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Jean Wyllys relata sua visita à Papuda

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Do site de Jean Wyllys

O que vi (e ouvi) em minha visita à Papuda

Recentemente a imprensa noticiou a respeito da diligência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias ao presídio da Papuda, destacando, de forma equivocada, que a diligência tentava garantir melhores condições ao ex-ministro José Dirceu, ou que foram encontradas ali regalias em seu tratamento ou suas instalações.

Inúmeras notícias dão a entender que houve uma grande divergência de opiniões, em especial entre a minha avaliação e a da minha colega, Mara Gabrilli, uma grande parceira de lutas que vão muito além da questão partidária. Temos, em comum, a luta pela inclusão como um norte em nossos trabalhos. Apenas discordamos pontualmente, o que é natural. Todos visitamos, juntos, as instalações, e pudemos, ao mesmo tempo, avaliar as condições.

Fui ali a convite da própria Comissão, para averiguar se o ex-ministro José Dirceu gozava mesmo de regalias em relação aos demais presos da unidade denunciadas pela imprensa – denúncias que serviram de motivo para o STF lhe negar o direito de trabalhar fora da prisão – e inspecionar as condições gerais da unidade prisional, com ênfase na situação dos presos paraplégicos e gays e transexuais. Para cumprir esse objetivo, nós fizemos uma oitiva demorada o com o diretor da unidade (CIR), com gestores e agentes penitenciários e com o coordenador geral do sistema carcerário do DF, e, finalmente, uma visita às celas da unidade, entre elas a de Dirceu.

Houve, entre os parlamentares, divergências em relação às condições percebidas ali. Enquanto alguns apontaram que a cela tinha um tamanho maior que a dos demais presos, a situação de insalubridade das instalações é a mesma para todos eles. Nenhum dos deputados, porém, foi até ali com o objetivo de medir colchões ou testar as instalações. O objetivo, sim, foi o de verificar – e denunciar – as condições gerais daquele presídio. Conhecer, por exemplo, a realidade de presos cadeirantes, soropositivos, LGBTs, entre outros, para que a possibilidade de um cumprimento digno da pena esteja disponível a absolutamente todos, o que é uma responsabilidade e dever do Estado.

Faço, abaixo, um relatório do que vi e ouvi ali. Não é o relatório oficial desta diligência, mas é uma forma de esclarecer o que foi por mim percebido naquela visita. Outros deputados também fizeram suas considerações a respeito, assim como o faço agora.

Segundo os gestores da unidade prisional, é parte da política carcerária manter uma separação dos apenados cujos crimes tenham repercutido muito nos meios de comunicação – despertado paixões – dos demais encarcerados, assim como é parte da mesma política separar os criminosos sexuais e os policiais criminosos dos outros detentos. O objetivo é proteger a vida do apenado – já que ele está sob a tutela do Estado – e ao mesmo tempo a própria massa carcerária (esta de motins e rebeliões). É parte da política carcerária também criar um regime diferenciado de visitas para esse tipo de apenado no intuito de evitar que seus parentes sejam tomados como reféns para negociação em rebeliões.

Sendo assim, o isolamento de Dirceu da massa carcerária e o regime diferenciado de visitas não são regalias, como noticiado na imprensa, mas uma política carcerária já posta em prática muito antes de seu ingresso na unidade. Ele não tem mais visitas que os demais presos, apenas as recebe em dia e hora diferentes por uma questão de segurança.

É também parte da política carcerária permitir a visita de advogados a seus clientes na hora e no dia que eles, os advogados, solicitarem. Se Dirceu recebe mais visitas de advogados que os demais presos não é porque isso seja uma “regalia”, mas tão somente porque a maior parte da massa carcerária – em sua quase totalidade pobre, jovem e negra – é privada do acesso à Justiça e não conta com advogados. A culpa não é de Dirceu, mas de um sistema excludente e injusto que priva contingentes de direitos, com o aval de boa parte da sociedade que advoga que, “bandido bom é bandido morto”.

