Enviado por Pedro Penido dos Anjos
Do Tijolaço
Imprensa inglesa estranha “elite branca” nos estádios
por Miguel do Rosário
O jornal The Guardian fez uma crítica interessante à Copa que até agora não mereceu nenhum comentário de nossa imprensa. Matéria assinada por David Goldblatt fala que, enquanto os gramados (em inglês, pitch) mostram a miscigenação intensa dos países latino-americanos, cujas seleções tem se destacado no torneio, as arquibancadas (stands, em inglês) contam uma “história diferente”.
Chamou a atenção do repórter (eu também já havia reparado nisso, mas na torcida brasileira), a hegemonia absoluta de cidadãos de ascendência europeia nas torcidas das nações latinas.
É evidente que o fato reflete as desigualdades históricas no continente, uma realidade que explica a emergência de governos populares, progressistas, com políticas públicas visando mudar esse quadro.
A matéria faz informações e análises bem mais completas do que o resumo deste post. O problema não acontece apenas nas torcidas latino-americanas, mas de quase todos os países.
Houve incidentes de racismo entre argentinos e mexicanos e observou-se a presença de faixas com inscrições de extrema-direita ou mesmo fascistas, entre torcedores da Croácia e da Rússia.
Ao final, o jornalista alerta que o mundo deveria se preocupar, na organização de um evento que deveria celebrar a diversidade, a paz e o pluralismo, em aumentar a diversidade social e étnica das torcidas.
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mchaiben
23 de junho de 2014 1:01 pmDeve ter feito a análise a
Deve ter feito a análise a partir das imagens na televisão.
CELSO ORRICO
23 de junho de 2014 1:34 pmnegativo..
desde a Copa das Confederações que notei esse fato no Maracanã, povão ficou de fora dos jogos..até na minha querida Salvador com mais de 80% da população composta de negros só tinha brancos na Fonte Nova..sábado no Minerão no jogo da Argentina com o Irã a mesma coisa, nessa Copa pretos nas arquibancada só quando jogam as seleções africanas..o “padrão Fifa” é branco e elitista..
Motta Araujo
23 de junho de 2014 1:28 pmSe fizer a analise pelo
Se fizer a analise pelo desfile das escolas de samba do Grupo 1 vai chegar a cinstatação contraria.
Anarquista Lúcida
23 de junho de 2014 5:45 pmE o que o c* tem a ver com as calças, hem? Haja!
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Nem do né
25 de junho de 2014 7:21 amAnarquista e desinformada, é
Anarquista e desinformada, é dureza. Ocorre que quando Brizola foi contratui o sambodromo, imagine o quando o petismo esculambou por esse gastar como que serviria apenas para a elite, enquando milhões de favelados precisavam de casa. E olhe que Brizola ainda fez nisso escola e agora, dizem até que foi ordem superior, nem escolinha de futebol para pobre os estádios fizeram e anda colocaram milhares de favelados para correr das área dos estádios para que a elite que iria aos jogos não poderia ver porcaria pelo caminho
Motta Araujo
23 de junho de 2014 1:40 pmEsse foi o contrato assinado
Esse foi o contrato assinado com a FIFA, ingressos muito caros geram um efeito previsivel, é da logica do espetaculo nos termos em que ele foi montado, nas Olimpiadas vai ser ainda pior.
Fábio de Oliveira Ribeiro
23 de junho de 2014 1:42 pmGrande novidade. Estranha
Grande novidade. Estranha muito um jornalista inglês ignorar o fato de que o objetivo da Copa do Mundo é o lucro e não a miscigenação racial.
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de junho de 2014 2:57 pmTudo é dinheiro
Será que vão contabilizar o prejuízo da Costa Rica?
rogeriolimapires
23 de junho de 2014 1:47 pmAcompanho futebol a muito
Acompanho futebol a muito tempo, principalmente pela televisão e tambem já tinha notado essa mudança de público nos estádios brasileiros. Na copa do mundo isso também esta muito evidente. Agora se alguem realmente quiser uma prova definitiva basta assistir o próximo jogo do e Equador, onde o time parece que é da Africa e a torcida parece que é da Europa.
Murdok
23 de junho de 2014 1:53 pmJa na copa das confederações
Ja na copa das confederações foi assim. Futebol hoje é coisa de rico.
carlos afonso quintela da silva
23 de junho de 2014 2:40 pmComeço a achar que esta Copa
Começo a achar que esta Copa foi um grande equívoco do Lula. Aliás junto com a nomeação do Batman para o STF talves seja o maior erro. Se era para levar apenas a elite aos estádios era melhor que tivesse acontecido em algum país europeu ou nos EUA . Afinal, lá eles já segregam mesmo os mais pobres há muito tempo.
Aline Rojas
23 de junho de 2014 3:04 pmPúblico de Copa é
Público de Copa é internacional, os ingressos são vendidos mundialmente. Pra ir ver jogos em outro país, também tem que ter algum dinheiro sobrando. UFC também é cara pra caramba, mas ninguém diz que é ‘elitizado’. Uma final de baseball ou basquete nos EUA custa os tubos. Grandes espetáculos custam caro – shows de rock e corridas de fórmula também.
