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Haddad e a autofagia brasileira com seus talentos

A campanha encetada contra o prefeito de São Paulo Fernando Haddad é a prova incontestável de como o país gosta de devorar seus principais ativos intelectuais.

Haddad não é apenas prefeito de São Paulo, eleito pelo PT. Provavelmente é o melhor quadro público que o país produziu nas últimas décadas. Seu trabalho técnico e político à frente do MEC (Ministério da Educação) mostra uma visão de futuro e uma capacidade de formulação inédita na administração pública brasileira - federal ou de qualquer estado.

Haddad demonstrou não apenas ser um iluminista, perseguindo as mudanças e antenado com os temas contemporâneos - ao contrário dos retrógrados e conformados que pululam no seu partido e nos demais - como um formulador de primeiríssima, casando visão técnica com política - entendido, aí, a capacidade de identificar resistências e contorná-las.

Graças à sua insistência, conseguiu criar o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que significou um corte na educação brasileira, enfrentando com persistência e argumentos a visão míope-fiscalista do então MInistro da Fazenda Antonio Pallocci.

Sua insistência com o ENEM abriu possibilidades sem precedentes para os jovens de menor poder aquisitivo, uma matrícula única permitindo a 8,5 milhões de candidatos prestar um único exame e ter acesso - de acordo com sua nota - ao universo de faculdades públicas e privadas.

Não existe paralelo em outro país de exame com tal amplitude - e absoluta ausência de problemas. O ENEM só foi notícia na fase inicial de implantação, quando apresentava alguns problemas. Depois que ficou azeitado, deixou de ser notícia.

Há outras revoluções feitas por ele, como a política nacional de inclusão de pessoas com deficiência na rede regular de ensino. São 800 mil crianças, que antes dependiam do modelo de exclusão das APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e que foram incluídas na rede regular com amplo suporte garantido pelo MEC.

O Reuni (Recuperação e Expansão das Universidades Federais) permitiu a abertura de centenas de novos campi, descentralizando o ensino superior.

Em todos esses momentos, Haddad mostrou-se impermeável tanto à pressão do liberalismo educacional inconsequente quanto do corporativismo que existe no meio.

Quando resolveu ampliar o número de vagas nas universidades públicas, enfrentou uma manifestação de professores considerando absurdo salas de aula com mais de 15 alunos. Respondeu que ficaria mais satisfeito se visse cartazes protestando contra salas de aulas com menos de 15 alunos.

O Pronatec, o PROUNI, o FIES foram montados em parceria com o setor privado. E Haddad enfrentou as pressões corporativas, que o acusavam de pretender privatizar a educação.

Em todos os momentos, jamais fugiu da procura e da viabilização das grandes soluções.

Todos esses projetos foram montados sem preconceitos ideológicos, juntando forças já existentes, articulando ações entre agentes públicos e sociedade civil.

E foi esse espírito que levou para a prefeitura de São Paulo, enfrentando problemas seculares que todos seus antecessores recusavam-se a encarar.

Resolveu enfrentar o desafio do transporte coletivo, com os corredores de ônibus; o desafio da desospitalização dos dependentes de drogas, com a Operação Braços Abertos; o desafio de reduzir a segregação social que marca a cidade.

Se a velha mídia quer bater no PT, tenho uma infinidade de dicas. No Ministério de Dilma tem meia dúzia de ministros acomodados, sem espírito público, jogando apenas para a plateia.

Mas deixem Haddad trabalhar. Não privem a vida pública brasileira de alguém do seu quilate. É algo tão atrasado quanto seria as esquerdas crucificando Prestes Maia ou Olavo Setubal, devido à sua origem política.

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197 comentários

Comentários

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MarcosCN

O que a velha mídia quer é

O que a velha mídia quer é justamente isto, garantir que o Brasil volte para o atraso. Não é somente no Brasil, este esquema foi replicado por toda a mídia da América Latina, e agencias de notícias mundiais. Vivemos uma "realidade virtual".

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É o político que falta no plano nacional!

Haddad nos faz ter esperança de um futuro melhor para o Brasil! Tenho acompanhado suas ações, mesmo sendo gaúcho. Não surgia mais ninguém no horizonte político, a não ser herdeiros de políticos tradicionais, sem formação adequada, diga-se, para tocar o País. Eis que surge o Fernando Haddad! São Paulo está de parabéns, sem dúvida! Não vejo a hora dele entrar no cenário político nacional!

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Antonio Carlos de Souza Rabelo

IPTU

Rodrigo Queluz,

Acompanho, daqui de Salvador, a dificuldade que o prefeito de São Paulo enfrenta para tornar mais justo o IPTU. Como justiça social não interessa à elite paulistana, nela incluída os donos dos veículos de comunicação, o resultado só poderia ser o desgate do prefeito.

Na capital baiana, o aumento do IPTU chegou, em alguns casos, a 2000%. Contra essa escorcha, a OAB, MPE, PT, PSL e o PC do Bo TJ impetraram uma ADI que o TJ começou a julgar ontem (http://www.tribunadabahia.com.br/2014/07/30/tj-julga-reajuste-do-iptu-em...).

Ocorre que, como a família do prefeito ACM Neto (DEM) detém uma dos maiores conglomerados de mídia do país, sendo que um dos veículos que compõem o grupo - a TV Bahia - é uma afiliada da Globo, neles não se viu nenhuma reportagem, nenhum comentário contrário ao aumento abusivo, pelo contrário, as reportagens foram feitas para respaldar a medida. Apenas véculos de pequena cobertura geografíca e de público abriram espaços para registrar a insatisfação dos afetados com a medida. Daí o prefeito não ter sofrido nenhum desgaste em sua imagem. 

