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Jornal GGN – Em sua coluna na edição de hoje de jornal Folha de São Paulo, Ricardo Melo aborda a questão do aeroporto construído pelo governo do Estado de Minas Gerais em uma fazenda de um parente de Aécio Neves, quando o tucano era governador do Estado, em 2010. Melo compara o caso com as acusações do candidato do PSDB sobre a Petrobras, quando disse que a empresa frequentava mais as páginas policiais do que as de economia. A coluna ainda aborda as respostas de Aécio sobre o caso, dizendo que ” não pega bem um governador indenizar sua própria família para uma obra de utilidade social mais do que duvidosa.”
Da Folha
Aécio presenteou a família com um aeroporto; a conta, R$ 14 milhões, foi espetada no lombo do contribuinte
“Os equívocos em relação à Petrobras foram muitos. E taí. Hoje a empresa frequenta mais as páginas policiais […] do que as páginas de economia.” As palavras são do candidato tucano Aécio Neves em sabatina realizada na quarta (16), ao criticar o governo Dilma Rousseff.
Nada como um dia depois do outro. Graças ao repórter Lucas Ferraz, ficamos sabendo neste domingo (20) que, antes de deixar o cargo de governador, nosso impoluto Aécio presenteou a própria família com um aeroporto no interior de Minas Gerais, na cidade de Cláudio. Deu de presente é modo de dizer. A conta, R$ 14 milhões, foi espetada novamente no lombo do contribuinte. Tudo dinheiro público.
O Brasil conhece à exaustão obras e estradas construídas perto de propriedades de políticos, sempre sob o argumento de pretensos interesses rodoviários e sociais. Cinismo à parte, para não dar muito na vista, ao menos se permite a circulação de anônimos pelas rodovias.
No caso do aeroporto de Cláudio dispensaram-se maiores escrúpulos. “Choque de gestão” na veia. A pista é de uso praticamente privado da família Neves e seus apaniguados. Um diálogo esclarecedor: perguntado pelo repórter se alguém poderia usar o aeroporto, o chefe de gabinete da prefeitura local foi direto. “O aeroporto é do Estado, mas fica no terreno dele. É Múcio que tem a chave.” O dele e o Múcio citados referem-se a Múcio Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito do município. Pela reportagem, descobre-se ainda que Aécio é figura frequente no lugar –a cidade abriga um de seus refúgios favoritos.
Pego no escândalo, o candidato embaraçou-se todo. Alega que a área do aeródromo particular foi desapropriada. O que, vamos e venhamos, já é discutível: no mínimo não pega bem um governador indenizar sua própria família para uma obra de utilidade social mais do que duvidosa.
Mas a coisa só piora: o processo de desapropriação está em litígio, ou seja, a propriedade permanece sob controle do clã Neves & Cia. Talvez uma ou outra aeronave de conhecidos, ou algum Perrella da vida, tenha acesso à pista. Fora isso, ignoram-se benefícios econômicos gerados pela empreitada ao povo mineiro. Questionado pela reportagem sobre quantas vezes esteve no estacionamento aéreo familiar e o motivo pelo qual uma obra custeada com dinheiro público tem uso privado, Aécio não respondeu. Ou melhor: o silêncio equivale a uma resposta. E a campanha mal começou.
CHEIRO DE QUEIMADO NO AR
Um avião civil é fulminado a 10 mil metros de altura, matando centenas de inocentes. Israel volta a atacar Gaza sem piedade. No Iraque, os anos de intervenção americana resultaram na criação de um califado. Na ausência de lideranças convincentes, a primavera árabe desembocou no inverno de outra ditadura sanguinária no Egito. A direita avança na Europa.
Com a economia mundial em pandarecos, guerras são sempre uma válvula de escape para lubrificar a engrenagem do capital, fazer a máquina girar. A extensão dos conflitos é imprevisível, principalmente quando a ONU mostra-se cada vez mais uma entidade decorativa. Mas que há um odor muito forte de queimado no ar, isto há.
Mello Cavalcanti
21 de julho de 2014 5:55 pmSerá que vai sair no JN da
Será que vai sair no JN da Rede Esgoto? #MostraoDarfRedeGlobo
Alan Souza
21 de julho de 2014 6:20 pmEssa da Folha foi pra imunizar
Sabendo que o assunto estava sob apuração de algum blog sujo, ou com receio de que surgisse mais adiante, a Folha antecipou logo pro início da campanha, pra dar espaço às explicações do Aécio e permitir que se diluísse com o tempo.
