
Jornal GGN – Após anos de políticas públicas que incentivaram a compra e o uso do automóvel como principal meio de transporte, o Brasil atingiu a incrível quantidade de 130 milhões de veículos – incluindo carros, motos, ônibus e caminhões. Enquanto isso, a taxa de motorização do País continua crescendo à razão de 15 a 20% ao ano.
Especialistas consideram que um sistema de transportes está saturado quando alcança o número de 300 veículos para cada mil habitantes. Para se ter uma ideia, apenas a cidade de São Paulo tem 465. E, nesse caso, a metrópole nem é a pior do Brasil. Belo Horizonte tem 630, Curitiba tem 800.
No modal rodoviário, 96% dos deslocamentos do País são feitos por transporte individual. Os automóveis rodam mais de 450 bilhões de quilômetros por ano e as motocicletas quase 150 bilhões. Os ônibus, por sua vez, rodam apenas 25 bilhões de quilômetros. Além disso, a curva de deslocamento de carros continua a crescer, enquanto que a de ônibus segue praticamente estável desde o ano 2000. Ou seja, essa diferença está aumentando.

Há de se considerar também o impacto dessa realidade na emissão de gases do efeito estufa. Historicamente, as emissões nacionais sempre estiveram ligadas ao desmatamento – em 2004, 70% das emissões vinham do uso da terra. Em 2012, esse número caiu para 32%. Em compensação, as emissões provenientes do setor de energia, que em 2004 eram de apenas 11%, já correspondem a 30% do total.
Desse montante, a parcela mais significativa (42,2%) vem justamente dos transportes. E, novamente, o grande vilão é o transporte individual. Em 2012, automóveis eram responsáveis pelas emissões de mais de 60 milhões de toneladas de CO2 (Dióxido de Carbono), contra pouco mais de dez milhões dos ônibus urbanos e menos de cinco milhões dos ônibus rodoviários. Ou seja, os automóveis são responsáveis por 60% das emissões de CO2.

Além disso, há a questão do consumo de combustível. O petróleo representa 72,2% de todo o combustível fóssil do Brasil. Desse volume, 42,2% é utilizado nos transportes. O transporte individual consome mais de 35 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP) por ano, contra pouco mais de cinco milhões do transporte coletivo.

Todos esses números foram debatidos no Seminário Internacional sobre Desestímulo ao uso do Automóvel, realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, na última quarta-feira (3), em São Paulo. O evento reuniu autoridades de todo o mundo para discutir as melhores práticas para enfrentar esses problemas.
A questão ambiental e de mobilidade
De acordo com o diretor presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), André Ferreira, há duas formas, “não excludentes”, de reduzir o impacto dos veículos no consumo de combustível fóssil e na emissão de poluentes: com políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento tecnológico e com ações de mobilidade urbana.
O Brasil, no entanto, só vem apostando na inovação tecnológica e na imposição de limites de emissões e de padrões de eficiência energética. Programas como o Inovar-Auto são bons para a indústria, mas só solucionam parte do problema.
“O avanço tecnológico do transporte individual não resolve, necessariamente, o cenário de mobilidade. Ele garante, sim, que se separe a crise ambiental da crise urbana. Mas o estímulo ao uso de carros elétricos e híbridos vai criar um novo cenário de ecocongestionamento”, explica André Ferreira.
Para ele, é preciso exigir que as políticas de transporte urbano contemplem o transporte público. “O Brasil tem um desafio institucional muito grande porque quem trabalha com meio ambiente não tem instrumentos para interferir na mobilidade urbana”, diz.
O executivo defende soluções como a ampliação das faixas de ônibus. “As faixas de ônibus são medidas de baixo custo. Está provado que ao tirar um ônibus do congestionamento há uma queda no consumo de combustível e na emissão de poluentes”, detalha.
Ele entende que a crise de mobilidade não é um fato recente, mas que agora chegou à atenção das pessoas porque não afeta apenas os mais pobres. “A gente ouve falar que as cidades brasileiras vivem hoje uma crise de mobilidade. Eu não vejo assim. As pessoas que dependem do transporte público vivem uma crise de mobilidade urbana há muito tempo. A ampliação da renda e do acesso ao consumo fez essa crise chegar até o usuário de automóvel”.
Os impactos na saúde
Atualmente, nenhuma estação de monitoramento da qualidade do ar de São Paulo mede dados compatíveis com a legislação brasileira para as emissões de ozônio. Já a poluição por material particulado (MP), está dentro dos parâmetros nacionais, mas muito acima das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além disso, as redes de monitoramento verificam piora nos horários de pico, o que mostra inequivocamente a relação entre os veículos e a qualidade do ar.
De acordo com o professor do Departamento de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Gouveia, a OMS classifica a poluição do ar como um dos principais fatores de risco à saúde humana. “Em 2012, a Organização atribuiu 3,7 milhões de óbitos à poluição do ar”.
No Brasil, de 5 a 8% das internações e mortes são atribuídas à poluição. Em São Paulo, esse número é ainda maior, variando de 6 a 10%.
Além disso, é importante ressaltar que os efeitos da poluição do ar não estão ligados apenas a problemas respiratórios. “A poluição está relacionada a uma série de problemas respiratórios, cardiovasculares, na gravidez e até no sistema nervoso central”, afirma Nelson Gouveia.
Ele explica que não há limites seguros de exposição “A medicina moderna trabalha com uma ideia de exposição proporcional aos efeitos, ou seja, quanto maior a exposição, maior o risco”.