Sendo assim, não se pode dizer que a visita dos advogados de Dirceu seja uma regalia, quanto menos a feijoada que José Dirceu comeu em um sábado. Segundo a administração do presídio, o funcionamento, dentro da unidade, de uma cantina com alimentos, cigarros e material de higiene é também parte da política carcerária; esses alimentos podem ser comprados com o dinheiro que os familiares são autorizados a deixar a cada visita (R$ 125 reais). Aquilo, então, não era uma “regalia”, mas tão somente fruto dessa política.

Todos os presos recebem café com leite no café da amanhã. Já frutas – exceto as cítricas e com cascas -, só as recebem os presos com dietas recomendadas pelos médicos e profissionais de saúde que os atendem, como é o caso de Dirceu.

Os gestores negaram peremptoriamente que Dirceu tenha feito uso de celular. Sindicância realizada sob fiscalização do Ministério Público mostrou que a denúncia não procede. Os gestores, entretanto, admitem que, apesar da rigorosa fiscalização, celulares já foram apreendidos em celas de outros presos e que os aparelhos entram na unidade prisional “intocados” nas vaginas e ânus de familiares em dias de visita (segundo os gestores, o scanner de corpo é eficiente mas não infalível, dado os tamanhos e as levezas dos novos aparelhos celulares).

Na visita à cela de Dirceu, constamos que a mesma era uma antiga cantina que foi adaptada como cela para receber os réus do mensalão. Neste espaço em que cabem oito pessoas, foram colocadas 11. Dirceu encontrava-se sozinho porque os demais trabalham durante o dia, já que estão em regime semi-aberto. A cela continha infiltração e estava limpa. Havia uma tevê pequena. Nenhum dos diligentes testou o chuveiro da cela, portanto não há como saber se havia, ali, água quente ou não. Neste ponto, faço uma observação: apesar de todos termos visitados, juntos, as instalações, a entrada da minha colega, Mara Gabrilli, foi impossível, já que sua cadeira não passava pela porta, o que é algo realmente questionável em uma instalação que também precisa atender cadeirantes (Mas essa posição não impedia Mara de observar a Cela nem de conversar com Dirceu). Mais abaixo, falo das péssimas situações destes cadeirantes presenciadas por nós.

Visitamos também outras celas em que haviam mais aparelhos e conforto (tevê, microondas, sanduicheira e fogão) que a de José Dirceu. De acordo com os gestores, nem todas as celas dispõem desses bens porque 1) a maioria dos presos é pobre e seus familiares idem, o que lhes impede de comprar esses bens; 2) a direção da unidade não pode liberar a presença desses bens nas celas em que haja presos que possam causar dano a um colega ou à estrutura da prisão (como botar fogo em colchão ou queimar a mão de um colega na sanduicheira, por exemplo).

Vistamos, ainda, celas em que há mais presos que a capacidade máxima e constatamos que presos em cadeiras de rodas nem sempre são contemplados por uma política diferenciada que leve em conta sua vulnerabilidade e especificidades (banho de sol em horários diferentes e separação da massa carcerária para que sua cadeira de rodas não seja tomada para ser transformada em arma). Na mesma cela em que havia dois cadeirantes – acompanhados de um preso cuidador, o que é bom e recomendado – havia também dois com doenças infecto-contagiosas que não foram especificadas.

Um dos cadeirantes é um jovem rapaz mineiro, atingido por um tiro que o deixou paraplégico durante um assalto. Mesmo não tendo cometido crime contra a vida, está preso nestas condições degradantes – o que está muito distante de um cumprimento digno de uma pena e é uma situação que, em geral, não recebe atenção por parte de nenhum veículo de imprensa.

Constatamos ainda o total despreparo dos gestores e agentes carcerários para lidar com as vulnerabilidades e especificidades do contingente de gays e transexuais presos, situação que pode ser mudada com o apoio dos deputados da Frente LGBT.

Em resumo, constatamos que a unidade, em que pese ser uma das melhores do país no quesito respeito aos direitos humanos da população carcerária, ainda tem muito que avançar. A maior parte da massa carcerária está privada de condições dignas para cumprir a pena devido a um processo de exclusão e violação de direitos que antecede o ingresso na prisão.

