma de conduzir a política monetária é pela adoção de regras. Sob esse prisma, o regime de metas de inflação tem sido considerado por muitos como a melhor estrutura de regime monetário já implantado por um país, ao permitir resultados mais satisfatórios em termos da sua performance macroeconômica”.

Esta superioridade teórica do Regime de Metas de Inflação não significa que ele seja perfeito. Os próprios autores terminam a “Conclusão” com uma advertência para o uso do Regime de Metas de Inflação em países em desenvolvimento como se vê a seguir:

Portanto, os bons resultados apresentados pelo regime de metas de inflação têm levado um número crescente de países entre desenvolvidos e em desenvolvimento a adotar, de forma explícita, o regime de metas de inflação, e cada um com o seu próprio arranjo institucional. A diferença entre esses dois grupos de países quanto ao desempenho desse regime monetário diz respeito ao fato de que as autoridades monetárias dos países desenvolvidos possuem uma maior capacidade de construir a sua credibilidade do que as dos países em desenvolvimento, o que acarreta um menor custo de convergência da taxa de inflação do primeiro grupo para a meta a ser atingida. Isso ocorre porque, de acordo com Mendonça (2002, p. 47), “[...] uma política inspirará maior credibilidade se ela sinalizar aos agentes uma chance reduzida da ocorrência de inconsistência temporal”, e o histórico de ocorrência de inconsistência temporal é menor nos países desenvolvidos".

Então, a minha crítica ao seu post é você não considerar o Regime de Metas de Inflação como uma evolução teórica dos instrumentais econômicos de combate ou controle da inflação e não destacar a discussão mais importante sobre a inflação e que consiste em analisar porque não sendo ruim sob o aspecto econômico, a inflação sob o aspecto político deve ser combatida a todo custo.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 19/07/2014

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Discussão antiga que ainda dá pano para manga

O problema não é a inflação, é o dinheiro enviesado que favorece somente a quem o controla, seja físico ou eletrônico.

No Brasil o povo e a nação são espoliados por ele.

A discussão sobre inflação é um biombo para escamotear isto.

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Follow the money, follow the power.

imagem de Rogerio Maestri
Rogerio Maestri

Vamos aumentar a taxa de

Vamos aumentar a taxa de juros?

Quando a taxa de juros baixa de um patamar em torno de 7% os bancos e outros captadores de dinheiro no mercado começam a competir nas taxas de administração, pois uma aplicação que renda, por exemplo, 6% e cobra uma taxa de administração de 1,5% é muito menos atrativa que outra que cobra 0,5%. Ou seja, o aplicador começa ficar de olho na parte do leão, as taxas de administração. Por outro lado com uma taxa de juros de 11% fica bem mais fácil esconder a taxa de administração no dividendo do aplicador.

Se as taxas de administração fossem constantes com uma inflação de 2% ou de 5% e taxas de juros em torno de 7% ou 10% seriam indiferentes, porém não é bem assim. Para dar um exemplo da dificuldade de captação dos bancos cito o artigo “Quanto pagar de taxa de administração”, logo fica claro que juros altos mesmo com inflação baixa são extremamente salutares para os captadores de dinheiro.

Como fica claro, é de extremo interesse do chamado mercado manter a taxa de juros alta, mas como todos sabem quem determina a taxa de juros é o Banco Central com vistas de manter a política de metas de inflação, que no caso atual é de 4,5% mais ou menos 2%, ou seja entre 2,5% e 6,5% (até hoje não entendi porque do valor mínimo, pois este pode representar duas coisas, economia equilibrada ou recessão, a primeira é desejável, já a segunda deve ser evitada).

Lendo-se as atas do Comitê de Política Monetária (COPOM) que devem nortear a taxa de juros vê-se que há um item sempre presente, a “Avaliação prospectiva das tendências da inflação”, neste item o COPOM se leva em conta vários itens, as tendências dos preços administrados e outros, o superávit primário e um item que é sempre citado na definição de manutenção ou não da taxa de juros, o fantástico projeções coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin). Vamos resumir o que vem a ser isto.

