Presidente da OAB que defende impeachment de Dilma, ameaça pedir afastamento de ministros diretamente investigados pela operação


Jornal GGN – Empresas investigadas pela Operação Lava Jato doaram dinheiro para a campanha de 12 dos 13 ministros nomeados pelo presidente interino Michel Temer (PMDB). Os repassem foram feitos em 2014 para José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), entre outros.
Em nota divulgada recentemente, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamarchia, que apoia o impeachment de Dilma criticou publicamente a nomeação de ministros citados na Lava Lato, e disse que poderá avaliar o uso de instrumentos jurídicos para pedir o afastamento de ministros que eventualmente se tornarem réus na operação.
Entre os 22 ministros do governo Temer, 7 deles foram citados no curso da operação Lava Jato. São eles: Bruno Araújo (Cidades); Raul Jungmann (Defesa); Mendonça Filho (Educação e Cultura); Romero Jucá (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão); Ricardo Barros (Saúde); Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo); e Henrique Eduardo Alves (Turismo).
VALMAR HUPSEL FILHO
Recursos foram repassados quando os hoje integrantes da equipe do presidente em exercício se candidataram a cargos eletivos, em 2014
Dinheiro de empresas envolvidas no esquema revelado pela Operação Lava Jato irrigou as campanhas de 12 dos 13 ministros nomeados pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), que se candidataram a algum cargo eletivo em 2014. Os recursos foram repassados de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral.
Os que declararam doações de empresas que estão na mira da operação foram José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Ricardo Barros (Saúde).
A exceção é Ronaldo Nogueira (Trabalho). Quando concorreu a uma vaga de deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul, o ministro recebeu R$ 393 mil em doações. Na sua prestação de contas não há registro de empresas alvo da Lava Jato.
Do grupo contemplado com doações, o maior beneficiado é Henrique Alves (PMDB). Na campanha para governador do Rio Grande do Norte, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 7,8 milhões das empresas investigadas por envolvimento no esquema de desvios na Petrobrás.
O valor representa 34% dos R$ 23 milhões declarados como doações na prestação de contas de 2014 do peemedebista. As doações foram feitas principalmente pela Odebrecht (R$ 5,5 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 2,1 milhões). Galvão Engenharia (R$ 200 mil) e Andrade Gutierrez (R$ 100 mil) também doaram. Alves foi derrotado por Robinson Faria (PSD) no 2.º turno.
Geddel Vieira Lima declarou ter recebido R$ 7,1 milhões em doações eleitorais na campanha de 2014 ao Senado pelo PMDB da Bahia. Deste valor, R$ 2,3 milhões foram repassados por empresas que tiveram seus presidentes presos na Lava Jato – as empreiteiras Odebrecht (R$ 1,7 milhão) e UTC (R$ 75 mil) e o Banco BTG Pactual. Geddel não se elegeu.
Serra também ultrapassou a casa dos milhões em doações de empresas citadas na Lava Jato. Na campanha para o Senado, o tucano declarou ter recebido R$ 1,2 milhão da OAS e R$ 856 mil da Andrade Gutierrez. Serra declarou R$ 10 milhões em doações naquele ano.
Romero Jucá é alvo de investigações na Lava Jato; Alves é alvo de um pedido de investigação e Geddel foi citado na operação. O ministro do Turismo é suspeito de receber dinheiro do dono da OAS, Léo Pinheiro, em troca de favores no Legislativo e em tribunais. Em dezembro, sua casa foi alvo de busca e apreensão feita pela Polícia Federal.
Geddel aparece nas mensagens captadas pela PF com Léo Pinheiro em que tratam de interesses da OAS em órgãos do governo, entre eles a Caixa Econômica Federal – da qual o ministro era vicepresidente.
HSV
15 de maio de 2016 8:20 pmNassif, deixamos de ser a
Nassif, deixamos de ser a República Federativa do Brasil para ser a República Lava Jato do Brasil! Felizmente desde do dia 12/5/2016 deixamos de ser um país corrupto. Prova maior é o sossego das panelas mediante um ministério lava jato!!!!!
HSV
15 de maio de 2016 8:26 pmNassif, deixamos de ser a
Nassif, deixamos de ser a República Federativa do Brasil para ser a República Lava Jato do Brasil! Felizmente desde do dia 12/5/2016 deixamos de ser um país corrupto. Prova maior é o sossego das panelas mediante um ministério lava jato!!!!!
Serjão
15 de maio de 2016 8:49 pmO que foi feito da Lava Jato?
Aécio na Lava Jato:
https://www.youtube.com/watch?v=xk2TYKCIenE
Henrique Finco
15 de maio de 2016 9:14 pmNotório
É um ministério de Notáveis Notórios…. Poderiam encaixar o Zeca Perrella…..
Motoboy
15 de maio de 2016 9:37 pmTem uns caras aí, algumas
Tem uns caras aí, algumas instituições e alguns grupelhos, que tinham como característica milenar agirem mais discretamente… pois é, viraram vedetes!!!
Guimarães Roberto
15 de maio de 2016 9:37 pmJá se sabe o que vai acontecer.
Pelo andar da carruagem todos já perceberam o que vai acontecer. O governo vai mexer as peças no tabuleiro de xadres para parar a Lava Jato. É a única maneira de seus colaboradores não serem investigados e processados.
Gilson AS
15 de maio de 2016 9:44 pmNo governo Dilma a oposição
No governo Dilma a oposição impediu de tomar posse dois ministro.
O primeiro foi o da justiça, indicado pelo jaques Wagner, o segundo, o Lula.
Agora chegou a vez da oposição ( ex governo) entupir o Janot e o STF de denuncia. Tem que fazer o mesmo jogo que fizeram.