O professor ainda lembra que a poluição não é o único risco que os meios de transportes trazem para a saúde. “Eles também expõem os indivíduos a ruído, estresse, risco de acidentes e sedentarismo. Esses problemas não são combatidos pelas políticas públicas atuais”.
Nesse sentido, Nelson Gouveia se mostra totalmente favorável à Política Nacional de Mobilidade Urbana. “Pessoalmente, eu acredito que pode trazer benefícios para a saúde ao favorecer a atividade física e reduzir as emissões de poluentes. Estudos mostram que mudar do transporte individual para o transporte público e transporte ativo [bicicleta e caminhada] traz mais benefícios para a saúde do que qualquer investimento em tecnologia veicular”, garante.
O custo político da mobilidade urbana
Mesmo com todas essas informações disponíveis para a população, o custo político para se implementar medidas de mobilidade urbana pode ser altíssimo. A situação é ainda pior, porque geralmente essas informações não estão disponíveis.
Em São Paulo, por exemplo, o prefeito Fernando Haddad sofre com uma crise de imagem devido à sua opção de priorizar o transporte público e as bicicletas. As medidas, que poderiam ser consideradas uma resposta direta às demandas recentes por qualidade no transporte – que deram início às jornadas de junho passado – ainda não caíram no gosto de grande parte da população.
Especialistas internacionais afirmam que isso é normal, mas destacam a necessidade de o poder público investir em comunicação para deixar claros os benefícios das iniciativas. É o que explica Todd Litman, diretor executivo do Instituto de Políticas de Transporte de Victoria, no Canadá. “Até o momento, as políticas públicas de transportes estão sendo discutidas por engenheiros. É preciso trazer os especialistas em marketing para o debate. Gente que entenda os conceitos de garantia de qualidade e satisfação do cliente, e que saiba comunicar as mudanças”.
Ele entende que uma cidade se torna mais eficiente e menos desigual se suas políticas de transportes favorecerem a caminhada, o ciclismo e o transporte público. “O novo paradigma de planejamento urbano não exclui os automóveis, mas limita seu uso à capacidade das metrópoles”, afirma. “São Paulo está dando os primeiros passos com as faixas de ônibus e ciclofaixas. Mudanças mais profundas serão vistas quando esses caminhos forem interligados”, garante.
No entanto, ele critica a qualidade das calçadas da cidade. “O meio de transporte mais fundamental é a caminhada. E na minha curta experiência na cidade, as calçadas são muito ruins. Nesse sentido, a mobilidade de vocês estaria melhor se cadeirantes fossem contratados como fiscais de calçadas”, diz.
O executivo também não vê com bons olhos o rodízio de veículos. “O que geralmente acontece é que as pessoas que podem compram um segundo carro com uma placa diferente. O rodízio é uma medida emergencial. Como uma estratégia de longo prazo é um fracasso”.
Para ele, as novas gerações já têm outra compreensão sobre esse assunto. “Se você perguntar para um adolescente se ele prefere ter um bom computador e um smartphone com um pacote ilimitado de dados ou um carro, eles provavelmente vão escolher o computador e o celular”, acredita.
Por isso, ele entende que favorecendo a qualidade do transporte, investindo em bons pontos de espera, aplicativos que permitam acompanhar o trajeto dos ônibus em tempo real e bons veículos, com ar condicionado e conexão Wi-Fi, a migração do transporte individual para o coletivo será natural. “A mudança mais importante que se pode fazer em São Paulo é tornar atraente para um homem de terno e gravata e uma mulher de saltos altos andar de ônibus”.
No entanto, ele não pensa que as iniciativas devam esperar a melhora da qualidade. Pelo contrário, “É possível e recomendado desenvolver indicadores de qualidade para que se tenha a percepção real do serviço e para que ele possa ser melhorado na medida em que é prestado para a população”, explica.
Exemplos internacionais
Outras metrópoles ao redor do mundo já enfrentaram os problemas que hoje são prioridade na agenda nacional de desenvolvimento. A experiência delas nos mostra que passado o período de implantação de novas políticas, os resultados podem ser muito positivos.
O inglês Nick Lester, presidente da Associação Européia de Estacionamentos, conta que já no começo da década de 70 a cidade de Londres passou a enfrentar uma crise de mobilidade. “Naquela época nós tentávamos resolver o trânsito construindo túneis e viadutos. Passado um curto período, o problema voltava pior. Nós concluímos que não é possível construir o seu caminho para fora de um congestionamento e mudamos a abordagem para um gerenciamento da demanda de transportes”.
A estratégia consistia em desenvolver e apoiar qualquer modelo que fizesse as pessoas usarem menos os carros. Pensando nisso, a cidade passou a exigir que empreendimentos imobiliários tivessem um número mínimo de vagas de estacionamento para tentar tirar os carros das ruas. Foi um fracasso. Encarecia os projetos e na prática não resolvia nada. Eles, então, mudaram radicalmente a abordagem e adotaram a política de estacionamentos máximos. Essa prática levou a uma redução gradual no número de vagas, que resultou em menor uso dos automóveis.
Hoje, há áreas no centro de Londres com apenas uma vaga por 1,5 km². “Isso é virtualmente nenhuma vaga. Com exceção dos veículos de serviços”, diz Nick Lester. Ele explica que, a princípio, os varejistas foram contra as mudanças, porque pensavam que isso iria afastar os compradores. “Mas depois eles perceberam que, na maioria dos casos, as vagas eram usadas pelos funcionários e não pelos clientes”.
Atualmente, as áreas comerciais da cidade priorizam estacionamentos de curto período e entregas. Eles conseguem isso com vagas pagas e preços progressivos. É como se a Zona Azul de São Paulo custasse R$ 5 na primeira hora, R$ 10 na segunda e assim sucessivamente.