De forma pessoal, constatei que o senhor José Dirceu não goza de qualquer das “regalias” apontadas pela imprensa e que serviram de justificativa para o STF lhe negar o direito a um trabalho fora. O que espero é que seja feita a justiça de forma honesta e consciente, e que esta independa das condições do apenado. E, acima de tudo, nós, os deputados comprometidos com o respeito aos direitos humanos, cobramos que as cadeias ofereçam um espaço digno para que os presos possam ser reinseridos à sociedade, ao contrário do senso comum de que as cadeias devam ser apenas um depósito de seres que um dia foram humanos.

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Abuso de poder contra Dirceu é ruim pro Brasil

KENNEDY: DESRESPEITO A DIRCEU ABRE PRECEDENTES:

 

"É injusto que Dirceu, que tem bom comportamento, de acordo com a penitenciária, tenha que esperar tanto para poder trabalhar", afirma jornalista; Kennedy Alencar acredita que "desrespeitar os direitos humanos de um preso, seja ele um poderoso político ou um criminoso de menor importância, abre um precedente para o desrespeito aos direitos humanos de todos os cidadãos"

 

4 DE MAIO DE 2014 ÀS 13:59

 

247 – O tratamento arbitrário dado ao ex-ministro José Dirceu, que cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília, abre precedentes para outros detentos e cidadãos em geral, acredita o jornalista e comentarista político Kennedy Alencar (assista ao seu comentário aqui). O ex-deputado tem tido os direitos humanos desrespeitados ao não receber autorização do STF para trabalhar, embora tenha sido condenado ao regime semiaberto e apresentando bom comportamento na detenção.

"É injusto que Dirceu, que tem bom comportamento, de acordo com a penitenciária, tenha que esperar tanto para poder trabalhar", afirma o jornalista. Kennedy Alencar acredita que "desrespeitar os direitos humanos de um preso, seja ele um poderoso político ou um criminoso de menor importância, abre um precedente para o desrespeito aos direitos humanos de todos os cidadãos".

Uma visita realizada na terça-feira 29 por deputados integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, no entanto, atestou o contrário. Apesar de parlamentares da oposição, como Arnaldo Jordy (PPS) e Mara Gabrilli (PSDB), afirmarem que Dirceu tinha uma cela privilegiada e enxergarem "regalias" como chuveiro quente, TV e microondas, tudo se mostrou um jogo político.

O relatório final dos deputados confirma que Dirceu não recebe tratamento diferenciado dos outros presos. Os objetos citados acima também estão presentes em outras celas, que não são maiores, de acordo com relato dos deputados Jean Wyllys (Psol-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP), cujas declarações, no entanto, não foram recebidas com atenção pela grande imprensa.

Em um relato detalhado sobre a visita, Wyllys explica que "é parte da política carcerária manter uma separação dos apenados cujos crimes tenham repercutido muito nos meios de comunicação", com o objetivo de "proteger a vida do apenado". E que, por isso, esses presos têm um "regime diferenciado de visitas", a fim de que seus parentes não sejam tomados por reféns (leia seu texto aqui).

 

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Marly

Regime fechado indevido e criminoso!

Hoje, fazem 5 meses e 21 dias que JD está indevidamente preso em regime fechado.

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Vamos torcer para que a OAB

Vamos torcer para que a OAB sinta-se envergonhada lendo o relato de um deputado de um partido que faz OPOSIÇÃO ao PT. Viu só, OAB, fazer OPOSIÇÃO é saudável, ser covarde e omisso é que não dá.

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alfredo sternheim

Observações profundas

Willys constroi  mais um episódio que dignifica o seu mandato. Não se deixou levar pelos meandros midiáticos e partidários que cercam a detenção de Dirceu e fez uma análise profunda dos problemas carcerários em geral, tendo por base aquele presídio. Espero que essas observações gerais ressoem e sirvam de inspiração para, por exemplo, a Assembléia Legislativa de São Paulo fazer o mesmo em nosso estado, tendo por meta verificar a situação geral dos presos, principalmente dos doentes.  

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O Willys cada vez mais mostra

O Willys cada vez mais mostra ser o melhor quadro do Psol, disparado. E o que achei mais interessante no seu depoimento foi quando diz que ele não foi lá querendo "medir o tamanho do colchão do Dirceu e compará-lo com dos outros. Mas sim verificar a situação geral do presídio, também levando em consideração a situação das minorias, como deficientes e LGBTs".