Simples assim…
renato cury
22 de julho de 2014 1:01 amEspero que sua teoria, Alan,
Espero que sua teoria, Alan, esteja certa. Deve ter muito mais coisa do cara para investigar e sendo investigada pela mídia não alinhada e basta vazar um pouquinho para que a Folha ( e outros ) tentem uma vacina . De vacina em vacina o sistema imunológico vai pro espaço.
lalo
21 de julho de 2014 6:28 pmVerdadeiro santinho do pau
Verdadeiro santinho do pau oco, na “melhor” tradição do Café Nice !!!
JoselitoSN
21 de julho de 2014 6:41 pmQuero saber se o congresso
Quero saber se o congresso irá, pelo menos uma vez na vida, cobrar a “contribuição de melhoria” que a Constituição manda!
Ivan de Union
21 de julho de 2014 7:02 pmAeroporto de
Aeroporto de Aecio:
Fazenda de Aecio:
Minas de Aecio:
Professores de Aecio:
Anônimo
21 de julho de 2014 8:45 pm*** As peças se encaixaram: tráfico internacional de drogas ***
1. Tancredo Tolentino, primo de Aécio Neves, candidato a prefeito de Cláudio (MG) barrado no ficha limpa, integrava
quadrilha de venda de habeas corpus a traficantes de drogas.
2. Deputado Estadual Gustavo Perrella, filho do Senador Zezé Perrella, ambos apadrinhados políticos de Aécio Neves,
tem seu helicóptero, abastecido com verba da Assembleia Legislativa, apreendido com 450 kg de pasta base de cocaína no Espírito Santo, tendo provavelmente parado para abastecer em alguma pista clandestina de Minas Gerais.
3. Aécio Neves gastou 14 milhões de reais para construir aeroporto em Cláudio (MG) dentro da fazenda de Múcio Tolentino, seu tio-avô, ex-prefeito daquela cidade.
Alessandroaf
22 de julho de 2014 10:33 amNão posso me calar
Essas ilações são falsas.
1. Tancredo Tolentino é uma sumidade no direito. Daí o seu sucesso na obtenção de habeas corpus de pessoas que supostamente tinham supostado um suposto envolvimento com um suposto comércio de substâncias que podem até ser supostamente proibidas hoje, mas que podem vir a ser legais amanhã. Nada a marcar.
2. Já ficou provado na PF e já saiu aqui no Nassif que a culpa foi do helicóptero. Nada a marcar.
3. Aquilo não é bem um aeroporto. É uma pista de pouso reformada. O valor da desapropriação é o do mercado do Sudeste. Pesquise quanto custa o metro quadrado no Leblon e você verá que o valor da desapropriação foi uma pechincha. Nada a marcar.
Aécio é 45.
Adir Tavares
21 de julho de 2014 8:59 pmAócio 171
Está na cara que um blogueiro sujo vai dar isso, mas antes vazaram!!!
Mesmo assim, se foderam!!!
Pó pará!
anarquista sério
21 de julho de 2014 9:38 pmNuma de suas colunas, essa
Numa de suas colunas, essa figura escreveu o seguinte:
”Por isso que em dia de eleição só saio da cama depois das 17 horas”— como faz pouco tempo que escreve pra Folha,não será trabalhoso comprovar.
Pois bem.
Não tenho ”certo” desprezo por quem não vota.Tenho Desprezo INTEIRO mesmo.
Não votando ,favorece Dilma, mas prejudica Padilha( que ainda não foi pra casa) e Suplicy.( que está discursando sobre o renda mínima com Fidel )
Como sempre escreve pró PT, não faz sentido favorecer Geraldo e Serra.
Que catzo de petista é esse?
Bruno Cabral
21 de julho de 2014 10:32 pmEstrategia?
Sera que a FSP decidiu “queimar” Aecio para tira-lo do pareo antecipadamente por achar que Campos tem mais chance que Dilma num eventual segundo turno???
Jorge Vieira
21 de julho de 2014 11:18 pmNão
Não, a FSP quer substituir o Aécio pelo Serra.
Essa revelação do aeroporto é coisa do Coisa.
É só o início de uma série.