Além disso, os londrinos têm um conceito de moradias livres de carros, no qual residentes assinam contratos que estabelecem que eles não possuam automóveis. Para atender a necessidades urgentes, eles desenvolveram clubes do carro, no qual os cidadãos podem alugar veículos a preços acessíveis. “Para cada automóvel disponibilizado nos clubes do carro, nós conseguimos tirar 17 carros de circulação das ruas”, garante Nick Lester.
As políticas de transportes de Londres também enfrentaram resistência de aceitação pública. “As pessoas entendiam que as medidas visavam apenas arrecadar mais dinheiro. O sistema era visto como injusto, porque quem era mais rico simplesmente pagava”. No entanto, no final das contas, o uso do carro no trajeto de casa para o trabalho caiu para menos de 10%.
“As políticas de estacionamento podem ter impacto positivo no uso de carros nas cidades, sem nenhum custo para as prefeituras, mas elas devem fazer parte de uma estratégia mais ampla de transportes”, acredita Nick.
Outros exemplos, mais recentes e mais próximos da realidade brasileira, podem ser vistos em países da América Latina.
De acordo com Andrés Sañudo, coordenador do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), da Cidade do México, a administração atual está apostando nos estacionamentos subterrâneos e no uso de parquímetros em vagas na rua. “A questão com os estacionamentos subterrâneos é o que você vai fazer com as vagas de rua ao redor. Senão não resolve, acaba atraindo mais carros e agrava o problema”, explica.
Buenos Aires também passou por uma profunda reformulação recentemente. Segundo Vera Vicentini, especialista em transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao administrar a oferta de vagas de estacionamento e criar obstáculos físicos para impedir o estacionamento em local proibido, a quantidade de veículos circulando no centro da cidade caiu 70% desde 2012.
Todd Litman, do Canadá, reforça que o estacionamento gratuito é um subsídio do governo que dificulta o avanço das políticas de mobilidade. “As pessoas não gostam de mudanças. Se as pessoas têm um subsídio e isso é tirado, todos pensam que seus direitos estão sendo violados. É preciso insistir e saber comunicar os benefícios, além de investir em alternativas”, diz.
Iniciativas locais
No Brasil, duas iniciativas de políticas de transportes se destacam. A primeira, mais antiga, surgiu em Belo Horizonte, onde uma lei municipal de 2011 antecipou a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
A situação na capital mineira era de um crescimento de 110% na frota de veículos em pouco mais de dez anos, versus um crescimento de apenas 6% da população e de menos de 10% na demanda por transporte coletivo.
De acordo com o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, as projeções iniciais apontavam que em 2018 o uso do transporte individual ultrapassaria o coletivo. “Isso, na verdade, aconteceu entre o final de 2009 e o início de 2010”, fato que levou o prefeito Marcio Lacerda a dar uma guinada na condução da política de transportes. “O foco hoje é melhorar o transporte público de passageiros, estimular o transporte não motorizado e o uso racional do automóvel”, explica.
Para isso, uma série de medidas aguarda a aprovação da Câmara dos Vereadores, como a mudança da exigência de vagas nos imóveis – ao exemplo de Londres, o conceito de mínimo passa a ser de máximo de vagas –, a proibição do uso de estacionamento como atividade econômica em bem tombado e o tratamento de imóvel subutilizado para lotes vagos que forem usados como estacionamentos.
A cidade de São Paulo também procura avançar na questão e já dá os primeiros sinais de mudança com a aprovação de um Plano Diretor que pretende democratizar o sistema viário e dar prioridade para pedestres, veículos não motorizados e transporte público.
De acordo com o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, 54% das viagens motorizadas da cidade são feitas pelo transporte coletivo. Desse volume, 70% é ônibus, 18% metrô e 12% trem.
A infraestrutura atual de corredores de ônibus tem 130 quilômetros de extensão, e o plano do prefeito Fernando Haddad é fazer outros 150 km antes do fim do mandato. As críticas à iniciativa são muitas. Os motoristas ainda estão se habituando à redução do espaço dos carros e à aparente preferência dos ônibus em horários de pico.
“Olha como é injusto esse debate”, diz Jilmar Tatto, “O carro é o que mais tem espaço no viário da cidade. Ele tem 80% do espaço. Aí você tira 3% e todos reclamam que estão perdendo espaço. Mas os benefícios para os usuários do transporte público são inquestionáveis. A velocidade média dos ônibus nas faixas aumentou 45,7%. Com isso, os usuários – 3 milhões de pessoas! – estão ganhando, na média, 4 horas por semana”, defende.
Na verdade, o foco das críticas da mídia e da população é que as faixas são subutilizadas e estão vazias a maior parte do tempo. “Por enquanto, só tem faixa exclusiva em avenidas com acima de 40 ônibus por hora. Essa ideia de que não tem ônibus na faixa não é verdade. O usuário do carro é que fica desesperado, porque ele fica preso no trânsito e de um em um minuto, ou de 30 em 30 segundos, passa um ônibus no corredor livre do lado dele. Passa tão rápido que ele nem vê”, provoca.
As mesmas críticas miram as ciclofaixas, “atrapalhou o trânsito e ninguém usa”, é comum ouvir. No entanto, o secretário defende que o Plano Nacional de Mobilidade Urbana coloca a bicicleta como modal de transporte. “São Paulo tem 17 mil quilômetros de vias. Tem que ter 17 mil quilômetros de ciclovias. Mas o plano da prefeitura é ter 400 quilômetros nesse primeiro mandato”.
