Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Fred.KG
7 de outubro de 2014 5:21 amEvolução do PIB Per Capita
Evolução do PIB Per Capita (PPC) do Brasil: PSDB vs PT
(Dados do Banco Mundial)
Período PSDB/FHC:
– Em 1994, ano da posse de FHC, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 3.040
– Em 2002, após 8 anos de mandato presidencial do PSDB/FHC, o PPC do Brasil era de US$ 3.050
Se descontada a inflação destes 8 anos, houve neste período ampla evolução negativa do PIB per capita.
Período PT/Lula/Dilma:
– Em 2003, ano da posse de lula, o PIB per capita foi de US$ 2.950
– Em 2010, após 8 anos de mandato presidencial do PT/Lula
o PPC do Brasil era de US$ 9.520
– Em 2013, após mais 3 anos de mandato presidencial do PT/Dilma o PPC do Brasil foi de US$ 11.620
Evolução do ‘PIB Per Capita’ brasileiro:
O crescimento do PIB per capita brasileiro nos últimos 22 anos, durante o período dos 11 anos anteriores + os atuais 11 anos de administração do PT:
-Em 1992 era de US$ 2.780
-Em 2002 foi de US$ 3.050
Apenas 9,71% de diferença, levando em conta a inflação destes 11 anos, houve uma brutal queda no PIB per capita brasileiro.
-Em 2003 era de US$ 2.950
-Em 2013 foi de US$ 11.690
Houve um aumento de 296,27% .
Fonte dos dados:
http://data.worldbank.org/indicator/NY.GNP.PCAP.CD/countries/BR-XJ-XT?display=default
Webster Franklin
7 de outubro de 2014 6:40 amO novo é não permitir a volta do que é velho e ruim
Tijolaço
6 de outubro de 2014 | 13:37 Autor: Fernando Brito
Feitas as análises convencionais, numéricas, do processo eleitoral, hora de pensar no sentido político do segundo turno das eleições.
Porque ele, agora, com menor influência das máquinas, ganha um peso muito mais expressivo.
O conservadorismo vão tentar dirigir a população para um duelo “petismo x antipetismo”.
O duelo não é esse, até porque Lula é imensamente maior do que o PT, embora ele próprio, muitas vezes, não deixe isso claro e não perceba que ele tem o dever de sê-lo.
É o Brasil “versão Lula” e o que fez ao país Fernando Henrique Cardoso.
É o Brasil da exclusão ou o Brasil que saiu do mapa da fome.
O “fenômeno” Marina foi, agora como antes, algo que diante dos olhos de muitas pessoas eclipsou esta verdade.
Porque este confronto, desejemos ou não, é o real.
É mais importante do que virtudes ou defeitos pessoais que enxerguemos em Dilma, como administradora ou em sua habilidade política.
Porque é a direção em que se caminha.
Este é o mote, ao lado dos direitos sociais, que deve imperar na campanha.
O discurso da direita será monocórdio: corrupção, corrupção, corrupção. Com pitadas de recessão e inflação. No horário eleitoral e na mídia.
E o nosso deverá ser nacionalismo, nacionalismo, nacionalismo e povão, povão, povão.
É teu filho na universidade.
É a tua casa comprada a prestação.
É o carro, caidinho, que agora a família tem.
É a vida, é a vida e é a vida.
O resto é fumaça.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21858
Webster Franklin
7 de outubro de 2014 6:51 amA primeira baixaria da nova campanha
Diário do Centro do Mundo
A primeira baixaria da nova campanha foi a ‘homenagem’ de Aécio a Eduardo Campos
Postado em 06 out 2014 por : Paulo Nogueira
O ‘homenageado’ e Aécio
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A primeira baixaria da campanha do segundo turno veio na forma de uma suposta homenagem.
Aécio reverenciou, aspas, a memória de Eduardo Campos no discurso em que comemorou sua passagem para a fase final das eleições.
Vamos chamar as coisas pelo nome certo. O que Aécio fez foi exploração de cadáver com objetivos eleitoreiros.
O que ele deseja, muito mais que evocar o “amigo morto”, são os votos dos simpatizantes de Campos.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, a viúva Renata Campos está prestes a declarar apoio a Aécio.
Aécio poderia ter homenageado verdadeiramente Eduardo Campos se houvesse tomado sua imediata defesa quando o nome do candidato morto apareceu, levianamente, no noticiário das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Mas não. Calou-se. Pior: tratou as afirmações de Costa como verdades absolutas, muito antes de qualquer investigação.
Isso apenas ajudou a manchar a imagem de Eduardo Campos.
Agora, quando Campos poderia enfim começar a descansar em paz, eis que Aécio invade seu túmulo e tenta trazê-lo para o centro do debate eleitoral.
Quase tão bizarra quanto a “homenagem” de Aécio a Campos foram declarações do vice de Marina em seu Twitter.
Beto Albuquerque, num espasmo de machismo gaúcho, disse que não é homem de levar desaforo para casa.
Como Marina, ele se fazia de vítima dos ataques do PT.
Não tenho procuração para defender o PT, de quem sequer sou eleitor.
Mas queria entender como Marina, que chegou chamando continuamente Dilma e o PT de símbolos da “velha política”, num tom de estrepitoso insulto, tem coragem de se dizer “ofendida”.
O que ela esperava? Que Dilma a elogiasse e aplaudisse como ícone da “nova política”?
Marina bateu de cara. Antes dela, Campos fizera o mesmo. Desqualificou Dilma desde o início: disse que era a primeira vez em décadas que um presidente entregaria um país pior do que recebeu.
Chegou a fazer uma piada duvidosa que remetia à eliminação do Brasil na Copa. Dilma estava levando o Brasil a perder de 7 a 1 mais uma vez, disse Campos: 7 de inflação e 1 de crescimento do PIB.
Com tudo isso, Beto Albuquerque se faz de vítima?
Pausa para rir, ou chorar.
