Precária correlação entre taxa de juros e dívida pública
MÚLTIPLAS VARIÁVEIS – Há uma correlação pura entre taxa de juros e aumento da dívida pública, ou outras variáveis influem para que a dívida pública dos países caia ou suba em determinado período?
Vamos colocar alguns dados na mesa de discussão. A partir destes dados teremos mais elementos para discutir o tema da dívida pública no Brasil e no mundo. Vejamos:
-Dívida pública de países selecionados (trajetória entre 2008 e 2015)
1) EUA: dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 103% do PIB em 2015. A taxa de juros dos EUA está em 0,25% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;
2) Zona do Euro: dívida pública de 66% do PIB em 2008 e de 92% do PIB em 2015. A taxa de juros da Zona do Euro caiu de 4,25% ao ano, em 2008, para 1% em 2009. Hoje a taxa está em irrisórios 0,05% ao ano;
3) Espanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 36% do PIB em 2008 e de 98% do PIB em 2015;
4) França (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 95% do PIB em 2015;
5) Itália (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 103% do PIB em 2008 e de 132% do PIB em 2015;
6) Alemanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 65% do PIB em 2008 e de 75% do PIB em 2015;
7) Reino Unido: dívida pública de 44% do PIB em 2008 e de 89% do PIB em 2015. A taxa de juros do Reino Unido é de apenas 0,5% ao ano, de forma ininterrupta, desde março de 2009;
8) Japão: dívida pública de 167% do PIB em 2008 e de 230% do PIB em 2015 (mais alta dívida pública do mundo). A taxa de juros do Japão é de irrisórios 0,1% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;
9) Grécia (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 105% do PIB em 2008 e de 177% do PIB em 2015;
10) Brasil: dívida pública de 58% do PIB em 2008 e de 64% do PIB em 2015. A taxa de juros do Brasil era de 13,75% ao ano em 2008 e é de 14,25% ao ano em 2015. Neste meio tempo a taxa caiu para 8,25% ao ano em 2009 e fechou 2010 em 10,75% ao ano. Depois caiu para o patamar mínimo histórico de 7,25% ao ano, entre outubro de 2012 e abril de 2013, e fechou o ano de 2014 em 11,75% ao ano.
Qual é a constatação óbvia, absoluta e cristalinamente óbvia deste panorama agora apresentado?
Simples: os países que mais foram impactados pelo Crash de 15 de setembro de 2008 (EUA, Japão, Reino Unido e países da União Europeia), em que pese estarem com taxas de juros praticamente em 0% ao ano há muito e muito tempo, viram as suas dívidas públicas crescerem de forma exponencial.
Já países como o Brasil (também poder-se-ia citar a Índia, a China, a Rússia, a Argentina e outras nações), em que pese estarem com taxas de juros altas em comparação com os países desenvolvidos, viram as suas dívidas públicas ficarem estáveis, com alta apenas residual ou até queda no valor da dívida pública.
Conclui-se, portanto, que é um erro crasso e rotundo falar em dívida pública tendo como premissa básica apenas o valor nominal da taxa de juros (a atual taxa real de juros do Brasil, de 4,7% ao ano, é similar a taxa real de juros, de 4,8% ao ano, que tínhamos no final do ano de 2010).
As políticas anticíclicas de expansionismo fiscal e monetário (Quantitative Easing), praticadas pelos países centrais, tiveram como consequência o aumento exponencial das dívidas públicas, em que pese as taxas de juros terem desabado.
Aliás, diferente de países emergentes como o Brasil, a inflação dos países centrais está em pouco mais de 0% ao ano desde o estouro do Crash de 2008. Justamente por isso, para tentar ”fabricar” mais inflação, é que as taxas de juros estão no menor patamar da história.
Não fosse assim e os EUA, a Europa e o Japão teriam entrado numa espiral deflacionária pior que a da década de 30 do século passado (aí sim o mundo saberia o que é convulsão social).
Repito, o expansionismo fiscal dos países centrais, com colossais e sucessivos déficits públicos, elevou enormemente as suas respectivas dívidas públicas. Não é uma crítica, mas apenas uma evidente constatação.
O processo de expansionismo, com velocidades maiores ou menores, está sendo revertido principalmente nos EUA, que estão muito próximos da normalização na política monetária e fiscal. A Europa mantém um expansionismo monetário considerável e começa a apertar na questão fiscal.
Este breve texto não tem a pretensão de esgotar nenhum assunto, mas sim a pretensão de jogar um pouco mais de luz na discussão sobre dívida pública, taxa de juros e inflação. É humanamente impossível falar nestes e em outros índices econômicos sem falar do Crash de 2008 e de seus efeitos que ainda se fazem sentir.
É também impossível falar de economia hoje, no caso do Brasil, sem falar de câmbio, do pior crescimento econômico da China desde 1989, da maior contração do comércio internacional desde 2009, da queda brutal no valor das commodities agrícolas e minerais, iniciado com força em meados do ano passado, etc.
Qualquer discussão econômica que se fixe numa única variável, por exemplo, na questão da taxa de juros, sem analisar as outras múltiplas variáveis e o atual contexto nacional e internacional duríssimo em que vivemos, é apenas uma conversa de boteco.
publicado 11/09/2015 no Conversa Afiada “Nós vivemos hoje um momento que muita gente considera que quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor para uma minoria”
“Este é um país democrático, que conquistou com muito esforço a democracia, a eleição dos seus governantes por voto direto”
Presidente participou nesta sexta do evento ‘Dialoga Brasil’ em Teresina. Ela voltou a criticar os que, segundo ela, defendem o ‘quanto pior, melhor’.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (11) que é preciso “repudiar” aqueles que, segundo ela, “querem sempre um desastre” no país. Dilma voltou a defender o respeito à democracia e disse que, atualmente, há no Brasil um movimento de alguns setores da sociedade que considera que quanto pior o país estiver, melhor.
(…)
“Nós vivemos hoje um momento que muita gente considera que quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor para uma minoria. Quanto pior [o país estiver], pior para o conjunto da população brasileira. Nós devemos repudiar esses que querem sempre o desastre, sempre a catástrofe”, afirmou a presidente.
Dilma participou da divulgação do portal Dialoga Brasil em Teresina (PI). Lançado em julho pela presidente em Brasília, o Dialoga é um site por meio do qual o governo federal permite o envio de críticas e sugestões pela população sobre os programas conduzidos pelo país. Desde o lançamento, Dilma passou a viajar semanalmente para divulgar a página e já passou por diversas capitais.
“Este é um país democrático, que conquistou com muito esforço a democracia, a eleição dos seus governantes por voto direto. […] Nós somos um país que respeita as diferenças”, complementou Dilma.
Depois de 90 dias de luta, o Partido dos Trabalhadores finalmente venceu uma batalha, contra os trabalhadores da Justiça Federal de SP.
Após perder democraticamente em todas as comissões da Câmara Federal; sofrer derrota acachapante no Plenário do Senado Federal digna de equiparar o Delcídio Amaral ao “genial” general Aníbal de Cartago deletando a imagem do seu partido na JF; atacar de veto presidencial que declarou inconstitucional uma lei de iniciativa do STF em pessoa; perder na formação de maioria na Reunião Conjunta do Congresso Nacional; contra-atacar de Lewandowski e portaria do CNJ para cortar o ponto acabar, via adminitrativa, com a greve e o direito de greve em si; ser contra-torpedeado com uma manutenção da greve por unanimidade, porque afinal ali também está a Justiça do Trabalho; e apelar ao sindicalismo quinta-coluna para balançar a categoria, então conseguiram finalmente a suspensão (temporária) da greve. Por 150 votos a 100, mais ou menos. Uma mirrada vitória de Pirro do comando Dilma-Levy.
Se entendi aquele pessoal direito, eles vão recuar para guardar dinheiro e energia para o contra-ataque. Natural, afinal ninguém ali é banqueiro.
Os servidores do Judiciário Federal em São Paulo vão suspender a greve a partir desta segunda-feira, 14, e manter a luta pela derrubada do veto ao PLC 28 com atos, apagões e caravanas a Brasília.
Na assembleia geral, que aconteceu nesta sexta-feira, 11, no Fórum Trabalhista Rui Barbosa, os servidores avaliaram o cenário de forte crise política e econômica em que se desenvolve a greve e quais os objetivos nesta etapa da mobilização em que os esforços estão concentrados em pressionar o Congresso Nacional para que realize a sessão de análise dos vetos e derrube o veto 26, referente ao PLC 28/2015. Além disso, avaliou o refluxo da greve, que aumentou consideravelmente após as medidas de retaliação na Justiça Trabalhista, com corte de ponto.
Diante da avaliação, o comando estadual de greve indicou a suspensão do movimento paredista e manutenção do estado de greve e da mobilização. A proposta foi aprovada depois de muito debate, no qual foram apresentadas propostas de manutenção total e parcial da greve, em uma das assembléias mais longas já realizadas pela categoria.
“Essa mudança tática não é de agora, já vínhamos discutindo há algumas semanas o recuo organizado da greve para concentrar forças na pressão sobre o Renan Calheiros e sobre os parlamentares com caravanas a Brasília”, apontou Henrique Sales, servidor da JT.
“A chefia do Judiciário, personificada no [ministro Ricardo] Lewandowski, vendeu nossa categoria ao Executivo, rifando nossa reposição salarial e rebaixando nossos salários”, afirmou Adilson Rodrigues, servidor da JF Santos e também coordenador da Fenajufe. “Nossa greve não é só por salário, queremos um Judiciário a serviço da população, queremos respeito e menos que isso não aceitamos”.
A servidora da JT Inês Leal, diretora do Sintrajud, ressaltou a força da greve, uma das mais longas da história da categoria, e defendeu que os servidores se mantenham unidos e organizados. “Nossa greve foi fundamental para garantir a votação do PLC 28 no dia 30. Agora estamos na mão do Congresso Nacional, que está usando de diversas manobras para marcar e desmarcar a sessão, em vez de apreciar o veto”, declarou.
Os servidores aprovaram um calendário de mobilização para os próximos dias, a começar pela participação na Marcha Nacional dos Trabalhadores, marcada para sexta-feira, 18 , às 15h, no vão do Masp.
Nos dias 22, 23 e 24 os servidores farão apagões em todo o Judiciário Federal de São Paulo, além de organizar uma nova caravana a Brasília, a fim de intensificar a pressão pela votação do veto 26, referente ao PLC 28.
Minuto de silêncio
Durante a assembleia, os servidores fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao servidor Élcio Berer Kozminski, da Justiça Federal do Paraná, que sofreu infarto quando participava, em Brasília, das manifestações pela derrubada do veto e veio a falecer na última semana.
O Alexey é da equipe do ministro da Educação, Renato Janine, um dos poucos naquelas terras por quem ainda nutro alguma admiração.
por Alexey D.Magnavita)
“Quando me perguntam sobre a relação entre ética, moral e lei, gosto de apresentar dois exemplos ilustrativos. Um é francês; o outro, brasileiro.
Em Paris, até o ano de 2013, vigorava uma lei que proibia mulheres de usar calças compridas. A legislação datava de 7 de novembro de 1800. É claro que essa lei não era mais cumprida há décadas, mas ela existia. E só foi formalmente derrubada há dois anos.
Quer dizer: uma mulher que usasse calça comprida em Paris em 2012 estaria “tecnicamente” descumprindo a lei. Mas a moral já havia mudado, e mudado tanto, que ninguém nem lembrava que a lei existia. Moral e legalidade não necessariamente andam juntas.
Notem que, para essa lei existir, em algum momento do passado parisiense não era moral andar de calças compridas. Moral tem a ver com hábitos, com tradições. E a moral muda – às vezes com a lei, nem sempre com ela, às vezes muda antes… E às vezes muda depois.
Vamos agora a um caso oposto, em que a lei mudou antes da moral:
Casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo são juridicamente possíveis no Brasil, mesmo com a moral brasileira sendo ainda tão conservadora. O assunto não é uma unanimidade entre as pessoas, mas se João quiser casar com Pedro, isso é permitido por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Mesmo que os vizinhos achem isso errado, ou uma “pouca vergonha”.
E onde entra a ética? A ética entra exatamente quando pensamos sobre tudo isso. Uma discussão ética na Paris de 1810, por exemplo, perguntaria: “é justo que mulheres sejam proibidas de usar calças compridas?”. Assim como uma discussão ética no Brasil de hoje é: “você acha justo que duas pessoas adultas sejam impedidas de casar porque são do mesmo sexo?”.
Notem que uso “justo” e “injusto” de propósito ao invés de “certo” e “errado”, pois “certo” e “errado” normalmente têm a ver com a moral. Um fiel de determinada religião dirá, sem pestanejar, que é errado que João se case com Pedro. Assim como Jean-Pierre disse e 1810 para sua esposa, dona Camile: “não use calças compridas, pois isso é errado”.
Nem tudo o que é moral é ético. Nem tudo o que é ilegal é antiético. Nem tudo que é moral é legal. Nem tudo que é ilegal é imoral.
Mas a ética é aquele ponto de interrogação constante, que está sempre provocando a norma estabelecida, seja pela lei, seja pela moral: “você acha justo que…?”
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O que as pessoas costumam chamar de “código de ética” não são exatamente “códigos de ética”, e sim códigos normativos comportamentais. Soube que uma fulana quer impor aos parlamentares um código de vestimenta na Câmara. Não tem nada de ético nisso. Ela quer estabelecer um código normativo moral.
