As próximas eleições presidenciais se farão em um vácuo inédito de ideias econômicas e políticas.
Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso foram eleitos com a bandeira da liberalização econômica. Lula foi eleito com a bandeira social. Dilma Rousseff foi eleita com a bandeira do desenvolvimentismo, após a bem sucedida estratégia de enfrentar a crise mundial com crescimento.
Agora, se tem o vácuo.
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No plano das ideias econômicas, há uma luta histórica entre liberalismo e desenvolvimentismo, o primeiro defendendo a ampla liberação dos fluxos de capital e da atividade econômica; o segundo propondo o ativismo do governo para definir políticas de desenvolvimento.
Nenhum grande país se desenvolveu sem estratégias claras de políticas públicas, visando dotar a economia interna de competitividade para enfrentar a concorrência internacional.
Quando não se tem, copia-se sem adaptações, como foi o caso do liberalismo superficial do governo FHC.
Tais estratégias passam por políticas macroeconômicas visando criar um ambiente saudável e por práticas protecionistas para os chamados setores infantes, até que se desenvolvam e tenham condições de competir.
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A grande crítica que se faz é quanto ao risco do intervencionismo ser utilizado de forma voluntarista, sem uma visão estratégica de desenvolvimento, sem regras claras que impeçam o uso discricionário das ferramentas de estímulo.
A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia.
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O governo Dilma não conseguiu fugir da sina do voluntarismo latino-americano, embora em nível menos drástico do que o que ocorre hoje em dia na Argentina ou na Venezuela.
O estímulo ao setor automobilístico, sem nenhuma exigência de contrapartida, a distribuição de desonerações da folha, sem nenhum critério de seleção de setores, os campeões nacionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), em setores de baixo atrativo tecnológico, a maneira como tentou reduzir as tarifas de energia e de combustíveis, tudo decidido de forma autocrática, sem ouvir ninguém, acabou reforçando os críticos do desenvolvimentismo, sem despertar o entusiasmo dos desenvolvimentistas.
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Na outra ponta – dos candidatos de oposição – o panorama não é mais alentador.
O candidato do PSDB Aécio Neves busca apontar o futuro recorrendo ao passado: o governo inerte de Fernando Henrique Cardoso. O candidato do PSB, Eduardo Campos, acena com a independência do Banco Central e a liberalização dos fluxos financeiros, em um momento em que todos os países do mundo esmeram-se em definir estratégias cambiais e monetárias para enfrentar os novos tempos.
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Quando se compara a posição dos três candidatos com os modelos de intervenção que balizaram o desenvolvimento de grandes potências – da Inglaterra e Estados Unidos à China de hoje – constata-se que dificilmente o Brasil cumprirá a vocação de se tornar uma potência.
Não é questão de ideologia: é de falta de preparo institucional do país e dos candidatos.
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Comentários
RENOVAR O CONGRESSO
ter, 19/08/2014 - 00:46
RENOVAR O CONGRESSO
Mais uma vez nessa NOVA REPÚBLICA com a NOVA CONSTITUIÇÃO de 1988, temos um Grande Personagem, um Herói morto, do imaginário pernambucano. Nesse imaginário se estabelece o desafio que surge da polarização desse trágico evento com luto, e, com as demandas e expectativas populares de JUNHO de 2013; o decifra-me ou devoro-te, diriam os articulistas e marqueteiros de plantão para interferirem no projeto do processo político nacional do PT e parte do PMDB, em curso.
A demanda dos eleitores não será atendida no âmbito político exclusivo do poder executivo. Essa leitura o povo brasileiro já constata nas ações que os governo do PT, apesar do PMDB, implementou para retirar 22milhões de brasileiro da miséria absoluta e ao pagar a dívida externa que administrada com competência foi liquidada integralmente. Hoje o gargalo do desenvolvimento da infraestrutura, da educação e da saúde se deve a fragilidade e incompetência de gestão nos níveis estadual e municipal, além dos desperdícios e da corrupção reinante. Outra leitura que o GIGANTE que despertou já é capaz de fazer é que nenhum projeto político do governo federal pode avançar com o nível de corrupção e a falta de legitimidade moral dos representantes do povo no atual congresso – senado e câmara federal.
Nem o PT, nem PSDB e nem a Marina serão capazes de governar com tranquilidade caso o GIGANTE POVO BRASILEIRO não faça a sua parte que é decisiva nesse importante momento da política nacional. É urgente a renovação dos nomes dos senadores e deputados federais e do reequilíbrio das bancadas dos partidos no congresso nacional. Assim sendo: O PMDB não pode continuar grande e fisiológico com está; Nenhum presidente da república e nenhum outro partido político podem ficar refém da hegemonia do PMDB, no congresso.
A necessidade de eleger novos nomes comprometidos com reformas política, tributária e recuperar a imagem de confiabilidade do congresso, no senado e na câmara federal, de forma a consolidar a viabilidade de projetos de infraestrutura, saúde e educação do poder executivo sob comando do presidente da república de qualquer partido é atributo do POVO BRASILEIRO, DO ELEITOR, JOVEM E DO IDOSO, DO GIGANTE QUE DESPERTOU.
Seja quem for: DILMA OU Marina que chegue à presidência não conseguirá governar além do que já se conseguiu até aqui, caso, a correlação de forças continuarem como está. Nem Eduardo Campos GUERREIRO conseguiria se eleito fosse. As forças políticas no congresso como estão geram entropia na dinâmica de qualquer projeto político vencedor das eleições. Essa é a hora das mudanças substanciais e verdadeiras. Não dá pra permanecer indiferente ou com militância virtual apenas. ESSE É O MOMENTO DE MUDANÇAS NO CONGRESSO NACIONAL, NO PODER LEGISLATIVO, POIS, É ALÍ E NA GESTÃO DE FICIENTE DE ESTADOS E MUNICÍPIOS QUE ESTÃO OS PROBLEMAS CRUCIAIS QUE PARALISAM A NAÇÃO BRASILEIRA E SE REFLETEM NA MÁ GESTÃO REGIONAL E LOCAL DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DA SEGURANÇA.
RENOVAR O CONGRESSO Não haverá uma Dilma mais eficiente e austera e nem uma Marina salvadora que sobreviva a um legislativo, um congresso nacional que paralise impertinentemente suas atividades com CPIs e esvaziamento de seções de votações pra neutralizar o presidente eleito e fabricar dificuldades para faturar vantagens corporativas. VAMOS AVANÇAR SEM VIOLÊNCIA! A SOLUÇÃO É O VOTO! É TER GRATIDÃO ÀQUELES QUE ENFRETARAM AS FORÇAS POLÍTICAS REACIONÁRIAS QUE REJEITAM A NOVA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E A NOVA CLASSE MÉDIA!
Vivemos em um governo de
ter, 29/04/2014 - 18:01
Vivemos em um governo de política econômica ultra-conservadora que gasta 42% do orçamento da União com amortizações e juros da dívida, que possui a taxa de juros real mais elevada do planeta, que possui um câmbio completamnete desfavorável para a indústria de transformação, com uma carga tributária absurda e regressiva (concentrada no rendimento do trabalho). E temos uma perspectiva de irmos mais para à direita ainda se possível. Juros de 20% a.a. com inflação de 6%? Recessão com inflação já que esse regime de metas não funciona contra inflação indexada e de custos?
É melhor fechar o governo e devolver pra Portugal.
E continua votando no menos
seg, 28/04/2014 - 20:11
E continua votando no menos pior...
votar em quem?
qua, 30/04/2014 - 12:20
Isto que é o pior...
Pode-se enganar alguem por algum tempo, muitos por muito tempo, mas não todos o tempo todo!
Histeria coletiva
qui, 24/04/2014 - 10:45
Vejo um ambiente de histeria política, se vão existir uma ou dez CPI’S? Só políticos de analise rasa pensam em lucrar alguma coisa, o ônus da CPIS fará parte de um histórico que afetara a credibilidade da democracia, o vale tudo eleitoral misturado com show midiático será exposto o câncer institucional que vivemos, o establishment se voltou em aniquilar o projeto do PT.É só vermos as decisões do STF, as opiniões dos “mui” conselheiro Delfim e Gerdau, a má vontade do empresariado financiado pelo BNDES e que ainda sai falando mal do governo, o complexo vira latas em relação a COPA, todos contra tudo e acharam coro no desânimo na falta de uma conjuntura política com os aliados históricos, o flerte tecnocrata com linhas liberais e desenvolvimentistas, simplesmente açodou a base social.
A dita oposição é pífia, símbolos do atraso “direitista” falam pros bancos, culpam o excesso de emprego e renda, são nitidamente contra as classes populares, bajulam as oligarquias econômicas com seus bancos e holdings que não tem compromisso com nenhum país, imprensa e oposição são uma caricatura udenista em tempos digitais, tanto que se penduraram nos bilhões da Petrobras para tentar fazer onda, se por um lado o tal intervencionismo do estado no preços tem seus percalços, do outro faz uma economia girar através uma empresa nacional que tem fôlego para isso, então pode-se dizer sim que é uma política de governo acertada, se falarmos em termo de empoderamento a nível mundial e só citar Pasadena como o caso em que o estado brasileiro comprou uma petrolífera americana, sem falar que os ditos grampos Yank eram pra essa disputa energética e que inclui o leilão do pré-sal, essa oposição entreguista Campos e Aécio farão de tudo pra rifar o patrimônio nacional, penso que o povo sairia as ruas para comemorar um governo que tem esse protagonismo mundial e repudia essa oposição que joga contra os interesses nacionais , nisso inclui-e os ataques do Financial Times... Pura dor de cotovelo dos ingleses com quem disputamos ombro a ombro a sexta posição da economia mundial com eles, é pra falar de Europa os paisanos também estão nessa a Itália não extradita Cacciola e quer extraditar Pizzolato e até os italianos questionam a postura incomum... Na folha corrida deles tem contas CC5 e o Banco Araucária, querem fazer ajustes econômicos a custas dos pobres e nisso ambos são uníssonos.