Temos uma situação curiosa no Brasil. A oposição diz que o país vai acabar se Dilma vencer.
Isso não é terrorismo. É advertência, talvez.
Dilma diz que os mais humildes ficarão desprotegidos se a direita ganhar. Isso é terrorismo.
O tributo fajuto de Aécio e o choro patético de Albuquerque receberam, posteriormente, um complemento notável de FHC.
Os eleitores do PT são desinformados, segundo o sábio FHC. Provavelmente porque não concordam com a alta filosofia contida no noticiário da Veja, e da Globo, e do Estadão, e por aí vai.
FHC chamou também Dilma de gorda. E ei-lo defendendo uma campanha altiva, elevada, de ideias.
Sêneca disse que ao se lembrar de certas palavras que usara tinha inveja dos mudos. O mesmo vale para FHC.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-primeira-baixaria-da-nova-campanha-foi-a-homenagem-de-aecio-a-eduardo-campos/
Webster Franklin
7 de outubro de 2014 7:10 am40 milhões de pessoas não votaram
O Cafezinho
Por Miguel do Rosário, postado em outubro 6th, 2014
Foto tirada do restaurante do Museu do Mar, na Praça Mauá, Rio de Janeiro.
Dilma, a candidata do povo, obteve 43,26 milhões de votos.
Aécio Neves, o candidato do entreguismo, recebeu 34,89 milhões de votos.
41,49% X 33,55%.
O PT elegeu, pela primeira vez, um governador no eixo Rio-Minas-Sampa.
Segurou a Bahia.
Perdeu 18 deputados no Congresso, mas permanece o partido com maior número de deputados na Câmara de Deputados.
O PCdoB também perdeu deputados. Caiu de 15 para 10.
Mas ganhou o seu primeiro governo da história.
Há muitas histórias a serem contadas nos próximos dias.
*
Observe o número de abstenções e votos brancos e nulos, segundo o TSE.
O eleitorado brasileiro é de 143 milhões de pessoas. Tivemos apenas 104 milhões de votos válidos.
Há quase 40 milhões de eleitores que não foram votar ou votaram em nulo ou em branco.
É mais que a votação de Aécio.
Resultado em 2010: 34 milhões de pessoas não votaram, entre abstenções, nulos e brancos.
– See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/10/06/uma-cronica-da-vitoria/#sthash.6pkrQxEU.dpuf
http://www.ocafezinho.com/2014/10/06/uma-cronica-da-vitoria/
Webster Franklin
7 de outubro de 2014 7:41 amAécio, Bolsonaro, Feliciano: este é o legado de junho?
Carta Maior
06/10/2014
Aécio, Bolsonaro, Feliciano: este é o legado de junho?
Uma parte importante da voz que saiu das urnas no domingo expressa um moralismo reacionário e uma reação conservadora sem precedentes em décadas.
Katarina Peixoto
Há dois pontos de partida para entender a decisão deste primeiro turno nacional, encerrado ontem. O primeiro é junho de 2013 e o segundo, o Congresso Nacional eleito. Toda captura de flutuações e acidentes eleitorais não pode deixar de ser sobrepujada pelo fato de que a decisão de domingo (5) contém o moralismo reacionário e uma reação conservadora sem precedentes, pela via eleitoral, em décadas. O Rio, para ficar num exemplo, escolheu Bolsonaro como o grande votado para a Câmara de Deputados. O que o torna o grande votado é o seu caráter moralizador: supostamente, ele está fora dessa sujeira toda. Em São Paulo, a versão moralizadora é evangélica, mesmo, sem intermediações classistas no armário: Marcos Feliciano e Russomano. Evangélicos e televisão, além do palhaço Tiririca, que não é pior que nenhum deles, embora tenha sido eleito pelo eleitor que “quer dar o troco”. O troco a que? “A essa sujeira toda”.
A resposta veio com um Congresso mais à direita: mais conservador e mais evangélico. Não há novidade histórica nisso. A todos os movimentos desestabilizadores mobilizados com ajuda de redes sociais, dos últimos anos, no mundo, seguiram-se reações autoritárias, conservadoras e regressivas socialmente. O que se passa é que a resposta à demanda moral é e sempre foi esta: o abrigo seguro da zona de conforto perceptiva representado pela estabilidade prometida da direita. Esse truque moralista da direita tornou-se possível, agora, com a legitimação que as grandes manifestações de junho lhe propiciaram. Poderia ser apenas uma piada ter Aécio Neves reivindicando o “legado” de junho. O problema é a legitimidade com que ele reivindica aquelas reclamações. Não tem o tom agudo dos serviços bem prestados ao moralismo reacionário, mas um tom mais ponderado, sóbrio: trata-se de reivindicar para si a reclamação contra “essa sujeira toda”.
O moralismo é uma expressão reativa de instabilidade social e desagregação política. O seu truque, embora muito bem calçado na mídia oligárquico-familiar que, mais uma vez, conseguiu tirar uma vitória no primeiro turno para o projeto popular, agora está mais robusto e animado do que nunca. Não têm um carrancudo ou uma carrancuda ressentidos, como candidatos, mas um moço bonito, bem nascido e simpático. Um rapaz que não é exatamente do ramo da Política, mas das oligarquias. Nunca precisou trabalhar para pagar uma conta, nem governar para ter aprovação. A sua candidatura arregimenta a direita de maneira veloz e consistente, com a gigantesca propaganda midiática que lhe é aliada, desde sempre. Como derrotar isso?
A resposta sopra de Minas Gerais e da superioridade moral da Dilma. Para se chegar nessa resposta é preciso enquadrar o debate eleitoral, pautá-lo e não se render ou entrar no jogo do que nos jogam no colo. É muito revelador da indigência política da oposição brasileira à transformação dos últimos dez anos resumir-se a um único tema: a corrupção. Então, acabar com a fome endêmica não merece reconhecimento, nem termos em curso o maior programa de habitação popular da história do país, nem termos, como temos, hoje, de maneira inédita, um quadro de pleno emprego, nacional, numa democracia, nesta gigantesca crise mundial.