Parece que até agora só há um pedido de impugnação desses ministros
Já que não soube governar, pelos menos faça oposição mais competente.
Mário Mendonça
15 de maio de 2016 9:54 pmLourdes
Cadê os paneleiros
Lourdes
Cadê os paneleiros !?!?!
Mário Mendonça
15 de maio de 2016 9:56 pmNassif
Tenho inveja de Putin
Nassif
Tenho inveja de Putin e Xi Jinping, pois lá, todos os golpistas traidores VENDILHÕES DA PÁTRIA estariam fuzilados ou presos em um Gulag qualquer. Graças a OMISSÃO e a MIOPIA de dilma, chegamos a esse absurdo que é um VAMPIRO presidente! Eu já teria chamado as Forças Armadas, ordenando que fechasse o mafioso congresso e stf, prendido todos os golpistas, inclusive os da fiesp. Mas parece que nossa presidente não leu Maquiavel, se leu, não entendeu que com FASCISTAS, não há diplomacia! http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/116/a-multa-bomba-de-r-7-bilhoes-9245.html
Diego Queiroz
15 de maio de 2016 10:22 pmFascistas?
Os fascistas são os outros? Tem certreza?
JB Costa
15 de maio de 2016 9:58 pmO Brasil atravessa uma quadra
O Brasil atravessa uma quadra de absoluta esquizofrenia. Fiquemos nesse caso da Lava a Jato.
Depois dessa Operação assim apelidada, veio a tona o que se sabia desde que os orientais atravessaram o Estreito de Bering e vieram bater aqui nesse subcontinente que veio a se chamar América do Sul: empreiteiras, e de restos os grandes fornecedores de produtos e serviços para os governos nos seus três níveis, são os contribuintes mais expressivos nas campanhas políticas.
Também é mais conhecida e reconhecida que arrastado de penico(artefato de saudosa memória) a prática das mesmas,e dos mesmos, “molharem a mão”(esquerda, porque a direita é “pura”) de agentes do Estado para ganharem licitações e super faturarem os orçamentos respectivos.
Nesse aspecto, o Estado brasileiro deixa de ser apenas uma super estrutura em termos políticos-ideológicos e funcionais para ser também a referência maior em termos de corrupção que de contingente passa a ser necessária. Ela – corrupção , já está livre de circunstâncias, de ocasiões propícias, de ocorrer ou não ocorrer.
Onde entra a esquizofrenia nessa história? Exatamente quando a mesmíssima prática é apreendida e ponderada ao mesmo tempo como crime, delito, passível de condenação e como singelas contribuições movidas(segurem o choro) apenas pelo amor cívico. Uma dualidade que será hipocritamente manipulada para atingir desafetos políticos.
Assim, as contribuições para o PT, hoje no Poder, foram carimbadas como propinas. Para a oposição, contribuições normais de campanha. Como se esta não fosse governos nas unidades federativas e nestas inexistissem obras cujos licitantes de sempre são as mesmas empreiteiras.
É o uso dos dois dedos pesos e duas medidas que induz a esse debate interminável de quem rouba mais ou rouba menos e a esse absurdo de se tratar um assunto de POLÍCIA com um viés de POLÍTICA.
Hsv
15 de maio de 2016 10:18 pmVejam como nos fazem de
Vejam como nos fazem de otarios. O Supremo propagando pelos quatro cantos independência entre os poderes,para não interferir na Câmara dos deputados, enquanto impedia uma simples posse do novo ministro da casa civil, apesar de ser um ato privativo do chefe do poder executivo, em razão de pura e simples interpretação do áudio ilegal do Moro. Agora, com os verdadeiros ministros envolvidos com mil roubalheiras r lava jato por cima, o STF não faz nada pra barrar os notáveis ministros bandidos !!!
Hsv
15 de maio de 2016 10:23 pmO corpo de ministros notáveis
O corpo de ministros notáveis de Temer é de causar inveja no PCC!!! Na verdade, são notáveis corruptos! Viva as panelas, vazia de conhecimento, mas cheias de hipocrisia!!!!
Cidadão
15 de maio de 2016 11:36 pmBoas notícias
Segundo o Blog do Esmael, deputados petistas vão à Curitiba para forçar a Lava-Jato a continuar seus trabahos.
A Lava-Jato é sem dúvida a grande conquista a ser preservada.
Bancada do PT na Câmara viajará para Curitiba em apoio à Lava Jato
15 maio 2016 – 16:57 5 Comentários
O objetivo dos petistas é garantir que as investigações não terminem em pizza em virtude da ascensão do presidente interino Michel Temer, após o golpe de Estado no último dia 12.
Na última sexta-feira, dia 13, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ingressou na Procuradoria-Geral da República com pedido de anulação da nomeação dos novos ministros investigados pela Lava Jato.
A bancada do PT espera ser recebida na capital paranaense pelo juiz Sérgio Moro.
Após da posse de Temer, várias ações criminais contra integrantes de seu governo provisório foram suspensas ou arquivadas. Vide o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), suspeito de corrupção em Furnas, que teve o processo paralisado, na quinta 12 à noite, por determinação do ministro do Supremo Gilmar Mendes.
jose adailton v ribeiro
15 de maio de 2016 11:40 pmO Pântano
Ricardo Antunes – FOLHA
O pântano chegou ao volume morto
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/05/1771274-o-pantano-chegou-ao-volume-morto.shtml
Cidadão
16 de maio de 2016 12:41 amMatéria para assinantes
O seu link dá para uma matéria reservada a assinantes.
Você é assinante ou tem alguma técnica que possamos usar para ler o texto ?
Jus Ad Rem
16 de maio de 2016 1:31 amVai bater panela, coxinha?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=dqgQR2CmMAY%5D