DeBarros
23 de junho de 2014 3:42 pmEsse eh um ponto negativo que
Esse eh um ponto negativo que pode prejudicar a Seleção Brasileira na conquista dessa Copa.
Digo isso porque coxinhas não sabem torcer. Vão ao estadio esperando ver um espetáculo do “Cirque du Soleil” e quando o Brasil não mete uma goleada, os mimadinho começam a vaiar. Dai o adversário percebe a falta de suporte da torcida e parte pra cima. Aconteceu isso no jogo contra o México.
Dai o meu conselho aos coxinhas. Se tiver um minimo de amor ao Pais, ao invés de ir ao estadio tentar minar a Seleção, passe numa favela, ou bairro de periferia e entregue todos os seus ingressos aos primeiros batuqueiros ou roda de discussão que ver. Quando no estadio, a turma do morro / periferia dara o apoio que precisamos e o coxinha tera praticado uma boa ação.
Não gostaria que a arquibancada permanecesse a quinta coluna que tem sido ate aqui.
Antônio - Minas Gerais
23 de junho de 2014 3:47 pmA higienização social
também chegou aos estádios, agora denominados de Arenas. O pobre pode contemplar, mas do lado de fora.
ulderico
23 de junho de 2014 6:44 pmDaqui a pouco vão propor
Daqui a pouco vão propor cotas raciais para as arquibancadas.
Jair Fonseca
23 de junho de 2014 8:54 pmÓtima ideia, acompanhada de
Ótima ideia, acompanhada de cota social. Quem comprovar que ganha pouco, deveria pagar menos, sim.
evandro condé de lima
23 de junho de 2014 11:45 pmQuem sabe para ingresso em
Quem sabe para ingresso em cargo público? Itamaraty por exemplo. Professor Universitário, juiz, vamos ser criativos, por que não cargos eletivos?
Magna
23 de junho de 2014 7:12 pmSempre criticando no Brasil o que acontece desde sempre
Todas as COPAS são assim e agora que o jornalista inglês percebeu?
Os jogadores brasileiios não são incetivados pelos elitistas do estádio… e quando a Copa é fora daqui? Como é que o Brasil ganhou tantas COPAS fora do Brasil com a mesma torcida elitizada ao quadrado e bem menor, claro?
Pobre sempre fica de fora de todo evento caro. É assim no mundo inteiro há centenas de anos. E agora que jornalista inglês percebeu? Ah, já sei. Como um bom inglês ele quer um motivo pra criticar a COPA do Brasil e não está encontrando… aí ele descobre algo que já acontece desde sempre.
Tem jogadores negros em quase todos os times europeus. Agora mesmo vi vários na seleção da Holanda, inclusive um que fez gol.
Daniel Krein
23 de junho de 2014 7:26 pmA melamina está sumindo dos estádios.
Percebo que há bom tempo a classe econômica dos que frequentam nossos estádios vem mudando. Os pobres, que são muito mais numerosos dentre os afrodescendentes, estão sumindo dos estádios. Nem é preciso ir aos estádios para perceber isso, as imagens das torcidas captadas pela TV evidenciam com clareza a mudança. O brasileiro que vai a teatro e principalmente a concertos de música erudita sempre foi branco. Mas o público dos estádios, até coisa de duas décadas atrás, espelhava bem o espectro de etnias e de miscigenação do país.
Nesta copa a brancura do público brasileiro extrapolou minhas previsões. Fui com meu neto ao jogo Argentina X Irá, no mineirão. A melamina da torcida brasileira era ligeiramente superior à da torcida argentina. Para se notar a pequena diferença era preciso observar com atenção.
Sou favorável a subsídios públicos aos clubes (com controle da roubalheira, claro), pois essa exclusão dos pobres poderá trazer um drástico declínio no nível do nosso futebol.
Laís
23 de junho de 2014 10:14 pmSe o estádio fosse público e
Se o estádio fosse público e o ingresso fosse barato aí mesmo que o Rodrigo Constantino ia jurar com a mão na bíblia que futebol e coisa de socialista… Mas sem brincadeira , também acho que deveria haver uma forma de tornar o ngresso mais acessível ao torcedor mais pobre..alguém comentou q ingressos pra finais da NBA por exemplo custam caro, e qualquer ngresso para os jogos de futebol americano ( da bola oval) também não são baratos , mas os estádios – que são todos gigantescos – estão sempre lotados…Coloque- se a diferença de poder aquisitivo , mas também te a diferença de gestão … Não existe a figura do cartola do tipo federações estaduais de futebol , que mamam na teta do governo, do patrocinador e vive de vender direitos de transmissão pra Globo e de vender jogador pro futebol europeu Lá e um negócio , claramente e tem que dar lucro – e da . Algum jeito os caras arrumam pra vender tanto ingresso pra garantir estádios lotados daquele jeito. Algum ponto de equilíbrio entre o poder aquisitivo do torcedor médio e o valor a ser cobrado pelo ingresso eles conseguem achar. Cabe aos supostos empresários do futebol brasileiro conseguir resultados similares. aí acredito que a proporcionalidade na torcida ( povao) refletiria melhor a sociedade.