Não importam as conquistas da Petrobras, nem as obras em infraestrutura. O Brasil Sem Miséria, a valorização do salário mínimo e o PRONATEC tampouco são questionados. As políticas de cotas, a política de investimentos públicos e de crédito via bancos públicos. Tudo isso é “corrupção”. Por que? Se tudo isso não passasse de corrupção, esses programas teriam os resultados que tiveram e teriam produzido o impacto que produziram? Por que razão não apresentam alternativas, outras propostas ou programa, para disputar o voto e a confiança do eleitor? Em que se alicerça a confiança requerida pelo candidato do PSDB, para pedir o voto dos brasileiros?
O que ele teria a oferecer está baseado no seu mandato como senador ausente, morador do Rio de Janeiro, ou como ex-governador de Minas Gerais? Seria possível Aécio tecer alguma crítica ou oferecer algum programa de governo alternativo, sem depender da Tevê Globo, dos seus colunistas no rádio e nos seus jornais, e da Editora Abril e do Grupo Frias, em São Paulo?
O que Aécio pensa do nordeste brasileiro e da transposição do São Francisco? O que ele pretende fazer com a ferrovia transnordestina? Qual a opinião do candidato sobre o sistema de ferrovias e hidrovias em curso e, claro, qual a sua política para o setor energético, vale dizer, Petrobras?
Qual o programa do candidato para fazer o Brasil voltar a crescer nos patamares que o PT fez? Qual o balanço que Aécio faz da educação, do ensino superior e da pesquisa produzida hoje, no país?
Qual o balanço que o candidato do PSDB faz da maior experiência de redução de desigualdades do mundo, neste intervalo de tempo, na história moderna?
O candidato da oposição foi julgado pelo seu estado, um dos maiores colégios eleitorais do país, e condenado, politicamente, pelos maus serviços prestados. O que o mantém e eleva é, uma vez mais, a mídia oligárquica e a direita rearranjada, com seus odiadores de estimação, em alta velocidade.
Pouco importa se ele só apresentou o seu programa de governo na véspera do primeiro turno: ele não precisa de um programa de governo, porque quem precisa disso é quem está submetido ao debate. Ele foi ungido midiaticamente para limpar o país. A esse tipo de escárnio não se responde aceitando as suas acusações nem se submetendo ao seu jogo. Vence-se esse escárnio com seriedade, respeito, memória e sentido histórico.
Não tem essa de que o que o PT fez foi dar continuidade ao que o PSDB fez. Os projetos são diferentes. Para deixar essa distinção às claras, é fundamental situar historicamente as escolhas que foram feitas. O Brasil Sem Miséria é um programa muito menos custoso do que qualquer entrega de patrimônio público já feita pelo PSDB e muito menos custoso do que a remessa de dinheiro via taxação de juros ao sistema financeiro, que foi uma regra aceita pelo PSDB, com galhardia, e pelo PT, com conivência.
Todas e cada uma das conquistas do país, da última década, devem-se a decisões de natureza Política. Reivindicar a dignidade da Política e defender a representatividade é a única maneira de combater o fascismo que nutre a acusação moralista. Se essas coisas não são concretas, cabe mostrar e estabelecer o seu elo de concretização: decidimos enfrentar essa indignidade, que é a fome, abrimos outras possibilidades, para o próximo passo, com o PRONATEC, valorizamos a agricultura familiar, o conteúdo nacional, a economia interna, o patrimônio público.
O ódio moralista é um ódio contra a ideia mesma de algo público e estatal; é a recusa cevada em doses cavalares de denúncias criminalizantes, ad nauseam, de que a solidariedade, a generosidade e o reconhecimento são truques. É esta repulsa que está na origem da defesa das privatizações e também na denegação do caráter civilizatório da transformação ocorrida no país. Sabemos de tudo isso, aprendemos e podemos olhar para o mundo e ver o que fizeram e no que deu o que fizeram (mais de 60 milhões de desempregados nos EUA e na União Europeia, sem contar a regressão brutal nos índices de desigualdade nessas regiões, à beira da depressão econômica e sem prognóstico que não um quadro mais sombrio). A América Latina é hoje, graças aos governos a contravento, da última década, um mercado mais robusto, mais educado, mais estável, do que era e do que estão zonas tradicionais do capitalismo; não é preciso muito esforço para se inferir, daí, o caráter estratégico do Brasil (vai sem dizer um detalhe: o Pré-Sal).
A resposta sopra em Minas, no nordeste, na memória e na Política. E no ataque, em contrapartida, à hipocrisia, ao cinismo, ao autoritarismo e ao caráter oligárquico do projeto representado por Aécio. Foi porque o Brasil rejeitou esse projeto que conseguiu incluir dezenas de milhões, sair do mapa da fome e ter pleno emprego. Foi porque o povo tirou o PSDB da centralidade das decisões políticas sobre o rumo do país que o Brasil chegou aonde chegou, e não o contrário: não somos nós que devemos ao PSDB as grandes conquistas alcançadas. Essas conquistas, todas elas, derivam das escolhas antagônicas àquelas por eles defendidas.
Por fim, sobre o caráter da Dilma. É preciso apresentar a sua “cepa” política: o Brasil tem, talvez pela primeira vez na sua história, uma estadista, republicana e democrática, à frente do país. Essas características estão fincadas na história do trabalhismo, da resistência à ditadura e da construção da democracia por dentro das gestões democráticas e populares. É uma trajetória de compromisso com a democratização do estado e universalização de direitos. É a história da construção mesma do Estado nacional, como experiência democrática, popular e nacionalista.
