
Jornal GGN – Clemilda, a forrozeira, partiu. Nesta madrugada, ela se foi, e o Estado de Sergipe perdeu um dos maiores nomes da cultura nordestina. Aos 78 anos, Clemilda morreu por volta das 3h40 da madrugada, em Aracaju.
Clemilda estava com Mal de Parkinson além de hipertensão, e ficou internada desde maio deste ano depois de sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral. Depois de quase sete meses, Clemilda Ferreira da Silva se foi.
Clemilda nasceu em Pallmeira dos Índios, município alagoano, mas estava no Estado de Sergipe há mais de 50 anos, destacando-se no cenário artístico nordestino.
Ela lançou 40 LPs e seis CDs, tendo sido premiada com dois discos de ouro e dois de platina com os sucessos Prenda o Tadeu, Talco no salão e Forró Cheiroso. Clemilda se apresentou em programs de TV como Cassino do Chacrinha, Silvio Santos, Os Trapalhões, Hebe e Xuxa.
Foi casa com Gerson Filho, com quem teve dois filhos, sendo que um deles, conhecido com o Robertinho dos 8 baixos, a acompanhava em shows. Por causa da doença, Clemilda se afastou do rádio, onde apresentou por mais de 40 anos o programa Forró no Asflato, na Fundação Aperipê de Sergipe.
Em 23 de outubro último, Luciano Hortencio homenageou a forrozeira com um post aqui no blog e GGN. Veja aqui:
Luiz Antonio Antunes Machado
26 de novembro de 2014 9:43 pmPerda
Que perda. Muito sacana, engraçada, totalmente identificada com o povão e sua linguagem visceral. Uma perda para a cultura popular do Nordeste e do país. Fique com Deus.
lucianohortencio
26 de novembro de 2014 10:05 pmPara o Luiz Machado
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Mw6QSxWZJk4%5D
Luiz Antonio Antunes Machado
26 de novembro de 2014 11:24 pmBeleza !
Beleza, Luciano, essa era das boas ! Com a linguagem de duplo, as vezes triplo sentido era incomparável, e com o folclore também mostrava nossa alma: Festa de reis ! Quase o dia em que nasci.
Otavio Barros
26 de novembro de 2014 10:45 pmNassif,
Depois de um longo e
Nassif,
Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente uma nota para quebrar a monotonia sobre Economia e Politica.
Jair Fonseca
26 de novembro de 2014 11:22 pmAdeus, Clemilda! Pioneira
Adeus, Clemilda! Pioneira na boa sacanagem feminina. Até hoje isso incomoda…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=FaEayY6ZynE%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=1FNqRZgNjJ8%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Ad7otbTsEQs%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=3LvJeQCZpSU%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=3XRocMH7YdI%5D
lucianohortencio
27 de novembro de 2014 12:04 amZetinha
Só quero nambu…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=qxWp4x4ivtw%5D
Alessandre de Argolo
27 de novembro de 2014 12:48 amClemilda, mito
Foi casada durante muitos anos com o sanfoneiro Gerson Argolo Filho, natural de Penedo, Alagoas, mais conhecido como Gerson Filho, um dos maiores sanfoneiros da história da música brasileira, especialista na sanfona de 8 baixos com afinação natural, mestre do baião e do forró. Luciano Hortêncio certamente conhece o trabalho monumental de Gerson muito melhor do que eu. Ele gravou discos em parceria com Clemilda.
Exemplos:
[video:http://youtu.be/pd6_0yW_9jQ%5D
[video:http://youtu.be/cRgQ_O4f36s%5D
[video:http://youtu.be/Bh9NNTCJfrk%5D
Para saber mais sobre o monumental trabalho de Gerson Filho na música brasileira, especialmente no estilos forró e baião:
http://sipealpenedo.wordpress.com/folclore/forro-e-no-nordeste-brasileiro/o-rei-dos-8-baixos/
Severino Januário
27 de novembro de 2014 1:30 amNo universo do forró há o
No universo do forró há o trágico e o cômico, historiadores, pregadores, moralistas, céticos e palhaços. Todos podem atingir a santidade e foi o que Clemilda atingiu ainda em vida, o respeito e o reconhecimento a uma lenda da canção nordestina. O riso gostoso escarnecendo do fel da hipocrisia é coisa que o povo adora. Até, Clemilda.
joel lima
27 de novembro de 2014 11:38 amCantei muito ‘seu delegado,
Cantei muito ‘seu delegado, prenda o tadeu!. Só de lembrar, começo a rir. Bons tempos em que as letras sacanas tinham duplo e até triplo sentido. Hoje elas só tem um sentido = a pura pornografia.
Espero que ela não tenha tido um fim de vida difícil, em termos econômicos, como a maioria dos ídolos populares que, mesmo vendendo muito, receberam muito pouco de todo o dinheiro – a maior parte ficando com os atravessadores que infestam a área cultural brasileira.