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Enfim, um empresário realmente revolucionário, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil

Enfim, um empresário realmente revolucionário

por J. Carlos de Assis

Depois de quase um século camuflada em razão das conquistas sociais objetivas dos trabalhadores, lentas mas progressivas, a luta de classes ressurgiu no Brasil sob o comando glorioso de Paulo Skaf, que não esconde seu propósito macabro de destruir os direitos trabalhistas no país em nome da produtividade do capital. Tendo tomado de assalto os caixas do Senai e do Sesi, ele tem uma formidável fonte de financiamento para atacar o Governo, defender o impeachment e ditar para o Congresso uma das agendas mais reacionárias da história da República, comparável e confundida com as agendas do senador Renan Calheiros e a de Temer.

Se implementada, a agenda da Fiesp incendiaria o país com a ressurgência da luta de classes dos tempos da  Questão Social do início do século XX, quando a busca de direitos por parte dos trabalhadores levou a uma onda de quebradeiras e incêndios de empresas em São Paulo. Na ocasião foi o velho patriarca Matarazzo que, do alto da sua experiência italiana, esfriou os ânimos dos empresários mais inquietos que queriam responder às greves de trabalhadores com lockt outs.. Hoje, no limitar de uma crise social de proporções gigantescas, não temos Matarazzo, ou Roberto Simonsen, pacificadores. Temos Skaf, o revolucionário.

Os líderes trabalhistas autênticos com os quais tenho conversado, graças à Fiesp passaram a interpretar as propostas de impeachment como um aspecto renascido da luta de classes. O que essa classe empresarial representada pela Fiesp quer - na verdade, em seus arroubos retóricos, exige - é a demolição de direitos trabalhistas, previdenciários e assistenciais. Tudo aquilo que, desde Getúlio, e incluindo até mesmo o período militar, foi conquistado, consolidando-se na Constituição, tem que ser demolido, segundo a Fiesp. E o atalho para essa demolição é o impeachment de Dilma, a qual, a despeito dos paradoxos como a proposta de reforma previdenciária, se mantém nos trilhos da democracia social.

Com dinheiro público, extremamente mal vigiado pelos órgãos controladores da República, Paulo Skaf, o chefe revolucionário do patronato - felizmente, o presidente Robson e outros três presidentes de federações da indústria ainda conservam a lucidez e não seguiram sua trilha golpista -, comanda na Fiesp um bando de vendilhões da pátria, entre as quais o entreguista encarregado da área internacional, embaixador Barbosa,  sabujo articulador dos interesses americanos no Brasil pelas folhas sujas do Globo. Com uma equipe de fantoches, onde se incluem assessores vigaristas que vendem a alma por dinheiro, Skaf tem seu pequeno reino do qual, com a alavancagem do Sesi, pretende chegar ao governo do Estado de São Paulo, que por enquanto o povo lhe negou sabiamente.

O que se deve investigar, com maior relevância que a Lava Jato, são as articulações financeiras da Fiesp com o sistema Globo e o resto da grande imprensa A televisão sorve com sofreguidão recursos oriundos do Senai e sobretudo do Sesi, como se fosse um direito adquirido seu. E não apenas a TV aberta. Lá está a TV Futura, criada pela Globo para cuidar do seu próprio futuro, sendo financiada à larga pelo Sesi. A Ação Global é outra propriedade da Globo financiado pelo sistema S. Aliás, o que espanta é que o mesmo esquema prevalece no Senac e Sesc, embora a velha raposa que toma conta desse galinheiro, Oliveira Santos, seja mais discreto e não tenha a pretensão de comandar uma revolução de classe no Brasil.

Entretanto, se Skaf quer guerra, ele a terá. Quando estava no poder, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi virtualmente deposto por um golpe chefiado pelo principal dirigente empresarial do país, associado à principal televisão privada. Até fisicamente parecido com Skaf. Os militares reagiram e liquidaram com o golpe. Aqui não vai ter luta física, como não teve na Venezuela. Não precisa. Skaf não comanda tropas. Comanda dinheiro público. Contudo, mesmo em  grandes volumes, e fartamente distribuído pelos jornalões, como se viu na terça-feira, não dá para comprar mais de 200 milhões de brasileiros!

J. Carlos de Assis - Jornalista e economista, doutor pela Coppe/UFRJ.

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14 comentários

Comentários

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E o Jair Menegheli?

Ele não é o presidente do SESI/?

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A FIESP vive do que????

???

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Ockham

"A FIESP vive do que????" A

"A FIESP vive do que????"

A priori, da contribuição obrigatória a cada empregado da Indústria Brasileira. (Já vem descontado no holerite)

Me parece que recebe recursos dos governos federal e estadual ftambém.

É o tal de sistema “S”.

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Resistiria a 15 dias de

Resistiria a 15 dias de investigação séria, seja pela PF, pela Receita ou MP?

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paga o pato skaf, o holandes está cobrando!

essa é a moral dos que querem derrubar o governo. sonegar, subornar, corromper, enfim podia citar mais um mundo de crimes, mas estes estão previstos na constituição e temos provas amplas de sua ocorrência, ao contrário do dito crime de responsabilidade!

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Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

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Orlando Soares Varêda

  A FIESP deveria cuidar de

 

A FIESP deveria cuidar de arrumar de volta os recursos roubados, desviados, ou sonegados. Como preferir. O importante, é que devolvam ao país a dinheirama monumental que retiram dos brasileiros pelo vezo sem vergonha da sonegação profissional. Chega de tanto cinismo e hipocrisia canalha, a FIESP é uma central de sonegação e alberga entre os seus, um bando de corruptos com larga história de conspiração, golpes e falcatruas diversas. Inclusive, financiando a criminosa operação bandeirante, OBAN* de triste memória. Para os mais novos: a *OBAN era localizadas na rua Tutóia, onde atualmente funciona o 36° distrito policial.