De nada adianta cantar Bob Dylan em lamento. A resposta não está soprando no vento.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Aecio-Bolsonaro-Feliciano-este-e-o-legado-de-junho-/4/31935
BRAGA-BH
7 de outubro de 2014 11:11 amIbope e Datafolha admitem falta de exatidão de pesquisas, mas de
Ibope e Datafolha admitem falta de exatidão de pesquisas, mas defendem métodos
Por Anderson Passos – iG São Paulo |
07/10/2014 06:00- Atualizada às 07/10/2014 06:08
Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, e Mauro Paulino, do Datafolha, explicam que institutos se defrontam com variáveis
Ainda que os institutos de pesquisa vendam exatidão nas pesquisas veiculadas pela imprensa, o resultado real confrontado ao dos levantamentos – mesmo os feitos no dia do pleito – voltaram a mostrar distorções com a realidade. As críticas aos institutos de pesquisas se avolumaram após o primeiro turno das eleições, em especial depois da virada de Aécio Neves (PSDB) sobre Marina Silva (PSB) na sucessão presidencial.
“Se essa conversa acontecesse às 15h de ontem [domingo, 5, dia do pleito] estaríamos tratando aqui de um cenário diferente. Nós conseguimos captar a virada do Aécio sobre a Marina. Na quinta-feira [2 de outubro], dia do debate da Globo, Marina tinha 24% contra 19% de Aécio. Na sexta, pós debate e pós pesquisa, que pauta de alguma forma a informação do eleitor, Aécio já tinha vantagem de 27% a 24%”, explica Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope.
As pesquisas não foram capazes de medir o bom desempenho de Aécio Neves no primeiro turno
Montenegro enfatiza que o eleitor “está decidindo cada vez mais em cima da hora” e os institutos não conseguem captar essa mudança. “Tenho que fechar até 14h, 15h a pesquisa boca de urna, para que a TV possa divulgar. Nós perdemos aí algumas horas para ter uma fotografia mais exata”, prossegue Montenegro.
Outros exemplos que colocaram em xeque as pesquisas eleitorais ocorreram nos Estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, Marcelo Crivella (PRB) tirou Anthony Garotinho (PR) da fase final contra Luiz Fernando Pezão (PMDB). No Rio Grande do Sul, mais surpresas: José Ivo Sartori (PMDB) foi ao segundo turno contra Tarso Genro (PT), governador e candidato à reeleição. Ao longo da campanha, Tarso teve como adversária mais constante a candidata Ana Amélia Lemos (PP).
Para o presidente do Ibope, os debates, as pesquisas, a própria internet e os telejornais têm tido um papel cada vez maior na decisão final do eleitor. “No debate da Globo, com os candidatos ao governo do Rio, o Crivella foi muito bem. Somado a isso, Pezão cresceu e tirou votos do Garotinho. Esse movimento, nós não conseguimos captar. Além do mais, aqui no Rio, a abstenção e os votos brancos e nulos que somaram 40%. Quando fazemos uma pesquisa, consideramos que todos os eleitores vão votar”, explica.
Carlos Augusto Montenegro diz que eleitor está consolidando o voto em cima da hora
Perguntado se os institutos de pesquisa do País deveriam rever seus métodos, Carlos Augusto Montengro rejeitou a tese. “A nossa metodologia é reconhecida mundialmente. Nós fazemos milhares de entrevistas”, finalizou.
Datafolha
“Pesquisas avaliam o voto convicto, o não convicto (que é volúvel) e os indecisos”, disse à TV Folha o diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, na última segunda-feira (06). “Os não convictos podem mudar de voto [têm mais chance de mudar], são numerosos e vêm aumentando a cada eleição. É um comportamento crescente. É reflexo da maturidade política”, disse o diretor do Datafolha, acompanhando a tese de Carlos Montenegro.
Paulino também concorda que as pesquisas eleitorais também são um dos elementos que influenciam a decisão final do eleitor. “As pesquisas influenciam [o voto] cada vez mais e é bom que influencie. Faz parte da democracia”, justifica.
O diretor do Datafolha sugere que devem surgir no horizonte ameaças à divulgação de pesquisas eleitorais. “Vão surgir novas ameaças de acabar com as pesquisas. Isso sempre aparece depois das eleições. Vão tenta proibir [por lei] e vão propor criação das CPI das Pesquisas”.
Montenegro admite que há erros e concorda que os questionamentos aos resultados sempre existiram. Mas o presidente do Ibope pondera que “já foram muito maiores no passado do que hoje em dia”.
Na sua defesa dos levantamentos de 2014, Mauro Paulino comentou que as “pesquisas presidenciais concordaram. Foi a eleição que houve menos polêmica em relação ao resultado. Nunca os jornalistas tiveram tanto acesso aos tracking, mostraram as mesmas tendências, evidência de que resultados estavam corretos. A ultrapassagem [de Marina Silva por Aécio] se deu entre quinta e sexta e [foi] alavancada final no dia da eleição”, afirmou.
Repercussão
Para o professor de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro, a sociedade brasileira vem se transformando e talvez as amostras de grupos dos institutos de pesquisa não tenham acompanhado esse fenômeno, “o que não é culpa dos institutos”, sublinha.
Outro ponto apontado por Janine Ribeiro é que fenômenos de última hora também podem influenciar o eleitor, lembrando que a explosão de uma bomba no País Basco (Espanha) acabou pautando uma mudança na formação do parlamento local em 2008.
Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha
O professor da USP, no entanto, alerta que as pesquisas claramente influenciam o voto do eleitor e lembrou que a eleição ao Senado por São Paulo em 2010 foi marcada por “falhas metodológicas das pesquisas”. Naquela eleição, Netinho di Paula (PCdoB) era seguido por Orestes Quércia (PMDB) e por Aloysio Nunes (PSDB). “Naquela eleição o terceiro colocado foi o eleito e não dá pra confiar numa pesquisa dessas”, enfatiza Janine Ribeiro.
