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Consultas são triplicadas com Mais Médicos no Brasil

Por problemas de gestões municipais, prefeitos demitiram médicos e Folha renomeia “Menos Médicos”

Jornal GGN - O número de atendimentos de atenção básica, como consultas, aumentou três vezes mais nas cidades atendidas pelo programa Mais Médicos do governo federal, considerando os dados de todo o Brasil. Por outro lado, em menos de um terço dessas cidades, o número de consultas diminuiu.

Mas apenas este último resultado foi levado em consideração para a Folha de S. Paulo manchetar: “após 1 ano do Mais Médicos, metade das prefeituras perdeu profissionais” e renomear o programa para “Menos Médicos”.

Isso porque o fato foi associado a outro. Por problemas de gestões municipais, prefeitos de algumas das cidades cadastradas no programa decidiram demitir seus médicos, sabendo que a cidade receberia os do governo federal. Isso ocorreu em 49% dos municípios que recebem o programa.

Por outro lado, na prática, isso gerou um impacto inferior ao benefício do programa federal. Em 14% das cidades o número de médicos caiu, o que representa 161 municípios. Em 168, em contrapartida, tiveram aumento no número de funcionários. E em 239 cidades o número manteve-se.

O problema parte de uma lógica de gestão municipal. Em agosto de 2013, prefeitos de 11 cidades manifestavam que iriam adotar a medida. O então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os municípios que demitissem seus médicos poderiam perder o cadastro no programa.

O jornal apontou a falta de fiscalização como erro do governo federal. Entretanto, dessas 11 cidades, sete foram retiradas e apenas quatro continuaram a se beneficiar do programa. Três delas tiveram aumento no número de seus funcionários, confirmando o nome e o objetivo do programa. Apenas uma teve queda de médicos.

Apesar dos dados negativos, os médicos do programa federal apresentaram resultado superior para a saúde dos moradores das cidades que os receberam, porque o Mais Médicos gerou aumento de 33% nos atendimentos.

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11 comentários

Comentários

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hilson mergulhão breckenfeld filho

manipulação

há anos esse jornal tenta desistabilizar a ordem com factóides mil 

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TAQSTOS

Problemas com a Matematica....

Quer dizer que aumento de 33% significa triplicar o atendimento..... sei.

Favor corrigir a chamada que comete o erro tão criticado pelo blog sobre a midia brasileira.

Esse erro alias é grosseiro demais para um colunista economico para estar ai até agora.

 

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parto sem dor

é o jornlaismo insano a


é o jornlaismo insano a  falar de saúde.

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não entendi

segundo o grafico no site do uol,

no 1º caso é ruim, diminuiram os menos medicos,

no 2º caso é neutro, manteve o número dos menos médicos,

no 3º caso é ruim, ainda que tenham recebido reforços dos mais médicos, perderam algumas vagas dos menos médicos,

no 4º caso é bom, mantiveram os menos médicos e se somaram os mais médicos,

no 5º caso é ótimo, aumentaram os menos médicos e se somaram os mais médicos,

no 6º é neutro, não podemos concluir nada de "outra"

a conta não fecha os 49% - 46% bom, 26% neutro e 28% ruim.

ou eu tou rateando??

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Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

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TAQSTOS

Não vi o relatorio do TCU mas

Não vi o relatorio do TCU mas pelo que se entende da materia o caso 2, significa nao somente medico proprios mas o total de medicos do sistema municipal(deve ter havido erro na tabela), desta forma a prefeitura municipal manteve o mesmo numero de profissionais, demitindo os seus no mesmo numero de mais medicos que recebeu.

O dado importante e que 49% dos municipios tiveram redução do quadro proprio, algo que foi destacado a epoca do debate da lei e houve resposta que caso isso ocorresse seria tomada alguma ação para reverter isso.

 

Claro que cada caso deve ser analisado individualmente, pois dependendo da localidade por não haver mais necessidade de tal quantidade de profissionais, mas que deve ser revisado deve.

Abraços

 

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pode ser

nessa possibilidade a sequencia ficaria ordenada do pior para o melhor.

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Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

JORNALISMO

Só nessse começo de ano foram tantas mentiras, tantos "erramos", calúnias, difamação, promovidas pela grande imprensa que fica dífícil levar a sério qualquer reportagem.

Aqui na minha cidade há mais de 30 anos existiam três hospitais, dois foram "fechados" e depois que o Gov. Federal construiu uma unidade UPA a Santa Casa "passou para a UNIMED".

No final do ano passado o provedor da Santa Casa reclamou que o dinheiro do SUS do mês de novembro ainda não havia sido pago pelo Governo Federal. Mas já está tudo regularizado e se não me engano "foi a quantia de R$ 300.000,00". 

E isso acontece em todas as cidades do Brasil. Se o Prefeito e Autoridades realmente estiveram interessados no chamado "bem público" o povo não fica sem atendimento.

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Ricardo Cebalho

Se quer ajudar divulgue

O que se esconde atrás do ódio ao PT?