O governo Dilma não é difícil
qui, 24/04/2014 - 01:19
Eu tenho pra mim que se o Eduardo Campos viesse a ganhar as eleições (hipótese remotíssima, eu sei), não seria difícil para ele implementar um governo como o governo Dilma. Não digo o mesmo do Aécio porque o PSDB teria mais conflitos ideológicos e mais compromissos a honrar com o seu público (mídia e cidadãos de direita).
A questão é que de dois anos pra cá parece que o governo Dilma opera no piloto automático. Desde os protestos do ano passado, ela não tem mais logrado direcionar as expectativas, nem de públicos específicos (mercado financeiro, empresários, mídia, sindicatos, movimentos sociais etc.), tampouco do público em geral.
Não dá para negar que se instaurou uma profunda melancolia em relação ao governo. Os militantes petistas que frequentam este blog (cerca de 90% dos comentaristas) podem espernar a vontade, mas esse pessimismo não está atrelado necessariamente ao jogo da oposição. É uma questão de quasi-decepção com relação ao governo. Ponto.
Só para exemplificar, por questões ideológicas, não votaria jamais no PSDB. Sempre votei no PT, fui um grande entusiasta da eleição da Dilma e provavelmente vou votar nela novamente nesse ano. Mas cada vez mais detecto uma profunda falta de perspectiva no governo, de tal forma que quase não sei justificar esse provável voto. Talvez seja pelo mesmo motivo que Nassif apontou: a falta de alternativas do lado da oposição.
Ria e o mundo rirá com você. Chore e você chorará sozinho.
Marcelo, sou filiado do PSB
qui, 24/04/2014 - 13:16
Marcelo, sou filiado do PSB , concordo com você, este alvoroço que esta fazendo é a grande mídia, levantando assuntos de 2006, como Pasadena, seletivamente. mas no momento que iniciar os programas eleitorais vai ser diferente. Mas vou votar é na Dilma e vou desfiliar do PSB. O PT precisa é parar de pensar que são "donos" do pensamento do pensamento progressista e mais humildade que ocorre quase somente nas rpoximidades da eleições.
Não estou otimista Nassif
qua, 23/04/2014 - 23:58
Não acredito que haja um debate sobre prospostas para o crescimento ou até estabelização do mercado. A oposição ficará batendo todo dia que o bonde está fora dos trilhos e com apoio da midia. Sobrará ao PT tentar provar que houve avanços e que é necessário avançar mais, além de tenatar desmistificar os ataques.
Esta campanha será muito pior que a de 2010, a baixaria vai correr solta, este é o script a ser seguido pela oposição, não espere nada de produtivo para o país. Mesmo que venha a existir alguma proposta de governo ela não ecoara na mídia. A mídia está toda concentrada em um projeto de desconstrução do PT.
Tenho pavor de imaginar a possibilidade do Aecio vencendo. Já estão vendendo a ideia de inflação galopante e salários muito alto. Com eles no poder teremos a pouca coisa conseguida nestes últimos 10 anos será jogadas no ralo.
Para mim o futuro do Brasil passa por uma mudança de postura global. Nela fica expressa a questão: o mundo se submeterá aos EUA ou caminharemos para um novo modelo global?
Enquanto estas questões não são resolvidas e respondidas, só nos restas proteger o que é nosso e tentar melhorar a condição de nosso povo. Pouca coisa poderá ser feita a respeito de futuro.
Tudo por um país melhor!
O vai da valsa
qua, 23/04/2014 - 23:04
Basta o candidato eleito para governar o Brasil dar rumo, estrela e norte para seu governo.
Silmples ... assim.
Follow the money, follow the power.
PSB com MARINA: a 3ª via com novo pacto federativo
qui, 01/05/2014 - 14:30
A anomia e essa falta de partituras decorre do ambiente político que tem afetado o ânimo da população.. Queremos mudanças mas já não acreditamos nelas. Por isso precisamos de: UM GOVERNO DE COALIZAÇÃO E TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA:
Essa reflexão com base em Maquiavel não é contra Eduardo Campos, Dilma ou Aécio, pois qualquer um deles vencedor das próximas eleições apenas pelas disputas eleitorais estará fadado a ser derrotado pela corrosão do ambiente político. A continuidade dos programas de transformação do Brasil com vistas às próximas gerações exigem as boas razões maquiavélicas, lembradas pelo professor Aldo Fornazieri: a virtude, a fortuna e a prudência. São qualidades que o acaso conduz à oportunidade da figura política de MARINA SILVA nessa quadra histórica. As poderosas forças políticas dos grandes partidos e suas máquinas sindicais, ONGs e movimentos sociais cooptados, impediram o registro do partido REDE o que acabou viabilizando a opção desta 3ª via ora disponível.
Nessa semana da páscoa de 2014 foram lançadas em Brasília as pré-candidaturas do PSB à Presidência da República, com EDUARDO – Presidente e MARINA – Vice. Como era esperado não houve disputa nem fraturas internas desejadas por alguns. Marina, virtuosa como sempre, reconhece em Eduardo a primazia de uma candidatura posta quando da conjuntura de sua filiação ao PSB.
Porém, essa chapa mesmo que vencedora nas eleições, sob o ponto de vista dos interesses da nação - nem qualquer outra candidatura - não será de fato vitoriosa. O Brasil nas atuais condições políticas está cada vez mais ingovernável. A crise institucional está solapando o poder político. O sistema de representação eleitoral perdeu a legitimidade republicana para a eleição e o pleno exercício do poder em nome do povo.
A centralização do poder atrai os bilhões de reais de financiamentos de campanhas, todas, os caixas ´2´ de mensalões petista e tucanos, a corrupção endêmica via ´consultorias´, as obras superfaturadas da ´Copa´, as grandes obras cartelizadas e os escândalos renovados, enfim, nenhuma candidatura vencedora terá plena condições de conduzir a nação a um novo ciclo de desenvolvimento e inclusão social. A autodefesa das graves acusações do arsenal disponível entre o PT e PSDB será a tônica da campanha eleitoral e não os grandes temas das nacionais: as reformas da constituição com ênfase na eleitoral, na política, na tributária e fiscal, no judiciário e nas políticas de desenvolvimento econômico e social. Todos terão razão nas acusações e sairão sangrando, senão feridos de morte em sua autoridade política e administrativa.
Não precisamos mais de mártires como Zé Genoino e Zé Dirceu que tiveram que chafurdar com os porcos fisiológicos em nome da governabilidade. Precisamos edificar novos tempos com novo pacto federativo e reconstrução do ambiente político. Para isso um governo de coalizão reunindo o que há de bom no PT, no PSDB e no PMDB, visando uma transição democrática.
A CF/1988 - A Carta Cidadã de Ulisses - cumpriu seu papel de nos assegurar o retorno à democracia. Decorridos 26 anos, o país precisa agora é de um governo de transição democrática e o PSB está em condições de oferecê-lo com MARINA SILVA na opção eleitoral em 2014. Seria então a vitória do bom senso, representada por profundas reformas visando uma nova gestão política e administrativa e a edificação de bases para uma nova forma de se fazer política no Brasil. Para isso se impõe neste momento o chamamento dos brasileiros para um governo de transição democrática, em que o PSB-Rede juntos cumpririam o papel histórico de instrumento para as grandes reformas que o país espera e precisa.
Neste sentido se impõe a inversão na Chapa do PSB, com MARINA – Presidente. E para se credenciar perante os brasileiros essa iniciativa precisa ser voluntariosa e inequívoca do ex-governador Eduardo Campos com visão estratégica de liderança absoluta do PSB.
Um governo de coalizão democrática engrandecerá a todos. Ainda jovens, ao lado de MARINA, a projeção política de EDUARDO, DILMA e AÉCIO ao lado de outros que estão se firmando receberão o legado do comando político nacional para os próximos trinta anos. Fotalecidos estados e municípios oferecerão melhor ambiente à cidadania.
Ainda há tempo, até o final dos prazos convencionais em junho, e há condições políticas eleitorais para isso, com a condição de o primeiro ponto da campanha PSB-MARINA seja uma ousada convocação do povo brasileiro do tipo ´Uma Nova Política é responsabilidade de todos´, e que a boa-fé dessa convocação seja representada pela proposta imediata do fim das reeleições para o poder executivo federal, estadual e municipal. A reeleição tem se revelado fonte inesgotável de nefastos acordos políticos condicionando o primeiro mandato e viciando a legitimidade do segundo.
O desenvolvimento econômico e social, exige um novo pacto federativo. O governo central precisa ser reduzido com maior descentralização da arrecadação tributária, deixando ao governo federal a defesa nacional, a emissão da moeda, a política monetária, a política externa, a grandes obras de infraestrutura e a política industrial, a previdência e assistência social. Os orçamentos trilionários tem significado escândalos bilionários. São bilhões da Delta; bilhões nos trilhos paulistas; bilhões na Petrobrás; bilhões nas Fribois, EBX e outros ´campeões´.
Aos municípios onde vive o cidadão e onde se produz riquezas é preciso deixar a maior parte da receita. Mais próximo é mais fácil o controle público de investimentos em saúde, educação, cultura e das pequenas obras locais. Aos estados caberá a administração a justiça, a educação média e técnica, a segurança pública, em síntese. Não faz sentido que Brasília faça distribuição de ambulâncias, SAMU e consultórios dentários. A riqueza do pré-sal é da nação brasileira. É de todos, cabendo aos estados produtores o seu quinhão.