Outro argumento afirma que as ciclovias não são viáveis porque não ligam os bairros ao Centro. Mas ele garante que isso vai mudar. “As ciclovias têm uma lógica, de ir do Centro para as divisas, de se conectar umas às outras e de se conectar aos outros modais de transporte”.
Sobre a política de estacionamentos de rua, o secretário pede calma. “Nós não vamos discutir isso agora. Muitos prefeitos acham que a melhor coisa que eles fazem é uma concessão de parquímetro, mas isso engessa a implementação de soluções para pedestres, bicicletas e transporte coletivo. A cidade está em transformação. A gente chega lá”, afirma.
mclane
5 de setembro de 2014 3:55 pmNão há necessidade. O conluio
Não há necessidade. O conluio governo e montadoras já está fazendo isso naturalmente. Após o Inovar-Auto, o super crédito em até 84 parcelas, as montadoras constantemente aumentando os preços de todos os veículos em linha, tanto para os fabricados e montados aqui, quanto para os importados do México, Argentina, Europa, Ásia, Estados Unidos, etc., o mercado não pára de sofrer baixas. Nem taxa zero convence mais o consumidor. Vendas em baixa, produção menor, férias coletivas, programas de demissão voluntária, IPI reduzido, etc., o cenário é ruim. Indiretamente, sem querer querendo, com erros seguidos de erros, enfim, chame como quiser, o governo federal conseguiu desestimular totalmente o mercado de automóveis. Só resta agora os governos estaduais e as prefeituras investirem em transporte público de qualidade. Melhor oportunidade que essa não haverá.
simples
5 de setembro de 2014 3:59 pmComo sempre, bastou o pobre
Como sempre, bastou o pobre atingir o ponto de ter com compar o seu carro que a elite quer tirar esse da jogada.
robson_lopes
5 de setembro de 2014 8:02 pmCaro simples, uma coisa é
Caro simples, uma coisa é inibir o uso do carro, outra coisa é a compra, são coisas distintas, e qualquer pessoa hoje que viva em um grande cidade, deveria querer não usar o carro durante a semana. Acredito que todos tenham direito a comprar o seu carro, para viajar, sair no fim de semana, mas para o cotidiano, o meio de transporte ideal seria o ônibus, o metrô, ou até mesmo a bicicleta, na verdade, nossa paciência agradece.
MarcosOliveira
5 de setembro de 2014 4:12 pmE já passou mas muito, muito
E já passou mas muito, muito mesmo, da hora de estimular a melhoria do transporte coletivo. Com essa melhoria, aí sim, naturalmente, será desestimulado o uso do automóvel.
RONALD
5 de setembro de 2014 4:14 pmmoney money money
Muito simples.
Transporte público bom e barato.
Eis a questão.
A máfia de transporte público nas grandes cidades nunca vai deichar.
Ou alguém já viu algum empresário preocupado com a sua cidade ou sociedade ou povo??????
Lineu Ignacio
5 de setembro de 2014 4:15 pmisso é chover no molhado
intelectuais da cidadania
Falar é facil.
FAzer é dificil
precisamos de um presidente neo-liberal para fazer isso.
Os presidentes esquerdistas não podem tomar essa decisão politica, pois perderiam os votos.
Edu Pedrasse
5 de setembro de 2014 4:37 pmPequeno Poema: ” Vai de Bici”
Vai de Bici
Vai de Bici
Com a cara suando
O peito arfando
A pele tostando
E o sangue longe do seu raciocínio que vai…embananando
Vai de Bici
Com os motoqueiros te xingando
Os carros te cortando
Os ônibus te amassando
E as crateras da rua, de pula-pula, com você…brincando
Vai de Bici
Com as moscas conversando
A namorada desencostando
Teu chefe te mirando
E os colegas pra te abraçarem…pensando
Vai de Bici
Com os trombadinhas te fechando
Teu brinquedinho de dois paus dançando
Aquele politicamente-correcto evaporando
E teu dedos, dentro do Orelhão, o número da ROTA…discando
E finalmente.
Vai de Bici
Pro MUNDO PANDA
Que estão te esperando
Alberto José
5 de setembro de 2014 4:52 pmQualquer notícia que leve em
Qualquer notícia que leve em consideração a opinião do presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar ,que não anda de ônibus deve ser desconciderada.
Djijo
5 de setembro de 2014 4:53 pmComo é isso?
Para desistimular só vale se já existe outro meio de locomoção disponível, para todos. Senão, é o que os políticos gostam de fazer, trollar os eleitores com “onda verde”. Desse jeito nunca vai funcionar. Primeiro se deve investir em outros meios de locomoção, depois fazer valer as regras mais ecológicas.
robson_lopes
5 de setembro de 2014 7:54 pmNão é assim que as coisas
Não é assim que as coisas acontecem, primeiro vem a demanda e depois a oferta. Em negócio nenhum você primeiro oferece e espera vir a demanda. O novo plano diretor da cidade de São Paulo, criará uma nova e grande demanda, isso por si só justificará o aumento em massa em transporte coletivo, não pode ser o inverso.
Assim aconteceu em outros países, como citado no texto, a Inglaterra passou por isso no início da década de 80, nós estamos um pouco atrasados na implementação desses novos conceitos.
Infelizmente nós sabemos o que é bom para nós mesmos, mas não o que é bom para a maioria, e o que é bom para a maioria, nem sempre agradará a todo mundo.
anarquista sério
5 de setembro de 2014 4:58 pm60 meses….)
O governo
60 meses….)