Questionado se defende ou não limites à divulgação de pesquisas, o professor diz não ter opinião formada, mas admite a discussão do assunto. “Embora elas pautem o voto, proibi-las pode fazer com que um universo pequeno de clientes, como partidos, bancos e empresários, possam usar os dados em seu próprio benefício”, aponta Janine Ribeiro.
O professor da USP se diz incapaz de comentar que contribuição alterar as margens de erro das pesquisas poderia dar para um resultado mais fiel das mesmas. “É uma questão estritamente técnica. Mas imagine uma margem de erro de cinco pontos. Quem iria se interessar por esse produto?”, questiona.
BRAGA-BH
7 de outubro de 2014 11:14 amSeguidores de Marina na Rede preferem a neutralidade no segundo
Seguidores de Marina na Rede preferem a neutralidade no segundo turno
Por Brasil Econômico – Gilberto Nascimento* |
07/10/2014 06:00
Argumento é que PT e PSDB não representam ideais do grupo, que deve oficializar sua decisão em uma reunião na quarta
A tendência hoje dentro da Rede, grupo liderado pela presidenciável Marina Silva (PSB), é pela neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. O argumento é que nenhum dos dois partidos que se enfrentam nesta fase da disputa representa os ideais do grupo, que deve oficializar sua decisão em uma reunião por teleconferência na proxima quarta-feira (08). Um de seus integrantes destaca a questão ambiental como um dos motivos para a decisão de não apoiar o candidato do PSDB.
Minas, governada por Aécio Neves e seus aliados há mais de uma década, concentra os piores índices do País no tema. Segundo o aliado de Marina, os dados de desmatamento mineiros chegam a ser mais graves até do que nos estados amazônicos. São Paulo, governado por tucanos há pelo menos duas décadas, sofre com a grave crise de abastecimento de água.
Entrevista de Marina Silva, em 2013, na sede da Rede Sustentabilidade, em Brasília,
Para a Rede, os resultados da eleição deste ano demonstram que o grupo tem razão ao apontar um desapontamento da população com a política tradicional, mesmo com os resultados positivos que alguns líderes conservadores conseguiram. Para um de seus integrantes, o descontentamento pode ser constatado pelo alto índice de abstenções e votos brancos e nulos. Avaliam que, ao se juntar a Aécio ou Dilma, a Rede perderia interlocução com esse eleitorado. Redistas citam como exemplo o Podemos, partido político formado neste ano na Espanha, que obteve cinco cadeiras no Parlamento Europeu, quatro meses depois de ser criado. Em 2011, o conservador PP, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, conseguiu vencer uma eleição com alta abstenção. A avaliação foi que a descrença com o discurso político tirou mais votos da esquerda do que dos políticos de direita naquela disputa.
Petistas desconfiados de pesquisas
A campanha derrotada do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo listou cinco eleições seguidas em que institutos de pesquisa deram índices de voto divergentes ao PT entre a última pesquisa, a boca de urna e o resultado final. Líderes do partido disseram estranhar, agora, o fato de Padilha aparecer no último levantamento, às vésperas da eleição, com 13%, alcançar 20% na boca de urna e, ao final, ter 18%. Em média, o PT teria tido entre cinco e oito pontos a menos nas últimas pesquisas – em relação às votações finais -, de acordo com dirigentes do partido. Padilha disse não acreditar em má-fé, mas acha que algo precisa “ser revisto”.
Pai e filho influentes
Eleito vice-governador de São Paulo, o deputado Márcio França (PSB) usou a proximidade com a próxima equipe do Palácio dos Bandeirantes para ajudar a eleger o filho Caio França deputado estadual. Em material enviado a eleitores, lembrava que o jovem terá um canal direto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, com isso, poderá conseguir mais benefícios para São Vicente, cidade no litoral paulista que é reduto dos França.
Marineiros comemoram derrota de Penna
Apesar da tristeza com a derrota de Marina Silva (PSB) no primeiro turno das eleições presidenciais, militantes da Rede arrumaram um motivo para comemorar o resultado da disputa de domingo. O deputado federal José Luiz Penna (PV-SP) não foi reeleito. Presidente nacional do partido, ele é apontado como o principal responsável pela saída de Marina do PV, após a eleição de 2010.
Psol perto da meta
O PSOL conseguiu chegar bem próximo de sua meta na eleição deste ano para o Congresso Nacional. Pretendia dobrar o número de deputados federais. Atualmente, são três. Chegou a cinco. Reelegeu os dois do Rio (Chico Alencar e Jean Wyllys) e o de São Paulo (Ivan Valente). E conseguiu ainda mais um no Rio (Cabo Daciolo) e outro no Pará (o ex-prefeito de Belém Edmílson Rodrigues). O PSOL não estavam lá muito preocupado coma eleição para o Senado. Já considerava a única candidata filiada ao partido que tinha alguma chance, a ex-senadora Heloísa Helena, como integrante da Rede. Assim como o atual senador Randolfe Rodrigues (AP).
“É quem em Minas o Aécio é bem conhecido” – Roberto Amaral, presidente do PSB, ao brincar com o vereador Andrea Matarazzo, no programa Canal Livre, sobre Aécio Neves não ter ido bem em Minas Gerais
BRAGA-BH
7 de outubro de 2014 11:22 amFrigorífico BRF é condenado em R$ 10 milhões
Frigorífico BRF é condenado em R$ 10 milhões
Por iG São Paulo |
06/10/2014 15:40- Atualizada às 06/10/2014 19:26
Empresa foi acusada de irregularidades no meio ambiente de trabalho de sua planta no município de Toledo, no Paraná
BRF é dono de marcas como Sadia, Perdigão, Batavo, Qualy e Elegê
A Brasil Foods (BRF), detentora das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada, em primeira instância, a pagar R$ 10 milhões por irregularidades no meio ambiente de trabalho de sua planta no município de Toledo, no Paraná.