E não é que códigos normativos morais sejam ruins, ou desnecessários. Eu não posso entrar no Ministério de shorts e camiseta de ginástica. Há um código de conduta, e eu o sigo sem nenhum tipo de inquietação. Mesmo assim, os códigos normativos morais [erroneamente chamados de “códigos de ética”] são arbitrários.
Diante da pergunta “por que é errado que uma pessoa use bermuda no trabalho?”, a resposta sincera é “porque é feio”. Se você perguntar “por que é feio?”. Bem… a resposta final sempre será uma tradição, e nem toda tradição existe para ser combatida. Aí entra o bom senso.
Inacreditável ! Será que Dilma tem rabo preso com esse cara ? E qual seria outra explicação?
Painel Folha
O pedido da Polícia Federal para tomar depoimento de Lula aumentou a indignação do PT com José Eduardo Cardozo (Justiça), a quem a instituição é subordinada. Dirigentes lulistas consideraram o relatório “arbitrário”, por não mencionar uma suspeita específica, e criticam a falta de “gestão” de Cardozo sobre a PF desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Ciente da reação, Cardozo alegou ter reuniões em Brasília para desmarcar ida a evento do PT em São Paulo neste sábado.
O juiz Mark Ciavarella, da Pensilvânia (EUA), enriqueceu à custa do encarceramento de jovens
“Kids for cash” (“crianças por dinheiro”) é a designação jornalística de um escândalo que abalou a credibilidade da Justiça norte-americana.
Mark Ciavarella, juiz do condado de Luzerne, Pensilvânia, foi condenado em 2011 a 28 anos de prisão por um rosário de delitos: corrupção, lavagem de dinheiro, fraude fiscal.
Enriqueceu à custa de jovens que mandava para estabelecimentos correcionais privados, construídos sob sua inspiração, com o sugestivo nome “Child Care” (algo como “Cuidado Infantil”). Juntamente com o juiz presidente do condado, Michael Conahan, recebeu mais de US$ 2 milhões dos investidores a título de comissão.
Festejado pelo discurso e pela prática de endurecimento penal, foi eleito juiz pelo voto popular em 1995 para um mandato de dez anos e reeleito em 2005. Sob o impacto do massacre de Columbine (em 1999, no Colorado, dois jovens mataram 12 alunos e um professor a tiros), Ciavarella implantaria política de tolerância zero para adolescentes. Michael Moore propagandeou o caso em “Capitalismo: Uma História de Amor” (2009).
Se o propósito era prevenir violência –banir arma, droga, agressão e assédio– do ambiente escolar, conflitos menores, que poderiam ser resolvidos pela direção da escola, também iam parar no juizado. Encarceramento de meninas e meninos com apoio de pais e mestres: um jeito de se livrar de “alunos maus”.
Os réus eram submetidos a veredicto quase instantâneo, depois de, sob pressão, renunciarem ao direito de ter advogado. Em 54% dos casos faltou defesa, o que não chamava a atenção porque, na verdade, o severo juiz internava todos, indiscriminadamente.
A Suprema Corte dos EUA decidiu no ano passado nem analisar seu derradeiro recurso. Por ironia, a mais recente cartada de Ciavarella é tentar anular a condenação por se considerar indefeso, apesar do prestígio dos profissionais que atuaram em seu favor.
O documentário “Kids for Cash” (2014), direção de Robert May, está no Netflix. Destaca o sofrimento e o trauma dos atingidos e a complexidade do tratamento da delinquência juvenil: “crianças não são adultos pequenos”, têm a região cerebral que regula a tomada de decisões e a própria noção de risco ainda em processo de desenvolvimento.
O condado de Luzerne é região de pobreza branca, e o racismo, aparentemente, não era parte da motivação de Ciavarella. Com população de 318 mil habitantes, a maioria é de brancos (92,3% para 4,6% de afro-americanos). Lá, o drama repressivo não era só de negros.
O documentário tem a virtude de difundir a versão de Ciavarella, que sempre negou a troca (prendia por prender, não por dinheiro), confessando só o recebimento da comissão, como intermediação comercial antiética, e a ocultação dos valores: “Não sou tão mau quanto falam”.
Muito além da promiscuidade entre empresários e magistrados, episódio que fere a política de privatização de prisões, fica um sentimento incômodo: caso Ciavarella exercitasse o mesmo rigor punitivo, encarcerando milhares de jovens por motivos banais, mas sem o benefício financeiro, seria lembrado apenas como justiceiro travestido de juiz. Não estaria preso.
Se propina é mal que atormenta, a ideologia também pode ser.
Os defensores de Dilma, contingente em processo de extinção, começam a culpar os “pescadores de águas turvas”, aqueles “que apostam no quanto pior, melhor”, pelo acúmulo de crises que abalam o país e que começam a revogar avanços econômicos e sociais há muito contabilizados.
Não é o PT que comanda o leme do país há 12 anos? Não foi nesse período, e somente nele como diz Lula e repetem seus acólitos, que o Brasil de fato se afirmou como uma potência mundial capaz de provocar inveja em outros países? O resgate dos pobres da miséria não foi uma obra exclusiva do PT?
Demos de barato, portanto, que tudo isso seja verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. Então por que tudo de ruim que está acontecendo conosco desde o fim do primeiro governo de Dilma deve ser atribuído ou compartilhado com os que não rezam pela cartilha do PT? Logo esses sem nenhum poder de mando?
Quem de fato pode responder pelos erros de condução econômica do Dilma 1? A oposição? Os que se limitaram a assistir o jogo? Quem gastou além do que o país podia para garantir a permanência do PT no poder? Que candidato a presidente na mais recente eleição mentiu à farta para vencer seus adversários?
Quem, agora, sem ao menos pedir desculpas, alega que não se deu conta do tamanho da crise que se avizinhava? Como se não tivesse tido todas as indicações necessárias para que adotasse providências há tempo. É por isso que os programas sociais, antes considerados intocáveis, estão sendo cortados ou simplesmente congelados.
Quem pôs a faca na garganta do governo obrigando-o a fazer todas as opões que o levaram ao desastre, carregando o país? Foram as “forças ocultas”? Foi o chamadoConsenso de Washington? Foi a impiedosa ação do neoliberalismo? Ou foi a incompetência de um partido que dispunha unicamente de um projeto de poder?
De há muito que o país foi dividido pela retórica oficial entre “nós e “eles”. A essa altura, para que não reste dúvida sobre quem é responsável pelo quê, é melhor que fique assim por mais algum tempo.
Levy soube do ‘downgrade’ às 14h de 4ª feira e não avisou Dilma
Ministro da Fazenda não quis compartilhar informação
Planalto ficou sabendo só após 18h, pela imprensa
Joaquim Levy: soube às 14h do rebaixamento do Brasil, mas não avisou Dilma
Emergiu mais um aspecto da descoordenação dentro do governo da presidente Dilma Rousseff. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, soube do rebaixamento do grau de investimento do Brasil na 4ª feira (9.set.2015) por volta de 14h. O czar da economia não compartilhou a informação nem com sua chefe no Palácio do Planalto.
Dilma e vários ministros palacianos só souberam do fato depois das 18h, quando várias agências de notícias começaram a noticiar a decisão da Standard & Poor’s.
Na 4ª feira, houve grande mal estar no Palácio do Planalto pelo fato de o ministro da Fazenda ter mantido o assunto em reserva. Um dos argumentos para o sigilo seria não permitir vazamentos enquanto o mercado financeiro ainda estivesse em funcionamento –mas ministros ouvidos pelo Blog consideraram extravagante deixar a presidente da República desinformada.
O fato é que Joaquim Levy já sabia desde a semana anterior, quando jantou com empresários em São Paulo, que a Standard & Poor’s estava para tomar uma decisão sobre o grau de investimento do país. O Planalto acha que o ministro da Fazenda errou ao não traçar uma estratégia previamente para o caso de confirmação do downgrade.
Nessas ocasiões o governo tenta preparar outras notícias para se contrapor ao fato negativo. É uma guerra de marketing difícil de ser vencida. Mas estar desprevenido degrada ainda mais o ambiente político.
Pior do que não planejar o governo internamente para reagir à notícia, Levy enclausurou-se na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo na última 4ª feira. Quando soube do downgrade, Dilma Rousseff havia determinado que ele falasse à imprensa. A grande preocupação do Planalto nessas horas é saber como o “Jornal Nacional”, da TV Globo, vai noticiar o assunto –trata-se do telejornal de maior audiência no país.
No início da noite de 4ª feira, uma equipe do “Jornal Nacional” estava em frente ao Ministério da Fazenda em São Paulo tentando entrar no edifício para entrevistar Levy. Os jornalistas não tiveram sucesso. Telefonaram para pedir ajuda ao Palácio do Planalto, que tentou liberar a entrada. Não deu certo. A ordem para impedir a reportagem do telejornal entrar era do próprio ministro.
A nota oficial de Levy sobre o downgrade só ficou conhecida por volta de 22h. Foi quando ele também concordou em conceder a entrevista a outro telejornal da maior emissora do país, o “Jornal da Globo”. Tudo foi improvisado e o resultado (imagem e conteúdo) foi considerado um desastre pelo governo.
A entrevista ao “Jornal da Globo” foi ao ar já na madrugada de 5ª feira (10.set.2015). O ministro ficou instalado numa cadeira num nível abaixo da dos apresentadores, numa posição que evocava subserviência e fragilidade. Eis a imagem:
O ministro da Fazenda numa cadeira em nível mais baixo que o dos apresentadores da TV Globo
Levy e parte de sua equipe continuam descontentes com a condução da política econômica de Dilma Rousseff. Um setor da mídia tem tentado ajudar o ministro propagando versões edulcoradas da conjuntura, afirmando que ele teve sucesso nos últimos dias em convencer a presidente de que a “ficha caiu” a respeito da crise. Nada disso está acontecendo.
Dilma Rousseff continua sem certeza sobre o tamanho dos cortes que necessita fazer no Orçamento de 2016 para preencher o rombo inicialmente previsto na casa dos R$ 30 bilhões. A posição ortodoxa de Levy sobre mais cortes e alguns impostos continua sendo minoritária no Planalto.
O ministro e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, estavam demissionários na 4ª feira da semana anterior, dia 2 de setembro. Ficaram em suas cadeiras apenas após o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, conversar com Dilma Rousseff. Foi por essa razão que naquela data houve um jantar com pesos pesados do PIB para recepcionar Levy em São Paulo.
Mas o ministro disse de maneira clara a todos naquele jantar do início do mês: vai tentar mais um pouco a implantação do ajuste fiscal, até por volta do fim do ano. E se não tiver sucesso? Aí terá de sair.
Hitler e soldados se drogavam sistematicamente, diz escritor
Hitler durante comício em 1930
Autor de livro sobre uso de drogas na Segunda Guerra afirma que ditador tomava esteroides e substância equivalente a heroína, enquanto soldados se dopavam com o que hoje é conhecido como metanfetamina
O livro “Der totale Rausch” (O delírio total, em tradução livre), de Norman Ohler, leva no título um jogo de palavras usando a referência da “guerra total”, expressão que ganhou fama em 1943 durante discurso proferido por Josef Goebbels em Berlim.
Com ele, Ohler tenta descrever o apetite dos líderes nazistas por um “delírio total” – o uso compulsivo de drogas não só por soldados, mas também pelos mais altos nomes do Terceiro Reich, como o próprio Hitler.
“Os soldados alemães usavam Pervitin, um produto que contém metanfetamina, o que é hoje conhecido metanfetamina. Hitler aplicava esteroides na corrente sanguínea. E, mais tarde, usou Eukodal, produto farmacêutico que se aproxima da heroína”, conta o jornalista e escritor à DW.
Deutsche Welle: Como nasceu a ideia do livro?
Norman Ohler: Um DJ berlinense me disse uma vez que os nazistas tomavam grandes quantidades de drogas. Eu nunca tinha ouvido falar sobre isso antes. Mas o fato despertou meu interesse, achei que tinha um fundo de verdade e passei a frequentar o Arquivo Federal da Alemanha e os Arquivos Nacionais americanos em Washington e no estado de Maryland.
A primeira coisa que quis ver foram as anotações pessoais do médico de Hitler, Theodor Morell. Para a minha surpresa, essas anotações eram bastante elaboradas, descrevendo como ele havia tratado Hitler ao longo dos anos, inclusive coisas como “injeção como sempre” e “Eudokal”, que é um forte opioide.
Era a mesma droga tomada pelos soldados?
Não, os soldados usavam Pervitin, um produto alemão patenteado em 1937 e que contém metanfetamina, o que é hoje conhecido como metanfetamina. Até 1939, esse produto esteve livremente disponível em forma de remédio.
Em Berlim, ela se tornou uma das drogas preferidas, como beber café para despertar o ânimo. As pessoas tomavam grandes quantidades de Pervitin. A companhia queria que ela se tornasse rival da Coca-Cola. Assim, as pessoas a ingeriam e ficavam eufóricas – um estado de espírito que combinava com o humor geral da população antes da guerra.
E como a droga foi descoberta pela Wehrmacht?
As Forças Armadas alemãs perceberam que existia uma droga no mercado que poderia ser de interesse dos soldados, já que Pervitin mantém acordado por um longo período de tempo. Durante os primeiros dias, nem é preciso dormir.