 

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Giba-PE

Haddad

Parabéns pelo artigo, Nassif.Não moro em SP e também não sou petista, mas reconheço no Haddad, enquanto ministro, qualidades que deveriam existir em todos os ministérios. Quanto à sua atuação como prefeito não tenho como avaliar, mas acho que essa coisa de simplificar, atacando "a mídia golpista", como alguns seguidores do PT fazem é piada que está virando um chavão repetitivo. É necessário uma auto crítica para verificar o que realmente vai mal no Governo. Só assim será possível uma reação de sua popularidade. 

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Congratulações e reflexões musicais

Parabenizo o texto escrito pelo grañ jornalista Luis Nassif. 

Gostei imenso da estrutura comunicativa e do estilo da escrita do texto.

 

Parabenizo o Prefeito de São Paulo (2014) Fernando Haddad!

 

Compartilho a reflexão de algo, ao meu ver importante e fundamental para o País, como a possibilidade de se expressar musicalmente.

Há uma Lei Federal 11.769, que obriga o ensino da música nas escolas de formação básica (todas as séries menos as faculdades).

Infelizmente o Fernando Haddad não consegui instituir uma política nacional de educação musical para o Brasil quando esteve na frente do Ministério da Educação.

Como prefeito de São Paulo, ainda não conseguimos identificar a existência / implementação de uma política pública do ensino da música consistente. Política como arte de planejar e realizar ações para curto, médio e longo prazos.

 

Atenciosamente,

 

Maestro Gil Amâncio - com trabalhos na área de educação musical em Recife - PE e SP.

 

 

 

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Haddad: efetiva gestão também para os resíduos sólidos

Sou lixólogo e trabalho a mais de vinte e cinco anos com gestão pública de resíduos. Participei da elaboração, democrática e densa, do Plano de Gestão Integrada de Resíduos do muicípio de São Paulo, revisado em sua gestão. É um plano atrevido e ousado, à altura dos enormes desafios existentes para se alcançar os generosos e necessários objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. E já está saindo do papel!! Esse prefeito tem culhões. E minha admiração.

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Dan

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amarildo Garcia

Sobre o prefeito

Votei no prefeito. Espera dele uma ação mais ostensiva. Eu vivo na cidade real, cheia de problemas urbanos, que ele não criou, mas herdou. O prefeito vive na cidade acadêmica. Eu vou para casa e as ruas estão sem iluminação pública; o transporte coletivo continua nas mãos dessas excrescências, que são as cooperativas de transporte público, em regra vinculadas com o crime organizado; os rios  municipais (não estou me referindo ao Tietê, que é estadual) estão assoreados, com esgoto, e nada de a prefeitura atacar o problema, pois as enchentes (se é que um dia voltará a chover aqui) são municipais;  faltam políticas públicas; as creches municipais não existe. O que existe é convênio com entidades, muitas sérias, outras picaretas, que logram ganhar dinheiro e juntar crianças de famílias pobres e que trabalham e precisam deixar os pequenos nesses locais fétidos e sem qualquer pedagogia; no prédio onde resido, muita gente não paga IPTU porque se tornou isento. Acho isso um absurdo. Quem tem imóvel tem de pagar IPTU. Eu pago o meu, pois me recusei a entrar com o tratamento de isenção, porque resido num bairro de classe média alta, num edifício que o carro mais simples ali custa 40 mil reais. Quem tem dinheiro para comprar carro, tem de pagar IPTU e outros impostos; o SAMU de São Paulo é ruim e não atende os pacientes na hora; muitos morrem. A imprensa já denunciou isso muitas vezes. Nada foi feito ou mudado. Ou seja, passaria o dia falando de coisas que o prefeito deve saber e, como intelectual, inteligente que é, um dos melhores quadros do PT, deveria entender que governar São Paulo tem que sair do discurso teórico e fazer ações práticas, porque o povo não entende discursos de belas palavras. Quer saber quando a lâmpada rua vai ser trocada, quando vai ter mais ônibus para que ele possa viajar sentado e não esprimido como sardinha. Ou seja, muda São Paulo

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Wellington Rodrigues Costa

Ponderando

 O Brasil devora seus ativos intelectuais ou ao constatar que a dita intelectualidade apregoada de forma auto elogiosa na pratica demonstra ser uma ignorância ? Vivemos uma época de autos elogios e auto venda da imagem de políticos e gestores públicos alegadamente competentes que na pratica de atender as demandas da população não demonstram deter a mesma desenvoltura apregoada pela propaganda feita... E diante da gestão da coisa publica o povo que vivencia não as teorias e engajamentos politico ideológicos constatam que no seu dia dia uma decadência das relações sociais dentro da urbe e parte para criticarem a ma gestão. Será que devemos desconsiderar a experimentação e percepção empírica do povo de uma urbe e acharmos sustentações intelectualmente construído dentro de paradigmas ideológicos que tentem sustentar uma realidade contraria a percepção pratica do povo? Bem o sabemos que em muitos casos as teorias sustentadas por alegadas potencias intelectuais quando transcritas em experimentações formais e praticas as variáveis não projetadas intelectualmente alteram o resultado esperado... diante destes dados científicos será que devemos nos ater em defesas das teses iniciais se a pratica demonstra que tais tese são irreais? Importa mesmo ao povo da urbe que facções por questões ideológicas considere alguém perfeito se na pratica tais sentem na pele uma realidade totalmente adversa as alegações feitas? Devemos nos ater em achismos tendenciosamente construídos por questões politico ideológicas ou respeitarmos os aspectos empíricos e criticas da população?