O governo estadual cria trocentas faixas pra ônibus, umas 500 mil ciclovias e pede pra não andar de automóvel.
Estou me refirindo a prefeitura de Saõ Paulo;
E o partido é o mesmo.
Fico até arrepiado por tamanha sincronia.
ps: Não adianta dar uma de G.O no livro 1984 escrito em 1948.Ncs estão lemdo em tempo real o que escrevo.Quando não concordam,”picam” o comentário;
Tipo Coréia do Norte. Ou China. Ou Venezela. Ou não adaptos as críticas.
Cristiana Castro
5 de setembro de 2014 5:03 pmAh sei como é… Aqui no RJ,
Ah sei como é… Aqui no RJ, todo mundo que tem até mais de um carro para a família e anda de bicicleta na praia e na Lagoa, prega o uso de transporte alternativo e/ou coletivo para os outros. Não sei pq não dizem logo que estão de saco cheio de engarrafamento e que o povão bem podia colaborar e sair das ruas para eles poderem passar…
Tio Almir da Bahia
5 de setembro de 2014 8:58 pm“todo mundo que tem até mais
“todo mundo que tem até mais de um carro para a família” todo mundo quem?
Falou a burguesinha progressista, por isso acham que o país ta uma maravilha.
Robson Lopes
5 de setembro de 2014 5:40 pmMuito boa essa discussão, mas
Muito boa essa discussão, mas o ponto principal vai da mudança do plano diretor da cidade, muitas cidades tem implementado ciclo faixas aos fins de semana, e falam que fizeram algo diferente, isso seria verdade se fosse um instrumento de marketing, não uma política voltada apenas para a classe média alta.
A revisão do plano diretor inserindo os conceitos dessas novas demandas é mais que urgente, uma vez que os efeitos de sua implementação só acontecem a médio e longo prazos. São Paulo, uma cidade que é um ícone para o país, implantar um plano diretor inovador, que fora até elogiado pelo departamento específico da ONU.
As prefeituras deveriam aproveitar esse momento favorável para aprovação desses planos diretores, talvez uma conjuntura como essa demore muito a acontecer novamente, ou seja tardia as mudanças que as grandes cidades exigem.
Nicolas Crabbé
5 de setembro de 2014 9:48 pmCiclofaixa é lazer
O projeto de ciclofaixas implantadas em SP é um projeto de lazer para o domingo, o que é positivo mas não tem absolutamente nada a ver com problemas de mobilidade urbana.
Moro a cerca de 10 km do escritório onde trabalho, levo entre 30 e 40 minutos de carro, o que acho um absurdo, e mais do dobro usando o transporte coletivo. Se houvesse ciclovia que me permitisse ir com segurança até o trabalho, com certeza eu iria. Levaria memos tempo do que de carro, e com certeza ficaria menos estressado.
Em 2001, morei por um ano na Suécia. Tinha carro da empresa, mas a minha primeira providência foi comprar uma bicicleta. Era meu principal meio de transporte no dia a dia. Antes de chegar no Brasil, 24 anos atrás, nunca tive carro, fazia tudo a pé, de bicicleta ou com transporte coletivo (trem, metrô, ônibus,…) Tive que mudar meus hábitos quando cheguei no Brasil, por uma mera questão de segurança – andar de bicicleta em SP é perigoso demais.
Não se trata de proibir os mais pobres de terem carro, trata-se de mostrar para todo mundo que a prioridade dada ao transporte individual é inviável e trava a cidade. Qualquer capital de Estado brasileiro está hoje paralisada por conta do tráfego.
anarquista sério
5 de setembro de 2014 7:55 pmTipo assim
O governo
Tipo assim
O governo federal aumenta incentivos ,dá crédito fácil e estimula a compra do veículo.
Haddad cria ciclovias,faixas de Ónibu,encarece multas,contrata radaress e desistimula transitar com automóveis.
E os dois poderes são do mesmo partido.
Imagina se não fosse.
E depois me criticam por não votar no pt.
Cesar Ferreira
5 de setembro de 2014 8:06 pmOu…
Quando é só para ir de um ponto a outro da cidade podemos usar o transporte público. Mas quando é preciso transportar compras e volumes o carro é uma ferramenta necessária. Por isso, antes de ficar só na conversa demagógica para andarmos de ônibus e bicicleta (proposta defendida pela elite que anda de chofer e usa helicóptero) deve-se também propor criar incentivos para se fabricarem carros menores e mais econômicos.
Nicolas Crabbé
5 de setembro de 2014 9:50 pmComo?
Por favor me indique como pretende transportar compras e volumes que não cabem numa mochila pequena no carro da foto.
Cesar Ferreira
5 de setembro de 2014 11:58 pmmochila pequena?…
robson_lopes
5 de setembro de 2014 8:12 pm4 capitais com mais trânsito
4 capitais com mais trânsito que São Paulo
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/quatro-capitais-tem-mais-transito-do-que-sp-diz-estudo/
MarFig
5 de setembro de 2014 8:26 pmA classe média em qualquer
A classe média em qualquer lugar do mundo só anda de carro. Só a pobreza anda de metrø e ønibus, simplesmente porque o transporte público em cidades grandes de qualquer parte do mundo é lotadaço, sujo e fedorento. Foi o que vi quando viajei ao Canadá, EUA e Europa.
Nicolas Crabbé
5 de setembro de 2014 9:57 pmJá andou de metrô na Europa?
Pegue o metrô em Paris, Bruxelas, Estocolmo ou Londres no horário de pico, e você vai ver que não é só a pobreza que está lá.
