20 de junho de 2026

Folha esquece Alckmin e crítica medidas de economia de Haddad

Jornal GGN – A Folha se superou na tentativa de tirar o foco do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. A publicação caiu em cima do prefeito Fernando Haddad, colocando o decreto de que escolas terão que economizar 20% de água de forma a torná-lo o grande vilão nesta crise hídrica. A população do estado de São Paulo está sendo instada a economizar os 20% de água sob pena de multa em conta emitida pela Sabesp, o que também não foi lembrado no texto. O jornal esmera-se em criminalizar a ação do prefeito dando voz a um médico infectologista que considera ‘criminosas’ impedir a criança de escovar dentes na escola, bem como substituição de refeições por sanduíches, o que diminui o volume de pratos a serem lavados. O jornal, de novo, busca grudar o problema da água ao município, isentando de forma inconsequente o governador Geraldo Alckmin. Leia a matéria a seguir.

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da Folha

Crise da água

Escolas vetam até escova de dente para economizar água

Funcionários acompanharão alunos no banheiro para evitar desperdício em SP

Infectologista aponta chance de complicações ‘seriíssimas’ nos alunos; prefeitura cobra 20% de economia nos gastos

THAIS BILENKY DE SÃO PAULO

Em meio à crise da água, escolas da rede municipal de São Paulo retomam as aulas nesta quarta-feira (4) com medidas extremas. Crianças serão proibidas de escovar os dentes. Outras receberão a chamada “merenda seca” –sanduíches em guardanapos, em vez de refeições em pratos, que precisam ser lavados.

Algumas unidades destacaram funcionários e ou professores para acompanharem os alunos no banheiro, evitando, assim, o uso excessivo de torneiras e descargas.

As atitudes são uma resposta a decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) que obriga as escolas municipais a reduzirem em 20% o consumo de água.

Folha esteve em seis colégios na zona norte de São Paulo nesta terça-feira (3).

Em três unidades, diretores disseram que, em vez de lavar as mãos com água e sabão, as crianças serão orientadas a usar álcool em gel.

Em um desses colégios, não será mais permitido tomar água diretamente do bebedouro. Cada estudante terá uma caneca, e professores supervisionarão o consumo.

Gestores afirmaram que os docentes deverão trabalhar o tema da crise da água em classe, como forma de conscientizar alunos e famílias.

A medida pode beneficiar a mãe Tatiane Silva, 32. Ela diz que falta água em sua casa diariamente e que depende da colaboração dos filhos, matriculados em uma das escolas visitadas, para poupar o necessário. “Quando eles lavam louça, tenho que ir lá fechar a torneira”, afirma.

Nas unidades, a lavagem de pátios, quadras e corredores será feita com vassouras e, se necessário, com baldes de água e panos. O uso de mangueiras foi suspenso.

Para o médico infectologista Caio Rosenthal, algumas dessas medidas são “criminosas”. Proibir alunos de escovar os dentes pode causar cáries, infecções e complicações “seriíssimas”, diz.

Substituir refeições por sanduíches, se tiverem menor valor nutricional, é “discriminatório”, em sua opinião.

“Supõe-se que são crianças que não têm refeição de excelência em casa. Baixar o nível também na escola é inadmissível”, diz. “Se há estado de guerra, quem deve ir para o front é o soldado, não a criança. Ela terá que pagar pelo resto da vida por um descuido das autoridades?”

MANGUEIRA

Enquanto alguns colégios adotam medidas drásticas para reduzir o consumo de água, em uma escola de ensino fundamental na Freguesia do Ó, a rotina não mudou.

Segundo uma funcionária, a diretora ordenou duas lavagens com mangueira em menos de uma semana para receber os alunos.

A caixa-d’água de 3.000 litros teria sido esvaziada mais de uma vez com essa finalidade. Quando a reportagem esteve no local, havia poças nos corredores, quadras e pátios, e o piso dos banheiros estava úmido.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que as medidas recomendadas para as escolas são uso racional da água, manutenção das redes hidráulicas com problemas e reforço nas orientações aos alunos.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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23 Comentários
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  1. ROGERIO FARIA

    4 de fevereiro de 2015 9:34 am

    Tudo eu!

    CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!

  2. Dani

    4 de fevereiro de 2015 10:21 am

    This comment has been deleted.

    1. Ivan de Union

      4 de fevereiro de 2015 10:44 am

      “Também nunca foi alvo do MPL

      “Também nunca foi alvo do MPL a residência do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que vive com a família em um prédio no Morumbi próximo ao palácio”:

      Porque serao espancados pela policia e sabem disso.