Há um departamento do Banco Central, o Gerim, que recebe via sistema eletrônico em que 100 instituições financeiras fazem uma previsão como se comportarão os índices de inflação a curto, médio e longo prazo dos índices IPCA, IGP-DI, IGP-M, Taxa de Câmbio e Taxa Over Selic.

As instituições que se aproximam mais da realidade futura recebem um prêmio este prêmio é ser nomeada a TOP-5 nas previsões. Segundo o próprio Banco Central este prêmio de acertar a inflação a curto, médio e longo prazo confere credibilidade ao mercado! Ou seja, ter a chance de acertar como será o IPCA para um ano dá o economista responsável prestígio. Como existem 5 índices, 3 prazos há 15 primeiros lugares por ano, e 75 instituições premiadas com esta distinção (das 100 que enviam estimativas) além da premiação anual há a mensal (4 índices prazo curto e prazo médio) resultando em 480 prêmios de TOP 5 mensal.

Conforme podemos ver que a estimativa da inflação é uma espécie de bolão de futebol em que a cada mês se entra no jogo sem ter que pagar nada e com grandes chances de chegar no ranking.

Olha o sistema é perfeito, premia-se as melhores instituições e se tem uma estimativa sem custos para os cofres públicos da inflação calculada por no mínimo 100 experientes analistas.

Agora vamos ao importante, imagine que os Bancos não são instituições probas e honestas como eles são, imagine que os analistas ao verem os lucros dos bancos caírem e vislumbrarem no futuro uma queda de seus rendimentos, coisa que não ocorre pois são profissionais que estão colocando a sua credibilidade em jogo.

Mas apesar de todas as limitações éticas que tem os bancos e seus analistas, eles desejem ou achem bom aumentar as taxas de juro. O que eles podem fazer? Simples aumentar a Expectativa do Mercado colocando a previsão da inflação do ano seguinte em 0,25% a mais e ultrapassando a meta do Banco Central, passando de 6,40% para 6,65%! Isto vai ser instintivamente acompanhado pelas previsões das outras instituições financeiras, conforme relato do próprio Banco Central!

Como ao Banco Central cabe manter a meta dentro do previsto ele aumentará a Taxa de Juros de 7% a.a. para 10% a.a., aumentando a rentabilidade das instituições financeiras em 3%*Taxa de Administração, ou seja, alguns bilhõezinhos ao ano. A previsão do 6,65% não vai se confirmar, pois como a taxa de juros aumentou acima da expectativa anterior do mercado e o nosso imaginário e inexistente analista não será recriminado.

Vejam como é possível aumentar a Taxa de Juros, mas nossa sorte é que temos o Banco Central como guardião da moeda, como as nossas Instituições Bancárias são sólidas e honestas e também os analistas não estão vinculados aos lucros dos Bancos estamos livre de tudo isto.

UFA, que bom!

P.S: Só para complementar, em seis anos que olhei os TOP 5 da previsão do IPCA a curto prazo, houveram para 30 possibilidades de estar no TOP 5, 27 instituições diferentes!

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Brasileiro aguerrido

Resumindo: Dilma com seus 11%

Resumindo:

Dilma com seus 11% de taxa Seçic está se curvando ao rentismo, cada vez mais. Não tanto quanto FHC que chegou a 45% de Selic, mas muito mais do que o Lula, que abominava a alta dos juros. O compromisso de Lula era com o povo e não com empresas ou investidores especulativos que sugam o que o país tem de melhor e não produzem uma só arruela.

Talvez isto explique por que Lula saiu do Governo com 84% de aprovação e Dilma tem 36%; ela só não perde porque Aécio Neves seu adversário defende oficialmente FHC, o maior patrono do rentismo no Brasil.