Foi usado pela primeira vez quando a Alemanha invadiu a região dos Sudetos e a Polônia, e em seguida quando a Alemanha atacou a França, em 1940, uma estratégia de guerra relâmpago. Antes do ataque, as forças nazistas encomendaram 35 milhões de comprimidos de Pervitin para os soldados na frente francesa.
Pervitin foi muito usado pelos nazistas. Hitler não o utilizava, ele aplicava esteroides na corrente sanguínea. E, mais tarde, usou Eukodal, produto farmacêutico que se aproxima da heroína.
Hitler adorava Eukodal. Especialmente no outono de 1944, quando a situação militar deteriorou, ele usou essa droga forte para fazê-lo eufórico, mesmo que não parecesse estar nenhum pouco nesse estado de espírito.
Os generais lhe diziam: “Precisamos mudar nossa tática. Precisamos acabar com isso. Vamos perder a guerra.” E ele não queria escutar nada disso. Ele tinha o seu médico, Dr. Morell, que lhe dava medicamentos que o faziam se sentir invulnerável e senhor da situação.
Turbulência política vai aumentar, diz Delfim Netto
Eduardo Knapp – 29.out.2014/Folhapress O ex-ministro Delfim Netto
RAQUEL LANDIM DE SÃO PAULO
O ex-ministro Delfim Netto acredita que o ajuste fiscal ficou mais difícil após a perda do selo de bom pagador, concedido pela agência Standard & Poor’s. “Os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida”, disse.
O economista também afirma que os programas sociais precisam ser ajustados à disponibilidade de recursos e que o único programa intocável é o Bolsa Família. “Não é possível que seja tudo prioridade.”
Delfim-ex-ministro dos governos militares, conselheiro informal de diversos presidentes na redemocratização e colunista da Folha- considera que a atitude de mandar ao Congresso um orçamento apontado deficit em 2016 foi ingênua: “Uma incompetência política dramática”.
Diz ainda que a relação com o Congresso ficará ainda mais complicada.
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Folha – O governo deveria ter cortado gastos sociais para fechar o rombo no Orçamento?
Delfim Netto – Só tem um programa realmente importante que funciona: o Bolsa Família. Os outros têm que ser ajustados a disponibilidade de recursos. Se o governo quer colocar o programa Minha Casa, Minha Vida como prioridade, tem todo o direito, porque foi eleito para isso. Mas tem o dever de cortar algum gasto correspondente. Não é possível que tudo seja prioridade.
A agência S&P se precipitou? Não entendeu as idas e vindas da política brasileira?
Não. A agência tinha dado um voto de confiança e esperou. Ficaram desiludidos.
Quais as consequências da perda do grau de investimento?
É algo grave, sério, mas o Brasil já viveu sem o grau de investimento. Não é o fim do mundo. No entanto, seguramente, indica que o ajuste fiscal vai ser ainda mais custoso.
Os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida. Não adianta fechar os olhos e dizer que as agências de risco não valem nada. De fato, elas têm uma capacidade duvidosa, mas não adianta reclamar.
O ministro Joaquim Levy foi colocado no cargo para evitar o rebaixamento. Sua permanência no posto está comprometida?
O Levy lutou bravamente para que isso não acontecesse. É um sujeito de caráter e, mesmo contrariado, sabe que faz parte de um governo. O Levy está imbuído de um sentido de missão e vai continuar lutando. Para mim, saem todos rebaixados: ministros, governo, o país.
Vamos ter mais turbulência política?
Sem dúvida. O Congresso reproduz a sociedade, mas num microcosmo e se excita muito mais. Temos um problema muito sério dentro da base do governo.
O fato é que o PT não está de acordo com o programa do seu próprio governo. Ponto final. O comportamento do PT é consequência do fato de que o governo perdeu o protagonismo.
A base aliada toda está resistindo simplesmente porque o governo não governa. É algo espantoso. O governo vem dizendo que não vai fazer mais nada e que vai esperar o Congresso mandar. Não há como se demitir da tarefa de assumir o protagonismo do processo.
Vivemos um presidencialismo que se diz de coalizão, mas que é quase imperial. Os instrumentos estão na mão do Executivo e ele exerce um poder imenso.
O ex-presidente Lula tem dado declarações contra o ajuste fiscal. Na sua opinião, qual é o objetivo?
Lula está expressando o seu ponto de vista, dizendo que está ocorrendo desemprego. É verdade. Mas o desemprego não foi causado pelo ajuste, mas pelos excessos de 2014 e pela política equivocada. O ajuste sequer teve efeito ainda. As despesas do governo continuam crescendo.
O ajuste sequer teve efeito. As despesas do governo continuaram crescendo. Ele está expressando o seu ponto de vista. Ele está dizendo que está havendo um desemprego, e é verdade, mas o desemprego não foi causado pelo ajuste, mas pelos excessos da política errada.
Por que você está fazendo o ajuste? Porque cometeu excessos extraordinários ao longo de 2014.
O senhor tem sugerindo que o governo deveria elevar a Cide para cobrir o rombo. Por quê?
O argumento contra a Cide é que vai subir a inflação. Chega a ser infantil. Teremos uma inflação de 10% com ou sem Cide. A inflação está em 10% por erros cometidos no passado. No ano que vem, a expectativa é de inflação em 5%.
Com o aumento da Cide, vamos resolver um problema gigantesco, não só nas contas públicas, mas no setor sucroalcooleiro. O setor sucroalcooleiro foi destruído junto com a Petrobras.
A Cide é um imposto que vai na direção correta de proteger o meio ambiente, porque incentiva a substituição de gasolina por álcool. Hoje temos cerca de 80 usinas em estado de calamidade. Se recuperarmos 60% ou 70% delas, vamos ampliar emprego e produção.
O que mais deveria ser feito para arrumar as contas públicas?
A única cláusula pétrea na Constituição são os direitos individuais. O resto pode ser alterado se houver disposição.
A desintegração do sistema previdenciário é culpa do governo que nunca assumiu a responsabilidade.
É preciso apresentar uma lei que se resume numa idade mínima para aposentadoria e encontrar as regras de passagem.
Outro ponto é essa proposta da CUT que está presa há anos na Casa Civil que regulariza o entendimento do trabalhador com o empresário, sob a vigilância do sindicato. Vai dar uma enorme flexibilidade para eles decidam o que é do seu interesse sem ouvir a Justiça do trabalho, que é uma das áreas mais retrógradas do país.
Também é necessário resolver a reforma do ICMS. Ou seja, o governo precisa dar uma demonstração clara de que vai mudar as restrições da economia que foram construídas por nós mesmos.
De acordo com o professor francês Jean-Denis Rouillon, que estuda seios femininos há 15 anos, após um ano usando sutiã, os seios tendem a cair 7 mm a mais do que os de quem não usa o acessório. O cálculo pode não funcionar para as mulheres que já estão na meia-idade ou já são mais velhas – Rouillon fez sua pesquisa com mulheres mais jovens.
O fato é que se uma mulher nunca usar sutiã na vida, ela provavelmente não terá seus seios caídos, como temem as mocinhas de todo o mundo. Após estudar 330 mulheres, Rouillon definiu o sutiã como “uma falsa necessidade”. As voluntárias que não usavam sutiãs apresentavam seios menos caídos e mais firmes.
Quando Matthew Perry (o Chandler, de Friends) foi capa da revista People, ele manou um exemplar para um dos seus professores antigos, Dr. Web, que costumava dizer que Matthew não iria chegar a lugar algum se continuasse fazendo piadas o tempo todo.
Keanu Reeves costuma pegar o metro para se locomover. Ele doa a maior parte da sua fortuna para instituições que tratam o câncer, e não tem guarda-costas, nem usa roupas de marca. Quando dizem a ele que ele tem uma vida triste, ele simplesmente responde “vocês precisam de felicidade para viver, eu não…”
A repercussão do pedido de um simples PF para que Lula seja investigado já alcança dimensões extravagantes. Siu ontem em todos os jornais da noite das televisões; está hoje em toda a imprensa, falda e escrita, e vai prosseguir nos diversas emissoras de televisão, até que chegemos à segunda-feira, quando os éticos e moralistas, tipo Agripino, Aécio, aloysio, etc, farão seus discursos inflamadíssmos nas tribunas do Congresso, dando mais munição aos naistas, que, de tanto ódio de Lula, podem até matar quem o defenda.
Achei espetacular o que li sobre Gregório Duvivier. Ele disse em Portugal que querem tirar Dilma do Poder pra roubarem mais; que todos sabem que a corrupção não começou com o PT, e, por fim, o mais engraçado: “Trocar Dilma por essa turma é o mesmo que limpar o chão com bosta”, (mais ou menos isso). Pegou pesado. Resta saber como ficará Duvivier depois dessa declaração. Imagino que nas páginas da Internet ele vai ter que engolir muito sapo.
Voltando à espetacularização do pedido de um funcionário da PF pra investigar Lula, o que a gente se pergunta, sempre, é onde se encontra o Chefe desse sujeito, que é subalterno de Dilma. O Ministro da Justiça esteve na semana passada conversando com Aécio pra limpar a barra de Anastasia. Como não sair do canto pra pelo menos dar uma opinião sobre esse agente ou investigador da PF?
Será que o que alguns prviam estar em curso? Diziam, não faz muito, que após Dirceu viria Lula, que não chegaria a dezembro sem ter que peitar Moro e sua sanha.
Não podemos nos conformar com essa apatia, ou consentimento de Dilma em relação a esses seus ministros, que parece agirem contra o Governo, ou, quando muito, não agirem, ficando em cima do muro.
Infelizmente não podemos ver luz no fim do túnel. A força da imprensa, somada à vontade da PF, e de alguns magistrados – tudo junto – está muito acima de qualquer discurso de Dilma, ou ação governamental.
O Conversa Afiada publica informação de Stanley Burburinho
Delegado da PF que pediu para Lula depor na Lava Jato foi exonerado de cargo de chefia em 08/2013, pelo atual diretor-geral da PF
O delegado da Polícia Federal, Joselio Azevedo de Sousa, que pediu ao STF que autorize Lula depor na Lava Jato, mesmo sem ter provas contra ele, conforme diz o próprio delegado no seu pedido, foi exonerado de cargo de chefia em 08/2013, pelo atual Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Veja na imagem abaixo o treco do Diário Oficial da União falando sobre a exoneração. Para conferir, coloquei o link:
/Dica @clfrancoAntes, o Conversa Afiada já havia publicado artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço: O incrível pedido do delegado para interrogar Lula sobre o nada Recomenda-se aos professores de Direito e aos instrutores das academias de polícia que copiem o texto publicado agora há pouco no Valor sobre o pedido do delegado federal Josélio Azevedo de Souza.
É pra mostrar como NÃO se faz um interrogatório policial.
“Em seu relatório, o delegado reconhece que não há provas do envolvimento direto de Lula, porém considera que a investigação “não pode se furtar à luz da apuração dos fatos” se o ex-presidente foi ou não beneficiado “pelo esquema em curso na Petrobras”.
Vejam que maravilha ditar para o escrivão: “Inquirido sobre se foi beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, o depoente disse que não”.
Depois: “ao citar eventuais indícios sobre o papel de Lula no esquema da Petrobras, o delegado reconheceu que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa apenas “presumem que o ex-presidente da República tivesse conhecimento do esquema de corrupção”.
E lá vai o delegado ditando: “sobre as suposições dos indiciados Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de que presumiam que teria conhecimento do esquema de corrupção, o inquirido disse não tem a menor ideia de onde tiraram a suposição e sugeriu que se vá perguntar a eles”…
No final, mas um esclarecimento sobre tudo o que (não) tem o delegado contra Lula, informando ao STF que “os colaboradores, porém, não dispõem de elementos concretos que impliquem a participação direta do então presidente Lula nos fatos”.
Então, depois do “aos costumes disse nada; testemunha sem contradita” o Dr. Josélio manda lavrar, no termo de declarações: “indagado se, como os denunciantes não têm qualquer prova de seu envolvimento, o inquirido poderia daur uma mãozinha e fornecer alguma, declarou perante esta autoridade policial que não, ao que agregou um ‘muito obrigado’ e mais não disse nem lhe foi perguntado”.
Que beleza! Digno de um Sherlock Holmes!
Não sei porque a semelhança do nome me fez lembrar do personagem “Joselito Sem-Noção”, simpático personagem interpretado por Adriano Pereira, lá pelo ano 2000, na MTV.
É obvio que o pedido de interrogatório será – se houver um mínimo de bom-senso da Procuradoria Geral da República – recusado por absoluta falta de indício que o justifique.
Porque não faz sentido interrogar alguém senão para colher provas ou explicar fatos concretos que lhe forem imputados, jamais para responder ao que outros “acham” e “não dispõem de elementos concretos”.
Como não faz sentido que um delegado da Polícia Federal, ao qual certamente não faltam experiência e a noção do significado dos seus atos, convoque alguém a depois apenas para “ouvir o que ele vai dizer”.
A menos que o sentido já nem seja assim tão “sem noção”, mas o de produzir dano político e eleitoral, transformando a atividade policial em gazua de interesses partidários.
A propósito, o Dr. Joselito pediu para interrogar Aécio Neves, de quem Yousseff não disse “achar”, mas ter certeza que recebia dinheiro de uma diretoria de Furnas, que dividiria com o falecido deputado José Janene, do PP?