Orlando

 

* OBAN. Um dos órgãos de repressão mais violentos na história da Ditadura Militar no Brasil foi a chamada Operação Bandeirante, criada pelo II Exercito em São Paulo, no mês de Julho de 1969. Foi um centro integrador das forças que reprimiram os que resistiam ao regime ilegal e ilegítimo dos militares que deram o Golpe em 1964. As suas instalações eram localizadas na rua Tutóia, onde atualmente funciona o 36° distrito policial.

Inicialmente, um centro clandestino de detenção e tortura que reuniu integrantes das três forças militares assim como um pequeno contingente “escolhido a dedo” de soldados da Força Pública e da Policia Civil do Estado de São Paulo. A partir de meados de 1970, a Operação Bandeirante tornou-se uma estrutura oficial das forças do Exército, passando a ter o nome de DOI-CODI (Destacamento de Operações e Informações ligado ao Centro de Operações de Defesa Interna). Na década de 80, os DOI foram renomeados SOP – Setor de Operações.

Calcula-se que passaram pela OBAN mais de 10.000 prisioneiros. Os seus comandantes, hoje processados pelo Ministério Público Federal, foram os responsáveis por inúmeras mortes de combatentes sob torturas e friamente executados nas dependências deste organismo ou em vias públicas....

( Memorial da Resistência de São Paulo )

Largo General Osório, 66 - São Paulo, SP
Tel. 55 11 3335-4990
Aberto de quarta a segunda
(Fechado às terças)
Entrada Gratuita
[email protected]
 

 

 

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Gui sp

Eu não acredito, acabo de ler

Eu não acredito, acabo de ler matéria sobre o possível plágio e apropriação sem o devido licenciamento a obra do artista holandes Florentijn Hofman do famoso pato da FIESP. Já entendi, o model de gestão de negócios ética apregoada pela FIESP passa elo plágio e o não pagamento dos direitos autorais..

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Ou seja,

não será nenhuma surpresa se for a FIESP que é que vai pagar o pato ...

(do pato).

 

Tiririca deve estar verde de inveja, pois parece haver gente querendo tomar o lugar dele. 

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José MIra

Pagar o pato

Não vamos pagar o pato.  Essa é a catilinária do Skaf. 

Não precisa pagar o pato Skaf, basta pedir para os empresarios pagarem o que sonegam. 

Materia publicada pela Carta Capital (setembro-2015) quando a Divida Publica era de 1,46 trilhão de reais, a Divida Tributaria estava em 1 trilhão, dos quais 339,9 bilhões de devedores de São Paulo. Dados da Procuradoria da Fazenda Nacional.

Fora INSS, FGTS, dinheiro do trabalhador. 

Por isso seu Skaf, nao pague o pato, Peça para sua turma pagar o que deve.

 

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Jossimar

Vamos mudar o slogan para que

Vamos mudar o slogan para que se adeque mais a filosofia Skafiana:

"Não vamos PAGAR o pato, vamos ROUBAR o pato"

Digno dos empresários fiespianos, conhecidos como grandes sonegadores.

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Armando Falo

Cadê o Ministro da Justiça

Cadê o Ministro da Justiça pra botar a PF pra investigar os desvios de dinheiro do sistema S por Skaf ?
Tenho certeza que o desvio ajuda no financiamento do golpe de estado no Brasil.

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FIESP e Skaf suicidas. O

FIESP e Skaf suicidas. O grupo politico que assume as rédeas do poder central caso Dilma caia é francamente favoravel ao capital financeiro internacional. O que resta do antigo poder da FIESP será aniquilado em meses.

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Será

Que representa mesmo o empresariado brasileiro.

A Fiesp representa quem ? São empresas de SP, com capital de SP mesmo?
Ou é a Wolks do Brasil e a Ford do Brasil, de acordo com a lei, empresas 199% nacionais.
Tem que me explicar a lei para responder?
Ainda existe empresariado de SP?

Não tem algum problema NA LEI? Ou melhor, não há algum problema na Constituição! ??

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Teresa Tigre

Muito boa  análise.Importante

Muito boa  análise.Importante porque ressalta a questao da luta de classe, que deve sempre estar compreendida no contexto desse pretenso movimento "salvacionista", que com toda hipocrisia , tentam esconder seus reais motivos golpistas, interesses subservientes ao capital internacional. Muito necessário desmascara-los.

 

 

 

 

 

 

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Skaf é um homem de

Skaf é um homem de negócios.

Ele fareja lucro certo a médio e longo prazo.

Se o golpe derrubar Dilma Rousseff, a reação popular será grande obrigando o novo regime a usar a repressão em escala industrial.

Creio mesmo que a repressão será maior e mais violenta do que foi durante a Ditadura.

Uma excelente oportunidade de "big business" para um industrial disposto a fabricar Pimentinhas, Cadeiras do Dragão, Camas de Boilesen e os apetrechos indispensáveis a outros tipos de tortura (Submarino, Telefone, Pau-de-arara), etc...).

Em razão da pressa e do medo, o "novo Estado torturador" adquirirá todos estes produtos sem licitação. Uma excelente oportunidade para aumentar o lucro de Skaf mediante o pagamento de propina ao comprador. 

O capitalismo do terror voltará a se instalar no Brasil. Trturadores e empresários safados como Skaf serão felizes.... as custas do sofrimento dos torturados. Mas a dor deles não vem ao caso, como dirá Sérgio Moro ao ser entrevistado pela Rede Globo numa matéria especial sobre a inexistência de tortura no "novo Brasil sem o PT". 

 

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