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a verdade é essa

Caro brasileiro aguerrido, pesquize na net e veja quais os anos de maior lucro dos bancos privados no brasil, tenho certeza que vc vai ver que foram nos anos de governo do seu adorado PT, então meu amigo vamos deixar de postar mentiras, vcs criticam tanto a imprensa por manipular conforme a convencia as informações mas vcs esquerdopatas tem a mesma pratica de manipular as informações, a verdade é uma so , O PT É O MAIOR PATRONO DO RENTISMO NO BRASIL, vamos ser mais sinceros ok?

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Independente das teorias

Independente das teorias economicas, das mais simples as mais complexas, a essencia de tudo é de uma simplicidade que parece não agradar os formuladores do complexicismo.

Certo genio dizia que as teorias deveriam ser tão simples que qualquer um poderia entender.

É exatamente assim na natureza a simplicidade predomina em toda parte.

Geralmente a resposta mais certa é a mais simples.

Todos os problemas economicos no mundo foram gerados a partir de modelos que priorizaram antecipar resultados sem a devida contraparte da geração.

Foi assim na crise americana com o setor imobiliario.

Foi assim aqui no Brasil com a disponibilidade do credito do consumo e do imobiliario. Sem antes fomentar as bases de produção. É como se pretender construir a casa e começar pelo telhado.

Quem iniciou o processo inflacionario recente aqui no Brasil foi o proprio governo.

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Pode-se enganar alguem por algum tempo, muitos por muito tempo, mas não todos o tempo todo!

nada a crescentar

Objetivo e claro, sem firulas e sem chicanas elucubrativas, sem viagens intergalaticas tipo conluio ou complo do mundo inteiro contra o governo petista incompetente. rsrs

Mas eles não se convençem rochester.

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joel lima

Quando leio esses posts do

Quando leio esses posts do Nassif, explicando esses mecanismos complexos da economia, vejo como não é algo fácil de se lidar. Torço para que ano que vem o ministro da economia não seja o atual = Dilma Rousseff. Mantega é só o garoto de recados do que ela manda. Espero que ela tenha humildade para colocar alguém competente no lugar do Mantega. Apoio as políticas sociais dela, mas as políticas sociais são as primeiras vítimas no momento em que o país fica frágil demais economicamente. 

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o problema é a dilma

Mas joel quem manda é a dilma, o problema não é o mantega apenas, a politica economica É DA DILMA.

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Um problema olvidado

Nos tempos atuais, não há dez anos atrás, quando surgiram estas práticas teóricas enunciadas pelo Nassif, o pagamento cotidiano com meios eletrônicos onerosos era insignificante frente ao total, hoje, quando já estão perto de 60% de todos as liberações no varejo, seu peso na inflação e no crédito contribuem decisivamente para a inflação, o empobrecimento do povo e a perda de controle do governo sobre os instrumentos financeiros ao seu controle.

Mudar isto é fácil, rápido e indolor para o povo e a nação.

Basta vontade política do governante central, A DILMA, querer.

Estatiza todos os cartões de crédito.

Pronto, como por uma passe de macumba o tripé  desaparece das listas de problemas de Estado,

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Follow the money, follow the power.

20/7/2014 ?

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Follow the money, follow the power.

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DanielQuireza

O grande problema Nassif, é

O grande problema Nassif, é que o Governo se perdeu no dia-a-dia, com o atual modelo e não logrou a mudança de modelo.

Do jeito que está hoje o País e a economia não há espaço para se formular outro modelo.