Mas aí já era, né Deputado? O pig não está nem aí para a situação degradante de transexuais e cadeirantes nos presídios brasileiros. Uma polegada a mais na TV do Dirceu é muito mais importante do que os abusos sexuais aos travestis e o sofrimento dos deficientes físicos, segundo a lógica midiática do espetáculo com intensões políticas.

É mais uma contribuição da nossa mídia monopolizada ao nosso déficit de civilização 

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Juliano Santos

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aliancaliberal

So vou dar importância ao

So vou dar importância ao deputado de 13 mil votos se ele mostrar visitas anteriores a outros presidios.

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Vagalume do Brejo

Você não é reacionario você é

Você não é reacionario você é ignorante. 

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Messias Franca de Macedo

Não foi Jean Wyllys que visitou e sim a CDH

Não foi Jean Wyllys que visitou e sim a CDH, precisa desenhar né

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aliancaliberal

Foi uma presença não fisica,

Foi uma presença não fisica, ou seja um encosto que foi na prisão então.

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Bobinho, não foi somente Jean Wyllys

Bobinho, não foi somente Jean Wyllys

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Álvaro Noites

Sua "importância" seria im

Sua "importância" seria im divisor de águas para ele ...

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aliancaliberal

Politico "biônico" que se

Politico "biônico" que se elege sem voto não precisa se preocupar mesmo.

O Falso hype da politica brasileira.

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o inveja

ele tá eleito conforme a regra da lei, não tem nada de bionico.

independente da tua vontade ou gosto, e acabou-se.

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A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

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NALDO

Está foi a primeira vez que

Está foi a primeira vez que vi membros de uma comissão de direitos humanos visitar um presídio e denunciar que um preso tem "regalias", só sendo um preso petista para fazer uma situação non sense dessa acontecer.

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Só um adendo ao seu comentário

A CDH não apontou regalias e sim uma tucana e um do PPS que haviam combinado com a imprensa que os esperava na frente do presídio,  as visitas sempre acorreram mas de fato apontar "regalias" num presidio ísso é inédito. Membros da CDH, como Erundina, Nilmário e Willis são testemunhas de que PSDB e PPS partidarizam a visita, mas isso não deve nos surpreender:  mensalão está sendo de exceção também na execução das penas, assim determinou esse criminoso aparato midiático-penal

https://www.youtube.com/results?search_query=visita+da+CDH+ao+presidio

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Sorano

  Parece que estão esperando

 

Parece que estão esperando a visita do Papa à Papuda!

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O que constata este deputado

O que constata este deputado do PSOL, contrariado a ideologia golpista do seu partido, é o que, os blogs progressistas tem denunciado a muito tempo, o STF na pessoa do seu presidente justiceiro,e arbitrário e revanchista covarde Joaquim Barbosa promove uma perseguição covarde, desumana contra Dirceu, não bastou condena-lo sem nenhuma prova , agora insiste em tortura-lo e mante-lo ilegalmente no regime fechado. Enquanto a mídia seletista , que não se incomoda quando a arbitrariedade e ilegalidad e sãopromovidas contra o PT.

Confesso que fiquei surpreendido pela ética e senso de justiça deste deputado(ética que falta ao psol quando se une a direitona golpista e a mídia para atacar o PT) e por outro lado , não me surpreendeu a canalhice da deputada do PSDB (cadeirante mas canalha) que, de forma oportunista e politiqueira, mentiu maldosamente tentando acentuar ainda mais as injustiças e maldades sobre Dirceu  , somente pelo fato que Dirceu é seu adversário politico. 

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Carlos Wagner

Jean Wylys

Impressionante como um relato de visita parlamentar pode se transformar efetivamente em um depoimento conscientizador e denunciador. Conscientizador por trazer à tona questões importantes que sequer pensamos em nossa vida ordinária  e burguesa. Denunciador, por se caracterizar como um depoimento que aponta erros que a sociedade comete através se suas instituições republicanas e que a própria ciência social e jurídica já demonstrou serem pontos de avanço humanitário. Questões como inclusão social, políticas protetivas, defesa das minorias, justiça carcerária, humanização dos presídios, política de separação e discriminação positiva dos casos e crimes e suas periculosidades...Tudo isso nos fez refletir esse relatório deste ótimo deputado Jean Wyllys. Como cidadão brasileiro, sinto orgulho por te- lo como um homem público e parlamentar. Parabéns deputado!!!