O Brasil com os oito anos de governo tucano e doze anos de governos petistas promoveu grandes mudanças que alteraram os rumos desse gigante até então adormecido. Tais mudanças já esgotaram as possibilidades políticas disponíveis. A hora agora é de um salto ao futuro. Um novo ambiente político que nossa geração edificará instituições para os próximos trinta anos. Precisamos de reformas estruturais a partir desse novo pacto político e federativo.
- essa a síntese da esperança numa reviravolta extraordinária. Na íntegra aqui:
http://jornalggn.com.br/blog/jroberto-militao/psb-marina-presidente-a-3%...
José Roberto F. Militão, ativista contra o racismo e contra a ´raça estatal´. "Numa sociedade com a cultura de raças a presença do racista será, pois, natural." (Frantz Fanon, 1956).
Partitura da economia
qua, 23/04/2014 - 22:44
Por causa dos financiamentos de campanha misturando o som de impurezas na partitura da economia, homens e mulheres que não possuem entendimento sobre o padrão das notas indicam que, os versos do tenor fazem com os ingênuos um concerto ainda mais mediocre.
Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.
Pesquisa CNT/MDA Data de divulgação: 28/04/2014
qua, 23/04/2014 - 22:11
Pesquisa Eleitoral - BR-00086/2014---Dados da Pesquisa---Número do protocolo: BR-00086/2014
TSE-Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle)------Data de registro: 23/04/2014------Data de divulgação: 28/04/2014
Empresa contratada: MDA PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA E CONSULTORIA ESTATÍSTICA LTDA
Eleição: Eleições Gerais 2014----Cargo(s): Presidente-------Abrangência: BRASIL
Contratante: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE - CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
Origem dos recursos: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE - CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
Pagante do trabalho: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE - CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
Valor (R$): 179.467,00
Estatístico responsável: Marcelo Costa Souza---Registro do estatístico no CONRE: Série A No. 8109--Registro da empresa no CONRE: 027
Data de início: 20/04/14 Data de término: 25/04/14------- Entrevistados: 2002
Metodologia de pesquisa: Será adotada a metodologia quantitativa do tipo “survey”, com entrevistas pessoais, do tipo face-a-face por meio da utilização de questionário estruturado, sendo o universo representado pelos eleitores do Brasil.
Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, margem de erro e nível de confiança: O Universo desta pesquisa compreende os eleitores do Brasil com idade a partir de 16 anos, residentes em 24 unidades da federação, a saber: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Tocantins, Amazonas, Rondônia e Acre. O plano amostral foi delineado a partir de informações disponibilizadas pelo TSE(2014) e IBGE(2013). Inicialmente as entrevistas foram distribuídas de forma proporcional ao eleitorado por região geográfica e, dentro de cada região geográfica, as entrevistas foram distribuídas de forma proporcional ao tamanho do eleitorado em cada unidade da federação que compõe a amostra. Em seguida, os municípios participantes da amostra foram definidos por meio do método Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), sendo que as capitais entram com probablidade de seleção igual a 1. Ainda neste procedimento, leva-se em conta o controle por porte do município (até 20 mil habitantes, 20 a 50 mil, 50 a 100 mil, de 100 a 500 mil e acima de 500 mil) de forma proporcional ao eleitorado. Por fim, já no município, é realizada a seleção aleatória de setores censitários ou bairros onde serão alocadas as entrevistas de forma proporcional ao universo em função do gênero e faixa etária do eleitorado. Para o conjunto da amostra, os tamanhos são: 8,4% de homens com 16 a 24 anos, 11,8% para homens com 25 a 34 anos, 9,8% para homens com 35 a 44 anos, 11,4% para homens com 45 a 59 anos e 6,6% para homens com 60 anos ou mais. 8,5% para mulheres com 16 a 24 anos, 12,4% para mulheres com 25 a 34 anos, 10,6% para mulheres com 35 a 44 anos, 12,7% para mulheres com 45 a 59 anos e 7,8% para mulheres com 60 anos ou mais. As informações sobre nível econômico e escolaridade serão levantadas na própria pesquisa, tendo como controles a dispersão das entrevistas, seleção aleatória de setores censitários e/ou bairros, representatividade por porte do município, unidade da federação e região geográfica. A ponderação prevista para estas variáveis é igual a 1. A distribuição das entrevistas por região geográfica é de 43,1% para Sudeste, 27,2% para Nordeste, 14,8% para Sul, 7,6% para Norte e 7,3% para Centro-Oeste. Está prevista a realização de 2.002 entrevistas, o que fornece um erro amostral para o resultado total de no máximo 2,2 pontos percentuais considerando grau de confiança de 95%. Os intervalos de confiança serão calculados com base nos percentuais obtidos e com grau de confiança de 95%. A relação completa das unidades da federação e municípios pesquisados será encaminhada a esse tribunal após a publicação dos resultados.
Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo: Os pesquisadores foram treinados especificamente para este projeto, com simulação de entrevistas e discussão de todas as questões. O trabalho de campo é fiscalizado por Coordenadores de Equipe, especialmente treinados para esta tarefa. As entrevistas são realizadas, em sua maioria, utilizando tablets e questionário eletrônico. Do total dos questionários preenchidos, parte será sorteada de forma aleatória para conferência, via telefone, através de novo contato com o entrevistado, garantindo um mínimo de vinte por cento de checagem. Nesse contato são verificadas respostas fornecidas pelo entrevistado assim como adequação aos parâmetros amostrais previamente definidos. Todos os procedimentos acima são realizados por profissionais especializados e com vasta experiência na condução e controle de pesquisas de opinião. Todos os pesquisadores elaboram um relatório de campo reportando as características das pesquisas e a percepção dos entrevistados em relação às questões realizadas.
Dados relativos aos municípios e bairros abrangidos pela pesquisa. Na ausência de delimitação do bairro, será identificada a área em que foi realizada a pesquisa (conforme §6º. do art. 1º. da Resolução-TSE nº. 23.400/2013, o pedido de registro será complementado pela entrega destes dados ao Tribunal Eleitoral em um prazo de até 24 horas, contado da divulgação do respectivo resultado): A relação completa das unidades da federação e municípios pesquisados será encaminhada a esse tribunal após a publicação dos resultados.
Questionário completo aplicado ou a ser aplicado (formato PDF): QUESTIONÁRIO CNT - MDA 118 - ABR2014.pdf
Arquivo com detalhamento de bairros/municípios (formato PDF): Não há arquivo para detalhamento de bairros/municípios.
URL:
http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacao...
2014---distribuição de renda
Não me parece que Dilma
qua, 23/04/2014 - 21:22
Não me parece que Dilma Rousseff seja assim tão sem partitura Nassif.
Petrobras investirá US$ 100 bilhões na indústria naval
qua, 23/04/2014 - 16:53 - Atualizado em 23/04/2014 - 16:53
Jornal GGN - Graças à descoberta do pré-sal, estima-se que até 2020, o Brasil dobre a produção de petróleo. Para isso, a Petrobras - mesmo em meio à crise política e institucional que foi instaurada após a divulgação do suposto mau negócio em Pasadena – vai investir US$ 100 bilhões na indústria naval brasileira.
O total de encomendas até 2020 será de 28 sondas, 49 navios e 146 barcos de apoio, 61 destes já estão em construção e 26 já entregues. A previsão é de contratação dos restantes 59 barcos de apoio até outubro, o que totalizará as 146 novas embarcações. Além dessas encomendas, serão contratadas também 38 plataformas de produção, que contribuirão para elevar a produção de petróleo da Petrobras para 4,2 milhões barris por dia em 2020.
O investimento na indústria naval não só estimula o próprio setor, como também toda a cadeia produtiva. Por exemplo, o setor de máquinas, equipamentos pesados, caldeiraria, elétrica e automação. O conteúdo nacional dessas obras varia de 55 a 75%.
Há dez anos, as demandas da Petrobras foram responsáveis pelo grande avanço da indústria naval nacional e pelo desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país. Programas de incentivo à produção nacional como o Promef (programa de modernização da frota), Prorefam (programa de renovação da frota de apoio marítimo) e o Promimp (programa de mobilização da indústria nacional de petróleo e gás) são os grandes responsáveis pelos ótimos resultados.
Em 2001, a construção naval empregava cerca de 1.900 pessoas no Brasil e hoje emprega mais de 78 mil, reflexo do aumento da produção de petróleo e investimento em logística e distribuição. Até 2017, estima-se que sejam gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do SINAVAL (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).
Com informações da Transpetro
Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.
Se há três tenores sem
qua, 23/04/2014 - 20:52
Se há três tenores sem partitura, afirmação com a qual não concordo haja vista análises positivas e consistentes que vêm do exterior sobre o quadro brasileiro, o Nassif esqueceu de mencionar uma banda desafinada mas estridente que já cooptou dois dos três tenores para que assim que se elejam (creimdeuspadre) joguem o país numa recessão brutal e provavelmente numa carnificina social e crise política de proporções inimagináveis. Ou alguém acha que setores sociais hoje muito articulados aceitarão tarifaço, revogação da CLT, cortes brutais de gastos públicos e desemprego? O que Aécio e Campos propõem e que já é de conhecimento público é a volta ao país governado para 30 milhões numa conjuntura de articulação social muito, mas muito mais ativa que nos anos FHC. Resta saber com que tipo de armas conseguirão calar os outros 170 milhões. Com a palavra Nassif e os outros dois tenores.
Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.
