22 de junho de 2026

Desde 1988, de 500 parlamentares investigados, só 16 foram condenados pelo STF

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Do Congresso em Foco

 
Apenas metade dos condenados cumpriu ou cumpre pena. Cinco escaparam da punição porque seus crimes prescreveram. Revista Congresso em Foco mostra como a lentidão da Justiça favorece a impunidade de políticos

Desde 1988, ano em que a atual Constituição entrou em vigor, mais de 500 parlamentares foram investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira condenação ocorreu apenas em 2010. De lá para cá, apenas 16 congressistas que estavam no exercício do mandato foram condenados por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de verba pública. Os dados são de levantamento da Revista Congresso em Foco.

Entre os considerados culpados, somente o ex-deputado Natan Donadon (RO) está atrás das grades. O ex-peemedebista cumpre pena de 13 anos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por desviar recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Além dele, quatro ex-parlamentares estão em prisão domiciliar no momento. Outros dois já cumpriram a punição.

Três recorrem da sentença – um deles, o senador Ivo Cassol (PP-RO), segue no exercício do mandato dois anos após ter sido condenado pelo Supremo a quatro anos e oito meses de prisão por crimes contra a Lei de Licitações. Outros cinco condenados – Cássio Taniguchi (DEM-PR), Abelardo Camarinha (PSB-SP), Jairo Ataíde (DEM-MG), Marco Tebaldi (PSDB-SC) e Marçal Filho (PMDB-MS) – escaparam da punição porque a Justiça perdeu o prazo para condená-los. Em outras palavras, seus crimes prescreveram.

 

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2 Comentários
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  1. Jane Pita de Souza

    25 de agosto de 2015 10:52 am

    Golpe

    A “morte” de Cunha significa a queda do segundo importante pilar na empreitada de “tomada do país”
    —-
    Olhem o que queriam fazer :
    – O PSDB na presidência,
    – O PSDB no comando de MG, SP, Paraná
    – Cunha no comando da Camara cheia de políticos bem ordinários.
    – Alguém do mesmo naipe de Cunha no comando do Senado.
    Era esse o plano inicial.
    A idéia era obter uma vitória de “cabo à rabo”.
    Gente deles em todos os postos chave.
    —-
    – Tinham forte confiança que o seu “braço” PSDB ganharia a eleição presidencial.
    Afinal, a midia martelou durante todo o mandato de Dilma, Curitiba fornecia tudo que precisasse e, podiam contar com gente deles no STF, PF, TSE, etc, etc.
    —-
    – Investiram pesado para eleger um congresso com políticos o mais ordinário possível.
    –  ( Ajudando com dinheiro se elege qualquer um ! )
    – Fala-se em 200 ou 300 os que teriam tido “ajuda”
    – SERIA UMA ESPÉCIE DE “TOMADA” DO PAÍS POR MEIO DE ELEIÇÃO.
    – Tudo por meio de eleição!
    – Ninguém poderia contestar nem reclamar.
    – Imaginem como ia ficar o povo nesse país !
    – Esses caras poderiam aprovar a lei que quisessem !
    – A essa hora o povo estaria, literalmente, dançando na “boquinha da garrafa ! “
    – Já teríamos perdidos todos os nossos direitos.
    —-
    Veio a eleição ! –Aécio perdeu ! –Aécio perdeu !
    O principal pilar da “tomada do país” falhou !
    Perderam até Minas !
    Alguem ainda duvida que DEUS é brasileiro ?
    —-
    Começou a guerra e o desespero :
    Anulação, recontagem, denuncias, nova eleição, impeachment, renúncia
    Qual será o próximo pilar que usarão !
    Eles não desistem. Alguem gastou muito…
    —-
    Observação :
    Considerem, aqui,  “PSDB” e “Cunha e seu bando” não como líderes ou chefes da “tomada”, mas apenas como “braços”, como instrumentos de quem realmente comanda. Nenhum dos dois grupos tem qualquer interesse em governar ou dirigir o país.  O PSDB nunca se interessou, em tempo algum, nem mesmo em apresentar um plano de governo. Ganham eleição para atender a interesses ocultos.
     

     

  2. maria rodrigues

    25 de agosto de 2015 11:12 am

    E ainda temos no STF a

    E ainda temos no STF a ministra Carmem Lúcia a dizer que foi de grande valia o povo manifestar sua opinião, respaldando a Corte para aprovar a Ficha Limpa, ou Ficha Suja. 

    Cassol, Cunha Lima, Maluf, são apenas três que jamais deveriam estar com mandato ativo no Congresso. Mesmo agora, no exato momento, ante o já divulgado sobre Cunha e Renan tem dado suficiente motivos para que esses camaradas, ao menos, tivessem senso do ridículo e renunciasse, nem que fosse pra num discurso inflamado, como faz Collor, outro ladrão de carteirinha, colocarem as razões de suas saídas, tentando se defeder por antecipação. 

    Os tempos poderiam ser outros, mas não o são. Nenhuma dúvida quanto ao que já se sabe de muito ruim através da Lava Jato. Por outro lado, o outro lado perverso e cruel dessa Operação tem sido o de blindar, ou tentar apagar a imagem de alguns, tão divulgadas quanto outras, pelos mesmos bandidos da Petrobráse sob os mesmos argumentos. Outra é virem esses procuradores curitibanos falar em milhões ou bihões que estão retornando à Estatal, tentando iludir o povo, quando sabemos que sem uma qualquer manobra importante, indústrias e empresas de grande porte estão a dmitir diuturnamente justamente por estarem esses empresários, vários, sob a tutela de Moro. 

    Se for feito um balanço entre o que voltou para os cofres do Governo com a Lava Jato e o que o Estado tem perdido com as devassa nessas empreiteiras, sobretudo naquelas antes contratadas para desenvolverem obras na contrução civil, ficando apenas nisso aí, vemos que os fins não estão a justificar os meios. Há uma desinteligência, ou vontade de quebrar o Brasil por propósitos escusos?

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