Segundo informações do site do Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina essa é a primeira sentença no Brasil a restringir a quantidade de movimentos que o trabalhador faz por minuto, tendo como objetivo estabelecer um ritmo saudável de atividades. A sentença decorre de uma ação do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), em Cascavel.
O procurador do trabalho responsável pelo caso, Marco Aurélio Estraiotto Alves, indicou, na ação civil pública, três medidas de implantação urgente para a adequação do ambiente de trabalho: redução do ritmo de trabalho (de acordo com as NRs 17 e 36), implementação de pausas de recuperação de fadiga e rodízio eficaz de tarefas. De acordo com levantamento feito pelo MPT-PR, só no ano de 2008, um trabalhador sofreu acidente ou constatou doença ocupacional a cada 3,88 dias trabalhados.
A sentença foi dada pelo juiz Fabrício Sartori, da 1ª Vara do Trabalho de Toledo e beneficia cerca de 8 mil trabalhadores. A medida abre precedente para redução do ritmo em todas as atividades em que a organização do trabalho se dê no modelo fordista (com ritmo imposto pela máquina). Esse tipo de ritmo de trabalho é adotado principalmente pelos setores de abate e processamento de carnes, montadoras de aparelhos eletro-eletrônicos e linha branca, montadoras de veículos, entre outras.
A sentença impõe, ainda, aos empregados a limitação de 30 ações técnicas por minuto, com o rodízio eficaz de tarefas, a fim de prevenir o surgimento de doenças por esforço repetitivo e sobrecarga dos músculos e membros. A medida também veda o banco de horas e a jornada acima de 8 horas diárias, admitindo a prestação de horas extras somente em dez dias ao mês; conceda intervalo de 11 horas entre duas jornadas e repouso semanal remunerado aos funcionários.
Além disso, o frigorífico deverá corrigir especificações em assentos e bancadas usadas pelos trabalhadores. O mobiliário apresenta sérios problemas ergonômicos, ele possui altura irregular e características incompatíveis com o tipo de atividade.
A BRF tem três meses para apresentar um cronograma das adequações necessárias para regularizar seu meio ambiente de trabalho. Caso descumpra alguma das determinações, deve pagar R$50 mil por mês por obrigação descumprida, quando não for possível a identificação do número de trabalhadores lesados, ou R$1 mil por mês por obrigação descumprida e por trabalhador prejudicado, quando possível a contagem do número de atingidos diretamente.
O ritmo de trabalho extenuante adotado pela BRF foi comprovado durante fiscalização, relatório de análise de queixas realizadas pelos empregados e relatório pericial elaborado pelo perito da Justiça. O laudo pericial indicou, por exemplo, que trabalhadores que atuavam desossando paletas no abate de suínos fazem 112 ações por minuto, distribuídas em 74 movimentos com a mão direita e 38 com a mão esquerda – o que, segundo o protocolo Moore & Garg, representa um risco muito alto, e pelo protocolo Ocra, um risco elevado para membro superior direito e risco médio para membro superior esquerdo.
Já na função de pendura de aves vivas, foram identificadas 60 ações por minuto, ou seja, um movimento por segundo. De acordo com o protocolo Moore & Garg, o ritmo oferece risco alto para o desenvolvimento de disfunções músculo-tendinosas nos membros superiores. Constatou-se, ainda, clara situação de sobrecarga no trabalho, cuja demanda é moderada ou alta, em relação a 97,1% dos trabalhadores da empresa, cuja rotina foi caracterizada pelo perito como sendo “alienadora, extenuante e cansativa”. Conforme dados registrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 78% dos benefícios concedidos têm relação com os excessivos esforços musculares dinâmico e estáticos.
O frigorífico é dono de marcas como Sadia, Perdigão, Batavo, Qualy e Elegê, e conta com aproximadamente 120 mil empregados no Brasil. Suas maiores unidades estão localizadas em Uberlândia (MG) e Rio Verde (GO), com oito mil empregados cada. Procurada pelo iG, a empresa respondeu que não concorda com a decisão e vai recorrer da sentença.
Mailson
7 de outubro de 2014 11:39 amOs escândalos, muitos de corrupção, na era FHC. São 45 ao todo.
Fonte: http://www2.fpa.org.br/o-brasil-nao-esquecera-45-escandalos-que-marcaram-o-governo-fhc
Vai ter tempo de ler tudo de uma vez? Não? Então leia à prestação. Governar com um Brindeiro engavetador e uma imprensa amiga é outra coisa. Segue:
Os 45 escândalos de corrupção de FHC, com a colaboração de uma imprensa afável. Como será em um eventual governo Aécio Neves? Quando a corrupção era escondida O Brasil não esquecerá dos 45 escândalos que marcaram o governo FHC* 1 – Conivência com a corrupção O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias. 2 – O escândalo do Sivam O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra. 3 – A farra do Proer O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. 4 – Caixa-dois de campanhas As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões. 5 – Propina na privatização A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. 6 – A emenda da reeleição O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. 7 – Grampos telefônicos Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. 8 – TRT paulista A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso. 9 – Os ralos do DNER O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo. 10 – O “caladão” O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo. 11 – Desvalorização do real FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. 12 – O caso Marka/FonteCindam Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo. 13 – Base de Alcântara O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. 14 – Biopirataria oficial Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria. 15 – O fiasco dos 500 anos As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000. 6 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol. 17 – Drible na reforma tributária O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação. 18 – Rombo transamazônico na Sudam O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo. 19 – Os desvios na Sudene Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal. 20 – Calote no Fundef O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998. 21 – Abuso de MPs Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs. 22 – Acidentes na Petrobras Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados. 23 – Apoio a Fujimori O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem. 24 – Desmatamento na Amazônia Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior. 25 – Os computadores do FUST A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa. 26 – Arapongagem O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney. 27 – O esquema do FAT A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público. 28 – Mudanças na CLT A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social. 29 – Obras irregulares Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro. 30 – Explosão da dívida pública Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB. 31 – Avanço da dengue A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte. 32 – Verbas do BNDES Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa. 33 – Crescimento pífio do PIB Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro. 34 – Renúncias no Senado A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam. 35 – Racionamento de energia A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões. 36 – Assalto ao bolso do consumidor FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%. 37 – Explosão da violência O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros. 38 – A falácia da Reforma agrária O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo. 39 – Subserviência internacional A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos. 40 – Renda em queda e desemprego em alta Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos. 41 – Relações perigosas Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe. 42 – Violação aos direitos humanos Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões. 43 – Correção da tabela do IR Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos. 44 – Intervenção na Previ FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios. 45 – Barbeiragens do Banco Central O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições. * O documento “O Brasil não esquecerá – 45 escândalos que marcaram o governo FHC”, de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. Apud Consciência.Net. Acesso em http://www.consciencia.net/corrupcao/documentos/fhc-45escandalos.htmlFonte: Fundação Perseu Abramo. Publicado em 09/05/2006. Disponível em http://www2.fpa.org.br/o-brasil-nao-esquecera-45-escandalos-que-marcaram-o-governo-fhc
Mailson
7 de outubro de 2014 11:46 amQuem xinga os nordestinos?