As classes mais ricas andam sim de carro, mas a classe média pega o transporte coletivo por questão de conveniência – é mais rápido e tranquilo.
MarFig
5 de setembro de 2014 10:31 pmClaro que andei, o de Paris é
Claro que andei, o de Paris é superlotado e fede, fui lá este ano e só andei de metrô, só tem imigrantes. O de Londres é velho, lotado também, quem anda são os pobres, só que os de lá têm olhos azuis. Não é à toa que o trânsito lá é caótico. Pra fazer um passeio naqueles ônibus vermelhinhos lá dando uma volta pelo centro demora umas 2 horas, tudo engarrado. Estocolmo e Bruxelas não são cidades com populações grandes pra se falar em transporte de massa.
Almeida
5 de setembro de 2014 11:47 pmEstocolmo e Bruxelas.
Ambas são o centros de regiões metropolitanas com dois milhões de habitantes, além de serem capitais dos seus respectivos países. Bruxelas é também capital da União Europeia. E você acha que elas não são cidades grandes
Cesar Ferreira
6 de setembro de 2014 1:11 am…
A região metropolitana do Rio tem 12 milhões e a de São Paulo tem 20.
Almeida
6 de setembro de 2014 2:20 amMais motivos para medidas restritivas ao uso urbano do automóvel
Cidades desse tamanho não podem dar moleza ao uso do automóvel, fazerem demagogia pra cima de classe média afetada, que não quer se “misturar” ao povão. O resultado de anos de admnistração em prol do automóvel estão em evidência: engarrafamentos pavorosos, abandono e descaso com o transporte público.
Almeida
5 de setembro de 2014 11:41 pmFunciona assim, Crabbé.
O cara viaja como turista, pode escolher a hora para se deslocar, evita os momentos de pico. Então ele acha que compreendeu tudo da cidade que visitou.
Lembra um amigo que fiz no sul do Brasil. Ele me contou uma vez que esteve na minha cidade. Passeou pela praia, em pleno mês de abril, numa terça feira, às dez horas da manhã e viu a praia cheia de gente e concluiu:
– Ninguém trabalha na sua cidade!
Então, eu lhe perguntei:
– O que você estava fazendo na praia, à dez horas da manhã, numa terça feira, em pleno mês de abril?
Nicolas Crabbé
5 de setembro de 2014 11:51 pmTurista não…
Sou belga, morei em Bruxelas em várias oportunidades e meus irmãos ainda moram lá; morei na Suécia por 15 meses e viajei regularmente para Paris a trabalho, por dias ou semanas a fio. O único caso que citei que conheço como turista e não como morador é Londres.
Então o que conto não é experiência de turista que saiu do hotel às 10:00 da manhã fora da hora do rush. Sei o que é frequentar metrô lotado. Mesmo assim é mais rápido e cômodo para a maioria da população, embora não seja a experiência das mais agradáveis. Não é só o imigrante ou o pobre que frequenta o metrô, com certeza não é o caso no horário de pico. São pessoas que vão e voltam do trabalho, boa parte classe média.
Almeida
6 de setembro de 2014 1:06 amNão me referi a você.
Mas ao comentarista acima. Ele fez o típico comentário do turista classe mérdia brasileiro, aquele tipo que só anda de ônibus e metrô, quando está fora do Brasil; não se informa sobre as cidades que percorreu; aqui ele é o bacana que só anda de carro e difunde sua visão preconceituosa e torta do que viu, para se justificar . Faz os comentários preconceituosos típicos: sobre o mal cheiro no metrô; cheios de pobres; “só tem imigrantes”. Enfim, … deixa pra lá.
Um abraço.
MarFig
6 de setembro de 2014 9:10 pmVocê tá precisando estudar
Você tá precisando estudar mais interpretação de texto. Leia bem o que escrevi.
João Renato
6 de setembro de 2014 11:30 pmacho que quem deveria
acho que quem deveria “estudar mais” seria você, seu comentário dá à entender que o transporte público é fedorento por causa dos pobres”
[quote]Só a pobreza anda de metrø e ønibus, simplesmente porque o transporte público em cidades grandes de qualquer parte do mundo é lotadaço, sujo e fedorento.[/quote]
ou seja se “só pobre” anda de metro, e eles são lotados (de pobre), sujo, e fedorento (fedor de pobre).
cada pessoa que evita sair de carro, e opta pelo transporte Publico, deixa de ocupar cerca de 7 metros quadrados; um onibus leva 100 passageiros (alguns mais), levando em consideração que um onibus ocupa cerca de 40 metros quadrados, um onibus lotado evita que outros 660 metros da pista sejam ocupados por automóveis.
MarFig
7 de setembro de 2014 5:05 amDesisto.
Desisto.
Almeida
5 de setembro de 2014 11:21 pmComentário elitista preconceituoso o seu.
Quer dizer que então, que o transporte público, usado pela “pobreza”, é “sujo e fedorento”.
Os países citados são países de classe média, ela chega a representar setenta por cento da população. Não há como fazer transporte de massa nesses lugares sem atingir a classe média. Estacionar nos centros das grandes cidades europeias pode custar trinta, quarenta, até mais de cinquenta euros ao dia, mesmo para a opulenta classe média local, não é nada agradável bancar diariamente tal conta.
A reportagem abaixo tem o depoimento de um pedreiro brasileiro (aos 5:00) que vive na Holanda. Ele anda de bicicleta para realizar seus serviços no país. Conta como seus amigos, no Brasil, não compreendem que ele, vivendo em país do primeiro mundo, não possui um carro. Essa é a mentalidade colonizada e consumista que atinge até, quem se considera de “esquerda” no Brasil. Estas eleições estão revelando o fenômeno da “esquerda” reaça entre nós. Só posso concluir, que você nunca esteve nos países que você cita.