Há uns 2 ou 3 meses Paulo Nogueira contestava duramente a “paranoia golpista” visível nas redes sociais. Produziu um texto dando por definitivo que não haveria golpe. “Espinha ereta, serenidade”, eram as expressões. A mudança radical verificada no texto abaixo decorre naturalmente da evolução dos acontecimentos e porque ele certamente está vendo o quadro e tem informações que justificam o quase-pânico. Na minha avaliação, estamos vivendo sim os momentos finais, e são visíveis: Monica Bérgamo ontem, Delfim hoje (“o governo não governa”). E quem até poucas semanas atrás pedia serenidade, agora chama para as ruas e para as redes sociais. Se isso não é pânico, não sei mais o que é.
Só discordo quanto ao Boulos. É crítico feroz do governo e não é alinhado com ninguém senão consigo mesmo. Boulos não corre na raia de ninguém, corre em raia própria. Duvido que mexa um dedo ainda que seja pela democracia. Ele considera o governo atual um natimorto, não vai se comprometer com nada, grudar seu nome (o MTST é apenas o cavalo em que cavalga) ao que ele considera inimigo.
É hora de defender vigorosamente a permanência de Dilma até o final de seu mandato.
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Sobretudo nas ruas, mas não só nelas: as redes sociais são hoje um importante polo formador de opiniões.
Não se trata de defender Dilma em si e muito menos o PT: é a defesa da democracia, da justiça, da Constituição.
E, mais que tudo, é a defesa da decência.
O pequeno grupo que fez o Brasil ser a sociedade abjetamente desigual que é tenta, com métodos grotescos e argumentos sórdidos, cassar 54 milhões de votos.
Desde o momento em que a derrota de Aécio foi confirmada, iniciou-se uma louca cavalgada pelo golpe.
Da suspeição absurda sobre as urnas eletrônicas até o dinheiro de doações que irrigaram tanto a campanha de Dilma quanto a de Aécio, sucedem-se argumentos aos quais cabe um adjetivo: criminosos.
A direita brasileira, inflada pela imprensa, já provou que não é mais civilizada que a direita venezuelana, ou a equatoriana, ou a argentina.
Todas essas direitas fazem, neste momento, a mesma coisa: sabotam a democracia. Tratam seus países como republiquetas, passíveis de serem ludibriadas para a perpetuação de privilégios e mamatas ancestrais. E para a manutenção e ampliação do maior câncer da região: a desigualdade social.
O país seria atirado a um abismo com um impeachment, a uma noite longa e escura.
O maior erro é confundir Dilma com Collor. Collor não tinha sustentação nenhuma. Ninguém iria chorar a morte de sua presidência, sabia-se, e ninguém chorou exceto ele mesmo.
Mesmo com o desgaste de todos estes anos de poder, o PT tem uma base forte, a começar pela CUT e pelo MST.
Outros movimentos sociais haveriam certamente de se insurgir contra um golpe. Guilherme Boulos, do MST, já disse que é vital a união dos progressistas contra as manobras dos golpistas.
O Brasil, num caso de impeachment claramente forçado como este ora tramado, ficaria simplesmente ingovernável.
Para reprimir os que se manifestarem contra o golpe, a polícia vai ter que bater pesado. Seremos um enorme Paraná.
Ecos da ditadura ressurgirão na repressão aos protestos. Sangue de brasileiros correrá, como aconteceu num passado ainda recente.
É uma distopia, e é também um cenário altamente provável no caso de um golpe.
Tenho para mim que, no fundo, os sabotadores sabem disso. E estão, essencialmente, promovendo um terror contínuo para manter Dilma imobilizada e para sangrar o PT até 2018.
A hipótese de que eles acham mesmo que poderiam roubar a presidência é simplesmente tétrica.
Eles teriam que ser muito cegos e muito canalhas para imaginar que um golpe seria engolido com docilidade pelos brasileiros.
Nasceu no dia 12 de setembro de 1894, na Rua Paraíso, bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes da região da Calábria, Itália, chegados ao Brasil dois anos antes de seu nascimento. Teve cinco irmãos e cinco irmãs. Quatro deles seguiram carreira artística como ele: João, galã cômico; Pedro, tenor; Radamés, barítono e Antônio, baixo. Chegou a trabalhar na sapataria do pai, em uma fábrica de guarda-chuvas, em 1905, como servente de pedreiro em 1906, voltando ao estabelecimento de seu pai em 1910.
Após terminar o curso primário, estudou desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Casou-se, em 1933, com a cantora e atriz Gilda de Abreu. O casamento foi realizado na manhã do dia 25 de setembro de 1932 e, à noite, Gilda usou o mesmo vestido em uma cena do espetáculo “A canção brasileira” (de Luís Iglesias e Miguel Santos e música de Henrique Vogeler), repetindo, com uma revoada de pombos e ao som da marcha nupcial, a emoção do casamento, para o público do teatro. Durante a carreira, conquistou o público feminino tanto por sua voz de tenor, quanto por sua bela estampa de galã.
Em 1965, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara de Vereadores desta cidade. No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, passou mal no quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, falecendo do coração minutos depois. Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara dos Vereadores e sepultado sob palmas do público.
Na minha página do Face está um post de uma amiga residente nos Estados Unidos. Ela diz: “Agora mesmo é que não volto mais ao Brasil”.
Na verdade, o vídeo apresenta primeiro o nome What’s App, que clicado aparece uma tropa de emilitares marchando. Aí surge uma voz.
Começa dando boa noite a todos, e pedidindo pra que todo o povo brasileiro saiba que O Brasil passa por uma situação de caos, que a Inteligência das Forças Armadas está toda desaquartelada, trabalhando descaracterizada. Que haverá intervenção federal de direita e de esquerda. Que já tem tropas inimigas formada em nosso território,e que o conflito será inevitável.
O cara se apresenta como ex-soldado Carvalhal, hoje Sargento Ferreira, e que o que antes era sigilo, hoje está às claras, por isso ele tem permissão para divulgar a realdade, pedidno a todos que estoquem o máximo de mantientos em suas casas, etc.
Isso aí já é o início do terror. Como a Internet é igual a casa de mãe joana, qualquer um pode dizer e fazer o que bem lhe convier.
PSDB, mídia e Lava Jato agem como uma quadrilha de malfeitores e querem assim tirar Dilma do governo
Hoje, 14/9, a Folha de São Paulo informa que o Lava Jato administra bens bloqueados de R$ 1,5bi. Segundo a revista Carta Maior, de 13/9, o maior escândalo de corrupção da História do Brasil foi a privataria tucana, pois acarretou prejuízo de R$ 2,4 bi aos cofres do país.
Eles já viram que no voto não tem chance! Nem com a farsa vinda do Lava Jato, na véspera da eleição, com a mentira de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás eles ganharam!
Criaram o mensalão para destruir o PT, usando o “domínio dos fatos”, quando a regra do nosso direito penal é a prova material. Os tucanos, no mensalão, apesar da atuação anterior ao do PT, nem sequer foram julgados e os crimes estão prescrevendo.
Criaram a operação Lava Jato e, através da delação premiada, estão tentando destruir a Petrobrás, atacando o governo Dilma e os parlamentares do PT. Apesar de vários partidos serem denunciados, só o tesoureiro do PT foi preso! Além disso, a delação premiada só vale, em nosso direito, quando o processo transita em julgado ou se extingue. E a delação do Lava Jato vaza, a toda hora, principalmente contra a Petrobrás o PT, Lula e Dilma, virando notícia instantânea na Globo.
O governo tucano de FHC e os parlamentares do partido foram citados várias vezes, em delação premiada, na operação Lava Jato, e não são investigados, por exemplo os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia.
Os dois “chefes” do mensalão, ministro Joaquim Barbosa e do lava Jato, juiz Sérgio Moro, ganharam o prêmio de personalidade do ano da Globo. Não por acaso, a Globo fez campanha para o candidato a presidência o tucano Aécio Neves, quando, na véspera da eleição, dedicou 15 minutos do Jornal Nacional de notícia falsa, proibida pelo TSE, de que lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. E, mesmo assim, perderam e por isso estão desesperados e querem tirar Dilma, presidente democraticamente eleita pela maioria dos brasileiros, e com isso rasgam nossa Constituição Federal.
Eles dizem que o PT é uma quadrilha e por isso tem que ser destruído, porém a sociedade é testemunha de que o PT está sendo investigado e julgado, tanto no mensalão como no Lava a Jato. E os tucanos que, muito além do mensalão e do Lava Jato, são protagonistas dos escândalos da “Compra de Votos da reeleição de FHC” da “Privataria Tucana”, do Trensalão, escândalo do metrô de São Paulo; do “Sanguessuga”, Lista de Furnas, Aeroporto de Cláudios . Com esse cardápio extenso de desserviços prestados ao país, nenhum tucano está preso. E a mídia não fala nada!
A mídia faz parte dessa corja que quer tirar Dilma. O Globo, a Band, Folha de São Paulo, a Editora Abril responsável pela Veja, a Jovem Pan e a Rede RBS estão envolvidos nos escândalos das contas no HSBC da Suíça para lavagem de dinheiro. A denúncia contém informações sobre 106 mil clientes de 203 países que datam de 2006 e 2007, juntos eles movimentaram valores superiores a U$ 100 BI. Sem contar que a Globo sonegou o Imposto de Renda da Copa do Mundo de 2002 mais de R$ 180 milhões. E, apesar de não ser convocada pela CPI da FIFA, é a principal suspeita de corrupção na entidade, pois foi monopolista o tempo todo das transmissões esportivas, entretanto nem sequer foi citada. Para aumentar ainda mais as suspeitas contra a Globo, no escândalo da FIFA, o sócio da Globo, dono da TV TEM, de São Paulo, J. Hawilla, é réu confesso no escândalo da FIFA e já devolveu US$ 151 milhões.
Existe também um grupo de parlamentares que ameaça encaminhar o pedido de impeachment da Dilma. Isso num Congresso onde o presidente do Senado, Renam Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB, são citados pelo Procurador Geral da República como corruptos, recebedores de propina.
A presidente Dilma tem Ficha limpa como política e uma história de luta em defesa da democracia, inclusive, quando estudante, foi presa e torturada pelo governo militar por exigir a volta da democracia!
Será que a sociedade brasileira vai permitir que essa corja assuma o poder?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
Diogo Costa
12 de setembro de 2015 4:10 amPrecária correlação entre taxa de juros e dívida pública
MÚLTIPLAS VARIÁVEIS – Há uma correlação pura entre taxa de juros e aumento da dívida pública, ou outras variáveis influem para que a dívida pública dos países caia ou suba em determinado período?
Vamos colocar alguns dados na mesa de discussão. A partir destes dados teremos mais elementos para discutir o tema da dívida pública no Brasil e no mundo. Vejamos:
-Dívida pública de países selecionados (trajetória entre 2008 e 2015)
1) EUA: dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 103% do PIB em 2015. A taxa de juros dos EUA está em 0,25% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;
2) Zona do Euro: dívida pública de 66% do PIB em 2008 e de 92% do PIB em 2015. A taxa de juros da Zona do Euro caiu de 4,25% ao ano, em 2008, para 1% em 2009. Hoje a taxa está em irrisórios 0,05% ao ano;
3) Espanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 36% do PIB em 2008 e de 98% do PIB em 2015;
4) França (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 64% do PIB em 2008 e de 95% do PIB em 2015;
5) Itália (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 103% do PIB em 2008 e de 132% do PIB em 2015;
6) Alemanha (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 65% do PIB em 2008 e de 75% do PIB em 2015;
7) Reino Unido: dívida pública de 44% do PIB em 2008 e de 89% do PIB em 2015. A taxa de juros do Reino Unido é de apenas 0,5% ao ano, de forma ininterrupta, desde março de 2009;
8) Japão: dívida pública de 167% do PIB em 2008 e de 230% do PIB em 2015 (mais alta dívida pública do mundo). A taxa de juros do Japão é de irrisórios 0,1% ao ano, de forma ininterrupta, desde dezembro de 2008;
9) Grécia (taxa de juros da Zona do Euro): dívida pública de 105% do PIB em 2008 e de 177% do PIB em 2015;
10) Brasil: dívida pública de 58% do PIB em 2008 e de 64% do PIB em 2015. A taxa de juros do Brasil era de 13,75% ao ano em 2008 e é de 14,25% ao ano em 2015. Neste meio tempo a taxa caiu para 8,25% ao ano em 2009 e fechou 2010 em 10,75% ao ano. Depois caiu para o patamar mínimo histórico de 7,25% ao ano, entre outubro de 2012 e abril de 2013, e fechou o ano de 2014 em 11,75% ao ano.
Qual é a constatação óbvia, absoluta e cristalinamente óbvia deste panorama agora apresentado?
Simples: os países que mais foram impactados pelo Crash de 15 de setembro de 2008 (EUA, Japão, Reino Unido e países da União Europeia), em que pese estarem com taxas de juros praticamente em 0% ao ano há muito e muito tempo, viram as suas dívidas públicas crescerem de forma exponencial.
Já países como o Brasil (também poder-se-ia citar a Índia, a China, a Rússia, a Argentina e outras nações), em que pese estarem com taxas de juros altas em comparação com os países desenvolvidos, viram as suas dívidas públicas ficarem estáveis, com alta apenas residual ou até queda no valor da dívida pública.