A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro
qua, 23/04/2014 - 19:50
---Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 91,8% da produção de petróleo e 71,5% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. -----
Produção de gás natural bate recorde e alcança 83,2 MMm3/d em fevereiro
ANP-Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis----Atualizado em 03/04/2014 12:38:15
A produção de petróleo e gás natural no Brasil em fevereiro totalizou aproximadamente 2,613 milhões de barris equivalentes por dia, sendo 2,090 milhões de barris diários de petróleo e 83,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Na comparação com o mês anterior a produção de petróleo teve aumento aproximado de 1,8% e de 3,6% em relação a fevereiro de 2013. Já a produção de gás natural aumentou aproximadamente 8,8% em relação a fevereiro de 2013 e cerca de 3,6% em relação ao mês anterior, superando o recorde registrado em dezembro de 2013, quando a produção atingiu 81,6 milhões de metros cúbicos diários. As informações são do Boletim da Produção da ANP, disponível em
http://www.anp.gov.br/?pg=70260
Pré-sal
A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro, totalizando 471,9 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 386,8 mil barris diários de petróleo e 13,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A produção teve origem em 26 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Caratinga, Barracuda, Jubarte, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e na área de cessão onerosa Entorno de Iara. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.
Queima de gás
A queima de gás natural em fevereiro foi cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 10,5% em relação ao mês anterior e de 5,9% em relação a fevereiro de 2013. O aproveitamento do gás natural no mês foi de 94,8%.
Campos produtores
Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 91,8% da produção de petróleo e 71,5% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. O campo de Marlim Sul, na bacia de campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 263,9 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o campo de Lula, na bacia de Santos, com média diária de 7,4 milhões de metros cúbicos.
A plataforma P-52, localizada no campo de Roncador, produziu, através de 14 poços a ela interligados, cerca de 134,6 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a unidade com maior produção. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 128,1 barris diários de petróleo e 2,7 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Dentre esses campos, Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com 39 barris de óleo equivalente por dia.
A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 175,4 Mboe/d, sendo 142,9 Mbbl/d de petróleo e 5,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 3,5 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 350 boe/d no Estado de Alagoas, 1.553 boe/d na Bahia, 41 boe/d no Espírito Santo, 1.320 boe/d no Rio Grande do Norte e 283 boe/d em Sergipe.
Outras informações
Em fevereiro, 306 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 224 terrestres. Vale ressaltar que, do total das concessões produtoras, duas encontram-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo Acumulações Marginais.
O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 24,7°, sendo que 10,8% da produção é considerada óleo leve (>=31°API), 60,2% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 28,9% é óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000.
A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.018 poços, sendo 771 marítimos e 8.247 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia de Potiguar, com 1.128 poços. Marlim foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, 54 no total.
Atualizado em 03/04/2014 12:38:15
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2014---distribuição de renda
Agência Internacional de Energia (AIE)----November 2013
qua, 23/04/2014 - 20:20
----Devido principalmente a uma série de descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 milhões barris /dia em 2035---
....O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono(WORLD ENERGY OUTLOOK 2013---SUMÁRIO--Portuguese Translation)
O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis.
O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.
WORLD ENERGY OUTLOOK 2013---SUMÁRIO--Portuguese Translation
Agência Internacional de Energia (AIE)----November 2013-pdf -12 páginas
Perspetivas de um mundo da energia em rápida evolução Hoje em dia, muitos dos factos dados por adquiridos de longa data no setor da energia estão a ser reescritos. Assim, os principais importadores tornam-se exportadores, enquanto países que durante muito tempo foram definidos como grandes exportadores de energia passam a ser os motores do crescimento da demanda mundial. A combinação adequada de políticas e tecnologias está a provar que a interligação entre crescimento económico, demanda de energia e emissões de CO2 relacionadas com a energia pode ser reduzida. O desenvolvimento do petróleo e do gás não convencionais, bem como das energias renováveis, altera a nossa compreensão da distribuição dos recursos energéticos do planeta. O conhecimento da dinâmica que sustenta os mercados da energia é fundamental para os decisores que tentam conciliar objetivos económicos, energéticos e ambientais. Aqueles que anteciparem as evoluções mundiais da energia poderão retirar os maiores proveitos, enquanto aqueles quem não o souberem fazer estarão em risco de tomar decisões políticas e de investimento desacertadas. A presente edição do World Energy Outlook(WEO-2013) examina as implicações de vários conjuntos de opções para as tendências da energia e do clima até 2035 e apresenta perspetivas que poderão ajudar os responsáveis políticos, a indústria e as várias partes interessadas a orientar-se num mundo da energia em rápida evolução.
O centro de gravidade da demanda de energia está a mudar decididamente em direção àseconomias emergentes, em particular a China, a Índia e o Médio Oriente, países que incrementam a utilização mundial de energia de um terço. No Cenário Novas Políticas – cenário central do WEO-2013 – a China domina o panorama energético na Ásia, até a Índia assumir essa posição de principal motor de crescimento, a partir de 2020. Da mesma forma, a Ásia do Sudeste emerge como um centro de consumo crescente (evolução descrita em pormenor no Relatório Especial do WEO: Southeast Asia Energy Outlook, publicado em Outubro de 2013). A China tornar-se-á em breve o primeiro país importador de petróleo e a Índia passará a ser o maior importador de carvão no início da década de 2020.
Os Estados Unidos da América encaminham-se decididamente para a satisfação de todas as suas necessidades de energia, a partir de recursos domésticos, o que deverá ocorrer por volta de 2035.
No seu conjunto, estas mudanças constituem uma reorientação do comércio da energia, desde a bacia do Atlântico até à região Ásia-Pacífico. Os preços elevados do petróleo, as diferenças persistentes entre regiões nos preços do gás e da eletricidade, assim como o preço cada vez mais elevado das importações de energia em muitos países evidenciam mais amplamente a relação entre energia e economia. A interligação entre energia e desenvolvimento está patente em África onde, apesar da riqueza de recursos existentes, a utilização da energia por habitante ainda representa menos de um terço da média global em 2035. Hoje, a África conta com cerca de metade dos 1300 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à eletricidade e um quarto dos 2600 milhões de pessoas no mundo que dependem do uso tradicional da biomassa para cozinhar. Globalmente, os combustíveis fósseis continuam a satisfazer uma parte predominante da demanda de energia mundial, com repercussões nas relações entre energia, meio ambiente e mudança climática .


Responsável por dois terços das emissões globais de gases com efeito de estufa, o setor da energia será crucial para determinar se os objetivos das alterações climáticas serão atingidos. Embora certos esquemas de redução de carbono tenham exercido alguma pressão, iniciativas como o Plano de Ação para o Clima do Presidente dos Estados Unidos, o plano da China para limitar a proporção do carvão na sua matriz energética, o debate europeu sobre os objetivos de 2030 em matéria de energia e clima, assim como as discussões no Japão sobre um novo plano para a energia, têm todas a capacidade potencial de limitar o crescimento das emissões de CO2 relacionadas com a energia. No nosso cenário central, que integra o impacto de certas medidas já anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, apoiar as energias renováveis, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e, em certos casos, definir um preço do carbono, as emissões de CO2 relacionadas com a energia amentam, apesar de tudo, 20% até 2035. Nestas condições, o mundo encontra-se numa trajetória coerente com uma subida média da temperatura a longo prazo de 3,6°C, um valor muito acima da meta internacionalmente acordada dos 2°C.
Quem tem energia para competir?
As amplas diferenças de preços da energia entre regiões suscitaram um debate sobre o papel da energia como fator incitador ou pelo contrário, limitador do crescimento económico. O preço do petróleo bruto Brent manteve-se em média em torno de 110 dólares por barril em termos reais desde 2011, o que constitui um período de preços elevados sem precedente na história comercial do petróleo. Contudo, ao contrário dos preços do petróleo bruto, bastante uniformes no mundo inteiro, os preços de outros combustíveis variam consideravelmente de uma região para outra. Embora as diferenças de preços do gás sejam muito inferiores aos níveis extraordinários atingidos em meados de 2012, o gás natural ainda é comercializado nos Estados Unidos a um terço do preço de importação na Europa e a um quinto do preço de importação no Japão. Os preços da eletricidade também variam: em média, os consumidores industriais japoneses ou europeus pagam a sua energia mais do dobro do preço dos seus homólogos nos Estados Unidos e mesmo a indústria chinesa paga praticamente o dobro do preço dos EUA. Na maioria dos setores e dos países, a energia representa uma parte pouco significativa do cálculo da competitividade. Contudo, os custos da energia podem ser de uma importância para as indústrias de grande intensidade energética, como a química, o alumínio, o cimento, o ferro e o aço, o papel, o vidro e a refinação de petróleo, especialmente quando os bens produzidos são comercializados internacionalmente. Os setores de grande intensidade energética representam no mundo inteiro cerca de um quinto do valor agregado industrial, um quarto do emprego industrial e 70% da utilização da energia industrial.
As variações de preços da energia afetam necessariamente a competitividade industrial, influenciando as decisões de investimento e as estratégias das empresas. Embora as diferenças de preços do gás natural se reduzam no nosso cenário central, permanecem ainda significativas até 2035 e, na maioria dos casos, as diferenças de preços da eletricidade mantêm-se. Num grande número de economias emergentes da Ásia, o forte aumento da demanda interna de bens produzidos com alta intensidade energética sustenta um acréscimo rápido da sua produção (paralelamente ao crescimento das exportações). No entanto, os custos relativos da energia têm um papel mais decisivo na configuração de futuros desenvolvimentos noutras partes do mundo, em particular nos países membros da OCDE. As taxas de crescimento das exportações de produtos com alta intensidade energética são ligeiramente superiores nos Estados Unidos, com desenvolvimentos no sector químico, o que nos dá uma clara indicação da relação existente entre os preços da energia relativamente baixos e a situação na indústria. Em contrapartida, a União Europeia e o Japão experimentam uma redução das exportações nos setores de alta intensidade energética, especialmente na indústria química – com uma redução de cerca de um terço na atual participação no mercado.-----
----O Médio Oriente, a única fonte de petróleo a baixo custo, permanece no centro do mapa da produção de petróleo a longo prazo. O papel dos países da OPEP, que estancam a sede de petróleo do mundo, diminui temporariamente nos próximos dez anos, devido à subida de produção dos Estados Unidos, das areias petrolíferas do Canadá, das águas profundas do Brasil e dos líquidos de gás natural no mundo inteiro. Todavia, em meados da década de 2020, a produção não-OPEP começa a baixar e os países do Médio Oriente fornecem a maior parte do incremento do abastecimento mundial. Globalmente, as companhias de petróleo nacionais, assim como os respetivos governos, controlam cerca de 80% do total das reservas de petróleo, tanto comprovadas como prováveis.