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MThereza

o que está faltando no stf é

o que está faltando no stf é honestidade.

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Honestidade do STF? Melhor esperarmos sentados

Difícil é esperar honestidade vindo desse criminoso aparato midiático-penal que existe para para livrar tucanos do xilindró, prá isso eles servem: Prá tirar da reta o dos verdadeiramente poderosos e ainda se dão ao direito de usar os presos como peça publicitária do PSDB, com Barbosa como garoto propaganda no papel de ministro-carcereiro: "Barbosa manda Genoino de volta para a Papuda",,,uau...o carrasco-mor arrasou nessa manchete do Estadão no 1 de Maio;;;;.risível não fosse trágico

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O Deputado, disse"muito" porem não disse "nada".

Lamento que depois de uma longa oitiva, e de uma extensa negociação, alguns parlamentares não tenham tido a decencia de sensibilizar à direção da Vara de Execução Criminal do DF, de que há inúmeras diferenças, entre fazer presos políticos(como é o caso dos petistas) e presos comuns, no cumprirento de suas penas. Não dá prá penalizarmos e prendermos e mantermos juntos, pessoas que mataram, estruparam, cometeram crimes bárbaros, com presos políticos, cujos crimes foram os mesmos que "todos" os outros políticos cometem, ou seja, eles foram os bodes espiatórios, para a direita ,a justiça macomunada com o PIG, e uma elite conservadora e impiedosa com quem tirou-lhe o poder das mãos.

Teríamos que tentar dar um mínimo de qualidade de vida, e respeitar os direitos inalienáveis dos seres humanos, que cumprem pena na Papuda, porem diferenciar o tratamento entre os criminosos de alta periculosidade, com quem jamais cometeu qualquer crime hediondo, e o caro Deputado, assim como sua colega cadeirante, antes de vir a público, tentar dar uma de "santinhos" não deveriam ter permitido, que um assessorzinho de merda, de um parlamentar oposicionista, tivesse feito um vídeo, que "enxerga" as condições diferenciadas da cela do Dirceu.

Como representante do Legislativo, e em visita a um ex-Deputado, ele deveria ter saído de lá, e imediatamente, colocado a boca no trombone, contra as irregularidades cometidas na pena do Dirceu, que na verdade, nem deveria está encarcerado, pois sua pena, era para ser cumprida no semi-aberto.

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O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

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Álvaro Noites

Interessante ler o que o

Interessante ler o que o Eduardo Guimarães escreveu sobre o episódio e sobre a deputada Gabrili:

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/visita-de-deputados-a-dirceu-d...

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Ugo

Comissão?

A comissão de direitos humanos verificou a aplicação do direio humano para o regime semi aberto do Dirceu?

O resto comissão, é querer aparecer, joaquim/gabrilli na sandice, os demais sem nada fazer, fizeram manchetes .