Conclui-se, portanto, que é um erro crasso e rotundo falar em dívida pública tendo como premissa básica apenas o valor nominal da taxa de juros (a atual taxa real de juros do Brasil, de 4,7% ao ano, é similar a taxa real de juros, de 4,8% ao ano, que tínhamos no final do ano de 2010).
As políticas anticíclicas de expansionismo fiscal e monetário (Quantitative Easing), praticadas pelos países centrais, tiveram como consequência o aumento exponencial das dívidas públicas, em que pese as taxas de juros terem desabado.
Aliás, diferente de países emergentes como o Brasil, a inflação dos países centrais está em pouco mais de 0% ao ano desde o estouro do Crash de 2008. Justamente por isso, para tentar ”fabricar” mais inflação, é que as taxas de juros estão no menor patamar da história.
Não fosse assim e os EUA, a Europa e o Japão teriam entrado numa espiral deflacionária pior que a da década de 30 do século passado (aí sim o mundo saberia o que é convulsão social).
Repito, o expansionismo fiscal dos países centrais, com colossais e sucessivos déficits públicos, elevou enormemente as suas respectivas dívidas públicas. Não é uma crítica, mas apenas uma evidente constatação.
O processo de expansionismo, com velocidades maiores ou menores, está sendo revertido principalmente nos EUA, que estão muito próximos da normalização na política monetária e fiscal. A Europa mantém um expansionismo monetário considerável e começa a apertar na questão fiscal.
Este breve texto não tem a pretensão de esgotar nenhum assunto, mas sim a pretensão de jogar um pouco mais de luz na discussão sobre dívida pública, taxa de juros e inflação. É humanamente impossível falar nestes e em outros índices econômicos sem falar do Crash de 2008 e de seus efeitos que ainda se fazem sentir.
É também impossível falar de economia hoje, no caso do Brasil, sem falar de câmbio, do pior crescimento econômico da China desde 1989, da maior contração do comércio internacional desde 2009, da queda brutal no valor das commodities agrícolas e minerais, iniciado com força em meados do ano passado, etc.
Qualquer discussão econômica que se fixe numa única variável, por exemplo, na questão da taxa de juros, sem analisar as outras múltiplas variáveis e o atual contexto nacional e internacional duríssimo em que vivemos, é apenas uma conversa de boteco.
Notívago
12 de setembro de 2015 4:21 amPHA: dando nome aos bois
[video:https://youtu.be/DjiCEVkBzh8%5D
Maiara
12 de setembro de 2015 4:49 amQuanto pior melhor? Melhor para quem?
Dilma: devemos repudiar os que querem o desastre
publicado 11/09/2015 no Conversa Afiada “Nós vivemos hoje um momento que muita gente considera que quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor para uma minoria”
“Este é um país democrático, que conquistou com muito esforço a democracia, a eleição dos seus governantes por voto direto”
No G1:
‘Devemos repudiar esses que querem sempre o desastre’, diz Dilma
Presidente participou nesta sexta do evento ‘Dialoga Brasil’ em Teresina.
Ela voltou a criticar os que, segundo ela, defendem o ‘quanto pior, melhor’.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (11) que é preciso “repudiar” aqueles que, segundo ela, “querem sempre um desastre” no país. Dilma voltou a defender o respeito à democracia e disse que, atualmente, há no Brasil um movimento de alguns setores da sociedade que considera que quanto pior o país estiver, melhor.
(…)
“Nós vivemos hoje um momento que muita gente considera que quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor para uma minoria. Quanto pior [o país estiver], pior para o conjunto da população brasileira. Nós devemos repudiar esses que querem sempre o desastre, sempre a catástrofe”, afirmou a presidente.
Dilma participou da divulgação do portal Dialoga Brasil em Teresina (PI). Lançado em julho pela presidente em Brasília, o Dialoga é um site por meio do qual o governo federal permite o envio de críticas e sugestões pela população sobre os programas conduzidos pelo país. Desde o lançamento, Dilma passou a viajar semanalmente para divulgar a página e já passou por diversas capitais.
“Este é um país democrático, que conquistou com muito esforço a democracia, a eleição dos seus governantes por voto direto. […] Nós somos um país que respeita as diferenças”, complementou Dilma.
Monier.,.,.,.,
12 de setembro de 2015 5:00 amDepois de 90 dias de luta, o
Depois de 90 dias de luta, o Partido dos Trabalhadores finalmente venceu uma batalha, contra os trabalhadores da Justiça Federal de SP.
Após perder democraticamente em todas as comissões da Câmara Federal; sofrer derrota acachapante no Plenário do Senado Federal digna de equiparar o Delcídio Amaral ao “genial” general Aníbal de Cartago deletando a imagem do seu partido na JF; atacar de veto presidencial que declarou inconstitucional uma lei de iniciativa do STF em pessoa; perder na formação de maioria na Reunião Conjunta do Congresso Nacional; contra-atacar de Lewandowski e portaria do CNJ para cortar o ponto acabar, via adminitrativa, com a greve e o direito de greve em si; ser contra-torpedeado com uma manutenção da greve por unanimidade, porque afinal ali também está a Justiça do Trabalho; e apelar ao sindicalismo quinta-coluna para balançar a categoria, então conseguiram finalmente a suspensão (temporária) da greve. Por 150 votos a 100, mais ou menos. Uma mirrada vitória de Pirro do comando Dilma-Levy.
Se entendi aquele pessoal direito, eles vão recuar para guardar dinheiro e energia para o contra-ataque. Natural, afinal ninguém ali é banqueiro.
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http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=4139
Os servidores do Judiciário Federal em São Paulo vão suspender a greve a partir desta segunda-feira, 14, e manter a luta pela derrubada do veto ao PLC 28 com atos, apagões e caravanas a Brasília.
Na assembleia geral, que aconteceu nesta sexta-feira, 11, no Fórum Trabalhista Rui Barbosa, os servidores avaliaram o cenário de forte crise política e econômica em que se desenvolve a greve e quais os objetivos nesta etapa da mobilização em que os esforços estão concentrados em pressionar o Congresso Nacional para que realize a sessão de análise dos vetos e derrube o veto 26, referente ao PLC 28/2015. Além disso, avaliou o refluxo da greve, que aumentou consideravelmente após as medidas de retaliação na Justiça Trabalhista, com corte de ponto.
Diante da avaliação, o comando estadual de greve indicou a suspensão do movimento paredista e manutenção do estado de greve e da mobilização. A proposta foi aprovada depois de muito debate, no qual foram apresentadas propostas de manutenção total e parcial da greve, em uma das assembléias mais longas já realizadas pela categoria.
“Essa mudança tática não é de agora, já vínhamos discutindo há algumas semanas o recuo organizado da greve para concentrar forças na pressão sobre o Renan Calheiros e sobre os parlamentares com caravanas a Brasília”, apontou Henrique Sales, servidor da JT.
“A chefia do Judiciário, personificada no [ministro Ricardo] Lewandowski, vendeu nossa categoria ao Executivo, rifando nossa reposição salarial e rebaixando nossos salários”, afirmou Adilson Rodrigues, servidor da JF Santos e também coordenador da Fenajufe. “Nossa greve não é só por salário, queremos um Judiciário a serviço da população, queremos respeito e menos que isso não aceitamos”.
A servidora da JT Inês Leal, diretora do Sintrajud, ressaltou a força da greve, uma das mais longas da história da categoria, e defendeu que os servidores se mantenham unidos e organizados. “Nossa greve foi fundamental para garantir a votação do PLC 28 no dia 30. Agora estamos na mão do Congresso Nacional, que está usando de diversas manobras para marcar e desmarcar a sessão, em vez de apreciar o veto”, declarou.
Os servidores aprovaram um calendário de mobilização para os próximos dias, a começar pela participação na Marcha Nacional dos Trabalhadores, marcada para sexta-feira, 18 , às 15h, no vão do Masp.
Nos dias 22, 23 e 24 os servidores farão apagões em todo o Judiciário Federal de São Paulo, além de organizar uma nova caravana a Brasília, a fim de intensificar a pressão pela votação do veto 26, referente ao PLC 28.
Minuto de silêncio
Durante a assembleia, os servidores fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao servidor Élcio Berer Kozminski, da Justiça Federal do Paraná, que sofreu infarto quando participava, em Brasília, das manifestações pela derrubada do veto e veio a falecer na última semana.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:25 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:26 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:28 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:29 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:30 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:31 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:33 am(Sem título)
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:35 amDilma aponta a saída!
Dilma aponta a saída!
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:37 amanarquista sério
12 de setembro de 2015 6:50 amO Alexey é da equipe do
O Alexey é da equipe do ministro da Educação, Renato Janine, um dos poucos naquelas terras por quem ainda nutro alguma admiração.
por Alexey D.Magnavita)
“Quando me perguntam sobre a relação entre ética, moral e lei, gosto de apresentar dois exemplos ilustrativos. Um é francês; o outro, brasileiro.
Em Paris, até o ano de 2013, vigorava uma lei que proibia mulheres de usar calças compridas. A legislação datava de 7 de novembro de 1800. É claro que essa lei não era mais cumprida há décadas, mas ela existia. E só foi formalmente derrubada há dois anos.
Quer dizer: uma mulher que usasse calça comprida em Paris em 2012 estaria “tecnicamente” descumprindo a lei. Mas a moral já havia mudado, e mudado tanto, que ninguém nem lembrava que a lei existia. Moral e legalidade não necessariamente andam juntas.
Notem que, para essa lei existir, em algum momento do passado parisiense não era moral andar de calças compridas. Moral tem a ver com hábitos, com tradições. E a moral muda – às vezes com a lei, nem sempre com ela, às vezes muda antes… E às vezes muda depois.
Vamos agora a um caso oposto, em que a lei mudou antes da moral:
Casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo são juridicamente possíveis no Brasil, mesmo com a moral brasileira sendo ainda tão conservadora. O assunto não é uma unanimidade entre as pessoas, mas se João quiser casar com Pedro, isso é permitido por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Mesmo que os vizinhos achem isso errado, ou uma “pouca vergonha”.
E onde entra a ética? A ética entra exatamente quando pensamos sobre tudo isso. Uma discussão ética na Paris de 1810, por exemplo, perguntaria: “é justo que mulheres sejam proibidas de usar calças compridas?”. Assim como uma discussão ética no Brasil de hoje é: “você acha justo que duas pessoas adultas sejam impedidas de casar porque são do mesmo sexo?”.
Notem que uso “justo” e “injusto” de propósito ao invés de “certo” e “errado”, pois “certo” e “errado” normalmente têm a ver com a moral. Um fiel de determinada religião dirá, sem pestanejar, que é errado que João se case com Pedro. Assim como Jean-Pierre disse e 1810 para sua esposa, dona Camile: “não use calças compridas, pois isso é errado”.
Nem tudo o que é moral é ético. Nem tudo o que é ilegal é antiético.
Nem tudo que é moral é legal. Nem tudo que é ilegal é imoral.
Mas a ética é aquele ponto de interrogação constante, que está sempre provocando a norma estabelecida, seja pela lei, seja pela moral: “você acha justo que…?”
_____
O que as pessoas costumam chamar de “código de ética” não são exatamente “códigos de ética”, e sim códigos normativos comportamentais. Soube que uma fulana quer impor aos parlamentares um código de vestimenta na Câmara. Não tem nada de ético nisso. Ela quer estabelecer um código normativo moral.
E não é que códigos normativos morais sejam ruins, ou desnecessários. Eu não posso entrar no Ministério de shorts e camiseta de ginástica. Há um código de conduta, e eu o sigo sem nenhum tipo de inquietação. Mesmo assim, os códigos normativos morais [erroneamente chamados de “códigos de ética”] são arbitrários.
Diante da pergunta “por que é errado que uma pessoa use bermuda no trabalho?”, a resposta sincera é “porque é feio”. Se você perguntar “por que é feio?”. Bem… a resposta final sempre será uma tradição, e nem toda tradição existe para ser combatida. Aí entra o bom senso.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 6:52 amanarquista sério
12 de setembro de 2015 6:53 amanarquista sério
12 de setembro de 2015 7:06 amJoão Montanaro

João Montanaro
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:12 amInacreditável ! Será que
Inacreditável ! Será que Dilma tem rabo preso com esse cara ? E qual seria outra explicação?
Painel Folha
O pedido da Polícia Federal para tomar depoimento de Lula aumentou a indignação do PT com José Eduardo Cardozo (Justiça), a quem a instituição é subordinada. Dirigentes lulistas consideraram o relatório “arbitrário”, por não mencionar uma suspeita específica, e criticam a falta de “gestão” de Cardozo sobre a PF desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Ciente da reação, Cardozo alegou ter reuniões em Brasília para desmarcar ida a evento do PT em São Paulo neste sábado.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:19 amLUÍS FRANCISCO CARVALHO
LUÍS FRANCISCO CARVALHO FILHO
Propina e ideologia
O juiz Mark Ciavarella, da Pensilvânia (EUA), enriqueceu à custa do encarceramento de jovens
“Kids for cash” (“crianças por dinheiro”) é a designação jornalística de um escândalo que abalou a credibilidade da Justiça norte-americana.