    2. Alan Souza

      4 de fevereiro de 2015 11:35 am

      O MPL é tucano

      Um movimento que existe desde o ano 2000, nunca fez nada nos outros aumentos de passagem (de ônibus e do metrô), e quando o Haddad assume eles decidem incendiar São Paulo. Ignoram os aumentos da tarifa do metrô e só atacam o prefeito. Se não for Tucano, é demo…

      1. Marco St.

        4 de fevereiro de 2015 12:40 pm

        Todo ano tem passeata do MPL.

        Todo ano tem passeata do MPL. Ocorre que em 2013 a PM do Alckmin além de bater nos manifestantes também agrediu jornalistas do PIG. Aí deu no que deu…

      2. Bruno Maricato

        4 de fevereiro de 2015 2:18 pm

        Eles não são tucanos não, são

        Eles não são tucanos não, são pequenos burgueses, tem sua origem na elite intelectual unioversitaria, não é um movimento de massa nascido no proleteriado.

      3. Bruno Maricato

        4 de fevereiro de 2015 2:18 pm

        Eles não são tucanos não, são

        Eles não são tucanos não, são pequenos burgueses, tem sua origem na elite intelectual unioversitaria, não é um movimento de massa nascido no proleteriado.

    3. Almeida

      4 de fevereiro de 2015 11:46 am

      Faz o seguinte: Cria o MAL ─ Movimento Água Livre.

      Como o nome indica, a causa desse movimento será o acesso da população a um abastecimento d’água decente, sua agenda terá como ponto central, as mobilizações de cobranças aos governantes da gestão das águas.

      Não faz nenhum sentido cobrar dos movimentos em defesa dos índios do Acre, por exemplo, que  eles baixem em São Paulo para fazerem protestos contra a calamidade da Sabesp. Se o PT perdeu a capacidade de organizar e mobilizar as ruas, não cobre a incompetência desse partido de mais ninguém; não cobre isto do MPL, a agenda desse movimento é a questão do transporte coletivo, não faz sentido também que eles mudem sua agenda para protestar, contra aquilo em que o petismo se mostra incompetente, enquanto os petistas ficam em casa com o medo das ruas ou agarrados nas boquinhas governamentais. O PT anda com medo das ruas, pois deve muitas satisfações a elas, como explicar a aliança com uma base de sustentação corrupta e aparecer em certos episódios, alguns de seus quadros chafurdados nessa corrupção.

      Mas entenda o seguinte, um movimento para cobrar dos governantes a má gestão da água, tem de cobrar de todo e qualquer governante; se amanhã, a crise chegar a Minas, lá também o movimento deverá atuar, senão ele será um movimento pelego, como a CUT, que não põe os trabalhadores nas ruas, contra os ataques que o governo do PT está fazendo aos direitos trabalhistas. Sacanagem contra o trabalhador de governo tucano não pode, mas sacanagem de governo “cumpanhero” pode; o nome disso é peleguismo. Não pense que quando o PT for escorraçado do governo, a CUT terá moral para mobilizar os trabalhadores, contra novos ataques aos seus direitos que surgirão; quando ensaiarem alguma coisa, os governos direitistas acenarão: quanto é ou qual boquinha que vocês querem pra ficar caladinhos? Já mostraram que tem preços, virou apenas uma questão de acerto de valores.

      Cobre da CUT, cobre do PT a organização e mobilização das ruas pelo abastecimento d’água; você pode ter certeza que os manifestantes que vão aos protesto do passe livre aparecerão (os black bloc inclusive, viu?), ao mesmo tempo que darão continuidade à sua agenda, pela gratuidade do transporte urbano.

      1. Dani

        4 de fevereiro de 2015 12:16 pm

        This comment has been deleted.

        1. Almeida

          4 de fevereiro de 2015 1:13 pm

          O que você não explicou.

          O assunto da postagem é o abastecimento d’água em São Paulo. Você veio com cobranças ao MPL, como se fosse uma obrigação desse movimento, sua agenda principal, organizar manifestações em torno da crise da água. Em linguagem chula, você não explicou o que o cu tem a ver com as calças, o que a falta d’água tem a ver com o passe livre?

          Se o MPL já se manifestou sobre outras questões, isso não implica que tem a obrigação de fazer tal coisa sempre, sua obrigação está com os propósitos para o qual foi criado.

          Você reclama de que o movimento em São Paulo concentra a pressão sobre o prefeito do PT. Mas veja bem, o MPL faz mobilizações em várias cidades do país, a maioria delas não é governada pelo PT.