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Vera Márcia

O que importa ao povo da urbe

Caro Wellington,

Espere as eleições e terá as respostas!

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Vilma

Meu sonho é ver o Haddad

Meu sonho é ver o Haddad prefeito...do Rio! ;) 

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Odilon da Silva

Meu sonho também é este

Sou paulistano fazem 62 anos, nascido aqui no cambuci, estou criando meus filhos aqui, sou empresário e trabalhador CLT. Realmente precisamos exportar Haddad urgente para o Rio. Não dá mais, a cidade esta um lixo. Encher de ciclovias é fácil e não resolve nada o transito. Buracos nem se fala. Lixo então é crucial. Iluminação uma porcaria. Burocracia na prefeitura, nem se fala. Aprovar algo na prefeitura, nem pensar. Obras grandes viárias não existem. E ainda por cima libera uma area de preservação ambiental para o MTST, Inacreditável. 

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Ronaldo Luiz Rodrigues Arreguy

Pois eu tb gostaria que ele

Pois eu tb gostaria que ele fosse prefeito de Belo Horizonte.

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Selma Carioca

Este é meu sonho também !

Este é meu sonho também !

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Estela Sales

Haddad

As pessoas deveriam ter a humildade em reconhecer um bl
Trabalho.
Governar a Cidade de SP, com uma leva de sabotadores é para os fortes.
Haddad está quebrando as barreiras jmpostas pela corrupção.
Parabéns! Continue assim

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Pablo Marins

A mídia brasileira, com maior

A mídia brasileira, com maior intensidade em SP e RJ, é o grande "nó" que impede uma renovação política e uma quebra de paradigmas na nossa sociedade. Se não houver uma reforma da mídia será quase impossível sustentar um governo como o de Haddad. Não há sequer uma breve brisa de imparcialidade. Nosso jornalismo faz campanha para o retrocesso político o ano todo de cara lavada.

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Clever Mendes de Oliveira

Vejo exagero nos elogios e idealização no que esperar da mídia

 


Luis Nassif,


Fiz aqui para este post "Haddad e a autofagia brasileira com seus talentos" de quarta-feira, 23/07/2014 às 15:23, um comentário para você e o enviei ontem, quarta-feira, 23/07/2014 às 21:18, com duas intenções. Uma intenção seria criticar esta forma de você dar muito destaque a determinados governantes como se eles fossem seres superiores à maioria dos mortais. E a segunda intenção seria criticar a parte da sua ideologia em que você se apega a valores ou instituições idealizados que não existem na realidade.


Com mais dois ou três comentários, o comentário que eu enviei anteriormente vai para a segunda página deste post “Haddad e a autofagia brasileira com seus talentos”. Assim, este meu comentário e mais para chamar atenção do meu comentário anterior e ao mesmo tempo aproveitar para destacar outro comentário que enviei quarta-feira, 23/07/2014 às 20:33 para junto do comentário de Carlos Batista enviado quarta-feira, 23/07/2014 às 19:39 e que se encontra ali no meio da segunda página. O meu comentário para Carlos Batista além de fazer críticas às idéias de Carlos Batista manifestava também a expectativa de que Fernando Haddad ainda consiga uma tributação do IPTU mais justa e que permita uma arrecadação maior para a prefeitura de São Paulo.


Em relação aos elogios que você faz a Fernando Haddad que para mim foram exagerados há outros comentaristas que fizeram crítica semelhante à minha. Menciono o comentário de Ozzy, que ele intitulou “Personalismo” e que se trata de um comentário mais recente e que com 175 comentários no post ainda está antes da metade da primeira página. Menciono o comentário de Ozzy até porque ele tem se manifestado contra o PT enquanto eu sou favorável ao PT. Além disso, Ozzy faz uma comparação da forma como você trata Fernando Haddad e a forma como você trata José Serra. Coincidentemente, eu também tenho feito críticas à forma como você trata José Serra, ainda mais porque no final dos anos 80 e início dos anos 90 você tinha José Serra como o mais preparado político brasileiro. José Serra deve ter mudado, você mudou, mas tenho considerado tanto a sua primeira avaliação de José Serra como atual como sendo altamente exageradas.


Em relação à intenção de criticar a sua idealização de qual deveria ser o comportamento da grande mídia nas reportagens sobre a administração de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo, eu lembro que fiz um comentário corrigindo uma frase que eu deixara incompleta e uma idéia que eu não redigi corretamente. Acrescento a este comentário o que eu disse lá na minha correção que eu denominei “Uma correção em minha critica à sua reprimenda à mídia”. Então o meu comentário segue com o que eu disse lá à frente.


Não redigi corretamente a frase transcrita a seguir e assim o que eu queria dizer ficou deturpado. A frase tal qual eu a redigi é a que se segue:


Nada mal, se para muitos a sua reprimenda é correta


A frase que eu pensei ter feito deveria ser a seguinte (E acrescento outras correções para as quais eu não tinha atinado quando a redigi pela primeira vez):


Nada mal, se não fosse pelo fato de que para muitos o seu pedido de interdição à crítica [efetuada pela mídia] é correta”.


A frase agora consertada era o gancho que eu precisava para dizer que a sua demanda para que a mídia contrária ao PT tenha uma postura mais racional em relação a administração do prefeito Fernando Haddad não ensina as pessoas a compreender em que se constitui a atividade empresarial da grande mídia. Daí a frase minha quem vem na sequência em que eu digo:


Para muitos que tomam a sua critica à campanha que Fernando Haddad vem sofrendo como correta, o seu fecho acaba sendo deseducativo, pois ensina um procedimento que não existe na prática em nenhum país do mundo".