Mark Ciavarella, juiz do condado de Luzerne, Pensilvânia, foi condenado em 2011 a 28 anos de prisão por um rosário de delitos: corrupção, lavagem de dinheiro, fraude fiscal.
Enriqueceu à custa de jovens que mandava para estabelecimentos correcionais privados, construídos sob sua inspiração, com o sugestivo nome “Child Care” (algo como “Cuidado Infantil”). Juntamente com o juiz presidente do condado, Michael Conahan, recebeu mais de US$ 2 milhões dos investidores a título de comissão.
Festejado pelo discurso e pela prática de endurecimento penal, foi eleito juiz pelo voto popular em 1995 para um mandato de dez anos e reeleito em 2005. Sob o impacto do massacre de Columbine (em 1999, no Colorado, dois jovens mataram 12 alunos e um professor a tiros), Ciavarella implantaria política de tolerância zero para adolescentes. Michael Moore propagandeou o caso em “Capitalismo: Uma História de Amor” (2009).
Se o propósito era prevenir violência –banir arma, droga, agressão e assédio– do ambiente escolar, conflitos menores, que poderiam ser resolvidos pela direção da escola, também iam parar no juizado. Encarceramento de meninas e meninos com apoio de pais e mestres: um jeito de se livrar de “alunos maus”.
Os réus eram submetidos a veredicto quase instantâneo, depois de, sob pressão, renunciarem ao direito de ter advogado. Em 54% dos casos faltou defesa, o que não chamava a atenção porque, na verdade, o severo juiz internava todos, indiscriminadamente.
A Suprema Corte dos EUA decidiu no ano passado nem analisar seu derradeiro recurso. Por ironia, a mais recente cartada de Ciavarella é tentar anular a condenação por se considerar indefeso, apesar do prestígio dos profissionais que atuaram em seu favor.
O documentário “Kids for Cash” (2014), direção de Robert May, está no Netflix. Destaca o sofrimento e o trauma dos atingidos e a complexidade do tratamento da delinquência juvenil: “crianças não são adultos pequenos”, têm a região cerebral que regula a tomada de decisões e a própria noção de risco ainda em processo de desenvolvimento.
O condado de Luzerne é região de pobreza branca, e o racismo, aparentemente, não era parte da motivação de Ciavarella. Com população de 318 mil habitantes, a maioria é de brancos (92,3% para 4,6% de afro-americanos). Lá, o drama repressivo não era só de negros.
O documentário tem a virtude de difundir a versão de Ciavarella, que sempre negou a troca (prendia por prender, não por dinheiro), confessando só o recebimento da comissão, como intermediação comercial antiética, e a ocultação dos valores: “Não sou tão mau quanto falam”.
Muito além da promiscuidade entre empresários e magistrados, episódio que fere a política de privatização de prisões, fica um sentimento incômodo: caso Ciavarella exercitasse o mesmo rigor punitivo, encarcerando milhares de jovens por motivos banais, mas sem o benefício financeiro, seria lembrado apenas como justiceiro travestido de juiz. Não estaria preso.
Se propina é mal que atormenta, a ideologia também pode ser.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:37 amA cada lado o que lhe
A cada lado o que lhe cabe
12/09/2015 – 03p2
Ricardo Noblat
Era o que faltava.
Os defensores de Dilma, contingente em processo de extinção, começam a culpar os “pescadores de águas turvas”, aqueles “que apostam no quanto pior, melhor”, pelo acúmulo de crises que abalam o país e que começam a revogar avanços econômicos e sociais há muito contabilizados.
Não é o PT que comanda o leme do país há 12 anos? Não foi nesse período, e somente nele como diz Lula e repetem seus acólitos, que o Brasil de fato se afirmou como uma potência mundial capaz de provocar inveja em outros países? O resgate dos pobres da miséria não foi uma obra exclusiva do PT?
Demos de barato, portanto, que tudo isso seja verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. Então por que tudo de ruim que está acontecendo conosco desde o fim do primeiro governo de Dilma deve ser atribuído ou compartilhado com os que não rezam pela cartilha do PT? Logo esses sem nenhum poder de mando?
Quem de fato pode responder pelos erros de condução econômica do Dilma 1? A oposição? Os que se limitaram a assistir o jogo? Quem gastou além do que o país podia para garantir a permanência do PT no poder? Que candidato a presidente na mais recente eleição mentiu à farta para vencer seus adversários?
Quem, agora, sem ao menos pedir desculpas, alega que não se deu conta do tamanho da crise que se avizinhava? Como se não tivesse tido todas as indicações necessárias para que adotasse providências há tempo. É por isso que os programas sociais, antes considerados intocáveis, estão sendo cortados ou simplesmente congelados.
Quem pôs a faca na garganta do governo obrigando-o a fazer todas as opões que o levaram ao desastre, carregando o país? Foram as “forças ocultas”? Foi o chamadoConsenso de Washington? Foi a impiedosa ação do neoliberalismo? Ou foi a incompetência de um partido que dispunha unicamente de um projeto de poder?
De há muito que o país foi dividido pela retórica oficial entre “nós e “eles”. A essa altura, para que não reste dúvida sobre quem é responsável pelo quê, é melhor que fique assim por mais algum tempo.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:50 amAvião de filme de Tom Cruise
Avião de filme de Tom Cruise cai2 membros da produção morreram no acidente; ator não estava a bordo
Governo não governa, diz DelfimRelação com Congresso vai se complicar ainda mais, diz ex-ministro
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:55 amLevy soube do ‘downgrade’ às
Levy soube do ‘downgrade’ às 14h de 4ª feira e não avisou Dilma
Ministro da Fazenda não quis compartilhar informação
Planalto ficou sabendo só após 18h, pela imprensa
Joaquim Levy: soube às 14h do rebaixamento do Brasil, mas não avisou Dilma
Emergiu mais um aspecto da descoordenação dentro do governo da presidente Dilma Rousseff. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, soube do rebaixamento do grau de investimento do Brasil na 4ª feira (9.set.2015) por volta de 14h. O czar da economia não compartilhou a informação nem com sua chefe no Palácio do Planalto.
Dilma e vários ministros palacianos só souberam do fato depois das 18h, quando várias agências de notícias começaram a noticiar a decisão da Standard & Poor’s.
Na 4ª feira, houve grande mal estar no Palácio do Planalto pelo fato de o ministro da Fazenda ter mantido o assunto em reserva. Um dos argumentos para o sigilo seria não permitir vazamentos enquanto o mercado financeiro ainda estivesse em funcionamento –mas ministros ouvidos pelo Blog consideraram extravagante deixar a presidente da República desinformada.
O fato é que Joaquim Levy já sabia desde a semana anterior, quando jantou com empresários em São Paulo, que a Standard & Poor’s estava para tomar uma decisão sobre o grau de investimento do país. O Planalto acha que o ministro da Fazenda errou ao não traçar uma estratégia previamente para o caso de confirmação do downgrade.
Nessas ocasiões o governo tenta preparar outras notícias para se contrapor ao fato negativo. É uma guerra de marketing difícil de ser vencida. Mas estar desprevenido degrada ainda mais o ambiente político.
Pior do que não planejar o governo internamente para reagir à notícia, Levy enclausurou-se na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo na última 4ª feira. Quando soube do downgrade, Dilma Rousseff havia determinado que ele falasse à imprensa. A grande preocupação do Planalto nessas horas é saber como o “Jornal Nacional”, da TV Globo, vai noticiar o assunto –trata-se do telejornal de maior audiência no país.
No início da noite de 4ª feira, uma equipe do “Jornal Nacional” estava em frente ao Ministério da Fazenda em São Paulo tentando entrar no edifício para entrevistar Levy. Os jornalistas não tiveram sucesso. Telefonaram para pedir ajuda ao Palácio do Planalto, que tentou liberar a entrada. Não deu certo. A ordem para impedir a reportagem do telejornal entrar era do próprio ministro.
A nota oficial de Levy sobre o downgrade só ficou conhecida por volta de 22h. Foi quando ele também concordou em conceder a entrevista a outro telejornal da maior emissora do país, o “Jornal da Globo”. Tudo foi improvisado e o resultado (imagem e conteúdo) foi considerado um desastre pelo governo.
A entrevista ao “Jornal da Globo” foi ao ar já na madrugada de 5ª feira (10.set.2015). O ministro ficou instalado numa cadeira num nível abaixo da dos apresentadores, numa posição que evocava subserviência e fragilidade. Eis a imagem:
O ministro da Fazenda numa cadeira em nível mais baixo que o dos apresentadores da TV Globo
Levy e parte de sua equipe continuam descontentes com a condução da política econômica de Dilma Rousseff. Um setor da mídia tem tentado ajudar o ministro propagando versões edulcoradas da conjuntura, afirmando que ele teve sucesso nos últimos dias em convencer a presidente de que a “ficha caiu” a respeito da crise. Nada disso está acontecendo.
Dilma Rousseff continua sem certeza sobre o tamanho dos cortes que necessita fazer no Orçamento de 2016 para preencher o rombo inicialmente previsto na casa dos R$ 30 bilhões. A posição ortodoxa de Levy sobre mais cortes e alguns impostos continua sendo minoritária no Planalto.
O ministro e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, estavam demissionários na 4ª feira da semana anterior, dia 2 de setembro. Ficaram em suas cadeiras apenas após o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, conversar com Dilma Rousseff. Foi por essa razão que naquela data houve um jantar com pesos pesados do PIB para recepcionar Levy em São Paulo.
Mas o ministro disse de maneira clara a todos naquele jantar do início do mês: vai tentar mais um pouco a implantação do ajuste fiscal, até por volta do fim do ano. E se não tiver sucesso? Aí terá de sair.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:58 amHitler e soldados se drogavam
Hitler e soldados se drogavam sistematicamente, diz escritor
Hitler durante comício em 1930
Autor de livro sobre uso de drogas na Segunda Guerra afirma que ditador tomava esteroides e substância equivalente a heroína, enquanto soldados se dopavam com o que hoje é conhecido como metanfetamina
O livro “Der totale Rausch” (O delírio total, em tradução livre), de Norman Ohler, leva no título um jogo de palavras usando a referência da “guerra total”, expressão que ganhou fama em 1943 durante discurso proferido por Josef Goebbels em Berlim.
Com ele, Ohler tenta descrever o apetite dos líderes nazistas por um “delírio total” – o uso compulsivo de drogas não só por soldados, mas também pelos mais altos nomes do Terceiro Reich, como o próprio Hitler.
“Os soldados alemães usavam Pervitin, um produto que contém metanfetamina, o que é hoje conhecido metanfetamina. Hitler aplicava esteroides na corrente sanguínea. E, mais tarde, usou Eukodal, produto farmacêutico que se aproxima da heroína”, conta o jornalista e escritor à DW.
Deutsche Welle: Como nasceu a ideia do livro?
Norman Ohler: Um DJ berlinense me disse uma vez que os nazistas tomavam grandes quantidades de drogas. Eu nunca tinha ouvido falar sobre isso antes. Mas o fato despertou meu interesse, achei que tinha um fundo de verdade e passei a frequentar o Arquivo Federal da Alemanha e os Arquivos Nacionais americanos em Washington e no estado de Maryland.
A primeira coisa que quis ver foram as anotações pessoais do médico de Hitler, Theodor Morell. Para a minha surpresa, essas anotações eram bastante elaboradas, descrevendo como ele havia tratado Hitler ao longo dos anos, inclusive coisas como “injeção como sempre” e “Eudokal”, que é um forte opioide.
Era a mesma droga tomada pelos soldados?
Não, os soldados usavam Pervitin, um produto alemão patenteado em 1937 e que contém metanfetamina, o que é hoje conhecido como metanfetamina. Até 1939, esse produto esteve livremente disponível em forma de remédio.
Em Berlim, ela se tornou uma das drogas preferidas, como beber café para despertar o ânimo. As pessoas tomavam grandes quantidades de Pervitin. A companhia queria que ela se tornasse rival da Coca-Cola. Assim, as pessoas a ingeriam e ficavam eufóricas – um estado de espírito que combinava com o humor geral da população antes da guerra.
E como a droga foi descoberta pela Wehrmacht?
As Forças Armadas alemãs perceberam que existia uma droga no mercado que poderia ser de interesse dos soldados, já que Pervitin mantém acordado por um longo período de tempo. Durante os primeiros dias, nem é preciso dormir.
Foi usado pela primeira vez quando a Alemanha invadiu a região dos Sudetos e a Polônia, e em seguida quando a Alemanha atacou a França, em 1940, uma estratégia de guerra relâmpago. Antes do ataque, as forças nazistas encomendaram 35 milhões de comprimidos de Pervitin para os soldados na frente francesa.
Pervitin foi muito usado pelos nazistas. Hitler não o utilizava, ele aplicava esteroides na corrente sanguínea. E, mais tarde, usou Eukodal, produto farmacêutico que se aproxima da heroína.
Hitler adorava Eukodal. Especialmente no outono de 1944, quando a situação militar deteriorou, ele usou essa droga forte para fazê-lo eufórico, mesmo que não parecesse estar nenhum pouco nesse estado de espírito.
Os generais lhe diziam: “Precisamos mudar nossa tática. Precisamos acabar com isso. Vamos perder a guerra.” E ele não queria escutar nada disso. Ele tinha o seu médico, Dr. Morell, que lhe dava medicamentos que o faziam se sentir invulnerável e senhor da situação.