A necessidade de compensar o declínio da produção dos campos de petróleo existentes é o que motiva principalmente os investimentos petrolíferos a montante até 2035. análise que realizamos com base em mais de 1 600 campos confirma que, após o pico de produção de um campo médio convencional, espera-se uma queda de produção anual de aproximadamente 6% por ano. Embora este valor possa variar em função do tipo de campo de petróleo, a produção de petróleo bruto convencional a partir dos campos existentes deverá decrescer mais de 40 mb/dia em 2035. Entre as outras fontes de petróleo, a maior parte das fontes não convencionais depende muito da perfuração contínua, de modo a evitar uma queda rápida dos níveis do campo. Dos 790 bilhões de barris de produção total necessária para satisfazer o nível da demanda segundo as nossas estimativas para 2035, mais de metade serve apenas para compensar o declínio da produção.....
....O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono
O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis. O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.
Este relatório foi inicialmente escrito em inglês.
Embora tenham sido envidados todos os esforços para assegurar a fidelidade da tradução, poderá haver ligeiras diferenças entre esta e a versão original.
This publication reflects the views of the IEA Secretariat but does not necessarily reflect those of individual IEA member countries. The IEA makes no representation or warranty, express or implied, in respect of the publication’s contents (including its completeness or accuracy) and shall not be responsible for any use of, or reliance on, the publication.
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International Energy Agency (IEA)---12 November 2013
The World Energy Outlook is for sale at the IEA bookshop. Journalists who would like more information should contact [email protected].(708 pages, ISBN 978-92-64-20130-9, paper)
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AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA
A Agência Internacional de Energia (AIE) é um organismo autónomo, criado em Novembro de 1974, com uma missão
dupla: promover a segurança energética entre os países membros, ao propor uma resposta colectiva às rupturas de
abastecimento de petróleo, e aconselhar os países membros acerca de uma política energética consistente.
A AIE desenvolve um extenso programa de cooperação energética entre 28 economias avançadas, através do qual
cada uma se compromete a manter stocks de petróleo equivalentes a 90 dias das suas importações líquidas.
A agência tem por objectivos:
---Assegurar o acesso dos países membros a fontes de aprovisionamento fiáveis e amplas de todas as formas de energia, em particular, através da manutenção de uma capacidade de resposta de emergência eficiente em caso de ruptura do abastecimento de petróleo.
---Promover políticas energéticas sustentáveis que estimulem o crescimento económico e a protecção do meio ambiente num contexto global – em particular em matéria de redução das emissões de gases com efeito de estufa, que contribuem para a alteração climática.
---Melhorar a transparência dos mercados internacionais através da colecta e análise de dados relativos à energia.
---Apoiar a colaboração mundial em matéria de tecnologias energéticas de modo a assegurar os abastecimentos de energia no futuro e a minorar o seu impacto ambiental, inclusive através de uma maior eficiência energética, do desenvolvimento e da disseminação de tecnologias hipocarbónicas.
---Encontrar soluções para os desafios energéticos mediante o empenho e o diálogo com os países não-membros, a indústria, a as organizações internacionais e outras partes interessadas.
2014---distribuição de renda
Ontem minha irmã fezum post
qua, 23/04/2014 - 17:35
Ontem minha irmã fezum post criticando o Alckmin sobre o "rodízio" de água, dizendo que sempre foi econômica, que zela pela sustentabilidade do planeta etc. Choveram comentários falando que o governo (?) não investe em nada aqui, mas investe em Cuba, o que não tinha nada a ver com o post da minha irmã. Ou seja, "salvaram" o Alckmin mais uma vez.
Este artigo do Nassif está parecendo aqueles comentários. Já que não dá pra atacar só a falta de planos e projetos na oposição, metamos a suposta falta de projetos da Dilma no meio e fica tudo certo.
Vocês são muito sem memória
qui, 24/04/2014 - 00:34
Vocês são muito sem memória ou fingem ser. O dono do blog foi um entusiasta de primeira hora da candidata Dilma Roussef em 2010. Só que não é e, pelo que eu me lembre, nunca disse ser petista. Vocês têm que entender que quem não é petista de coração não se sente obrigado a elogiar um governo ruim do PT. Isso só petista faz. E nem me parece que o dono do blog ache o governo Dilma tão ruim quanto eu, por exemplo, acho. Só adota agora uma postura mais crítica que, afinal, o governo Dilma merece mesmo. Outro que andou recebendo elogios rasgados dos petistas e que logo vai pra boca do sapo é o Josias de Souza.
Tenor sem partitura é o
qua, 23/04/2014 - 17:15
Tenor sem partitura é o escambau !! A DILMA tem compromisso com o POVO e com o BRASIL, os demais tem compromisso com o CAPITAL. E o NASSIF, por mais que disfarce, não consegue esconder o BICÃO TUCANO.
Abs “ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF DE 4 PARA A GLOBO !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU DEUS 'MERCADO' & TODOS OS SEUS LACAIOS & ASSECLAS CORRUPTOS INIMPUTÁVEIS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! "O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO - O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Descobri que você é um
qua, 23/04/2014 - 17:42
Descobri que você é um agitador do DEM disfarçado de PSOL.
Esquerda da direita
qui, 24/04/2014 - 09:41
Nassif, é a famosa "Esquerda da Direita" postando no Blog...
"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio
Nassif, vão te transformar em um extremista de direita
qua, 23/04/2014 - 20:05
Essa cambada de malucos ainda vai te transformar em um extremista. Não deixa de ser curiosa a comparação entre este momento e a reeleição do Lula em 2006. Eles vão alienar todos os votos de centro...
e voltar a perder eleição, como sempre fizeram antes de 2002...
Putz.
qua, 23/04/2014 - 22:05
Alienar votos pelo centro...uaiuaiuai.
Avisa para quimossabe que o centro político brasileiro é o povão, a chamada maioria silenciosa. Os setores que acham (ainda acham) que são capazes de "formar" (ou deformar) opinião (como o nassif) são a minoria da minoria da minoria.
E o povão (classe C e adjacências) já esscolheu faz tempo, e não mexe no time que está ganhando.
Quem dera que o nassif e bobocas como você estivessem no centro. Cês tão quase chegando no tea party, mas têm vergonha de assumir aquela postura meio maluca.
O que você chama de centro é a direitona bem comportada, que se acha menos canibal porque usa guardanapo de linho.
Com o principal deus grego eu sempre concordo
qui, 24/04/2014 - 00:19
ALguém com um ego tão inflado que posta como "Zeus", tá bem, peço desculpas e concordo com você; caso contrário eu, o Nassif e milhões de pessoas que acham que esse governo está longe de ser esta maravilha toda podemos ser fritos por uma raio na próxima chuva!
Esta bem e qual é a
qua, 23/04/2014 - 23:47
Esta bem e qual é a "ideologia" do povo, quais são os valores que ela pratica?
Do que sãp a favor e contra?
Somos dois então.
qua, 23/04/2014 - 18:16
Se for por isso, somos dois, já que assino embaixo do que o Yacov disse. Com todo respeito ao jornalista mas nenhum às idéias expostas recentemente.
Pra começar, o que pode ser mais importante no Brasil do que a redução da desigualdade? Em segundo lugar, Dilma continua com uma proposta desenvolvimentista e os oponentes continuam com propostas liberais (até o Dudu que se faz de desenvolvimentista fez recentemente declaração de amor à independência do Bacen. O que significa independência do Bacen? Alguém pode ser tolo em acreditar que o Bacen, tão importante como é, poderia ser um órgão independente? O que é ser "independente"? Se o executivo abrir mão do pouco de poder que tem no Bacen, aí sim que ele será completamente dominado pelos bancos privados).
A armadilha juros-câmbio: a continuidade do desequilíbrio...
qua, 23/04/2014 - 17:06
Eu gostaria de ver a Dilma encanpando estas propostas apresentados no artigo em anexo,para um próximo
mandato presidencial,caso ela se reeleja.
Gostaria de ver o Nassif discutindo estas propostas do professor Oreiro.
http://joseluisoreiro.com.br/site/link/4f6b8ff288a9e7e5ed0538539b4c593e962ad30d.pdf
Os 3 candidatos se equivalem?
qua, 23/04/2014 - 17:02
"Na outra ponta – dos candidatos de oposição – o panorama não é mais alentador".
Se bem entendi, os 3 candidatos, habitantes do vácuo, se equivalem. Sendo assim, tanto fará votar em um ou outro... Afinal, foi esse mesmo o seu recado, Nassif? Nem sequer as alianças internas e externas de cada um deveriam ser levadas em conta?