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Lucidez

     Daniel faço minhas tbm as palavras do rodrigo, parabens pelo equilibrio e imparcialidade, acrescento que seria muito bom para o brasil um governo com uma visão mais social, mas que não descambasse para o assitencialismo politiqueiro.É uma pena uma change interessantíssima desperdiçada como foi a oportunidade dada aos governos do PT pela mais pura incompetençia administrativa, por falta de coragem e preguiça em ajustar o cambio( a conta está chegando, so começando....) e tbm a continuidade das mesmas práticas corruptas na politica, as mesmas praticas dos ultimos 30 anos tão condenadas quando o PT era oposição. Como seria importante para o brasil um governo social mas competente na area economica que não fosse do mesmo grupo politico dessa midia mafiosa, se o PSDB ganhar a eleição tudo de errado que aconteça nesse possivel futuro governo peesedebista a midia provavelmente acobertará e não receberá a crítica que é tão construtiva em uma democraçia capitalista, é uma pena mas acho que a ECONOMIA brasileira não aguenta mais 4 anos de governo incompetente do PT. Talvez uma chance unica jogada fora.

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Rodrigo C Moreira

Daniel,  Você é um

Daniel, 

Você é um comentarista muito ponderado. Uma luz de bom senso no meio dos fiéis da igreja governista.

Discordamos, mas eu tenho muito respeito pela sua postura.

abs.

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altamiro souza

quando se fala em tripé


quando se fala em tripé econômico começo a ficar com medo porque a última sugestão tucana falava em criar desemprego etc e tal....em suma, defendia a volta do neoliberalismo com maior força ainda, fazendo com que alguns apelidassen essa política de nauFraga.(de armínio fraga,dono de investidora e ex-ministro de fhc, o entreguista).

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O mercado apoia Aécio, qual o motivo?

Bloco conservador vive de juros altos

Há um "conluio antidistributivo" no Brasil que puniu a presidente Dilma quando ela tentou reduzir as taxas de juros e desvalorizar o real. Empresários compensaram queda no rendimento de aplicações com alta de preços, impedindo uma guinada na política econômica.

A análise é do sociólogo Adalberto Moreira Cardoso, 52, diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que inclui no "conluio", parte da classe média rentista e o setor de serviços. Para ele, a campanha eleitoral deste ano será radicalizada, e as mídias sociais alimentam a animosidade.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/169850-bloco-conservador-vive-de-...

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escapismo

CONLUIO, COMPLÔ ......... os esquerdopatas adoram essas palavras para justificar a incompetencia desses governos do PT na AREA ECONOMICA, eles viajam na maionese para imputar a outros a incompetencia desses governos, isso é prática comum deles, eles não assumem erros, adoram jogar culpa nos outros, para de hipocrisia assis

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  Amigo, faz um favor para

  Amigo, faz um favor para todos os de boa vontade no blog: em vez de criticar o Assis, conta pra gente quem são, no Brasil, os competentes em matéria econômica.

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me conte vc

André eu me atenho aos fatos e não a nomes ou idolos clarividentes de quem quer que seja, minha criticas são a estas defesas ridiculas que a maioria de vcs fazem para defender esse governo corrupto e incompetente, mas quero deixar bem claro para vcs que em relação a corrupção o PSDB tem as mesmas praticas do PT, talvez mude alguma coisa na area economica mas não tenho certeza, o que não da é continuar com essa politica economica suicida, covarde e hipocrita do PT.

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Calvin

Perigoso!

Essas experiências laboratoriais com a Economia foram um fracasso no Brasil. Convém voltar ao tripé clássico, outro tipo será somente uma jabuticaba. Que diga o inventor, a Nova Zelândia, que vai muito bem obrigado.

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Anafilófio Querubino.

4 patas, não tripé.

Desde que o PT assumiu o governo e colocou mais um pé nesse tripé, que pode ter sido útil mas agora e um estorvo, a solução dos problemas da economia só piorou. Concordo com seu raciocínio, foi-se o tempo do "tripé", e dos quadrúpedes também.

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O que ocorre, de fato, é que

O que ocorre, de fato, é que com mais juros há maior atração de dólares, provocando uma apreciação do câmbio – que reduz o peso dos chamados produtos comercializáveis (aqueles cujas cotações são em dólares). É o câmbio que segura a inflação, não a demanda.

Neoliberalismo na veia.