Publicado em 06/10/2014
Fonte: Conversa Afiada
Quem xinga os nordestinos?
No mapa, tem burro no Brasil inteiro …
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O Conversa Afiada reproduz, do Tijolaço, texto de Fernando Brito:
COXINHAS XINGAM OS NORDESTINOS NO TWITTER POR DAREM VITÓRIA MACIÇA PARA DILMA
Cada nordestino ou descendente de nordestino no Brasil deveria ver o mapa acima antes de decidir o seu voto.
A mancha vermelho-escura, significa, MUNICÍPIO POR MUNICÍPIO, onde houve uma votação de mais de 50% para a Dilma Rousseff.
É o o desenho de uma metade do Brasil que, finalmente, fez ouvir sua voz neste país.
Pois se cada homem ou mulher que teve o pai e a mãe tangido pela seca, pela miséria, pelo coronelato mandão, olhasse o que seus irmãos estão dizendo, duvido tivesse coragem de condená-los, de novo, ao jugo das elites que os empobreceram e das que os receberam, de nariz torcido, por onde a sina de retirante os espalhou.
É, como diz a turma do bucho cheio que se reúne com Aécio, “o pessoal que vota com o estômago”.
Os que ele diz que estão felizes com os “empreguinhos de dois salários mínimos”.
Gente que se reproduz na mediocridade de um imbecil, agora, na fila do banco que disse que paga imposto para dar marmita a nordestino vagabundo.
Que os chama de “paraíba”, de “baiano” e que faz até, como está mostrando o TERRA, uma página na internet para os xingar ainda mais, porque votaram em Dilma.
ESSES NORDESTINOS é o nome da manifestação de ódio.
É, esses nordestinos, que construíram o prédio onde eles moram, que abriram a estrada onde eles passam, que fizeram a escola onde seus filhos estudam, ergueram a ponte que atravessam.
Que fizeram um pedaço imenso deste Brasil rico e egoísta, da gente que é capaz de morrer de fome não porque não tem comida, mas por falta de uma empregada ou um restaurante – cheios de nordestinos na cozinha, aliás – que lhes sirva.
Esses nordestinos, essa gente que sofre mas não odeia, muito melhor do que esta, que não sabe o que é sofrer, mas sabe muito bem o que é odiar.
São eles os “limpinhos e cheiros”, mas como fedem, meu deus!
Em tempo: sobre quem estigmatiza quem supostamente vota com o estômago, vejahttp://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/04/02/aecio-bomba-no-glamurama/ – PHA
Zecabravo
7 de outubro de 2014 11:54 amMinas: Aécio não elegeu o dono do helicóptero com cocaína
Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/10/aecio-nao-consegue-eleger-perrella-o.html
Aécio não consegue eleger Perrella, o dono do helicóptero apreendido com cocaína.
É mais uma derrota de Aécio contabilizada em Minas.
Zecabravo
7 de outubro de 2014 12:29 pmEduardo Guimarães: “Apoio a Aécio vai desmascará Marina”
Apoio a Aécio vai desmascarar Marina
No Blog da Cidadania
Posted by eduguim on 07/10/14 • Categorized as Análise
Os jornais de terça-feira, 7 de outubro, anunciam o que todos os que sempre souberam do que se tratava a candidatura Marina Silva já intuíam: a autoproclamada representante da “nova política” irá apoiar Aécio Neves e o PSDB no 2º turno contra Dilma Rousseff.
Antes de prosseguir, porém, façamos uma viagem no tempo. Voltemos a 2010, logo após a eleição em 1º turno. Matéria da Folha de São Paulo, publicada poucos dias após o pleito, explica o déjà vu que causa ver o emocional da militância petista de domingo para cá.
Como se vê, em 2014 a militância petista cometeu o mesmo erro de 2010, quando acreditou que a subida de Dilma na reta final do primeiro turno bastaria para ela se eleger.
Como agora, em 2010 a vitória em 1º turno não aconteceu e a militância ficou abalada, razão pela qual a campanha de Dilma, neste ano, pedia desesperadamente para não se falar em vitória no 1º turno. Porém, assim como no caso do “volta Lula”, é difícil controlar os sentimentos de centenas de milhares de militantes.
Até porque, neste ano tudo conspirava para esse sentimento de vitória no primeiro turno proliferar. Além de Marina ter começado a derreter, a situação de Aécio era muito ruim. Tão ruim que a jornalista mais tucana do Brasil, em sua coluna na Folha, previa o desastre.
A maioria da grande imprensa e da imprensa alternativa previa uma catástrofe não só para Aécio, mas para seu partido. Se o tucano não tivesse reagido, o PSDB teria afundado. Beneficiários do voto desiludido em Marina, o tucano e seu partido ressurgiram das cinzas na última hora e surpreenderam o país.