Na verdade também esta última frase do meu comentário não ficou adequada porque não censuro a sua crítica a grande mídia por combater sistematicamente Fernando Haddad. Eu apenas considero idealista o seu pedido para que a grande mídia não faça campanha contra Fernando Haddad. A mídia tem lado e quem não está do lado dela é contra ela. Repassar esta visão idealista que você repassa ao defender que a grande mídia não faça campanha contra Fernando Haddad é deseducativo, pois não prepara as pessoas para um mundo real e sim para um mundo idealizado e este mundo em um sistema capitalista e democrático nunca vai existir.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 24/07/2014

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Marco Antonio Sodre

Nassif com Síndrome de Poliana

Caro Nassif,

Sua visão do prefeito de São Paulo é, na melhor das hipótese, uma visão equivocada.

Haddad no Min. da Educação foi um desastre para o Enem; a ampliação de faixas exclusivas de ônibus, um paliativo político. O prefeito deixando-se fotografar indo de ônibus para o trabalho, apenas durante alguns dias, um ato de demagogia típico de políticos de republiquetas Sulamericanas. 

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EFERA

Miopia seletiva

Caro Sodré,

Acredito que a visão do Nassif é uma apaixonada, talvez, mas nem um pouco simplista ou equivocada. 

O Haddad, como bem dito no post do Nassif, rompeu com a mesmice, apostando em novas soluções para velhos problemas. Instituiu o ENEM e, nem para seus pares políticos, até dentro do próprio partido, conseguiu se fazer entender e teve que amargar a desconfiança, e talvez até as sabotagens, por isso. Hoje o ENEM prova-se uma ferramenta boa e de inclusão para os que querem tentar algo além de ser caixa de supermercado. Hoje há opções e elas não são de exclusão, como há tempos atrás.

Os corredores de ônibus têm a sua valia, grande valia, quando fazem a maior parte da população economizar esse bem precioso que é o tempo. Muitas pessoas, usuárias dos coletivos, economizam até 6 horas por semana no transporte. Isso vai se refletir em qualidade de vida para essas pessoas e suas famílias. 

Sobre a fotografia dentro dos coletivos, fico feliz em saber que discriminará o Alckmin indo à padaria tomar café e pedindo voto de troco, o Serra no metrô (kkkk) dizendo-se um cidadão comum, mesmo tendo a filha na Forbes e outros que ainda virão. Melhor o FHC, que não finge ser o que não é (hoje, antes eu não sei).

A impressão que tenho é que você sofre, como muitos paulistanos, de miopia seletiva. Talvez quando saírem da bolha, conhecerem outros locais, outros povos, outros países, fora do circuito turístico, entenda o que está acontecendo aqui e, quiçá. essa síndrome de vira-latas saia de você - pense grande, seja grande, como a nossa cidade. 

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Máfia do ISS e IPTU

Para mim as maiores marcas do prefeito Haddad foram essas. Não sei se mais alguém aqui lembrou delas, provavelmente! Mas para mim são essas!!

Logo que entrou criou mecanismos de fiscalização, desabaratou um esquema bilionário que passava três gestões. Quebrou a corrupção na prefeitura no meio.

O aumento do IPTU (derrotado) era uma obra prima da distribuição de renda e inteligência tributária. Tinha tudo para virar case, mas virou pó pelo conservadorismo e especulação imobiliária (um abraco Jorge Saad)

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Antonio Carlos de Souza Rabelo

IPTU

Rodrigo,

Acompanho, daqui de Salvador, a dificuldade que o prefeito de São Paulo enfrenta para tornar mais justo o IPTU. Como justiça social não interessa à elite paulistana, nela incluída os donos dos veículos de comunicação, o resultado só poderia ser o desgate do prefeito.

Na capital baiana, o aumento do IPTU chegou, em alguns casos, a 2000%. Contra essa escorcha, a OAB, MPE, PT, PSL e o PC do Bo TJ impetraram uma ADI que o TJ começou a julgar ontem (http://www.tribunadabahia.com.br/2014/07/30/tj-julga-reajuste-do-iptu-em...).

Ocorre que, como a família do prefeito ACM Neto (DEM) detém uma dos maiores conglomerados de mídia do país, sendo que um dos veículos que compõem o grupo - a TV Bahia - é uma afiliada da Globo, neles não se viu nenhuma reportagem, nenhum comentário contrário ao aumento abusivo, pelo contrário, as reportagens foram feitas para respaldar a medida. Apenas véculos de pequena cobertura geografíca e de público abriram espaços para registrar a insatisfação dos afetados com a medida. Daí o prefeito não ter sofrido nenhum desgaste em sua imagem. 

 

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Samuel Frison

Haddad

Disse tudo, Rodrigo! O maior feito de Haddad foi lutar contra essa classe média e alta paulistana encalacrada em seus prédios a la Miami e Jardins a fins e fazer uma faxina nos fiscais da prefeitura sanguessugas. As faixa exclusivas de ônibus foram maravilhosas obras também e diminuíram o tempo de deslocamento dos trabalhadores. Poderia ter sido mais sensível de início aos professores da Rede o que causou muita instransigência e desgaste, já que ele cedeu um mês depois. Mas louvo Haddad como um dos melhores prefeitos que Sampa já teve.

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É disso

Só lamento que o petismo

Só lamento que o petismo tenha gasto o máximo do que tinha disponível para prefeitura e deixado o Estado padilhando..