José Carlos Lima Spin
12 de setembro de 2015 9:08 amA crise que a Globo fomentou derrubou a Globo
A crise que a Globo fomentou derrubou a Globo;;….zelite zelote e burra é isso aí…
http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-vianna-globo-aposta-no-caos-e-tambem-afunda-empresa-dos-marinho-foi-rebaixada-pela-sp.html
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:09 amTurbulência política vai
Turbulência política vai aumentar, diz Delfim Netto
Eduardo Knapp – 29.out.2014/Folhapress
O ex-ministro Delfim Netto
RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO
O ex-ministro Delfim Netto acredita que o ajuste fiscal ficou mais difícil após a perda do selo de bom pagador, concedido pela agência Standard & Poor’s. “Os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida”, disse.
O economista também afirma que os programas sociais precisam ser ajustados à disponibilidade de recursos e que o único programa intocável é o Bolsa Família. “Não é possível que seja tudo prioridade.”
Delfim-ex-ministro dos governos militares, conselheiro informal de diversos presidentes na redemocratização e colunista da Folha- considera que a atitude de mandar ao Congresso um orçamento apontado deficit em 2016 foi ingênua: “Uma incompetência política dramática”.
Diz ainda que a relação com o Congresso ficará ainda mais complicada.
*
Folha – O governo deveria ter cortado gastos sociais para fechar o rombo no Orçamento?
Delfim Netto – Só tem um programa realmente importante que funciona: o Bolsa Família. Os outros têm que ser ajustados a disponibilidade de recursos.
Se o governo quer colocar o programa Minha Casa, Minha Vida como prioridade, tem todo o direito, porque foi eleito para isso. Mas tem o dever de cortar algum gasto correspondente. Não é possível que tudo seja prioridade.
A agência S&P se precipitou? Não entendeu as idas e vindas da política brasileira?
Não. A agência tinha dado um voto de confiança e esperou. Ficaram desiludidos.
Quais as consequências da perda do grau de investimento?
É algo grave, sério, mas o Brasil já viveu sem o grau de investimento. Não é o fim do mundo. No entanto, seguramente, indica que o ajuste fiscal vai ser ainda mais custoso.
Os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida. Não adianta fechar os olhos e dizer que as agências de risco não valem nada. De fato, elas têm uma capacidade duvidosa, mas não adianta reclamar.
O ministro Joaquim Levy foi colocado no cargo para evitar o rebaixamento. Sua permanência no posto está comprometida?
O Levy lutou bravamente para que isso não acontecesse. É um sujeito de caráter e, mesmo contrariado, sabe que faz parte de um governo. O Levy está imbuído de um sentido de missão e vai continuar lutando. Para mim, saem todos rebaixados: ministros, governo, o país.
Vamos ter mais turbulência política?
Sem dúvida. O Congresso reproduz a sociedade, mas num microcosmo e se excita muito mais. Temos um problema muito sério dentro da base do governo.
O fato é que o PT não está de acordo com o programa do seu próprio governo. Ponto final. O comportamento do PT é consequência do fato de que o governo perdeu o protagonismo.
A base aliada toda está resistindo simplesmente porque o governo não governa. É algo espantoso. O governo vem dizendo que não vai fazer mais nada e que vai esperar o Congresso mandar. Não há como se demitir da tarefa de assumir o protagonismo do processo.
Vivemos um presidencialismo que se diz de coalizão, mas que é quase imperial. Os instrumentos estão na mão do Executivo e ele exerce um poder imenso.
O ex-presidente Lula tem dado declarações contra o ajuste fiscal. Na sua opinião, qual é o objetivo?
Lula está expressando o seu ponto de vista, dizendo que está ocorrendo desemprego. É verdade. Mas o desemprego não foi causado pelo ajuste, mas pelos excessos de 2014 e pela política equivocada. O ajuste sequer teve efeito ainda. As despesas do governo continuam crescendo.
O ajuste sequer teve efeito. As despesas do governo continuaram crescendo. Ele está expressando o seu ponto de vista. Ele está dizendo que está havendo um desemprego, e é verdade, mas o desemprego não foi causado pelo ajuste, mas pelos excessos da política errada.
Por que você está fazendo o ajuste? Porque cometeu excessos extraordinários ao longo de 2014.
O senhor tem sugerindo que o governo deveria elevar a Cide para cobrir o rombo. Por quê?
O argumento contra a Cide é que vai subir a inflação. Chega a ser infantil. Teremos uma inflação de 10% com ou sem Cide. A inflação está em 10% por erros cometidos no passado. No ano que vem, a expectativa é de inflação em 5%.
Com o aumento da Cide, vamos resolver um problema gigantesco, não só nas contas públicas, mas no setor sucroalcooleiro. O setor sucroalcooleiro foi destruído junto com a Petrobras.
A Cide é um imposto que vai na direção correta de proteger o meio ambiente, porque incentiva a substituição de gasolina por álcool. Hoje temos cerca de 80 usinas em estado de calamidade. Se recuperarmos 60% ou 70% delas, vamos ampliar emprego e produção.
O que mais deveria ser feito para arrumar as contas públicas?
A única cláusula pétrea na Constituição são os direitos individuais. O resto pode ser alterado se houver disposição.
A desintegração do sistema previdenciário é culpa do governo que nunca assumiu a responsabilidade.
É preciso apresentar uma lei que se resume numa idade mínima para aposentadoria e encontrar as regras de passagem.
Outro ponto é essa proposta da CUT que está presa há anos na Casa Civil que regulariza o entendimento do trabalhador com o empresário, sob a vigilância do sindicato. Vai dar uma enorme flexibilidade para eles decidam o que é do seu interesse sem ouvir a Justiça do trabalho, que é uma das áreas mais retrógradas do país.
Também é necessário resolver a reforma do ICMS. Ou seja, o governo precisa dar uma demonstração clara de que vai mudar as restrições da economia que foram construídas por nós mesmos.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:32 amMulheres realmente precisa
Mulheres realmente precisa usar sutiã??
De acordo com o professor francês Jean-Denis Rouillon, que estuda seios femininos há 15 anos, após um ano usando sutiã, os seios tendem a cair 7 mm a mais do que os de quem não usa o acessório. O cálculo pode não funcionar para as mulheres que já estão na meia-idade ou já são mais velhas – Rouillon fez sua pesquisa com mulheres mais jovens.
O fato é que se uma mulher nunca usar sutiã na vida, ela provavelmente não terá seus seios caídos, como temem as mocinhas de todo o mundo. Após estudar 330 mulheres, Rouillon definiu o sutiã como “uma falsa necessidade”. As voluntárias que não usavam sutiãs apresentavam seios menos caídos e mais firmes.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:33 amO cloro não deixa seu olho
O cloro não deixa seu olho vermelho, a combinação de urina e cloro é que deixa.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:35 amQuando Matthew Perry (o
Quando Matthew Perry (o Chandler, de Friends) foi capa da revista People, ele manou um exemplar para um dos seus professores antigos, Dr. Web, que costumava dizer que Matthew não iria chegar a lugar algum se continuasse fazendo piadas o tempo todo.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:37 amTrês pirâmides semelhantes,
Três pirâmides semelhantes, no México, no Egito e na Indonésia. Conexão ou Coincidência?
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:46 amKeanu Reeves costuma pegar o
Keanu Reeves costuma pegar o metro para se locomover. Ele doa a maior parte da sua fortuna para instituições que tratam o câncer, e não tem guarda-costas, nem usa roupas de marca. Quando dizem a ele que ele tem uma vida triste, ele simplesmente responde “vocês precisam de felicidade para viver, eu não…”
anarquista sério
12 de setembro de 2015 10:52 amSe você assistir “Titanic” ao
Se você assistir “Titanic” ao contrário, verá a história de um submarino que resgata as pessoas do mar e as coloca em uma festa.
maria rodrigues
12 de setembro de 2015 11:31 amA repercussão do pedido de um
A repercussão do pedido de um simples PF para que Lula seja investigado já alcança dimensões extravagantes. Siu ontem em todos os jornais da noite das televisões; está hoje em toda a imprensa, falda e escrita, e vai prosseguir nos diversas emissoras de televisão, até que chegemos à segunda-feira, quando os éticos e moralistas, tipo Agripino, Aécio, aloysio, etc, farão seus discursos inflamadíssmos nas tribunas do Congresso, dando mais munição aos naistas, que, de tanto ódio de Lula, podem até matar quem o defenda.
Achei espetacular o que li sobre Gregório Duvivier. Ele disse em Portugal que querem tirar Dilma do Poder pra roubarem mais; que todos sabem que a corrupção não começou com o PT, e, por fim, o mais engraçado: “Trocar Dilma por essa turma é o mesmo que limpar o chão com bosta”, (mais ou menos isso). Pegou pesado. Resta saber como ficará Duvivier depois dessa declaração. Imagino que nas páginas da Internet ele vai ter que engolir muito sapo.
Voltando à espetacularização do pedido de um funcionário da PF pra investigar Lula, o que a gente se pergunta, sempre, é onde se encontra o Chefe desse sujeito, que é subalterno de Dilma. O Ministro da Justiça esteve na semana passada conversando com Aécio pra limpar a barra de Anastasia. Como não sair do canto pra pelo menos dar uma opinião sobre esse agente ou investigador da PF?
Será que o que alguns prviam estar em curso? Diziam, não faz muito, que após Dirceu viria Lula, que não chegaria a dezembro sem ter que peitar Moro e sua sanha.
Não podemos nos conformar com essa apatia, ou consentimento de Dilma em relação a esses seus ministros, que parece agirem contra o Governo, ou, quando muito, não agirem, ficando em cima do muro.
Infelizmente não podemos ver luz no fim do túnel. A força da imprensa, somada à vontade da PF, e de alguns magistrados – tudo junto – está muito acima de qualquer discurso de Dilma, ou ação governamental.
Roberto São Paulo-SP 2015
12 de setembro de 2015 12:13 pmUbuntu e Firefox 40.0.3
Ficou bem mais rápido a navegação principalmente no GGN.
Sairé
12 de setembro de 2015 12:19 pmQuerem limpar o chão com bosta
[video:https://youtu.be/vi9_4oobiX8 align:center]
anarquista sério
12 de setembro de 2015 9:44 pmSairé:
Vc lê Reinaldo
Sairé:
Vc lê Reinaldo Azevedo no enruste.
ruyacquaviva
12 de setembro de 2015 2:12 pmFrida Kahlo
Sairé
12 de setembro de 2015 2:28 pmQue zona!
Delegado da PF do zé foi exonerado!
O Conversa Afiada publica informação de Stanley Burburinho
Delegado da PF que pediu para Lula depor na Lava Jato foi exonerado de cargo de chefia em 08/2013, pelo atual diretor-geral da PF
O delegado da Polícia Federal, Joselio Azevedo de Sousa, que pediu ao STF que autorize Lula depor na Lava Jato, mesmo sem ter provas contra ele, conforme diz o próprio delegado no seu pedido, foi exonerado de cargo de chefia em 08/2013, pelo atual Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Veja na imagem abaixo o treco do Diário Oficial da União falando sobre a exoneração. Para conferir, coloquei o link:
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/57612195/dou-secao-2-09-08-2013-pg-47
/Dica @clfrancoAntes, o Conversa Afiada já havia publicado artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:
O incrível pedido do delegado para interrogar Lula sobre o nada
Recomenda-se aos professores de Direito e aos instrutores das academias de polícia que copiem o texto publicado agora há pouco no Valor sobre o pedido do delegado federal Josélio Azevedo de Souza.
É pra mostrar como NÃO se faz um interrogatório policial.
“Em seu relatório, o delegado reconhece que não há provas do envolvimento direto de Lula, porém considera que a investigação “não pode se furtar à luz da apuração dos fatos” se o ex-presidente foi ou não beneficiado “pelo esquema em curso na Petrobras”.
Vejam que maravilha ditar para o escrivão: “Inquirido sobre se foi beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, o depoente disse que não”.
Depois: “ao citar eventuais indícios sobre o papel de Lula no esquema da Petrobras, o delegado reconheceu que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa apenas “presumem que o ex-presidente da República tivesse conhecimento do esquema de corrupção”.
E lá vai o delegado ditando: “sobre as suposições dos indiciados Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de que presumiam que teria conhecimento do esquema de corrupção, o inquirido disse não tem a menor ideia de onde tiraram a suposição e sugeriu que se vá perguntar a eles”…
No final, mas um esclarecimento sobre tudo o que (não) tem o delegado contra Lula, informando ao STF que “os colaboradores, porém, não dispõem de elementos concretos que impliquem a participação direta do então presidente Lula nos fatos”.
Então, depois do “aos costumes disse nada; testemunha sem contradita” o Dr. Josélio manda lavrar, no termo de declarações: “indagado se, como os denunciantes não têm qualquer prova de seu envolvimento, o inquirido poderia daur uma mãozinha e fornecer alguma, declarou perante esta autoridade policial que não, ao que agregou um ‘muito obrigado’ e mais não disse nem lhe foi perguntado”.
Que beleza! Digno de um Sherlock Holmes!
Não sei porque a semelhança do nome me fez lembrar do personagem “Joselito Sem-Noção”, simpático personagem interpretado por Adriano Pereira, lá pelo ano 2000, na MTV.
É obvio que o pedido de interrogatório será – se houver um mínimo de bom-senso da Procuradoria Geral da República – recusado por absoluta falta de indício que o justifique.