Agora, porém, começa nova etapa da eleição e, com isso, os eleitores terão mais claro quem é quem.
Os tucanos, seus apoiadores na população e, sobretudo, a mídia tucana já estão se precipitando de novo e comemorando suposta vitória de Aécio sobre Dilma no 2º turno. Fazem uma conta que pode não ser bem assim. Acreditam que cem por cento dos votos de Marina migrarão automaticamente para Aécio.
Desculpe, tucanada, mas, como já disse, não é bem assim.
Ainda na Folha, dois colunistas de preferências político-ideológicas diametralmente diferentes analisam o resultado das “jornadas de junho” sobre esta eleição. Cada um tem uma visão sobre o que os protestos de 2013 causaram na política.
Os colunistas em questão: a mesma Eliane Cantanhêde, citada acima, e Vladimir Safatle, a cota do PSOL entre o time de colunistas da Folha. Vale muito a pena ler esses dois textos porque mostram o que foi que o país colheu daquele processo.
Cantanhêde vê com bons olhos que tudo aquilo tenha redundado em Aécio.
Apesar de temerosa em sua comemoração – como mostra o seu último parágrafo –, Cantanhêde acha que existe algum simbolismo de amadurecimento do eleitorado paulista ao vitaminar um partido que implantou racionamento de água sem avisar a população e que está metido em uma miríade de escândalos, a começar pelo próprio Aécio.
Por outro lado, a cota “esquerdista” dos colunistas da Folha também reflete sobre os efeitos eleitorais das “jornadas de junho”. Vladimir Safatle, ligado ao PSOL, decepciona-se com o que “as ruas” produziram em termos de “renovação”.
A analogia de Safatle é perfeita: falar em renovação no futebol brasileiro e chamar Dunga para dirigir a Seleção equivale a falar em renovação na política e chamar Aécio e o PSDB para dirigir o país.
Filiado ao PSOL, entusiasta das “jornadas de junho”, finalmente caiu a ficha de Safatle: tudo aquilo, como tantas vezes se disse nesta página, só serviu para fortalecer a direita. A menos que alguém ache que trazer a privataria tucana de volta “renova” a política.
Contudo, o texto de Safatle mostra que muitos dos que embarcaram não só na onda das “jornadas de junho” quanto na onda Marina receberão muito mal a adesão da candidata derrotada a Aécio.
O eleitorado que se manteve ao lado de Marina no 1º turno acreditou nela quando se disse arauto da “nova política”. Agora, com a adesão à privataria tucana, boa parte daqueles mais de 20% que descarregaram seus votos nela no domingo, pensará melhor.
Boa parte do PSB e do eleitorado de Marina não enxergam os tucanos como ela. Esse apoio formal ao partido que se tornou o principal reduto da direita brasileira pode selar a vitória de Dilma, quem precisa crescer 4 pontos (votos válidos) para se reeleger.
Rui Daher
7 de outubro de 2014 2:48 pmTERRA MAGAZINE/RUI DAHER
http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2014/10/07/quando-o-mal-nao-e-percebido-e-o-bem-se-atrasa/
BRAGA-BH
7 de outubro de 2014 6:06 pmSe eleito presidente, Aécio
Se eleito presidente, Aécio Neves não se compromete a ficar um só mandato
Por Vitor Sorano – iG São Paulo |
07/10/2014 13:05- Atualizada às 07/10/2014 14:33
Tucano defende fim da reeleição mas não para ele mesmo, e adota termos do programa de Marina como “nova política”
No primeiro comício da campanha do segundo turno, nesta terça-feira (7) em São Paulo, Aécio Neves (PSDB) se disse contra a reeleição, mas não para ele. Perguntado se ficará apenas um mandato caso eleito presidente, o tucano desconversou.
Vitor Sorano/iG
Aécio Neves visitou obras na Chácara Santo Antônio, em São Paulo nesta terça-feira (7)
“É uma questão para ser discutida. Eu não morro de amores pela reeleição. Agora, nós estamos falando em tese, estamos falando em projetos para o Brasil.”
No programa de governo publicado em seu site oficial, o tucano se diz defensor do fim da reeleição e do mandato de cinco anos. Ele tem subido o tom em favor da tese numa tentativa de se aproximar de Marina Silva, terceira colocada no primeiro turno eleição presidencial e que ainda não declarou apoio ao tucano nem à presidente Dilma Rousseff (PT).
A reeleição foi aprovada durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), em meio a denúncias de compra de votos no Congresso. Desde então, FCH e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram dois mandatos cada um – Dilma será a terceira a fazê-lo se vencer o segundo turno das eleições 2014.
“A Dilma acabou por desmoralizar a reeleição”, atacou o tucano.
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Geraldo Alckmin, governador reeleito no primeiro turno em São Paulo, participa de dia de campanha de Aécio Neves na capital paulista (7/10). Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil
Nova política
Aécio também adotou três outros temas-chave da campanha de Marina Silva (PSB), apresentando-se como alguém pronto para liderar um projeto “em favor de uma nova política” e se comprometendo com avanços “no campo da sustentabilidade” e em “direção à escola de tempo integral” – essa última, a principal promessa da socialista no segmento educação.
O tucano também reiterou que está disposto a alterar o seu programa de governo para adequá-lo às propostas de Marina.
“Estou pronto para liderar um projeto em favor do Brasil, em favor de uma nova política, em favor de uma construção coletiva e e, para isso (…) a nossa proposta de governo é uma proposta sempre aberta a novas contribuições. Até por que um programa de governo é uma obra que não termina nunca, é uma construção permanente sempre aberta a aprimoramentos.”
O candidato do PSDB reuniu cerca de 100 a 150 pessoas – entre correligionários e assessores do tucano, além de trabalhadores da construção civil – no primeiro comício do segndo turno, realizado junto a uma obra da construtora Odebrecht na Chácara Santo Antônio, em São Paulo.