          A matéria que você mostrou diz: “transporte público mais utilizado dentro da capital paulista é o ônibus”. Em primeiro lugar, é natural, portanto, pela principalidade do transporte por ônibus, que as pressões sejam nesse foco principal. Em segundo, como o primeiro passo para institucionalizar o passe livre é a estatização do transporte coletivo urbano, a pressão principal tem de ser feita, em cima de quem anda atrasado nesse quesito.

          Observe tanbém com bastante atenção, que um governo tucano, que tem todos instrumentos para ser neoliberal, mantém empresas estatais de transporte público: a EMTU, o Metrô e a CPTM. Enquanto o governo de “esquerda” do município de São Paulo não tem coragem, de estatizar o transporte coletivo da cidade, de recriar a antiga CMTC. Quem é o verdadeiro neoliberal na questão do transporte público? Entendeu porque a pressão tem de ser feita em cima do bunda mole neoliberal de fato?

          Agora, faz o seguinte, volte ao tema da postagem, sobre o abastecimento d’água em Sampa, e faça a cobrança sobre os partidos que se omitem de mobilizar a população para o enfrentamento da tragédia.

          1. Jorge Leite Pinto

            4 de fevereiro de 2015 1:40 pm

            Mais um troll se fazendo de

            Mais um troll se fazendo de besta…

            A matéria é bem clara e o objetivo da matéria também, não precisa desenhar para entender, ok?

             

          2. Dani

            4 de fevereiro de 2015 2:54 pm

            This comment has been deleted.

          3. Almeida

            4 de fevereiro de 2015 8:20 pm

            Onde é que está a seletividade?

            A maioria das cidades abaixo não são governadas pelo PT no entanto, o MPL atua em todas elas ─ aponte um desses municípios que o MPL deixa de se manifestar, se for capaz. Também vou colocar abaixo o link para uma matéria da página http://tarifazero.org/ , onde dá destaque para um prefeito do PT que adotou a tarifa zero em seu município. Talvez você seja muito jovem e não saiba, mas a proposta de tarifa zero nasceu numa prefeitura do PT, no governo de Luisa Erundina em São Paulo, com o secretário de transportes Lúcio Gregori, hoje um entusiasta defensor do MPL, movimento ao qual comparece para dar suas aulas públicas.

            Movimento Passe Livre pelo Brasil

            Site nacional do MPLMPL – ABC (SP)MPL – Distrito Federal (DF)MPL – Florianópolis (SC)MPL – Fortaleza (CE)Movimento Tarifa Zero – Goiânia (GO)MPL – Grande Vitória (ES)MPL – Guarulhos (SP)MPL – Joinville (SC)MPL – Natal (RN)MPL – Niterói (RJ)MPL – Ribeirão Preto (SP)MPL – Rio de Janeiro (RJ)Movimento Tarifa Zero – Salvador (BA)MPL – São José dos Campos (SP)MPL – São Luís (MA)MPL – São Paulo (SP)

            Matéria com o prefeito de Maricá e também presidente do PT/RJ: http://tarifazero.org/2015/01/29/coletiva-da-prefeitura-de-marica-sobre-o-primeiro-mes-de-operacao-da-empresa-publica-de-transporte-com-tarifa-zero/

            O MPL não é correia de transmissão de nenhum partido, no que faz muito bem, atua com independência. Se aparenta manifestar-se apenas contra Haddad, é porque a frota de ônibus concentra a maioria dos usuários do município e, para implantar o projeto de tarifa zero, é essencial que seja estatizado pelo prefeito, para compor com os outros sistemas já estatizados. Se o Haddad fizer o mesmo que fez o seu companheiro de partido de Maricá, o prefeito Quaquá, o MPL não vai mais incomodá-lo ─ assim como não faz com o Quaquá e até divulga sua realização ─ vai virar as baterias contra o governador para fechar o projeto de tarifa zero em todo município. O que o MPL faz é levantar uma antiga bandeira do PT, por isso até tem razão de cobrar com certa intensidade, a coerência desse partido com suas propostas originais. A juventude e os trabalhadores não mudaram seus desejos por um país mais justo, quem andou mudando foi o PT.

      2. Bruno Maricato

        4 de fevereiro de 2015 2:10 pm

        .A critica do colega é a de

        .A critica do colega é a de que bater no pt é fácil, você vai ter ajuda de toda mídia brasileira e dos donos das empresas de ônibus.

        Por que afinal o Alkimim merece respeito, a policia que o diga.