Metade da população da Holanda usa a bicicleta como meio de transporte
[video:https://www.youtube.com/watch?v=XE0npI80lsY%5D
A propósito, as estações de metrô de algumas cidades europeias são chiquérrimas, verdadeiras galerias de arte.
Estocolmo.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Pdw92jXBkVE%5D
Moscou.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=RdJNkb5QK5g%5D
São Petersburgo.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=XshhL4lKnvs%5D
MarFig
6 de setembro de 2014 9:07 pmVocê é daqueles que coloca
Você é daqueles que coloca palavras na boca dos outras. Leia bem o que eu disse. Eu disse que o transporte é fedorento e sujo (em nenhum momento eu disse que é por causa dos pobres, ele é sujo porque não limpam) e por isso quem tem mais condições e não é pobre não usa. Você é que ligou a pobreza ao mau cheiro.
VLO
16 de setembro de 2014 11:38 pmAcho que você está enganado.
Acho que você está enganado. Nas grandes cidades, Paris, Londres, a classe média anda de metrô mesmo. Quem anda de carro é a classe rica.
Doney
5 de setembro de 2014 9:46 pmSolução: pedágio e motos
Já escrevi aqui no blog, mas infelizmente a discussão sempre se atém ao aspecto teórico, e se ignora a realidade. Um monte de gente defende o uso do transporte público, mas na hora do vamos ver, não o faz de maneira alguma, foge dele como o diabo da cruz.
Não sejamos hipócritas: na gigantesca maioria dos casos só utiliza o transporte público quem não tem condições de ter veículo próprio. Para que o transporte público se tornasse uma realidade, deveria ser cobrado um pedágio inteligente nos centros urbanos, e os recursos daí advindos deveriam ser integralmente direcionados para subsidiar um transporte público verdadeiramente de qualidade.
Este pedágio ainda poderia se tornar um sistema bem evoluído, que desse uma maior segurança tanto ao usuário quanto ao sistema como um todo, poderia reconhecer dívidas pregressas dos carros, auxiliar contra furtos e roubos (pra onde o veículo se dirigiu depois de furtado, se a placa que usa bate com o veículo cadastrado, se esta sendo usada em locais muito distantes – então possivelmente é um veículo clonado, etc.).
Enquanto isso não ocorre, enquanto nenhum gestor brasileiro tem a competência e a audácia de realizá-lo, se for pra usar transporte individual, que sejam as motos: poluem menos, ocupam pouco espaço (tanto no trânsito, quanto para estacionar), são muito mais rápidas, são mais econômicas na hora de se adquirir, são mais econômicas para se mantê-las, não destroem o asfalto pois seu peso é mínimo, não geram congestionamentos, etc.
Mas aí sempre vem a cantilena de que moto é muito perigoso… De fato é: justamente por causa do excesso de carros, que detém toda a preferência e forçam as motos a andar em espaços muito reduzidos. Não existe faixa preferencial para veículo de uso coletivo? Que se faça uma então para uso individual de moto e outra para uso individual de carros.
Se quem pudesse, friso, apenas quem pudesse andar de moto o fizesse, não haveria nenhum congestionamento em nenhuma cidade brasileira, a velocidade no trânsito seria maior, a qualidade de vida também, e a quantidade de mortos seria menor, pois a maior parte de acidentes fatais envolve motos e carros, e não apenas motos.
Cesar Ferreira
6 de setembro de 2014 1:40 am…
Mas aí sempre vem a cantilena de que moto é muito perigoso… De fato é: justamente por causa do excesso de carros
Dizer que é cantilena não vai fazer desaparecer o problema…
Um grande causador das mortes em veículos até a adoção do cinto era o aspecto dos motoristas serem atirados para fora do veículo; e obviamente em moto não existe cinto de segurança.
Fora esse problema mais sério, ninguém em são consciência trocaria um carro por uma moto ou bicicleta em dia de chuva.
W K
6 de setembro de 2014 12:30 amA minha solução, que pratico é
home-office. Elimina quase totalmente a necessidade de entrar no carro. E se eu preciso entregar algum serviço para alguém, chamo um motoboy, dou instruções bastante claras, mando o cara repetir o que falei, e repasso de novo enquanto ele me entender errado.
Funciona 100%!
E para não ter recaída, na hora do rush, eu costumo “admirar” as câmeras de trânsito, só para poder me deliciar com o estresse de quem está enlatado num carro e entalado numa via…
Edir Pedro
6 de setembro de 2014 1:31 amAcredito que o único jeito
Acredito que o único jeito mesmo da mobilidade urbana melhorar, aqui na capital de São Paulo, seria descentralizar o comércio que hoje fica em um nicho pequeno da cidade, isto faz com que mais de 50% dos moradores da zona leste por exemplo, e não acho que esteja falando pouco aqui, tenham que se deslocar todos os dias de sua região para trabalhar no lado oposto da cidade, percorrendo ai uns 20km ou mais.
Isto acontece porque simplesmente as empresas preferem ficar nos bairros mais nobres da cidade e ninguém se dispõe a abrir escritórios nas regiões periféricas da capital e isso é ridículo, instalou-se até um certo preconceito, empresas que ficam localizadas na zona leste são vistas como incapases, como última opção, mesmo as que estão localizadas ainda próximas à região central.
