
Jornal GGN – Por meio de nota, a Federação Única dos Petroleiros criticou a aprovação de Pedro Parente pelo Conselho de Administração da Petrobras para assumir a presidência da estatal. Para eles, o Conselho, que defendia a independência da empresa em relação ao governo, agora “aceita de braços abertos” e endossa a indicação do PSDB.
A FUP aponta os “escândalos e fiascos” que Parente causou quando foi ministro no governo Fernando Henrique Cardoso, relembrando a crise de energia elétrica em 2001 e afirmando que a “ficha corrida dele o desabona a gerenciar qualquer bem público, que dirá a mais importante empresa brasileira”. Para a Federação, não há dúvidas de que Parente irá retomar o “desmonte iniciado por FHC”.
Leia a íntegra da nota abaixo:
Enviado por Webster Franklin
O Conselho de Administração da Petrobrás, que até pouco tempo atrás defendia ardorosamente a independência da empresa em relação ao governo e aos partidos políticos, endossou a indicação do PSDB (aliado do governo golpista de Michel Temer) e aceitou de braços abertos Pedro Parente.
Os escândalos e fiascos que protagonizou como ministro de Fernando Henrique Cardoso e o prejuízo de mais de US$ 1 bilhão que causou à Petrobrás no passado, nada disso foi levado em conta pelos conselheiros. A FUP cobrou esclarecimentos sobre os critérios utilizados no Teste de Integridade que avaliou Pedro Parente.
A ficha corrida dele o desabona a gerenciar qualquer bem público, que dirá a mais importante empresa brasileira. Não temos dúvidas de que sua missão na Petrobrás será retomar o desmonte iniciado por FHC e que foi estancado no governo Lula.
Conhecemos muito bem o modus operandi dos tucanos e não permitiremos que repitam os estragos dos anos 90, quando dizimaram direitos da categoria e tudo fizeram para privatizar a Petrobrás, que só não virou Petrobrax em função da resistência dos trabalhadores.
Pedro Parente significará a volta da gestão do PSDB. Um presidente indicado por um governo golpista não terá a legitimidade dos petroleiros.
SEU PASSADO O CONDENA
Conhecido como o “faz-tudo” de FHC, Pedro Parente carrega em seu currículo a pecha de “ministro do apagão”, por não ter conseguido gerenciar a crise de energia que eclodiu em 2001 e impôs à população cortes de luz, racionamentos e contas altíssimas.
Nessa mesma época, ele obrigou a Petrobrás a bancar investimentos privados em usinas termoelétricas e garantir o lucro dos empresários através de escandalosas “contribuições de contingências” que causaram prejuízos de mais de 1 bilhão de dólares à companhia.
Pedro Parente também responde a ação por improbidade administrativa, quando ocupou a Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, no início do governo FHC. Em um dos processos que corre contra ele na Justiça Federal de Brasília, chegou a ser condenado, junto com outros ministros tucanos,a ressarcir os cofres públicos em R$ 2,9 bilhões.
CONSELHEIRA ELEITA TRAIU A CATEGORIA
A conselheira eleita, que ganhou a representação dos trabalhadores no CA com o apoio das gerências, cumpriu o seu primeiro dever de casa e referendou a nomeação de Pedro Parente, que, segundo a imprensa, foi eleito por unanimidade.
Em seu discurso de campanha, ela jurou independência política, mas o primeiro ato como conselheira foi servir de correia de transmissão de um governo golpista.
Michel Temer já anunciou que “o Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura” e que “a Petrobrás é uma empresa que tem que pautar-se pelos critérios de seu interesse, como se fosse quase um empreendimento privado”.
Essa não é a agenda dos trabalhadores. A conselheira, que deveria representar os petroleiros no CA, votou a favor dos entreguistas e traiu a categoria.
Gardenal
1 de junho de 2016 2:04 pmSó o Temer – Presidente em
Só o Temer – Presidente em Precipício, ainda não percebeu que o PSDB já está na OPOSIÇÃO.
MARCOS FERREIRA
1 de junho de 2016 4:39 pmPara ser do PSDB este governo
Para ser do PSDB este governo só falta o próprio FHC ocupando um cargo pois a política ecnomica é a mesma.
mlK
1 de junho de 2016 6:48 pmA Engenheira representante
A Engenheira representante dos funcionarios no CA aprovou também esta aberração. Eu já sabi que seriamos traidos , Engenheiro nunca defendeu chão de fabrica , Estarão sempre ao lado do Patrão … Se a empresa for privatizada acham que vão ficar numa boa , ledo engano serão demitidos também …..
romulus
1 de junho de 2016 10:50 pmParente é Serpente: golpe ataca Petrobras e Pré-sal
Parente é Serpente: golpe ataca Petrobras e Pré-sal
ROMULUS QUA, 01/06/2016 – 18:41
Por Romulus
– A escandalosa fraude político-jurídico-administrativa, em que um governo – ainda em seu interinato! – arvora-se o direito, já que o STF e a PGR assim permitem, de praticar atos da maior relevância programática e de difícil (impossível?) reparação.
– Mesmo que Parente acredite que a desestatização seja benigna, como pessoa pública aceita usar uma fraude fiscal como álibi para vender o patrimônio da União.
– Tal venda – num momento de depressão de preços na indústria do petróleo em nível mundial e de depreciação dos ativos nacionais pela conjuntura política e econômica e pela desvalorização do Real – constitui uma lesa ao Estado brasileiro sem precedentes.
– Como que uma empresa cuja emissão de títulos tem mais procura do que aquilo que ofertou precisa de capitalização pelo tesouro nacional? Caso a vontade fosse não dispor levianamente do patrimônio da empresa, bastaria, como no passado, lançar mão de uma operação de cessão onerosa.
Parente é Serpente: golpe ataca Petrobras e Pré-sal
Por Romulus
Começo mal o post de hoje, já me desculpando:
– Mario Monicelli – onde quer que esteja – no céu, no nada ou em tudo que (não?) existe no meio – perdoe-me por usar o título e as fotos do seu excelente filme de humor negro de 1992 para ilustrar este post. É que, como vemos no Brasil de hoje, há mais de uma acepção possível para “parente”, “serpente” e mesmo para a expressão composta: “Parente serpente”.
Saibam, Mario e demais, que o presidente da Petrobras, Pedro Serpente, digo, Pedro Parente, empossado hoje no cargo, disse que a companhia vai “vender ativos para evitar repasses do Tesouro Nacional”.
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