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Só fato de Haddad ter trazido

Só fato de Haddad ter trazido Maluf  para se juntar ao projeto de uma nova prefeitura, já mostra a capacidade política e seu talento para conciliar. Depois de Lula, 2018-26, podeerá ser um grande presidente.

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Carollina

Enem não é tranquilo assim

Enem não é tranquilo assim como você disse... e os problemas de vazamento de provas e de questões erradas? Isso deu MUITA coisa na imprensa.

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Elidio Guarçoni

Add foi o melhor ministro da

Add foi o melhor ministro da Educação que tivemos

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Paulo Cezar de Mello

Haddad me faz lembrar o

Haddad me faz lembrar o saudoso Celso Daniel. Ambos tem o mesmo senso prático, o mesmo desprendimento quanto a se prender a ideológicos ou de outro tipo, a mesma postura de estadista. Ele traz esperança depois da frustração que foi perder o Celso. Tomara que ocupe espaços cada vez maiores na vida deste pai's.

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Que pena... Meu post sobre a

Que pena... Meu post sobre a bajulação quase obcena dos figurões - desde que pertencentes a elite politica paulista - foi apagado.

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Chico seu anti-paulistanismo

Chico

seu anti-paulistanismo é tão ridículo quanto o paulicentrismo daqui. Tratar como bajulação o elogio a um prefeito que está sendo crucificado pelos jornais, pelos adversários e pelo seu próprio partido é ridículo e grosseiro. E esconder a grosseria atrás de um pseudônimo é pior ainda.

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O problema é que o

O problema é que o paulicentrismo não causa prejuízo a ninguém, o anti-paulistanismo na pior hipótese divulga o que não é justo: uma concentração demasiada de força e poder numa dada região que - no nosso caso - está em São Paulo.

Poderia estar em qualquer outro lugar do país e até em Minas, de qualquer forma seria lamentável. No fundo então não é ser contra os paulistas, é ser contra uma situação causadora de distorções. Significa iniquidade e diferenças de oportunidade para as pessoas em áreas tão abrangentes quanto podem ser na economia, política, esportes, cultura etc.

Um exemplo minúsculo ocorreu justamente quando o Haddad assumiu a prefeitura e finalmente notaram que a quantidade de recursos disponível é pequena para estados e municípios e até certo ponto vantajosa para a União.

Durante anos foi e ainda é uma demanda dos entes subnacionais, para se ter uma idéia até algo raríssimo na política nacional aconteceu: a união de várias assembléias legislativas em torno do assunto.

E o que se passou? Resolveram mudar a coisa porque o Haddad - o prefeito de São Paulo - mostrou a penúria dos cofres paulistanos.

Uai..! Enquanto eram os estados o problema não existia..?

Então, repetindo, falar do paulicentrismo no futebol, na televisão, na propaganda, no ministério, na presidência é mostrar - NA MINHA OPINIÃO - o cometimento de uma injustiça bem diferente do orgulho chauvinista.

Estou errado.? Mostre que mudo minha opinião sem pestanejar.

Quando ao tom elogioso, vai me desculpar muito, mas é uma coisa.!

Você falar que é o maior quadro público das últimas décadas não é elogiar, é alçar o cara a condição de semi-deus. É mais que "ótimo", "excelente", "competente"...

É simplesmente o que há e foi produzido de melhor no país todo!!! Que que isso... 

Na política você tem esse "cursus honorum" longo e ele que já foi ministro - o que é muita coisa - está apenas agora no segundo ano do mandato de uma prefeitura.

Por que o Patrus Ananias não é um ótimo e reconhecido quadro.? O próprio Eduardo Campos.? O Tarso Genro..? O Pimentel.?

Enfim, por qual bendito argumento ele foi alçado à qualidade máxima e outros não.?

Se vc me diz que isso é grosseiro eu digo que é sacanagem sua desconsideração a outros personagens de igual valor ou até maior, como é o caso do mencionado Patrus.

Fez um trabalho lindíssimo na cidade que é desconhecido e ignorado.

Por que?

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Olha aqui, seu leviano (por

Olha aqui, seu leviano (por me chamar de bajulador), fui o jornalista que mais defendeu o trabalho do Patrus, O elogio que fiz ao Haddad foi com base no seu trabalho, nas obras que deixou, na sua visão de futuro e nos impactos na construção do país. Assim como enalteci Patrus por seu trabalho no Bolsa Família, em contraposição ao fracasso dos "paulistas" no Fome Zero. E assim como já elogiei os modelos de gestão de Eduardo Campos.

Entao não venha me colocar no balaio desse paulicentrismo besta que acabou gerando seu pensamento besta em contraposição.

Você não levanta nenhum argumento para rebater o que falei do Haddad. Limita-se a ofender. Menciona apenas a influência política do prefeito dea maior cidade do país, como se fosse demérito.

Você pode discordar ou não da avaliação. Seria mais consistente se contrapusesse às obras de outros nomes, em quantidade de projetos, em abrangência e em significado para a construção do país. Mas vá praticar ofensas em blogs de esgoto.

 

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Nassif, Serão as últimas

Nassif,

Serão as últimas palavras.

Você é um grande jornalista. Provável, justo e razoável que entre para a história como um dos ótimos da profissão no país.

Mas não está certo sempre como imagina tanto e jamais reconhece. Auto-crítica não parece ser um dos nossos esportes mais praticados. 

Nesta quase idolatria ao Haddad não convence um reles desconhecido e quem deveria expor mais argumentos não sou eu.

Vou dizer mais uma vez: afirmar que uma pessoa é o "maior quadro público das últimas décadas" é coisa demais.

É besteira a questão do paulicentrismo? Não do meu modestíssimo ponto de vista.