Dólares entrando, irrigando os bancos, comprando empresas nacionais, desnacionalizando o país.

Os assessores de Aécio defendem essa tese.

Aécio tem como principal guru econômico Armínio Fraga, que chegou a dar aos amigos banqueiros juros de 45% quando foi presidente do Banco Central no governo FHC.
 

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Anafilófio Querubino.

É o PT que governa.

Ora, o PT virou neoliberal? Acorde caríssimo Assis, é o PT que governa desde 2003, lembra-se? O que o Aécio tem a ver com isso? Em tempo, concordo com o Nassif.

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Roberto Monteiro

Quer que eu desenhe?

O aécio é candidato a presidente. Como teremos eleição neste ano, é bom saber como pensa sua equipe econômica. Caso ele fosse eleito, seria bem provável que aplicasse a clássica teoria do "tripé". É por isso que se cita o aécio.

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culpa

Anafilófio para os adoradores do PT, podem-se passar 100 anos que eles so veem erros nos governos que não sejam do PT, eles tem uma visão crítica apuradissima mas para os outros, o rabo deles eles preferem não ver.

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  Tem razão, só o PT é assim.

  Tem razão, só o PT é assim. Os outros partidos são um primor de autocrítica, eu só não tô lembrando o nome de nenhum agora... você pode citar um partido bom de autocrítica?

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É TUDO IGUAL

Meu caro andre vc ja me viu defendendo alguns desses partidos ordinarios que existem ai,  agora vcs defendem o PT de unhas e dentes com os argumentos mais criativos e ridiculos possiveis, sei que vcs não vão acreditar eu votei no lula na primeira eleição dele para nunca mais votar no PT (direito meu), vc me perguntou se tem algum partido bom de autocritica, não tem mesmo, SÃO TODOS IGUAIS NO CINISMO E CORRUPÇÃO!!!! mas te devolvo a pergunta O PT NÃO ERA UM PARTIDO DIFERENTE, UM PARTIDO DECENTE???? pela sua pergunta as praticas são todas iguais não é mesmo?

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shekarchi

tripé nefasto e o governo Dilma

Prezado Nassif,

O sistema é nefasto, prejudica a economia e o povo brasileiro de maneira geral em benefício de uma minoria rentista (grande parte da renda proveniente de juros). Isso sabemos e repetimos a ponto de ficar cansativo. Mas infelizmente esse tema se perdeu, ao que parece.

Onde está nosso governo Dilma desenvolvimentista? Votei em Dilma em 2010 como a candidata de convicções fortes que teria a coragem de desmontar esse sistema perverso. Quando se começou a redução da Selic, para isso se mudando a regra da poupança, achei que tinhamos atingido o objetivo e que se daria o ensejo para um novo período de desenvolvimento sustentável nos moldes do que tivemos entre 1930-80. De repente, tudo isso se perdeu, a Selic voltou para onde "nunca deveria ter saído". Tudo revertido.

Agora, Dilma nem toca mais no assunto. Em entrevista a Globo News, restringiu-se a explicar o baixo crescimento pelo fator externo. Argumentando com a taxa de crescimento dos países desenvolvidos. Vê-se o ministro Mantega, não bastassem as "manobras" contábeis de que usou, falando em como o Brasil tem sido bom em atrair o capital externo; flexibilizando regras inclusive para o capital mais especulativo; no maior estilo "crescimento com poupança externa". Juros e câmbio viraram palavras esquecidas ou proibidas novamente.

Tudo isso chega a ser ofensivo para mim. Um dos maiores perdedores nesse sistema é o próprio governo (junto com o principal, o povo), devido ao "assalto aos cofres públicos" (palavras de Luiz Carlos Bresser-Pereira, 2006) promovido por esse sistema de juros altíssimos aqui vigente. E eles fingem que não está acontecendo. O pior é que os candidatos concorrentes são ainda piores nesse quesito, pois são comprados pelo saber econômico converncional. Pergunto-me se, num segundo governo Dilma, o ajuste necessário será feito. Pois deveria, pelo bem do nosso país, semi-estagnado por décadas.

