7 de junho de 2026

Governo Temer exagerou na propaganda, por Bernardo Mello Franco

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Jornal GGN – Em sua coluna na Folha de S. Paulo, Bernardo Mello Franco critica a campanha publicitária do governo Temer, afirmando que ela “já começa pisando na bola” ao dizer que o peemedebista está há 120 dias no poder, desconsiderando o período em que foi presidente interino.

O colunista ressalta que o próprio presidente afirma que sempre governou “como se efetivo fosse”. O governo também exagera ao falar em “coragem”, já que Temer tem evitado pronunciamentos em locais públicos por medo de vaias, e critica as medidas anunciadas, que misturam fatos positivos a “decisões altamente questionáveis”, como a reforma do Ensino Médio.

Leia mais abaixo:

Da Folha

Exageraram na propaganda

Por Bernardo Mello Franco

O governo lançou uma campanha publicitária para tentar convencer a população de que não é tão ruim quanto ela pensa. É uma missão árdua, e a propaganda já começa pisando na bola. Contabiliza apenas 120 dias de gestão, quando Michel Temer assumiu há exatos 232.

O anúncio usa a expressão “posse efetiva” para justificar a contagem marota. Faltou combinar com o chefe. Em discurso recente, o próprio Temer disse que ignorou a condição de interino e governou desde maio “como se efetivo fosse”.

Na primeira linha da propaganda, lê-se a palavra “coragem”, em letras garrafais. Parece um exagero do redator, já que o presidente tem evitado comparecer a palanques, estádios e até velórios por medo de ser vaiado. Seu último pronunciamento na TV foi transmitido na noite de Natal, quando as panelas estavam ocupadas com peru e farofa.

Mais adiante, o anúncio enumera 40 medidas “que já se tornaram realidade”. A lista mistura fatos positivos, como o apoio da Aeronáutica ao transplante de órgãos, a decisões altamente questionáveis, como a reforma do ensino médio por medida provisória. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já afirmou que a MP viola a Constituição e precisa ser anulada.

Na área econômica, o Planalto também se gaba de medidas polêmicas. Diz que a reforma da Previdência vai garantir a aposentadoria “das gerações atuais e futuras”, mas não explica como isso ocorrerá em Estados onde a expectativa de vida dos homens mal passa dos 65 anos.

Apesar de ocupar uma página inteira de jornal, a propaganda não cita uma única vez a palavra “corrupção”, que dominou o noticiário de 2016. Em outro exagero de marketing, afirma-se que o governo assegurou a “moralização das nomeações nas estatais”. Há poucas semanas, Temer loteou seis vice-presidências da Caixa entre partidos aliados. As nomeações atenderam a PSDB, PP, PR, PSB, DEM e PRB.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. alexis

    30 de dezembro de 2016 5:52 pm

    Normal

    A mediocridade precisa de uma boa apresentação.

  2. peregrino

    30 de dezembro de 2016 6:20 pm

    Normal2…

    ou segundo Hitler tinha tudo para da certo:

    [[[toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir]]]

  3. Ugo

    30 de dezembro de 2016 6:31 pm

    folha pinel

    A folha será homenageada na futura nota de três reais, sem duvidas.

    Este comentário a afirmar o exagero da propaganda é uma peça para no futuro (acredito muito incerto para este folhetim) em editorial demonstrar a imparcialidade, o adjetivo na verdade é escandaloso.

    Nenhum comentário do bolsa mídia?

    Folha vá etc..

  4. jura

    30 de dezembro de 2016 9:05 pm

    Mercadores e compradores de ilusões

    Alguém acredita em propaganda de governo além do governante? Ou será que nem ele?

    E eles, acreditam que nós acreditamos?

    O maior talento dos marqueteiros não é nos enganar, porque não enganam.

    O grande talento deles é enganar quem os paga com o nosso dinheiro.

    A nossa grande idiotice é pagar para ouvir o que não acreditamos!

    Quanto pior o governo, maior o investimento em propaganda… Alckmin é o líder!

    Ele só tem dois recursos: propaganda e tropa de choque.

    A propaganda já não faz mais efeito. A tropa de choque é infalível!

  5. peregrino

    30 de dezembro de 2016 9:29 pm

    sempre que me deparo com este tipo de propaganda…

    e pelo forma como muitos interpretam, pulo uma geração e concluo que por nada haver que houvesse de bom, eles apenas apontaram o que não tinha a menor importância

    seguinte: este amor por tudo que não presta só pode ser por transplante de carma

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