Porque é próprio das cidades e regiões, é o modo que sua dinâmica sócio-econômica se dá naturalmente.

Fala-se disso o tempo na geografia e não é por menos: ocorre no mundo todo. Buenos Aires na Argentina, Paris na França, Nova York nos States e por aí vai.

A diferença é que nestes países preserva-se e faz-se questão de preservar identidades locais.

Aqui, ligo a televisão na hora do almoço e falam do Palmeiras, mudo de canal e falam do Corinthias, vou para outro e finalmente vejo o Galo. Mas é numa filial da carioca Rede Globo e nos intervalos a propaganda é toda feita em São Paulo.

Quantos exemplos iguais a esse preciso dar?

Numa boa, me dê essa última oportunidade de saber: 

Você realmente acha que isso é besteira?

.

Gostaria de dizer sobre o que o Patrus fez como prefeito em Beagá para que você não o defenda mas o indique também como um dos ótimos quadros que o PT produziu.

E que essa classificação seja assim MUITO MAIOR que a defesa de seu trabalho no Ministério...

.

Apesar de tudo aprendi demais no espaço que criou e toca brilhantemente. Continuarei fazendo dele o melhor clipping de notícias da praça e lendo os textos que produz, embora nem sempre concordando.

Valeu!

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Daytona

Blogs de esgoto são, de fato,

Blogs de esgoto são, de fato, o lugar mais apropriado para o Chiquim Neves chafurdar!

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Carlos J. R. Araújo

Nassif, por favor, não perca

Nassif, por favor, não perca seu tempo. É impossível ensinar ao ignaro voluntário.  

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Conheço várias pessoas que se

Conheço várias pessoas que se formam na UFMG e vão trabalhar em São Paulo porque não encontram emprego aqui em Beagá.

É justo que seja assim.? Até certo ponto é simplesmente natural e explicável do ponto de vista geográfico que um centro dinâmico acumule forças sugando a energia de regiões periféricas.

Do mesmo modo que pessoas altamente escolarizadas saem daqui para trabalhar em São Paulo, Beagá atrai pessoas do interior para suas próprias atividades.

Agora, o senhor sábio Araújo considera justo que - a título de exemplo - que TODA ou QUASE TODA propaganda nacional seja produzida no Rio ou São Paulo.?

Não seria razoável uma distribuição ao menos um pouco mais homogênea desse mercado de publicidade e propagada PAÍS AFORA..?

São profissionais da criatividade, próximos do entretenimento e da cultura vinculados a setor da economia que provoca VÁRIAS externalidades interessantes. Não é verdade, Araújo..? Que vc acha disso..?

Então, sendo assim, não seria interessante que EU possa ter na minha cidade a companhia de MAIS PESSOAS - quem sabe até amigos ou parentes - que trabalhem com isso..?

Lá na frente talvez eu poderia até querer montar um negócio com eles - vamos dizer - na área de cenários, por exemplo..?

Enfim, não seria razoável então DIVIDIR um POUCO esse bolo para que outras regiões tenham suas próprias oportunidades de desenvolvimento econômico..? Que possam se enriquecer e sonhar com o enriquecimento e a prosperidade de que os paulistas tanto gostam.?

O que vc acha..?

Aguardo sua resposta aqui.. Tá bom..?

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Clever Mendes de Oliveira

Os nossos desejos não são suficientes para mudar o mundo

 


Chico Pedro (quinta-feira, 24/07/2014 às 16:15),


Eu também reclamo muito do chamado “sãopaulocentrismo” na política e na economia brasileira. Penso, entretanto, que este “sãopaulocentrismo” é em muito decorrente do sistema capitalista que adotamos e assim considero que você faz suas críticas ao “sãopaulocentrismo” sem se inserir nesta realidade em que se tem o “sãopaulocentrismo”. Você tira o "sãopaulocentrismo" da realidade, mas o insere na sua realidade idealizada.


De certo modo você idealiza uma realidade que evidentemente não existe e introduz nesta realidade o “sãopaulocentrismo” que evidentemente existe, mas que no seu mundo idealizado vira um anátema completo, só que é um anátema descontextualizado.


Aliás, talvez já tenho feito alguma crítica a outra idealização que você faz e que é sobre o planejamento. Você põe o planejamento como solução de todos os nossos males sem atentar para a imprevisibilidade do mundo, para a natureza do sistema capitalista que privilegia a iniciativa individual, fundada mais no arrojo, na aventura e no risco e também a natureza do regime democrático em que o processo de planejamento é bastante dificultado dado que o processo de composição de interesses conflitantes que se dá no parlamento é mais fisiológico, quanto mais democrático for o processo. Abro aqui um parêntese para lembrar que, como eu venho insistindo desde a época de José Sarney, quem é contra o fisiologismo ou é contra a democracia ou tem a democracia por uma idealização e não pelo que ela é na realidade.


E lembro também que há algumas idéias que você defende que acabam reduzindo a importância do planejamento ou que acabam reforçando o “sãopaulocentrismo”. Tome por exemplo a sua defesa de maior descentralização e de permitir maior verbas para estados e municípios.


O planejamento descentralizado é rebarbativo com muitas ações sendo repetidas. A possibilidade de estados e municípios aumentarem as receitas próprias só vai privilegiar a região mais rica do Brasil.