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FreitasJr

Isso sem mencionar a dívida

Isso sem mencionar a dívida pública. Quanto de juros o Brasil paga a mais numa alta de 0,25% ou 0,75% da taxa SELIC?

Ao que parece o mercado oligopolista (grandes empresas) não suporta juros baixos, enquanto o mercado competitivo (pequenas e médias) estão sendo asfixiadas pela política das metas de inflação.

Bom texto. Esclarecedor.

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Parece que o Nassif já está

Parece que o Nassif já está contando com a reeleição da Dilma! O diagnóstico é claro mas aplica-lo só a Dilma tem peito para isso!

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Onovo tripé

O tripé que conheço é:

"Um regime cambial administrado, estável e competitivo, ao lado de um orçamento equilibrado, com pleno emprego e de juros muito baixos, formam o tripé de um genuíno modelo keynesiano-desenvolvimentista."

João Sicsú

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DanielQuireza

E precisa também de uma

E precisa também de uma inflação razoável. Com juros muito baixos e pleno emprego não é algo tão fácil de se conseguir. De qualquer forma o orçamento não está equilibrado, talvez por isso o Governo não consiga este tripé virtuoso. De outro lado, o Governo distorceu preços ao segurar a energia elétrica e a gasolina da Petrobrás, sem contar os dados ao setor sucro alcooleiro.

A ideia do Sicsú é correta, mas para se chegar lá não é fácil e o atual Governo está muito longe disso.

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Vitor Carvalho

Quem terá a coragem de peitar o mercado?

Com a campanha que se faz no país, quem terá coragem de peitar o mercado? Dilma tentou, fez conceções baixando os impostos pra compensar a perda de certos setores 'produtivos' com a queda dos juros, e o que ocorreu. Eles levantaram os preços em plena cadeia deflacionária na Europa. Portanto, pela inabilidade política de Dilma e com o canal do Lula interditado, uma parte de nossa elite jogou pesado com o capital estrangeiro (caso dos intermediários de compra e venda de energia), elevou os preços, fazendo os salários subirem, bloqueando a queda do dólar administrada pelo BC. Agora quero saber como desatar este nó: só uma elite burra acredita que apenas recessão, desemprego e mais desigualdade irá colaborar com o futuro do país sem prejudicar o seu próprio negócio. É uma linha burra que demonstrou ser uma tragédia econômica na Europa e política nos EUA.

O que o PSDB propõe é claro: no fim das contas bastará que o BC mantenha o dólar apreciado destruindo o resto de nossa capacidade de se adaptar a nova econômia digital que  está se formando. O mercado aceitará a 'financiar' esta besteira insustentável através da 'privatização' de empresas públicas e desmonte da lei de partilha do pré-sal. Enquanto isso, os cabeças de planilha do Nassif criarão novas formas de intermediação de mercado através de paraísos fiscais ficando milionários junto de seus sócios. Endividarão o estado brasileiro de novo para pagamentos de juros altos devido ao nosso problema com balança financeira externa, e usarão dos aparatos dos bancos do estado para se assegurar com sua alavancagem. Uma nova elite se formará junto da nossa tradicional elite para dar suporte ao discurso político de que o governo está certo. Para o povo:

*classe média alta: o dólar em baixa permitirá que eles continuem comprando no exterior. Mas agora não somente produtos, mas também serviços ligados educação e technologia. Isso irá capitalizar os mercados de fora dando suporte a eles de montarem sua rede de serviços avançados para os brasileiros no país. Quando a crise chegar, uma boa parte dessa classe média será dizimada haverá um recuo do consumo destes serviços no país. Isso permitirá um novo ciclo de dependência de exportação de produtos não industrializados se os preços estiverem bons. Senão estiverem bons, sofreremos com um balança de pagamentos cada vez pior, e com uma situação de ciclo nefasto como o de 2002-3. Em 6 anos o PSDB e a direita perderá a capacidade de cativar a classe média dizimada. Hoje o PSDB encontra grande espaço nesse meio e tudo o que oferece a eles é um plano de governo baseado no PT não presta, ou, FORA DILMA e leva o PT com vc.