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Marcelo de Sousa Nascimento

Perseguier ZD é campanha midiática da oposição, só isso

Quando maus tratos a José Dirceu pelo Judiciário vira ferramenta de marketing político oposicionista, por Helena, no blog Os Amigos do Presidente Lula 
Nenhum jornalista sério gosta de dar confiança para teorias de conspiração. Mas e quando o que parece teoria começa a se materializar na prática, inclusive com documentos? É o que estamos vendo no caso da execução penal de José Dirceu, decorrente da Ação Penal 470, o vulgo "mensalão". Do ponto de vista jurídico nada justifica que ele, sentenciado a cumprir pena em regime semi-aberto, esteja há cinco meses cumprindo pena em regime fechado, sendo que tem oferta de trabalho há meses a espera de ser autorizada. Principalmente porque todos os outros sentenciados ao mesmo regime, do mesmo julgamento, já tiveram suas autorizações de trabalho deferidas e estão trabalhando, menos José Dirceu. Se não há explicação jurídica consistente, sobram teorias sobre motivos políticos para submetê-lo à este mau trato. Uma versão falada é que Dirceu estaria sendo usado como isca para uma armadilha eleitoral. Sua situação de injustiçado visaria atrair o Partido dos Trabalhadores, seus principais líderes e até a presidenta Dilma Rousseff a se solidarizarem e manifestarem publicamente indignação com a violação de direitos. E isso seria explorado para requentar o noticiário do "mensalão" ligando-o aos candidatos do PT para desgastá-los nas eleições de outubro. Haveria deturpações no noticiário, confundindo propositalmente preocupações humanitárias com defesa da impunidade, ilações sobre cumplicidade, e todo tipo de sensacionalismo com fins de campanha política negativa que marcou a cobertura do noticiário do "mensalão" desde 2005. Teoria da conspiração? Pode ser que sim, mas também pode ter fundo de verdade, pois há bastante lógica. O que parecia teoria começa a ganhar ares assustadores de realidade, quando a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, da Vara de Execuções Penais de Brasília, a pretexto de investigar o boato de uso de telefone celular por Dirceu no presídio, pediu a quebra do sigilo telefônico justamente da área do Palácio do Planalto, sem explicitar o alvo, informando de forma dissimulada apenas as coordenadas geográficas. Já causa estranheza o método de investigação. Ter acesso apenas ao registro de chamadas telefônicas na área do presídio, o que seria mais lógico para começar, sequer levaria a qualquer conclusão. Mesmo que encontrasse uma ou mais chamadas no dia e na hora em que houve o boato sobre a ligação, seria impossível atribuir a autoria à Dirceu, já que não existe gravação de conversas, não existe testemunhas, nem nada que confirme o boato. Qualquer pessoa livre na área do presídio, seja um funcionário, seja um advogado, seja um visitante poderia ter recebido ou dado uma chamada. O pedido do Ministério Público é inócuo para os fins pretendidos oficialmente da investigação. Se o pedido já é inócuo na área do presídio, faz menos sentido ainda ainda bisbilhotar toda a relação de chamadas na área do Palácio do Planalto, sede da Presidência da República. Como se não bastasse, as antenas de telefonia que servem ao Palácio do Planalto, também são usadas para realizar chamadas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. A petição inusitada, provocou queixa ao Conselho Nacional do Ministério Público pela Advocacia Geral da União. A promotora justificou o pedido alegando que seria fruto de denúncias anônimas. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, responsável por apreciar o pedido da promotora, em vez de rejeitar sumariamente a petição pela falta de razoabilidade, ainda deu prosseguimento, encaminhando Procurador-Geral da República Rodrigo Janot para dar um parecer. Este manifestou-se totalmente contrário ao pedido por não atender sequer à lei e por trazer conotação de espionar um poder da República, sem qualquer fundamentação para isso. Não gostamos de teorias de conspiração. Mas tem rabo de conspiração, pegadas de conspiração, corpo de conspiração, jeito de conspiração, cheiro de conspiração, então como não pensar que houve conspiração?

 

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A execução das penas como peça de marketing do PSDB

Pois é, chegamos a este ponto: Réus servindo como peças de marketing para os propósitos do PSDB. Não foi por outro motivo que Barbosa deixou de concorrer a cargo político, houve negociata, claro, interessante se notar como este a AP 470 continua sendo de exceção, também, nesta fase de execução das penas, agora com intenção de propaganda contr ao PT, e foi por isso que Barbosa baixou resolução para se transformar em minisstro-carcereiro: É que dá mais sensação uma chamada como esta no 1 de Maio (!) no Estadão: Barbosa manda Genoíno de volta para a Papuda(uaauuuuu!!! o  capitão do mato-nenhuma referência aqui à sua cor e sim ao seu comportamento -  tá arrazando).,,,Numa situação normal, não partidarizada, a manchete do Estadão seria Juiz da VEP manda Genoino de volta para a Papuda. Que pais bananeiro esse nosso, triste. Vagabundo, bandido togado sem caráter para de torturar as lideranças dos trabalhadores, precisamos deles é lutando por nossos direitos e não morrendo apodrecendo numa prisão pelo que não fizeram,,..alias, estão lá por causa do bem que fizeram a esse pais, essa máfia midiático-penal que nada mais nada menos do que salopar os direitos conquistados pelo povo brasileiro. Não passarão

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