Em relação ao planejamento, eu lembro do post de hoje, quinta-feira, 24/07/2014 às 06:00 e intitulado “Agenda 2015: o planejamento territorial do país” aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele. O endereço do post “Agenda 2015: o planejamento territorial do país” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/agenda-2015-o-planejamento-territorial-do-pais


Menciono este post e deixo o link porque não só enviei para lá um comentário indicando outros links com discussão sobre o planejamento no Brasil, sendo que em alguns dos links indicados eu discuto sobre o planejamento com você. Além disso, Assis Ribeiro deixou em vários comentários que ele enviou outros tantos links onde se discute esta questão do planejamento. E cabe o destaque aqui desta discussão sobre o planejamento, principalmente o planejamento territorial, porque em grande parte, no Brasil, ele visa exatamente reduzir o “sãopaulocentrismo”.


Eu não tenho dúvida que o planejamento é fundamental na redução das desigualdades sociais existentes no Brasil. E é preciso estar consciente que não se acaba com a desigualdade no Brasil se se deixa uma diferença tão grande entre, por exemplo, o Estado de São Paulo e o Estado do Maranhão. Então há que se combater tanto a desigualdade social como a desigualdade espacial.


Só que é preciso estar consciente que o país cresce muito mais rápido se se deixar o capitalismo seguir o seu curso natural de concentração de renda tanto sob o aspecto social como sob o aspecto espacial. Isso significa que se se deseja um crescimento mais rápido da economia é preferível favorecer o “sãopaulocentrismo”. O “sãopaulocentrismo” é decorrente da superioridade do capitalismo em São Paulo quando se compara este capitalismo com as outras regiões do país.


E o capitalismo é superior em São Paulo porque é a região que oferece as melhores condições para o desenvolvimento econômico. Para você ter uma idéia, o valor agregado da produção da agropecuária e do extrativismo vegetal de São Paulo é 50% maior do que o valor agregado da produção de Minas Gerais. Eu mencionei o setor agrícola porque as condições ambientais que favoreciam o desenvolvimento agropecuário já existiam antes em São Paulo e foram elas que fizeram São Paulo andar à frente. Seguir o curso natural pelo menos no curto prazo é mais eficiente. Para o país ser mais justo, o custo será maior e, portanto, no curto prazo o país será menos eficiente.


É claro que o esforço pela redução da desigualdade é recompensado no longo prazo, pois é mais do que certo que uma das causas das grandes crises (que normalmente são crises de superprodução, no caso da crise de 2008 fomentada pelos mecanismos de alavancagem financeira) é a concentração da riqueza.


Assim, penso que haveremos que conviver por muito tempo com o “sãopaulocentrismo”. A menos que os habitantes de São Paulo desgostosos com a sub-representação do estado no Congresso Nacional resolvam dividir o estado em vinte estados. Assim eles passariam a ter no Senado Federal uma representação de 40% dos senadores e com aproximadamente uns 200 deputados seriam mais de 25% dos deputados na Câmara dos Deputados. Não sei porque eles não adotaram ainda esta solução. Resolveria o problema deles (E o nosso, pois eu também sou contra o “sãopaulocentrismo”).


Bem, o que eu queria dizer é que é preciso mais bem avaliar os nossos desideratos, os esforços necessários para os realizar e as consequências que eles produzem.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 24/07/2014

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Aline C Pavia

Melhor resposta já dada por

Melhor resposta já dada por vc neste blog. Obrigada.

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Prefeito Fernando

Assim se refere ao prefeito o jornalismo da Rede bandeirantes SP.
todos os dias, sem faltar um dia sequer, combatem qualquer ato do mesmo. Uma campanha desmoralizante do mesmo.

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FULVIUS

Referente a matéria sobre o prefeito Hadad.

Se lembro bem, a alguns anos o Lula e outros tantos do partido teriam o mesmo comentario/elogio. Inclusive eu, achei que  estes seriam um "ativo intelectual". Mas ao longo dos acordos, com partidos de TODAS OU NENHUMA ideologia, só posso concluir que: Quem faz qualquer acordo em nome da eleição ou governabilidade, tambem FARÁ qualquer coisa para manter no poder os seus e seu partido. É isto que estes gostam muito de dizer - faz parte do jogo. Como se administrar um país com uma sociedade de 200 milhões de cidadãos fosse apenas uma tentativa de chute à gol:          - Se entrar faturamos, se sair pela lateral: o povo paga. E paga mesmo! Com tributos, com lágrimas, com um familiar assassinado em baixo do viaduto que caiu por falta de fiscalização,  ou morto por um bandido condenado, que deveria estar preso, mas foi solto porque o executivo eleito, responsavel pela construção de um novo presisdio achou que não era hora para esta despesa. (Fulvius R Liedtke)

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Você misturou muita coisa e não apontou nada!

1° Se somos 200 milhões de pessoas, essa representação é diversificada, ninguém governo sem fazer alianças, há vários seguimentos na sociedade, o problema maior é quando essa representação não é social, não representativa, se basea na representação capital.

2° O povo, nos também não somos exemplo, pois, muitos não perdem a oportunidade de furar uma fila, muitos contribuem para isso. Há projetos de inicativa popular, mas , muitos não o propoem não votam. 

A culpa é do goevernante e nossa também.

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Ozzy

Personalismo

Sinceramente, não dá pra levar a sério esse tipo de texto ultrapersonalista que coloca um ex-ministro quase como um ungido de Deus. Parece apropriação indebita do trabalho de uma porrada de gente ao longo dos anos. Ou será que todas essas iniciativas saíram mesmo da cachola genial do Haddad e foram apenas implementadas por aqueles técnicos de carreira do MEC, pessoas sem idéias e iniciativa?

Enfim, dá pra gostar do trabalho do cara "na medida certa", sem messianismos e sem desmerecer o trabalho de várias outras pessoas envolvidas. Ou será que, srm o Haddad, nenhuma das maravilhas aventadas teria ocorrido? Lula foi um sortudo por Haddad existir então!