Porque não faz sentido interrogar alguém senão para colher provas ou explicar fatos concretos que lhe forem imputados, jamais para responder ao que outros “acham” e “não dispõem de elementos concretos”.
Como não faz sentido que um delegado da Polícia Federal, ao qual certamente não faltam experiência e a noção do significado dos seus atos, convoque alguém a depois apenas para “ouvir o que ele vai dizer”.
A menos que o sentido já nem seja assim tão “sem noção”, mas o de produzir dano político e eleitoral, transformando a atividade policial em gazua de interesses partidários.
A propósito, o Dr. Joselito pediu para interrogar Aécio Neves, de quem Yousseff não disse “achar”, mas ter certeza que recebia dinheiro de uma diretoria de Furnas, que dividiria com o falecido deputado José Janene, do PP?
Não? Sem-noção!
Pedro Rinck
12 de setembro de 2015 3:52 pmSugestão
Prezado Nassif,
Você poderia nos poupar de ir aos “grandes” portais, criando uma aba no alto da página inicial, sob o título “Últimas Notícias”.
Ótimo final de semana !
Fernando J.
12 de setembro de 2015 5:26 pmCaiu a ficha para o Paulo Nogueira, do DCM
Há uns 2 ou 3 meses Paulo Nogueira contestava duramente a “paranoia golpista” visível nas redes sociais. Produziu um texto dando por definitivo que não haveria golpe. “Espinha ereta, serenidade”, eram as expressões. A mudança radical verificada no texto abaixo decorre naturalmente da evolução dos acontecimentos e porque ele certamente está vendo o quadro e tem informações que justificam o quase-pânico. Na minha avaliação, estamos vivendo sim os momentos finais, e são visíveis: Monica Bérgamo ontem, Delfim hoje (“o governo não governa”). E quem até poucas semanas atrás pedia serenidade, agora chama para as ruas e para as redes sociais. Se isso não é pânico, não sei mais o que é.
Só discordo quanto ao Boulos. É crítico feroz do governo e não é alinhado com ninguém senão consigo mesmo. Boulos não corre na raia de ninguém, corre em raia própria. Duvido que mexa um dedo ainda que seja pela democracia. Ele considera o governo atual um natimorto, não vai se comprometer com nada, grudar seu nome (o MTST é apenas o cavalo em que cavalga) ao que ele considera inimigo.
O erro colossal que é confundir Dilma com Collor. Por Paulo Nogueira
CompartilharPostado em 11 set 2015por : Paulo Nogueira141 Comentários
Ela tem que ir até 2018
É hora de defender vigorosamente a permanência de Dilma até o final de seu mandato.
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Sobretudo nas ruas, mas não só nelas: as redes sociais são hoje um importante polo formador de opiniões.
Não se trata de defender Dilma em si e muito menos o PT: é a defesa da democracia, da justiça, da Constituição.
E, mais que tudo, é a defesa da decência.
O pequeno grupo que fez o Brasil ser a sociedade abjetamente desigual que é tenta, com métodos grotescos e argumentos sórdidos, cassar 54 milhões de votos.
Desde o momento em que a derrota de Aécio foi confirmada, iniciou-se uma louca cavalgada pelo golpe.
Da suspeição absurda sobre as urnas eletrônicas até o dinheiro de doações que irrigaram tanto a campanha de Dilma quanto a de Aécio, sucedem-se argumentos aos quais cabe um adjetivo: criminosos.
A direita brasileira, inflada pela imprensa, já provou que não é mais civilizada que a direita venezuelana, ou a equatoriana, ou a argentina.
Todas essas direitas fazem, neste momento, a mesma coisa: sabotam a democracia. Tratam seus países como republiquetas, passíveis de serem ludibriadas para a perpetuação de privilégios e mamatas ancestrais. E para a manutenção e ampliação do maior câncer da região: a desigualdade social.
O país seria atirado a um abismo com um impeachment, a uma noite longa e escura.
O maior erro é confundir Dilma com Collor. Collor não tinha sustentação nenhuma. Ninguém iria chorar a morte de sua presidência, sabia-se, e ninguém chorou exceto ele mesmo.
Mesmo com o desgaste de todos estes anos de poder, o PT tem uma base forte, a começar pela CUT e pelo MST.
Outros movimentos sociais haveriam certamente de se insurgir contra um golpe. Guilherme Boulos, do MST, já disse que é vital a união dos progressistas contra as manobras dos golpistas.
O Brasil, num caso de impeachment claramente forçado como este ora tramado, ficaria simplesmente ingovernável.
Para reprimir os que se manifestarem contra o golpe, a polícia vai ter que bater pesado. Seremos um enorme Paraná.
Ecos da ditadura ressurgirão na repressão aos protestos. Sangue de brasileiros correrá, como aconteceu num passado ainda recente.
É uma distopia, e é também um cenário altamente provável no caso de um golpe.
Tenho para mim que, no fundo, os sabotadores sabem disso. E estão, essencialmente, promovendo um terror contínuo para manter Dilma imobilizada e para sangrar o PT até 2018.
A hipótese de que eles acham mesmo que poderiam roubar a presidência é simplesmente tétrica.
Eles teriam que ser muito cegos e muito canalhas para imaginar que um golpe seria engolido com docilidade pelos brasileiros.
anarquista sério
12 de setembro de 2015 7:01 pmPior do que o governo é a
Pior do que o governo é a oposição;
Resumindo: Em 2005,caso do mensalão, a oposição ficou calada esperando o ”governo sangrar”
Lula tinha TODOS os porcentos de aprovação e a oposição se calou.
Foi covarde,
Em 2015 , a oposição se empolga e não espera Dilma sangrar.
Está sendo afoita.
Então , qual a diferença?
A diferença é que se a oposição fosse de verdade mesmo, teria derrubado Lula e não estariamos nessa merda que estamos hoje,
Agora, se fosse oposição, deixava quieto.—e Dilma como uma defunta viva( que é de fato)
E a eleição de 2018 cairia, por gravidade, no meu colo, sem me esforçar.
E o Brasil ?
Bem…o Brasil não se pensa nele desde Getulio Vargas–apesar de alguns equívocos.
De lá pra cá , o resto é firula pra se auto promover ou pra se enriquecer–mesmo que o princípio fosse outro.
O proncípio até foi outro, mas TODOS se corromperam no meio do caminho,
Sem excessão !
Pedro Rinck
13 de setembro de 2015 12:12 amHino Nacional Brasileiro – Vicente Celestino & Banda do Batalhão
1.918
https://www.youtube.com/watch?v=C5RLUab9JcM
Pedro Rinck
13 de setembro de 2015 12:28 amBiografia de Vicente Celestino
Nasceu no dia 12 de setembro de 1894, na Rua Paraíso, bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes da região da Calábria, Itália, chegados ao Brasil dois anos antes de seu nascimento. Teve cinco irmãos e cinco irmãs. Quatro deles seguiram carreira artística como ele: João, galã cômico; Pedro, tenor; Radamés, barítono e Antônio, baixo. Chegou a trabalhar na sapataria do pai, em uma fábrica de guarda-chuvas, em 1905, como servente de pedreiro em 1906, voltando ao estabelecimento de seu pai em 1910.
Após terminar o curso primário, estudou desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Casou-se, em 1933, com a cantora e atriz Gilda de Abreu. O casamento foi realizado na manhã do dia 25 de setembro de 1932 e, à noite, Gilda usou o mesmo vestido em uma cena do espetáculo “A canção brasileira” (de Luís Iglesias e Miguel Santos e música de Henrique Vogeler), repetindo, com uma revoada de pombos e ao som da marcha nupcial, a emoção do casamento, para o público do teatro. Durante a carreira, conquistou o público feminino tanto por sua voz de tenor, quanto por sua bela estampa de galã.
Em 1965, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara de Vereadores desta cidade. No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, passou mal no quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, falecendo do coração minutos depois. Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara dos Vereadores e sepultado sob palmas do público.
maria rodrigues
13 de setembro de 2015 12:24 pmNa minha página do Face está
Na minha página do Face está um post de uma amiga residente nos Estados Unidos. Ela diz: “Agora mesmo é que não volto mais ao Brasil”.
Na verdade, o vídeo apresenta primeiro o nome What’s App, que clicado aparece uma tropa de emilitares marchando. Aí surge uma voz.
Começa dando boa noite a todos, e pedidindo pra que todo o povo brasileiro saiba que O Brasil passa por uma situação de caos, que a Inteligência das Forças Armadas está toda desaquartelada, trabalhando descaracterizada. Que haverá intervenção federal de direita e de esquerda. Que já tem tropas inimigas formada em nosso território,e que o conflito será inevitável.
O cara se apresenta como ex-soldado Carvalhal, hoje Sargento Ferreira, e que o que antes era sigilo, hoje está às claras, por isso ele tem permissão para divulgar a realdade, pedidno a todos que estoquem o máximo de mantientos em suas casas, etc.
Isso aí já é o início do terror. Como a Internet é igual a casa de mãe joana, qualquer um pode dizer e fazer o que bem lhe convier.
Emanuel Cancella
14 de setembro de 2015 1:37 pmMídia
PSDB, mídia e Lava Jato agem como uma quadrilha de malfeitores e querem assim tirar Dilma do governo
Hoje, 14/9, a Folha de São Paulo informa que o Lava Jato administra bens bloqueados de R$ 1,5bi. Segundo a revista Carta Maior, de 13/9, o maior escândalo de corrupção da História do Brasil foi a privataria tucana, pois acarretou prejuízo de R$ 2,4 bi aos cofres do país.
Eles já viram que no voto não tem chance! Nem com a farsa vinda do Lava Jato, na véspera da eleição, com a mentira de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás eles ganharam!
Criaram o mensalão para destruir o PT, usando o “domínio dos fatos”, quando a regra do nosso direito penal é a prova material. Os tucanos, no mensalão, apesar da atuação anterior ao do PT, nem sequer foram julgados e os crimes estão prescrevendo.
Criaram a operação Lava Jato e, através da delação premiada, estão tentando destruir a Petrobrás, atacando o governo Dilma e os parlamentares do PT. Apesar de vários partidos serem denunciados, só o tesoureiro do PT foi preso! Além disso, a delação premiada só vale, em nosso direito, quando o processo transita em julgado ou se extingue. E a delação do Lava Jato vaza, a toda hora, principalmente contra a Petrobrás o PT, Lula e Dilma, virando notícia instantânea na Globo.
O governo tucano de FHC e os parlamentares do partido foram citados várias vezes, em delação premiada, na operação Lava Jato, e não são investigados, por exemplo os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia.
Os dois “chefes” do mensalão, ministro Joaquim Barbosa e do lava Jato, juiz Sérgio Moro, ganharam o prêmio de personalidade do ano da Globo. Não por acaso, a Globo fez campanha para o candidato a presidência o tucano Aécio Neves, quando, na véspera da eleição, dedicou 15 minutos do Jornal Nacional de notícia falsa, proibida pelo TSE, de que lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. E, mesmo assim, perderam e por isso estão desesperados e querem tirar Dilma, presidente democraticamente eleita pela maioria dos brasileiros, e com isso rasgam nossa Constituição Federal.
Eles dizem que o PT é uma quadrilha e por isso tem que ser destruído, porém a sociedade é testemunha de que o PT está sendo investigado e julgado, tanto no mensalão como no Lava a Jato. E os tucanos que, muito além do mensalão e do Lava Jato, são protagonistas dos escândalos da “Compra de Votos da reeleição de FHC” da “Privataria Tucana”, do Trensalão, escândalo do metrô de São Paulo; do “Sanguessuga”, Lista de Furnas, Aeroporto de Cláudios . Com esse cardápio extenso de desserviços prestados ao país, nenhum tucano está preso. E a mídia não fala nada!
A mídia faz parte dessa corja que quer tirar Dilma. O Globo, a Band, Folha de São Paulo, a Editora Abril responsável pela Veja, a Jovem Pan e a Rede RBS estão envolvidos nos escândalos das contas no HSBC da Suíça para lavagem de dinheiro. A denúncia contém informações sobre 106 mil clientes de 203 países que datam de 2006 e 2007, juntos eles movimentaram valores superiores a U$ 100 BI. Sem contar que a Globo sonegou o Imposto de Renda da Copa do Mundo de 2002 mais de R$ 180 milhões. E, apesar de não ser convocada pela CPI da FIFA, é a principal suspeita de corrupção na entidade, pois foi monopolista o tempo todo das transmissões esportivas, entretanto nem sequer foi citada. Para aumentar ainda mais as suspeitas contra a Globo, no escândalo da FIFA, o sócio da Globo, dono da TV TEM, de São Paulo, J. Hawilla, é réu confesso no escândalo da FIFA e já devolveu US$ 151 milhões.
Existe também um grupo de parlamentares que ameaça encaminhar o pedido de impeachment da Dilma. Isso num Congresso onde o presidente do Senado, Renam Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB, são citados pelo Procurador Geral da República como corruptos, recebedores de propina.
A presidente Dilma tem Ficha limpa como política e uma história de luta em defesa da democracia, inclusive, quando estudante, foi presa e torturada pelo governo militar por exigir a volta da democracia!
Será que a sociedade brasileira vai permitir que essa corja assuma o poder?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
http://emanuelcancella.blogspot.com.