         

  3. Vantuil Barbosa Filho

    4 de fevereiro de 2015 10:52 am

    Quem nasce em São Paulo é o que?

    Geral do Alckmim conhece muito bem seus patrícius, por isso jamais tocou no assunto racionamento, se tem punição deixa pra outros assim fazer; Ja o prefeito Ha ha ha  Hada, vê em seu “Hadar” o aumento de objetos se aproximando perigosamente; é assim que funciona o estado e principalmente a capital; se me perguntarem; “Quem nasce em São Paulo?

  4. Jakson Ferreira de Alencar

    4 de fevereiro de 2015 11:20 am

    ABSURDO ESSE BANDITISMO

    ABSURDO ESSE BANDITISMO MIDIÁTICO.

  5. Marco St.

    4 de fevereiro de 2015 11:58 am

    A coisa já virou uma doença. E sem vergonha.

    1. Almeida

      4 de fevereiro de 2015 1:45 pm

      Marco, não adianta ficar chorando sobre essa atitude da imprensa

      O que eles estão fazendo é da natureza deles, você vai reclamar de que as cobras e os escorpiões apliquem suas picadas?

      O que neutraliza isto é botar o povo na rua, para protestar contra a situação que se chegou. Aí as pessoas vão entender quem foram os principais responsáveis; se a imprensa continuar mentindo, seus carros de reportagem serão recebidos a pedradas, seus jornalistas levarão bolacha na cara para deixarem de ser sem vergonhas. Eles sabem que vem ira das ruas e se adiantam para mudar o alvo da ira, se o petismo permanecer passivo vai levar a sobra, se não for o principal. Mas eu acho que o petismo anda com a consciência tão pesada das suas alianças, que também sente medo das ruas.

  6. Juliano Santos

    4 de fevereiro de 2015 12:28 pm

    Era exatamente o que

    Era exatamente o que prevíamos, Nassif, quando voce disse que Haddad deveria assumir o protagonismo na crise da água. E do jeito que o paulistano está contaminado pela irracionalidade antipetista, na próxima Datafalha a popularidade do prefeito despenca e a do Alkimin mantém-se.

  7. hc.coelho

    4 de fevereiro de 2015 1:12 pm

    Insisto: o grande culpado é o pig

    Ele, o pig, sabe que é a culpado; artigos como este revelam sua culpa. Estão dando bandeira e parece que ninguem percebe. O grande culpado pela caos da sede em s paulo, tomara que chova canivete e ele não venha porque nem o paulista merece pena assim, é o pig que deixou o alkimim ser o alkimim. O pig sempre soube da gravidade da falta de providências do alkimim, mas a ignorou conscientemente e criminosamente.

    O alkimim defendia seu futuro político e podia ser que chovesse, mas o pig com suas centenas de especialistas em apagão sabia claramente do pior dos apagões, a seca na agua para beber, e ficou calado. Desinformaou ao pauista.

    Desinformaou, deformou a realidade crua, mentiu, etc; o pig é o grande responsável pelo caos que vem à frente. Se a mp quizesse…. Nunca a desinformação custou tanto a tantos.

  8. Ricardo Cesar

    4 de fevereiro de 2015 1:17 pm

    É a vingança da fel-lha! Mas

    É a vingança da fel-lha! Mas alguém tem q lembrar ao dito doutor em infectologia que o crime é não ter água. Alias, se preparem para um surto de infecções intestinais pois sem água a já pouca higiene nossa vai por…água abaixo!

  9. altamiro souza

    4 de fevereiro de 2015 2:03 pm

    crime é desviar o foco,

    crime é desviar o foco, infectar a matería de falácias contra o

    prefeito, quando se sabe que a origem do problema é do

    alquimista e sua incrível mediocridade. 

    qualquer dia vão criminalizar as pessoas que querem resolver o problema 

    e  aplaudirão os que criaram essa insanidade…

    criminalizarão até os ribeirinhos amazonicos por beberem

    a água de um dos maiores rios do mundo.

     

  10. lenita

    4 de fevereiro de 2015 2:40 pm

    MPL

    MPL – E na minha opinião, um blefe, comandado pelos simpatizantes da oposição, pois só obteve amplo apoio quando centrou suas críticas na prefeitura do PT. Bando de oportunistas dirigidos ! Nada a ver c/ problemas da população, mas simplesmente c/ política. Se nasceu com com bons propósitos, já se desfigurou completamente, tomando outros rumos. Será que como o PMDB $ó pen$a em $seu próprio umbigo ? “Podem me bater, podem me prender, que eu não mudo de opinião” É Zé Keti, são outros os tempos .

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