6/3/2015 9:54
Por Leonardo Boff - do Rio de Janeiro

 
Há um fato espantoso mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Esse fato vem revelar o outro lado da “cordialidade” do brasileiro, proposta por Sérgio Buarque de Holanda: do mesmo coração que nasce a acolhida calorosa, vem também a rejeição mais violenta. Ambas são “cordiais”: as duas caras passionais do brasileiro.  Rep/Web  Esse ódio é induzido pela midia conservadora e por aqueles que na eleição não respeitaram rito democrático: ou se ganha ou se perde. Quem perde reconhece elegantemene a derrota e quem ganha mostra magnanimidade face ao derrotado. Mas não foi esse comportamento civilizado que triunfou. Ao contrário: os derrotados procuram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atenda a seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores. Para entender, nada melhor que visitar o notório historiador, José Honório Rodrigues que em seu clássico Conciliação e Reforma no BrasilI (1965) diz com palavras que parecem atuais: ”Os liberais no império, derrotados nas urnas e afastados do poder, foram se tornando além de indignados, intolerantes; construíram uma concepção conspiratória da história que considerava indispensável a intervenção do ódio, da intriga, da impiedade, do ressentimento, da intolerância, da intransigência, da indignação para o sucesso inesperado e imprevisto de suas forças minoritárias” (p. 11). Esses grupos prolongam as velhas elites que da Colônia até hoje nunca mudaram seu ethos. Nas palavras do referido autor: “a maioria foi sempre alienada, antinacional e não contemporânea; nunca se reconciliou com o povo; negou seus direitos, arrasou suas vidas e logo que o viu crescer lhe negou, pouco a pouco, a aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence”(p.14 e 15). Hoje as elites econômicas abominam o povo. Só o aceitam fantasiado no carnaval. Lamentavelmente, não lhes passa pela cabeça que “as maiores construções são fruto popular: a mestiçagem racial, que criava um tipo adaptado ao país; a mestiçavel cultural que criava uma síntese nova; a tolerância racial que evitou o descaminho dos caminhos; a tolerância religiosa que impossibiltou ou dificultou as perseguições da Inquisição; a expansão territorial, obra de mamelucos, pois o próprio Domingos Jorge Velho, devassador e incorporador do Piaui, não falava português; a integração psico-social pelo desrespeito aos preconceitos e pela criação do sentimento de solidariedade nacional; a integridade territorial; a unidade de língua e finalmente a opulência e a riqueza do Brasil que são fruto do trabalho do povo. E o que fez a liderança colonial (e posterior)? Não deu ao povo sequer os beneficios da saúde e da educação”(p. 31-32). A que vêm estas citações? Elas reforçam um fato histórico inegável: com o PT, esses que eram considerados carvão no processo produtivo (Darcy Ribeiro), o rebutalho social, conseguiram, numa penosa trajetória, se organizar como poder social que se transformou em poder político no PT e conquistar o Estado com seus aparelhos. Apearam do poder as classes dominantes; não ocorreu simplesmente uma alternância  de poder mas uma troca de classe social, base para um outro tipo de política. Tal saga equivale a uma autêntica revolução social. Isso é intolerável pelas classes poderosas que se acostumaram a fazer do Estado o seu lugar natural e de se apropiar privadamente dos bens públicos pelo famoso patrimonialismo, denunciado por Raymundo Faoro. Por todos os modos e artimanhas querem ainda hoje voltar a ocupar esse lugar que julgam de direito seu. Seguramente, começam a dar-se conta de que, talvez, nunca mais terão condições históricas de refazer seu projeto de dominação/conciliação. Outro tipo de história política dará, finalmente, um destino diferente ao Brasil. Para eles, o caminho das urnas se tornou inseguro pelo nível crítico alcançado por amplos estratos do povo que rejeitou seu projeto político de alinhamento neoliberal ao processo de globalização, como sócios dependentes e agregados. O caminho militar será hoje impossível dado o quadro mundial mudado. Cogitam com a esdrúxula possibilidade da judicialização da política, contando com aliados na Corte Suprema que nutrem semelhante ódio ao PT e sentem o mesmo desdém pelo povo. Através deste expediente, poderiam lograr um impeachment da primeira mandatária da nação. É um caminho conflituoso pois a articulação nacional dos movimentos sociais tornaria arriscado este intento e talvez até inviabilizável. O ódio contra o PT é menos contra PT do que contra o povo pobre que por causa do PT e de suas políticas sociais de inclusão, foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas. Estas pensam em apenas fazer caridade, doar coisas, mas nunca fazer justiça social. Antecipo-me aos críticos e aos moralistas: mas o PT não se corrompeu? Veja o mensalão? Veja a Petrobrás? Não defendo corruptos. Reconheço, lamento e rejeito os malfeitos cometidos por um punhado de dirigentes. Traíram mais de um milhão de filiados e principalmente botaram a perder os ideais de ética e de transparência. Mas nas bases e nos municípios – posso testemunhá-lo – vive-se um outro modo de fazer política, com participação popular, mostrando que um sonho tão generoso não se mata assim tão facilmente: o de um Brasil menos malvado. As classes dirigentes, por 500 anos, no dizer rude de Capistrano de Abreu, “castraram e recastraram, caparam e recaparam” o povo brasileiro. Há maior corrupção histórica do que esta? Voltaremos ao tema.  Leonardo Boff,  é colunista do JB online, teólogo, filósofo e escritor.

  

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Médicos pedem demissão

Aqui em minha cidade 6 médicos já pediram demissão, depois que o Ministério Público Federal passou a cobrar que cumprissem o horário de trabalho. O MPF passou a atuar porque o Programa Saúde da Família prevê 8 horas de trabalho, e os médicos, via de regra, cumpriam de uma a duas.

Aqui foram contratados 4 médicos cubanos, dois casais, na verdade (mas os 4 são médicos). 

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consultas sao triplicadas

consultas sao triplicadas como programa + medicos.

Sério?

Nao!!!

Tem certeza?

rsrsr

Jezuis...

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leonidas

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Ivan de Union

(Re ultimo paragrafo, se u

(Re ultimo paragrafo, se u aumento das consultas eh de 1/3 nao faz sentido a chamada dizer que triplicaram!)

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