Baixa maturidade em gestão
qua, 23/04/2014 - 16:41
O Brsil não chega lá porque a maturidade de gestão nos setores publico e privado é muito baixa. As grandes empresas, exceto a Ambev talvez, vivem nas franjas do governo e penduradas no BNDES. Já o setor público provou toda sua incompetência na organização da Copa do Mundo. Foi incapaz de planejar o evento, haja vista a quantidade de obras da Matriz de Responsabilidades deixadas para trás, projetos "estratégicos" no meio do caminho e estádios terminados aos 44 do segundo tempo.
E ainda há outros gargalos. Logística é seguramente o maior deles. Enquanto não acertarmos nosso timming de execução, não daremos o salto qualitativo.
Caro Nassif, respeitosamente,
qua, 23/04/2014 - 16:38
Caro Nassif, respeitosamente, tenho de reconhecer que o título do artigo, apresenta uma flagrante dissonância com o explicitado. As diferênças entre os candidatos, estão muito claras. De um lado as propostas neoliberais (Aécio e Campos), que levaram o caos ao Brasil. De outro uma proposta Democrático-popular que o redimiu e abriu o caminho para um projeto de nação, livre, inclusiva, soberana e participativa. O que falta, embora tenha explicitado, mesmo escondendo, em nome de uma "imparcialidade" profissional, com o nome de "partitura" é avançar, removendo os obstáculos, as dificuldades para as rupturas necessárias. E aí podemos juntos, questionar.
Dificuldades do próprio governo e sua coalizão?
Da própria Elite conservadora, inconformada, que detém ainda o poder econômico, midiático, institucional e ideológico, mas perdeu momentâneamente o poder dirigente?
Da sociedade, em especial os movimentos sociais, que não participaram , nem participam , como reais protagonistas do processo? Falta de articulação, entre os atores, com a necessária coordenação do governo e o partido hegemônico?
Estes me parecem, os obstáculos à serem identificados e removidos.
O conceito "neodesenvolvimentismo", precisa ser revisto, pois não traduz, com exclusividade, o projeto iniciado, com grande sucesso, mostrando no entanto, talvez , suas limitações à serem suplantadas.
Por último, meu caro, me permita discordar, que o Brasil não está preparado para tornar-se uma grande potência, sobretudo comparando com o EUA, Inglaterra e china.
Os dois primeiros, se valeram da colonização, das guerras e da barbárie imposta à chamada periferia colonizada.
China, sua grandeza, sua civilização milenar, seus conflitos regionais e a grande revolução de Mao em 49.
Acho que o mundo multipolar,não abriga mais potências hegemônicas e sim potências livres, soberanas , solidárias e justas e o Brasil caminha nesta direção.
Nos três candidatos não há
qua, 23/04/2014 - 16:35
Nos três candidatos não há projetos, ou talento, para fazer com o que o Brasil deixe de ser a eterna promessa e se torne, em todos os sentidos, educação, ciência etc, um grande país.
Enfim, nenhum dos três candidatos está à altura da complexidade de governar o Brasil.
A complexidade hoje é cada vêz mais manejável
qua, 23/04/2014 - 23:31
É lógico que os burros da Mckynsey que acessoram a Dilma não são do ramo.
Mas que dá para melhorar o governo uma barbaridade e com os ganhos sinergéticos dar um verdadeiro salto eu não tenho a menor dúvida.
Vontade política, só querer:
Contents:
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Speed and quality under pressure: How financial services are different
The challenge of speed in healthcare as technology puts its foot on the accelerator
Education: Pressure to change quickly from above and below
The challenge of speed: Government in Europe
Follow the money, follow the power.
Como é possível dizer que
qua, 23/04/2014 - 16:30
Como é possível dizer que Dilma não tem partitura! Ela vem regento muito bem a sinfonia inacabada que o Lula deu início. Vejam quantas sinfonias e sonatas foram apresentadas ao público brasileiro e quantas estão anunciadas! Agora, com relação aos candidatos que se apresetam pela oposição,acho válidas as considerações.
Embora ache que não existe
qua, 23/04/2014 - 16:20
Embora ache que não existe meio protecionismo, meio intervencionismo ou meia gravidez, sou forçado a reconhecer que (o que ocorre raramente) concordo com o post do Nassif. O Serra execrado aqui tinha um programa....
Se tinha, porque não colocou
qua, 23/04/2014 - 16:28
Se tinha, porque não colocou em prática em São Paulo. Não se iluda com Serra.
Não me iludi (nem me
qua, 23/04/2014 - 18:20
Não me iludi (nem me arrependi de ter-me iludido) com Serra ou qualquer outro.
Basta ler os artigos dele para ver que desde antes das coisas desmoronarem, Serra apontava diagnóstico, caminhos e soluções, concorde-se ou não.
Nada "desmoronou"
qua, 23/04/2014 - 21:09
exceto na visão de ... Serra .
O Calvin concordando com vc!
qua, 23/04/2014 - 18:19
Bom sinal que não é.
propaganda enganosa
qua, 23/04/2014 - 16:02
Propaganda enganosa do TSE.
“Chegou a hora de soltar a voz.
Vamos mostrar quem somos nós;
Esquece tudo que você já viu. . .
Vamos fazer a melhor eleição do Brasil.”
A campanha publicitária é um sucesso.
As mercadorias é que são uma merda.
...
“Esquece tudo que você já viu. . .”?
Como assim?
Não é pra esquecer não: é pra lembrar.
Não é possível o senhor
qua, 23/04/2014 - 16:01
Não é possível o senhor Eduardo traíra, pretender entregar todo poder aos banqueiros, e, ainda contando para tal proeza, com o voto dos brasileiros. É ser muito filho da puta. Ou, este rapaz nos considera um bando de néscios.
Orlando
A maneira de evitar o
qua, 23/04/2014 - 15:44
A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia.
O problema que vejo para estimular tal debate amplo é achar um local onde o mesmo tenha espaço para florescer para que, com o tempo, haja uma cultura de discussão ampla e construtiva, inexistente hoje no país. E o mais próximo que existe disso hoje em dia, provavelmente é a Internet.
No ambiente educacional, da escola fundamental até o nível universitário de graduação (não tenha condições de opinar sobre o ambiente pós), o que predomina é um modelo de ensino passivo de transmissão de conteúdo, onde um possuidor do conhecimento (professor), transmite o conhecimento (formalizado) para os alunos. São raros os espaços para troca de conhecimento ou debate. Seja por uma questão de estilo/modelo de ensino, como pelo tempo limitado para abordar um conteúdo extenso e ao mesmo tempo promover um debate em sala.
No ambiente religioso, pela própria natureza do mesmo de "abraçar e não questionar verdades consagradas", é que não irá se desenvolver tal cultura, que no fim, poria em risco certas crenças e cultos, devido aos questionamentos que certamente ocorreriam.
Nas organizações privadas orientadas para o lucro, mesmo que se desenvolva algo, seria com o foco no lucro. Então, não me parece daí que vai brotar uma força capaz de transformar o país. Bastar olhar fora do país. Mesmo o "modelo Google" de organização do trabalho, apesar de elegiado com frequência, não é copiado como a "sétima maravilha do mundo". Até porque organizações diferentes precisam de estruturas organizacionais diferentes.
E na área pública, em teoria, tal desenvolvimento seria mais viável devido à finalidade da mesma, o bem da sociedade. Mas ainda sobrevivem vícios do período ditatorial e autoritário recente. Não esquecendo da burocracia, que embora necessária, precisaria ser revista e repensada frequentemente em busca de melhorias. Sem falar na interferência política, que independente do partido que estiver no poder, brinda o setor com pessoas muitas vezes sem competência ou de reputação questionável, que pouco contribuem para o setor público em si, quanto mais para o desenvolvimento de um debate amplo que só destacaria as limitações de tais "ungidos" pelo poder, e ainda contribuíria para a construção de uma democracia participativa, onde naturalmente, tais "parasitas" não seriam mais "necessários".
Estímulo ao debate se dá na arena política real e não na ideal
qua, 23/04/2014 - 21:57
Ed Döer (quarta-feira, 23/04/2014 às 14:44),
O dono do blog é jornalista de quatro costados. Conhece todas as manhas. Em um post em que ele não diz absolutamente nada de importante, mas ele cria o maior fuzuê. Ele chama isto de polêmica, pois consegue trazer todo mundo para meter o bedelho.
Estes posts polêmicos dele trazem três aspectos que podem ser constatados em quase todos os posts com muitos comentários de autoria dele. Primeiro tem um lado retórico. São aquelas frases fortes em que à primeira vista parece que ele apresenta algo de importante. Depois tem a análise gerencial. Luis Nassif sabe que excetuando aqueles casos de total incompetência, ou de uma competência técnica passível de avaliar (Um médico, um engenheiro, um estatístico, um contabilista, etc), não temos nenhum instrumento que possa dizer que alguém é competente ou não no trato de uma chefia de executivo do setor público. Assim, Luis Nassif dita regra nesta área porque ele sabe que assim como ele não pode provar o que ele diz, ninguém pode provar que ele está errado.
E o terceiro mecanismo que Luis Nassif utiliza para rechear posts como este é o passeio histórico que ele faz muitas vezes com uma interpretação bem pessoal quando ela não vai contra os fatos.
O lado retórico dele aqui neste post se expressa bem na frase que você separou e transcreveu para desenvolver o seu comentário. Faço a transcrição da frase aqui também. Diz lá Luis Nassif:
“A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”.
Esta frase foi também transcrita em comentário que Gilberto enviou aqui para este post “Eleições 2014: três tenores sem partitura” de quarta-feira, 13/04/2014 às 06:00. O comentário de Gilberto virou o post “As crianças mimadas e a dificuldade do debate amplo” de quarta-feira, 23/04/2014 às 12:38 e pode ser visto no seguinte endereço:
http://jornalggn.com.br/noticia/as-criancas-mimadas-e-a-dificuldade-de-um-debate-amplo
Segundo Gilberto não há ninguém disposto a fazer o que Luis Nassif preconiza. Só que ele alega que não há a disposição porque a sociedade está um “instante de completa anomia”. Na verdade ele desenvolve um pouco a idéia e diz que seria preciso que a sociedade crescesse, se desenvolvesse, amadurecesse para assumir a sua responsabilidade na construção política do país. É como se ele falasse mais de inação do que de anomia.