E, por fim, ler um texto desses num blog dedicado a reduzir a figura do José Serra a uma reles besta fera da política nacional tem o seu quê de ironia.

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Por que não ocorreu antes??

Ele como ministro terá vários técnicos ao seu serviço, mas, ele que irá dizer: Eu quero "x" e não "y", os técnicos iram trabalhar nessa linha, quem direciona é ele, lógico que pode todos colaboram, que muitos podem chegar com ideias, mas, quem decide se é "x" ou "y" é o Ministro, por fim a placra final é do Presidente, é uma pirâmede.

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Seja bem-vindo ao mundo dos

Seja bem-vindo ao mundo dos que acham que toda sabedoria emana das bases e não existe ninguém capaz de organizar essa sabedoria coletiva. Sabia que no fundo você é um basista. Os técnicos estavam lá antes e continuaram depois. Me explique apenas porque pararam de produzir.  

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Ozzy

Tecnicos

Posso dizer então que a culpa é da Dilma e do Mercadante? Obrigado pela ajuda!

Enfim, não tiro o mérito do "líder da equipe" na implantação das medidas. Só achei o texto laudatório, messiânico e personalista demais. Aliás, entendo esse como um dos problemas do Brasil. As políticas públicas deveriam depender menos da presença de "gênios" nos cargos-chave e funcionar mais "no automático".

Um exemplo interessante foi o ministério da fazenda. Antigamente era um bafafá sempre que ia ser escolhido um novo ministro. Hj a coisa é tão irrelevante que aturamos há séculos o Guido Mantega sem nem perceber.

Um dia chegaremos a ser como a Bélgica, que ficou um ano sem governo e ninguém sentiu falta.

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Talento, disposição e coragem

Que bom ver esse texto defendendo o prefeito de S.  Paulo, Fernando Haddad. Com a campanha nas mentes e corações de todos neste momento, tenho tomado muito como exemplo o caso de Haddad em Sampa: as dificuldades em avançar com as forças oposicionistas e a midia acorrentando os pés do prefeito. Quando digo que Haddad é nosso maior quadro politico atualmente, Vejo que ha quem se assuste. Não sabe. Nao tem informação, nem sabe muito bem quais as implementações do novo prefeito. 

Enfim,  é claro que da para ver que mesmo dentro do PT, o talento, a disposição e a coragem incomodam. Mas sigo firme dizendo, Haddad tem, hoje, todas as prerrogativas para ser candidato a presidência em 2018. Eh, e de muito longe, o melhor politico brasileiro de sua geração. 

 

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Free Walker

Currículo Lattes

Só de ver a sua formação e titulação no Currículo Lattes me dá arrepios. O Murro caindo e Haddad ainda estudando o Sistema Soviético. Credo!

1991 – 1996Doutorado em Filosofia. 
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Título: DE MARX A HABERMAS – O MATERIALISMO HISTORICO E SEU PARADIGMA ADEQUADO, Ano de Obtenção: 1996.
Orientador: PAULO EDUARDO ARANTES . 
Palavras-chave: Habermas; Marx-Marxismo; Materialismo Historico.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Filosofia / Subárea: Ética.
  1987 – 1990Mestrado em Economia. 
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Título: O CARATER SOCIO-ECONOMICO DO SISTEMA SOVIETICO, Ano de Obtenção: 1990.
Orientador: ELEUTERIO FERNANDO DA SILVA PRADO. 
Palavras-chave: Comunismo; Marxismo Sovietico; Uniao Sovietica.
Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Economia / Subárea: Teoria Econômica / Especialidade: Sistemas Econômicos.
............ 

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jVemos de tudo neste blog

Vemos de tudo neste blog, até quem se mete a julgar um trabalho intelectual por seu título ou pelo que se propõe a analisar. Decrete-se de imediato, então, esta interdição: o estudo de todos os pensadores vinculados ao materialismo dialética! 

 

 

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Tulio

Só o Haddad quebra a

Só o Haddad quebra a hegemonia tucana para o Palácio dos Bandeirantes.

Por isso a grita mesquinha mesquitiana.

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Monier.,.,.,.

Assino embaixo do texto.

Assino embaixo do texto. Torço para que chegue a presidente, porque é o que de melhor que o pensamento de esquerda ofereceu na atualidade.

Discordo da massa dos comentaristas. Não adianta jogar o rancor em São Paulo e no antipetismo. Sou paulista, paulistano, gosto da minha cidade, e não canso de chamar atenção para o trabalho importante do Haddad, inclusive aqui. Obviamente que medidas como as faixas de ônibus e o IPTU vão gerar desconforto, especialmente na parcela mais rica que consegue colocar sua voz na comunicação pública.

Mas o próprio partido está em um parafuso estranho desde a Carta aos Brasileiros, piorado pelo mensalão, e aprofundado desde junho passado. Não se vê defesa orgânica ao trabalho do prefeito, mesmo quando as medidas que ele toma casam perfeitamente com as bandeiras antigas do partido. O problema não é São Paulo, que o elegeu, nem se resume ao antipetismo.

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Reda Soueid

Novo tipo de liderança na esquerda.

Haddad é o novo tipo de liderança que a esquerda vai precisar nos novos desafios.

pena que ele vai ter que superar setores arcaicos dentro do PT , hoje boa parte da oposição ao prefeito é de dentro do partido.

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Haddad, saia para Presidente

Haddad, saia para Presidente da República em 2018, nós, do resto do Brasil vamos eleger você.

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