*classe média tradicional: sofrerá com o desemprego e será a massa de manobra onde se recairá a maior parte da manipulação política. Pra eles o Lula e Dilma são o diabo de nove dedos e a besta do apocalipse respectivamente. Baseado apenas no discurso raso político econômicos de que o PT está montando um regime comunista ditatorial de submissão a Cuba, uma Venezualizão do país, perderão os seus direitos e pagarão o preço almodiçoando o PT. E veja, estes são os mesmos que culpam o PT pela crise nas Universidades estaduais paulistas, mesmo que o PSDB governe o estado a 20 anos. São os mesmos que culpam o PT pela inflação 'descontrolada' se entender que é o domínio oligarquico que controla o preço e produção no país. E por incrível que pareça, malham o Haddad em São Paulo depois de toda a integração educacional de acesso ao ensino superior que ele promoveu no país com o financiamento público até para universidades privadas. Ou seja, aceitam o argumento de que tem de pagar pelo ensino público da USP-Unicamp-Unesp sem perceber que isso é imposto indireto que será retirado do serviço financeiro de pagamentos de dívidas públicas para a elite. 

*classe média baixa e pobres: serão os que sofrerão mais com seu ensino somente de base do segndo grau, pois devido ao grande desemprego perderão o fundamento economico dos pais, ligados a antigas cadeias de trabalho, exigente do primeiro grau, terão de trabalhar para compor a renda da família. Não terão como pagar os seus estudos de faculdade por isso. Como adicional, verão o desmonte do ensino univertário gratuito, pois depois de se cobrar mensalidades na USP-Unicamp e outras. Encontrarão total apoio da mídia para esta forma de financiamento do ensino e ficarão para trás na nova forma de cadeia produtiva digital. Verão os financiamentos e patrocinios de políticas públicas serem abandonadas para pagamentos de juros cada vez maiores ao mercado para seguar o dólar e o rombo de nossa balança de pagamentos. Ao mesmo tempo, os mais pobres serão um prato cheiro para o discurso de ódio de classe de para manipular a classe média-alta até a baixa. Colocarão na conta do PT o endividamento cada vez maior do estado culpando o bolsa família, copa, financiamento público, mais médicos e tudo o mais... Falarão que foram fruto de engano do governo de miragem e excessão do PT-Lula-Dilma nestes 12 anos. Esse plano é tão aceito que o Aécio não precisa nem explicar as besteiras que fala sobre os programas de estado: ele não se opões, diz que irá mater e melhorar, mas ninguém da mídia pergunta nada (o que? por que? e como?). 

Eu: serei um teólogo desiludido com as besteiras que serão faladas em igrejas como são hoje - Lula e Dilma roubaram o Brasil, o PT é o inferno, e que os irmão continuem orando esperando pelo milagre do trabalho. E tenho a certeza de que verei a cena de ver ministros e presidente desfilarem na tv chamando apodentado de vagabundo, os desempregados de inimpregáveis, e os pobres como maldição para si mesmos e o Brasil. Tudo verei de novo assim como vi com o meu pai durante o governo FHC. Por isso ando deprimido enquanto tento terminar a minha tese na Inglaterra, e pergunto depois de presenciar campanha semelhante por aqui contra pobres e imigrantes: quem terá coragem de peitar a ordem estabelecida pelo mercado?

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laura

Bom texto

Bom texto, explicativo sobre o assunto!

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Severino Januário

Macumba planilhada é muito

Macumba planilhada é muito bom. Vamos adotar, precisamos de mais definições que desmistifiquem a falsa seriedade das decisões econômicas.

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