Você também questiona esta parte do post “Eleições 2014: três tenores sem partitura”, sob alegação de que não há espaço físico para realizar esta empreitada do envolvimento da sociedade.
Bem considero que há uma evolução natural da sociedade. Lá atrás, o mundo foi pior do que ele será lá à frente. Em qualquer estágio devemos conhecer as nossas limitações e verificar se o que almejamos é uma idealização ou é uma possibilidade, consistindo de um mero aperfeiçoamento da nossa realidade, algo portanto factível e que na verdade constitui o progresso da humanidade.
Você diz que não há espaço para a proposta de Luis Nassif e reconhece que o espaço mais apropriado seria no setor público, ainda que ele guarde a herança da ditadura militar. Na verdade a área correta é a área política. E, no entanto, para você uma dificuldade do processo sugerido por Luis Nassif ocorrer no espaço do poder público, que você mais identificou com a burocracia pública, é a interferência da política. Ora, a interferência política é a voz dos eleitores, que de certo modo você acaba excluindo do processo de envolver a sociedade, de estimular “a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”.
Ao que me parece, Gilberto tem um pouco de razão em dizer que não há pessoas dispostas a fazer este esforço em prol do envolvimento da sociedade. Na verdade, em um sistema capitalista extremamente competitivo, em que tempo é dinheiro e é bastante o que o sistema capitalista pode garantir que assegura, as pessoas têm cada vez menos tempo para se dedicar a este esforço de envolvimento da sociedade.
Não se pode desconhecer, entretanto, que, pela natural evolução da sociedade e com ela da política, a participação política cresce em número de pessoas tanto absolutamente como relativamente. Antigamente via barreiras ou impedimentos ou dificuldades o grupo que participava da política era muito menor. E há o progresso material oferecendo novas portas de participação política, em especial com o surgimento das redes sociais via internet. A dificuldade maior é a disponibilidade de tempo.
Esta frase, de Luis Nassif que pode ser objeto de uma análise mais exaustiva, no contexto do post “Eleições 2014: três tenores sem partitura” é só uma frase retórica. É uma frase que não diz nada. Frases como esta de Luis Nassif que ele e muitos comentaristas utilizam para dar sentimento as análises que se pretendem isentas, podem ser desconstituídas com duas simples questões. A primeira questão é: quando no Brasil ocorreu o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”?
A segunda questão é em que lugar do mundo há agora o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”?
Em meu entendimento nessas análises em que se utiliza muito da retórica a referência que se faz é normalmente de uma idealização. As pessoas idealizam a república como sendo a república de Platão (No caso eu me refiro mais à idealização da democracia). As pessoas idealizam a burocracia como sendo a burocracia ideal de Max Weber, uma ficção que nunca existiu. As pessoas idealizam o Estado como se o Estado não fosse um instrumento de dominação. As pessoas idealizam o capitalismo como se fosse possível a existência de um sistema de competição desenfreada em que apenas o bom triunfasse sobre o ruim, e que no lugar do ruim viria outro bom, quando na verdade quem vence é o mais forte e que fica mais forte, pois engole o mais fraco.
Um passo importante para a compreensão da realidade política seria deixar de idealizá-la. Como eu acredito na evolução da humanidade pelo conhecimento eu acredito que este passo de conhecer a realidade como ela é e não como a idealizamos ocorre ainda que em ritmo vagaroso. Ai talvez vamos concluir que o espaço para o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia” é o espaço político. Espaço que não é como nós o idealizamos, mas sim um espaço em a defesa de interesses dos representados é feita como se fosse uma arena de luta e não de renúncias e altruísmos.
Bem, aproveito para corrigir alguns trechos em meu comentário que enviei hoje, quarta-feira, 23/04/2014 às 14:28, um pouco antes do seu. Assim, na frase a seguir transcrita já corrigida eu redigir 2008 em lugar de 1998. Corrigida a frase fica da seguinte forma:
“Fernando Henrique Cardoso, com carisma apenas junto a classe universitária, foi eleito às custas do Plano Real e reeleito também para manter o Plano Real ainda que em 1998, o crescimento tenha sido nulo”.
Outro trecho a merecer alteração é a frase transcrita a seguir já corrigida. No original foi suprimido o “m” da palavra “quem” e a frase deveria terminar com uma interrogação. Com a correção a frase fica assim:
“E mesmo com uma base assim quem seria capaz de alterar a liberalidade do comércio exterior brasileiro, o regime de metas de inflação, o livre fluxo de moeda, a livre flutuação da moeda, a Lei de Responsabilidade Fiscal e em tantas mais heranças malditas que aprisionam a política brasileira”?
Bem, é isto, você pegou uma frase retórica de Luis Nassif e tentou fazê-la andar. Não creio que foi com este intuito que Luis Nassif a redigiu. De todo modo, na evolução natural que eu acredito que ocorre com a humanidade, a realização da frase de Luis Nassif dar-se-á na arena política que naturalmente evolui,mas que nunca será a política idealizada pela grande maioria de nós.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/04/2014
Para não contar uma história você inventa outra
qua, 23/04/2014 - 15:28
Luis Nassif,
Você tem uma boa história. Uma disputa presidencial com três candidatos sem carisma. Bem, talvez o Eduardo Campos tenha carisma e eu ainda não tenha percebido. É de ser ver na eleição com comícios e discursos inflamados.
De todo modo, a sua história poderia levar a um questionamento interessante: porque no Brasil as disputas eleitorais estão sendo disputadas sem candidatos carismáticos? É só comparar a eleição no Brasil nos últimos 20 anos com as eleições americanas. Clinton, um carismático, contra George Herbert Walker Bush, o pai, que me parecia com pouco carisma. George Herbert Walker Bush, o pai, ganhou em 1998 mais as custas da avaliação que o povo fazia do governo de Ronald Reagan e do pouco carisma do adversário dele Michael Stanley Dukakis. Se bem que Michael Stanley Dukakis tinha mais carisma do que o adversário de George Walker Bush, o filho, em 2000, ano em que George Walker Bush, o filho, ganhou de Albert Arnold Gore Jr. Aliás, os vices raramente têm carisma. George Walker Bush, o filho, que era carismático, ganhou em 2004, de um adversário carismático, John Forbes Kerry, mas a vitória dele foi muito em função de ele ter feito a guerra contra o Iraque. E Barack Obama, com muito carisma, enfrentou em 2012 Willard Mitt Romney, também bastante carismático.
Enfim, as eleições presidencialista só não envolvem candidatos carismáticos quando eles são arrancados do bolso do colete como o são normalmente os candidatos que foram vice em governo anteriores.
E este primeiro questionamento sobre a ausência de carisma na eleição brasileira é um questionamento que se desdobra, pois cabe considerar se é bom ou é ruim que os candidatos sejam carismáticos. E há outros desdobramentos uma vez que a presença de candidatos carismáticos é próprio do regime presidencialista. Se o líder carismático for benéfico para um pais pela capacidade de catalisar as vontades populares então o regime presidencialista neste tópico seria melhor do que o regime parlamentarista. Se, entretanto o carisma for visto como algo que desvirtua a discursão dos verdadeiros problemas do país, o regime presidencialista seria então visto neste tópico como pior do que o regime parlamentarista.
Enfim, há uma gama grande de questionamentos a se fazer da atual situação política brasileira. Só que você foi buscar no passado justificativa para tratar mal as candidaturas presentes, mas não em relação a questão do carisma que é a mais evidente, mas na questão das idéias econômicas e políticas.
Sim há um vazio sobre a discussão de idéias econômicas e políticas. Só que este vazio é mundial. Há uma grande discussão econômico-política no mundo que é a distribuição de renda. Nos países já ricos, o instrumento mais forte que se utiliza para defender uma melhora na distribuição de renda é a proposta de alíquotas progressivas maiores no imposto de renda. Quem tomaria esta bandeira aqui no Brasil? No mundo esta bandeira foi tomada com o sinal trocado na década de 80 por Ronald Reagan e em parte por Margaret Thatcher. Uma bandeira que se justificou em razão da parafernália que era a algaravia das alíquotas então existentes nos Impostos de Renda de quase todos os países do mundo e que dificultavam bastante o controle e administração do imposto. A redução das alíquotas constitui de certo modo em um avanço administrativo, mas representou um fator de piora na distribuição de renda.
Fazer o caminho inverso e trazer mais alíquotas para o imposto de renda, ou pelo menos mais uma alíquota em torno de 40% para salários maiores seria uma medida inteligente e avançada. Ocorre que nesta demanda embarcam aqueles que querem que a alíquota mais alta venha acompanhada de uma desoneração para as rendas mais baixas, como se quem pagasse o imposto de renda de quem trabalha fosse quem trabalha e não quem paga o salário. Isto é, como se o patrão não pudesse optar por contratar alguém por um salário menor, uma vez que, com a nova alíquota de IR, o novo empregado receberia líquido até um pouco mais do que o empregado anterior.
Então o que sobra para discutir? Sobra só retórica, pois não há muito mais o que alterar na realidade econômico-política brasileira se você não contar com uma base coesa de idéias com cerca de 60 % de representação no Congresso Nacional.