GilbertoK
6 de setembro de 2014 2:29 amFim do transporte público
A etapa mais avançada da mobilidade urbana é tornar absurdo andar de carro para ir e voltar do trabalho e aumentar vertiginosamente o preço do transporte público ou mesmo desativá-lo, forçando as pessoas a mudarem para perto do trabalho ou arranjar um trabalho perto de casa. A desoneração do setor público seria muito, muito relevante. Algumas cidades já tem pensado nisso, pois melhora muito a qualidade de vida das pessoas, podendo almoçar em casa ganhar horas com a família e usar os valores economizados para consumir, até mesmo, viagens.
Cesar Ferreira
6 de setembro de 2014 2:53 amAvançando um pouco mais…
Podemos tornar exorbitante a moradia em centros urbanos, aumentar vertiginosamente o custo da alimentação, da educação e da saúde. Assim, finalmente voltaremos todos pro mato… Viveremos como índios, morando em cabanas, sem precisar estudar, nos virando com o pajé. Tudo no mais perfeito equilíbrio, tudo politicamente correto.
Carlos Cunha
17 de setembro de 2014 12:10 amO enfoque está errado
O problema não são os carros, mas os ônibus, ou a falta deles.
Antes de desenvolver a idéia, preciso confessar que odeio ônibus, metro e adora andar de carro sozinho.
Transporte é qualidade de vida e, principalmente política pública. O Haddad deve prestar atenção nisso, pois suas políticas de transporte não tem atingido ou não são percebidas por algumas pessoas que moram na zona leste. Dizem – ao contrário do que o Nassif falou numa avaliação do Haddad – que o tempo da viagem não mudou e muito menos melhorou a qualidade dos ônibus. Um disse-me que os corredores era para morador de Moema – bairro “chique” de São Paulo -. Eu nunca fiz o percurso para poder avaliar, mas se algumas pessoas que fazem sentem isso, essa percepção deve ser melhor trabalhada pela propaganda da prefeitura.
Mas esta instrodução veio para instroduzir a questão do transporte público. São poucos os masoquistas que trocariam vinte minutos de metro por uma hora – ou mais – de carro. O mesmo para qualquer outro tipo de transporte. Se andam de carro, é porque a alternativa tem algo muito errado: ou em tempo, ou em qualidade.
Ou seja, temos toda uma população que não tem opção e anda de transporte público. Esta deve ser a melhor atendida, pois geralmente é a que passa mais tempo nele. Algumas das pessoas com que converso, reclamam que passam duas horas e meia para chegarem a centro e com certeza meia hora para vir e voltar garantiria uma hora a mais de qualidade de vida para eles. O transporte público deveria priorizar resolver o problema deles e não diminuir o trânsito – apesra de ser uyma forme de melhora.
A que tem opção, tambem gostaria desta meia hora. Talvez sua necessidade dela não seja tão grande, tão fundamental na sua qualidade de vida – uma fachineira que pertence ao grupo anterior simplesmente não ve o filho durante a semana, pois sai com ele dormindo e volta com ele dormindo…. – mas faria a troca sem problemas. Porém , hoje não faz. Daí estamos na minha perspectiva, as pessoas com quem passo a maior parte do tempo. O metro é lento, cheio e problemático – culpa do PSDB e seus esquemas -. Todos são unâmines em apontar que se mais pessoas usarem o metro simplesmente não haverá metro para elas, a não ser que aconteça uma grande mudança de horário, meu exemplo: pegavca a estação Tatuapé. Das oito as nove era praticamente impossível e por isso – na época, há uns oito anos – existia algumas comboios que só abriam lá. Perdia uns 20 minutos para entrar no trêm e a conta já foi para o espaço. passei a ir as dez, e o problema dimunuía, mas havia espera. ônibus passou a ser a outra tentativa: ao invés de pegar o que ia ao metr^}o, pegava ao que ia até um mini terminal, onde pegava outro para o centro. No centro eu podia pegar outro que chegasse onde eu trabalhava ou simplesmente ir a pé. No mini terminal havia filas parecidas com o metro, com a diferença que cabe bem menos pessoas nos ônibus. Brigas e confusões aconteciam para furar filas e muitos passaram a pegar peruas clandestinas – chamadas de “executivas”. Dois meses depois voltei para meu carro, para a radial lestes e seu trânsito infernal, mas que levava o mesmo tempo para me levar e trazer, um tempo maluco, mas igual.
Tudo isso para dizer que: espero que o primeiro grupo tenha sua vida melhorada pela inúmeras faixam exclusivas, apesar de eu não acreditar e muitos não perceberem. O segundo não é fanático por carros como eu, qualquer melhora no serviço vai atrai-lo para o transporte público. Assim, reclamar de carro não é a questão, a questão é o resto, são os ônibus e metro.
Calvin
17 de setembro de 2014 1:15 amQue absurdo!
O post é uma propaganda dirfarçada da plataforma da Marina!
Antonio Passos
17 de setembro de 2014 3:21 amConcordo plenamente, mas…
Aqui no Rio não se pode deixar de registrar a inacreditável INCOMPETÊNCIA das obras que foram e estão sendo realizadas para a mobilidade. É assombrosa a falta de inteligência, de respeito, de ousadia, de previsibilidade que se pode constatar nas coisas mais elementares. Um exemplo pequeno mas revoltante: gastaram milhões no bairro do Maracanã e não solucionaram o gargalo da Quinta da Boa Vista, que existe há pelo menos 30 anos. Outro exemplo concreto e neste caso trágico ? A nova Av.das Américas na Barra foi planejada para o trânsito de 20 anos atrás. Com o crescimento da zona oeste, estará totalmente inviável em menos de cinco anos. E paro por aqui porque daria para escrever um livro.