E mesmo com uma base assim que seria capaz de alterar a liberalidade do comércio exterior brasileiro, o regime de metas de inflação, o livre fluxo de moeda, a livre flutuação da moeda, a Lei de Responsabilidade Fiscal e em tantas mais heranças malditas que aprisionam a política brasileira. Aprisionamento que, de certo modo, funciona para o bem, uma vez que se sabe que o partido que vem comandando o pais, não tem maioria isolada e assim pode justificar a inação na existência do modelo que não admite nenhuma mudança.
Então haveria muito o que se falar mas você optou por fazer um retrospecto do país a sua maneira. Um retrospecto que não bate bem com os fatos. Aliás, você tem sido até habitual nesta forma de apresentar a história política recente brasileira. Foi isto que eu recriminei junto ao seu post “O jeitinho nos anos eleitorais” de quinta-feira, 03/04/2014 às 06:00, no comentário que enviei quinta-feira, 03/04/2014 às 21:25, complementado por outro enviado terça-feira, 08/04/2014 às 19:31. O endereço do post “O jeitinho nos anos eleitorais” é:
http://jornalggn.com.br/noticia/o-jeitinho-nos-anos-eleitorais
Então no seu retrospecto aqui neste post “Eleições de 2014: três tenores sem partitura” você fala de Fernando Collor de Mello como sendo eleito com a bandeira do liberalismo. Fernando Collor de Mello tinha carisma e foi eleito com a bandeira do combate à corrupção (Fácil de enfatizar quando a inflação é elevada), o filão (e vilão) de toda falta de idéia. Fernando Henrique Cardoso, com carisma apenas junto a classe universitária, foi eleito às custas do Plano Real e reeleito também para manter o Plano Real ainda que em 2008, o crescimento tenha sido nulo. Lula foi eleito com o carisma dele e evidentemente a promessa de defesa das camadas mais pobres da população e foi reeleito um tanto pelo carisma dele e um tanto porque segurou a inflação, afinal desde 2004, o juro só aumentou.
E Dilma Rousseff foi eleita às custas do carisma de Lula e da política de reação exitosa à queda abrupta da economia no segundo semestre de 2008.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/04/2014
Não são bons os fundamentos para a crítica a Dilma Rousseff
qua, 23/04/2014 - 22:39
Luis Nassif,
Não sei em que parte da sua frase abaixo há um pouco de realidade. Diz você:
“O estímulo ao setor automobilístico, sem nenhuma exigência de contrapartida, a distribuição de desonerações da folha, sem nenhum critério de seleção de setores, os campeões nacionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), em setores de baixo atrativo tecnológico, a maneira como tentou reduzir as tarifas de energia e de combustíveis, tudo decidido de forma autocrática, sem ouvir ninguém, acabou reforçando os críticos do desenvolvimentismo, sem despertar o entusiasmo dos desenvolvimentistas”.
Pelo que consta e pelo que foi informado à época “o estímulo ao setor automobilístico” foi com contrapartida. Do mesmo modo “a distribuição de desonerações da folha” observava critério de seleção de setores.
A crítica a idéia dos campeões nacionais de modo amplo foi feita por Paul Krugman. Não achei bem fundamentada a critica de Paul Krugman, pois ele menciona a França como exemplo. Pareceu-me mais erro de tradução uma vez que a França é exemplo de grandes empresas estatais o que não se assemelha à política de campeão nacional. Sobre esta crítica de Paul Krugman eu transcrevo a seguir parte de comentário que eu enviei para o post “Gol contra” de quarta-feira, 05/06/2013, publicado no blog de Alexandre Schwartsman “A Mão Visível”. O endereço do post “Gol contra” é:
http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/06/gol-contra.html
E a parte do meu comentário enviado quinta-feira, 06/06/2013 às 23:46, está transcrita a seguir:
- - - - - - - - - - - - - - - - - -
“Sou leigo e sem a competência do Miguel Beleza nem a proximidade dele de Paul Krugman sequer para fazer a paródia, mas não resisto em dizer que a crítica de Paul Krugman à política do campeão nacional não me parece ser de alguém com bom conhecimento sobre o assunto.
A crítica de Paul Krugman aos campeões nacionais pode ser vista no post "Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas" de sexta-feira, 22/03/2013 às 08:30, no blog de Luis Nassif em que o comentarista Marco Antônio Nogueira transcreve entrevista de Paul Krugman à revista Exame. O endereço do post "Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/paul-krugman-e-o-clima-de-guerra-entre-economistas
Enfim a opinião de Paul Krugman sobre a política de campeões nacionais não é um bom fundamento para Alexandre Schwartsman se escorar.
E ainda como opinião de leigo, mas sem paródia, eu avalio como mais preciso, específico e bem fundamentado o artigo do professor David Kupfer intitulado “Campeões nacionais e multinacionais” e que foi publicado no jornal Valor Econômico de segunda-feira, 13/05/2013, trazendo uma explanação sobre a política de campeões nacionais. O endereço do artigo “Campeões nacionais e multinacionais” no site do jornal Valor Econômico se bem que só para assinantes é:
http://www.valor.com.br/opiniao/3120336/campeoes-nacionais-e-multinacionais
Outro problema na análise de Alexandre Schwartsman é que ele quer ter no Brasil o que ele desfrutou nos Estados Unidos. Costumo mostrar a diferença dizendo que se daqui a cinquenta anos o Brasil conseguir enviar o homem a lua terá realizado uma proeza que os Estados Unidos realizaram há quase meio século. Há uns vinte anos digo isso e só ainda não mudei os anos para frente.
Quanto a Paul Krugman não chega a ser problema para ele analisar o mundo pela realidade americana. É lá que ele vive, é lá que ele conhece bem. O que talvez tenha passado a ele despercebido é a importância das Forças Armadas americana na construção do poderio empresaria do irmão do norte.
Sem desmerecer a capacidade de inovação e de empreendedorismo americano, mas certamente as Forças Armadas americana funcionam, via compras públicas licitadas, mas direcionadas, como um banco de fomento para o surgimento de campeãs nos Estados Unidos de forma muito mais expressiva do que dez BNDES”.
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Bem, mas você faz um adendo na sua crítica à política de campeões, criticando-a por se tratar de setores de baixo atrativo tecnológico. Bem, aqui é preciso por fé na sua vidência para saber que setor da economia terá menos ou mais desenvolvimento tecnológico.
A redução das tarifas de energia, e não de combustíveis, pois no caso das tarifas de combustíveis o que ocorreu foi não se aumentar os preços de combustíveis, pode ter sido uma medida errada, mas teve ampla discussão.
Uma pena em toda esta discussão é que o maior feito de Dilma Rousseff: ter assegurado durante o mandato dela o menor juro real, não seja apresentado nem mesmo para discussão. Quem quiser descobrir este feito da presidenta Dilma Rousseff tem que ir em lá no blog de Alexandre Schwartsman junto ao post “Derruba sim...” de terça-feira, 08/04/2014, e conclui isto de um gráfico que ele cuidadosamente o elaborou. O endereço do post “Derruba sim...” é:
http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/04/derruba-sim.html
Estranho é saber que a informação em defesa do governo de Dilma Rousseff esteja disponível em um blog de quem é crítico dela e da política econômica que a presidenta Dilma Rousseff executa.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/04/2014
O segundo mandato da Dilma
qua, 23/04/2014 - 15:14
O segundo mandato da Dilma vai ser tao ruim quanto o segundo mandato do FHC. O PMDB vai simplesmente faze-la de refem.O governo vai ser tao ruim que vai enterrar o PT da mesma maneira que o FHC enterrou o PSDB.E a historia se repete ...
O segundo mandato de Dilma
qua, 23/04/2014 - 17:02
O segundo mandato de Dilma vai ser tão bom quanto o segundo mandato do Lula.
Que também disseram que seria igual ao segundo mandato de FHC e foi o oposto.
ABAIXO A DITADURA
Ninguém disse nada do 2º mandato do Lula
qua, 23/04/2014 - 20:09
Já que virou Fla Flu, opinião todo mundo tem.
Mas ninguém disse que o segundo mandato do Lula ia ser igual ao do FHC (pelo menos aqui no RJ). Agora o cenário é totalmente diferente.
Mas concordo com você sobre dizer que o segundo mandato da Dilma será igual ao do FHC, pois o primeiro já está sendo...
LC Futebol C(r)ube, um c(r)áçico da opinião.
qua, 23/04/2014 - 21:43
Isto não é Fla x Flu, é Íbis e Misto de Mato Grosso. Mandato de Dilma igual a do FHC? Chama isto de opinião? carai...
Depois reclama lá embaixo que vão transformar o nassif em extrema direita...putz, se ele estiver dependendo de gente como você para "salvá-lo" ele já-já estará babando na gravata enfeitada com suástica...
Perder eleição...rsrsr...dá-lhe wishfull thinking. A oposição não ganha este troço nem se a Dilma e o PT renunciarem a disputa...
Eleições 2014: três tenores sem partitura
qua, 23/04/2014 - 14:14
O Dr. Roberto Campos era contra a tal "exclusão" que o capitalismo provocava. Era da opinão que não existia. Mas certa vez li em um dos seus artigos: "no plano econômico implantado no Brasil procuramos incentivar a construção civil para ajudar os mais pobres, os trabalhadores braçais". O sentido era exatamente esse.
Ele sabia que exista esse problema.
O jornalista Carlos Heitos Cony usou uma imagem que é mais ou menos assiim: "às vezes é preciso puxar o freio do bonde, uns serão jogados para fora e tudo se arruma".
Sabendo os apoios que Eduardo Cunha vem recebendo a gente sabe muito bem o que quer dizer "dar autonomia ao Banco Central" e "sobre investimentos estrangeiros".
Eleições 2014: três tenores sem partitura
qua, 23/04/2014 - 14:07
O finado Dr. Roberto Campos sempre foi contra a tal "exclusão" q
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